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MÁRIO SILVA "navegando" em ... águas frias

"Navegando" no Reino Maravilhoso por Terras de Monforte, especialmente na Aldeia de Águas Frias - Chaves - Trás-Os-Montes - PORTUGAL

MÁRIO SILVA "navegando" em ... águas frias

"Navegando" no Reino Maravilhoso por Terras de Monforte, especialmente na Aldeia de Águas Frias - Chaves - Trás-Os-Montes - PORTUGAL

29
Set19

Águas Frias (Chaves) - ... o início do outono ... tempo das vindimas e outros ....


Mário Silva Mário Silva

 

 

... o início do outono ...

tempo das vindimas

e outros ....

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... cachos de uvas, que darão um delicioso vinho ...

... cachos de uvas, que darão um delicioso vinho ...

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... e as andorinhas dos beirais "Delichon urbicum", estão prontas para nos abandonar, percorrendo grandes distâncias para países mais quentes ... mas regressam na próxima primavera ...

... e as andorinhas dos beirais "Delichon urbicum", estão prontas para nos abandonar, percorrendo grandes distâncias para países mais quentes ...

mas regressam na próxima primavera ...

 

Águas Frias (Chaves) - ... uma vista sobre a Aldeia ...

... uma vista sobre a Aldeia ...

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... duas aves: uma desinibida e deixando-se fotografar, a outra, envergonhada, escondendo-se por entre as folhas ...

... duas aves: uma desinibida e deixando-se fotografar, a outra, envergonhada,

escondendo-se por entre as folhas ...

 

Águas Frias (Chaves) - ... os campos de centeio. já segado ...

... os campos de centeio, já segado ...

 

Águas Frias (Chaves) - ... vindimando ...

... vindimando ...

 

Águas Frias (Chaves) - ... uma casa na Aldeia (entretanto, remodelada) ...

... uma casa na Aldeia (entretanto, remodelada) ...

 

Águas Frias (Chaves) - ... vista sobre a Lampaça ...

... vista sobre a Lampaça ...

 

Águas Frias (Chaves) - ... as galinhas rodeando o galo ...

... as galinhas, "Gallus gallus domesticus", rodeando o galo ...

 

 

Até breve !!!!

 

 

 

 

 

 

 

08
Out16

Águas Frias (Chaves) - ... vindimas 2016


Mário Silva Mário Silva

 

 

Vindimas 2016

 

 

"O fim do Verão e o início do Outono é sinónimo de colheitas e em Portugal abre-se a época das vindimas: as uvas estão prontas para serem colhidas das videiras, num trabalho realizado em ambiente de festa e convívio, para depois produzir o vinho do ano. Uma tradição portuguesa que, apesar de modernizada em alguns aspetos, ainda é o que era.

 

Águas Frias (Chaves) - ... vindimas 2016 ...

 

 

Época das vindimas
As vindimas representam uma época do ano singular em Portugal que abrange todas as atividades que decorrem entre a apanha da uva e a produção do vinho. Depois da poda em Janeiro, dá-se a formação dos cachos na Primavera e é durante o Verão que as uvas ganham cor, aroma e paladar. Entre Setembro e o Outubro, quando as uvas já se apresentam maduras, ou seja, quando o seu peso, cor e acidez apresentam as condições ideais para a produção do vinho, decorrem as vindimas. Apesar das várias técnicas introduzidas pelos enólogos de hoje, continua a ser perfeitamente possível determinar a melhor altura para se vindimar através de um simples e tradicional método popular: quando os pés das uvas estiverem murchos e as peles dos bagos começarem a contrair. Junta-se depois um grupo de pessoas que, numa manhã, vindimam os cachos, apanhando-os à mão ou utilizando uma tesoura de apoio para rapidamente os cortar. O acondicionamento das uvas exige sempre um grande cuidado e o transporte para a adega deve ser o mais imediato possível, pois as uvas amassadas, juntamente com o calor que pode ainda marcar a época das vindimas, pode levar a uma fermentação prematura das uvas. Na adega, as uvas são depositadas num pegão e/ou selecionadas a partir de um tapete rolante; segue-se o desengaçamento das uvas e o seu esmagamento, do qual resulta o mosto; o mosto, por sua vez, é fermentado e assim transformado em álcool; no final do processo de fermentação, o vinho é armazenado em depósitos de madeira, cimento ou inox até estar próprio para consumo; segue-se o engarrafamento, distribuição e consumo.

 

Águas Frias (Chaves) - ... vindimas 2016 ... belo cacho de uva branca ...

 

 

As vindimas ontem
As vindimas são um verdadeiro marco da etnografia portuguesa e, em tempos passados, o trabalho da colheita das uvas era visto, sobretudo, como uma autêntica celebração. Familiares e amigos reuniam-se no dia designado para as vindimas – cada um combinando datas diferentes para que o grupo pudesse ajudar nas vindimas uns dos outros – e o trabalho começava bem cedo com os homens carregando escadas de madeira às costas para se chegar a todos os cachos e as mulheres com os cestos de vime, onde seriam transportadas as uvas, na cabeça. As crianças e os idosos acompanha

vam de perto cada minuto das vindimas, ajudando sempre que podiam. E porque se tratava de uma verdadeira celebração, as vindimas decorriam ao som dos ranchos folclóricos que seguiam para as terras em ritmo de cortejo. Os trajes típicos emprestavam ainda mais cor ao cenário das videiras pesadas com deliciosas uvas e ao chilrear dos pássaros juntavam-se as músicas tradicionais das vindimas, acompanhadas pelos bombos, concertinas, ferrinhos e braguesas. A meio da manhã parava-se para petiscar qualquer coisa e ganhar força para continuar, sendo os homens a carregar os cestos de vime já repletos de uvas até aos carros de bois, enquanto as mulheres não deixavam escapar nem um cacho das videiras. O descanso merecido depois de uma manhã inteira a vindimar acontecia durante um almoço prolongado, sempre em ambiente de festa. Ao anoitecer, as vindimas e as celebrações continuavam nos lagares onde os homens, de calções ou calças arregaçadas, formavam uma roda, davam os braços e ao ritmo da música pisavam as uvas colhidas de manhã.

 

Águas Frias (Chaves) - ... vindimas 2016 ...

 

As vindimas hoje
Embora sem os contornos de festa de tempos passados, as vindimas de hoje continuam a aliar uma forte componente de convívio ao seu trabalho incontornável. Continua-se a reunir família e amigos em torno deste ritual anual onde, nu

ma manhã de fim de semana, com tesouras na mão e cestos ou caixas aos seus pés, se recolhem cuidadosamente os cachos de uvas. A pausa a meio da manhã mantém-se e concluído o trabalho, o tradicional almoço é aproveitado para descansar e pôr

a conversar em dia. Os carros de bois deram lugar aos tratores e depois de colhidas as uvas, outrora levadas para os lagares para serem pisadas, seguem para as adegas onde, com recurso a equipamentos mecânicos, serão transformadas em vinho. Atualmente procura-se manter esta tradição – nem que em alguns locais se tenha de proceder ao recrutamento de mão-de-obra sazonal – porque as vindimas são essenciais para assegurar a produção do já mundialmente famoso vinho português. Acima de tudo, uma manhã passada ao ar livre, a colher os frutos da Mãe Natureza, em boa companhia, é algo que muitas pessoas aguardam ansiosamente todos os anos, principalmente aquelas que vivem os seus dias nas grandes cidades."

 In:http://clubedevinhos.com/artigos/vindimas-portugal-tradicao-que-perdura

 

Águas Frias (Chaves) - ... vindimas 2016 ... carregando os sacos cheios de belas uvas ...

 

 

 

 Atá breve ... para provar a bela pinga que desta uvas se fará ....

 

 

 

 

20
Out07

Águas Frias (Chaves) - Vindimas


Mário Silva Mário Silva

Embora, um pouco tardio (já que se realizaram em finais de Setembro inícios de Outubro), decidi dedicar o tema deste "post" às Vindimas em Águas Frias - Chaves.

 

 As vinhas, Águas Frias e o Castelo

 

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O acto de vindimar é o culminar de um looongo e árduo trabalho de todo um ano - já que se teve que podaras vides, escarnar, lavrar, caldear, ....) e ... com a desvantagem da maioria das vinhas em Águas Frias ficarem longe do centro a aldeia.

 

 

Talvez por esse motivo, esta actividade agrícola, esteja sempre ligada à alegria ...

 

 

... Antigamente, enquanto se vidimava, cantava-se, havendo, até despique entre grupos de vindimadores, sendo uma forma de cadenciar a tarefa, torná-la mais "leve"; fazendo esquecer  as dores das costas e braços; de esquecer o frio ou a chuva; e até, sendo uma maneira ardilosa de poupar uns cachos de uvas - "enquanto se canta não se come..."

 

E por falar em comer ... quem não se lembra, de a meio da manhã, do "mata-bicho", que a dona da vinha preparava e carregava pelos caminhos, trazendo-o aos vindimadores, em cestos cobertos em alvos panos?

Era preciso retemperar as forças, pois a tarefa de cortar cachos de uvas, encher os baldes (antigamente, cestos vindimos) que depois de cheios era preciso levar às costas para, hoje o tractor, antigamente a carroça.

 

 

 

Mas as vindimas ainda não acabaram aqui ... é preciso descarregar todas as uvas para o lagar.

Ao entardecer ou à noitinha, nova etapa é urgente concluir - pisar as uvas.

 

 

Hoje já pouco se pode comparar ao passado não muito longínquo ....

Os homens, de calções ou calças arregaçadas por cima do joelho e pés descalços, amassam as uvas de forma ritmada mas enérgica, entoando cantigas que, por vezes, eram acompanhadas pelo som do realejo.

Tudo se fazia com alegria e cooperação, já que estas tarefas exigiam força de muita gente e as famílias ajudavam-se umas às outras, evitando assim o pagamento de jeiras.

Agora, é preciso deixar o mosto fermentar ...

 

 

Mas, ainda  muito  há a fazer até que se possa provar este néctar dos Deuses (seja ele Baco, romano ou Dionísio, grego) .... esperemos pela altura do S. Martinho.

 

Até lá .... vai-se degustando o que ainda ficou nas pipas do ano anterior.

 

.... já que este ano não foi um ano de abundância (houve vinhas que produziram menos 30 a 40% relativamente ao ano anterior), que ele seja "pouco mas bô" .

 

 

 

As Vindimas
.........................................

Já acabou o verão,
As vindimas estão a começar.
As uvas vão para a fermentação,
Para depois o vinho se preparar.

Como é bom recordar,
As vindimas na nossa aldeia.
E as uvas pisar,
À noite à luz da candeia.


E recordar também,
As cantigas de antigamente.
Que toavam pelos vinhedos além,
Cantadas por toda a gente.


À noite já no lagar,
As uvas se pisavam.
Os garotos eram os primeiros a entrar,
E os homens os ensinavam.


Era bonito ver a garotada,
Numa festa de alegria.
Ia-se cantando à desgarrada,
E música a toque de sanfona havia.


A adiafa* depois se fazia,
Quando o vinho ia a cozer.
Com cantares e música o povo se divertia,
Não faltando boa pinga e o comer.


Eram tempos de outrora,
Cantando de noite e dia.
As vindimas de agora,
Já não têm a mesma alegria!

 

Arnaldo Anacleto

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* adiafa – oferenda de.limentos e/ou gratificação com que se compensavam os trabalhadores no fim de qualquer labor agrícola importante (vindimas, ceifa, colheita, …)

 

 

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