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MÁRIO SILVA - Fotografia, Pintura & Escrita

*** *** A realidade é a "minha realidade" em imagens (fotografia, pintura) e escrita

05
Fev26

“Cai "pedra" num meio vegetal” – Mário Silva


Mário Silva Mário Silva

“Cai "pedra" num meio vegetal”

Mário Silva

05Fev DSC04422_ms.JPG

Esta é uma imagem fascinante de Mário Silva, que captura a beleza gélida e efémera de um fenómeno meteorológico intenso.

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A fotografia é um grande plano (macro) que revela o contraste entre a fragilidade da natureza viva e a dureza do gelo.

No centro da composição, destaca-se algumas pedras de granizo de dimensões invulgares, com uma estrutura translúcida, bolhosa e quase escultural.

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A "pedra" repousa sobre um tapete denso de vegetação verde e viçosa, onde se distinguem pequenas folhas ovais e alguns botões de flores brancas.

A luz atravessa o gelo, criando reflexos cristalinos que realçam as suas formas orgânicas, enquanto as gotas de água resultantes do degelo começam a humedecer as folhas circundantes.

É um registo de um momento imediato após uma tempestade, onde o "agressor" (o granizo) se transforma numa joia sobre a natureza.

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O Encontro do Gelo com a Terra: A Ciência e a Estética do Granizo

O título escolhido pelo autor, "Cai 'pedra' num meio vegetal", utiliza a linguagem popular — onde o granizo de grandes dimensões é frequentemente chamado de "pedra" — para descrever um evento que é, simultaneamente, um espetáculo visual e um desafio para a agricultura.

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O Fenómeno: Como se forma o granizo?

O granizo não é apenas "chuva congelada"; é o resultado de um processo dinâmico e violento no interior das nuvens de grande desenvolvimento vertical, as “Cumulonimbus”.

Correntes Ascendentes: Tudo começa quando correntes de ar quentes e húmidas sobem rapidamente para altitudes elevadas e extremamente frias.

O Núcleo de Condensação: Pequenas gotas de água encontram partículas em suspensão (poeira ou cristais de gelo) e congelam instantaneamente.

Crescimento em Camadas: No interior da nuvem, estas pequenas esferas de gelo são empurradas para cima e para baixo repetidamente pelas correntes de ar.

Cada vez que sobem, acumulam uma nova camada de água que congela, fazendo a "pedra" crescer como se fosse uma cebola, com camadas concêntricas.

A Queda: Quando o peso do granizo se torna superior à força da corrente de ar que o sustenta, ou quando esta corrente enfraquece, a pedra cai em direção ao solo.

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Impacto e Beleza

Na fotografia de Mário Silva, vemos pedras de granizo que, pelo seu tamanho e complexidade, terá realizado várias viagens verticais no interior da nuvem antes de se despenhar sobre o verde de Trás-os-Montes.

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Embora para o fotógrafo este seja um momento de rara beleza plástica — o brilho do cristal contra o acetinado das folhas — para o mundo rural, a "pedra" é frequentemente sinónimo de destruição.

No entanto, aqui, a imagem imortaliza a estética do efémero: em poucos minutos, este diamante de gelo derreterá, devolvendo à terra a água de que a vegetação se alimenta, fechando um ciclo natural de transformação.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
18
Jul25

"Caminho para onde?" e uma estorieta


Mário Silva Mário Silva

"Caminho para onde?"

e uma estorieta

18Jul DSC01205_ms

Esta fotografia de Mário Silva, intitulada "Caminho para onde?", convida à contemplação e à imaginação, apresentando um caminho de terra batida que serpenteia por um cenário natural exuberante.

O caminho divide-se em dois trilhos paralelos, sugerindo a passagem de veículos ou a formação devido ao uso contínuo, e está ladeado por vegetação densa.

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Em ambos os lados do caminho, predominam fetos e arbustos de um verde vibrante, que parecem estar no auge da sua folhagem, preenchendo grande parte do quadro e criando uma sensação de natureza selvagem e intocada.

O caminho é irregular, com algumas poças de água que refletem o céu, indicando que pode ter chovido recentemente ou que o terreno é propenso a acumulação de água.

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Ao longe, o caminho desaparece numa curva, insinuando mistério e a promessa de algo além.

No horizonte, avista-se uma linha de árvores mais altas e densas que formam um bosque ou floresta, contribuindo para a profundidade da imagem.

O céu, visível na parte superior, é parcialmente nublado, com tons de branco e cinzento claro, mas com a luminosidade suficiente para realçar o verde da vegetação.

A imagem transmite uma sensação de tranquilidade e aventura, convidando o observador a imaginar os destinos que este caminho pode levar.

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A Estória: O Sussurro do Caminho Esquecido

O caminho, com os seus dois trilhos paralelos de terra molhada e poças cintilantes, estendia-se como um convite silencioso para o desconhecido.

Chamavam-lhe "O Caminho Esquecido", pois poucos se aventuravam por entre os fetos altos e as densas moitas que o ladeavam.

Mas para Lúcia, uma jovem de espírito inquieto e alma de exploradora, era o caminho para todas as perguntas e todas as respostas.

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Todos os verões, Lúcia voltava à casa da avó, aninhada à beira da floresta, e o Caminho Esquecido era o seu primeiro destino.

Não era um caminho para chegar a algum lugar em particular – uma aldeia vizinha, um ribeiro secreto – não.

Era um caminho que se destinava apenas a ser percorrido, a ser sentido.

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Hoje, as poças eram mais brilhantes, refletindo um céu que prometia sol, mas ainda guardava nuvens de uma chuva recente.

Lúcia sentiu a terra macia sob os seus velhos ténis e respirou fundo o cheiro a terra molhada e a vegetação selvagem.

Os fetos, luxuriantes e quase da sua altura, pareciam sussurrar segredos antigos enquanto ela passava.

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Lúcia imaginava as histórias que aqueles trilhos poderiam contar.

Quantos pés já as haviam pisado?

Caçadores, pastores, talvez até amantes que se encontravam em segredo nas profundezas da floresta.

O caminho ondulava à sua frente, desaparecendo numa curva misteriosa, sempre a prometer algo mais.

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Um dia, quando era apenas uma criança, Lúcia atreveu-se a ir mais longe do que o habitual.

Seguindo o caminho para além da terceira curva, encontrou uma clareira escondida, onde um velho carvalho se erguia majestoso, com um banco de pedra gasto pela erosão aninhado nas suas raízes.

Não havia sinal de que alguém ali fosse há anos, mas o lugar emanava uma paz profunda.

Ali, sob o carvalho, ela tinha encontrado o seu refúgio, o lugar onde a curiosidade a levara a uma serenidade inesperada.

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Agora, dezoito anos depois, Lúcia regressava ao Caminho Esquecido não só para reviver memórias, mas para encontrar novas direções na sua própria vida.

Aos trinta anos, com decisões importantes a tomar sobre a sua carreira e o seu futuro, o barulho da cidade parecia sufocá-la.

A quietude do caminho, os sussurros dos fetos e a promessa do que estava para além da próxima curva eram um bálsamo.

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Ela caminhou sem pressa, deixando que a natureza a guiasse.

Ao chegar à terceira curva, o familiar vislumbre do carvalho e do banco de pedra acenou-lhe.

Sentou-se ali, fechou os olhos e sentiu a brisa suave.

A resposta não veio numa voz, mas numa sensação – a mesma sensação de clareza e de possibilidade que sentira quando era criança.

O caminho não a levava a um lugar físico, mas a um estado de espírito, à certeza de que, tal como os trilhos sinuosos, a vida também se desdobra em caminhos inesperados, e que o importante não é saber para onde se vai, mas ter a coragem de continuar a caminhar.

O Caminho Esquecido era, afinal, o caminho para si mesma.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
17
Mar25

“Caminho rural com arbustos a florir” - A Natureza a despedir-se do inverno …


Mário Silva Mário Silva

“Caminho rural com arbustos a florir”

A Natureza a despedir-se do inverno …

17Mar DSC04548_ms

O caminho serpenteia entre a vegetação renascida, como um fio de esperança que se desenrola na paisagem.

A terra, ainda húmida do inverno, guarda a memória das chuvas frias, mas já se veste de um verde vibrante, prenúncio da primavera que se aproxima.

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Os arbustos, outrora adormecidos, despertam com uma explosão de flores brancas, como se a natureza se quisesse despedir do inverno com um último suspiro de beleza.

As pétalas delicadas, como flocos de neve que se renderam ao sol, perfumam o ar com um aroma doce e fresco, convidando à contemplação.

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As árvores, ainda despidas de folhas, erguem-se como esqueletos elegantes, contrastando com a exuberância da vegetação rasteira.

Os seus ramos nus, como braços que se estendem em direção ao céu, parecem ansiar pelo calor do sol e pelo toque das folhas novas.

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A luz, suave e dourada, que banha a cena, confere-lhe um ar de magia e mistério.

As sombras alongadas, que se projetam no chão, criam um jogo de luz e escuridão que realça a beleza da paisagem.

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Neste cenário idílico, onde a natureza se despede do inverno e se prepara para receber a primavera, o amor encontra o seu refúgio perfeito.

O caminho, outrora trilhado por passos solitários, agora convida a um passeio a dois, de mãos dadas, em sintonia com a melodia da natureza.

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O aroma das flores, a brisa suave que acaricia a pele, o canto dos pássaros que anunciam a nova estação, tudo se conjuga para criar um ambiente romântico e apaixonante.

Neste lugar mágico, onde o tempo parece ter abrandado o seu ritmo, o amor floresce como as flores da primavera, intenso e eterno.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
25
Fev25

"Cogumelos Psilocybe semilanceata"


Mário Silva Mário Silva

"Cogumelos Psilocybe semilanceata"

25Fev DSC09209_ms

A fotografia de Mário Silva intitulada "Cogumelos Psilocybe semilanceata" retrata uma espécie de cogumelo conhecida pelas suas propriedades alucinógeneas devido à presença de psilocibina.

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“Psilocybe semilanceata”, é um cogumelo pequeno com um chapéu cónico que se estreita em direção ao caule, frequentemente amarelado ou castanho claro.

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A fotografia mostra os cogumelos a crescer num ambiente natural, entre a vegetação, o que é típico para esta espécie, que prefere pastagens e áreas ricas em matéria orgânica em decomposição.

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Três cogumelos são visíveis, com um foco claro no cogumelo mais próximo à câmara, enquanto os outros dois estão um pouco desfocados, criando uma sensação de profundidade.

A vegetação ao redor é vibrante e verde, contrastando com o tom mais apagado dos cogumelos.

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A composição é bem pensada, com os cogumelos em diferentes planos focais, o que guia o olhar do observador de maneira natural pelo quadro.

O uso do foco seletivo destaca o cogumelo principal, tornando-o o ponto focal da imagem.

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As cores dos cogumelos são suaves e naturais, contrastando bem com o verde vibrante da vegetação.

Este contraste não só destaca os cogumelos, mas também enfatiza a beleza da natureza no seu habitat natural.

No entanto, a imagem poderia beneficiar de um pouco mais de saturação para destacar ainda mais as diferenças de cor.

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A iluminação é natural, provavelmente luz do dia, o que é apropriado para uma fotografia de natureza.

A luz suave evita sombras duras e mantém os detalhes dos cogumelos visíveis.

A iluminação poderia ser um pouco mais direcional para adicionar drama ou textura, mas a escolha aqui mantém a imagem fiel ao ambiente natural.

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A escolha de fotografar “Psilocybe semilanceata” pode ser interpretada de várias maneiras.

Por um lado, pode ser uma celebração da biodiversidade e da beleza dos fungos.

Por outro, pode levantar questões sobre o uso de substâncias psicoativas, dado o contexto cultural em torno da psilocibina.

A imagem, portanto, não apenas documenta a espécie mas também convida a uma reflexão sobre as plantas e fungos com propriedades alucinógeneas e o seu lugar na natureza e na sociedade.

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A nitidez do cogumelo principal é excelente, mostrando detalhes finos da textura do chapéu.

A profundidade de campo é bem utilizada, embora um pouco mais de desfoque no fundo poderia aumentar ainda mais o destaque do cogumelo principal.

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Em resumo, a fotografia de Mário Silva é uma representação eficaz e esteticamente agradável da “Psilocybe semilanceata”.

A imagem é informativa para quem se interessa por micologia, mas também é artisticamente composta, o que a torna atraente para um público mais amplo.

A crítica principal seria sobre a possibilidade de explorar mais a iluminação e o contraste para adicionar uma camada extra de profundidade à imagem.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
04
Set24

A Beleza Apagada: A Albufeira do Rio Arcossó e os Desafios da Seca


Mário Silva Mário Silva

A Beleza Apagada:

A Albufeira do Rio Arcossó e os Desafios da Seca

04Set DSC00035_ms

A albufeira do rio Arcossó, localizada junto à barragem das Nogueirinhas em Chaves, Portugal, é um testemunho da intrincada relação entre a natureza e a ação humana.

Em tempos, as suas águas límpidas espelhavam a exuberante vegetação circundante, criando um cenário de serena beleza.

Contudo, a imagem que se apresenta hoje é marcada por uma profunda tristeza, com os níveis de água significativamente reduzidos, expondo um leito seco e rachado.

Essa transformação dramática é um reflexo alarmante das mudanças climáticas e da gestão inadequada dos recursos hídricos.

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A beleza da albufeira do rio Arcossó reside na sua capacidade de evocar uma sensação de tranquilidade e conexão com a natureza.

A sinuosidade das suas margens, a variedade de tonalidades verdes da vegetação e o reflexo do céu nas águas calmas compunham um quadro harmonioso que inspirava a contemplação e o descanso.

A albufeira era um espaço privilegiado para atividades recreativas, como a pesca, o piquenique e o contato com a fauna local.

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No entanto, a seca prolongada e a diminuição drástica do volume de água têm transformado esse cenário idílico numa paisagem desolada.

O leito do rio, antes coberto pelas águas cristalinas, revela agora uma extensão árida e rachada, pontuada por rochas e sedimentos.

A vegetação ribeirinha, antes exuberante, apresenta sinais de stress hídrico, com folhas amareladas e caules secos.

A fauna aquática, que dependia das águas da albufeira para sobreviver, encontra-se em grave risco, com a diminuição drástica dos seus habitats e a escassez de alimento.

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As causas dessa situação complexa são multifacetadas.

As alterações climáticas, com o aumento das temperaturas e a redução das precipitações, são um fator determinante.

A intensificação dos períodos de seca prolongada e a maior frequência de eventos extremos, como as ondas de calor, têm um impacto direto sobre os recursos hídricos, reduzindo significativamente o volume de água armazenada nas albufeiras.

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Além das mudanças climáticas, a gestão inadequada dos recursos hídricos por parte das autoridades competentes agrava a situação.

A falta de investimentos em infraestruturas de armazenamento e distribuição de água, a ineficiência dos sistemas de rega e a ausência de políticas públicas eficazes para a gestão sustentável dos recursos hídricos contribuem para a escassez hídrica e para a degradação dos ecossistemas aquáticos.

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A observação da albufeira do rio Arcossó no seu estado atual desperta sentimentos de tristeza e preocupação.

A beleza que outrora caracterizava esse espaço natural encontra-se seriamente comprometida, e os impactos dessa situação estendem-se além do âmbito ambiental.

A escassez de água afeta diretamente a agricultura, a indústria e o abastecimento humano, gerando conflitos pelo uso desse recurso essencial.

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Diante desse cenário, é urgente a adoção de medidas para mitigar os efeitos da seca e promover a gestão sustentável dos recursos hídricos.

A implementação de políticas públicas que incentivem a eficiência hídrica e a reutilização de águas residuais são algumas das ações necessárias.

Além disso, é fundamental investir em programas de educação ambiental para conscientizar a população sobre a importância da água e a necessidade de economizar esse recurso.

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A albufeira do rio Arcossó é um lembrete da fragilidade dos ecossistemas aquáticos e da necessidade de agirmos de forma responsável para garantir a sua preservação.

A beleza perdida desse espaço natural deve servir como um alerta para a urgência de enfrentarmos os desafios das mudanças climáticas e de promovermos uma gestão mais sustentável dos recursos hídricos.

A água é um bem essencial para todos os seres vivos, e a sua escassez representa uma ameaça para o presente e para as futuras gerações.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
05
Ago20

Feto viçoso com folha seca


Mário Silva Mário Silva

 

Feto viçoso com folha seca

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Durante centenas de anos, os fetos foram interpretados como plantas enigmáticas e circularam histórias sobre uma espécie lendária que produzia sementes e cuja posse tornava invisível quem as possuísse.

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Esta tradição é referida na obra Henrique IV (1597) escrita por William Shakespeare (1564-1616) quando uma das personagens diz: “possuímos o segredo da receita das sementes de feto, que nos permitem andar sem sermos vistos”.

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Na iconografia cristã, os fetos eram símbolos de humildade, aludindo ao ambiente discreto e sombrio onde se desenvolvem e ao pequeno porte que os caracteriza. Segundo escreveu Plínio, o Velho, na História Natural (livro 27, capítulo 55), os fetos afastam as cobras; esta crença contribuiu para que, mais tarde, os fetos se tornassem símbolos da Salvação e um atributo de Jesus Cristo (as cobras simbolizam o mal).

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Ver também:

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https://mariosilva2020.blogs.sapo.pt/

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                                          🌿                    🌿                   🌿

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Mário Silva 📷

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