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MÁRIO SILVA - Fotografia, Pintura & Escrita

*** *** A realidade é a "minha realidade" em imagens (fotografia, pintura) e escrita

17
Nov25

"Original puxador de porta" - Tinhela – Valpaços – Portugal


Mário Silva Mário Silva

"Original puxador de porta"

Tinhela – Valpaços – Portugal

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A fotografia de Mário Silva é um close-up de um detalhe de arquitetura rural, capturado em Tinhela, Valpaços.

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O foco da imagem está num puxador de porta de ferro forjado que apresenta uma forma artística e incomum, assemelhando-se a uma figura humana estilizada ou a um lagarto/macaco com braços e pernas longos e curvos.

O ferro é de cor castanho-ferrugem e está pregado a uma porta de madeira pintada num tom azul-pálido e gasta pelo tempo.

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A superfície da porta é composta por tábuas verticais, com a pintura desbotada e desgastada, o que confere ao conjunto uma atmosfera rústica e antiga.

No lado esquerdo, é visível uma fechadura ou buraco da chave em latão, contrastando com o puxador rústico.

A luz incide suavemente, destacando a textura áspera e irregular do ferro forjado.

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O Puxador de Porta: Onde a Funcionalidade Encontra a Alma Artesanal

A fotografia de Mário Silva, que destaca um puxador de porta artesanal na aldeia de Tinhela (Valpaços), celebra a beleza singular do ferro forjado e a forma como a funcionalidade mais básica — abrir e fechar — pode ser elevada a uma expressão de arte popular.

Este tipo de detalhe arquitetónico é uma marca da identidade das aldeias rurais portuguesas, especialmente no interior transmontano.

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A Originalidade da Necessidade

Em ambientes rurais, a produção de objetos quotidianos era, por natureza, artesanal.

O serralheiro ou ferreiro local não se limitava a replicar modelos industriais; ele infundia a sua criatividade e as tradições locais em cada peça.

O puxador retratado, com a sua forma orgânica e quase animada (que evoca, talvez, a figura de um macaco, um lagarto ou um homem em movimento), transcende o utilitarismo.

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Originalidade: Este tipo de puxador demonstra uma liberdade formal invulgar, transformando a porta numa tela para a escultura funcional.

Cada peça é única, contando uma história silenciosa daquele lar.

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Contraste Material: A escolha da madeira pintada de azul gasta em contraste com o ferro envelhecido pela ferrugem sublinha a passagem do tempo, a resiliência dos materiais e a beleza que nasce da imperfeição e do uso diário.

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Funcionalidade e Simbolismo

Apesar da sua aparência decorativa, a principal função do puxador é, obviamente, ser um ponto de contacto, um ponto de transição entre o exterior e o interior.

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A Ergonomia Rústica: O ferro forjado, embora duro, era moldado para que a pega fosse firme.

As formas curvas garantiam que a mão pudesse agarrar o objeto com facilidade e segurança.

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O Simbolismo na Porta: Em muitas culturas, a porta e os seus acessórios (puxadores, aldravas, dobradiças) tinham um valor simbólico, atuando por vezes como amuletos.

Formas de animais ou figuras humanas podiam ser vistas como guardiões da casa, conferindo um caráter protetor ao portal de entrada.

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A fotografia de Mário Silva não é apenas sobre um puxador; é sobre a poesia da ferraria tradicional, onde a arte da forja se misturava com as necessidades do quotidiano, deixando um legado de funcionalidade e originalidade nas portas das casas de Portugal.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
16
Nov25

“Igreja de São Lourenço” – Vilartão – Bouçoães – Valpaços – Portugal


Mário Silva Mário Silva

“Igreja de São Lourenço”

Vilartão – Bouçoães – Valpaços – Portugal

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A fotografia de Mário Silva retrata o interior do templo em Vilartão, Bouçoães, no concelho de Valpaços.

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A imagem foca-se no altar-mor, que é dominado por um retábulo ricamente ornamentado de talha dourada.

O estilo é de transição entre o Barroco e o Rococó, com grande profusão de detalhes, colunas salomónicas e ornamentos folheados a ouro.

O altar central é ladeado por nichos e figuras de santos, e o arco do altar tem um acabamento em pedra escura.

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Pendurado no centro da nave está um grande e vistoso candelabro de cristal, que reflete a luz interior.

O piso da igreja é de madeira escura e, em primeiro plano, estão visíveis os bancos de madeira da nave, em filas paralelas.

A luz artificial e o brilho da talha dourada criam um ambiente de solenidade e riqueza artística, contrastando com a simplicidade da vida rural em Trás-os-Montes.

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São Lourenço: O Guardião dos Tesouros e o Mártir na Grelha

A Igreja de São Lourenço, com a sua talha dourada no interior, é um dos muitos templos em Portugal dedicados a este santo, cuja vida e martírio ressoam na história da Igreja Católica.

São Lourenço (ou São Lourenço de Roma) é uma das figuras mais veneradas do cristianismo primitivo, conhecido pela sua inteligência, caridade e coragem inabalável.

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Vida e Função na Igreja Primitiva

Lourenço nasceu em Hispânia (atual Espanha) no século III, mas a sua vida destacou-se em Roma.

Foi um dos sete Diáconos da Igreja Romana, numa época em que o cristianismo ainda era perseguido.

Como arquidiácono, Lourenço tinha uma função crucial: era o guardião do tesouro da Igreja e o responsável pela sua administração, incluindo a distribuição de esmolas e a assistência aos pobres, aos órfãos e às viúvas.

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O Tesouro de Lourenço

O momento mais famoso e definidor da sua vida ocorreu durante a perseguição do Imperador Valeriano, por volta de 258 d.C..

O Imperador exigiu que Lourenço entregasse os tesouros da Igreja, esperando encontrar ouro, prata e objetos preciosos.

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Lourenço pediu três dias para reunir os "tesouros".

Ao fim desse tempo, em vez de ouro, apresentou à frente das autoridades imperiais os pobres, os coxos, os cegos e os enfermos que ele ajudava.

Declarou então: "Estes são os verdadeiros tesouros da Igreja."

Este ato de desafio, que colocava o valor humano e a caridade acima da riqueza material, selou o seu destino.

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O Martírio na Grelha

Como punição pela sua audácia e fé, São Lourenço foi condenado a uma das formas de martírio mais brutais da época: foi colocado numa grelha de ferro e assado vivo.

Reza a lenda que, mesmo sob tortura, Lourenço manteve a sua serenidade e bom humor.

No auge do seu sofrimento, terá dito aos seus algozes: "Podeis virar-me, pois este lado já está bem assado.".

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Devido ao seu martírio na grelha, São Lourenço é o patrono dos cozinheiros, assadores e bombeiros.

A sua festa litúrgica celebra-se a 10 de agosto, e a sua história é um poderoso testemunho da prioridade do serviço, da caridade e da fé inquebrável.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
26
Out25

Capela da Nossa Senhora do Perpétuo Socorro - Fiães – Valpaços – Portugal


Mário Silva Mário Silva

Capela da Nossa Senhora do Perpétuo Socorro

Fiães – Valpaços – Portugal

26Out DSC01854_ms

A fotografia de Mário Silva, intitulada “Capela da Nossa Senhora do Perpétuo Socorro" em Fiães, Valpaços, Portugal, capta uma cena de arquitetura religiosa e popular com uma tonalidade sépia e quente.

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O elemento central é a Capela, uma estrutura rústica, mas sólida, construída em cantaria de granito de cor ocre.

A fachada apresenta uma série de arcos arredondados (dois visíveis), que conduzem à entrada. O telhado é coberto por telha de barro avermelhada, que se destaca contra o céu esbranquiçado.

Na frontaria da capela, eleva-se uma pequena torre sineira ou campanário, também em granito, rematada por uma cruz.

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Em primeiro plano e à direita, destaca-se um cruzeiro ou padrão robusto, feito do mesmo granito, com uma cruz no topo.

À sua base, um vaso preto com flores rosadas e verdes adiciona um toque de cor e vida.

No lado esquerdo, nota-se uma construção mais moderna e simples, com paredes de blocos de cimento e um telhado de telha vermelha, que ladeia a capela, ilustrando o convívio entre o passado e o presente.

O chão é de terra batida e passeio de pedra.

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O Refúgio de Pedra e a Fé Diária: A Capela de Fiães

A Capela da Nossa Senhora do Perpétuo Socorro em Fiães, Valpaços, não é apenas um edifício; é um santuário de resistência e devoção na paisagem transmontana.

A fotografia de Mário Silva capta a essência desta fé simples e profunda, onde o granito e a pedra não são apenas materiais de construção, mas guardiões de séculos de orações.

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A Arquitetura do Amparo

O que impressiona na Capela de Fiães é a sua sobriedade ancestral.

A cantaria de granito, robusta e ligeiramente desgastada pelo tempo, confere-lhe um ar de permanência inabalável.

As aberturas em arco de volta perfeita convidam o fiel ao recolhimento, sugerindo um abraço protetor.

O nome da padroeira, Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, espelha-se perfeitamente na sua arquitetura: a capela é um refúgio constante numa terra de vida árdua.

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A pequena torre sineira não precisa de ser alta para ser importante.

O seu sino, por séculos, marcou o ritmo da vida na aldeia: o tempo da missa, o tempo do trabalho e o tempo da partida e do regresso.

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O Diálogo entre o Sagrado e o Comunitário

A imagem é rica em detalhes que unem o sagrado ao quotidiano.

O Cruzeiro no primeiro plano, com a sua cruz tosca de pedra, serve como um marco visual e espiritual para os que chegam, simbolizando a proteção de Cristo sobre a comunidade.

A presença das flores frescas na sua base é um sinal de que a devoção é viva e mantida com carinho pelos habitantes de Fiães.

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O contraste com a construção moderna à esquerda é eloquente.

A capela antiga não foi demolida nem substituída; foi integrada no tecido contemporâneo da aldeia.

Isto demonstra que, em Fiães, a história e a fé não são relíquias do passado, mas pilares ativos da vida presente.

O lar e o templo coexistem, sublinhando a forma como a fé está intrinsecamente ligada ao lar e à vizinhança na cultura transmontana.

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Perpétuo Socorro: A Fé Resiliente

Valpaços, tal como grande parte de Trás-os-Montes, é uma região que soube o que é a dificuldade, a emigração e o trabalho duro na terra.

A devoção a Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, cuja iconografia representa o auxílio constante e imediato, é particularmente significativa aqui.

A imagem da Virgem, mesmo que não visível na foto, é o centro do amparo.

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Esta capela, com a sua simplicidade de pedra, não celebra o luxo, mas a resiliência.

É o lugar onde as gentes de Fiães trazem as suas alegrias e, principalmente, as suas aflições, buscando a força para continuar.

É um monumento à esperança, construído não por grandes mestres, mas pelo esforço coletivo e pela fé inabalável de uma comunidade que sabe que, mesmo sob um céu por vezes cinzento, há um socorro que é, e sempre será, perpétuo.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
22
Out25

"Antigo Relógio de Sol" - Monte de Arcas - Tinhela - Valpaços


Mário Silva Mário Silva

"Antigo Relógio de Sol"

Monte de Arcas - Tinhela - Valpaços

22Out DSC03694-fotor_ms

A fotografia de Mário Silva, intitulada "Antigo Relógio de Sol", é um registo próximo de um instrumento de medição do tempo talhado em pedra.

A imagem foca-se num quadrante de pedra de formato irregular, com um penedo ou suporte maciço na base.

A superfície do relógio está desgastada e marcada pela ação do tempo, com uma tonalidade bege-amarelada, e são visíveis incisões que representam as horas, embora a leitura completa seja difícil devido ao desgaste e ao ângulo.

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Um gnómon (o ponteiro que projeta a sombra), feito de um pedaço de metal enferrujado, está inserido na pedra.

A luz forte, que sugere um ambiente interior ou uma sombra projetada, incide no quadrante.

No fundo desfocado, vê-se um padrão que se assemelha a uma janela, criando um forte contraste entre o objeto antigo e o fundo contemporâneo e difuso.

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Os Guardiães de Pedra do Tempo: A Fascinante História dos Relógios de Sol

A fotografia de Mário Silva, que imortaliza um antigo relógio de sol gasto pelo tempo, não nos mostra apenas uma peça de pedra; revela-nos um dos mais antigos e ingénuos métodos de medição do tempo, uma testemunha silenciosa da história humana e da nossa incessante busca por compreender o universo.

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A Mecânica Celeste no Solo

O relógio de sol, ou gnómon, é um instrumento baseado num princípio simples e brilhante: a Terra gira, e a sombra de um objeto fixo move-se de forma previsível.

O elemento essencial é o gnómon (o ponteiro), que na imagem é o pequeno ferro enferrujado.

É a sombra projetada por este ponteiro sobre o quadrante de pedra que indica a hora solar.

A precisão do relógio depende da sua correta orientação e do ângulo do gnómon, que deve ser paralelo ao eixo de rotação da Terra e ajustado à latitude do local.

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História e Simbologia em Portugal

Os relógios de sol têm uma longa tradição em Portugal, sendo utilizados desde a época romana.

Atingiram o seu auge de popularidade nos séculos XVI e XVII.

Em muitas aldeias, igrejas, quintas e casas senhoriais de Trás-os-Montes, como sugere a origem da fotografia, estes relógios eram essenciais para organizar a vida diária e religiosa.

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Registo da Vida Comunitária: Muitos relógios de sol eram colocados em locais públicos, como fachadas de igrejas, para que a comunidade pudesse acompanhar o tempo, marcando os momentos de oração, trabalho e descanso.

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A Arte da Gnomónica: O seu fabrico era uma arte complexa (gnomónica), que combinava conhecimentos de astronomia, matemática e alvenaria.

Cada peça era única, desenhada para um local específico.

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Mais do que um Medidor: Um Filosofia

Com a invenção do relógio mecânico, o relógio de sol perdeu a sua utilidade prática, mas ganhou um novo valor: o filosófico.

A sua sombra, que se move lentamente, é um símbolo da passagem inevitável do tempo.

Muitas vezes, os relógios de sol tinham gravadas frases latinas ou portuguesas que convidavam à reflexão (carpe diem, "aproveita o dia", ou "Só marco as horas alegres").

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A peça que Mário Silva fotografa, com as suas marcas desgastadas, é um eco desses tempos.

É um objeto que nos liga diretamente ao sol e que nos lembra que a forma mais pura de medir o tempo é através da observação da natureza.

A sua persistência, apesar da erosão, é um testemunho da genialidade humana e da beleza simples da vida.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
19
Out25

Igreja de Tortomil - Bouçoães – Valpaços – Portugal


Mário Silva Mário Silva

Igreja de Tortomil

Bouçoães – Valpaços – Portugal

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A fotografia de Mário Silva retrata a Igreja de Tortomil, na freguesia de Bouçoães, Valpaços.

A imagem, capturada num ângulo que realça a verticalidade e a solidez da construção, mostra a igreja sob a luz forte do final da tarde, que cria um contraste acentuado entre a sombra e a iluminação.

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A igreja é um exemplar de arquitetura religiosa em granito rústico, com as pedras de cor castanho-claro a formar a sua estrutura principal.

A fachada é simples, marcada por uma porta verde no centro.

Acima do telhado de barro, ergue-se uma sineira de dupla abertura, com um sino visível e coroada por uma cruz de pedra.

À direita da porta, uma pequena capela-altar (nichos para santos) está embutida na parede, contendo figuras religiosas, e encimada por uma cruz.

A luz incide diretamente na fachada, realçando a textura da pedra, enquanto o céu azul-claro serve de fundo.

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A Igreja de Tortomil: Um Pilar de Pedra e Fé no Coração de Trás-os-Montes

A Igreja de Tortomil, no concelho de Valpaços, é um exemplar modesto, mas profundamente enraizado, da arquitetura e da espiritualidade transmontana.

Longe da grandiosidade dos templos urbanos, esta igreja de aldeia simboliza a fé inabalável e a resiliência das comunidades rurais.

Ela é o coração de Tortomil, um ponto de encontro e um farol de esperança ao longo dos séculos.

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A Expressão da Arquitetura Rústica

A igreja é construída quase inteiramente em granito, a pedra farta e duradoura da região.

Esta escolha de material não é um acaso; ela reflete a solidez e a tenacidade das gentes de Trás-os-Montes.

A fachada é despojada, com a beleza a residir na simplicidade da sua forma e na honestidade do material.

A sineira de dupla abertura, que se eleva acima do telhado, é o elemento mais decorativo e funcional, pois o som dos seus sinos marca o ritmo da vida na aldeia, da missa dominical aos anúncios de festividades ou luto.

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Devoção e Identidade Comunitária

Como em muitas aldeias transmontanas, a igreja é o centro da identidade comunitária.

Ela é o palco de todas as celebrações importantes – os batismos, que acolhem as novas vidas, os casamentos, que unem as famílias, e os funerais, que encerram os ciclos.

A sua importância é reforçada pela presença de pequenos detalhes devocionais, como a capela-altar exterior (nicho), visível na fotografia, onde os fiéis podem deixar as suas ofertas e acender velas aos seus santos protetores em qualquer hora do dia.

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A Luz e a Permanência

A imagem capturada por Mário Silva, com a luz dourada do sol a incidir sobre o granito, não é apenas um registo arquitetónico; é uma representação da permanência.

A luz, que cria sombras profundas, simboliza a dualidade da vida rural: o trabalho árduo e as dificuldades (as sombras) em contraste com a fé e a esperança (a luz).

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A Igreja de Tortomil não é um monumento para ser admirado pela sua riqueza, mas um local para ser respeitado pela sua história e pelo papel vital que desempenha.

Ela é a casa da fé, um pilar de pedra que resiste ao tempo e que, tal como as gentes de Valpaços, permanece firme na sua essência.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
11
Set25

"Passeio a cavalo (passado) e passeio de mota (presente)" Tinhela, Valpaços, Portugal


Mário Silva Mário Silva

"Passeio a cavalo (passado) e passeio de mota (presente)"

Tinhela, Valpaços, Portugal

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A fotografia "Passeio a cavalo (passado) e passeio de mota (presente)" de Mário Silva capta um momento na estrada rural entre Tinhela e Alvarelhos, em Valpaços, Portugal.

A imagem mostra duas mulheres, lado a lado, montadas em cavalos brancos.

Uma delas usa um boné e a outra um capacete de equitação.

Ao lado delas, na mesma estrada, um motociclista está sentado na sua mota, de costas para a câmara, a observar as mulheres a cavalo.

A paisagem de fundo é composta por colinas cobertas de árvores e vegetação, enquanto o primeiro plano tem um caminho de terra com erva amarelada.

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Estória: O Encontro do Tempo

Tinhela e Alvarelhos eram duas aldeias que o tempo tinha esquecido.

As suas estradas, estreitas e sinuosas, eram as artérias de uma terra que vivia ao seu próprio ritmo.

A fotografia de Mário Silva, com a sua composição única, parecia capturar o encontro de duas épocas, o passado e o presente.

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As duas mulheres a cavalo eram Maria e Ana, as duas netas do velho Manuel.

Elas, que tinham crescido na cidade, vinham todos os verões à aldeia, e a sua paixão era cavalgar.

Para elas, cavalgar era mais do que um desporto; era um ato de amor, uma ligação à sua herança, uma celebração do seu passado.

Na fotografia, com os seus cavalos brancos e os seus sorrisos no rosto, elas eram a beleza e a serenidade do passado.

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O motociclista, que Mário Silva capturou de costas, era o Diogo, um jovem da aldeia que tinha regressado da cidade.

Ele, com a sua mota preta e o seu capacete, era a personificação do presente.

Ele amava a sua aldeia, mas não se sentia ligado às suas tradições.

Para ele, o futuro era a cidade, o progresso, a tecnologia.

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Naquele dia, os dois mundos, o passado e o presente, colidiram.

O som da mota de Diogo quebrou o silêncio da estrada, e o som dos cascos dos cavalos de Maria e Ana ecoou no ar.

Diogo, que nunca tinha visto as duas a cavalgar, parou a mota e olhou para elas, fascinado.

Ele viu a alegria nos seus rostos, a paz nos seus corações, e a serenidade daquele momento.

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Ele percebeu que o passado não era um fardo; era uma herança.

Que a tradição não era um peso; era uma força.

E que a sua mota, que ele pensava ser o seu futuro, era apenas uma forma de se mover no presente.

A verdadeira viagem, ele percebeu, era a viagem interior, a viagem do coração, a viagem do espírito.

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A fotografia de Mário Silva era um lembrete de que o passado e o presente não são inimigos, mas companheiros de viagem.

E que o futuro, tal como a estrada, está à nossa frente, mas as nossas raízes, a nossa história, a nossa essência, estão sempre connosco.

E Diogo, com um sorriso, ligou a sua mota e seguiu o seu caminho, mas o som dos cascos dos cavalos de Maria e Ana permaneceu no seu coração, uma melodia do passado que lhe recordava que a vida, afinal, é um eterno encontro entre o passado e o presente.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
12
Ago25

Coreto junto ao Santuário de Santa Rita das Ermidas (Bouçoães) – Valpaços - Portugal


Mário Silva Mário Silva

O Coreto

Santuário de Santa Rita das Ermidas

(Bouçoães) – Valpaços - Portugal

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A fotografia de Mário Silva, intitulada "O coreto", retrata uma estrutura de coreto em pedra, situada no Santuário de Santa Rita, em Ermidas, Bouçoães, Valpaços.

O coreto é elevado, construído sobre uma base circular de pedra irregular e rústica, com um murete baixo que o envolve.

Uma escadaria, também de pedra, com corrimão de ferro preto, dá acesso à plataforma do coreto, onde se erguem colunas brancas que sustentam um telhado cónico de telha cerâmica avermelhada.

No murete do coreto, lê-se a inscrição "S.RITA" em letras brancas.

O chão em frente à estrutura é de terra batida e relva seca, com uma escadaria de pedra mais ampla em primeiro plano que sugere a entrada para o local.

O céu, com algumas nuvens brancas, e as árvores verdes que ladeiam o coreto, complementam a paisagem serena.

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O Coreto - O Coração Musical das Aldeias e Vilas de Portugal

O coreto, uma estrutura arquitetónica frequentemente octogonal ou circular, com uma cobertura protetora e uma plataforma elevada, é uma presença familiar e emblemática em praças, jardins e santuários por todo o território português.

A fotografia de Mário Silva, capturando o coreto do Santuário de Santa Rita em Ermidas, Valpaços, evoca a serenidade e o simbolismo deste espaço.

Longe de ser apenas um ornamento, o coreto desempenhou e continua a desempenhar um papel vital na vida cultural e social das comunidades portuguesas.

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O Palco da Vida Comunitária

Historicamente, a função principal do coreto era servir de palco para as bandas filarmónicas, que eram (e ainda são) o núcleo da vida musical em muitas aldeias e vilas.

Nestes palcos improvisados ao ar livre, as bandas tocavam melodias que animavam festas populares, celebrações religiosas e arraiais de verão.

As famílias juntavam-se à sua volta, as crianças corriam, os mais velhos conversavam, e os jovens namoravam, criando um vibrante ponto de encontro e socialização.

O coreto transformava-se no epicentro da comunidade, onde a música era o elo de ligação entre todas as gerações.

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Símbolo de Identidade e Tradição

Além da sua função musical, o coreto é um símbolo de identidade e tradição.

A sua presença num espaço público marca o centro da localidade, servindo como ponto de referência e de orgulho para os seus habitantes.

A construção de um coreto era, muitas vezes, um projeto comunitário, que envolvia o esforço e a dedicação de todos, reforçando o sentimento de pertença.

As festas em honra dos padroeiros, como se pode deduzir pela referência a "S. RITA" no coreto da fotografia, são momentos em que o coreto recupera a sua função primordial, unindo a fé, a cultura e a alegria do reencontro.

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Um Legado a Preservar

Nos tempos modernos, a importância do coreto pode ter diminuído em algumas áreas, com o declínio das bandas filarmónicas e as mudanças nos hábitos de lazer.

Contudo, a sua beleza arquitetónica e o seu significado histórico persistem.

Muitos coretos estão a ser revitalizados, não só para eventos musicais, mas também para peças de teatro, exposições e outras atividades culturais, mantendo-os como espaços vivos de expressão artística e de convívio social.

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O coreto de Ermidas, com a sua estrutura sólida de pedra e a sua vista serena, é um excelente exemplo da resiliência deste símbolo cultural.

Ele representa não apenas um local de música, mas um guardião de memórias, de tradições e do espírito comunitário que continua a definir a essência das gentes de Portugal.

O coreto é, em suma, o coração que bate no ritmo das celebrações e no silêncio da saudade, um palco permanente na vida de muitas comunidades.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
21
Jul25

"Aquelas Janelas ... e os vasos ao sol" … e uma estória


Mário Silva Mário Silva

"Aquelas Janelas ... e os vasos ao sol"

… e uma estória

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Esta fotografia de Mário Silva, intitulada "Aquelas Janelas ... e os vasos ao sol" (Nozelos - Valpaços - Portugal), apresenta uma secção da fachada de um edifício, focando-se em duas janelas retangulares idênticas.

A parede, de cor clara e com uma textura rugosa e ligeiramente envelhecida, sugere reboco.

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Ambas as janelas possuem estores venezianos de cor creme, que estão parcialmente descidos.

O estore da janela da esquerda está quase totalmente fechado, enquanto o da direita está ligeiramente mais levantado na parte inferior, revelando um pequeno pedaço de vidro da janela por baixo.

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Abaixo de cada janela, há um suporte de pedra saliente, de formato curvo e rústico, onde repousa um vaso de barro.

O vaso da esquerda é de cor castanha e contém o que parecem ser plantas secas ou sem folhas, de aspeto espigado.

O vaso da direita é de cor vermelha ou terracota mais intensa e também alberga plantas semelhantes, secas e esguias.

A luz do sol incide sobre a fachada, criando algumas sombras e realçando as texturas.

A imagem transmite uma sensação de quietude, um pouco de abandono, e a passagem do tempo num cenário rural.

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A Estória: O Mistério dos Vasos Sedentos e a Greve dos Estores

Na pacata aldeia de Nozelos, onde o sol de Valpaços bronzeava as paredes e a vida seguia um ritmo próprio, havia uma casa que era a conversa da freguesia, não por ser a mais bonita ou a mais velha, mas pelas suas janelas peculiares e, mais ainda, pelos seus vasos "ao sol".

Mário Silva, com a sua câmara, captou na perfeição o palco deste drama silencioso e hilariante.

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As janelas, com os seus estores cremes, eram a face da D. Custódia, uma senhora octogenária com o humor tão apurado quanto a sua vista já era fraca.

  1. Custódia tinha uma relação de amor-ódio com o sol.

Adorava-o para secar a roupa e curtir as azeitonas, mas detestava-o por desbotar as suas cortinas e aquecer a casa mais do que o necessário.

Daí a greve permanente dos estores, quase sempre a meio mastro, como bandeiras de rendição perante o calor.

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Mas o verdadeiro espetáculo eram os vasos.

Sim, aqueles vasos!

Um castanho discreto, o outro um vermelho vivo, ambos orgulhosamente empoleirados nas suas prateleiras de pedra como troféus.

O problema?

Os seus habitantes.

  1. Custódia, com a melhor das intenções, decidira que ter plantas à janela trazia alegria.

O que ela não previra era que as suas "plantas" tinham uma vida útil bastante... limitada.

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"São plantas exóticas, daquelas que só precisam de sol!", garantia ela aos vizinhos curiosos, com uma piscadela de olho.

A verdade era que D. Custódia se esquecia da rega com uma regularidade impressionante.

Assim, as pobres plantinhas, outrora viçosas, transformavam-se rapidamente em espigões secos e estóicos, parecendo pequenos ramos de vassoura em miniatura.

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Um dia, a neta de D. Custódia, a jovem Beatriz, veio visitá-la.

Mal pôs os olhos nos vasos, desatou a rir.

- Avó! - exclamou,

- Mas o que é isto? Parecem palitos com folhagem!"

Custódia, ofendida, pôs as mãos na anca.

- Ora, menina! Não vês que são umas raras Espiga-Seca-do-Sol? Precisam de muito sol e pouca água! São a última moda em Lisboa, disseram-me!" (A "última moda em Lisboa" era a desculpa que D. Custódia usava para tudo o que não tinha explicação).

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A piada correu pela aldeia.

Os homens na tasca apostavam quanto tempo demoraria a "Espiga-Seca-do-Sol" do vaso vermelho a virar pó.

As mulheres comentavam, entre risos abafados, sobre a "mão verde seca" da D. Custódia.

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Certo domingo, após a missa, um grupo de vizinhas mais atrevidas decidiu confrontar D. Custódia.

- D. Custódia, não acha que as suas plantas precisam de um bocado de água? - perguntou a D. Glória, com um sorriso matreiro.

Custódia, que por acaso tinha os seus óculos bem postos nesse dia, olhou para os vasos.

Eram apenas gravetos secos.

De repente, a luz acendeu-se nos seus olhos.

Ela olhou para as vizinhas, para os vasos, e depois para os estores, que teimosamente continuavam a meio.

- Ah, mas que distração a minha! -exclamou, batendo na testa.

- Estas são as minhas plantas de inverno! Esqueci-me de as trocar! As de verão, as verdadeiras, são umas que dão umas flores roxas lindíssimas, mas só aparecem quando os estores estão totalmente abertos! E, como sabem, com este sol, os estores andam em greve!"

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A gargalhada geral que se seguiu ecoou por Nozelos, e a história da "Greve dos Estores" e das "Espiga-Seca-do-Sol" tornou-se mais uma lenda da D. Custódia.

E assim, na fotografia de Mário Silva, aquelas janelas e os vasos ao sol não eram apenas um registo de uma fachada, mas um instantâneo de um pedaço de vida, de humor e de uma criatividade inesgotável em manter as aparências, mesmo quando a verdade era tão seca quanto as plantas nos vasos.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
20
Jul25

Igreja de Nossa Senhora da Assunção – Tinhela (Valpaços – Portugal)


Mário Silva Mário Silva

Igreja de Nossa Senhora da Assunção

Tinhela (Valpaços – Portugal)

20Jul DSC01488 (2)_ms

A fotografia de Mário Silva, intitulada "Igreja de Nossa Senhora da Assunção" em Tinhela, Valpaços, Portugal, apresenta a fachada principal de uma igreja de características rurais, construída em blocos de granito de cor clara.

A igreja é um exemplo da arquitetura religiosa tradicional portuguesa.

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A fachada principal é dominada por um portal de entrada de madeira, pintado num tom alaranjado-avermelhado vibrante, que contrasta com a pedra clara.

Acima do portal, encontra-se uma pequena rosácea ou óculo circular, que serve como uma fonte de luz para o interior.

A fachada é coroada por uma sineira de dupla arcada, típica da região, onde se podem observar dois sinos pendurados.

No topo da sineira, uma cruz latina remata a estrutura, simbolizando a fé cristã.

Pequenos pináculos decorativos adornam as extremidades superiores da fachada.

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Em frente à igreja, um largo pavimentado com lajes de pedra estende-se, e ao centro, um tapete de flores coloridas (vermelhas, brancas, amarelas e verdes) forma um caminho que se dirige à entrada da igreja, sugerindo a celebração da festividade religiosa, como o Corpus Christi.

Ao fundo, para além da igreja, vislumbram-se construções rústicas com telhados de telha, integrando a igreja no ambiente da aldeia.

O céu é azul com nuvens brancas, e um pássaro solitário pode ser visto a voar à direita da sineira, adicionando um elemento dinâmico à cena.

A imagem transmite uma sensação de tradição, fé e celebração comunitária.

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A Igreja de Nossa Senhora da Assunção, em Tinhela, Valpaços, é um exemplar notável de arquitetura religiosa que, apesar da sua aparente simplicidade, incorpora elementos do período maneirista, embora com uma base de planimetria tradicional portuguesa.

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A igreja segue a organização espacial comum na arquitetura religiosa portuguesa, caracterizada por uma nave única e uma capela-mor mais estreita, mas da mesma altura da nave.

Esta configuração linear e hierárquica é uma herança das tipologias medievais e românicas, que persistiram e foram adaptadas ao longo dos séculos.

A simplicidade na planimetria reflete a funcionalidade e, muitas vezes, a economia de recursos, comum em contextos rurais.

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A nave única proporciona um espaço congregacional unificado, favorecendo a audição e a participação dos fiéis.

A capela-mor, mais estreita e com a mesma altura, cria uma transição suave e uma sensação de continuidade entre o espaço dos fiéis e o espaço sagrado do altar-mor.

Esta disposição, embora tradicional, permite no Maneirismo uma exploração da perspetiva e da profundidade, mesmo que de forma contida.

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A menção de tetos de madeira no interior é um elemento comum na arquitetura religiosa popular e maneirista portuguesa.

A madeira, material abundante na região, oferece não só uma solução construtiva prática e económica, mas também contribui para uma acústica mais suave e para um ambiente interior mais acolhedor e menos austero do que as abóbadas de pedra.

Os tetos de madeira poderiam ser em forma de caixotões, ou mais simples, em forma de quilha de barco, ou abobadados, por vezes pintados ou decorados, adicionando um toque artístico ao interior.

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A iluminação interior é um aspeto crucial na arquitetura religiosa.

Na Igreja de Tinhela, a luz provém do vão axial (o óculo circular acima do portal principal, visível na fotografia) e de vãos laterais.

Esta estratégia de iluminação é típica, permitindo que a luz natural realce o altar-mor e crie um ambiente de recolhimento.

No Maneirismo, a luz era frequentemente manipulada para criar efeitos dramáticos e enfatizar certos pontos focais, mesmo em igrejas modestas.

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A presença de uma sacristia adossada à fachada lateral direita é uma adição funcional padrão em muitas igrejas.

A sacristia serve como espaço de preparação para as cerimónias e para guardar os paramentos e utensílios litúrgicos.

A sua localização lateral é prática e comum, integrando-se discretamente na volumetria geral do edifício.

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Embora a imagem da fachada principal apresente uma simplicidade rural, os elementos maneiristas podem ser subtis.

O Maneirismo, como transição entre o Renascimento e o Barroco, tendia a uma maior sobriedade e a uma busca por uma beleza "culta" e por vezes mais tensa.

Na Igreja de Tinhela, os elementos como o óculo redondo, a composição da sineira e a forma como a pedra é trabalhada (sem excesso de ornamentação, mas com precisão) podem refletir uma influência maneirista na proporção e na geometria.

A robustez da pedra e a aparente ausência de ornamentos barrocos exuberantes reforçam esta característica.

A solidez e a volumetria cúbica do corpo da igreja, com o contraste da sineira mais leve, também podem ser interpretadas sob uma ótica maneirista de busca de equilíbrios e contrastes formais.

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Em suma, a Igreja de Nossa Senhora da Assunção em Tinhela é um belo exemplo de como a arquitetura maneirista se manifestou em contextos rurais portugueses, adaptando as suas premissas de sobriedade formal e busca de proporção a uma planimetria tradicional e aos materiais locais, resultando num edifício de grande dignidade e beleza intemporal.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
06
Jul25

Capela de Nossa Senhora da Natividade (Tinhela – Valpaços – Portugal)


Mário Silva Mário Silva

Capela de Nossa Senhora da Natividade

Tinhela – Valpaços – Portugal

06Jul DSC01593_ms

A fotografia retrata uma pequena capela rural, com uma arquitetura simples, mas charmosa, enquadrada num ambiente natural de colinas.

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A capela ocupa o centro da imagem, enquadrada por uma parede de pedra e um portão de ferro forjado em primeiro plano.

O edifício está ligeiramente inclinado para a direita, dando um dinamismo subtil à composição.

O fundo é dominado por colinas verdes e arbustos, sugerindo a localização rural e a integração da capela na paisagem.

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A paleta de cores é dominada pelos tons terrosos e naturais.

O telhado de telha de barro exibe um vermelho-alaranjado quente e vibrante, que se destaca.

A pedra da capela e das paredes é em tons de cinzento claro e bege, com alguma pátina do tempo.

As portas duplas da capela são de um azul turquesa vibrante, que cria um contraste marcante e um ponto de interesse visual forte.

O verde da vegetação no fundo é suave, com tons de verde-azeitona e castanho.

O céu, embora não muito visível na parte superior, parece ser de um cinzento claro ou esbranquiçado, sugerindo um dia nublado ou de luz difusa.

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A luz parece ser suave e difusa, provavelmente de um dia nublado ou de um sol não muito forte.

Isso resulta numa iluminação uniforme, sem sombras duras, que realça as texturas da pedra e das telhas.

Os detalhes arquitetónicos são bem visíveis.

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A estrutura principal é uma capela retangular, construída em pedra rústica.

Possui um telhado de quatro águas coberto com telhas de barro, com um beiral proeminente suportado por colunas de pedra de estilo dórico.

Uma arcada com três arcos e duas colunas na frente define a entrada, onde se encontram duas grandes portas de madeira pintadas de azul vivo.

Na parte inferior de uma das portas, há uma pequena janela gradeada.

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Em primeiro plano, uma parede de pedra rústica, coberta por algumas plantas rasteiras, estende-se pela base da imagem.

Integrado nesta parede, um portão de ferro forjado, de cor cinzenta clara, com desenhos curvilíneos e ornamentados, convida à entrada para o recinto.

Grandes pedras irregulares estão dispostas ao redor da base da parede e do portão.

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Atrás da capela, a paisagem é composta por colinas suaves, cobertas por vegetação densa, incluindo árvores e arbustos.

Sugere um ambiente rural e natural, típico do interior de Portugal.

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A fotografia capta muito bem as diversas texturas: a rugosidade da pedra, a aspereza das telhas, a suavidade da madeira das portas e os detalhes do ferro forjado.

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A fotografia "Capela de Nossa Senhora da Natividade" de Mário Silva é uma imagem que transmite serenidade, autenticidade e uma forte ligação à identidade rural portuguesa.

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A escolha da perspetiva e do enquadramento é eficaz, centrando-se na capela mas incluindo elementos circundantes que lhe dão contexto.

O primeiro plano com a parede e o portão adiciona profundidade e um elemento de "entrada" para a cena.

A capela ligeiramente angulada evita uma frontalidade estática, tornando a imagem mais dinâmica.

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O contraste vibrante do azul das portas com os tons neutros da pedra e os quentes do telhado é um dos pontos mais fortes da imagem.

Este azul não é apenas uma cor, mas um elemento que "salta" e chama a atenção, conferindo um caráter distintivo à capela e, por extensão, à fotografia.

O telhado, com os seus tons terrosos, reforça a sensação de antiguidade e de elementos naturais.

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A iluminação difusa é ideal para capturar os detalhes arquitetónicos e as texturas sem criar sombras excessivamente duras que pudessem obscurecer a forma.

A atmosfera é de paz e intemporalidade, sugerindo um local de culto e de contemplação numa paisagem inalterada.

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A fotografia demonstra uma excelente nitidez e detalhe, permitindo observar as texturas individuais da pedra, a pátina das telhas e os pormenores do portão de ferro.

Isso reflete uma boa técnica fotográfica e um controlo da profundidade de campo.

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A capela, com a sua arquitetura rústica e o seu enquadramento rural, é um símbolo da religiosidade popular e da identidade cultural do interior de Portugal.

A fotografia de Mário Silva capta com sucesso este aspeto, apresentando não apenas um edifício, mas um pedaço da história e da vida de uma comunidade.

A sensação de abandono ou desuso não é evidente; pelo contrário, a capela parece bem cuidada, apesar da sua idade.

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A imagem pode evocar sentimentos de nostalgia, espiritualidade, calma e uma ligação às tradições.

Para quem conhece o interior de Portugal, a cena será imediatamente familiar e evocativa.

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Em conclusão, "Capela de Nossa Senhora da Natividade" é uma fotografia bem concebida e executada por Mário Silva.

Captura com sensibilidade a essência de um local de culto rural, utilizando a cor e a textura para criar uma imagem que é ao mesmo tempo documental e artisticamente apelativa, expressando a beleza simples e a autenticidade da paisagem e do património de Valpaços.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
31
Mai25

“A Estrada Romana e Ponte sobre o rio Tinhela” em Tinhela – Valpaços - Portugal


Mário Silva Mário Silva

“A Estrada Romana e Ponte sobre o rio Tinhela”

Tinhela – Valpaços - Portugal

31Mai DSC00282_ms

A fotografia de Mário Silva, intitulada "A Estrada Romana e Ponte sobre o rio Tinhela", captura uma ponte romana de pedra localizada em Tinhela, Valpaços, Portugal.

A imagem destaca um arco perfeito, típico da arquitetura romana, construído com blocos de pedra cuidadosamente encaixados sem o uso de argamassa, uma técnica que demonstra a habilidade e precisão dos engenheiros da época.

O arco central da ponte, que atravessa o rio Tinhela, reflete-se nas águas calmas, criando um efeito simétrico e harmonioso.

A pedra, desgastada pelo tempo, exibe tons de cinza e bege, com algumas áreas cobertas por musgo e pequenas plantas que crescem entre as juntas, evidenciando a antiguidade da estrutura.

A vegetação ao redor, incluindo arbustos e folhas verdes, adiciona um toque de vida à cena, contrastando com a solidez da construção.

A luz do sol ilumina a ponte, destacando a textura da pedra e criando sombras que realçam a curvatura do arco.

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As estradas romanas e as suas pontes, como a Ponte sobre o rio Tinhela em Valpaços, Portugal, são testemunhos duradouros da engenharia romana.

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As estradas romanas foram fundamentais para a expansão e manutenção do Império Romano.

Construídas a partir do século IV a.C., elas ligavam cidades, províncias e fortalezas, permitindo o transporte eficiente de tropas, mercadorias e informações.

Estima-se que a rede viária romana tenha alcançado mais de 400.000 km no seu auge, com cerca de 20% desse total pavimentado com pedras.

Essas estradas eram projetadas para durar, muitas vezes utilizando camadas de materiais como cascalho, areia e grandes lajes de pedra para garantir estabilidade e drenagem.

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Para atravessar rios e vales, os romanos construíram pontes que se tornaram ícones da sua engenharia.

As pontes romanas, como a do rio Tinhela, eram frequentemente feitas de pedra e projetadas para suportar o tráfego intenso e as intempéries.

Essas estruturas não apenas facilitavam a mobilidade, mas também simbolizavam o poder e a organização do império, impressionando as populações locais e consolidando a autoridade romana.

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A característica mais marcante das pontes romanas é o uso do arco perfeito, uma técnica que distribui o peso de forma uniforme, permitindo construções mais leves e duráveis.

O arco é composto por blocos de pedra em forma de cunha, chamados aduelas, que se encaixam com precisão e são mantidos no lugar pela pressão mútua, eliminando a necessidade de argamassa em muitos casos.

A pedra central, conhecida como clave, é a última a ser colocada e garante a estabilidade do arco.

Essa técnica permitiu aos romanos construir pontes de grandes vãos, algumas das quais, como a Ponte sobre o rio Tinhela, permanecem em uso ou intactas até hoje.

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O arco perfeito oferecia várias vantagens.

Primeiro, a sua forma semicircular ou elíptica distribuía as forças de compressão de maneira eficiente, reduzindo o risco de colapso.

Segundo, ele permitia a construção de estruturas mais altas e largas, essenciais para atravessar rios largos ou profundos.

Por fim, a ausência de argamassa em muitas pontes tornava-as mais resistentes à erosão e ao desgaste, garantindo a sua longevidade.

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O legado das estradas e pontes romanas vai além de sua função prática.

Muitas dessas estruturas, como a Ponte sobre o rio Tinhela, continuam a inspirar arquitetos e engenheiros modernos.

Além disso, várias estradas romanas serviram de base para rotas medievais e modernas, demonstrando a sua durabilidade e planeamento visionário.

As pontes de arco perfeito influenciaram a arquitetura renascentista e barroca, e a sua estética atemporal ainda é admirada em monumentos ao redor do mundo.

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Em conclusão, as estradas romanas e as suas pontes de arco perfeito, como a retratada na fotografia de Mário Silva, são mais do que relíquias históricas; elas representam o auge da engenharia antiga e a visão de um império que priorizava a conectividade e a durabilidade.

A Ponte sobre o rio Tinhela é um exemplo vivo dessa tradição, ligando o passado ao presente e lembrando-nos da genialidade romana que moldou o mundo.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
25
Mai25

“Capela de Nossa Senhora das Dores” (Nozelos – Valpaços – Portugal)


Mário Silva Mário Silva

“Capela de Nossa Senhora das Dores”

(Nozelos – Valpaços – Portugal)

25Mai DSC00201_ms

A fotografia de Mário Silva, intitulada “Capela de Nossa Senhora das Dores” (Nozelos – Valpaços – Portugal), retrata o interior de uma capela barroca, marcada por uma rica decoração e um ambiente de devoção.

O destaque da imagem é o retábulo dourado, que ocupa a parede frontal da capela.

Este retábulo, ricamente ornamentado, apresenta colunas torsas com detalhes em vermelho e dourado, enquadrando duas pinturas laterais de figuras religiosas, possivelmente santos ou mártires, com vestes tradicionais e expressões solenes.

No centro, há uma cruz de madeira sobre um pequeno altar, ladeada por elementos decorativos, incluindo uma caveira esculpida à direita, simbolizando a mortalidade e a penitência.

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A base do retábulo é adornada com padrões geométricos e florais em tons de dourado, vermelho e branco, típicos do estilo barroco português.

Abaixo do retábulo, encontra-se um túmulo ou arca de pedra, com uma abertura frontal que revela um interior vermelho desgastado, sugerindo a passagem do tempo e o uso contínuo do espaço para práticas religiosas.

As paredes laterais da capela mostram sinais de deterioração, com tinta descascada e vestígios de frescos, enquanto o teto exibe uma pintura parcial com figuras angelicais e ornamentos, parcialmente danificados.

A luz suave que ilumina a cena confere um tom de reverência e melancolia, reforçando o carácter sagrado e histórico do espaço.

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A veneração de Nossa Senhora das Dores, também conhecida como “Mater Dolorosa”, é uma das devoções mais antigas e profundamente enraizadas na tradição católica portuguesa.

Esta devoção centra-se nas sete dores de Maria, mãe de Jesus, que incluem momentos como a profecia de Simeão, a fuga para o Egito, a perda de Jesus no templo e, especialmente, a sua presença ao pé da cruz durante a crucificação.

Em Portugal, essa devoção ganhou força a partir da Idade Média, sendo promovida por ordens religiosas como os Servitas, que dedicaram a sua espiritualidade ao culto das dores de Maria.

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Em muitas regiões de Portugal, como em Nozelos, Valpaços, onde se localiza a Capela de Nossa Senhora das Dores retratada na fotografia de Mário Silva, a devoção manifesta-se através de capelas, procissões e festas litúrgicas.

A festa de Nossa Senhora das Dores, celebrada a 15 de setembro, é um momento alto de espiritualidade, marcada por missas solenes, cânticos tradicionais e procissões onde a imagem de Maria, frequentemente representada com o coração trespassado por sete espadas (simbolizando as sete dores), é levada pelas ruas.

Em algumas localidades, é comum a prática do “Ofício das Dores”, uma série de orações e meditações que refletem sobre o sofrimento de Maria.

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Esta devoção também reflete a espiritualidade do povo português, que historicamente encontrou na figura de Nossa Senhora das Dores um símbolo de compaixão e intercessão nos momentos de sofrimento, como durante as guerras, fomes ou calamidades.

A Capela de Nossa Senhora das Dores em Nozelos, com o seu retábulo barroco e ambiente austero, é um testemunho da fé popular e da importância desta devoção na vida comunitária, servindo como um espaço de recolhimento e ligação espiritual com o sagrado.

Através de locais como este, a veneração de Nossa Senhora das Dores continua a ser uma expressão viva da religiosidade portuguesa, unindo gerações na partilha de uma fé marcada pela empatia e pela esperança.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
14
Out24

Casa Típica transmontana - Mosteiró de Cima – Friões - Valpaços


Mário Silva Mário Silva

Casa Típica transmontana

Mosteiró de Cima – Friões - Valpaços

14Out  DSC07247_ms

Casa típica na rua da Capela, em Mosteiró de Cima, uma aldeia portuguesa da freguesia de Friões, concelho de Valpaços com cerca de 37 habitantes

O nome Mosteiró tem provavelmente origem, na existência de um pequeno mosteiro de freiras nas proximidades, chama-se de cima, para o distinguir de Mosteiró de Baixo, outra aldeia do concelho de Chaves, e que define o posicionamento de ambas na encosta Norte da Serra do Brunheiro em relação a S. Julião de Montenegro.

Mosteiró de Cima, encaixada em plena Serra do Brunheiro, fica situado a 2 km da estrada nacional 213 (que liga Chaves a Valpaços) próxima da pequena aldeia do Barracão.

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A imagem capturada por Mário Silva retrata de forma autêntica a arquitetura rural característica das aldeias transmontanas, com foco numa casa típica da aldeia de Mosteiró de Cima.

As paredes de pedra, comuns nas construções da região, transmitem uma sensação de solidez e rusticidade.

A tonalidade amarelada da pedra contrasta com o azul vivo da porta e da varanda, conferindo à imagem um toque de vivacidade.

O telhado de telha, com sua inclinação pronunciada, é um elemento arquitetónico típico das casas rurais portuguesas, especialmente nas regiões montanhosas.

A sua função é proteger a habitação das intempéries e, ao mesmo tempo, contribuir para a estética da construção.

A varanda, é um espaço de convívio e descanso, onde os habitantes da casa podem apreciar a vista e interagir com os vizinhos.

A roupa estendida nas varandas adiciona um toque de vida quotidiana à cena, revelando a simplicidade e a autenticidade do modo de vida local.

O entorno da casa, com as suas ruas estreitas e casas adjacentes, evoca a atmosfera tranquila e acolhedora das pequenas aldeias portuguesas.

A vegetação esparsa e as paredes de pedra contribuem para criar um cenário bucólico e tradicional.

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A fotografia transmite uma visão poética e nostálgica da vida rural em Portugal.

A imagem da casa solitária, com as suas cores vibrantes e a roupa estendida ao sol, evoca um tempo passado, mais lento e simples.

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A fotografia e a descrição celebram a arquitetura tradicional portuguesa e a rica história das aldeias rurais.

A imagem da vida quotidiana na aldeia evoca valores como a simplicidade, a autenticidade e o contato com a natureza.

A fotografia pode despertar sentimentos de nostalgia em quem já viveu ou visitou lugares semelhantes, evocando memórias de infância e de um modo de vida mais tranquilo.

A fotografia captura a beleza natural da Serra do Brunheiro e a harmonia entre a arquitetura rural e o ambiente natural.

Em resumo, a fotografia de Mário Silva constitui um testemunho visual do património cultural e natural de Portugal, convidando o observador a apreciar a beleza e a autenticidade das pequenas aldeias portuguesas.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
15
Set24

“Capela de São Miguel” (Moreiras – Valpaços – Portugal) - Mário Silva


Mário Silva Mário Silva

“Capela de São Miguel”

(Moreiras – Valpaços – Portugal)

Mário Silva

15Set DSC07305a-fotor_ms

A fotografia de Mário Silva, intitulada "Capela de São Miguel", captura a essência da religiosidade popular em Portugal, apresentando uma pequena capela num ambiente rural.

A imagem, com a sua composição cuidadosa e a seleção precisa da luz, convida-nos a uma reflexão sobre a fé, a tradição e a importância dos lugares sagrados nas comunidades.

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A capela, com as suas linhas simples e a arquitetura típica das capelas rurais portuguesas, é o elemento central da fotografia.

A porta de madeira, o sino e a cruz no topo do telhado são elementos que remetem à tradição religiosa.

O ambiente rural, com as casas ao fundo e a vegetação circundante, serve como um pano de fundo para a capela.

A simplicidade do cenário destaca a importância da capela como um ponto de referência para a comunidade.

A luz natural incide sobre a capela, criando sombras e destacando a textura das paredes.

A iluminação suave e dourada confere à imagem uma atmosfera serena e contemplativa.

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A fotografia de Mário Silva é um excelente exemplo de como a fotografia pode capturar a beleza da arquitetura religiosa e transmitir emoções através de elementos simples.

A imagem evoca sentimentos de fé, esperança e pertença de uma comunidade.

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A composição da imagem é equilibrada e harmoniosa.

A capela, posicionada no centro da imagem, é o ponto focal e atrai o olhar do observador.

As cores da fotografia são quentes e acolhedoras.

O branco das paredes, o vermelho do telhado e o verde da vegetação criam uma composição visualmente agradável.

A capela, além de ser um edifício religioso, também carrega um significado simbólico.

Ela representa a fé, a esperança e a proteção divina.

A fotografia conta uma pequena história, convidando o observador a imaginar a vida religiosa da comunidade e a importância da capela para os seus habitantes.

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São Miguel é um dos arcanjos mais venerados no cristianismo.

Considerado o chefe do exército celestial, ele é frequentemente representado combatendo o mal e protegendo os fiéis.

O seu nome significa "Quem é como Deus?" e simboliza a sua força e poder.

São Miguel é invocado como protetor dos viajantes, dos doentes e dos justos.

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Em resumo, a fotografia "Capela de São Miguel" de Mário Silva é uma obra que nos convida a apreciar a beleza da arquitetura religiosa e a refletir sobre o significado da fé nas nossas vidas.

A imagem é um convite para desacelerarmos e conectarmo-nos com as nossas raízes e com a nossa espiritualidade.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
14
Set24

“O galito” (Mosteiró de Cima - Friões - Valpaços - Portugal) – Mário Silva


Mário Silva Mário Silva

“O galito”

(Mosteiró de Cima - Friões - Valpaços - Portugal)

Mário Silva

14Set DSC07254_ms

A fotografia de Mário Silva, intitulada "O Galito", captura a essência da vida rural em Portugal, apresentando um galo no seu ambiente natural e simples.

A imagem, com a sua composição cuidadosa e a seleção precisa da luz, convida-nos a uma imersão profunda neste momento de tranquilidade e conexão com a natureza.

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O galo, com a sua plumagem vibrante e a crista vermelha, é o protagonista da fotografia.

A sua postura altiva e o seu olhar atento transmitem uma sensação de orgulho e vigilância.

O galo é um símbolo universal da masculinidade, da força e da proteção.

O ambiente rural, com o solo arenoso e a vegetação rasteira, serve como um pano de fundo para o galo.

A simplicidade do cenário destaca a beleza natural do animal e cria uma atmosfera de paz e tranquilidade.

A luz natural incide sobre o galo, criando sombras e destacando a textura de suas penas.

A iluminação suave e dourada confere à imagem uma atmosfera quente e acolhedora.

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A fotografia de Mário Silva é um excelente exemplo de como a fotografia pode capturar a beleza da vida selvagem e transmitir emoções através de elementos simples.

A imagem evoca sentimentos de nostalgia, tranquilidade e conexão com a natureza.

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A composição da imagem é equilibrada e harmoniosa.

O galo, posicionado no centro da imagem, é o ponto focal e atrai o olhar do observador.

As cores da fotografia são vibrantes e complementares, criando uma composição visualmente agradável.

O contraste entre o vermelho da crista do galo e o verde da vegetação cria uma sensação de vida e energia.

Os detalhes da plumagem do galo, como as penas brilhantes e a textura das escamas das patas, conferem à imagem um caráter realista e autêntico.

O galo, além de ser um animal, também carrega um significado simbólico.

Ele representa o amanhecer, a renovação e a força vital.

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Em resumo, a fotografia "O Galito" de Mário Silva é uma obra que nos convida a apreciar a beleza da natureza e a valorizar a vida simples.

A imagem é um convite para desacelerarmos e observar o mundo com mais atenção, descobrindo a beleza que nos rodeia.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷

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