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MÁRIO SILVA - Fotografia, Pintura & Escrita

*** *** A realidade é a "minha realidade" em imagens (fotografia, pintura) e escrita

25
Out23

Uma velha janela - Águas Frias (Chaves) - Portugal


Mário Silva Mário Silva

Uma velha janela

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A velha janela, com alguns vidros partidos, está virada para o passado. A casa transmontana, de granito, está em ruínas.

As paredes estão rachadas, a telha está caída e a vegetação selvagem cresce por todo o lado. A janela, no entanto, ainda está de pé, apesar de tudo.

Os vidros partidos permitem ver o interior da casa. O chão está coberto de escombros, os móveis estão quebrados e o ar está cheio de poeira.

Mas, mesmo em ruínas, a casa ainda tem um certo encanto. É como se estivesse a guardar um segredo, uma história que só pode ser contada por aqueles que a conhecem.

Quem terá vivido nesta casa? Quais foram as suas histórias?

A janela parece estar a olhar para o passado, para um tempo em que a casa estava viva e cheia de gente. Um tempo em que a vida era simples e o futuro era cheio de esperança.

Mas a janela também está a olhar para o presente. Para um tempo em que a casa está abandonada e esquecida. Um tempo em que o futuro é incerto.

A janela é um símbolo de passagem do tempo. É um lembrete de que o passado não pode ser mudado, mas que o presente pode ser moldado.

É um símbolo de esperança. De que, mesmo em tempos difíceis, há sempre um futuro a construir.

A janela pode ser interpretada como um portal para o passado. É através da janela que podemos ver o interior da casa, um lugar que guarda memórias e histórias.

A casa, por sua vez, pode ser interpretada como um símbolo da vida. A casa está em ruínas, mas ainda está de pé. Isso significa que, mesmo em tempos difíceis, a vida continua.

A janela e a casa são um lembrete de que o passado não pode ser mudado, mas que o presente pode ser moldado. É através da janela que podemos aprender com o passado e construir um futuro melhor.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
05
Mai20

Cravelho – Caravelho - Gravelho– Tramela – Taramela – Ferrolho – Travinca


Mário Silva Mário Silva

 

Cravelho – Caravelho – Gravelho -Tramela – Taramela – Ferrolho – Travinca

 

Designação de peça feita de madeira que roda à volta de um prego ou escorrega através de uma calha e tem como função vedar ou fechar cancelas e portas, entre outras.

https://aguasfrias.blogs.sapo.pt

https://www.facebook.com/mario.silva.3363

 

Cravelho – Caravelho - Gravelho -– Tramela – Taramela – Ferrolho – Travinca

Cravelho

Se há marca nossa que não pode perder-se ou significado que não devemos ignorar é o cravelho das nossas portas velhas. Uma porta com cravelho é a melhor mensagem de boas vindas, um sinal de forte sentido comunitário, de elevado civismo, de liberdade e modernidade. O cravelho significa cada um saber exactamente o seu dever, o que pode e deve fazer por si e em favor de todos, sem necessidade de estar escrito em leis, decretos ou regulamentos. Chegam as leis que emanam da cruz da sua forma!

A chave do cravelho é entrar! A quem bate à porta não se responde quem é? Pede-se o favor de entrar a quem seja!

 O código do cravelho é um segredo de todos, apenas se recusa ao frio e à fome, ao calor e à sede, ao egoísmo e ao medo. Equivocamo-nos pensando que substituir o cravelho pela fechadura de segurança, detectores de intrusos, sistemas de alarme e vigilância e demais domótica repelente seja avançar bem. Tal como informação não significa conhecimento ou saber da doença não significa conhecer o doente, também desenvolvimento tecnológico pode não significar evolução civilizacional.

São as qualidades do detentor que outorgam estatuto às coisas e lugares, mas o presente é ainda um tempo em que muito se adjectiva sem substantivar e se concede estatuto pelas coisas e lugares detidos. Um tempo assim, claro está, faz parecer o cravelho um apetrecho do passado, mas a sua marca é um destino de futuro.

Uma porta com cravelho é uma porta por onde todos podem entrar e subir as escadas até ao patamar que os méritos próprios e pessoais permitam alcançar e não pela condição hereditária, filiação partidária ou estouvada vaidade.

O cravelho é, simbolicamente, uma peça genial. Hoje, ignorado, nem estatuto de artesanato se lhe reconhece; quando, diariamente, assistimos à elevação a categoria de arte ou como se dotados de requintado design, objectos sem qualquer valia funcional, poder representativo ou coerência cultural, apenas sustentados por alguém que diga ou escreva que lhe acha graça, pouco importando se tiver como destino o ecoponto em vez da eternidade.

Mais do que demonstrar que fomos boa gente, o cravelho prova que somos bons.

O cravelho tem a marca e a força simbólica de um projecto de futuro.

 

Adelino José Rosa Rodrigues

http://www.adelinoarq.com.pt/?loadpage=default&mID=68

 

 

 

 

 

Mário Silva 📷

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