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MÁRIO SILVA - Fotografia, Pintura & Escrita

*** *** A realidade é a "minha realidade" em imagens (fotografia, pintura) e escrita

03
Ago25

"Igreja da Isla de La Toja"


Mário Silva Mário Silva

"Igreja da Isla de La Toja"

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Esta fotografia de Mário Silva, intitulada "Igreja da Isla de La Toja", capta uma vista exterior de uma pequena e singular igreja, distinguindo-se pela sua cobertura quase total de conchas de vieira.

A igreja apresenta uma arquitetura charmosa, com uma torre sineira proeminente no centro da fachada principal, que se eleva em vários níveis.

A estrutura é predominantemente de cor clara, com os detalhes das conchas visíveis por toda a superfície das paredes e da torre.

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A fachada frontal possui uma porta central e duas janelas laterais, todas com molduras simples e um aspeto clássico.

O telhado da igreja, visível na parte direita da imagem, também está coberto por conchas, criando uma textura escamosa e única.

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A igreja está inserida num ambiente ajardinado, com relva verde bem cuidada e palmeiras altas, que adicionam um toque tropical e mediterrânico à paisagem.

No fundo, vislumbra-se um corpo de água, sugerindo a localização insular da igreja, e a linha do horizonte sob um céu claro e luminoso.

A iluminação é forte e natural, realçando a brancura das conchas e o verde da vegetação.

A imagem transmite uma sensação de tranquilidade, singularidade e uma forte ligação ao ambiente marinho.

 

A Igreja das Conchas de La Toja

Um Santuário Marítimo na Galiza

A Ilha de La Toja (O Grove, Pontevedra, Espanha), um dos destinos mais emblemáticos das Rias Baixas galegas, é famosa pelas suas águas termais, pela paisagem luxuriante e por uma joia arquitetónica verdadeiramente singular: a Capela de San Caralampio e da Virgem do Carmo, mais conhecida como a "Igreja das Conchas".

Capturada com mestria pela objetiva de Mário Silva na sua fotografia, esta igreja é um testemunho da devoção popular e da criatividade humana em harmonia com a natureza circundante.

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Uma Devoção Enraizada no Mar

Embora a sua estrutura original seja do século XIX, o que torna esta igreja verdadeiramente única e digna de nota é a sua cobertura externa: está completamente revestida por conchas de vieiras (Pecten maximus), o símbolo universal dos peregrinos do Caminho de Santiago.

Mais do que um mero adorno, esta característica confere-lhe um aspeto orgânico e uma profunda ligação ao mar que a rodeia.

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A capela é dedicada a duas figuras de grande importância para a comunidade local.

San Caralampio é um santo venerado pela sua proteção contra doenças da pele, o que faz todo o sentido numa ilha que se tornou um reconhecido balneário termal.

A sua intercessão era procurada por aqueles que vinham às águas curativas de La Toja.

A segunda padroeira é a Virgem do Carmo (Virgen del Carmen), a padroeira dos marinheiros e pescadores, cuja presença é omnipresente nas comunidades costeiras da Galiza.

Esta dupla dedicação reflete a alma de La Toja: a saúde e o mar.

 

As Vieiras: Mais que Decoração

As vieiras que cobrem as paredes, a torre sineira e até o telhado da igreja não são apenas um capricho estético.

Tradicionalmente, as vieiras eram e são um símbolo do Caminho de Santiago.

Os peregrinos, ao chegar a Santiago de Compostela, levavam uma vieira como prova da sua jornada.

A sua disposição em camadas, como escamas, cria uma textura visual fascinante, que muda com a luz do sol e as condições atmosféricas, conferindo à igreja um brilho perolado e uma mimetização com o ambiente marinho.

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A prática de cobrir a igreja com conchas começou por volta de 1900, impulsionada pelos próprios habitantes da ilha e visitantes, que viam nas conchas um elemento decorativo barato e abundante, ao mesmo tempo que simbolizava a ligação da ilha ao mar e à peregrinação.

Com o tempo, esta particularidade tornou-se a sua maior atração, transformando a capela num ícone reconhecível da Galiza e um ponto de paragem obrigatório para qualquer visitante.

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Um Marco de Fé e Beleza Natural

A Igreja das Conchas de La Toja é mais do que um edifício religioso; é um marco cultural e natural que encapsula a devoção, a história e a singularidade da Ilha de La Toja.

A sua imagem, como a que Mário Silva nos oferece, convida à contemplação da beleza criada pela fusão da fé humana com os tesouros que o mar oferece, tornando-a um santuário verdadeiramente marítimo e um tesouro da arquitetura popular galega.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
03
Out24

Antigo pórtico e antiga capela - Águas Frias - Chaves - Portugal


Mário Silva Mário Silva

Antigo pórtico, encimado por uma concha de S. Tiago e dois pináculos e anexo, a antiga capela que já foi dedicada a Nossa Senhora dos Prazeres (antes de ser reformada e descaraterizada, tendo-se perdido a sua essência, significado e interesse cultural e artístico) - Águas Frias - Chaves - Portugal

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A fotografia apresenta um elemento arquitetónico de grande valor histórico e cultural, localizado em Águas Frias, Chaves, Portugal:

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A estrutura principal da imagem é um pórtico, uma espécie de portal ou entrada monumental, que outrora dava acesso a um espaço sagrado.

O pórtico é encimado por uma concha, símbolo tradicionalmente associado ao Apóstolo Santiago, padroeiro de Portugal.

Essa concha, além de seu valor religioso, também possui conotações marítimas e de peregrinação, remetendo às rotas percorridas pelos peregrinos que se dirigiam a Santiago de Compostela.

Dos lados da concha, observam-se dois pináculos, elementos arquitetónicos em forma de torre aguda, que conferem verticalidade e ornamentação ao pórtico.

O pórtico faz parte de um conjunto arquitetónico maior, que no passado abrigava uma capela dedicada a Nossa Senhora dos Prazeres.

A presença da capela indica a importância religiosa do local e a devoção dos habitantes àquela santa.

A capela passou por reformas que a descaracterizaram, resultando na perda da sua essência, significado e valor cultural e artístico.

Essa informação é preocupante, pois indica a perda de um património histórico e religioso importante para a comunidade.

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A fotografia captura um momento de transição e perda.

O pórtico, com sua concha e pináculos, testemunha um passado rico em fé e tradição.

A referência à Nossa Senhora dos Prazeres evoca um tempo em que a religiosidade popular era mais intensa e a comunidade se reunia em torno dos seus símbolos e práticas religiosas.

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No entanto, as reformas sofridas pela capela representam uma rutura com esse passado.

A descaracterização do edifício significa a perda de um elo com a história local e com a identidade da comunidade.

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A descaracterização da capela pode ter levado à perda de um ponto de referência e de um espaço de encontro para os moradores de Águas Frias.

É fundamental encontrar um equilíbrio entre a conservação dos elementos originais e a adaptação dos edifícios às novas funções.

A comunidade local tem um papel fundamental na valorização e proteção do seu património, através da participação em iniciativas de preservação e da sensibilização para a importância da história local.

Em resumo, a fotografia do pórtico em Águas Frias convida-nos a refletir sobre a importância da preservação do património histórico e cultural.

A perda da capela representa uma perda para a comunidade e para o nosso património nacional.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
04
Jul24

A Concha de Santiago encima o pórtico de Cimo de Vila, Águas Frias - Chaves - Portugal


Mário Silva Mário Silva

A Concha de Santiago

encima o pórtico de Cimo de Vila,

Águas Frias - Chaves - Portugal

Jul04 DSC06993_ms

A concha de vieira, também conhecida como concha de Santiago, é um dos símbolos mais emblemáticos do Caminho de Santiago.

É uma concha em relevo, geralmente estilizada, que os peregrinos usam como símbolo de fé e proteção durante a sua jornada.

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A origem do símbolo da concha de vieira como símbolo do Caminho de Santiago é incerta, existindo diversas lendas e teorias.

Uma das lendas mais populares conta que o apóstolo Santiago, o Maior, foi decapitado em Jerusalém e que seus restos mortais foram levados para a Galiza por barco.

Durante a viagem, uma tempestade feroz atingiu o barco e os restos mortais de Santiago foram atirados ao mar.

No entanto, no dia seguinte, o mar acalmou-se e os restos mortais de Santiago foram encontrados na costa, cobertos de conchas de vieira.

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A concha de vieira tem vários significados simbólicos, entre os quais:

Fé:    A concha de vieira é um símbolo da fé cristã e da peregrinação religiosa.

Ela representa a fé dos peregrinos em Deus e na sua capacidade de completar a sua jornada.

Proteção:    A concha de vieira também era considerada um símbolo de proteção.

Os peregrinos acreditavam que a concha os protegeria dos perigos da viagem.

Pureza:    A concha de vieira é um símbolo de pureza e inocência.

Ela representa a alma limpa do peregrino que se prepara para encontrar Deus.

Renascimento:    A concha de vieira também pode ser vista como um símbolo de renascimento.

Ela representa a transformação que o peregrino experimenta durante a sua jornada.

Convergência:    As linhas da concha de vieira representam os diferentes caminhos que os peregrinos percorrem para chegar a Santiago de Compostela.

Todas as linhas convergem no centro, simbolizando a união dos peregrinos num único objetivo.

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A Concha de Santiago de Cimo de Vila

A concha de vieira que encima o pórtico de Cimo de Vila, em Águas Frias - Chaves - Portugal, é um exemplo típico do símbolo.

A concha é estilizada e está esculpida em pedra. Ela está localizada no topo do pórtico, numa posição de destaque.

 

A presença da concha de vieira em Cimo de Vila indica que a localidade era (provavelmente) um ponto de passagem para os peregrinos que faziam o Caminho de Santiago.

A concha servia como um lembrete da fé e da proteção que os peregrinos buscavam durante a sua jornada.

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Em conclusão, poderemos dizer que a concha de vieira é um símbolo rico em significado para os peregrinos do Caminho de Santiago.

Ela representa a fé, a proteção, a pureza, o renascimento e a convergência dos peregrinos num único objetivo.

A concha de vieira de Cimo de Vila é um lembrete da importância do Caminho de Santiago na história e na cultura da região.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
18
Jan20

Águas Frias (Chaves) - ... Ontem o dia amanheceu sem cor, sem rumo e sem graça ...


Mário Silva Mário Silva

Ontem o dia amanheceu sem cor, sem rumo e sem graça.

O sol morno do inverno brilhava tão intensamente que chegava a incomodar os meus olhos cansados de enxergar um mundo que se esconde tão longe de mim.

Águas Frias (Chaves) - ... a água corre  com movimento lento e cadenciado pelos ribeiros ...

... a água corre com movimento lento e cadenciado pelos ribeiros ...

 

Meus pensamentos flutuavam no vazio e as minhas esperanças fugiram em revoada pelo céu.

Acordar no limiar da tristeza é como abrir as janelas da alma e ver um jardim soterrado pelos escombros do tempo.

 

Águas Frias (Chaves) - ... o branco da igreja matriz destacando-se por entre o castanho do arvoredo ...

... o branco da igreja matriz destacando-se por entre o castanho do arvoredo ...


A vida se paralisa quando sorrir se torna um fardo.

Ontem eu fui assim, mas eu me resignei por saber que eu já estive presente em dias melhores e piores também.

Viver é um risco que se corre aos pouquinhos.

Não adianta ter pressa e nem ficar esperando que novidades caiam do céu.

Águas Frias (Chaves) - ... a concha no alto do pórtico de Cimo de Vila (símbolo do Caminho de Santiago ?)

... a concha no alto do pórtico de Cimo de Vila (símbolo do Caminho de Santiago ?) ...

 

E, ao caminharmos nessa toada que acontece a deriva da nossa vontade, jamais viveremos um dia igual ao outro.

É inevitável que bons e maus momentos se alternem durante a nossa trajetória.

Mas, graças a Deus, se ontem as coisas não estiveram tão bem quanto eu desejei pra mim, hoje tenho pela frente a grande chance de mudar tudo e fazer do meu dia, um dia muito melhor de se viver.

Águas Frias (Chaves) - ... apoiados nos seus cajados, os pastores vigiando o rebanho de ovelhas ...

... apoiados nos seus cajados, os pastores vigiando o rebanho de ovelhas ...

 

Nem sempre tão doce, nem sempre tão amargo. O que pode nos inundar de esperança é a possibilidade permanente de podermos misturar um pouco dos prazeres e das dores que vivemos, para atingirmos uma medida ideal de alegria que possa nutrir as nossas vidas.

Ontem o dia amanheceu sem cor, sem rumo e sem graça...

Águas Frias (Chaves) - ... parcela da Aldeia por entre os grelos floridos ...

... parcela da Aldeia por entre os grelos floridos ...

 

Mas, apesar de qualquer contratempo que eu possa ter pela frente, sempre terei a oportunidade de poder dizer a mim mesmo que um dia triste é coisa que passa, mas a felicidade quando chega, chega cheia de vontade de parar as horas e se eternizar.

 

Renée Venâncio

in: https://www.pensador.com/poesia_sobre_o_inverno/2/ 

Águas Frias (Chaves) - ... pormenor da ex-capela de Nª Sª dos Prazeres ...

 

Até breve !!!

 

 

 

 

 

 

 

 

Mário Silva 📷

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