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MÁRIO SILVA - Fotografia, Pintura & Escrita

*** *** A realidade é a "minha realidade" em imagens (fotografia, pintura) e escrita

22
Jul25

"Os vasos floridos nas escaleiras de pedra" (Águas Frias – Chaves – Portugal) … … e uma estória


Mário Silva Mário Silva

"Os vasos floridos nas escaleiras de pedra"

(Águas Frias – Chaves – Portugal)

… e uma estória

22JulL DSC08089_ms

A fotografia de Mário Silva, intitulada "Os vasos floridos nas escaleiras de pedra", apresenta uma cena encantadora e pitoresca, utilizando a técnica de cor seletiva para realçar elementos específicos.

O fundo da imagem é predominantemente em preto e branco, mostrando uma parede de pedra rústica e uma escadaria também de pedra, com um corrimão de ferro forjado.

As pedras são grandes e irregulares, conferindo um aspeto tradicional e sólido ao ambiente.

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No entanto, o que imediatamente capta a atenção, são os vasos de flores e as próprias flores, que foram deixados nas suas cores originais, vibrantes e quentes, contrastando fortemente com o monocromatismo do restante.

Vários vasos de terracota, em tons de laranja e vermelho, estão dispostos ao longo dos degraus e em pequenas saliências.

Estes vasos contêm gerânios (e plantas similares) com folhas verdes e flores vermelhas e rosadas intensas, que se destacam vivamente.

Um dos vasos maiores, cor laranja, está no pilar de pedra no início das escadas.

As plantas parecem exuberantes, crescendo e pendendo sobre os degraus, conferindo um ar de vida e cuidado à estrutura de pedra.

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A composição cria uma sensação de aconchego e hospitalidade, convidando o olhar a percorrer os detalhes coloridos que se espalham pela escadaria.

A técnica de cor seletiva acentua a beleza e a vivacidade das flores, transformando um cenário comum num quadro artístico e apelativo.

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A Estória: O Segredo da Cor na Escadaria de Pedra

Na aldeia de Penedos Altos, onde as casas eram feitas de pedra e o tempo parecia mover-se mais devagar, vivia uma bela senhora chamada Maria.

A sua casa era igual a todas as outras, com paredes de granito robusto e uma escadaria exterior que levava à porta principal, feita das mesmas pedras gastas pelo tempo.

Mas havia algo que tornava a casa de Maria única, algo que Mário Silva capturou na sua fotografia com uma magia que só ele conhecia: a explosão de cor na escadaria monocromática.

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Para os forasteiros, era apenas uma escadaria antiga com vasos de flores.

Mas para Maria, e para a própria escadaria, era uma história de vida e resiliência.

Maria tivera uma vida algo difícil, marcada por perdas e tristezas que haviam pintado o seu mundo de cinzento, tal como a fotografia, antes das flores, mostrava.

Os dias pareciam blocos de pedra sobrepostos, frios e inertes.

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Um dia, depois de mais uma tarde cinzenta, Maria olhou para a sua escadaria.

Parecia tão dura, tão sem vida, tal como ela própria se sentia.

Foi então que uma ideia lhe surgiu, como um pequeno raio de sol: iria plantar flores.

Não apenas um vaso, mas muitos.

Vasos de gerânios, as flores que a sua mãe tanto amava, com as suas cores vivas e a sua capacidade de resistir ao sol forte e às noites frias.

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Começou com um único vaso, o grande de terracota que agora repousava no pilar da escada.

 Depois, vieram outros, pequenos, médios, de barro e de cerâmica, cada um com as suas tonalidades de vermelho, laranja e rosa.

Cada vez que plantava uma nova flor, Maria sentia um pequeno brilho acender-se dentro de si.

Era como se estivesse a pintar a sua própria vida de novo, uma pétala de cada vez.

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As flores cresceram, derramando-se pelos degraus, abraçando o corrimão de ferro que parecia um braço protetor.

As suas cores vibrantes contrastavam com o cinzento austero da pedra, criando um espetáculo que atraía os olhares de todos os que passavam.

Os vizinhos começaram a chamar a casa de Maria "A Casa da Escadaria Florida".

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Mas o verdadeiro segredo da cor era que ela só aparecia para quem a procurava.

Tal como na fotografia de Mário Silva, onde o mundo em volta se tornava preto e branco para que as flores pudessem brilhar.

Maria costumava dizer ao seu neto: "O mundo pode parecer cinzento, meu querido, mas há sempre uma cor, um pequeno milagre à espera de ser visto. Basta olhar com o coração."

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E assim, a escadaria de pedra de Maria tornou-se mais do que um mero caminho para a sua porta.

Transformou-se num farol de esperança, uma lembrança viva de que mesmo nas estruturas mais sólidas e nos corações mais endurecidos pelo tempo, a beleza, a vida e a cor podem sempre florescer, se forem cultivadas com amor e persistência.

E a cada novo dia, as flores, no seu esplendor vibrante, sussurravam a todos os que passavam o segredo da cor na escadaria de pedra.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
21
Jul25

"Aquelas Janelas ... e os vasos ao sol" … e uma estória


Mário Silva Mário Silva

"Aquelas Janelas ... e os vasos ao sol"

… e uma estória

21Jul DSC01420_ms

Esta fotografia de Mário Silva, intitulada "Aquelas Janelas ... e os vasos ao sol" (Nozelos - Valpaços - Portugal), apresenta uma secção da fachada de um edifício, focando-se em duas janelas retangulares idênticas.

A parede, de cor clara e com uma textura rugosa e ligeiramente envelhecida, sugere reboco.

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Ambas as janelas possuem estores venezianos de cor creme, que estão parcialmente descidos.

O estore da janela da esquerda está quase totalmente fechado, enquanto o da direita está ligeiramente mais levantado na parte inferior, revelando um pequeno pedaço de vidro da janela por baixo.

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Abaixo de cada janela, há um suporte de pedra saliente, de formato curvo e rústico, onde repousa um vaso de barro.

O vaso da esquerda é de cor castanha e contém o que parecem ser plantas secas ou sem folhas, de aspeto espigado.

O vaso da direita é de cor vermelha ou terracota mais intensa e também alberga plantas semelhantes, secas e esguias.

A luz do sol incide sobre a fachada, criando algumas sombras e realçando as texturas.

A imagem transmite uma sensação de quietude, um pouco de abandono, e a passagem do tempo num cenário rural.

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A Estória: O Mistério dos Vasos Sedentos e a Greve dos Estores

Na pacata aldeia de Nozelos, onde o sol de Valpaços bronzeava as paredes e a vida seguia um ritmo próprio, havia uma casa que era a conversa da freguesia, não por ser a mais bonita ou a mais velha, mas pelas suas janelas peculiares e, mais ainda, pelos seus vasos "ao sol".

Mário Silva, com a sua câmara, captou na perfeição o palco deste drama silencioso e hilariante.

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As janelas, com os seus estores cremes, eram a face da D. Custódia, uma senhora octogenária com o humor tão apurado quanto a sua vista já era fraca.

  1. Custódia tinha uma relação de amor-ódio com o sol.

Adorava-o para secar a roupa e curtir as azeitonas, mas detestava-o por desbotar as suas cortinas e aquecer a casa mais do que o necessário.

Daí a greve permanente dos estores, quase sempre a meio mastro, como bandeiras de rendição perante o calor.

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Mas o verdadeiro espetáculo eram os vasos.

Sim, aqueles vasos!

Um castanho discreto, o outro um vermelho vivo, ambos orgulhosamente empoleirados nas suas prateleiras de pedra como troféus.

O problema?

Os seus habitantes.

  1. Custódia, com a melhor das intenções, decidira que ter plantas à janela trazia alegria.

O que ela não previra era que as suas "plantas" tinham uma vida útil bastante... limitada.

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"São plantas exóticas, daquelas que só precisam de sol!", garantia ela aos vizinhos curiosos, com uma piscadela de olho.

A verdade era que D. Custódia se esquecia da rega com uma regularidade impressionante.

Assim, as pobres plantinhas, outrora viçosas, transformavam-se rapidamente em espigões secos e estóicos, parecendo pequenos ramos de vassoura em miniatura.

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Um dia, a neta de D. Custódia, a jovem Beatriz, veio visitá-la.

Mal pôs os olhos nos vasos, desatou a rir.

- Avó! - exclamou,

- Mas o que é isto? Parecem palitos com folhagem!"

Custódia, ofendida, pôs as mãos na anca.

- Ora, menina! Não vês que são umas raras Espiga-Seca-do-Sol? Precisam de muito sol e pouca água! São a última moda em Lisboa, disseram-me!" (A "última moda em Lisboa" era a desculpa que D. Custódia usava para tudo o que não tinha explicação).

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A piada correu pela aldeia.

Os homens na tasca apostavam quanto tempo demoraria a "Espiga-Seca-do-Sol" do vaso vermelho a virar pó.

As mulheres comentavam, entre risos abafados, sobre a "mão verde seca" da D. Custódia.

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Certo domingo, após a missa, um grupo de vizinhas mais atrevidas decidiu confrontar D. Custódia.

- D. Custódia, não acha que as suas plantas precisam de um bocado de água? - perguntou a D. Glória, com um sorriso matreiro.

Custódia, que por acaso tinha os seus óculos bem postos nesse dia, olhou para os vasos.

Eram apenas gravetos secos.

De repente, a luz acendeu-se nos seus olhos.

Ela olhou para as vizinhas, para os vasos, e depois para os estores, que teimosamente continuavam a meio.

- Ah, mas que distração a minha! -exclamou, batendo na testa.

- Estas são as minhas plantas de inverno! Esqueci-me de as trocar! As de verão, as verdadeiras, são umas que dão umas flores roxas lindíssimas, mas só aparecem quando os estores estão totalmente abertos! E, como sabem, com este sol, os estores andam em greve!"

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A gargalhada geral que se seguiu ecoou por Nozelos, e a história da "Greve dos Estores" e das "Espiga-Seca-do-Sol" tornou-se mais uma lenda da D. Custódia.

E assim, na fotografia de Mário Silva, aquelas janelas e os vasos ao sol não eram apenas um registo de uma fachada, mas um instantâneo de um pedaço de vida, de humor e de uma criatividade inesgotável em manter as aparências, mesmo quando a verdade era tão seca quanto as plantas nos vasos.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
29
Mai25

"Ruínas floridas"


Mário Silva Mário Silva

"Ruínas floridas"

29Mai DSC00111_ms

A fotografia "Ruínas floridas" de Mário Silva captura um momento de beleza serena e resiliência num meio de abandono.

A imagem mostra uma estrutura de pedra em ruínas, com grandes blocos de granito cobertos por musgo verde, indicando anos de exposição às intempéries.

No centro da composição, uma janela rudimentar, formada por pedras empilhadas, enquadra o céu claro ao fundo.

Sobre as pedras, dois vasos de barro vermelho, simples e rústicos, abrigam plantas suculentas com tons de rosa e roxo, que contrastam com a aspereza da pedra e o verde do musgo.

A assinatura do fotógrafo, "Mário Silva", aparece no canto inferior direito, escrita em uma caligrafia elegante, complementando o tom nostálgico da obra.

A moldura da fotografia, em tons sépia, reforça a sensação de passado, como se estivéssemos olhando para uma memória distante.

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Em Trás-os-Montes, o tempo parece ter parado.

As aldeias, outrora vibrantes com o som de vozes e o trabalho nos campos, hoje ecoam o silêncio de um passado que se desvanece.

As casas de pedra, construídas com o suor e a determinação de gerações, sucumbem à inevitável passagem dos anos.

Paredes que abrigaram famílias inteiras agora desmoronam, cobertas por musgo e esquecidas pelo progresso que atraiu os mais jovens para as cidades ou para o estrangeiro.

Este cenário de abandono, porém, não é apenas uma narrativa de perda.

É também um testemunho da resiliência de um povo que, mesmo no meio do colapso, encontra formas de recriar a beleza e a alegria.

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A fotografia "Ruínas floridas" de Mário Silva capta essa dualidade com uma sensibilidade rara.

Na imagem, uma estrutura de pedra em ruínas, com blocos de granito desgastados pelo tempo, abriga dois vasos de barro vermelho.

Dentro deles, suculentas de tons rosados e roxos florescem, desafiando a aridez do ambiente.

 A janela rudimentar, formada pelas pedras, enquadra o céu, como se sugerisse que, mesmo no desmoronamento, há espaço para a esperança.

O musgo verde que cobre as pedras adiciona uma camada de vida, um lembrete da natureza que reclama o que o homem abandonou.

A moldura sépia e a assinatura do fotógrafo no canto da imagem evocam uma nostalgia que ressoa com a história de Trás-os-Montes.

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A proliferação de casas em ruínas nesta região não é apenas um fenómeno físico, mas também social.

O despovoamento, impulsionado pela falta de oportunidades económicas e pela emigração, deixou para trás um legado de abandono.

Vilarejos que antes pulsavam com vida agora são habitados por poucos, geralmente idosos que resistem a deixar as terras onde nasceram.

As casas, muitas delas sem herdeiros que as reclamem, tornam-se ruínas silenciosas, testemunhas de um tempo que não volta.

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No entanto, o povo transmontano, conhecido pela sua força e ligação à terra, não se rende ao desânimo.

Mesmo no meio do colapso, há uma determinação em encontrar beleza.

Os vasos de flores, como os retratados na fotografia de Mário Silva, são um símbolo disso.

Colocados cuidadosamente sobre as pedras, eles representam um ato de resistência — um esforço para trazer cor e vida a um cenário de decadência.

É como se dissessem: "Ainda estamos aqui, e enquanto estivermos, haverá beleza."

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Essa resiliência não é apenas estética, mas profundamente cultural.

Em Trás-os-Montes, as tradições persistem, mesmo que em menor escala.

As festas populares, as histórias contadas à lareira, o cultivo da terra — tudo isso continua a ser parte da identidade local.

As ruínas, por mais tristes que pareçam, tornam-se também um espaço de memória e de reinvenção.

Algumas são transformadas em pequenas hortas, outras servem de abrigo para animais, e há até quem as utilize como cenários para projetos artísticos, como o próprio Mário Silva fez com a sua fotografia.

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A mensagem de "Ruínas floridas" é clara: o abandono pode ser inevitável, mas a capacidade de recriar alegria e beleza é uma escolha.

O povo de Trás-os-Montes, com a sua ligação visceral à terra e à sua história, ensina-nos que a vida pode florescer mesmo nas condições mais adversas.

Assim como as suculentas que brotam dos vasos de barro, a alma transmontana persiste, resiliente e vibrante, num meio das ruínas de um passado que, embora desmorone, nunca será esquecido.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
27
Jul24

Uma porta de uma casa transmontana


Mário Silva Mário Silva

Uma porta de uma casa transmontana

Jul27 DSC03765_ms

 

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A fotografia mostra a porta e as escadas de uma casa rústica transmontana.

A porta é azul e verde, e as ombreiras são pintadas de branco.

As escadas são de pedra e estão ladeadas por vasos de plantas.

A casa está situada numa zona rural, rodeada de montanhas.

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As ombreiras das portas serem caiadas de branco é uma tradição comum em Portugal, especialmente nas zonas rurais.

Acredita-se que a cor branca tenha propriedades purificadoras e que sirva para afastar os maus espíritos.

Além disso, o branco é uma cor associada à limpeza e à higiene, o que pode ser importante em áreas onde o acesso à água potável é limitado.

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As portas das casas rústicas transmontanas são frequentemente pintadas de azul ou vermelho.

A cor azul está associada à proteção e à segurança, enquanto a cor vermelha está associada à paixão e à energia.

É possível que a escolha da cor da porta dependa das crenças e preferências dos proprietários da casa.

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A fotografia também mostra alguns detalhes interessantes sobre a arquitetura da casa.

As paredes são feitas de pedra e a porta é feita de madeira maciça.

As escadas são largas e robustas, o que sugere que a casa foi construída para durar.

A presença de vasos de plantas na entrada da casa indica que os proprietários gostam de cuidar da sua casa e tornar as escada e varanda o seu jardim.

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A imagem mostra uma casa rústica transmontana típica, com características que refletem a cultura e as tradições da região.

A porta azul ou vermelha e as ombreiras brancas são elementos decorativos que contribuem para a beleza e o charme da casa.

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Além das razões mencionadas acima, existem outros fatores que podem influenciar a escolha da cor da porta de uma casa rústica transmontana.

Por exemplo, a cor da porta pode ser escolhida para combinar com a cor das outras casas da aldeia, ou para refletir a personalidade dos proprietários da casa.

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As casas rústicas transmontanas são caracterizadas pela sua simplicidade e funcionalidade.

São geralmente construídas com materiais locais, como pedra e madeira.

As paredes são grossas e as portas e janelas são pequenas, o que ajuda a manter a casa quente no inverno e fresca no verão.

As casas rústicas transmontanas são frequentemente decoradas com elementos tradicionais, como rendas, toalhas de mesa e tapetes.

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As casas rústicas transmontanas são um reflexo da cultura e das tradições da região de Trás-os-Montes.

São casas acolhedoras e convidativas que oferecem um refúgio da agitação da vida moderna.

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Texto & Fotografia:©MárioSilva

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Mário Silva 📷
07
Ago23

A relação das flores nas escadas e varandas e o estado de espírito


Mário Silva Mário Silva

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A relação das flores nas escadas e varandas

e o estado de espírito

04 DSC08088_ms

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Nas aldeias de Trás-os-Montes, as flores ocupam um lugar significativo na cultura portuguesa.

Quase todas as casas destas aldeias transmontanas têm vasos adornados com flores nas suas escadas e varandas. Esta prática generalizada está profundamente enraizada nas tradições culturais, estéticas, preferências e expressão pessoal. A presença de flores contribui para criar uma atmosfera vibrante e colorida dentro dessas comunidades, promovendo uma sensação de tranquilidade, beleza e positividade entre os residentes.

A prevalência de flores nas aldeias transmontanas pode ser atribuída a vários fatores.

Em primeiro lugar, está enraizado na cultura portuguesa apreciar a beleza da natureza e incorporar elementos da natureza na vida diária. As flores servem como uma personificação deste apreço pelo mundo natural. Além disso, o aspeto visualmente agradável oferecido pelas flores adiciona charme à paisagem urbana da aldeia.

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A investigação científica apoia a noção de que as flores têm um impacto positivo no estado de cada um, de bem-estar mental e emocional. Vários estudos encontraram “uma correlação entre a exposição a flores e melhoria do humor, redução dos níveis de estresse e aumento da sensação de felicidade.”

Portanto, pode-se inferir que a presença de flores nas aldeias transmontanas, podem contribuir para promover o bem-estar entre os residentes.

Além dos resultados da pesquisa científica, há também relatos anedóticos de moradores de como as flores influenciam positivamente o seu estado mental. Por exemplo, muitos moradores afirmam que estar cercado por belas flores eleva seus espíritos e os ajuda a encontrar consolo durante tempos difíceis. As flores são vistas como uma fonte de alegria e conforto dentro destes espaços unidos comunidades.

A preservação de tais tradições é essencial não só para o valor estético, mas também para o potencial benefício psicológico para os indivíduos que vivem nestas comunidades. Mantendo esta cultural prática de decorar casas com vasos cheios de flores recém-cortadas ou vasos de plantas em escadas ou varandas, os moradores continuam a criar um ambiente de beleza e positividade.

A prática contribui para melhorar o bem-estar individual e a coesão da comunidade.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷

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