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MÁRIO SILVA - Fotografia, Pintura & Escrita

*** *** A realidade é a "minha realidade" em imagens (fotografia, pintura) e escrita

07
Nov25

"A parreira e Águas Frias" - Chaves - Portugal


Mário Silva Mário Silva

"A parreira e Águas Frias"

Chaves - Portugal

07Nov DSC09270_ms

A fotografia de Mário Silva é uma paisagem que enquadra a vista de uma aldeia a partir de uma vinha.

A imagem está dividida em dois planos distintos: o primeiro plano é dominado por um elemento natural em “bokeh” (desfocado), nomeadamente os ramos de uma parreira com folhas em tons de vermelho-vivo e ocre de outono.

Este filtro natural emoldura a paisagem no centro da composição.

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O segundo plano, em foco, revela a aldeia de Águas Frias, caracterizada por um aglomerado de casas tradicionais, com paredes brancas e telhados de barro avermelhado, que se aninham na encosta.

O casario estende-se pela colina, em harmonia com o relevo.

O fundo é montanhoso, coberto por vegetação densa.

A luz suave da manhã ilumina as fachadas, conferindo-lhe uma sensação de paz e integração rural.

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A Parreira e a Aldeia: O Vínculo Indissolúvel entre a Vinha e a Vida Rural Transmontana

A fotografia de Mário Silva, que enquadra a paisagem de Águas Frias através do manto outonal de uma parreira, é uma poderosa metáfora do Norte de Portugal: a vida da aldeia é inseparável do ciclo da vinha.

A parreira e o casario não são apenas elementos vizinhos, mas partes de um mesmo organismo, onde a cultura e a economia se constroem em torno da terra.

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A Vinha: O Espelho da Vida em Trás-os-Montes

O primeiro plano, dominado pelas folhas da parreira em tons de fogo, simboliza a época da colheita e do repouso.

As cores intensas — do vermelho vibrante ao castanho-ocre — atestam o final da vindima, a altura mais importante do ano agrícola.

Em Trás-os-Montes, a viticultura é uma herança ancestral; a vinha não é cultivada em extensões industriais, mas em socalcos e parcelas pequenas, muitas vezes adjacentes ou mesmo dentro das aldeias.

A parreira é, assim, o símbolo do trabalho e da subsistência das gentes de Águas Frias.

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A Aldeia: Um Nicho de Permanência

A aldeia de Águas Frias, visível ao longe, é o ninho da comunidade.

As casas de paredes claras e telhados vermelhos, perfeitamente integradas na encosta, mostram a arquitetura tradicional que privilegia a funcionalidade e a adaptação ao terreno.

A sua disposição compacta sugere a união e a dependência mútua dos seus habitantes.

A aldeia e a vinha coexistem num ecossistema onde a matéria-prima (a uva) é transformada em produto (o vinho), que, por sua vez, sustenta a vida da comunidade.

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A Perspetiva da Emoção

Ao escolher enquadrar a aldeia através da parreira, o fotógrafo estabelece uma perspetiva emocional.

O “bokeh” das folhas funciona como um véu de memória, sugerindo que a visão que se tem da vida rural é inseparável da sua produção e da sua história.

É um olhar que valoriza o sacrifício e a beleza do ciclo natural.

A parreira não é apenas uma planta; é a moldura viva da tradição transmontana.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
29
Out25

“Pela rua principal de Sobreira” – Águas Frias – Chaves – Portugal


Mário Silva Mário Silva

“Pela rua principal de Sobreira”

Águas Frias – Chaves – Portugal

29Out DSC07825_ms

Esta fotografia de Mário Silva capta um pequeno, mas profundamente característico, recanto da aldeia de Sobreira, em Águas Frias (Chaves), no Norte de Portugal.

A composição é dominada por uma antiga fachada rural, rústica e texturada, dividida em duas secções distintas.

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À esquerda, ergue-se uma parede de pedra irregular em tons quentes, banhada por uma luz solar que lhe confere um brilho dourado e acentua a robustez dos materiais de construção tradicionais.

À direita, a parede apresenta um reboco mais claro e desgastado, em contraste suave com a pedra.

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O ponto focal é a porta castanha-avermelhada, de aspeto metálico e simples, que se insere numa moldura de pedra.

Por cima desta porta, luxuriante e viva, cresce uma parreira (videira), com as suas folhas verdes a penderem de forma protetora sobre a entrada e a criarem uma coroa de vitalidade sobre o cenário de pedra antiga.

Esta vide sugere a tradição agrícola e a profunda ligação da vida rural à produção do vinho.

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A telha tradicional no topo da parede, os pequenos pormenores como o tubo de escoamento e a pequena janela, juntamente com a assinatura do autor, emolduram uma cena que exala a calma, a simplicidade e a durabilidade da vida no interior transmontano.

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A Parreira, a Pedra e a Porta – Os Elementos da Memória Rural Transmontana

A fotografia de Mário Silva, capturada na aldeia de Sobreira, em Águas Frias, não é apenas um retrato arquitetónico; é uma síntese visual dos valores e da cultura do Portugal rural e transmontano.

A imagem condensa três elementos centrais da identidade desta região: a pedra, a porta e a videira.

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A Pedra: A Fundação da Resiliência

A parede de pedra, fria e robusta, simboliza a resiliência e a antiguidade destas comunidades.

Construída com o material abundante da região – o granito –, estas fachadas testemunham séculos de vida, resistindo ao rigor do clima e à passagem do tempo.

Cada bloco irregular, iluminado pelo sol, conta a história de uma construção feita à mão, perfeitamente integrada no ambiente circundante.

É uma arquitetura de necessidade, mas também de profunda beleza.

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A Parreira: O Símbolo da Vida e do Sustento

Contrastando com a imobilidade da pedra, a parreira que se debruça sobre a porta traz vida, movimento e cor.

A videira é, historicamente, um pilar da economia e da cultura transmontana.

Crescer à entrada de casa não é apenas decorativo; é um símbolo de sustento, de sombra no verão e, sobretudo, da produção caseira do vinho.

Esta videira luxuriante representa a interdependência entre o homem e a terra, e o ciclo anual de trabalho, colheita e celebração.

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A Porta: O Limiar do Lar

O elemento central, a porta, é o portal entre o mundo público da rua e o santuário privado do lar.

A sua aparência simples e metálica sugere funcionalidade e proteção.

Numa rua principal de uma aldeia, a porta é o ponto de passagem onde se trocam as primeiras palavras do dia, onde o trabalho começa e onde o descanso se encontra.

É o coração visível da vida familiar, emoldurado pelo legado da pedra e pela promessa da videira.

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A fotografia, ao isolar e realçar estes três elementos, captura a essência de Sobreira e de muitas outras aldeias do interior: um lugar onde a tradição se mantém firme na pedra, a subsistência floresce no verde da videira, e o calor da vida reside logo após o humilde limiar da porta.

É um convite à reflexão sobre a autenticidade e a beleza duradoura do Portugal profundo.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
29
Set25

“Folhas flamejantes de vide no outono”


Mário Silva Mário Silva

“Folhas flamejantes de vide no outono”

29Set DSC09270_ms

A fotografia de Mário Silva captura a essência do outono com uma folha de videira em cores vibrantes.

Em primeiro plano, uma grande folha, com tonalidades que variam do amarelo dourado ao vermelho intenso, destaca-se, realçada pela luz que a atravessa.

A complexa rede de nervuras é visível, mostrando a sua delicada estrutura.

No fundo, a terra e as vinhas adormecidas formam um cenário em tons neutros, que realçam a beleza e o brilho da folha.

A imagem, com um foco seletivo, celebra a transição da natureza.

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A Paleta do Outono: Quando a Natureza se Veste de Fogo

Quando o verão se despede e o ar fresco da manhã se instala, a natureza começa a sua mais bela transformação.

O outono chega, e com ele, uma explosão de cores que pinta a paisagem com uma paleta de tirar o fôlego.

As folhas, outrora verdes e vibrantes, começam a mudar, criando um espetáculo de tons de amarelo, laranja, vermelho e castanho.

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Essa mudança não é um simples capricho da natureza, mas sim um processo biológico fascinante.

Durante a primavera e o verão, a clorofila é a protagonista.

Este pigmento verde é essencial para a fotossíntese, o processo pelo qual as plantas produzem energia a partir da luz solar.

Ele domina a cor das folhas e esconde outros pigmentos que estão sempre lá, mas em menor quantidade.

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Com a chegada do outono, as horas de luz do dia diminuem e as temperaturas caem.

Como resposta, as árvores e plantas, como a videira, começam a preparar-se para o inverno.

Elas param de produzir clorofila e, gradualmente, quebram-na para conservar os seus nutrientes preciosos.

À medida que o verde desaparece, outros pigmentos, como os carotenoides e as antocianinas, emergem e finalmente brilham.

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Os carotenoides, responsáveis pelos tons de amarelo e laranja, já existiam nas folhas o tempo todo.

São os mesmos pigmentos que dão cor a cenouras e abóboras.

Quando a clorofila se degrada, eles se revelam em toda a sua glória.

Já as antocianinas, que criam os tons de vermelho e roxo, são produzidos no final do verão e no outono.

A sua produção é estimulada por dias ensolarados e noites frias.

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A fotografia de Mário Silva, com as suas folhas flamejantes de vide, captura essa transição de forma magistral.

A luz do sol penetra na folha, realçando cada nervura e cada tom de cor.

É uma imagem que celebra não apenas a beleza, mas também a resiliência e a sabedoria da natureza, que se despede de uma estação e se prepara para a próxima, deixando um rastro de fogo e cores para trás.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
08
Abr25

“Depois do “choro”, começa o abrolhamento ou rebentação dos gomos da videira”


Mário Silva Mário Silva

“Depois do “choro”, começa o abrolhamento

ou rebentação dos gomos da videira (Vitis vinifera) ”

08Abr DSC06761_ms

A fotografia de Mário Silva captura um momento específico do ciclo vegetativo da videira (Vitis vinifera), mais precisamente a fase de abrolhamento ou rebentação dos gomos.

Na imagem, podemos ver uma jovem folha de videira, ainda em desenvolvimento, com uma textura característica: as suas bordas são serrilhadas e a superfície apresenta uma leve penugem, típica das folhas novas.

A folha está a brotar de um gomo, que se encontra num ramo seco, evidenciando o início da nova temporada de crescimento após o período de dormência.

O fundo da fotografia mostra um cenário rural, com campos verdes e uma paisagem desfocada que sugere um ambiente natural, possivelmente uma vinha numa região de clima temperado.

O céu está claro, indicando que a foto foi tirada num dia ensolarado, o que é favorável para o desenvolvimento das videiras, já que elas precisam de luz e calor para prosperar nesta fase.

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A legenda fornecida por Mário Silva, "Depois do “choro”, começa o abrolhamento ou rebentação dos gomos da videira (Vitis vinifera)", refere-se a uma sequência no ciclo da videira.

 O "choro" é a fase inicial, que ocorre geralmente no final do inverno ou início da primavera, quando a planta começa a "despertar" da dormência.

Durante o "choro", a videira exsuda seiva pelos cortes de poda, um sinal de que o fluxo de seiva foi retomado.

Logo após, vem o abrolhamento, como mostrado na foto, onde os gomos incham e começam a se abrir, dando origem às primeiras folhas e brotos que marcarão o início do crescimento vegetativo.

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O ciclo vegetativo da videira é um processo anual que inclui várias etapas: o "choro", o abrolhamento (mostrado na foto), o crescimento dos ramos e folhas, a floração, a formação dos frutos (cachos de uvas), a maturação das uvas e, finalmente, a queda das folhas no outono, seguida pela dormência no inverno.

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A fotografia de Mário Silva, portanto, documenta um momento crucial de renovação e crescimento, essencial para a produção de uvas e, consequentemente, para a vinificação.

A assinatura "Mário Silva" no canto inferior direito da imagem indica a autoria da foto, que parece ter sido tirada com um foco nítido no broto, destacando os detalhes da folha em contraste com o fundo desfocado.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
29
Set19

Águas Frias (Chaves) - ... o início do outono ... tempo das vindimas e outros ....


Mário Silva Mário Silva

 

 

... o início do outono ...

tempo das vindimas

e outros ....

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... cachos de uvas, que darão um delicioso vinho ...

... cachos de uvas, que darão um delicioso vinho ...

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... e as andorinhas dos beirais "Delichon urbicum", estão prontas para nos abandonar, percorrendo grandes distâncias para países mais quentes ... mas regressam na próxima primavera ...

... e as andorinhas dos beirais "Delichon urbicum", estão prontas para nos abandonar, percorrendo grandes distâncias para países mais quentes ...

mas regressam na próxima primavera ...

 

Águas Frias (Chaves) - ... uma vista sobre a Aldeia ...

... uma vista sobre a Aldeia ...

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... duas aves: uma desinibida e deixando-se fotografar, a outra, envergonhada, escondendo-se por entre as folhas ...

... duas aves: uma desinibida e deixando-se fotografar, a outra, envergonhada,

escondendo-se por entre as folhas ...

 

Águas Frias (Chaves) - ... os campos de centeio. já segado ...

... os campos de centeio, já segado ...

 

Águas Frias (Chaves) - ... vindimando ...

... vindimando ...

 

Águas Frias (Chaves) - ... uma casa na Aldeia (entretanto, remodelada) ...

... uma casa na Aldeia (entretanto, remodelada) ...

 

Águas Frias (Chaves) - ... vista sobre a Lampaça ...

... vista sobre a Lampaça ...

 

Águas Frias (Chaves) - ... as galinhas rodeando o galo ...

... as galinhas, "Gallus gallus domesticus", rodeando o galo ...

 

 

Até breve !!!!

 

 

 

 

 

 

 

Mário Silva 📷
21
Set19

Águas Frias (Chaves) - ... A Aldeia e o Dia Mundial da Gratidão ...


Mário Silva Mário Silva

 

 

... A Aldeia

e o

Dia Mundial da Gratidão ...

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... folhas de "parreira" (videira) - "Vitis vinifera", com as suas cores vivas mas indicando o fim da sua função ...

... folhas de "parreira" (videira) - "Vitis vinifera", com as suas cores vivas mas indicando o fim da sua função ...

 

 

 

 

O Dia Mundial da Gratidão celebra-se a 21 de setembro.

O verbo do Dia Mundial da Gratidão é agradecer. Neste dia, as pessoas são convidadas a agradecer a todos aqueles que fazem parte das suas vidas.

Este é o dia do ano de parar e de refletir em tudo o que de bom há na vida, um gesto que acaba por ter impacto no bem-estar da pessoa e por fazê-la mais feliz.

Por isso, para celebrar esse dia, envie mensagens de agradecimento aos seus familiares e amigos.

Demonstre às pessoas especiais o quanto elas são importantes para si, mas não se deixe ficar por aí: sorria e agradeça a todos os que o rodeiam e a todas as pessoas com que se cruza. Contribuirá para a alegria dos outros e também para a sua.

 

Origem do Dia Mundial da Gratidão

Este dia teve origem em 1965 no Havaí, onde se realizou um encontro internacional sobre a ideia de tirar um dia do ano para agradecer formalmente por todas as coisas de bem que se encontram no mundo.

De regresso à casa, no ano seguinte, no mesmo dia 21 de setembro, muitos dos participantes no encontro mantiveram o gesto. Desde então, o Dia Mundial da Gratidão ganhou mais adeptos, passando a se celebrado um pouco por todo o mundo.

in:https://www.calendarr.com/portugal/dia-mundial-da-gratidao/

 

Águas Frias (Chaves) - ... Castelo de Monforte de Rio Livre (monumento nacional) ...

... Castelo de Monforte de Rio Livre (monumento nacional) ...

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... ave "curiosa" - Papa-moscas-preto "Ficedula hypoleuca" ... ...

... ave "curiosa" - Papa-moscas-preto "Ficedula hypoleuca" ...

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... carregando um trator de lenha, que o frio não tardará a vir ...

... carregando um trator de lenha, que o frio não tardará a vir ...

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... paisagem do início do outono ...

... paisagem do início do outono ...

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... uma vista da Aldeia desde a Rua do Carril ...

... uma vista da Aldeia desde a Rua do Carril ...

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... escadas (escondidas) de acesso `da Rua da Paz à Rua de Cimo de Vila ...

... escadas (escondidas) de acesso da Rua da Paz à Rua de Cimo de Vila ...

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... um cogumelo Frade "macrolepiota procera",  pois já vai começar o aparecimento destes fungos ...

... um cogumelo Frade "macrolepiota procera",

pois já vai começar o aparecimento destes fungos ...

 

 

Até breve !!!!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Mário Silva 📷
07
Out18

Águas Frias (Chaves) - " ... Por São Francisco (4 / outubro) semeia o teu trigo; e a velha que o dizia, já semeado o tinha ... "


Mário Silva Mário Silva

 

 

 

" ... Por São Francisco (4 de outubro)

semeia o teu trigo;

e a velha que o dizia,

já semeado o tinha ... "

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... pôr do sol, no termo da Aldeia ...

     ... pôr do sol, no termo da Aldeia ...     

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... as vacas no prado e a Aldeia  ...

     ... as vacas no prado e a Aldeia, ao fundo ...     

 

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... duas aves, estando uma  zangada com o fotógrafo, virando-lhe rabo ...

    ... duas aves, estando uma zangada com o fotógrafo, virando-lhe rabo ...    

 

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... folhas em tons outonais ...

      ... folhas em tons outonais ...     

 

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... alpendre de uma casa na Aldeia ...

      ... alpendre de uma casa na Aldeia ...     

 

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... paisagem bucólica ...

     ... paisagem bucólica ...     

 

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... "por acaso não foa ao acaso" 1

     ... "por acaso não foi ao acaso" - 1 ...     

 

 

 

 

 

Até breve !!!

 

 

 

 

 

 

 

 

Mário Silva 📷
11
Nov17

Águas Frias (Chaves) - “ ... Se em Novembro ouvires o trovão, o ano será bom ... ”


Mário Silva Mário Silva

 

 

 

“Se em Novembro ouvires o trovão,

o ano será bom.”

 

 

 

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... árvore vestida com cores outonais ...

     ... árvore vestida com cores outonais ...     

 

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... vista do castanheiro do buraco do tronco de outro ...

     ... vista do castanheiro do buraco do tronco de outro ...     

 

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... (ex) escola e cantina escolar ...

     ... (ex) escola e cantina escolar ...    

 

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... castanhas aconchegadas dentro do seu ouriço ...

     ... castanhas aconchegadas dentro do seu ouriço ...     

 

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... pequena vista da Aldeia ...

     ... ligeira vista da Aldeia ...    

 

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... cruzeiro do Senhor dos Milagres ...

     ... cruzeiro do Senhor dos Milagres ...     

 

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... a Aldeia para além das folhas da vinha ...

     ... a Aldeia para além das folhas da vinha ...    

 

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... casa na Aldeia ...

 

      ... casa na Aldeia ...     

 

 

 

 

 

Até breve !!!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Mário Silva 📷
21
Out17

Águas Frias (Chaves) - “ ... Em Outubro sê prudente: guarda pão, guarda semente ...”


Mário Silva Mário Silva

 

 

“Em Outubro sê prudente:

guarda pão, guarda semente.”

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... folhas de videira em tempo de outono ...

     ... folhas de videira em tempo de outono ...     

 

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... paisagem outonal ...

     ... paisagem outonal ...     

 

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... Pedra "Fálica" ...

     ... Pedra "Fálica" ...     

 

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... ex escola e cantina escolar ...

     ... ex escola e cantina escolar ...     

 

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... vaca de "focinho torcido" ...

     ... vaca de "focinho torcido" ...     

 

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... fasdos de palha ...

     ... fardos de palha ...     

 

 

 

Até breve !!!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Mário Silva 📷
08
Out16

Águas Frias (Chaves) - ... vindimas 2016


Mário Silva Mário Silva

 

 

Vindimas 2016

 

 

"O fim do Verão e o início do Outono é sinónimo de colheitas e em Portugal abre-se a época das vindimas: as uvas estão prontas para serem colhidas das videiras, num trabalho realizado em ambiente de festa e convívio, para depois produzir o vinho do ano. Uma tradição portuguesa que, apesar de modernizada em alguns aspetos, ainda é o que era.

 

Águas Frias (Chaves) - ... vindimas 2016 ...

 

 

Época das vindimas
As vindimas representam uma época do ano singular em Portugal que abrange todas as atividades que decorrem entre a apanha da uva e a produção do vinho. Depois da poda em Janeiro, dá-se a formação dos cachos na Primavera e é durante o Verão que as uvas ganham cor, aroma e paladar. Entre Setembro e o Outubro, quando as uvas já se apresentam maduras, ou seja, quando o seu peso, cor e acidez apresentam as condições ideais para a produção do vinho, decorrem as vindimas. Apesar das várias técnicas introduzidas pelos enólogos de hoje, continua a ser perfeitamente possível determinar a melhor altura para se vindimar através de um simples e tradicional método popular: quando os pés das uvas estiverem murchos e as peles dos bagos começarem a contrair. Junta-se depois um grupo de pessoas que, numa manhã, vindimam os cachos, apanhando-os à mão ou utilizando uma tesoura de apoio para rapidamente os cortar. O acondicionamento das uvas exige sempre um grande cuidado e o transporte para a adega deve ser o mais imediato possível, pois as uvas amassadas, juntamente com o calor que pode ainda marcar a época das vindimas, pode levar a uma fermentação prematura das uvas. Na adega, as uvas são depositadas num pegão e/ou selecionadas a partir de um tapete rolante; segue-se o desengaçamento das uvas e o seu esmagamento, do qual resulta o mosto; o mosto, por sua vez, é fermentado e assim transformado em álcool; no final do processo de fermentação, o vinho é armazenado em depósitos de madeira, cimento ou inox até estar próprio para consumo; segue-se o engarrafamento, distribuição e consumo.

 

Águas Frias (Chaves) - ... vindimas 2016 ... belo cacho de uva branca ...

 

 

As vindimas ontem
As vindimas são um verdadeiro marco da etnografia portuguesa e, em tempos passados, o trabalho da colheita das uvas era visto, sobretudo, como uma autêntica celebração. Familiares e amigos reuniam-se no dia designado para as vindimas – cada um combinando datas diferentes para que o grupo pudesse ajudar nas vindimas uns dos outros – e o trabalho começava bem cedo com os homens carregando escadas de madeira às costas para se chegar a todos os cachos e as mulheres com os cestos de vime, onde seriam transportadas as uvas, na cabeça. As crianças e os idosos acompanha

vam de perto cada minuto das vindimas, ajudando sempre que podiam. E porque se tratava de uma verdadeira celebração, as vindimas decorriam ao som dos ranchos folclóricos que seguiam para as terras em ritmo de cortejo. Os trajes típicos emprestavam ainda mais cor ao cenário das videiras pesadas com deliciosas uvas e ao chilrear dos pássaros juntavam-se as músicas tradicionais das vindimas, acompanhadas pelos bombos, concertinas, ferrinhos e braguesas. A meio da manhã parava-se para petiscar qualquer coisa e ganhar força para continuar, sendo os homens a carregar os cestos de vime já repletos de uvas até aos carros de bois, enquanto as mulheres não deixavam escapar nem um cacho das videiras. O descanso merecido depois de uma manhã inteira a vindimar acontecia durante um almoço prolongado, sempre em ambiente de festa. Ao anoitecer, as vindimas e as celebrações continuavam nos lagares onde os homens, de calções ou calças arregaçadas, formavam uma roda, davam os braços e ao ritmo da música pisavam as uvas colhidas de manhã.

 

Águas Frias (Chaves) - ... vindimas 2016 ...

 

As vindimas hoje
Embora sem os contornos de festa de tempos passados, as vindimas de hoje continuam a aliar uma forte componente de convívio ao seu trabalho incontornável. Continua-se a reunir família e amigos em torno deste ritual anual onde, nu

ma manhã de fim de semana, com tesouras na mão e cestos ou caixas aos seus pés, se recolhem cuidadosamente os cachos de uvas. A pausa a meio da manhã mantém-se e concluído o trabalho, o tradicional almoço é aproveitado para descansar e pôr

a conversar em dia. Os carros de bois deram lugar aos tratores e depois de colhidas as uvas, outrora levadas para os lagares para serem pisadas, seguem para as adegas onde, com recurso a equipamentos mecânicos, serão transformadas em vinho. Atualmente procura-se manter esta tradição – nem que em alguns locais se tenha de proceder ao recrutamento de mão-de-obra sazonal – porque as vindimas são essenciais para assegurar a produção do já mundialmente famoso vinho português. Acima de tudo, uma manhã passada ao ar livre, a colher os frutos da Mãe Natureza, em boa companhia, é algo que muitas pessoas aguardam ansiosamente todos os anos, principalmente aquelas que vivem os seus dias nas grandes cidades."

 In:http://clubedevinhos.com/artigos/vindimas-portugal-tradicao-que-perdura

 

Águas Frias (Chaves) - ... vindimas 2016 ... carregando os sacos cheios de belas uvas ...

 

 

 

 Atá breve ... para provar a bela pinga que desta uvas se fará ....

 

 

 

 

Mário Silva 📷
10
Out15

Águas Frias (Chaves) - ... diversidades ... unanimidade: Águas Frias


Mário Silva Mário Silva

 

 

Diversidade ...versos unanimidade: Águas Frias

 

 

 

 Aqui vou deixando uma diversidade de fotos, da diversidade que constitui a Natureza, os Povos, os costumes, ...

Afinal, por muito que o Homem tente uniformizar, confronta-se com a diversidade.

Ainda bem que assim é ...

Cada Pessoa é diferente de outra Pessoa - até os gémeos têm as suas diversidades.

Cada lugar é diferente de outro e diverso ao longo do tempo ou de quem o observa ...

Cada ser vivo (planta ou animal é diferente de outro) mesmo sendo da mesma família ...

Em tudo há diversidade e unanimidade no seu geral ...

 

Agora vou apresentar uma diversidade de momentos que têm como unanimidade: Águas Frias

 

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             Tudo são cabaças ou abóboras ... mas ... será que há alguma igual a outra?!!!!   

 

 

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     ... velha vide ... mas não deixa de ser uma vide que já foi nova e viçosa ...    

 

 

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     ... paisagem com o Larouco ao fundo, mas ainda no dia anterior  o dia estava limpo, sem névoa ...    

 

 

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      ... a pereira, as fragas e a Aldeia ... tudo se manteve, mas há 6 meses atrás não havia maçãs ...     

 

 

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     ... ainda me lembro deste mesmo lugar com o chão verdejante ...    

 

 

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     ... a diversidades de cores cada vez mais frias caraterizando o tempo outonal ...     

 

 

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    ... é  uma simples ave, um pisco de peito ruivo,  no meio de uma imensa diversidade de aves ...    

 

Mesmo na unanimidade encontramos a diversidade e, é nela que encontramos o explendor de novas realidades, simples observações, que divergem conforme quem e quando as observamos, refletimos e agimos.

 

Até breve com mais diversas observações da mesma realidade ... Águas Frias.

 

 

 

 

 

 

 

Mário Silva 📷

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