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MÁRIO SILVA - Fotografia, Pintura & Escrita

*** *** A realidade é a "minha realidade" em imagens (fotografia, pintura) e escrita

08
Ago25

A Festa de Verão em Águas Frias (08, 09 e 10 de agosto de 2025): Um Brilho de Tradição e Alegria em Chaves


Mário Silva Mário Silva

A Festa de Verão em Águas Frias

(08, 09 e 10 de agosto de 2025)

Um Brilho de Tradição e Alegria em Chaves

08Ago DSC01186_ms AAA (1)

Águas Frias, uma pitoresca localidade do concelho de Chaves, em Portugal, ganha um brilho especial a cada verão com a celebração da sua afamada "Festa de Verão".

Este evento anual, que irradia cor e animação, é um verdadeiro cartão de visitas da cultura local, atraindo não só os seus residentes, mas também visitantes que procuram vivenciar a autenticidade e a alegria transmontana.

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A festa é um espetáculo para os sentidos, onde a cor se manifesta nas vibrantes decorações festivas e nos fogos de artifício que pintam o céu noturno.

A música é o motor da folia, com o som a ecoar pelas ruas, convidando todos a participar na dança e na celebração.

Para garantir que a sede não atrapalhe a diversão, um bar aberto oferece bebidas geladas, enquanto o bom vinho da região e os petiscos típicos deliciam os paladares mais exigentes.

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A tradição e a diversão coexistem em perfeita harmonia.

Os entusiastas de jogos de cartas reúnem-se para o emocionante Torneio de Sueca, onde a destreza e o convívio se misturam.

A beleza e o carisma da juventude local são celebrados nos concursos de mini e de miss Águas Frias, momentos de descontração e aplausos.

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Os morteiros, com o seu estrondo característico, assinalam os momentos de maior efervescência, enquanto a Missa e a Procissão trazem um lado mais solene e tradicional à festa, reforçando os laços de fé e comunidade.

O ponto alto da programação musical é o concerto com "Paulo Raiz & Amigos", que contagia a assistência com a sua energia e repertório animado.

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Para culminar as celebrações, o céu de Águas Frias transforma-se num palco de luz e cor com um grandioso espetáculo de fogo de artifício, um momento que capta a atenção de todos e encerra a festa com chave de ouro.

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"A Festa de Verão" em Águas Frias é, em suma, uma experiência inesquecível de cor, música, gastronomia e convívio, onde a alegria transborda e a identidade de uma comunidade se celebra em pleno.

É um evento que reafirma a hospitalidade de Chaves e deixa em cada participante a vontade de regressar no ano seguinte para mais uma dose desta contagiante alegria.

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Texto & Fotomontagem: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
27
Jul25

"Em Portugal há mais Católicos do que cristãos” - Uma reflexão


Mário Silva Mário Silva

"Em Portugal há mais Católicos do que cristãos”

Uma reflexão

27Jul DSC01674_ms

Em Portugal, a frase “há mais católicos do que cristãos” pode, à primeira vista, parecer paradoxal, uma vez que o catolicismo é uma expressão do cristianismo.

No entanto, a afirmação carrega uma profundidade que nos leva a uma reflexão sobre identidade religiosa, prática espiritual e o contexto sociocultural do país.

Esta breve reflexão propõe-se explorar o significado desta frase, analisando as nuances entre ser católico por tradição e viver autenticamente os princípios cristãos, num país onde a religião tem desempenhado um papel central na formação da sua identidade.

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Portugal é historicamente um país de forte influência católica.

Desde a fundação da nacionalidade, a Igreja Católica moldou a cultura, a política e a sociedade portuguesa.

Eventos como as peregrinações a Fátima, as festas populares em honra de santos e a presença de igrejas centenárias em quase todas as localidades atestam a relevância do catolicismo.

Segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), cerca de 80% da população portuguesa identificava-se como católica em 2011, embora este número tenha vindo a diminuir com o avanço da secularização.

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Ser católico em Portugal, para muitos, é mais do que uma escolha religiosa consciente; é uma herança cultural.

Batismos, casamentos e funerais católicos são práticas enraizadas, muitas vezes realizadas por convenção social, independentemente do grau de fé ou compromisso espiritual.

Esta realidade levanta a questão: quantos dos que se identificam como católicos vivem de facto os valores cristãos no seu dia a dia?

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A distinção entre “católicos” e “cristãos” na frase proposta pode ser interpretada como uma separação entre a identidade cultural e a prática espiritual.

O cristianismo, na sua essência, baseia-se nos ensinamentos de Jesus Cristo, que enfatizam o amor ao próximo, a humildade, a compaixão e a busca por uma vida de integridade moral.

Ser cristão implica, portanto, um compromisso ativo com esses valores, que transcendem rituais ou afiliações institucionais.

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Por outro lado, o catolicismo cultural em Portugal muitas vezes manifesta-se em práticas formais – como a frequência à missa, a participação em sacramentos ou a celebração de tradições religiosas – sem que haja necessariamente uma interiorização dos princípios cristãos.

É comum encontrar quem se identifique como católico por razões de pertença social ou familiar, mas cuja vida quotidiana não reflita os valores do Evangelho.

Esta dissonância pode explicar a perceção de que há “mais católicos do que cristãos”.

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Nas últimas décadas, Portugal tem assistido a um processo de secularização, especialmente entre as gerações mais jovens.

A diminuição da frequência à missa e o aumento de pessoas que se declaram não religiosas ou ateias são sinais claros desta transformação.

Contudo, mesmo neste contexto, a identidade católica permanece forte, ainda que muitas vezes desprovida de uma prática espiritual ativa.

Este fenómeno reforça a ideia de que o catolicismo em Portugal é, para muitos, uma marca cultural, mais do que uma vivência religiosa profunda.

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Por outro lado, há quem, mesmo não se identificando com a Igreja Católica, viva os valores cristãos de forma autêntica, seja através de ações de solidariedade, de um compromisso ético ou de uma espiritualidade pessoal.

Estes “cristãos sem Igreja” desafiam a dicotomia entre catolicismo e cristianismo, sugerindo que a essência do cristianismo pode ser vivida fora das estruturas institucionais.

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A frase “Em Portugal há mais católicos do que cristãos” convida-nos a questionar o que significa ser religioso num mundo em mudança.

Num contexto de crescente pluralismo e secularização, a Igreja Católica enfrenta o desafio de revitalizar a sua mensagem, aproximando-a dos valores cristãos essenciais que podem ressoar com as novas gerações.

Ao mesmo tempo, a sociedade portuguesa é desafiada a refletir sobre o papel da religião: será apenas um pilar cultural ou uma força transformadora na vida das pessoas?

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Concluindo, a predominância do catolicismo cultural sobre a vivência cristã em Portugal revela uma tensão entre tradição e autenticidade.

Ser católico pode ser uma identidade herdada, mas ser cristão exige uma escolha consciente de viver segundo os ensinamentos de Cristo.

Esta reflexão não é um julgamento, mas um convite para que cada pessoa avalie o que a sua fé – ou a ausência dela – significa na construção de uma sociedade mais justa e compassiva.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
22
Jun25

“Alminhas” - Casas de Monforte – Águas Frias – Chaves – Portugal


Mário Silva Mário Silva

“Alminhas”

Casas de Monforte – Águas Frias – Chaves – Portugal

22Jun DSC07711_ms

As "Alminhas" são pequenos santuários ou nichos religiosos que se encontram espalhados por várias regiões de Portugal, como o exemplo capturado na fotografia de Mário Silva em Casas de Monforte, Águas Frias, Chaves.

Estas construções, muitas vezes embutidas em paredes de casas ou caminhos rurais, são testemunhos de uma tradição profundamente enraizada na cultura popular portuguesa, ligada à fé católica e à memória dos defuntos.

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As origens das "Alminhas" remontam à Idade Média, numa época em que a morte era uma presença constante na vida das comunidades, marcada por pragas, guerras e condições de vida difíceis.

Inspiradas na crença de que as almas dos falecidos, especialmente as que estavam no purgatório, podiam beneficiar de orações e atos de caridade, estas pequenas capelas começaram a ser erguidas como forma de oferecer conforto espiritual.

Os nichos eram frequentemente dedicados a almas penadas, sendo comum a inscrição de pedidos de esmolas ("esmolas pelas almas") para que os vivos ajudassem na salvação dessas almas através de missas ou orações.

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A construção das "Alminhas" ganhou especial relevância entre os séculos XVII e XIX, coincidindo com o Barroco e o aumento da devoção popular.

Eram geralmente financiadas por famílias locais ou comunidades, muitas vezes em memória de entes queridos ou como agradecimento por favores divinos.

A arquitetura simples, com um arco de pedra e uma cruz no topo, reflete a humildade das intenções, enquanto os altares interiores, decorados com imagens de santos, anjos ou cenas da Virgem Maria, como na fotografia, simbolizam a esperança de redenção.

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Com o passar do tempo, as "Alminhas" tornaram-se marcos culturais e religiosos, muitas vezes associadas a tradições locais, como a colocação de flores ou velas.

Apesar da modernização, estas construções continuam a ser preservadas como parte do património imaterial português, evocando um passado de fé, solidariedade e memória coletiva.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
02
Jun25

"Alho-porro – (Allium ampeloprasum) e a tradição no S. João do Porto”


Mário Silva Mário Silva

"Alho-porro – (Allium ampeloprasum) 

e a tradição no S. João do Porto

02Jun  DSC06129_ms

A fotografia de Mário Silva, intitulada "Alho-porro – (Allium ampeloprasum)", apresenta uma imagem detalhada e estilizada de uma flor de alho-porro, com as suas pétalas roxas delicadas e estames amarelos em destaque, contrastando com um fundo verdejante e desfocado.

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A flor, que pertence à espécie “Allium ampeloprasum”, é o foco central da fotografia, simbolizando não apenas a beleza natural, mas também a relevância cultural dessa planta em tradições populares portuguesas.

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Com o início do mês de junho, as ruas do Porto ganham vida com as festividades dos Santos Populares, especialmente a celebração de São João.

Entre os costumes mais marcantes desta festa está o uso do alho-porro (Allium ampeloprasum), uma planta que, além do seu valor gastronómico, desempenha um papel simbólico e festivo.

A tradição de bater com o alho-porro na cabeça dos transeuntes durante o São João era um ritual que misturava diversão, simbolismo e história cultural na cidade do Porto.

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As festas dos Santos Populares, celebradas em Portugal durante o mês de junho, são um momento de alegria e convívio, marcadas por tradições que remontam a séculos de história.

No Porto, a noite de São João, celebrada de 23 para 24 de junho, é uma das festividades mais emblemáticas, atraindo locais e visitantes para as ruas da cidade.

Entre os costumes mais curiosos e divertidos está o uso do alho-porro, uma planta que se torna um instrumento de interação social durante a festa.

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O alho-porro, cientificamente conhecido como “Allium ampeloprasum”, é uma planta amplamente cultivada na Europa, conhecida pelo seu uso na culinária, especialmente em sopas e caldos.

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No entanto, durante as festas de São João no Porto, o alho-porro ganha um significado diferente.

A planta é colhida e usada na sua forma inteira, com folhas longas e verdes, para um ritual festivo: bater de leve na cabeça de quem passa por nós nas ruas.

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Este costume, que pode parecer peculiar à primeira vista, tem raízes em tradições populares que misturam simbolismo e brincadeira.

Acredita-se que o alho-porro, por ser uma planta associada à proteção e à purificação em várias culturas, era usado para "afastar os maus espíritos" e trazer boa sorte a quem recebia o toque.

Além disso, o ato de bater com o alho-porro era uma forma de interação social, promovendo risos e descontração entre os participantes da festa.

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A celebração do São João no Porto é uma das maiores festas populares de Portugal, marcada por uma série de rituais e costumes que refletem a identidade da cidade.

À medida que o sol se põe na noite de 23 de junho, as ruas enchem-se de música, dança, fogueiras e o aroma de sardinhas assadas.

Os martelinhos de plástico, que hoje são amplamente usados para brincar durante a festa, são uma adição relativamente recente, tendo substituído, em grande parte, o tradicional alho-porro.

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No entanto, o uso do alho-porro ainda persiste entre os mais nostálgicos e aqueles que valorizam as tradições originais.

Durante a noite, é comum ver pessoas segurando alhos-porros e, com um sorriso, dando pequenas pancadas na cabeça de amigos, familiares ou desconhecidos.

Este gesto, longe de ser agressivo, é recebido com bom humor e visto como uma forma de desejar sorte e felicidade para o resto do ano.

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Com o passar do tempo, a tradição do alho-porro foi gradualmente substituída pelo uso de martelinhos de plástico coloridos, que se tornaram um símbolo moderno do São João no Porto.

Essa mudança reflete uma adaptação das festividades aos tempos atuais, mas também levanta questões sobre a preservação das tradições originais.

Muitos portuenses mais velhos recordam com saudade os tempos em que o cheiro do alho-porro preenchia as ruas, e defendem a importância de manter viva essa prática.

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Organizações culturais e associações locais têm feito esforços para reavivar o uso do alho-porro, promovendo atividades que ensinam os mais jovens sobre a história e o significado deste costume.

Além disso, a valorização de produtos locais e sustentáveis tem levado a um renovado interesse pelo alho-porro, tanto na gastronomia quanto nas tradições festivas.

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Em conclusão, a tradição de usar o alho-porro durante o São João no Porto é um exemplo fascinante de como objetos do quotidiano podem ganhar significados especiais em contextos festivos.

Mais do que uma planta, o alho-porro é um símbolo de proteção, sorte e convívio, que une as pessoas numa das noites mais animadas do ano.

Embora os tempos modernos tenham trazido mudanças aos costumes do São João, o legado do alho-porro permanece como um lembrete da riqueza cultural e histórica do Porto.

Que esta tradição continue a inspirar futuras gerações a celebrar com alegria e a preservar as raízes desta festa tão especial.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
01
Mai25

"A tradição das “Maias” (giesta amarela - Cytisus striatus)


Mário Silva Mário Silva

"A tradição das “Maias”

(giesta amarela - Cytisus striatus)

01Mai 70ee293118ce4eef0e06252621178df7

A pintura digital de Mário Silva, intitulada "A tradição das 'Maias' (giesta amarela - Cytisus striatus)", retrata uma porta rústica com uma textura desgastada, pintada em tons de branco, amarelo e azul, com uma chave na fechadura.

Em frente à porta, há ramos de giesta amarela (Cytisus striatus), uma planta com flores vibrantes que se destaca no contraste com a porta.

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A tradição das "Maias" remonta a costumes pagãos antigos, associados à celebração da primavera e à fertilidade, que foram mais tarde integrados nas práticas culturais portuguesas.

No dia 1º de maio, é costume em várias regiões de Portugal, especialmente no interior e em zonas rurais, colocar ramos de giesta amarela (conhecida como "maias") nas portas, janelas, chaminés e até em veículos.

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O significado desta tradição está ligado à proteção contra o mau-olhado, espíritos malignos e infortúnios.

A giesta amarela, com a sua cor vibrante, simboliza a renovação, a vida e a prosperidade, associadas à chegada da primavera.

Além disso, acredita-se que a planta afasta influências negativas e traz boa sorte para o lar.

Em algumas regiões, a tradição também está associada ao "Dia das Bruxas" (ou "Dia do Mau-Olhado"), em que se pensava que as bruxas e os maus espíritos estavam mais ativos, sendo a giesta uma forma de proteção.

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A pintura de Mário Silva captura essa essência cultural, destacando a simplicidade e a simbologia da giesta amarela num cenário rústico, evocando a ligação com as tradições populares portuguesas.

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Texto & Pintura digital: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
24
Fev25

"Se as pedras falassem..."


Mário Silva Mário Silva

"Se as pedras falassem..."

24Fev DSC01568_ms

A fotografia de Mário Silva, intitulada "Se as pedras falassem...", captura a essência da arquitetura rural transmontana, com foco numa casa de pedra.

A imagem apresenta uma fachada de granito, com uma pequena janela e uma porta de madeira, coberta por um telhado de telha.

A casa está parcialmente escondida por uma sebe, que se entrelaça nas pedras e confere à imagem um ar de mistério e abandono.

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A composição da fotografia é vertical, com a casa ocupando a maior parte da imagem.

A perspetiva adotada permite apreciar a textura da pedra e a volumetria da construção.

A linha diagonal da sebe conduz o olhar do espectador para o interior da imagem, convidando-o a explorar os detalhes da fachada.

A luz natural incide sobre a fachada da casa, criando sombras que acentuam a textura da pedra e a irregularidade das paredes.

A combinação de luz e sombra confere à imagem uma atmosfera de nostalgia e de tempo passado.

A paleta de cores é marcada pela sobriedade dos tons de cinza, castanho e verde, que evocam a sensação de rusticidade e de enraizamento no solo.

A casa de pedra, com as suas paredes grossas e a sua porta de madeira, é um símbolo de resistência e de tradição.

A vegetação que cresce nas paredes e no telhado representa o ciclo da vida e a força da natureza.

O título da fotografia, "Se as pedras falassem...", convida o observador a imaginar a história da casa e das pessoas que a habitaram.

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As casas de granito são um elemento característico da arquitetura rural transmontana.

Estas construções, com as suas paredes grossas e resistentes, foram erguidas com o objetivo de proteger os seus habitantes das intempéries e de garantir a sua segurança.

O granito, uma rocha abundante na região, era o material de construção mais utilizado, devido à sua durabilidade e resistência.

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A preservação do património construído, como as casas de pedra de Águas Frias, é fundamental para a salvaguarda da identidade cultural de uma região.

Estas construções são testemunhas da história e da forma de vida das comunidades locais, e a sua destruição representaria uma perda irreparável para o património nacional.

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Em resumo, a fotografia "Se as pedras falassem..." de Mário Silva é uma obra que nos convida a refletir sobre a importância do património construído e sobre a necessidade de preservar as nossas raízes.

A imagem, com a sua beleza simples e a sua carga simbólica, é um testemunho da sabedoria ancestral e da capacidade do homem de se adaptar ao meio ambiente.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
12
Fev25

"O Carro de Bois"


Mário Silva Mário Silva

"O Carro de Bois"

12Fev DSC07764_ms

A fotografia "O Carro de Bois" de Mário Silva captura a essência da vida rural e da tradição.

A imagem apresenta um carro de bois antigo, parcialmente coberto por vegetação, encostado a uma cerca de arame farpado.

As rodas de madeira, marcadas pelo tempo, e a estrutura de madeira resistente evocam uma sensação de rusticidade e durabilidade.

O fundo da imagem, com árvores e arbustos, reforça a ideia de um ambiente rural e bucólico.

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A composição da fotografia é diagonal, com o carro de bois a ocupar o centro da imagem.

A perspetiva adotada permite apreciar os detalhes da construção do carro, como as rodas de madeira e os eixos de ferro.

A luz natural incide sobre o carro de bois, criando sombras que acentuam a textura da madeira e a rugosidade da ferrugem.

A combinação de luz e sombra confere à imagem uma atmosfera de nostalgia e de tempo passado.

A paleta de cores é marcada pela sobriedade dos tons de castanho, verde e ocre, que evocam a sensação de rusticidade e de enraizamento ao solo.

O carro de bois é um símbolo da vida rural, do trabalho árduo e da tradição.

A imagem do carro abandonado, coberto de poeira e ferrugem, evoca um sentimento de nostalgia e de perda.

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O carro de bois foi durante séculos um instrumento fundamental para a vida nas zonas rurais.

 Ele desempenhava diversas funções, como:

- O carro de bois era utilizado para transportar produtos agrícolas, lenha, água e outros materiais.

- O carro de bois era utilizado para transportar pessoas, especialmente em longas distâncias.

- A posse de um carro de bois era um sinal de riqueza e de status social.

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Com a mecanização da agricultura e o desenvolvimento das infraestruturas de transporte, o carro de bois foi gradualmente substituído por veículos motorizados.

Atualmente, o carro de bois é mais um objeto de decoração do que um instrumento de trabalho.

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A fotografia de Mário Silva é um testemunho de uma época passada, quando o carro de bois era um elemento essencial da vida rural.

A imagem captura a beleza e a simplicidade de um objeto que, apesar de ter sido substituído por tecnologias mais modernas, continua a despertar a nossa curiosidade e a nossa admiração.

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Em resumo, a fotografia "O Carro de Bois" de Mário Silva é uma obra que nos convida a refletir sobre a importância da preservação do património cultural e sobre a evolução da sociedade rural.

A imagem, com a sua beleza poética e o seu significado simbólico, é um convite a valorizar as nossas raízes e a lembrar a importância do trabalho árduo e da vida simples.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
03
Fev25

"O Portelo” - Um Olhar Sobre o Passado


Mário Silva Mário Silva

"O Portelo”

Um Olhar Sobre o Passado

03Fev DSC09253_ms

A fotografia "O Portelo" de Mário Silva, ao apresentar um portão de ferro enferrujado encravado em muros de pedra, transporta-nos para um universo rural, carregado de história e tradição.

O portelo, elemento central da imagem, revela-se mais do que uma simples passagem: é um portal para o passado, um testemunho da vida que outrora se desenrolou por trás daqueles muros.

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A composição da fotografia é marcada pela simplicidade e pela força evocativa.

O portão, com as suas linhas retas e verticais, contrasta com a organicidade da vegetação que o circunda.

A ferrugem que cobre o ferro evoca o passar do tempo, a ação dos elementos naturais sobre o objeto construído pelo homem.

A luz, suave e dourada, confere à imagem uma atmosfera melancólica, convidando à reflexão.

O portelo é um elemento característico das aldeias transmontanas.

Ele delimita propriedades, separa o espaço público do privado, mas também conecta os habitantes entre si.

A fotografia de Mário Silva captura a essência desse elemento arquitetónico, revelando a sua importância no quotidiano das comunidades rurais.

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A fotografia "O Portelo" convida-nos a refletir sobre a importância da propriedade privada nas aldeias transmontanas.

Esses pequenos pedaços de terra, muitas vezes herdados de geração em geração, são mais do que simples propriedades: são alicerces de identidades, testemunhos de histórias familiares e elementos essenciais da paisagem cultural.

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As aldeias transmontanas enfrentam desafios como o envelhecimento da população, o êxodo rural e a desvalorização do património rural.

Nesse contexto, a propriedade privada encontra-se ameaçada.

Muitas terras estão abandonadas, os muros caem e os portelos enferrujam.

A preservação do património rural, incluindo a propriedade privada, é fundamental para a salvaguarda da identidade das aldeias transmontanas.

É preciso valorizar a história e a cultura desses lugares, promovendo a sua preservação e revitalização.

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Em conclusão, a fotografia "O Portelo" de Mário Silva é mais do que uma simples imagem: é um convite à reflexão sobre a importância do património rural e da propriedade privada nas aldeias transmontanas.

Ao capturar a essência desse elemento arquitetónico, o fotógrafo convida-nos a valorizar a história e a cultura desses lugares, contribuindo para a sua preservação e revitalização.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
26
Jan25

"Igreja transmontana" - Águas Frias - Chaves - Portugal


Mário Silva Mário Silva

"Igreja transmontana"

Águas Frias - Chaves - Portugal

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A fotografia de Mário Silva captura a beleza e a serenidade de uma típica igreja rural transmontana, localizada em Águas Frias, Chaves.

A imagem, com a sua composição cuidadosa e paleta de cores harmoniosa, convida o observador a uma reflexão sobre a importância da fé e da tradição na vida das comunidades rurais.

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A fotografia apresenta uma perspetiva frontal da igreja, com a fachada principal destacando-se contra um céu nublado.

A igreja, de pequenas dimensões e linhas simples, é construída em pedra e apresenta um campanário com dois sinos.

A porta de entrada, em madeira, é ladeada por duas colunas e sobreposta por um frontão triangular.

A vegetação circundante, com árvores de folha caduca, confere à imagem um ar melancólico e introspetivo.

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A composição é equilibrada, com a igreja ocupando o centro da imagem e a vegetação servindo como enquadramento.

A linha diagonal formada pelo telhado da igreja e pelas árvores cria uma sensação de profundidade e conduz o olhar do observador para o ponto focal da imagem.

A luz natural, suave e difusa, envolve a cena, criando uma atmosfera serena e contemplativa.

As sombras suaves e alongadas contribuem para a sensação de profundidade e tridimensionalidade da imagem.

A paleta de cores é predominantemente quente, com tons de terra e ocre, que evocam a sensação de antiguidade e tradição.

A pedra da igreja, com as suas tonalidades envelhecidas, contrasta com o verde da vegetação, criando um efeito visual interessante.

A fotografia apresenta uma grande profundidade de campo, permitindo que todos os elementos da imagem estejam nítidos, desde o primeiro plano até ao fundo.

A escolha do diafragma e da velocidade do obturador permitiu capturar a textura da pedra e a atmosfera do local.

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São Pedro, o apóstolo a quem Jesus confiou as "chaves do Reino dos Céus", ocupa um lugar central na fé católica.

Considerado o primeiro Papa, é venerado como o patrono dos pescadores, dos arquitetos, dos carpinteiros e dos prisioneiros.

A escolha de São Pedro como orago desta igreja reflete a importância da fé católica na vida das comunidades rurais e a crença na proteção divina.

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A atmosfera serena da fotografia, com a igreja isolada no campo, transmite uma sensação de paz e tranquilidade.

A igreja, com a sua arquitetura simples e a sua história secular, evoca um sentimento de respeito e admiração pelo passado.

A igreja, integrada na paisagem natural, estabelece uma conexão entre o homem e a natureza.

A igreja, como lugar de culto, evoca sentimentos de espiritualidade e fé.

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Em resumo, a fotografia de Mário Silva captura a beleza e a importância histórica da igreja de São Pedro em Águas Frias.

Através de uma composição cuidadosa e de uma paleta de cores harmoniosa, o fotógrafo convida o observador a uma reflexão sobre a fé, a tradição e a importância da preservação do património cultural.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
24
Nov24

Capela de São Miguel Arcanjo Sobreira (Águas Frias – Chaves – Portugal)


Mário Silva Mário Silva

Capela de São Miguel Arcanjo

Sobreira (Águas Frias – Chaves – Portugal)

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A fotografia de Mário Silva, "Capela de São Miguel Arcanjo", transporta-nos para o interior de um espaço sagrado e intimista, repleto de simbolismo e tradição.

A imagem captura a beleza e a simplicidade de uma pequena capela rural, localizada na aldeia de Sobreira, em Trás-os-Montes.

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O altar, peça central da composição, é adornado com rica ornamentação dourada e abriga uma série de imagens sacras.

Ao centro, sob um arco, destaca-se a imagem de São Miguel Arcanjo, figura central da fé católica, frequentemente representado combatendo o dragão.

À sua volta, outras imagens de santos guardam o altar, criando um ambiente de devoção e espiritualidade.

As paredes da capela são adornadas com pinturas e esculturas, e a luz natural, que penetra pelas janelas, incide sobre as imagens, criando um efeito luminoso e místico.

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A fotografia de Mário Silva valoriza a simplicidade e a beleza da arquitetura religiosa popular.

A capela, com as suas linhas simples e a decoração modesta, evoca a tradição e a fé das comunidades rurais.

A luz natural, que incide sobre o altar, cria uma atmosfera serena e contemplativa, convidando o observador a um momento de reflexão e oração.

A imagem de São Miguel Arcanjo, como figura central da composição, carrega um profundo significado simbólico.

O arcanjo, representado como um guerreiro celestial, simboliza a luta contra o mal e a proteção dos fiéis.

A presença de outras imagens sacras reforça a ideia de comunidade e de proteção divina.

A capela é mais do que um edifício religioso; é um espaço de encontro e de partilha para a comunidade local.

A fotografia de Mário Silva captura a essência desse lugar, transmitindo a sensação de pertença e de identidade.

A presença de velas, flores e outros objetos pessoais indica que a capela é um lugar vivo, onde a fé é praticada e celebrada.

A composição da fotografia é equilibrada e harmoniosa.

As linhas verticais das colunas e das imagens sacras conduzem o olhar do observador para o alto, em direção ao teto da capela.

As cores quentes e acolhedoras, dominadas pelos tons de dourado e vermelho, criam uma atmosfera festiva e convidativa.

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São Miguel Arcanjo, como patrono da capela, desempenha um papel fundamental na vida da comunidade.

Ele é considerado um protetor contra o mal e um intercessor junto a Deus.

A devoção a São Miguel é profundamente enraizada na cultura popular, e as festas em sua honra são momentos importantes de celebração e confraternização.

A capela, como lugar de culto, é um ponto de referência para a comunidade, um espaço onde os fiéis podem encontrar conforto, esperança e orientação espiritual.

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Em conclusão, a fotografia "Interior da Capela de São Miguel Arcanjo" de Mário Silva é uma obra que nos convida a refletir sobre a importância da fé e da tradição nas nossas vidas.

A imagem captura a beleza e a simplicidade de um lugar sagrado, transmitindo a emoção e a espiritualidade que permeiam as comunidades rurais.

Através da sua obra, Mário Silva oferece-nos um testemunho da riqueza cultural e religiosa de Portugal.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
11
Nov24

"A importância dos castanheiros transmontanos nas celebrações de São Martinho"


Mário Silva Mário Silva

"A importância dos castanheiros transmontanos

nas celebrações de São Martinho"

11Nov DSC08990_ms

A fotografia de Mário Silva captura a essência da tradição portuguesa de São Martinho, com uma composição que evoca a importância dos castanheiros transmontanos nessa celebração.

A imagem apresenta um cenário bucólico, com um souto de castanheiros em pleno outono.

As folhas, de tons vibrantes de amarelo, laranja e vermelho, cobrem o solo, criando um tapete colorido e convidativo.

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A presença dos castanheiros é central na fotografia, pois são eles os protagonistas das celebrações de São Martinho.

A árvore, com as suas folhas caídas, simboliza a transição das estações e a abundância da natureza, proporcionando a matéria-prima para as tradicionais fogueiras e para as saborosas castanhas assadas.

A paleta de cores quentes da fotografia, dominada pelos tons de outono, transmite uma sensação de aconchego e celebração.

As cores vibrantes das folhas evocam a alegria e a fartura associadas à época da colheita.

A luz natural, que se infiltra entre as árvores, cria um jogo de sombras e luzes que realça a beleza do cenário.

A luminosidade suave confere à imagem um ar nostálgico e poético, convidando o observador a uma imersão sensorial.

A composição da fotografia é equilibrada, com as árvores ocupando o primeiro plano e o fundo abrindo-se para um horizonte mais distante.

A perspetiva escolhida permite ao observador apreciar a extensão do bosque e a beleza da paisagem.

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Os castanheiros transmontanos desempenham um papel fundamental nas celebrações de São Martinho, por diversas razões:

- A região de Trás-os-Montes é conhecida pela produção de castanhas de excelente qualidade, que são um dos ingredientes principais dos magustos.

As castanhas assadas nas fogueiras são um símbolo desta tradição e um alimento muito apreciado pelos portugueses.

- A cultura do castanheiro está profundamente enraizada na identidade transmontana.

A colheita das castanhas é um momento de convívio e partilha, que reúne famílias e amigos em torno de tradições ancestrais.

- A castanha é um importante recurso económico para muitas comunidades rurais de Trás-os-Montes, gerando emprego e renda através da sua produção, comercialização e transformação em diversos produtos.

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A fotografia de Mário Silva captura a essência da tradição de São Martinho e a importância dos castanheiros transmontanos nessa celebração.

A imagem, com a sua beleza estética e significado cultural, convida-nos a apreciar a riqueza do património natural e humano de Portugal.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
21
Out24

"O Espantalho no Meio da Vinha" - Águas Frias - Chaves - Portugal


Mário Silva Mário Silva

"O Espantalho no Meio da Vinha"

21Out DSC07700_ms

A fotografia "O Espantalho no Meio da Vinha" de Mário Silva, capturada nas vinhas de Águas Frias - Chaves, Portugal, é uma obra que transcende a mera representação visual de um objeto. É uma fotografia que evoca emoções, conta histórias e convida-nos a uma reflexão mais profunda sobre a relação entre o homem e a natureza, o trabalho e a tradição.

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A imagem apresenta um espantalho no meio de uma vinha exuberante.

A figura do espantalho, com as suas roupas esfarrapadas e um boné descolorido, contrasta com a vivacidade das videiras carregadas de uvas.

O fundo, composto por um emaranhado de folhagens, cria uma atmosfera bucólica e serena.

A luz natural incide sobre a cena, realçando as texturas e as cores vibrantes da natureza.

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A fotografia é um exemplo de como uma composição simples e bem pensada pode ser extremamente eficaz.

O espantalho, como elemento central, domina a imagem, mas é ao mesmo tempo integrado à paisagem.

O contraste entre a figura estática do espantalho e a dinâmica da natureza viva cria uma tensão visual que captura a atenção do observador.

A imagem conta uma história sem palavras.

O espantalho, guardião da vinha, evoca a figura do agricultor, do homem do campo, e a importância do trabalho manual na produção de alimentos.

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A fotografia é uma homenagem à cultura agrícola, às raízes rurais de Portugal e ao trabalho árduo dos agricultores.

O espantalho, como um artefacto do passado, convida-nos à reflexão sobre a passagem do tempo e a importância de preservar as tradições.

A imagem celebra a beleza da natureza e a nossa relação com ela.

A vinha, símbolo de fertilidade e abundância, é um elemento central na composição.

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A fotografia documenta um modo de vida que está em constante transformação.

O espantalho, embora ainda presente em algumas regiões, é cada vez mais raro.

A imagem pode ser considerada um documento do património cultural de Portugal, registando uma prática agrícola ancestral.

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"O Espantalho no Meio da Vinha" é muito mais do que uma simples fotografia.

É uma obra de arte que nos convida a olhar para o mundo com outros olhos, a apreciar a beleza das coisas simples e a valorizar a nossa herança cultural.

A fotografia de Mário Silva é um convite à reflexão sobre a nossa relação com a natureza, com o trabalho e com as tradições.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
10
Out24

Rua Cimo de Vila da antiga "villa" de "Aquae frigidae" (hoje, "Águas Frias" - Chaves - Portugal)


Mário Silva Mário Silva

 

Rua Cimo de Vila da antiga "villa" de "Aquae frigidae"

(hoje, "Águas Frias" - Chaves - Portugal)

10Out DSC03031_ms

A fotografia de Mário Silva captura a essência da rua Cimo de Vila, na antiga "villa" de "Aquae frigidae", hoje conhecida como Águas Frias, em Chaves, Portugal.

A imagem retrata um cenário típico das aldeias portuguesas mais antigas, com elementos que evocam a história e a tradição local.

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As paredes de pedra granítica, típicas da região, dominam a imagem, conferindo à rua um aspeto rústico e autêntico.

A textura irregular das pedras e a presença de musgo revelam o passar do tempo e a resistência dos materiais utilizados na construção.

As portas de madeira, uma verde e outra de madeira crua, contrastam com a tonalidade das pedras e adicionam um toque de cor à composição.

O chão de pedra irregular, composto por calçada portuguesa, confere à rua um caráter histórico e contribui para a sensação de autenticidade. As marcas do tempo e o desgaste das pedras revelam o intenso uso ao longo dos séculos.

A presença de plantas espontâneas que crescem entre as pedras e nas proximidades das paredes confere à imagem um toque de vida e naturalidade.

As flores, adicionam um toque de cor e beleza à composição.

A perspetiva da fotografia, que se concentra na rua estreita e nas paredes de pedra, cria uma sensação de profundidade e convida o observador a imaginar a vida que se desenvolveu neste local ao longo dos séculos.

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A fotografia de Mário Silva transmite uma sensação de tranquilidade e serenidade, convidando o observador a uma viagem no tempo.

A rua Cimo de Vila, com a sua arquitetura tradicional e atmosfera bucólica, é um testemunho da história milenar de “Aquae Frigidae” e da importância das águas para o desenvolvimento da região.

A imagem captura a essência de um Portugal rural e autêntico, onde a tradição e a natureza se fundem de forma harmoniosa.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
28
Jul24

Antigo altar da capela particular (antes) dedicada a Nossa Senhora dos Prazeres - Águas Frias - Chaves - Portugal


Mário Silva Mário Silva

Antigo altar da capela particular (antes) dedicada

a Nossa Senhora dos Prazeres

Jul28  DSC02074_ms

De acordo com as informações disponíveis, o antigo altar da capela particular dedicada a Nossa Senhora dos Prazeres era feito em madeira e apresentava as seguintes características:

-  O altar era provavelmente de estilo barroco, comum nas capelas portuguesas dos séculos XVII e XVIII.

-  O altar era feito de madeira talhada e dourada.

-  O altar era retangular, com um nicho central onde se encontrava a imagem de Nossa Senhora dos Prazeres.

- O altar era decorado com colunas, colunas, frisos e outros elementos ornamentais típicos do estilo barroco.

-  A imagem de Nossa Senhora dos Prazeres era uma estátua de madeira policromada, com cabelo natural, provavelmente do século XVIII.

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A demolição do antigo altar da capela particular dedicada a Nossa Senhora dos Prazeres e a sua substituição por um novo altar moderno e incaracterístico representa uma perda significativa para o património cultural e religioso da região.

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O antigo altar era uma obra de arte valiosa que testemunhava a história e a tradição da capela.

Era também um importante elemento da identidade da comunidade local, que se identificava com a sua beleza e significado religioso.

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O novo altar, por outro lado, é um objeto sem alma que não tem qualquer valor histórico ou cultural.

É um mero objeto decorativo que não contribui para a identidade da capela ou da comunidade.

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A decisão de demolir o antigo altar e construir um novo foi tomada, pelo proprietário, sem a opinião da comunidade local, o que gerou grande consternação e tristeza.

Esta decisão é um exemplo da crescente secularização da sociedade portuguesa e da perda de apreço pelo património religioso.

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A demolição do antigo altar da capela particular dedicada a Nossa Senhora dos Prazeres é um ato irreversível que representa uma perda significativa para o património cultural e religioso da aldeia, da região e da arte.

É importante que as autoridades competentes tomem medidas para proteger o património religioso e para garantir que este tipo de situações não se repita no futuro.

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Recomendações (minha opinião, valendo o que vale):

Criar um inventário do património religioso da região.

Classificar as capelas e outros edifícios religiosos como monumentos de interesse público.

Promover a educação para o património religioso e cultural.

Envolver as comunidades locais na tomada de decisões sobre o património religioso, apoiando-se no conhecimento técnico de especialistas na área da arte religiosa.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
14
Jul24

"Alminhas" na estrada para Mairos - Chaves - Portugal


Mário Silva Mário Silva

"Alminhas" na estrada para Mairos - Chaves - Portugal

Jul14 DSC06737_Mairos_ms

A fotografia mostra umas "alminhas" localizada na estrada para Mairos, em Chaves, Portugal.

As "alminhas" são pequenos oratórios ou capelas construídas ao longo das estradas, geralmente em locais de passagem, como cruzamentos, pontes e entradas de vilas.

Elas são dedicadas às almas do purgatório, e servem como um local para as pessoas rezarem por elas e oferecerem esmolas.

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As "alminhas" da fotografia é construída em cimento e tem uma forma retangular e implantada numa fraga.

A frente da capela é aberta.

No interior, há a imagem de Nossa Senhora do Rosário, com as “almas” penitenciando no fogo do Purgatório, feita em azulejos pintados à mão.

A capela está em bom estado de conservação e é bem cuidada.

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As "alminhas" são um elemento importante da cultura popular portuguesa.

Elas representam a fé católica do povo português e a crença na vida após a morte.

Elas também são um símbolo da caridade e da compaixão, pois servem como uma chamada de atenção para rezar pelas almas dos falecidos que ainda estão sofrendo no purgatório.

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As "alminhas" são frequentemente mencionadas na literatura, na música e na arte portuguesa. Elas também são um tema popular de lendas e contos folclóricos.

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As "alminhas" da estrada para Mairos - Chaves - Portugal são um importante exemplo da cultura popular portuguesa.

Elas são um lembrete da fé e da tradição do povo português, e são um símbolo da importância da caridade e da compaixão.

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Além disso, as "alminhas" são um ponto de referência importante para os viajantes que percorrem a estrada para Mairos - Chaves.

Elas oferecem um momento de paz e reflexão para os motoristas e passageiros, e podem ser um lembrete da importância de rezar pelas almas dos falecidos.

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As "alminhas" são encontradas em todo o Portugal, mas são mais comuns nas regiões do norte e do centro do país.

Elas são geralmente construídas por pessoas comuns, e muitas vezes são decoradas com azulejos, pinturas e esculturas.

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As "alminhas" são consideradas património cultural português e estão protegidas por lei.

Nos últimos anos, tem havido um crescente interesse em preservar e restaurar as "alminhas", e muitas delas foram restauradas com o apoio do governo e de organizações privadas.

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As "alminhas" são um elemento importante da cultura popular portuguesa.

Elas representam a fé, a tradição e a compaixão do povo português.

As "alminhas" da estrada para Mairos - Chaves - Portugal são um belo exemplo desta tradição, e são um lembrete da importância de rezar pelas almas dos falecidos.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
30
Mai24

Dia do Corpo de Deus: Uma Celebração Rica em Tradição e Fé


Mário Silva Mário Silva

Dia do Corpo de Deus:

Uma Celebração Rica em Tradição e Fé

Mai30 Corpo de Cristo 1

O Dia do Corpo de Deus, também conhecido como Solenidade do Santíssimo Sacramento do Corpo e do Sangue de Cristo, é uma festividade católica de grande importância em Portugal.

Celebrado anualmente na quinta-feira seguinte ao Domingo da Santíssima Trindade, este dia homenageia a Eucaristia, o sacramento que representa o corpo e sangue de Jesus Cristo.

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As raízes do Corpus Christi remontam ao século XIII, com as visões místicas de Juliana de Liège, uma religiosa belga.

Inspirada por essas experiências, ela dedicou-se a promover a devoção à Eucaristia.

Em 1246, o Papa Urbano IV instituiu oficialmente a festa, que se espalhou rapidamente pela Europa.

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O significado central do Corpus Christi reside na fé na presença real de Jesus Cristo na Eucaristia.

Para os católicos, este sacramento representa a união profunda com Deus e a perpetuação do sacrifício de Cristo na cruz.

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Em Portugal, o Dia do Corpo de Deus é marcado por diversas tradições solenes e vibrantes.

As cidades enfeitam-se com tapetes coloridos feitos de serradura, flores e outros materiais, criando verdadeiras obras de arte efêmeras.

As procissões, ponto alto da festividade, percorrem as ruas, com o Santíssimo Sacramento exposto em um ostensório ricamente ornamentado.

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As procissões do Corpus Christi em Portugal são grandiosas e atraem multidões de fiéis. Destacam-se as procissões de:

Lisboa: Uma das mais antigas e tradicionais do país, percorrendo ruas históricas como a Rua Augusta e o Chiado.

Braga: Famosa por seus andores ricamente ornamentados e pela devoção dos fiéis.

Évora: Envolve a participação de diversas confrarias e congregações religiosas, com trajes típicos e cânticos religiosos.

Tomar: Caracterizada por seus tapetes de flores e pela participação das crianças em trajes de anjos.

Missa Solene: Realizada na igreja principal da cidade, geralmente pela manhã, a missa solene marca o ponto alto da celebração religiosa.

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Adoração Eucarística: Após a missa, os fiéis são convidados a um momento de quietude e reflexão, adorando o Santíssimo Sacramento num ambiente solene.

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O Dia do Corpus de Deus em Portugal transcende a esfera religiosa, assumindo um caráter cultural e social importante.

As ruas enfeitadas, as procissões grandiosas e a fé vibrante dos fiéis contribuem para fortalecer laços comunitários e preservar tradições centenárias.

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O Dia do Corpo de Deus em Portugal é uma celebração rica em simbolismo, fé e tradição.

É um momento para celebrar a crença na Eucaristia, renovar a fé e fortalecer os laços comunitários, perpetuando costumes e valores que marcam a identidade cultural do país.

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Texto & Fotografia (AI): ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
11
Abr20

Águas Frias (Chaves) - ... o Folar da Páscoa ...


Mário Silva Mário Silva

 

Lenda do Folar da Páscoa

A lenda do folar da Páscoa é tão antiga que se desconhece a sua data de origem.

Reza a lenda que, numa aldeia portuguesa, vivia uma jovem chamada Mariana que tinha como único desejo na vida o de casar cedo. Tanto rezou a Santa Catarina que a sua vontade se realizou e logo lhe surgiram dois pretendentes: um fidalgo rico e um lavrador pobre, ambos jovens e belos. A jovem voltou a pedir ajuda a Santa Catarina para fazer a escolha certa. 

Enquanto estava concentrada na sua oração, bateu à porta Amaro, o lavrador pobre, a pedir-lhe uma resposta e marcando-lhe como data limite o Domingo de Ramos. Passado pouco tempo, naquele mesmo dia, apareceu o fidalgo a pedir-lhe também uma decisão. Mariana não sabia o que fazer.

Chegado o Domingo de Ramos, uma vizinha foi muito aflita avisar Mariana que o fidalgo e o lavrador se tinham encontrado a caminho da sua casa e que, naquele momento, travavam uma luta de morte. Mariana correu até ao lugar onde os dois se defrontavam e foi então que, depois de pedir ajuda a Santa Catarina, Mariana soltou o nome de Amaro, o lavrador pobre.

Na véspera do Domingo de Páscoa, Mariana andava atormentada, porque lhe tinham dito que o fidalgo apareceria no dia do casamento para matar Amaro. Mariana rezou a Santa Catarina e a imagem da Santa, ao que parece, sorriu-lhe.
No dia seguinte, Mariana foi pôr flores no altar da Santa e, quando chegou a casa, verificou que, em cima da mesa, estava um grande bolo com ovos inteiros, rodeado de flores, as mesmas que Mariana tinha posto no altar. Correu para casa de Amaro, mas encontrou-o no caminho e este contou-lhe que também tinha recebido um bolo semelhante.

Pensando ter sido ideia do fidalgo, dirigiram-se a sua casa para lhe agradecer, mas este também tinha recebido o mesmo tipo de bolo. Mariana ficou convencida de que tudo tinha sido obra de Santa Catarina.

Inicialmente chamado de folore, o bolo veio, com o tempo, a ficar conhecido como folar e tornou-se numa tradição que celebra a amizade e a reconciliação. Durante as festividades cristãs da Páscoa, os afilhados costumam levar, no Domingo de Ramos, um ramo de violetas à madrinha de batismo e esta, no Domingo de Páscoa, oferece-lhe em retribuição um folar.

in: https://www.infopedia.pt/apoio/artigos/$lenda-do-folar-da-pascoa

 

 

 

Até breve!!!!!

 

 

            

 

 

 

 

Mário Silva 📷

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