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MÁRIO SILVA - Fotografia, Pintura & Escrita

*** *** A realidade é a "minha realidade" em imagens (fotografia, pintura) e escrita

10
Jan26

"Tanta vinha abandonada ... mas há sempre alguém resiliente ... e faz crescer uma nova" - Mário Silva


Mário Silva Mário Silva

"Tanta vinha abandonada ...

mas há sempre alguém resiliente ...

e faz crescer uma nova"

Mário Silva

10Jan DSC03487_ms.JPG

Esta é uma imagem que evoca a melancolia do mundo rural português, mas que, através do olhar de Mário Silva e do título escolhido, transforma-se numa narrativa de esperança.

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A fotografia "Tanta vinha abandonada ... mas há sempre alguém resiliente ... e faz crescer uma nova" transporta-nos para uma encosta marcada pela geometria das estacas de suporte, que se estendem como sentinelas de um tempo passado.

A luz quente do entardecer banha o terreno árido e as videiras despidas, conferindo um tom dourado e nostálgico à paisagem.

Ao fundo, no topo da colina, destaca-se uma imponente formação granítica — um "pousio" de rocha — que parece observar a passagem das gerações.

A imagem capta o contraste entre o aparente abandono da terra e a força silenciosa da natureza e do esforço humano que teima em recomeçar.

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A Resiliência da Terra — O Renascer entre as Cinzas do Abandono

O interior de Portugal é um cenário de contrastes profundos, onde a beleza da paisagem muitas vezes esconde a ferida aberta da desertificação humana.

A fotografia de Mário Silva confronta-nos com uma realidade visual gritante: as vinhas abandonadas.

Aquelas estacas, outrora orgulhosas e carregadas de fruto, surgem agora como esqueletos de uma economia e de um modo de vida que muitos acreditam estar em declínio.

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O Ciclo do Esquecimento

O abandono de uma vinha não é apenas a perda de uma cultura agrícola; é o desvanecer de uma herança.

Cada videira arrancada ou deixada ao abandono representa braços que partiram para a cidade ou para o estrangeiro, e mãos envelhecidas que já não conseguem sustentar a tesoura de poda.

É o silêncio que ocupa o lugar das vozes das vindimas.

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A Figura do Resiliente

Contudo, o título da obra aponta para o elemento que mantém o mundo rural vivo: a resiliência.

No meio de hectares de desolação, há sempre alguém — o herdeiro apaixonado, o jovem que regressa às origens, ou o resistente que nunca saiu — que decide que o ciclo não termina ali.

Fazer crescer uma vinha nova num terreno rodeado de abandono é um ato de coragem, quase de rebeldia. Exige:

Paciência: Para preparar a terra exausta.

Fé: No clima e no mercado, tantas vezes madrastos.

Visão: Para ver o vinho futuro onde outros apenas veem silvados e esquecimento.

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O Futuro que Brota do Granito

Tal como as rochas graníticas que pontuam a paisagem da fotografia — imutáveis e sólidas — a vontade humana de cultivar e produzir é um pilar da nossa identidade.

A "nova vinha" mencionada por Mário Silva é mais do que agricultura; é um sinal de que, enquanto houver alguém disposto a cuidar da terra, a paisagem nunca estará verdadeiramente morta.

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A resiliência é o adubo mais forte.

É ela que garante que, por cada encosta esquecida, haverá um novo rebento verde a desafiar o cinzento do tempo, provando que a vida, tal como o bom vinho, tem a capacidade de se renovar e de surpreender quem sabe esperar por ela.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
07
Nov25

"A parreira e Águas Frias" - Chaves - Portugal


Mário Silva Mário Silva

"A parreira e Águas Frias"

Chaves - Portugal

07Nov DSC09270_ms

A fotografia de Mário Silva é uma paisagem que enquadra a vista de uma aldeia a partir de uma vinha.

A imagem está dividida em dois planos distintos: o primeiro plano é dominado por um elemento natural em “bokeh” (desfocado), nomeadamente os ramos de uma parreira com folhas em tons de vermelho-vivo e ocre de outono.

Este filtro natural emoldura a paisagem no centro da composição.

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O segundo plano, em foco, revela a aldeia de Águas Frias, caracterizada por um aglomerado de casas tradicionais, com paredes brancas e telhados de barro avermelhado, que se aninham na encosta.

O casario estende-se pela colina, em harmonia com o relevo.

O fundo é montanhoso, coberto por vegetação densa.

A luz suave da manhã ilumina as fachadas, conferindo-lhe uma sensação de paz e integração rural.

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A Parreira e a Aldeia: O Vínculo Indissolúvel entre a Vinha e a Vida Rural Transmontana

A fotografia de Mário Silva, que enquadra a paisagem de Águas Frias através do manto outonal de uma parreira, é uma poderosa metáfora do Norte de Portugal: a vida da aldeia é inseparável do ciclo da vinha.

A parreira e o casario não são apenas elementos vizinhos, mas partes de um mesmo organismo, onde a cultura e a economia se constroem em torno da terra.

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A Vinha: O Espelho da Vida em Trás-os-Montes

O primeiro plano, dominado pelas folhas da parreira em tons de fogo, simboliza a época da colheita e do repouso.

As cores intensas — do vermelho vibrante ao castanho-ocre — atestam o final da vindima, a altura mais importante do ano agrícola.

Em Trás-os-Montes, a viticultura é uma herança ancestral; a vinha não é cultivada em extensões industriais, mas em socalcos e parcelas pequenas, muitas vezes adjacentes ou mesmo dentro das aldeias.

A parreira é, assim, o símbolo do trabalho e da subsistência das gentes de Águas Frias.

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A Aldeia: Um Nicho de Permanência

A aldeia de Águas Frias, visível ao longe, é o ninho da comunidade.

As casas de paredes claras e telhados vermelhos, perfeitamente integradas na encosta, mostram a arquitetura tradicional que privilegia a funcionalidade e a adaptação ao terreno.

A sua disposição compacta sugere a união e a dependência mútua dos seus habitantes.

A aldeia e a vinha coexistem num ecossistema onde a matéria-prima (a uva) é transformada em produto (o vinho), que, por sua vez, sustenta a vida da comunidade.

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A Perspetiva da Emoção

Ao escolher enquadrar a aldeia através da parreira, o fotógrafo estabelece uma perspetiva emocional.

O “bokeh” das folhas funciona como um véu de memória, sugerindo que a visão que se tem da vida rural é inseparável da sua produção e da sua história.

É um olhar que valoriza o sacrifício e a beleza do ciclo natural.

A parreira não é apenas uma planta; é a moldura viva da tradição transmontana.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
21
Out24

"O Espantalho no Meio da Vinha" - Águas Frias - Chaves - Portugal


Mário Silva Mário Silva

"O Espantalho no Meio da Vinha"

21Out DSC07700_ms

A fotografia "O Espantalho no Meio da Vinha" de Mário Silva, capturada nas vinhas de Águas Frias - Chaves, Portugal, é uma obra que transcende a mera representação visual de um objeto. É uma fotografia que evoca emoções, conta histórias e convida-nos a uma reflexão mais profunda sobre a relação entre o homem e a natureza, o trabalho e a tradição.

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A imagem apresenta um espantalho no meio de uma vinha exuberante.

A figura do espantalho, com as suas roupas esfarrapadas e um boné descolorido, contrasta com a vivacidade das videiras carregadas de uvas.

O fundo, composto por um emaranhado de folhagens, cria uma atmosfera bucólica e serena.

A luz natural incide sobre a cena, realçando as texturas e as cores vibrantes da natureza.

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A fotografia é um exemplo de como uma composição simples e bem pensada pode ser extremamente eficaz.

O espantalho, como elemento central, domina a imagem, mas é ao mesmo tempo integrado à paisagem.

O contraste entre a figura estática do espantalho e a dinâmica da natureza viva cria uma tensão visual que captura a atenção do observador.

A imagem conta uma história sem palavras.

O espantalho, guardião da vinha, evoca a figura do agricultor, do homem do campo, e a importância do trabalho manual na produção de alimentos.

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A fotografia é uma homenagem à cultura agrícola, às raízes rurais de Portugal e ao trabalho árduo dos agricultores.

O espantalho, como um artefacto do passado, convida-nos à reflexão sobre a passagem do tempo e a importância de preservar as tradições.

A imagem celebra a beleza da natureza e a nossa relação com ela.

A vinha, símbolo de fertilidade e abundância, é um elemento central na composição.

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A fotografia documenta um modo de vida que está em constante transformação.

O espantalho, embora ainda presente em algumas regiões, é cada vez mais raro.

A imagem pode ser considerada um documento do património cultural de Portugal, registando uma prática agrícola ancestral.

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"O Espantalho no Meio da Vinha" é muito mais do que uma simples fotografia.

É uma obra de arte que nos convida a olhar para o mundo com outros olhos, a apreciar a beleza das coisas simples e a valorizar a nossa herança cultural.

A fotografia de Mário Silva é um convite à reflexão sobre a nossa relação com a natureza, com o trabalho e com as tradições.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
28
Set24

A Cancela Vermelha


Mário Silva Mário Silva

A Cancela Vermelha

28Set DSC05054_ms

No coração das Terras de Monforte, onde as vinhas se estendem como um mar verde-esmeralda, havia uma pequena propriedade vinícola de nome Quinta do Sol.

Era um lugar encantador, com os seus vinhos premiados e a sua vista deslumbrante sobre as colinas e serra do Larouco.

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No entanto, havia um pequeno problema que incomodava o proprietário, o Sr. Oliveira.

A entrada da Quinta do Sol era protegida por uma velha cancela de ferro, que estava enferrujada e com aparência de abandono.

O Sr. Oliveira decidiu que era hora de substituí-la por uma nova cancela, e assim o fez.

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A nova cancela era de ferro, mas era brilhante e vermelha, como um rubi.

Ela estava tão bonita que o Sr. Oliveira ficou orgulhoso de si mesmo.

No entanto, logo percebeu que havia um problema.

A cancela era tão bonita que atraía a atenção de todos que passavam pelo caminho.

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Um dia, enquanto o Sr. Oliveira estava a trabalhar na vinha, viu um grupo de “turistas” parando para admirar a cancela.

Eles tiravam fotos e faziam comentários entusiasmados.

O Sr. Oliveira ficou tão irritado que decidiu trancar a cancela.

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No dia seguinte, quando o Sr. Oliveira foi abrir a cancela, descobriu que estava trancada e não tinha trazido a chave.

Ele tentou de tudo, mas não conseguiu abri-la.

Ele ficou desesperado, pois precisava de entrar na vinha para cuidar das plantas.

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Finalmente, o Sr. Oliveira decidiu chamar um serralheiro.

O serralheiro chegou e, com um pouco de esforço, conseguiu abrir a cancela.

O Sr. Oliveira ficou aliviado, mas também estava irritado.

Ele decidiu que precisava de uma nova cancela, mas desta vez seria uma cancela que não chamasse a atenção.

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No dia seguinte, o Sr. Oliveira foi à cidade de Chaves e comprou uma nova cancela.

Era uma cancela de ferro, mas era castanha e sem graça.

Quando a instalou, ficou aliviado por não ter mais que se preocupar com “turistas” parando para admirar a cancela.

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No entanto, logo percebeu que havia um novo problema.

A cancela castanha era tão sem graça que ninguém a notava.

Ele sentia falta da beleza da cancela vermelha.

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Finalmente, o Sr. Oliveira decidiu que precisava de uma cancela que fosse bonita, mas que não chamasse a atenção.

Ele foi à cidade e comprou uma nova cancela.

Era uma cancela de ferro, mas era de um tom de vermelho suave e discreto.

Quando a instalou, ficou satisfeito.

A cancela era bonita, mas não era tão chamativa quanto a anterior.

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Desde então, o Sr. Oliveira tem sido feliz com a sua nova cancela.

Ela é bonita, mas não chama a atenção.

E o Sr. Oliveira pode finalmente trabalhar em paz na sua vinha.

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Moral da história: É importante encontrar um equilíbrio entre beleza e discrição.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
24
Mar22

O CARRO AZUL - Águas Frias – Chaves - Portugal


Mário Silva Mário Silva

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Águas Frias Chaves - Portugal

O CARRO AZUL

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Blog 24 DSC04493_ms

 

O cheiro doce
da terra já lavrada
atrai os pássaros
em cada madrugada…

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A terra vermelha
foi molhada.
Não há nada a perceber
depois das chuvas…

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Só mais tarde
a seara
ondulará ao sol
e haverá mel nas uvas…

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Agora,
é o triângulo
que une os braços
da charrua ao solo
que semeia as virtudes.
O querer, o saber e o poder
num olho garço imenso
que ilumina
os desígnios das alfaias.

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No meio do campo

Um carro azul

Refúgio de aves e Homens

Das gotas frescas da chuva

Em tempo inesperado.

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_______   José Dias Egipto   __________

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Fotografia: ©MárioSilva

Mário Silva 📷
11
Out21

Vindimas - Águas Frias (Chaves) - PORTUGAL


Mário Silva Mário Silva

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Sem dúvida, podemos afirmar que a vindima é uma atividade tradicional.

No segundo milénio A.C., os egípcios representavam nas suas inscrições a vindima e a pisada das uvas. Esses foram os primeiros documentos escritos relacionados à colheita da uva. No entanto, o primeiro vinho data de 8.000 anos, tornando esta prática ainda mais antiga.

Como curiosidade, certamente o surpreenderá saber que as técnicas que aplicamos hoje não diferem tanto daquelas da época.

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Blog 11 DSC05860_ms

VINDIMA
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“Mosto, descantes e um rumor de passos
Na terra recalcada dos vinhedos.
Um fermentar de forças e cansaços
Em altas confidências e segredos.
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Laivos de sangue nos poentes baços.
Doçura quente em corações azedos.
E, sobretudo, pés, olhos e braços
Alegres como peças de brinquedos.
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Fim de parto ou de vida, ninguém sabe
A medida precisa que lhe cabe
No tempo, na alegria e na tristeza.
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Rasgam-se os véus do sonho e da desgraça.
Ergue-se em cheio a taça
À própria confusão da natureza.”


______________________Miguel Torga, In O outro livro de Job___________

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Ver também:

https://www.facebook.com/mariofernando.silva.9803/

http://aguasfrias.blogs.sapo.pt

https://www.youtube.com/channel/UCH8jIgb8fOf9NRcqsTc3sBA...

https://twitter.com/MrioFernandoGo2

https://www.instagram.com/mario_silva_1957/

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Mário Silva 📷
29
Set19

Águas Frias (Chaves) - ... o início do outono ... tempo das vindimas e outros ....


Mário Silva Mário Silva

 

 

... o início do outono ...

tempo das vindimas

e outros ....

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... cachos de uvas, que darão um delicioso vinho ...

... cachos de uvas, que darão um delicioso vinho ...

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... e as andorinhas dos beirais "Delichon urbicum", estão prontas para nos abandonar, percorrendo grandes distâncias para países mais quentes ... mas regressam na próxima primavera ...

... e as andorinhas dos beirais "Delichon urbicum", estão prontas para nos abandonar, percorrendo grandes distâncias para países mais quentes ...

mas regressam na próxima primavera ...

 

Águas Frias (Chaves) - ... uma vista sobre a Aldeia ...

... uma vista sobre a Aldeia ...

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... duas aves: uma desinibida e deixando-se fotografar, a outra, envergonhada, escondendo-se por entre as folhas ...

... duas aves: uma desinibida e deixando-se fotografar, a outra, envergonhada,

escondendo-se por entre as folhas ...

 

Águas Frias (Chaves) - ... os campos de centeio. já segado ...

... os campos de centeio, já segado ...

 

Águas Frias (Chaves) - ... vindimando ...

... vindimando ...

 

Águas Frias (Chaves) - ... uma casa na Aldeia (entretanto, remodelada) ...

... uma casa na Aldeia (entretanto, remodelada) ...

 

Águas Frias (Chaves) - ... vista sobre a Lampaça ...

... vista sobre a Lampaça ...

 

Águas Frias (Chaves) - ... as galinhas rodeando o galo ...

... as galinhas, "Gallus gallus domesticus", rodeando o galo ...

 

 

Até breve !!!!

 

 

 

 

 

 

 

Mário Silva 📷
25
Mar17

Águas Frias (Chaves) - "...Nasce erva em Março, ainda que lhe dêem com um maço..."


Mário Silva Mário Silva

 

 

"Nasce erva em Março,

ainda que lhe dêem com um maço."

 

Águas Frias (Chaves) - ... o armazém  e os campos ...

     ... o armazém e os campos de erva verde...     

 

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... vista parcial da Aldeia ...

     ... vista parcial da Aldeia ...     

 

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... uma pequena pausa no trabalho agrícola ...

     ... uma breve pausa no trabalho agrícola ...     

 

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... uma janela portuguesa com a sua cortina rendada...

     ... uma janela portuguesa com a sua cortina rendada...     

 

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... uma vista parcial da Aldeia ...

     ... (mais) uma vista parcial da Aldeia ...     

 

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... cavando a vinha ...

      ... cavando a vinha ...     

 

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... lua em pleno dia ...

      ... lua em pleno dia ...     

 

 

 

 

 

Até Breve !!!!!!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Mário Silva 📷

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