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MÁRIO SILVA - Fotografia, Pintura & Escrita

*** *** A realidade é a "minha realidade" em imagens (fotografia, pintura) e escrita

30
Dez25

"A lenha esperando o Novo Ano"


Mário Silva Mário Silva

"A lenha esperando o Novo Ano"

30Dez DSC03686_ms.JPG

A Espera da Chama Nova

O carrinho verde está parado, mas não inativo.

Não é um abandono, é uma pausa sagrada.

Carrega sobre si o peso de Outono e o cheiro a suor e a serra.

Na sua concavidade metálica, a lenha repousa: toros de carvalho e castanheiro, cada um com a sua história, cada um com dias de sol condensado em fibra e casca.

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A lenha espera o Novo Ano.

E esta espera é uma virtude silenciosa.

Não espera pelo fogo, pois sabe que o fogo virá; o seu destino é a chama, o seu propósito é o calor.

A lenha, com a sua paciência ancestral, aguarda a noite em que o frio é mais exigente, a noite em que o velho se despede e o novo irrompe.

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Olhamos para o caminho que sobe, esbatido na relva, e percebemos que a espera da lenha é a espera do Homem.

Passámos o ano a caminhar, a carregar o fardo, a acumular memórias (a nossa "lenha").

Agora, à porta de janeiro, o trabalho parou.

O carrinho de mão está em descanso merecido.

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A lenha, na sua imobilidade, sabe que o Novo Ano será aceso por ela.

Serão as suas brasas que nos aquecerão os pés gelados na madrugada da promessa.

Será o seu crepitar que abafará o silêncio pesado da mudança.

Ela é a guardiã da transição: o calor que honra o que passou e a faísca que saúda o que está para vir.

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E assim, entre o chão húmido e as rodas paradas, a lenha dorme, sonhando com o fulgor do dia em que se tornará a primeira fogueira de 2026, acendendo o primeiro alento e a primeira esperança de uma nova volta ao sol.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
11
Dez25

"Pastoreio numa tarde fria ... quase gélida"


Mário Silva Mário Silva

"Pastoreio numa tarde fria ... quase gélida"

11Dez DSC05280_ms.JPG

A fotografia de Mário Silva retrata uma cena de pastoreio num prado verde, marcada por um detalhe inusitado que atesta a dureza do clima.

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O Pastor: No centro da imagem, destaca-se a figura do pastor, um homem que segura firmemente um longo cajado de madeira com as duas mãos.

O detalhe mais marcante e pragmático é o seu adereço de cabeça: em vez de um gorro ou chapéu tradicional, ele usa um capacete de motociclista escuro.

Ele veste um casaco cinzento grosso e calças de trabalho escuras, protegendo-se visivelmente das baixas temperaturas.

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O Rebanho: Ao seu redor, pastam tranquilamente cerca de quatro ovelhas adultas com a lã espessa (sinal de inverno) e um pequeno borrego branco, que se destaca pela sua fragilidade ao lado da mãe.

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O Cenário: O solo está coberto de uma relva verde e fresca, salpicada de pequenas flores silvestres, indicando que há humidade no solo.

Em contraste, o fundo é composto por uma barreira de vegetação arbustiva seca e castanha (silvas ou giestas), típica da paisagem de inverno em Trás-os-Montes.

A luz é difusa, sugerindo um céu nublado e uma atmosfera fria.

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O Capacete e o Cajado – A Inovação Térmica no Pastoreio Transmontano

A fotografia "Pastoreio numa tarde fria ... quase gélida" é um documento antropológico fascinante sobre a capacidade de adaptação do homem rural às adversidades do clima.

Em Trás-os-Montes, onde se diz que há "nove meses de inverno e três de inferno", a estética cede lugar à necessidade, e a tradição encontra formas curiosas de dialogar com a modernidade.

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A Proteção Contra a "Gelhada"

A imagem do pastor com um capacete de mota pode, à primeira vista, arrancar um sorriso.

É uma justaposição incongruente: o cajado bíblico numa mão e a proteção rodoviária na cabeça.

No entanto, para quem conhece a mordedura do vento gélido nas planícies e serras de Chaves, esta escolha é de uma lógica implacável.

O capacete oferece o que nenhum gorro de lã consegue: isolamento total contra o vento, proteção para as orelhas e face, e uma caixa térmica que retém o calor.

O pastor transformou um objeto de velocidade numa ferramenta de estática paciência.

É o "desenrascanço" português na sua forma mais pura.

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A Vulnerabilidade e a Vida

Enquanto o pastor se blinda contra o frio, o rebanho segue o seu instinto milenar.

As ovelhas, com a sua lã densa, estão preparadas pela natureza.

A presença do pequeno borrego adiciona uma nota de ternura e vulnerabilidade à cena.

Numa tarde "quase gélida", a vida nova continua a surgir e a exigir cuidado.

O pastor está ali, com o seu cajado e o seu capacete, não apenas a ver a erva crescer, mas a garantir que aquele pequeno ser sobrevive ao rigor da estação.

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O Verde da Esperança e o Castanho da Realidade

O contraste entre o verde vívido do pasto e o castanho seco das silvas ao fundo resume a dualidade do inverno transmontano.

Há água e alimento (o verde), mas há também o frio que seca e queima (o castanho).

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Esta fotografia de Mário Silva é uma homenagem à resistência.

Mostra que a identidade rural não está presa a uma imagem de postal antigo; ela é viva, dinâmica e usa o que tem à mão para continuar a cumprir a sua missão: cuidar da terra e dos animais, faça chuva, faça sol, ou faça um frio de rachar que exija um capacete integral.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
10
Out25

“Pela rua do Carril” - Águas Frias - Chaves - Portugal


Mário Silva Mário Silva

“Pela rua do Carril”

Águas Frias - Chaves - Portugal

10Out P1180496_ms

A fotografia de Mário Silva retrata uma rua em Águas Frias, Chaves, com uma atmosfera tranquila e rural.

A imagem tem como ponto central uma rua estreita, que se estende para longe, ladeada por casas tradicionais.

Em primeiro plano, do lado esquerdo, uma casa de dois andares com paredes amarelas e persianas verdes escuras domina a cena.

Uma escadaria exterior conduz ao andar superior, um elemento típico da arquitetura local.

Do lado direito, um muro de pedra irregular e um poste com a placa "Rua do Carril" guiam o olhar.

A vegetação densa e o céu nublado dão um toque de serenidade à paisagem.

A assinatura do autor no canto inferior direito sela a obra.

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Estória: A Rua do Carril

Na aldeia de Águas Frias, a Rua do Carril não era apenas um caminho de cimento; era o coração da aldeia.

Uma rua estreita e sinuosa, ladeada por casas que se aninhavam na encosta, cada uma com a sua própria história.

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Na casa amarela e verde, vivia uma velha costureira, a Senhora Emília.

Todas as manhãs, a Senhora Emília abria as persianas verdes e sentava-se à janela para observar a vida a passar.

Via as crianças a correrem para a escola, os vizinhos a irem para os campos e o carteiro a entregar as cartas.

A sua vida era uma tapeçaria de pequenas histórias, e a Rua do Carril era a sua tela.

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Numa tarde de verão, um forasteiro parou no cimo da rua, com um mapa na mão.

Parecia perdido.

A Senhora Emília, sempre atenta, chamou-o da sua janela.

- Venha, venha, meu senhor. O que procura?

 O homem, confuso, explicou que procurava um rio, o qual, segundo o seu mapa, passava por ali.

A Senhora Emília riu-se e explicou-lhe que o rio secou há muito, muito tempo, e a Rua do Carril era o que restou do seu antigo leito.

O homem, fascinado, agradeceu e continuou o seu caminho, mas as palavras da Senhora Emília ficaram na sua mente.

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A Rua do Carril era o leito de um rio invisível, feito de memórias e de vidas.

O carril, que outrora transportara água, agora transportava as histórias das gentes que ali viviam.

A escadaria da casa da Senhora Emília era como uma cascata, por onde desciam os passos dos filhos e netos que a visitavam.

As paredes amarelas eram o calor do sol que outrora tinha secado o rio.

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A fotografia de Mário Silva capturou aquele momento, com a luz do sol a incidir suavemente sobre a casa amarela e a rua de cimento.

A Rua do Carril não era apenas um caminho, mas um rio de história, onde as memórias corriam, e as vidas se entrelaçavam, na tranquilidade de uma aldeia de Trás-os-Montes.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
29
Ago25

"Lagarto pintado. Quem te pintou? Foi uma Velha que, por Aqui, passou”


Mário Silva Mário Silva

"Lagarto pintado. Quem te pintou?

Foi uma Velha que, por Aqui, passou”

29Ago DSC05216_ms

Esta fotografia de Mário Silva capta um plano aproximado de um lagarto, a “Lagartixa-de-bocage” (Podarcis bocagei), em tons de castanho e verde, que repousa sobre a areia do caminho.

O lagarto está a olhar para a direita, com a cabeça levantada e o corpo esticado.

A sua pele, com um padrão de manchas escuras, contrasta com o tom claro da areia.

A fotografia, com a luz do sol a incidir sobre o animal, realça a textura da sua pele e a sua forma.

A imagem transmite uma sensação de quietude, mas ao mesmo tempo de alerta, como se o lagarto estivesse pronto para se mover a qualquer momento.

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Estória: A Velha e o Lagarto

O lagarto, com a sua pele pintada em tons de castanho e verde, era o lagarto mais famoso do monte.

O seu nome era Verdelho, mas as crianças da aldeia, quando o viam, cantavam a canção que o Mário Silva mais tarde transformaria em título de fotografia: "Lagarto pintado. Quem te pintou? Foi uma velha que, por aqui, passou.”

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A história da velha era uma lenda.

Diziam que, há muito tempo, uma velha curandeira vivia na aldeia.

Era uma mulher sábia e bondosa, que curava as doenças com ervas e com a sua voz suave.

Um dia, um pequeno lagarto, ferido e triste, arrastou-se até à sua casa.

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A velha, com as suas mãos macias, pegou no lagarto.

Ela viu a sua pele, que antes era de uma cor única e deslavada.

Para lhe dar coragem e um pouco de alegria, a velha, com os seus dedos finos, pintou-lhe a pele.

Usou a cor do musgo para o seu corpo, e a cor da terra para as suas manchas.

No final, o lagarto estava pintado.

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O lagarto, pela primeira vez na sua vida, sentiu-se especial.

A sua pele, antes aborrecida, era agora uma obra de arte.

Ele tinha um propósito: era o guardião do segredo da velha.

E o seu corpo, com as suas cores, era a prova viva de que a beleza podia nascer da bondade.

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O lagarto viveu por muito tempo, e quando as suas crias nasciam, vinham com as mesmas cores do pai.

As manchas escuras, a cor do musgo, a cor da terra.

E a lenda da velha, que tinha pintado o lagarto com os seus dedos sábios, continuava a ser contada.

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A fotografia de Mário Silva capta o lagarto Verdelho, um descendente daquele lagarto original.

Ele está na areia, a olhar para o mundo, um pequeno rei no seu reino de pedras e de sol.

A sua pele pintada é a prova de que a beleza não é algo que se encontra, mas que se cria.

A estória do lagarto é um lembrete de que, com a bondade e com a sabedoria, podemos transformar o mais simples dos seres numa obra de arte, e que a história mais simples pode tornar-se uma lenda.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
26
Ago25

"Do verde ao azul das águas quentes e calmas” … e uma breve estória


Mário Silva Mário Silva

"Do verde ao azul das águas quentes e calmas”

… e uma breve estória

26Ago DSC04416_ms

Esta fotografia de Mário Silva, capta a beleza de uma paisagem de praia tranquila.

A imagem é dominada por um mar sereno, com a água a mudar de cor, passando do verde-claro na margem para o azul mais escuro no horizonte.

Pequenas e suaves ondas quebram na praia de areia clara, criando uma fina faixa de espuma branca.

À direita, a costa é delimitada por uma área rochosa e uma pequena floresta, enquanto no fundo, avistam-se montanhas a perder de vista.

O céu é de um azul límpido e com poucas nuvens, refletindo-se na água e acentuando a sensação de calma e de paz.

A fotografia transmite uma atmosfera de tranquilidade e a beleza natural do lugar.

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Estória: A Viagem de uma Concha

A concha, um pequeno milagre da natureza, era o lar de um caranguejo ermita há anos.

Mas o caranguejo, cansado de uma vida de medos e de se esconder, tinha decidido que era tempo de partir.

Deixou a concha na areia da praia, um pequeno trono de substância calcária brilhante e rosada da concha.

A fotografia de Mário Silva, com a sua paisagem de águas verdes e azuis, capturou o momento em que a concha, pela primeira vez na sua longa vida, se viu livre.

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A concha, na sua solidão, sentiu o sol quente e a água calma a beijar-lhe o corpo.

As ondas, que antes eram uma ameaça, tornaram-se um amigo, que a embalava e a levava em pequenos passeios pela areia.

A sua vida de concha era monótona, mas a sua alma era cheia de curiosidade. Queria saber o que havia para além do mar, para lá das montanhas distantes que se viam no horizonte.

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Um dia, uma onda, mais forte do que as outras, apanhou-a e levou-a para o mar aberto.

A concha sentiu um medo profundo.

Estava sozinha e longe da segurança da praia.

Mas, com a luz do sol a brilhar nas suas costas, ela decidiu que era tempo de ter coragem.

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Flutuou no mar, observando as cores que mudavam do verde na margem para o azul no horizonte.

Viu peixes coloridos, medusas transparentes, e ouviu o som de barcos que passavam.

Ela era pequena e frágil, mas a sua coragem era grande.

A sua viagem era um sonho, uma aventura.

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O mar era um mundo de maravilhas.

A concha, que antes era apenas um lar, tornara-se um viajante.

As suas costas, outrora lisas, foram polidas pelas ondas, e o seu nácar brilhou com a luz do sol.

Ela estava a viver, não a sobreviver.

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Depois de dias, talvez semanas, de viagem, uma corrente mais forte do que as outras, atirou-a para uma praia distante.

A concha, exausta, mas feliz, pousou na areia quente.

Olhou à sua volta e viu um novo mundo.

Um novo porto.

As águas, que antes eram verdes e azuis, eram agora de um tom diferente, mas a sua beleza era a mesma.

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A fotografia de Mário Silva é a imagem daquele momento de transição.

É a imagem da concha, que tinha deixado o seu passado para trás e tinha a coragem de começar uma nova vida.

A sua estória é uma chamada de atenção de que, por mais pequenas que sejamos, a nossa coragem e a nossa vontade de explorar o desconhecido podem levar-nos aos lugares mais bonitos e mais pacíficos.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
17
Jul25

Borboleta-pequena-das-couves (Pieris rapae) e a estorinha


Mário Silva Mário Silva

Borboleta-pequena-das-couves (Pieris rapae)

e uma estorinha

17Jul DSC01553_ms

Esta fotografia de Mário Silva, intitulada "A borboleta-pequena-das-couves (Pieris rapae)", apresenta um plano aproximado de uma borboleta da espécie “Pieris rapae” repousando sobre uma folha verde.

A borboleta é capturada de perfil, revelando as suas asas de um tom amarelado pálido ou creme, com finas nervuras escuras que se destacam.

As asas mostram uma textura levemente aveludada e um brilho subtil.

O corpo da borboleta é coberto por uma penugem clara, e as suas antenas, finas e com as pontas engrossadas, estendem-se para a frente.

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A folha verde que serve de pouso à borboleta é o elemento dominante no fundo, preenchendo a maior parte da imagem.

A sua superfície é lisa e exibe um tom de verde intenso, com algumas áreas mais iluminadas e outras em sombra.

A luz incide de forma a criar uma sombra nítida da borboleta na folha, adicionando profundidade à composição.

A fotografia realça a delicadeza da borboleta e a simplicidade elegante do seu “habitat”, transmitindo uma sensação de quietude e observação da natureza em detalhe.

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A Estória: O Segredo da Pequena Peregrina

Naquele recanto do jardim, onde as folhas de couve se estendiam em vastos tapetes verdes, vivia uma pequena borboleta, uma “Pieris rapae” com asas de seda amarela pálida.

Não era a mais vistosa das borboletas, sem os desenhos vibrantes das suas primas tropicais, mas possuía uma beleza discreta e uma curiosidade insaciável.

Chamava-se Clara.

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Clara passava os seus dias a planar entre as folhas, saboreando o néctar das flores vizinhas, mas o seu coração ansiava por mais.

Ao contrário das suas irmãs, que se contentavam com o ciclo previsível do jardim, Clara sonhava com as histórias que o vento sussurrava sobre terras distantes, sobre montanhas azuis e rios prateados que serpenteavam por vales desconhecidos.

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Um dia, enquanto repousava sobre uma folha de couve, aquecida pelo sol da tarde, uma rajada de vento mais forte do que o habitual apanhou-a de surpresa.

Em vez de resistir, Clara abriu as suas asas, permitindo que a corrente a levasse.

Não sabia para onde ia, mas a emoção do desconhecido encheu-a de uma coragem inesperada.

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Voou por campos dourados de trigo, sobre ribeiros onde peixes prateados saltavam, e por florestas densas onde as árvores pareciam tocar o céu.

As suas asas, outrora tão comuns, agora pareciam um mapa, com as suas nervuras finas a desenhar as rotas que já tinha percorrido e as que ainda iria desbravar.

Cada pouso, mesmo que breve numa folha desconhecida, era uma nova revelação.

Descobriu o sabor de novas flores, ouviu o canto de pássaros que nunca vira e sentiu a frescura de orvalhos matinais em altitudes elevadas.

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Numa dessas paragens, numa folha de um verde intenso e desconhecido, Clara parou para descansar.

As suas antenas tremelicavam, absorvendo os aromas do novo ambiente.

Sentiu-se pequena, mas ao mesmo tempo imensa, parte de algo muito maior do que o seu jardim de origem.

A sombra das suas asas na folha era uma memória da sua jornada, da sua persistência.

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Clara nunca mais voltou ao jardim das couves.

Tornou-se uma verdadeira peregrina, a pequena borboleta das couves que voou para lá dos horizontes conhecidos.

As suas asas pálidas, outrora vistas como simples, tornaram-se o estandarte da sua liberdade, e cada nova folha em que pousava era um novo capítulo na sua extraordinária história de aventura.

E assim, a borboleta-pequena-das-couves provou que mesmo o mais humilde dos seres pode esconder um espírito grandioso e um desejo insaciável de descobrir o mundo.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
12
Jun25

"A folha de feto (Osmunda regalis) que não queria verdejar" – (estória)


Mário Silva Mário Silva

"A folha de feto (Osmunda regalis) que não queria verdejar"

(estória)

12Jun DSC03620_ms

Numa floresta densa e húmida, onde o verde reinava absoluto, vivia uma jovem folha de feto chamada Osmunda.

Todas as suas irmãs, folhas da espécie “Osmunda regalis”, exibiam com orgulho um verde vibrante, refletindo a vida e a energia da natureza.

Mas Osmunda era diferente.

Desde que brotou, ela recusava-se a verdejar.

Em vez disso, a sua cor era um dourado brilhante, como se o sol tivesse decidido morar dentro dela.

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As outras folhas zombavam dela. "Por que tu não és verde como nós?", perguntavam.

"Tu não pertences a esta floresta!"

Osmunda, porém, não se abalava.

Ela sentia que a sua cor era especial, um presente que ainda não entendia completamente.

"Talvez eu tenha um propósito diferente", pensava, enquanto balançava suavemente com a brisa.

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Um dia, a floresta enfrentou uma seca terrível.

O sol escaldante secou as folhas verdes, que começaram a murchar e perder a sua vitalidade.

Osmunda, no entanto, permaneceu intacta.

A sua cor dourada parecia absorver a luz do sol e transformá-la em força.

As outras folhas, agora frágeis e desbotadas, olhavam para ela com inveja e admiração.

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Foi então que um pássaro sábio, que sobrevoava a floresta, pousou perto de Osmunda.

"Tu és única", disse ele.

"A tua cor não é uma falha, mas um dom. Você reflete a luz e a esperança em tempos de escuridão."

O pássaro explicou que a tonalidade dourada de Osmunda ajudava a atrair a humidade do ar, criando pequenas gotas de orvalho que caíam à sua volta, nutrindo o solo e as plantas próximas.

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Com o tempo, a floresta começou a recuperar.

As folhas verdes voltaram a brotar, mas agora olhavam para Osmunda com gratidão.

Ela havia ensinado a todas uma lição: ser diferente não é uma fraqueza, mas uma força que pode salvar a todos.

E assim, Osmunda, a folha de feto que não queria verdejar, tornou-se uma lenda na floresta, um símbolo de resiliência e esperança.

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Plim, pim, pim … a estória chegou ao fim …

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Estória & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
06
Dez24

"O cogumelo “Hymenogastraceae” no meio de folhas caídas"


Mário Silva Mário Silva

"O cogumelo “Hymenogastraceae”

no meio de folhas caídas"

05Dez DSC00219 Advento_ms

A fotografia de Mário Silva captura a delicadeza e a beleza de um cogumelo da família Hymenogastraceae, emergente de um leito de folhas secas, em plena estação outonal.

O cogumelo, com o seu chapéu branco e brilhante, contrasta com as tonalidades quentes e terrosas das folhas caídas.

Ao fundo, à direita, uma vela verde acesa, adornada com ramos de pinheiro e bagas vermelhas, introduz um elemento de contraste e evoca um sentimento de aconchego e espiritualidade.

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A fotografia destaca a beleza intrínseca da natureza, revelando a perfeição das formas e a harmonia das cores num simples cogumelo.

O cogumelo, com a sua forma arredondada e sua textura suave, contrasta com a aspereza das folhas secas, criando uma composição visualmente atraente.

A imagem captura um momento crucial do ciclo da vida.

As folhas secas representam a morte e a decomposição, enquanto o cogumelo, um fungo decompositor, simboliza a renovação e a transformação.

A presença da vela, um símbolo de luz e vida, reforça essa ideia de renascimento.

A fotografia estabelece uma forte conexão com a natureza, convidando-nos a refletir sobre a complexidade e a beleza do mundo natural.

O cogumelo, como um organismo decompositor, desempenha um papel fundamental no ecossistema, reciclando a matéria orgânica e enriquecendo o solo.

A composição da fotografia é equilibrada e harmoniosa.

O cogumelo, posicionado no centro da imagem, atrai imediatamente a atenção do observador.

As folhas secas, que circundam o cogumelo, criam um fundo texturizado que realça a forma e a cor do fungo.

A vela, colocada no canto inferior direito, equilibra a composição e adiciona um elemento de profundidade.

A fotografia pode ser interpretada em diversos níveis.

O cogumelo, como um organismo que se desenvolve em locais escuros e húmidos, pode simbolizar o inconsciente, a intuição e a espiritualidade.

A vela, por sua vez, pode representar a luz do conhecimento, a esperança e a fé.

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Em conclusão, "O cogumelo “Hymenogastraceae” no meio de folhas caídas" é uma fotografia que nos convida a apreciar a beleza da natureza nos seus mínimos detalhes.

A imagem, rica em simbolismo, evoca sentimentos de serenidade, contemplação e respeito pela vida.

A fotografia é um convite a desacelerar, a observar e a ligar-se com o mundo natural.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
04
Dez24

"A velha e enferrujada fechadura"


Mário Silva Mário Silva

"A velha e enferrujada fechadura"

03Dez DSC05384_Advento_ms

A fotografia de Mário Silva, intitulada "A velha e enferrujada fechadura", apresenta um close-up duma pequena fechadura de ferro enferrujada, cravada numa porta de madeira envelhecida.

A fechadura, com a sua forma arredondada e os rebites oxidados, contrasta com a textura áspera da madeira.

À direita da imagem, uma vela verde acesa, adornada com ramos de pinheiro e bagas vermelhas, introduz um elemento de contraste e evoca um sentimento de aconchego e espiritualidade.

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A fechadura enferrujada é um símbolo do tempo que passa.

A oxidação do metal e as marcas deixadas pelo uso evocam uma história de décadas, talvez até séculos.

A madeira envelhecida, com as suas rachaduras e imperfeições, reforça essa ideia de tempo e de passagem.

A fechadura, fechada e enferrujada, sugere um lugar abandonado, onde o tempo parece ter parado.

A ausência de uma porta, ou de qualquer outro elemento que pudesse indicar a função da fechadura, reforça essa sensação de solidão e abandono.

A presença da vela acesa, um símbolo de esperança e renovação, contrasta com a imagem de decadência da fechadura.

A vela, com a sua chama viva, introduz um elemento de contraste e dinamismo, quebrando a monotonia da imagem.

A composição da fotografia é simples e eficaz.

A fechadura ocupa o centro da imagem, atraindo a atenção do observador.

A vela, colocada no canto inferior direito, equilibra a composição e cria um ponto focal secundário.

A fechadura, como símbolo de proteção e de acesso, pode ser interpretada de diversas formas.

 Neste contexto, a fechadura fechada pode representar a passagem do tempo, a perda de memórias e a impossibilidade de voltar ao passado.

A vela, por sua vez, pode simbolizar a esperança, a fé e a renovação.

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Em conclusão, "A velha e enferrujada fechadura" é uma fotografia que nos convida à reflexão sobre o tempo, a memória e a passagem.

A imagem, carregada de simbolismo, evoca um sentimento de nostalgia e melancolia, mas também de esperança e renovação.

A fotografia é um convite a olhar para o passado e a encontrar significado nas pequenas coisas.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
03
Dez24

"A mata atapetada de folhas outonais" - Mário Silva


Mário Silva Mário Silva

"A mata atapetada de folhas outonais"

02Dez DSC05244_Advento_ms

A fotografia de Mário Silva, intitulada "A mata atapetada de folhas outonais", convida-nos a uma imersão profunda na natureza, num momento de transição entre o outono e o inverno.

A imagem captura um caminho estreito que se adentra numa floresta, com o chão coberto por uma espessa camada de folhas secas, que formam um tapete dourado e acolhedor.

As árvores, com as suas copas despojadas, deixam filtrar a luz do sol, criando um jogo de sombras e luzes que confere profundidade à imagem.

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Ao longo do caminho, destaca-se uma coroa do Advento, com a primeira vela verde acesa.

A coroa, adornada com ramos de pinheiro e decorada com pequenas bolas vermelhas, contrasta com a paleta de cores outonais da floresta, introduzindo um elemento de espiritualidade e celebração.

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A fotografia captura um momento preciso do ano, marcado pela transição entre o outono e o inverno.

A folhagem seca no chão, as árvores despidas e a luz fria do sol indiciam a chegada do inverno, enquanto a coroa do Advento anuncia a proximidade do Natal e a esperança de renovação.

A fotografia explora a profundidade de campo, permitindo-nos apreciar a textura das folhas secas, a rugosidade da casca das árvores e a maciez do musgo que cobre as pedras.

A luz, que se filtra através das árvores, cria um jogo de sombras e luzes que realça a tridimensionalidade da cena.

A presença da coroa do Advento confere à fotografia um significado mais profundo.

A primeira vela acesa simboliza a esperança e a luz que guia os homens na escuridão do inverno.

A coroa, por sua vez, representa a eternidade e a renovação.

A fotografia estabelece uma forte conexão com a natureza, convidando-nos a refletir sobre a beleza e a fragilidade do mundo natural.

A floresta, com a sua exuberância e a sua serenidade, oferece um refúgio do caos da vida moderna e um espaço para a contemplação.

A composição da fotografia é equilibrada e harmoniosa.

A linha diagonal do caminho conduz o olhar do observador para o fundo da imagem, criando uma sensação de profundidade.

A coroa do Advento, colocada no centro da composição, atrai a atenção e equilibra a imagem.

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Em conclusão, "A mata atapetada de folhas outonais" é uma fotografia que nos transporta para um universo mágico e contemplativo.

A imagem, ao mesmo tempo estética e simbólica, convida-nos a refletir sobre a passagem do tempo, a importância da natureza e o significado do Natal.

A fotografia é um convite à introspeção e à celebração da vida.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
27
Jul24

Uma porta de uma casa transmontana


Mário Silva Mário Silva

Uma porta de uma casa transmontana

Jul27 DSC03765_ms

 

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A fotografia mostra a porta e as escadas de uma casa rústica transmontana.

A porta é azul e verde, e as ombreiras são pintadas de branco.

As escadas são de pedra e estão ladeadas por vasos de plantas.

A casa está situada numa zona rural, rodeada de montanhas.

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As ombreiras das portas serem caiadas de branco é uma tradição comum em Portugal, especialmente nas zonas rurais.

Acredita-se que a cor branca tenha propriedades purificadoras e que sirva para afastar os maus espíritos.

Além disso, o branco é uma cor associada à limpeza e à higiene, o que pode ser importante em áreas onde o acesso à água potável é limitado.

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As portas das casas rústicas transmontanas são frequentemente pintadas de azul ou vermelho.

A cor azul está associada à proteção e à segurança, enquanto a cor vermelha está associada à paixão e à energia.

É possível que a escolha da cor da porta dependa das crenças e preferências dos proprietários da casa.

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A fotografia também mostra alguns detalhes interessantes sobre a arquitetura da casa.

As paredes são feitas de pedra e a porta é feita de madeira maciça.

As escadas são largas e robustas, o que sugere que a casa foi construída para durar.

A presença de vasos de plantas na entrada da casa indica que os proprietários gostam de cuidar da sua casa e tornar as escada e varanda o seu jardim.

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A imagem mostra uma casa rústica transmontana típica, com características que refletem a cultura e as tradições da região.

A porta azul ou vermelha e as ombreiras brancas são elementos decorativos que contribuem para a beleza e o charme da casa.

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Além das razões mencionadas acima, existem outros fatores que podem influenciar a escolha da cor da porta de uma casa rústica transmontana.

Por exemplo, a cor da porta pode ser escolhida para combinar com a cor das outras casas da aldeia, ou para refletir a personalidade dos proprietários da casa.

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As casas rústicas transmontanas são caracterizadas pela sua simplicidade e funcionalidade.

São geralmente construídas com materiais locais, como pedra e madeira.

As paredes são grossas e as portas e janelas são pequenas, o que ajuda a manter a casa quente no inverno e fresca no verão.

As casas rústicas transmontanas são frequentemente decoradas com elementos tradicionais, como rendas, toalhas de mesa e tapetes.

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As casas rústicas transmontanas são um reflexo da cultura e das tradições da região de Trás-os-Montes.

São casas acolhedoras e convidativas que oferecem um refúgio da agitação da vida moderna.

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Texto & Fotografia:©MárioSilva

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Mário Silva 📷
26
Jun24

“Vaso” - Mário Silva


Mário Silva Mário Silva

“Vaso”

Mário Silva

Jun26 DSC08080_ms

A fotografia, intitulada "Vaso" por Mário Silva, apresenta um jarro de cerâmica verde sobre uma mesa de madeira.

O jarro possui alça e está posicionado próximo a uma grade branca, que presumivelmente pertence à varanda de uma casa.

A imagem é capturada através das barras da grade, o que gera um efeito de enquadramento e confere à cena uma aura de mistério e intriga.

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O jarro é o elemento central da fotografia e atrai a atenção do observador.

A sua cor verde vibrante contrasta com a tonalidade neutra da mesa de madeira, criando um ponto focal interessante.

A presença do jarro sugere a ideia de um lar, aconchego e convivialidade.

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A mesa serve como base para o jarro e contribui para a composição da cena.

A sua textura rústica e tom amadeirado adicionam um toque natural à fotografia, reforçando a sensação de aconchego.

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A grade branca, presente no primeiro plano da imagem, desempenha um papel importante na composição da fotografia.

Ela cria um efeito de enquadramento que direciona o olhar do observador para o jarro e, ao mesmo tempo, introduz um elemento de divisão entre o interior e o exterior.

Isso sugere uma sensação de privacidade e intimidade, como se o observador estivesse espiando através da janela de uma casa.

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A fotografia foi capturada à luz natural, o que confere à cena uma aparência realista e autêntica.

A luz suave banha os objetos de forma uniforme, criando sombras sutis que adicionam profundidade à imagem.

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A fotografia "Vaso" pode ser interpretada de diversas maneiras, dependendo da perspetiva do observador.

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A fotografia captura um objeto simples do cotidiano, um jarro de cerâmica, e transforma-o numa obra de arte.

Isso sugere que a beleza pode ser encontrada nos lugares mais inesperados, e que basta um olhar atento para apreciar a riqueza do mundo ao nosso redor.

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A presença do jarro de cerâmica sobre a mesa de madeira evoca a ideia de um lar, aconchego e convivialidade.

A grade branca, por sua vez, pode simbolizar a proteção e a segurança do ambiente familiar.

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O facto da fotografia ter sido capturada através da grade branca sugere uma sensação de privacidade e intimidade.

Isso pode ser interpretado como um convite para o observador refletir sobre os seus próprios pensamentos e sentimentos, ou como um lembrete da importância de valorizar os momentos de reclusão e introspeção.

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O efeito de enquadramento criado pela grade branca e a luz natural suave conferem à cena uma aura de mistério e intriga.

Isso convida o observador a imaginar o que está além da grade, ou a criar as suas próprias histórias sobre o que se passa dentro da casa.

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Em última análise, a interpretação da fotografia "Vaso" é livre e individual.

Cada observador poderá encontrar os seus próprios significados e interpretações na imagem, de acordo com suas experiências e perspetivas pessoais.

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A fotografia não apresenta elementos que identifiquem o local em que foi capturada.

Isso permite que o observador projete as suas próprias experiências e memórias na imagem, tornando-a ainda mais pessoal e significativa.

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A ausência de pessoas na fotografia deixa espaço para a imaginação do observador.

Isso pode ser interpretado como um convite para refletir sobre a solidão, a quietude ou a contemplação.

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A fotografia possui uma composição simples e minimalista, o que contribui para a sua beleza e impacto visual.

A escolha de focar num único objeto, o jarro, permite que o observador aprecie os seus detalhes e texturas com mais atenção.

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Como conclusão, a fotografia "Vaso" de Mário Silva é uma obra de arte simples, mas poderosa, que convida o observador a refletir sobre diversos temas, como a beleza do cotidiano, o lar e a família, a privacidade e a intimidade, o mistério e a intriga.

A sua composição minimalista e a ausência de elementos que identifiquem o local em que foi capturada permitem que o observador projete as suas próprias experiências e interpretações na imagem, tornando-a uma obra de arte pessoal e significativa.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
03
Mai24

O regueiro serpenteia o lameiro com o sol poente escondendo-se por entre os ramos da árvore -  Águas Frias - Chaves - Portugal


Mário Silva Mário Silva

"O regueiro serpenteia o lameiro com o sol poente escondendo-se por entre os ramos da árvore”

Águas Frias - Chaves - Portugal

Mai03_DSC05734_ms

A fotografia mostra um riacho serpenteando por um campo verde, com uma árvore no primeiro plano.

O sol está se pondo atrás da árvore, e seus raios passam pelas folhas da árvore, criando um efeito de luz e sombra. Ao fundo, podemos ver algumas montanhas.

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A imagem é uma bela representação da natureza portuguesa.

O riacho serpenteando pelo campo verde é uma imagem serena e tranquila, enquanto o sol poente atrás da árvore cria uma atmosfera dramática.

As montanhas ao fundo completam a paisagem e dão uma sensação de grandiosidade.

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A fotografia pode ser vista como uma representação da beleza da natureza portuguesa, ou como um símbolo da passagem do tempo.

O sol poente pode ser visto como um símbolo do fim da vida, enquanto o riacho serpenteando pode ser visto como um símbolo da vida que continua.

A imagem evoca uma variedade de emoções, como paz, tranquilidade, drama e grandiosidade.

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A imagem pode ser uma evocação da beleza da natureza, ou ser um símbolo da passagem do tempo ou da vida que continua.

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A imagem foi captada em Águas Frias, uma freguesia do concelho de Chaves, em Portugal.

A freguesia é conhecida pelas suas paisagens naturais, incluindo montanhas, rios e florestas.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
26
Abr24

Campo verde e viçoso …


Mário Silva Mário Silva

Campo verde e viçoso …

A26 DSC00552_ms

A fotografia mostra um campo verde e viçoso, com uma cerca de madeira em primeiro plano.

A erva é alta e densa, de um verde intenso e uniforme.

A cerca de madeira é feita de troncos grossos e irregulares, que estão dispostos verticalmente e unidos por traves horizontais.

A cerca está bem conservada e parece ser bastante robusta.

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A foto representa a beleza e a simplicidade da natureza.

O campo verdejante e a cerca de madeira são elementos naturais que evocam uma sensação de paz e tranquilidade.

A fotografia também pode ser interpretada como um símbolo de vida e crescimento.

O verde da erva é a cor da vida, e a cerca de madeira pode ser vista como um símbolo de proteção e segurança.

 

Podemos também pensar que ela representa a relação entre o homem e a natureza.

A cerca de madeira, feita pelo homem, contrasta com o campo verdejante, que é natural.

Essa contraposição pode ser vista como um símbolo da interdependência entre o homem e a natureza.

O homem precisa da natureza para sobreviver, e a natureza precisa do homem para ser cuidada.

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O campo verde é o elemento central da fotografia.

Ele representa a natureza, a vida e o crescimento.

O verde da erva é uma cor relaxante e calmante, que pode evocar uma sensação de paz e tranquilidade.

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A cerca de madeira é um elemento importante da fotografia.

Ela representa o homem, a proteção e a segurança.

A cerca de madeira pode ser vista como um símbolo da separação entre o mundo natural e o mundo humano.

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A fotografia é composta de forma simples e equilibrada.

O campo verde ocupa a maior parte da imagem, e a cerca de madeira está posicionada em primeiro plano.

Essa composição cria uma sensação de calma e serenidade.

A fotografia é iluminada por luz natural.

A luz é suave e difusa, o que contribui para a sensação de paz e tranquilidade que a fotografia transmite.

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A fotografia "Campo verde e viçoso" é uma bela imagem que representa a natureza, a vida e o crescimento.

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A fotografia também pode ser interpretada de outras maneiras, dependendo da perspetiva do observador.

Por exemplo, algumas pessoas podem ver na fotografia um símbolo de esperança e renovação, enquanto outras podem vê-la como um símbolo de solidão e isolamento.

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A fotografia "Campo verde e viçoso" é uma imagem importante porque nos lembra da beleza da natureza e da importância de proteger o meio ambiente.

A fotografia também pode-nos inspirar a refletir sobre a nossa relação com o mundo natural e a procura de um estilo de vida mais sustentável.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
19
Out21

Olhar de verde esperança - Águas Frias – Chaves – Portugal


Mário Silva Mário Silva

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Andando pela rua da aldeia transmontana de

Águas FriasChavesPortugal,

em que me ressalta o verde … de esperança …

Blog 19 DSC03144_ms

 

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Olhar de verde esperança

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Um olhar de verde esperança,
um sorriso que cativa,
um sonho...
Uma Vida!!
Um mundo que transpira,
um mundo que sufoca
num abraço sempre apertado
duma Vida que não quer partir!
Um olhar de vede esperança
que sorri e brilha e fascina!
Um mundo que pisa,
um mundo que mata
uma Vida,
um sorriso...
E neste caminho que a vista alcança,
tudo se esfuma numa esperança
de tudo querer abarcar,
de tudo querer possuir!
E este sorriso que se apaga vive, quer viver!
Sufoca no peito a mágoa
do olhar de verde esperança
que nas lágrimas desliza por um sonho
uma Vida...
.

_______________________ Helena de Tróia __________________

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Ver também:

https://www.facebook.com/mariofernando.silva.9803/

http://aguasfrias.blogs.sapo.pt

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https://twitter.com/MrioFernandoGo2

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Mário Silva 📷
18
Mai20

O VERDE PRIMAVERA


Mário Silva Mário Silva

 

O VERDE PRIMAVERA

 

“Colhe a alegria das flores da primavera

e brinca feliz enquanto é tempo.

Sempre haverá os dias em que chegará o inverno

e não terás o perfume das flores,

nem o sol, nem a vivacidade das cores.”

Augusto Branco

O verde primavera

 


                                        

“Sejamos como a primavera

 que renasce cada dia mais bela…

Exatamente porque nunca são as mesmas folhas “novas” verdes,

nem as flores serão as mesmas.”

Clarice Lispector

                          

“Sobre nós, nada precisaremos dizer...

Vivemos em uma nova era.

Eles verão,

Nós primavera!”

 

Milena Palladino

 

                                                                            

 

 

 

Mário Silva 📷

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