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MÁRIO SILVA - Fotografia, Pintura & Escrita

*** *** A realidade é a "minha realidade" em imagens (fotografia, pintura) e escrita

01
Set25

"À espera de novas férias” ... e uma estória


Mário Silva Mário Silva

"À espera de novas férias”

... e uma estória

01Set DSC03303_ms

Esta fotografia de Mário Silva capta uma pequena paragem de autocarro, com uma estrutura simples de pedra e madeira, num dia de sol.

O abrigo, com o seu telhado de telha de barro, tem dois pilares de madeira que sustentam a parte da frente, enquanto a parte de trás e a lateral são feitas de pedra.

O chão é de cimento e está coberto por algumas folhas secas.

A luz do sol da tarde projeta a sombra dos pilares de madeira na parede lateral.

A paragem, com um banco de madeira no seu interior, está vazia, o que transmite uma sensação de abandono e de espera.

Ao fundo, uma estrada de alcatrão, casas e vegetação rasteira completam a paisagem.

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Estória: A Paragem da Esperança

O abrigo de pedra e madeira, que o Mário Silva fotografou, não era apenas uma paragem de autocarro.

Era a "Paragem da Esperança", como a velha Maria a chamava.

Todos os anos, no fim das férias de verão, era ali que ela e o seu marido, Manuel, esperavam pelo autocarro.

Era ali que se despediam dos netos que vinham do estrangeiro, e que regressavam à sua terra com as malas cheias de recordações e de esperanças.

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O abrigo era um santuário de memórias.

No verão, era o ponto de encontro.

Os netos, que chegavam, vinham com as mochilas cheias de presentes, de histórias e de sotaques diferentes.

Os vizinhos, que passavam, paravam para conversar e para dar as boas-vindas.

A paragem de autocarro, outrora vazia, era agora um lugar de vida, de festa e de alegria.

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Mas o final de agosto chegava sempre.

As malas, que antes vinham cheias, iam agora cheias de doces caseiros, de queijo e de vinho.

Os abraços eram longos e cheios de lágrimas.

A tristeza misturava-se com a gratidão.

O abrigo, que antes era cheio de vozes, tornava-se novamente silencioso.

E a velha Maria, com o seu lenço na cabeça, ficava ali, à espera.

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Ela não estava à espera do autocarro.

Estava à espera do próximo verão.

À espera de novas férias.

Ela sabia que o tempo era um rio que corria, e que as águas que iam, um dia, voltariam.

A fotografia de Mário Silva capta esse momento de espera, de saudade e de esperança.

A paragem, vazia, não era um símbolo de abandono, mas um símbolo da promessa de que, no próximo ano, a vida e a alegria voltariam.

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A paragem de autocarro, para a velha Maria, era a sua âncora.

O lugar onde podia voltar a ligar-se à sua família, à sua terra e às suas raízes.

Era o lugar onde, mesmo na solidão, ela se sentia acompanhada.

Era o lugar onde ela sabia que, apesar da distância, o amor e a esperança permaneceriam, à espera de um novo verão.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
30
Ago25

"Caminho ... para o fim das Férias”


Mário Silva Mário Silva

"Caminho ... para o fim das Férias”

30Ago DSC05470_ms

Esta fotografia de Mário Silva, é um retrato do caminho que leva de volta à vida quotidiana.

A imagem mostra um caminho de terra batida, que serpenteia por um vale, ladeada por árvores densas.

O caminho, que se perde no horizonte, é iluminado por raios de sol que penetram através das copas das árvores.

À beira do caminho, há sinais de vida, como o muro de uma casa e a vegetação luxuriante, em tons de verde e de amarelo.

A fotografia transmite uma sensação de melancolia e de saudade, mas ao mesmo tempo de tranquilidade e de aceitação, como se o caminho, embora leve ao fim das férias, também levasse a um novo começo.

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O Regresso dos Emigrantes - A Dor Doce da Partida

A fotografia de Mário Silva, "Caminho ... para o fim das Férias”, é uma imagem simbólica que ecoa o sentimento de milhares de portugueses que, a cada verão, regressam a casa e, depois de algumas semanas de alegria e de reencontro, preparam-se para partir.

Este momento de transição é particularmente pungente para os nossos emigrantes, os "filhos da terra" que, há anos, deixaram o país em busca de uma vida melhor.

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A Alegria da Chegada

A chegada dos emigrantes é um momento de festa em Portugal.

As aldeias ganham vida, as ruas enchem-se de sotaques diferentes e as famílias voltam a ter a "casa cheia".

Agosto é um dos meses de "peregrinação" em que, de todos os cantos do mundo, os portugueses da diáspora regressam a casa, à família e aos amigos.

É o tempo de matar as saudades, de partilhar histórias, de reviver memórias e de celebrar a vida.

Para muitos, as férias em Portugal são um ponto de encontro, uma oportunidade de se reencontrarem com aqueles que não veem durante o resto do ano.

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A Melancolia da Partida

No entanto, a alegria da chegada é contrastada pela tristeza da partida.

O caminho que Mário Silva fotografa, que serpenteia pelo vale, é o mesmo que os emigrantes percorrem com o coração pesado.

O regresso ao país de residência pode ser mais difícil do que a ida.

A isso, os psicólogos chamam "síndrome do regresso", um fenómeno que pode levar à sensação de falta de identidade, tristeza e, em casos extremos, à depressão.

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Os emigrantes voltam para um país que é a sua casa, mas que, ao mesmo tempo, já não é o que era.

Eles, por sua vez, também não são as mesmas pessoas que partiram.

As suas experiências no exterior alargaram os seus horizontes, mas quem ficou no país de origem pode não as compreender, o que leva a um sentimento de incompreensão e de isolamento.

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O Ciclo da Saudade

O regresso é um fecho de ciclo, mas também o início de uma nova contagem decrescente para o próximo reencontro.

A fotografia de Mário Silva, com o seu caminho que se perde no horizonte, é um retrato da esperança de um novo regresso.

É a imagem da dor doce da partida, um misto de tristeza pela separação e de gratidão pelo tempo que foi vivido.

O "Caminho ... para o fim das Férias” é, na verdade, o caminho que nos leva de volta a nós mesmos, com a certeza de que, apesar da distância, as raízes e as memórias permanecem intactas.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
28
Ago25

"Quem bom, este túnel de sombra, em pleno tórrido verão”


Mário Silva Mário Silva

"Quem bom, este túnel de sombra, em pleno tórrido verão”

28Ago DSC04914_ms

Esta fotografia de Mário Silva capta a essência de um refúgio natural contra o calor intenso.

A imagem mostra um caminho de terra, com pedras soltas, que se aprofunda num túnel de sombra criado pela folhagem de árvores densas.

O sol, a incidir por entre os ramos, cria feixes de luz que iluminam o caminho e a vegetação.

As folhas, em diferentes tons de verde, criam um efeito de contraste e de profundidade.

Os fetos, em primeiro plano, e o tronco de uma árvore, no centro da imagem, contribuem para a atmosfera de paz e de serenidade que a fotografia transmite.

A imagem evoca a sensação de um alívio fresco e de uma pausa na intensidade do verão.

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Estória: O Caminho da Calma

O caminho de terra, castigada pelo sol e pelo tempo, era uma cicatriz na paisagem.

Mas ali, naquele ponto onde Mário Silva a encontrou e a fotografou, ela se transformava em algo mais.

Deixava de ser uma cicatriz e tornava-se uma promessa.

A promessa de um túnel de sombra, de uma pausa no calor insuportável do verão.

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O sol, lá fora, era um tirano.

A sua luz, cruel e impiedosa, fazia o ar tremer e a terra rachar.

Mas o caminho da calma era um refúgio.

As árvores, com as suas folhas densas e os seus ramos entrelaçados, formavam uma cúpula sagrada.

Ali, o calor não entrava.

Apenas o ar fresco e o murmúrio suave do vento, que sussurrava segredos antigos aos fetos.

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A luz, que lá fora era um “flash” de brutalidade, aqui tornava-se suave e delicada.

Ela dançava entre os ramos, pintava o chão com manchas de ouro e de sombra.

Era uma luz que não cegava, mas que guiava.

Guiava os passos cansados, o coração pesado e a mente perturbada.

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O caminho da calma era a metáfora de uma vida.

Ela mostra-nos que, mesmo nos momentos mais difíceis, nos verões mais tórridos, há sempre um lugar de refúgio.

Um lugar onde podemos esconder-nos do calor, das preocupações, do barulho do mundo.

Um lugar onde a luz, em vez de nos cegar, nos ilumina.

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A floresta, com os seus segredos e a sua paz, era uma guardiã.

Os fetos, com as suas folhas delicadas, eram um convite a sentar-se, a respirar e a ouvir o som do silêncio.

E o caminho, que se perdia na escuridão, era a promessa de que, no final do túnel, havia mais luz, mais vida, mais esperança.

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A fotografia de Mário Silva não é apenas um retrato de uma paisagem.

É um poema visual.

Um poema sobre a resiliência da natureza, a beleza da sombra e a importância de encontrarmos os nossos próprios refúgios nos momentos mais tórridos da vida.

É um lembrete de que, mesmo no meio do caos, a paz está sempre à espera de ser encontrada.

E de que, na escuridão, a luz, mesmo que seja apenas um feixe, tem o poder de nos guiar.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
27
Ago25

"Onde há Fumo há Fogo”


Mário Silva Mário Silva

"Onde há Fumo há Fogo”

27Ago DSC04899_ms

A fotografia de Mário Silva, capta a imagem dramática de um incêndio florestal à distância.

A imagem é dominada por uma enorme nuvem de fumo de cor castanho-claro e bege, que se eleva no céu, tingido de tons de amarelo e laranja pela luz do sol.

Em primeiro plano, uma paisagem de colinas e de vegetação rasteira, em tons de verde e castanho, é interrompida por uma estrada de terra batida.

A fotografia transmite uma sensação de urgência e de perigo, com a nuvem de fumo a sugerir a dimensão do fogo que se esconde atrás das colinas.

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A Ferida da Terra - Os Fogos Devastadores em Portugal no Verão

A fotografia de Mário Silva, "Onde há Fumo há Fogo”, é um retrato impactante de uma realidade cíclica e trágica em Portugal: os incêndios florestais durante o verão.

Esta imagem, com a sua nuvem de fumo a subir em direção ao céu, é um lembrete visual do perigo e da destruição que o fogo traz a uma paisagem que, outrora, era um paraíso de verde e de vida.

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As Causas e o Impacto

A combinação de fatores ambientais, como a seca, o calor intenso e o vento forte, juntamente com a densidade da floresta e a falta de limpeza dos terrenos, cria o cenário perfeito para a propagação dos incêndios.

A maioria dos fogos é causada por negligência humana, como a queima de lixo e de mato sem os devidos cuidados, ou por mão criminosa.

O resultado é a devastação de milhares de hectares de floresta, a destruição de ecossistemas, a perda de vidas e a desertificação da paisagem.

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A fotografia, com o fumo a erguer-se no horizonte, mostra-nos a ferida que o fogo deixa na paisagem.

A terra, que antes era uma tapeçaria de cores, fica cinzenta e sem vida.

As árvores, que antes eram um refúgio para os animais, ficam transformadas em troncos carbonizados.

A paisagem, que era um símbolo de vida, torna-se um símbolo de morte.

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A Resiliência e a Esperança

No entanto, a tragédia dos fogos não é o fim da história.

A natureza, com a sua resiliência, começa o processo de renovação.

Depois da devastação, a chuva cai, as sementes germinam e a vida regressa, embora de forma mais lenta e tímida.

O fumo, que antes era um sinal de destruição, dá lugar a um sinal de esperança.

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A fotografia de Mário Silva é um lembrete do perigo, mas também da resiliência da natureza.

É um apelo à consciência humana, um grito de alerta para a importância da prevenção e da proteção da floresta.

O fumo que se vê na imagem não é apenas o resultado do fogo, mas também o sinal de uma luta contínua entre a natureza e a ação humana.

É um lembrete de que a floresta é um tesouro, e que a sua proteção é uma responsabilidade de todos nós.

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Texto & Fotogrfia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
10
Ago25

Hoje há Festa na Aldeia (Águas Frias – Chaves - Portugal)


Mário Silva Mário Silva

Hoje há Festa na Aldeia

Águas Frias – Chaves - Portugal

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Em Águas Frias, onde o granito abraça o céu,

E a brisa da serra sussurra segredos ao léu,

Hoje não há silêncio, nem o gado de um pastor,

Pois a aldeia inteira veste o seu melhor calor.

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Do palco, luzes pintam a noite sem fim,

Verdes e azuis, amarelos e carmim.

Acordes vibrantes, um som que nos guia,

A banda em palco, a dar vida à melodia.

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Multidão que se agita, num abraço sem par,

Faces sorridentes, a rir e a cantar.

Amigos que regressam, de terras distantes,

Para reviver memórias, momentos gigantes.

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O cheiro a entrecosto, a fumaça no ar,

Mistura-se à festa, ao doce luar.

Crianças que correm, em jogo e folia,

É a alegria que salta, um novo dia.

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Há mãos que se erguem, num brinde ao verão,

No peito um calor, sem igual emoção.

As vozes se juntam, num coro feliz,

Cantando a esperança, a vida que quis.

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Por entre os arcos, a luz a bailar,

Um elo se forma, de alma e de olhar.

Porque neste arraial, a alma se faz,

Mais forte, mais viva, em festejos e paz.

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Em Trás-os-Montes, a tradição a pulsar,

Que a aldeia respira, ao sol e ao luar.

Hoje há festa em Águas Frias, sim!

Um reencontro eterno, que não tem fim.

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Pois hoje há festa, e a aldeia irradia,

A chama da vida, a pura energia.

Em Águas Frias, em cada canção,

Pulsa a alma de um povo, em plena união.

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Texto & Fotografia digital: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
09
Ago25

"A Festa de Verão" - sábado (Águas Frias - Chaves - Portugal)


Mário Silva Mário Silva

"A Festa de Verão"

sábado

(Águas Frias - Chaves - Portugal)

09Ago DSC01263_ms

No ano de 2025, a pequena aldeia de Águas Frias, aninhada no concelho de Chaves, em Portugal, vestiu-se de gala para mais uma edição da sua já tradicional "Festa de Verão".

Longe de ser apenas um mero evento, esta celebração transformou-se num verdadeiro epicentro de confraternização, onde o passado e o presente se entrelaçaram em abraços apertados, sorrisos rasgados e olhares marejados de emoção.

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Desde o final da tarde, o largo de Águas Frias começou a encher-se, à medida que os primeiros acordes da música tradicional portuguesa se faziam ouvir.

Mas a magia da Festa de Verão vai muito além do ritmo contagiante das concertinas e dos cantares tradicionais.

É nos encontros, muitas vezes inesperados, que reside a verdadeira essência desta celebração.

Amigos de infância que se reencontram após anos de distância, famílias que se reúnem vindas dos quatro cantos do mundo, e novas amizades que florescem sob o calor das noites de verão.

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A saudade, sentimento tão intrínseco à alma portuguesa, pairava no ar, mas era uma saudade doce, temperada pela alegria do regresso.

Era visível nos olhares de quem emigrou e que, por estes dias, volta à sua terra natal para reviver as memórias e fortalecer os laços.

As conversas estendiam-se pela noite dentro, repletas de histórias contadas e recontadas, de risadas partilhadas e de momentos de cumplicidade que aqueciam o coração.

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A emoção era palpável em cada rosto, em cada abraço apertado.

As recordações desfilavam livremente, desde as brincadeiras de criança nos campos em redor, até aos bailes de outrora na mesma praça.

Tudo contribuía para um ambiente de pura nostalgia, mas uma nostalgia feliz, que celebrava a vida e a riqueza das experiências partilhadas.

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E, claro, não faltou a alegria, em abundância, para encher a festa de cor e vivacidade.

Crianças corriam e brincavam, casais dançavam ao som da música, e grupos de amigos brindavam à vida.

A tasquinha da comissão de festas, repleta de iguarias regionais e o famoso vinho de Chaves, eram pontos de paragem obrigatória, adicionando sabor à festa.

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A Festa de Verão de Águas Frias, em 2025, reafirmou-se como um evento que transcende o mero entretenimento.

É um hino à comunidade, à memória e, acima de tudo, à alegria de viver e de partilhar.

Um convite irrecusável para que, ano após ano, todos os caminhos voltem a confluir em Águas Frias, onde a confraternização, os encontros, os reencontros, a saudade, a emoção e a recordação se misturam numa celebração inesquecível de muita, muita alegria.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
08
Ago25

A Festa de Verão em Águas Frias (08, 09 e 10 de agosto de 2025): Um Brilho de Tradição e Alegria em Chaves


Mário Silva Mário Silva

A Festa de Verão em Águas Frias

(08, 09 e 10 de agosto de 2025)

Um Brilho de Tradição e Alegria em Chaves

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Águas Frias, uma pitoresca localidade do concelho de Chaves, em Portugal, ganha um brilho especial a cada verão com a celebração da sua afamada "Festa de Verão".

Este evento anual, que irradia cor e animação, é um verdadeiro cartão de visitas da cultura local, atraindo não só os seus residentes, mas também visitantes que procuram vivenciar a autenticidade e a alegria transmontana.

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A festa é um espetáculo para os sentidos, onde a cor se manifesta nas vibrantes decorações festivas e nos fogos de artifício que pintam o céu noturno.

A música é o motor da folia, com o som a ecoar pelas ruas, convidando todos a participar na dança e na celebração.

Para garantir que a sede não atrapalhe a diversão, um bar aberto oferece bebidas geladas, enquanto o bom vinho da região e os petiscos típicos deliciam os paladares mais exigentes.

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A tradição e a diversão coexistem em perfeita harmonia.

Os entusiastas de jogos de cartas reúnem-se para o emocionante Torneio de Sueca, onde a destreza e o convívio se misturam.

A beleza e o carisma da juventude local são celebrados nos concursos de mini e de miss Águas Frias, momentos de descontração e aplausos.

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Os morteiros, com o seu estrondo característico, assinalam os momentos de maior efervescência, enquanto a Missa e a Procissão trazem um lado mais solene e tradicional à festa, reforçando os laços de fé e comunidade.

O ponto alto da programação musical é o concerto com "Paulo Raiz & Amigos", que contagia a assistência com a sua energia e repertório animado.

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Para culminar as celebrações, o céu de Águas Frias transforma-se num palco de luz e cor com um grandioso espetáculo de fogo de artifício, um momento que capta a atenção de todos e encerra a festa com chave de ouro.

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"A Festa de Verão" em Águas Frias é, em suma, uma experiência inesquecível de cor, música, gastronomia e convívio, onde a alegria transborda e a identidade de uma comunidade se celebra em pleno.

É um evento que reafirma a hospitalidade de Chaves e deixa em cada participante a vontade de regressar no ano seguinte para mais uma dose desta contagiante alegria.

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Texto & Fotomontagem: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
05
Ago25

"O Sol brilha ...e a Festa da Aldeia aproxima-se" … e uma breve estória


Mário Silva Mário Silva

"O Sol brilha ...e a Festa da Aldeia aproxima-se"

… e uma breve estória

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A fotografia de Mário Silva captura uma cena rural sob a intensa luz do sol.

Em primeiro plano, a imagem é dominada pelas silhuetas escuras de duas árvores frondosas, cujos troncos e ramos se destacam contra o brilho ofuscante do sol.

O sol, no centro da composição, irradia uma luz dourada e amarelada que preenche grande parte do céu, criando um efeito de “flamejar” e um “halo” luminoso à volta das árvores.

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A vegetação em primeiro plano, que parece ser erva seca e alguma folhagem rasteira, está também em contraluz, adquirindo tons quentes de dourado e castanho, banhada pela luz solar.

A atmosfera geral da fotografia é quente e um pouco etérea, sugerindo um final de tarde de verão.

A imagem transmite uma sensação de tranquilidade e a grandiosidade da natureza, realçando o poder e a beleza do sol.

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Estória: A Promessa Dourada do Verão

Em cada verão, havia um dia que a aldeia inteira aguardava com uma ansiedade doce: o dia da Festa de Verão.

Era a altura em que a rotina das sementeiras e das colheitas cedia lugar à alegria do reencontro, ao barulho das concertinas e ao cheiro a sardinhas assadas que perfumava as noites.

Na fotografia de Mário Silva, o sol, num brilho intenso por entre as folhas de uma árvore, não era apenas a luz do dia; era a promessa da festa que se aproximava, um farol dourado no fim do cansaço.

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Para o pequeno Tiago, de apenas sete anos, a festa era um mundo mágico.

Significava gelados, algodão doce, e a oportunidade de ver primos que só apareciam uma vez por ano.

Mas este ano, Tiago sentia algo mais.

Os seus avós, que sempre tinham sido o coração da festa – a avó Maria, com a sua mesa farta de iguarias, e o avô Joaquim, o contador de histórias junto à fogueira – pareciam mais cansados.

As suas vozes eram mais baixas, os seus passos mais lentos.

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Tiago tinha ouvido os adultos sussurrarem que talvez este ano a festa não fosse tão grande.

Faltava gente, faltava mão-de-obra, faltavam os velhos braços que sempre erguiam os arcos e enfeitavam as ruas.

O coração de Tiago encolheu-se.

Uma festa menor? Como seria isso possível?

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Todas as tardes, Tiago ia para o alto do monte, para o seu lugar secreto, onde duas árvores gigantes, irmãs em silêncio, se erguiam.

Dali, olhava para o sol, que se filtrava por entre as folhas, pintando o chão de ouro e sombra.

Era o mesmo sol que Mário Silva um dia capturaria na sua fotografia, com a sua luz quase ofuscante, a espalhar uma aura de esperança.

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- Ó sol - sussurrava Tiago - faz com que a nossa festa seja a mais bonita de sempre.

Pelos meus avós, que tanto já deram a esta terra.

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Os dias passavam e, na aldeia, a preparação da festa parecia arrastar-se.

Mas, como por magia, algo começou a mudar.

Um a um, os emigrantes que tinham partido anos antes, começaram a chegar mais cedo do que o habitual.

Trouxeram consigo filhos, netos, e uma nova energia.

As notícias dos receios da aldeia tinham-se espalhado, e a saudade, aliada à vontade de ajudar, trouxe-os de volta.

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As mulheres mais novas, que agora tinham as suas próprias vidas nas cidades, arregaçaram as mangas e começaram a cozinhar ao lado da avó Maria, aprendendo os segredos das receitas antigas.

Os homens mais novos, com as suas forças renovadas, ajudaram o avô Joaquim a montar os arcos e as luzes.

O baloiço da Escola, onde as crianças da aldeia riam, parecia ter um novo balanço.

O som das marteladas, das vozes em festa, das gargalhadas ecoava pelos vales.

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Quando o dia da Festa de Verão chegou, o sol brilhava no céu como um olho benevolente, exatamente como na fotografia de Mário Silva.

As árvores no alto do monte pareciam vibrar com a luz dourada.

A aldeia estava irreconhecível, cheia de cor, de música, de gente.

Era a festa mais vibrante que Tiago alguma vez vira.

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Ele correu para os seus avós, que, rodeados por filhos e netos, sorriam com os olhos marejados de alegria.

- Avó! - exclamou Tiago - A festa é linda!

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Maria apertou a mão do neto.

- Vês, meu filho? O sol brilha, sim. Mas é a luz das nossas gentes que faz a festa.

São as raízes que nos prendem a esta terra, a memória que nos traz de volta.

A festa não é só a celebração do verão; é a celebração do nosso povo, da nossa união.

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Naquela noite, sob um céu estrelado, o avô Joaquim contou as suas histórias, e o canto das concertinas uniu gerações.

Tiago percebeu que a verdadeira beleza da festa não estava no algodão doce, mas no fio invisível que ligava cada um à sua aldeia, à sua história, e à luz dourada de um sol que, ano após ano, prometia recomeços e celebrações para as gentes de Trás-os-Montes.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
21
Jun25

Início do verão - A Flor (Cirsium dissectume) a Borboleta (Euphydryas aurinia beckeri)


Mário Silva Mário Silva

Início do verão

A Flor (Cirsium dissectume) e

a Borboleta (Euphydryas aurinia beckeri)

21Jun DSC06907_ms

A fotografia de Mário Silva intitulada "Começou o verão" captura lindamente uma borboleta pousada numa flor, com cores vibrantes que evocam o início da estação mais quente.

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O solstício de Verão, que marca o dia mais longo do ano e o início oficial da estação, tem raízes profundas em tradições antigas.

Em Portugal, esta celebração está ligada a costumes pagãos e cristãos que se entrelaçaram ao longo dos séculos.

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Antes da chegada do cristianismo, os povos celtas e lusitanos celebravam o solstício de Verão, por volta de 21 de junho, com rituais para honrar o sol e a fertilidade da terra.

Fogueiras eram acesas em colinas, como forma de purificação e proteção contra espíritos malignos.

Estas festas, conhecidas como "Noite de São João" em algumas regiões, incluíam danças, música e oferendas à natureza.

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Com a cristianização, o solstício foi adaptado para coincidir com festas religiosas, como a de São João Batista, celebrada a 24 de junho.

Em Portugal, especialmente no norte, as festividades de São João em cidades como Porto e Braga mantêm traços dessas origens pagãs, com fogueiras, manjericos e jogos tradicionais.

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Meteorologicamente, o verão em Portugal começa a 1 de junho, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

Contudo, astronomicamente, o início oficial ocorre com o solstício de Verão, a 21 junho, às 02h42min.

Em 2025, o verão, traz dias ensolarados e temperaturas mais altas, perfeitos para disfrutar da natureza, como mostra a fotografia de Mário Silva.

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Estas celebrações continuam a unir comunidades, preservando uma rica herança cultural que celebra a luz e a renovação.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
30
Ago24

Um Instantâneo de Verão: "… um de calor infernal, a areia fina como farinha e o mar calmo e morno como canja de galinha."


Mário Silva Mário Silva

Um Instantâneo de Verão:

"… um de calor infernal, a areia fina como farinha

e o mar calmo e morno como canja de galinha"

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A fotografia de Mário Silva captura um momento clássico de verão: uma praia ensolarada, com a areia branca e macia contrastando com o mar azul-turquesa.

A composição da imagem é simples, mas eficaz, com a linha da costa diagonal que guia o olhar do observador para o horizonte.

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A praia é o centro da ação, repleta de pessoas aproveitando o sol e o mar.

A areia fina e clara sugere um dia quente e seco, enquanto as ondas suaves e calmas convidam a um mergulho refrescante.

A cor do mar é vibrante e convidativa, reforçando a ideia de um dia perfeito para nadar e relaxar.

A ausência de ondas grandes sugere um mar calmo e seguro, ideal para famílias com crianças.

As pessoas na praia estão relaxadas e despreocupadas, desfrutando do sol e da companhia uns dos outros.

A variedade de atividades, desde o banho de sol até o mergulho, mostra a diversidade de formas de aproveitar o verão.

A luz natural é quente e abundante, realçando as cores vibrantes da imagem e criando uma atmosfera alegre e positiva.

A composição da imagem é simples e eficaz, com a linha da costa diagonal que guia o olhar do observador para o horizonte.

A perspetiva elevada do fotógrafo permite uma visão panorâmica da praia, aumentando a sensação de amplitude e liberdade.

A descrição da fotografia como "um de calor infernal, a areia fina como farinha e o mar calmo e morno como canja de galinha" é extremamente evocativa.

As metáforas utilizadas ajudam a criar uma imagem mental vívida da cena, transportando o observador para a praia e permitindo-lhe sentir o calor do sol, a maciez da areia e a temperatura agradável da água.

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Em resumo, a fotografia de Mário Silva é um belo retrato de um dia de verão perfeito.

A imagem captura a essência do verão, com as suas cores vibrantes, a sua atmosfera relaxante e a sua sensação de liberdade.

A descrição da fotografia é precisa e poética, complementando a imagem e enriquecendo a experiência do observador.

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A praia pode ser vista como uma metáfora da vida, com os seus altos e baixos, os seus momentos de alegria e de paz.

A areia representa o tempo que passa, enquanto o mar simboliza a imensidão do desconhecido.

A fotografia pode ser interpretada como uma crítica social, mostrando a busca incessante do ser humano pelo prazer e relaxamento num mundo cada vez mais acelerado e estressante.

Em última análise, a interpretação da fotografia é subjetiva e depende da perspetiva de cada observador.

No entanto, a fotografia de Mário Silva é, sem dúvida, uma obra de arte que nos convida a refletir sobre a beleza da natureza e a importância de aproveitar os momentos simples da vida.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
16
Ago24

"Tomar banho de sombra no passadiço da Figueira da Foz (Portugal)" - Mário Silva


Mário Silva Mário Silva

"Tomar banho de sombra no passadiço da

Figueira da Foz (Portugal)"

Mário Silva

16Ago 20210801_193810 (a)_ms

A fotografia de Mário Silva apresenta uma cena serena e tranquila de uma tarde de verão na Figueira da Foz.

A imagem captura um momento de pausa e descanso no meio do movimento da cidade, convidando o observador a imaginar-se ali, aproveitando a sombra dos guarda-sóis e a brisa do mar.

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O elemento central da fotografia são os guarda-sóis, dispostos em filas paralelas com as suas caraterísticas listras brancas e azuis criando um padrão visual rítmico.

Eles fornecem sombra e proteção do sol, convidando os frequentadores do calçadão a sentarem-se e relaxarem.

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Duas cadeiras brancas estão posicionadas entre os guarda-sóis, sugerindo a presença de pessoas que usufruem do espaço.

No entanto, elas estão vazias, criando um senso de quietude e solitude.

 

A calçada tipicamente portuguesa de cubos de calcário brancos e pretos estende-se ao longo da imagem, conduzindo o olhar do observador para o horizonte.

Ela representa o movimento da cidade e a vida que pulsa ao redor do local tranquilo onde os guarda-sóis estão dispostos.

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A ausência de pessoas na fotografia contribui para a atmosfera serena e tranquila da cena.

Ela permite que o espectador se concentre nos elementos da composição e imagine-se ali, desfrutando da sombra e da brisa do mar.

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A fotografia de Mário Silva captura com maestria a beleza e a tranquilidade de um dia de verão na Figueira da Foz.

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A fotografia pode ser interpretada como uma metáfora para o descanso e a fuga da agitação da vida quotidiana.

Os guarda-sóis representam um refúgio do sol e do calor, enquanto as cadeiras vazias sugerem um convite para desacelerar e aproveitar o momento presente.

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Em suma, a fotografia "Tomar banho de sombra no passadiço da Figueira da Foz (Portugal)" de Mário Silva é uma obra de arte que captura a beleza e a tranquilidade de um dia de verão à beira-mar.

Ela convida o observador a conectar-se com a natureza e a apreciar a quietude do momento presente.

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A fotografia foi tirada num dia de verão, o que é indicado pela luz forte e pelas sombras nítidas.

A localização da fotografia é o passadiço da Figueira da Foz, um local popular para caminhadas e passeios à beira-mar.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
26
Ago22

SECA SEVERA ou mesmo EXTREMA - Albufeira de Arcossó (Nogueirinhas) – Chaves – Portugal


Mário Silva Mário Silva

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Albufeira de Arcossó (Nogueirinhas) – Chaves – Portugal

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SECA SEVERA ou mesmo EXTREMA

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“Portugal vive uma das piores situações do último século.

Quase todo o país está em seca severa ou extrema.

A cientista Joana Portugal Pereira avisa que o país tem de se preparar antecipadamente para a adaptação às alterações climáticas, que estão e vão provocar períodos de seca, e aconselha cuidados com a água e mais árvores

A situação é mesmo preocupante e vai piorar se não forem tomadas medidas.

Portugal continental está a viver uma situação de seca hidrológica que as autoridades admitem ser a pior dos últimos 100 anos, com quase todo o país em seca severa ou extrema.”

(…)

_____   in: “expresso.pt/sociedade/2022-07-30”   _____

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Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
10
Set21

Campos arados (Van Gogh) - Águas Frias – Chaves – Portugal


Mário Silva Mário Silva

 

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Poderemos visualizar uma parcela da aldeia de

Águas FriasChavesPortugal.

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Blog 10 DSC00079 (2)_ms

 

Mas o que me mais me chamou a atenção foram os sulcos gravados pelo arado nos campos de cultivo.

Essa imagem levou-me para um quadro do pintor pós-impressionista holandês,

Vincent Willem van Gogh“Campos arados” (Os sulcos)”

“Gepflügter Acker” (Furchen) de 1888.

 - representa os campos antes do crescimento do trigo. 

Van Gogh apreciava os trabalhadores manuais e sua conexão com a natureza.

O quadro original poderá ser admirado noVan Gogh Museumem Amesterdão, Holanda.

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02
Set21

Retrospetiva - Agosto 2021 - Águas Frias - Chaves - Portugal


Mário Silva Mário Silva

AGOSTO 2021
Retrospetiva dos momentos, paisagens, lugares, pormenores e outros, captados no mês de agosto na aldeia transmontana de
Águas Frias - Chaves - Portugal
 
Mário Silva 📷
27
Ago21

Uma casa na aldeia de Águas Frias (Chaves) – Portugal


Mário Silva Mário Silva

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Uma casa na aldeia de

Águas Frias (Chaves) – Portugal

O sol poente bate na fachada e descobre-se os caixilhos das janelas já danificados pelo tempo.

Blog 23 DSC00571_ms

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“A vida é uns deveres que nós trouxemos para fazer em casa.

Quando se vê, já são 6 horas: há tempo…
Quando se vê, já é 6ª-feira…
Quando se vê, passaram 60 anos!
Agora, é tarde demais para ser reprovado…
E se me dessem – um dia – uma outra oportunidade,
eu nem olhava o relógio
seguia sempre em frente…

E iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútil das horas.”

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                                                                                                                                        Mário Quintana

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23
Ago21

Ave colorida (abelharuco “Merops apiaster”) - Águas Frias - Chaves - Portugal


Mário Silva Mário Silva

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Uma ave colorida (abelharuco “Merops apiaster”),

perscrutando os céus de Águas Frias (Chaves), tentando vislumbrar um inseto para o seu jantar.

Blog 23 DSC04624_ms

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“Sou o pássaro que canta
dentro da tua cabeça
que canta na tua garganta
canta onde lhe apeteça
.
Sou o pássaro que voa
dentro do teu coração
e do de qualquer pessoa
mesmo as que julgas que não
.
Sou o pássaro da imaginação
que voa até na prisão
e canta por tudo e por nada
mesmo com a boca fechada

.

E esta é a canção sem razão
que não serve para mais nada
senão para ser cantada
quando os amigos se vão
.
e ficas de novo sozinho
na solidão que começa
apenas com o passarinho
dentro da tua cabeça.”

.

                                                                                                                                   Manuel António Pina

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19
Ago21

O TRABALHO ÁRDUO - Águas Frias - Chaves - Portugal


Mário Silva Mário Silva

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O TRABALHO ÁRDUO

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“Sem trabalho, nada prospera.” – Sófocles

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O talento é mais barato do que o sal. O que separa o indivíduo talentoso do bem-sucedido é o trabalho árduo. - Stephen King

20 DSC03352_ms

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Muito trabalho duro está escondido atrás das coisas boas. - Ralph Lauren

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A maioria das grandes descobertas foram resultado de 99% de trabalho duro e só 1% de genialidade. - Thomas Edison

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O trabalho duro supera o talento quando o talento não trabalha duro. - Tim Nokle

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Um sonho não se torna realidade por meio da magia; é preciso suor, determinação e trabalho duro. - Colin Powell

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05
Jul21

Enquadramento paisagístico da aldeia de Águas Frias – Chaves – Portugal


Mário Silva Mário Silva

 

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Enquadramento paisagístico da aldeia de Águas FriasChavesPortugal.

Ela estende-se junto ao sopé da serra do Brunheiro, onde é encimada pelo castelo de Monforte de Rio Livre (monumento nacional).

Os campos de cultivo de centeio ficam no vale, numa terra mais fértil e produtiva.

🏡🏡🏡🏡🏡🏡🏡🏡🏡🏡🏡🏡🏡🏡🏡🏡🏡🏡🏡🏡🏡🏡🏡

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"MINHA TERRA"

Em minha terra me sinto tão acolhido e integrado,

que às vezes me faltam olhos críticos

ou de justo encantamento

- a ela não pareço estar suficientemente atento.

Se viajo, outras seguram o meu olhar curioso,

predisposto a delas gostar

- há quase sempre a intenção de voltar.

Mas é à minha terra que sempre retorno,

bendizendo o meu lugar no mundo,

aquele que reconheço como pátria

e me reconhece como filho.

 .

Terra minha,

não apenas um espaço físico,

mas um conjunto de sentimentos,

modos de ser, posturas,

que definem sua alma,

nossa alma transmontana...

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Cecília Quadros (adaptado)

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20
Set20

. UM INVULGAR ESPANT(ALHO) - Águas Frias (Chaves) - PORTUGAL


Mário Silva Mário Silva

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UM INVULGAR ESPANT(ALHO)

 

Um espanta pássaros “invulgar”: Trata-se de um “vulgar” garrafão de plástico, de tons prateados, com 4 aberturas laterais, que devido à forma curvilínea, roda ao sabor da brisa, fazendo algum ruído e espelhando os raios de sol em todas as direções. Este mecanismo espalhado em zonas de árvores de fruto, é um artefacto que usa a energia eólica grátis e se resultar é um verdadeiro “espanta pássaros” 100% ecológico. Este entre muitos outros, foram construídos por um jovem aquafrigidense, num dos seus campos arborícolas.

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O engenho poderá ser observado na aldeia de Águas Frias – Chaves - PORTUGAL

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“O começo de todas as ciências é o espanto de as coisas serem o que são.”

                                                                                                                                                 Aristóteles

                                                                  *********************

“Há coisas que sempre me espantam, com um espanto que dura e se renova, inesgotavelmente.”

                                                                                                                                                Roland Barthes

                                                              *********************

”Eu não espanto os pássaros da árvore que me deu frutos amargos."

                                                                                                                                                  Provérbio Árabe

                                                              *********************

 

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O ESPANTO

“Com as passadas pisadas na palha

o encanto desencantou,

e a rola, voou...

.

Voou com as asas

voou com as penas

voou com os ventos

voou de casa

voou serena.

.

A rola fogo - pagou

... Mas não apagou!

E não pagou...

O milho que encheu o tempo

o tempo que encheu o papo

encheu por ali os sentimentos

que o vento atirou no espaço...

Com o pisar dos passos,

a palha chiou...

a fogo - pagou, voou...

.

O guiso chocalhou

o cascavel de sua ródia,

processou...

Em processo deu bote

sem saber nadar

navegou no ar,

sem amor, e sem cor,

mas a morte não alcançou.”

                                                                                                                                          António Montes

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                                                                                      💫

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16
Set20

A JOANA FOI (AO CAMPO) - Espiga de centeio num qualquer campo de Águas Frias – Chaves - PORTUGAL


Mário Silva Mário Silva

 

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Espiga de centeio num qualquer campo de

Águas Frias – Chaves - PORTUGAL

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A JOANA FOI (AO CAMPO)

 

Há um dia no ano

Que dá que falar

Tudo vai ao campo

A espiga apanhar

 

Lá minha terra

Grupinhos de gente

Tudo vai p’ro campo

Tudo vai contente

 

DSC04868_ms

 

A minha vizinha

Que é muito atrevida

Disse que também ia

Apanhar a espiga

 

Até as velhotas

Dizem a cantar

Já foram ao campo

A espiga apanhar

 

A Joana foi

Alegre da vida

Mais o namorado

Apanhar a espiga

 

Picou-se num cardo

Ela diz que dói

Apanhar a espiga

A Joana foi.

                                                                                                                                                                                          

                                                                                                                                                          Zé Bento

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                                                                          🌽

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