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MÁRIO SILVA - Fotografia, Pintura & Escrita

*** *** A realidade é a "minha realidade" em imagens (fotografia, pintura) e escrita

09
Nov25

Igreja de São Martinho – Ervedosa – Vinhais – Bragança – Portugal


Mário Silva Mário Silva

Igreja de São Martinho

Ervedosa – Vinhais – Bragança – Portugal

09Nov DSC04079_ms

A fotografia de Mário Silva retrata a Igreja de São Martinho, na aldeia de Ervedosa, no concelho de Vinhais, distrito de Bragança.

A igreja é uma construção em granito rústico, com uma tonalidade dourada, banhada pela luz intensa do final da tarde, que projeta sombras nítidas.

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A fachada principal é marcada por uma torre sineira de dupla abertura, que se eleva acima do telhado de telha vermelha, e está coroada por uma cruz de pedra.

Na parte superior da fachada, no topo da empena, é visível um relógio de parede embutido na pedra.

A entrada principal, com uma porta de madeira escura, é ladeada por cantaria bem trabalhada.

A construção combina o granito à vista com paredes laterais caiadas de branco.

Um espelho de trânsito convexo em primeiro plano, no centro-direito, reflete a fachada de forma distorcida, introduzindo um elemento moderno no contexto histórico.

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São Martinho: Do Soldado Romano ao Patrono da Generosidade e do Vinho Novo

A Igreja de São Martinho em Ervedosa (Vinhais) é um testemunho da profunda e antiga devoção portuguesa a este santo, cujo culto está intrinsecamente ligado à época do outono e à celebração do vinho novo.

A história de São Martinho de Tours, que se tornou um dos santos mais populares da Europa, explica a origem do famoso "Verão de São Martinho" e do ritual do Magusto.

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A Origem do Culto: O Manto e a Caridade

O culto a São Martinho (316–397 d.C.) tem origem numa lenda que se tornou um símbolo de generosidade e misericórdia cristã.

Segundo a história, Martinho era um jovem soldado romano na Gália.

Num dia de inverno rigoroso, encontrou um mendigo quase nu à porta da cidade de Amiens.

Sem ter nada para oferecer, Martinho cortou a sua capa militar (o manto) a meio com a espada e deu metade ao mendigo.

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Naquela noite, Martinho sonhou com Jesus, vestido com a metade do manto que havia dado.

Ao acordar, Martinho compreendeu que o ato de caridade era a sua verdadeira vocação, e a partir desse momento, dedicou a sua vida à fé.

Acabou por ser batizado e, mais tarde, nomeado Bispo de Tours, na França.

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O Milagre do Verão de São Martinho

O dia da sua celebração, 11 de novembro, marca um período de melhoria climática no outono europeu, conhecido em Portugal como o Verão de São Martinho.

A lenda diz que o milagre da capa (o corte e a entrega do manto) foi recompensado por Deus com três dias de sol e calor inesperados para aquecer o pobre mendigo.

Este período é esperado anualmente em Portugal e celebrado com alegria.

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O Magusto: Vinho Novo e Castanhas

A data de 11 de novembro coincide com o final das colheitas e o início da prova do vinho novo.

Assim, o culto a São Martinho ligou-se naturalmente ao ritual do Magusto, em que as famílias e comunidades se reúnem para assar castanhas na fogueira (em Trás-os-Montes, como em muitas outras regiões) e beber o vinho acabado de fazer ou a água-pé.

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A Igreja de São Martinho em Ervedosa, com a sua arquitetura de granito, representa este pilar da tradição: um local de fé que resiste ao tempo e que, todos os anos, se torna o centro espiritual de uma festa que celebra a bondade, a memória do santo e a renovação dos frutos da terra.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
07
Out24

"Até ao Lavar dos Pipos é Vindima" - Mário Silva


Mário Silva Mário Silva

"Até ao Lavar dos Pipos é Vindima"

Mário Silva

07Out DSC09432_ms

A fotografia de Mário Silva, intitulada "Até ao Lavar dos Pipos é Vindima", captura um momento quotidiano e essencial da vindima, a época da colheita da uva.

A imagem apresenta dois grandes barris de madeira, elementos centrais da produção vinícola, num ambiente rústico e característico das zonas rurais.

O barril maior, com uma torneira, contrasta com o barril menor, deitado sobre uma tábua de madeira.

Ambos os barris demonstram sinais de uso, com a madeira envelhecida e manchas de vinho, evidenciando a sua função na produção de vinho.

O fundo da fotografia é composto por uma parede de pedra e um chão de terra batida, elementos que reforçam a atmosfera rural e tradicional da cena.

A luz natural incide sobre os barris, criando sombras e destacando a textura da madeira.

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O título da fotografia, "Até ao Lavar dos Pipos é Vindima", revela a intenção do fotógrafo em destacar a importância de cada etapa do processo de vinificação, mesmo as mais simples e quotidianas.

O ato de lavar os pipotes, ou barris, é um momento de preparação para a nova vindima, simbolizando o ciclo da vida e da produção vinícola.

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Os barris são os protagonistas da imagem, representando a tradição e a cultura vinícola.

A sua presença evoca a passagem do tempo, a história e o trabalho humano envolvido na produção do vinho.

O fundo da fotografia, com a parede de pedra e o chão de terra batida, transporta o observador para um ambiente rural e autêntico, onde a vindima é uma atividade fundamental.

A luz natural incide sobre os barris, criando um efeito de realismo e autenticidade.

As sombras e as texturas da madeira conferem profundidade à imagem.

A paleta de cores da fotografia é predominantemente terrosa, com tons de castanho e ocre, que evocam a terra, a madeira e o vinho.

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A fotografia de Mário Silva vai além de um simples registro visual.

Ela convida o observador a refletir sobre o significado da vindima e a importância da tradição na cultura portuguesa.

A imagem celebra o trabalho árduo dos vinhateiros e a beleza da natureza, que se manifesta na transformação da uva em vinho.

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"Até ao Lavar dos Pipos é Vindima" é uma fotografia que emociona e inspira.

Através de uma composição simples e elementos visuais fortes, Mário Silva captura a essência da vindima e convida-nos a apreciar a beleza das coisas simples.

A imagem é um tributo à tradição e à cultura portuguesa, e um convite a celebrar a vida e o trabalho.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
28
Mar24

A Última Ceia


Mário Silva Mário Silva

A Última Ceia

M28 Última Ceia

A Última Ceia aconteceu na Quinta-feira Santa, durante a Páscoa judaica, no ano 30 d.C.

Jesus reuniu-se com os seus doze apóstolos para celebrar a última refeição antes de sua crucificação. Durante a ceia, Jesus instituiu a Eucaristia, um dos sacramentos mais importantes da fé católica.

A Última Ceia possui um significado profundo para os católicos:

- Sacrifício de Jesus: A Eucaristia representa o sacrifício de Jesus na cruz. O pão e o vinho simbolizam o corpo e o sangue de Cristo, que foram entregues para a redenção da humanidade.

- Nova Aliança: A Última Ceia marca o início da Nova Aliança entre Deus e a humanidade. Através da Eucaristia, os fiéis se unem a Cristo e participam da vida divina.

- Comunhão: A Eucaristia é um momento de comunhão entre os fiéis. Ao compartilhar o pão e o vinho, os católicos se unem a Cristo e uns aos outros.

- Amor e serviço: A Última Ceia também é um momento de recordar o amor e o serviço de Jesus. Ao lavar os pés dos seus discípulos, Jesus ensinou a importância da humildade e do serviço ao próximo.

A Última Ceia está repleta de simbolismo:

- Pão e vinho: O pão representa o corpo de Cristo e o vinho representa o seu sangue.

- Lavar os pés: Simboliza a humildade e o serviço ao próximo.

- Traição de Judas: A presença de Judas na Última Ceia é uma chamada de atenção da traição e do pecado.

A Última Ceia é celebrada pelos católicos na Quinta-feira Santa durante a Missa da Ceia do Senhor. A celebração inclui a leitura dos relatos bíblicos da Última Ceia, a lava-pés, a consagração do pão e do vinho e a distribuição da Eucaristia.

A Última Ceia é um evento central na fé católica. É um momento de recordar o sacrifício de Jesus, a Nova Aliança, a comunhão entre os fiéis e o amor e serviço de Cristo.

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Texto & Pintura(AI): ©MárioSilva

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Mário Silva 📷

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