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MÁRIO SILVA - Fotografia, Pintura & Escrita

*** *** A realidade é a "minha realidade" em imagens (fotografia, pintura) e escrita

24
Dez25

"A Aldeia colocou a 'toalha' branca para a Ceia de Natal" (Águas Frias - Chaves - Portugal)


Mário Silva Mário Silva

"A Aldeia colocou a 'toalha' branca para a Ceia de Natal"

(Águas Frias - Chaves - Portugal)

24Dez ipcvn2ipcvn2ipcv_ms.jpg

A fotografia de Mário Silva é uma magnífica vista panorâmica aérea da aldeia de Águas Frias, captada num dia de nevada intensa, provavelmente na véspera de Natal.

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A Paisagem: A imagem revela a topografia da região, com a aldeia aninhada num vale suave.

Todo o cenário está coberto por um manto de neve espesso e imaculado.

A "Toalha" Branca: Os campos agrícolas que rodeiam o casario, habitualmente verdes ou castanhos, transformaram-se em superfícies brancas e lisas.

Os muros de pedra que dividem as propriedades desenham linhas escuras e geométricas sobre a neve, assemelhando-se às dobras ou aos bordados de uma grande toalha estendida sobre a terra.

O Casario: No centro, as casas da aldeia agrupam-se com os seus telhados cobertos de branco.

A arquitetura tradicional transmontana destaca-se timidamente, com algumas fachadas a revelar tons de pedra ou reboco, mas a predominância é a uniformidade da neve.

Primeiro Plano: Em primeiro plano, ramos de árvores despidas de folhagem, salpicados de neve, criam uma moldura natural, dando profundidade à imagem e acentuando a sensação de estarmos a observar um presépio vivo a partir de um ponto elevado.

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A Toalha de Linho do Céu – Um Natal Branco em Águas Frias

Há metáforas que, de tão perfeitas, deixam de ser figuras de estilo para se tornarem realidade visível.

O título desta fotografia, "A Aldeia colocou a 'toalha' branca para a Ceia de Natal", é uma dessas verdades poéticas.

Na véspera da noite mais sagrada do ano, Águas Frias não precisou de enfeites artificiais; a própria natureza encarregou-se da decoração, estendendo sobre o vale o mais puro linho que o inverno transmontano consegue tecer.

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O Ritual do Silêncio

A neve tem o poder de silenciar o mundo.

Ela abafa o ruído dos passos, o som dos carros e até o ladrar dos cães.

Quando a "toalha" branca é colocada, a aldeia entra num estado de reverência.

É como se a paisagem soubesse que a Ceia de Natal exige solenidade.

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Nesta fotografia, vemos Águas Frias transformada num presépio à escala real.

As casas, aconchegadas umas às outras sob o peso branco dos telhados, guardam no seu interior o calor que falta lá fora.

Imaginamos, por detrás daquelas paredes de pedra, as lareiras acesas, o cheiro a lenha queimada, o polvo ou o bacalhau a cozer e as filhós a fritar.

O contraste é absoluto: fora, o gelo estático e belo; dentro, o fogo vivo e a família.

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A Mesa Está Posta

Diz-se que no Natal ninguém deve ficar sozinho e que a mesa deve estar sempre posta.

Aqui, é a terra inteira que se senta à mesa.

Os muros de pedra, desenhados a negro sobre a neve, parecem as marcas dos lugares marcados para os convidados: os ausentes, os presentes e os que hão de vir.

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Esta "toalha" não foi lavada no tanque da aldeia nem secada ao sol de agosto.

Foi enviada do céu, caindo floco a floco, cobrindo as imperfeições do chão, nivelando os caminhos e purificando a vista.

É uma toalha efémera, que durará apenas enquanto o frio permitir, mas que chegou no momento exato para dignificar a festa.

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O Milagre da Terra Fria

Em Trás-os-Montes, o Natal tem uma dureza terna.

O frio aperta o corpo, mas a tradição aquece a alma.

A fotografia de Mário Silva capta esse espírito: a beleza austera de uma aldeia que, no dia 24 de dezembro, recebeu o presente mais bonito que o céu podia dar.

A aldeia vestiu-se de branco, a mesa está posta, e o mundo parece, por um instante, imaculado e novo, pronto para o nascimento da Esperança.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
22
Ago25

"22 de agosto - dia pessoal da Harmonia, Paz, Amor e Realização” e uma estória


Mário Silva Mário Silva

22 de agosto

dia pessoal da Harmonia, Paz, Amor e Realização

e uma estória

22Ago DSC03313_ms

Esta fotografia de Mário Silva, intitulada "22 de agosto - dia pessoal da Harmonia, Paz, Amor e Realização”, é uma vista aérea de um vale, que me faz lembrar o rio Tuela, em Trás-os-Montes.

A imagem mostra um rio, que serpenteia pelo meio da paisagem, ladeado por duas linhas de árvores, com as suas copas redondas e densas.

Em volta do rio, a paisagem é preenchida por campos de cultivo, com oliveiras a ocupar a maior parte da área.

A cor da terra, em tons de ocre e castanho, contrasta com o verde escuro das árvores e com o verde mais claro dos campos.

A perspetiva elevada dá à fotografia uma sensação de paz e de ordem, como se a paisagem tivesse sido esculpida pela mão da natureza, em perfeita harmonia.

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Estória: A Canção Secreta do Rio

O rio, para as gentes do vale, não tinha nome.

Era apenas "o rio", a linha de prata que traçava a vida e a morte, o ciclo das estações.

Mário Silva capturou-o naquele dia, 22 de agosto, e chamou-lhe "dia pessoal da Harmonia, Paz, Amor e Realização”.

E era exatamente isso que o rio representava.

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O rio tinha uma canção secreta.

Uma melodia que era apenas ouvida por aqueles que tinham a paciência de a escutar.

As suas águas, que serpenteavam entre as árvores, cantavam a história da terra.

Cantavam sobre o sol que lhes dava vida, sobre a chuva que as alimentava, sobre as oliveiras que se inclinavam para elas.

A sua canção era sobre o amor que o rio tinha pela terra, e sobre a paz que ele trazia às suas gentes.

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Naquele dia, 22 de agosto, o rio cantava uma melodia de realização.

O sol, alto no céu, fazia as suas águas brilhar como prata, e a paisagem à sua volta parecia respirar em uníssono.

Os campos de oliveiras, em perfeito alinhamento, pareciam uma orquestra de cores, com o ocre da terra e o verde das folhas.

O ar estava calmo e o som da natureza era a única melodia que se podia ouvir.

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A canção do rio não era apenas para as gentes, mas para as árvores.

Cada uma delas, com as suas raízes a tocar na água, sentia a vida que o rio lhe dava.

As árvores mais velhas, com as suas copas densas, sabiam que a sua vida dependia do rio.

E o rio sabia que a sua existência dependia das árvores, que lhe davam sombra e o protegiam do calor.

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A canção era sobre um amor que era mais antigo do que a memória dos homens.

Um amor entre a terra e a água, entre o sol e a sombra, entre a vida e a morte.

Uma canção que ensinava que a verdadeira realização não era o que se tinha, mas o que se era.

Era a harmonia da natureza, a paz do vale, o amor entre todas as coisas.

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O rio, visto do alto na fotografia de Mário Silva, não era apenas um curso de água.

Era o coração do vale, o maestro de uma orquestra de cores e de vida.

O 22 de agosto, aquele dia de Harmonia, Paz, Amor e Realização, não era apenas um dia no calendário; era a promessa do rio, a canção que ele cantava para todos aqueles que tivessem a paciência de o ouvir.

Era a certeza de que, no meio da dureza da vida, havia sempre um lugar para a beleza e para a paz.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
13
Ago25

Rio Rabaçal - Fronteira natural entre os distritos de Vila Real e Bragança


Mário Silva Mário Silva

Rio Rabaçal

Fronteira natural entre os distritos de Vila Real e Bragança

13Ago DSC03200_ms

A fotografia de Mário Silva, intitulada "O rio Rabaçal", retrata uma vista serena de um rio a fluir por um vale.

A imagem é dominada pelas águas calmas e reflexivas do rio, que ocupa o centro da composição.

As margens do rio são ladeadas por colinas íngremes, cobertas por uma vegetação mista de mato e árvores.

As encostas, em tons de verde e castanho, descem até ao nível da água, onde se veem rochas

e uma vegetação mais densa.

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A luz da fotografia é suave e difusa, criando reflexos na superfície do rio que espelham o céu e as encostas.

Um pequeno arbusto em primeiro plano, à direita, e algumas rochas na margem esquerda, adicionam profundidade à cena.

A imagem transmite uma sensação de paz, isolamento e a beleza natural de uma paisagem fluvial, realçando a tranquilidade do local.

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O Rio Rabaçal - Uma Fronteira Natural com Alma Transmontana

O Rio Rabaçal, uma artéria vital no coração de Trás-os-Montes, é mais do que um simples curso de água; é uma fronteira natural, uma linha de vida e um repositório de histórias e paisagens que definem a essência do norte de Portugal.

A sua beleza, com vales profundos e águas serenas, é magnificamente capturada na fotografia de Mário Silva.

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Onde Nasce e Por Onde Passa

O Rio Rabaçal nasce na Galiza, em Espanha, na Serra de Larouco.

Contudo, é em território português que ele assume a sua identidade e importância.

A partir de Bragança, o rio traça o seu caminho, servindo como uma fronteira natural entre os distritos de Vila Real e Bragança, uma particularidade que lhe confere um papel geográfico e cultural único.

Ao longo do seu percurso, o Rabaçal esculpe paisagens deslumbrantes, passando por vales profundos e encostas repletas de vegetação.

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A Divisória de Dois Mundos

Durante muitos quilómetros, o rio Rabaçal atua como uma barreira física e simbólica.

De um lado, as terras de Chaves, no distrito de Vila Real, e do outro, as de Vinhais, no distrito de Bragança.

Esta dualidade confere às margens do rio uma riqueza de tradições e histórias, com as comunidades de ambas as margens a partilharem a vida e o destino, mas com identidades culturais próprias.

A paisagem que o Mário Silva capta na sua imagem, com as encostas a descerem suavemente até à água, é um testemunho da relação de coexistência e interdependência entre o rio e a terra que o molda.

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Onde Vai Desaguar

A jornada do Rio Rabaçal termina de forma notável.

Depois de um percurso de cerca de 100 quilómetros, ele encontra o Rio Tuela, perto da localidade de Mirandela, dando origem ao Rio Tua.

Este encontro de águas simboliza a confluência de paisagens e a união de histórias, formando um novo rio que continuará o seu caminho até se juntar ao grande Rio Douro.

A vida do Rabaçal, portanto, não se esgota em si mesma; ela funde-se com outros rios, alimentando um sistema fluvial maior e mais poderoso.

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O Rio Rabaçal é, em suma, um espelho da alma transmontana: resiliente, profundo e intrinsecamente ligado à terra.

As suas águas serenas escondem a força da sua jornada e o seu vale, uma paisagem que Mário Silva tão bem nos mostra, é um lembrete da beleza natural e da rica história que se esconde nas fronteiras do norte de Portugal.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
26
Mai25

"Lavrar no fértil vale de Chaves (Portugal)”


Mário Silva Mário Silva

"Lavrar no fértil vale de Chaves (Portugal)”

26Mai DSC06512_ms

A fotografia de Mário Silva captura um momento de trabalho agrícola no fértil vale de Chaves, em Portugal, mostrando um trator lavrando a terra no meio de uma paisagem rural.

A imagem reflete a essência da atividade agrícola, uma prática fundamental para a região de Trás-os-Montes e para o país

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A agricultura sempre foi um pilar essencial para a economia e a cultura de Portugal, especialmente em regiões como Trás-os-Montes, onde o vale de Chaves se destaca pela sua fertilidade.

A fotografia de Mário Silva, que retrata um trator lavrando a terra, simboliza o trabalho árduo dos agricultores e a ligação profunda entre o povo e a terra.

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Trás-os-Montes é uma região marcada por um relevo acidentado e um clima continental, com invernos rigorosos e verões quentes.

Apesar dos desafios, a agricultura é a espinha dorsal da economia local.

Culturas como a batata, o milho, a castanha e a vinha são predominantes, enquanto a criação de gado, especialmente ovino e bovino, também desempenha um papel crucial.

O vale de Chaves, conhecido pela sua fertilidade, é um exemplo de como a terra pode ser generosa quando bem trabalhada.

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Os produtos agrícolas de Trás-os-Montes não apenas sustentam as comunidades locais, mas também têm reconhecimento nacional e internacional.

O azeite transmontano, por exemplo, é valorizado pela sua qualidade, e a castanha é um símbolo da região.

Além disso, a agricultura familiar, predominante na região, preserva tradições e saberes passados de geração em geração, mantendo viva a identidade cultural do povo transmontano.

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A nível nacional, a agricultura portuguesa é vital para a segurança alimentar e para a economia.

Portugal é conhecido por produtos como o vinho, o azeite e os lacticínios, que têm uma forte presença nos mercados internacionais.

Regiões como Trás-os-Montes contribuem para essa reputação, fornecendo matérias-primas de alta qualidade.

Além disso, a agricultura desempenha um papel importante na fixação das populações rurais, combatendo o despovoamento do interior, um problema crescente no país.

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A atividade agrícola também é essencial para a sustentabilidade ambiental.

Práticas tradicionais, como as que vemos na fotografia de Mário Silva, muitas vezes promovem a conservação do solo e o uso responsável dos recursos naturais.

Em Trás-os-Montes, os agricultores frequentemente utilizam métodos que respeitam os ciclos da natureza, contribuindo para a preservação da biodiversidade.

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Apesar da sua importância, a agricultura em Trás-os-Montes enfrenta desafios, como o envelhecimento da população rural, a falta de mão de obra e os impactos das mudanças climáticas.

No entanto, há oportunidades para o futuro.

A modernização agrícola, o investimento em tecnologias sustentáveis e a valorização dos produtos locais podem revitalizar o setor.

Iniciativas como o turismo rural e a certificação de produtos com denominação de origem protegida também ajudam a promover a região e os seus produtos.

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Em conclusão, a agricultura, como retratada na fotografia de Mário Silva, é mais do que uma atividade económica em Trás-os-Montes e em Portugal – é um modo de vida, uma ligação à terra e às tradições.

Para as gentes de Trás-os-Montes, ela representa resiliência e identidade; para Portugal, é uma fonte de riqueza cultural e económica.

Valorizar e apoiar os agricultores é essencial para garantir que esta atividade continue a florescer, sustentando não apenas o vale de Chaves, mas todo o país.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
20
Mai25

"Observando o vale"


Mário Silva Mário Silva

"Observando o vale"

20Mai DSC00991_ms

A fotografia de Mário Silva, intitulada "Observando o vale", captura uma vista serena e melancólica da encosta de uma colina na Serra do Brunheiro, em Chaves, Portugal.

A imagem mostra um vale amplo e suavemente ondulado, com o rio Arcossó visível ao longe, represo pela barragem das Nogueirinhas, que reflete a luz suave do céu.

A paisagem é dominada por tons quentes e dourados, sugerindo que a foto foi tirada durante o entardecer, com uma luz suave que cria uma atmosfera etérea e enevoada.

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No primeiro plano, há árvores despidas, com galhos finos e delicados, algumas cobertas de musgo, o que indica um ambiente natural e possivelmente a transição entre estações, como o final do inverno ou início da primavera.

A vegetação rasteira é verde, contrastando com os tons mais secos e amarelados do vale ao fundo.

As camadas de colinas e montanhas ao longe desaparecem gradualmente na névoa, criando uma sensação de profundidade e vastidão.

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A assinatura "Mário Silva" está visível no canto inferior esquerdo da imagem, escrita em uma caligrafia fluida e branca, que se destaca contra o fundo verde da vegetação.

A moldura da fotografia tem um efeito de vinheta, escurecendo as bordas e direcionando o olhar para o centro da composição, reforçando a sensação de contemplação descrita pelo título.

É uma imagem que transmite tranquilidade e uma conexão profunda com a natureza.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
29
Abr25

"Observando o vale"


Mário Silva Mário Silva

"Observando o vale"

29Abr DSC00991_ms

A fotografia de Mário Silva, intitulada "Observando o vale", captura uma vista serena e melancólica da encosta de uma colina na Serra do Brunheiro, em Chaves, Portugal.

A imagem mostra um vale amplo e suavemente ondulado, com o rio Arcossó visível ao longe, represo pela barragem das Nogueirinhas, que reflete a luz suave do céu.

A paisagem é dominada por tons quentes e dourados, sugerindo que a foto foi tirada durante o entardecer, com uma luz suave que cria uma atmosfera etérea e enevoada.

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No primeiro plano, há árvores despidas, com galhos finos e delicados, algumas cobertas de musgo, o que indica um ambiente natural e possivelmente a transição entre estações, como o final do inverno ou início da primavera.

A vegetação rasteira é verde, contrastando com os tons mais secos e amarelados do vale ao fundo.

As camadas de colinas e montanhas ao longe desaparecem gradualmente na névoa, criando uma sensação de profundidade e vastidão.

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A assinatura "Mário Silva" está visível no canto inferior esquerdo da imagem, escrita em uma caligrafia fluida e branca, que se destaca contra o fundo verde da vegetação.

A moldura da fotografia tem um efeito de vinheta, escurecendo as bordas e direcionando o olhar para o centro da composição, reforçando a sensação de contemplação descrita pelo título.

É uma imagem que transmite tranquilidade e uma conexão profunda com a natureza.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
22
Fev25

A Névoa que sobe do vale do Tâmega


Mário Silva Mário Silva

"A Névoa que sobe do vale do Tâmega"

22Fev DSC08980_ms

A fotografia "A Névoa que sobe do vale do Tâmega" de fotografia captura um momento sereno e atmosférico na região de Chaves, Portugal.

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A imagem mostra um vale envolto em nevoeiro, com a névoa subindo das partes mais baixas do vale, criando uma sensação de profundidade e mistério.

O céu está coberto de nuvens, com tons suaves de cinza e branco, contribuindo para a atmosfera calma e etérea.

Há uma árvore desfolhada no canto direito, que adiciona um elemento de contraste e textura à composição.

A paleta de cores é predominantemente fria, com tons de cinza, azul e verde, o que reforça a sensação de um ambiente húmido e frio típico de dias nevoentos.

A luz é difusa, provavelmente devido ao nevoeiro, que suaviza as sombras e cria um efeito de iluminação uniforme.

Isso contribui para a suavidade visual da imagem.

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A fotografia de Mário Silva utiliza o nevoeiro de forma magistral para criar uma atmosfera de tranquilidade e isolamento.

O uso do nevoeiro como elemento principal não só adiciona um toque de mistério, mas também destaca a beleza natural do vale do Tâmega.

A composição é bem equilibrada, com a árvore desfolhada adicionando um ponto focal interessante sem distrair do tema principal.

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O nevoeiro cria um ambiente calmo e silencioso, ideal para reflexão e para atividades que requerem paz, como meditação ou caminhadas tranquilas.

Como mostrado na imagem de Mário Silva, o nevoeiro pode ser um excelente elemento fotográfico, proporcionando textura, profundidade e uma qualidade etérea às fotos.

Em algumas regiões, o nevoeiro pode ser benéfico para a agricultura, pois ajuda a manter a humidade do solo e pode proteger as plantas contra geadas leves.

 

A visibilidade reduzida pode ser perigosa para o tráfego, tanto rodoviário quanto aéreo, aumentando o risco de acidentes.

Pessoas com problemas respiratórios podem encontrar dificuldades em dias muito nevoentos, especialmente se o nevoeiro estiver combinado com poluição.

O nevoeiro pode limitar a prática de atividades ao ar livre como desportos ou turismo, pois a humidade e a falta de visibilidade podem ser desconfortáveis ou perigosas.

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Em resumo, a fotografia de Mário Silva captura a beleza e a atmosfera únicas do nevoeiro no vale do Tâmega, enquanto os dias de nevoeiro têm os seus próprios conjuntos de benefícios e malefícios que dependem do contexto em que são considerados.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
31
Out24

"Miradouro de São Lourenço" - Chaves - Portugal Localização privilegiada e se fossem cortadas as copas das árvores invasoras (Acacia dealbata) ter-se-ia uma visão deslumbrante sobre toda a cidade de Chaves e o seu belo vale.


Mário Silva Mário Silva

"Miradouro de São Lourenço" - Chaves - Portugal

Localização privilegiada e se fossem cortadas as copas das árvores invasoras (Acacia dealbata) ter-se-ia uma visão deslumbrante sobre toda a cidade de Chaves e o seu belo vale.

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A fotografia "Miradouro de São Lourenço" de Mário Silva captura um momento de serenidade e contemplação em Chaves, Portugal.

A imagem apresenta uma estrutura de cimento em forma de letras, que serve como mirante, emoldurada por um céu azul claro e uma paisagem verdejante.

As linhas retas e robustas da estrutura contrastam com as curvas suaves das colinas e a textura irregular das árvores, criando uma composição visualmente interessante.

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A luz natural incide sobre a cena, realçando as sombras e destacando a textura do cimento.

A profundidade de campo da fotografia permite ao espectador apreciar tanto os detalhes da estrutura quanto a vastidão da paisagem ao fundo.

A presença das árvores, embora invasoras, adiciona um toque de naturalidade à imagem e cria uma sensação de imersão na paisagem.

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A fotografia de Mário Silva é um excelente exemplo de como a arquitetura e a natureza se podem complementar para criar uma imagem esteticamente agradável e evocativa.

A escolha do ângulo e da composição permite ao observador apreciar a beleza da estrutura e da paisagem ao mesmo tempo.

A luz natural, utilizada de forma eficaz, confere à imagem uma atmosfera serena e contemplativa.

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A composição é equilibrada e harmoniosa, com a estrutura de cimento como elemento central e a paisagem como pano de fundo.

A luz natural realça as formas e as texturas, criando um efeito de profundidade.

A perspetiva escolhida permite ao observador imaginar a vista deslumbrante que se teria sem a presença das árvores.

A fotografia transmite uma sensação de paz e tranquilidade, convidando o observador a refletir sobre a relação entre o homem e a natureza.

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A presença das acácias invasoras limita a vista e prejudica a experiência do observador.

A sugestão de podar as árvores é pertinente para valorizar ainda mais o potencial do miradouro.

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A fotografia destaca o potencial turístico do miradouro de São Lourenço.

Com a devida manutenção e valorização, este local poderia tornar-se um ponto de referência para os visitantes de Chaves.

A questão das árvores invasoras levanta a discussão sobre a importância da conservação ambiental e a necessidade de encontrar soluções equilibradas para a gestão de áreas naturais.

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Em conclusão, a fotografia "Miradouro de São Lourenço" de Mário Silva é uma obra que convida à reflexão sobre a beleza da paisagem e a importância da preservação do património natural e cultural.

A imagem captura um momento de serenidade e contemplação, ao mesmo tempo em que aponta para a necessidade de intervenções para valorizar o potencial turístico e ambiental do local.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
30
Abr24

A controversa escada em caracol (“subidório”) do Castelo de Monforte de Rio Livre - Águas Frias (Chaves), Portugal


Mário Silva Mário Silva

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A controversa escada em caracol (“subidório”)

do Castelo de Monforte de Rio Livre

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A recente instalação de uma escada em caracol de ferro no Castelo de Monforte de Rio Livre, em Águas Frias (Chaves), Portugal, gerou um debate acalorado entre os defensores da modernização e os defensores da preservação histórica.

Propósito da escada:

A escada, apelidada de "subidório" pelo autor da imagem, tem como único objetivo facilitar o acesso à porta de entrada da torre de menagem, localizada no topo da muralha.

Impacto na experiência do visitante:

No entanto, a sua construção provocou preocupações significativas. A escada e o gradil que a acompanha impedem que os visitantes circulem livremente pelas muralhas, privando-os da vista deslumbrante do vale do rio Tâmega, do planalto da serra do Brunheiro, das aldeias vizinhas e das serras portuguesas e espanholas circundantes, incluindo o castelo de Monterrey em Verin.

Perspetivas em conflito:

Os defensores da intervenção argumentam que a escada era necessária por motivos de segurança e para facilitar o acesso à torre de menagem para pessoas com mobilidade reduzida. Além disso, sustentam que a sua presença não compromete significativamente a estética do castelo.

Do outro lado, os detratores da escada criticam a sua intromissão numa estrutura histórica como o castelo, defendendo que a sua construção deturpa a autenticidade do monumento e limita a experiência dos visitantes em apreciar a beleza natural da região.

Pontos de reflexão:

A controvérsia em torno da escada de Monforte de Rio Livre levanta questões importantes sobre o equilíbrio entre a modernização e a preservação do património histórico. É crucial ponderar cuidadosamente as vantagens e desvantagens de tais intervenções, buscando soluções que conciliem a acessibilidade e a segurança com a preservação da autenticidade e da experiência do visitante.

Cabe a cada um ponderar:

A escada em caracol compromete significativamente a estética do castelo?

A sua presença impede de forma crucial a fruição da vista panorâmica?

A sua construção era realmente necessária por motivos de segurança e acessibilidade?

Existiriam alternativas menos invasivas para alcançar os mesmos objetivos?

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A resolução do debate reside no diálogo aberto e na busca de soluções criativas que considerem as diferentes perspetivas e garantam a preservação do rico património histórico e cultural do Castelo de Monforte de Rio Livre.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
16
Dez23

A névoa invade o vale e cria um ambiente etéreo sobre a aldeia transmontana - Portugal


Mário Silva Mário Silva

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A névoa invade o vale e cria um ambiente etéreo sobre a

aldeia transmontana - Portugal

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A névoa invade o vale, como um manto branco e espesso.

Ela esconde as montanhas, as árvores e as casas da aldeia transmontana.

O único som que se ouve é o do vento, que sussurra entre as árvores.

O cheiro da terra molhada e da vegetação é forte no ar.

As gotas de água caem das árvores, criando um som suave e relaxante.

O brilho da luz do sol através da névoa cria um efeito mágico, fazendo com que as árvores e as casas pareçam estar flutuando no ar.

As sombras das árvores e das casas na névoa são longas e fantasmagóricas.

O ambiente é etéreo, como se o tempo tivesse parado.

A névoa cria uma sensação de mistério e magia.

Ela parece esconder segredos antigos, que estão esperando para serem revelados.

O pároco d aldeia caminha pelo vale, apreciando a beleza da névoa.

Ele sente o cheiro da terra molhada e da vegetação.

Ele ouve o som das gotas de água caindo das árvores.

Ele vê o brilho da luz do sol através da névoa.

Ele observa as sombras das árvores e das casas na névoa.

Ele sente uma sensação de paz e tranquilidade.

 A névoa é um lugar perfeito para a sua meditação.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷

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