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MÁRIO SILVA - Fotografia, Pintura & Escrita

*** *** A realidade é a "minha realidade" em imagens (fotografia, pintura) e escrita

28
Out25

Jovem “Amanita muscaria”


Mário Silva Mário Silva

Jovem “Amanita muscaria”

28Out DSC04865_ms

A fotografia, capturada ao nível do solo, foca-se num exemplar jovem e vibrante do cogumelo “Amanita muscaria”, o qual está parcialmente escondido na serapilheira de uma floresta.

O cogumelo apresenta um chapéu (píleo) em forma de sino, robusto e de cor vermelho-escarlate profundo, salpicado com as suas características pintinhas brancas (restos do véu universal).

A tonalidade do chapéu não é uniforme, com um toque de amarelo dourado perto da borda e no topo, sugerindo o início da maturação ou aspetos da sua genética local.

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O pé (estipe), curto e grosso, é de cor branca pura, emergindo diretamente do solo coberto por folhas secas de carvalho e detritos de vegetação, que formam o seu habitat natural.

A composição, com as folhas secas em tons de castanho e o verde suave de uma pequena folha por cima, contrasta de forma dramática com o vermelho intenso e o branco imaculado do fungo, realçando a sua beleza enigmática.

A luz suave e natural da floresta ilumina a cena, conferindo à imagem uma atmosfera de descoberta e mistério.

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Amanita muscaria – A Beleza Tóxica e o Legado Cultural do Cogumelo Mais Icónico

O Amanita muscaria, conhecido popularmente em Portugal como Amanita-mata-moscas, Rosalgar ou Frade-de-sapo, é inegavelmente o cogumelo mais reconhecível do mundo.

A sua aparência, frequentemente replicada em ilustrações e contos de fadas, é marcada por um chapéu vermelho-vivo salpicado de flocos brancos. Contudo, por trás da sua inegável beleza visual e do seu estatuto de ícone cultural, esconde-se uma toxicidade que exige profundo respeito e cautela.

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Uma Obra de Arte da Natureza

A cor e o design deste fungo são uma verdadeira obra de arte natural.

O chapéu carmesim, que nasce inicialmente envolto num véu branco, exibe os restos desse véu na forma de verrugas ou pintas brancas (como visível na fotografia do jovem exemplar).

É esta combinação cromática que o torna tão popular na arte e na cultura pop (de "Alice no País das Maravilhas" aos videojogos, onde é frequentemente associado a recompensas de vida).

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O Perigo sob o Chapéu

É crucial sublinhar que, apesar da sua aura mágica, o Amanita muscaria é uma espécie tóxica e psicoativa.

Contém compostos como o ácido iboténico e o muscimol, que atuam como neurotoxinas.

A ingestão acidental pode levar a uma síndrome de intoxicação caracterizada por náuseas, vómitos, tonturas, confusão mental e, em casos mais graves, alucinações e dissociação.

Por este motivo, a regra de ouro da micologia aplica-se rigorosamente: em caso de dúvida, o cogumelo deve ser sempre rejeitado.

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Ecologia e Habitat

Ecologicamente, o Amanita muscaria desempenha um papel vital como fungo ectomicorrízico.

Isto significa que vive numa relação simbiótica essencial com as raízes de certas árvores, como pinheiros, abetos e bétulas.

Esta associação mútua é fundamental para a saúde da floresta, pois o fungo ajuda a árvore a absorver nutrientes e água, recebendo em troca os açúcares produzidos pela fotossíntese.

É por isso que é comum encontrá-lo, especialmente no Outono, nas florestas de coníferas em Portugal e em todo o Hemisfério Norte.

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O Legado Xamânico

Para além da sua toxicidade e presença ecológica, o Amanita muscaria tem um passado cultural rico.

Historicamente, tem sido usado em rituais xamânicos em algumas culturas, especialmente na Sibéria, devido às suas propriedades psicoativas.

É este passado que cimenta o seu estatuto lendário, transformando-o num símbolo de mistério e fascínio no mundo natural.

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Em suma, o Amanita muscaria é mais do que um cogumelo; é um emblema da natureza com uma beleza impressionante e um aviso inerente.

A sua presença na floresta convida à admiração, mas nunca à aproximação para consumo.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
12
Nov24

Cogumelo “Bresadolia craterella”


Mário Silva Mário Silva

Cogumelo “Bresadolia craterella”

11Nov Cogumelo “Bresadolia craterella”_ms

A imagem capturada por Mário Silva apresenta um grupo de cogumelos crescendo num ambiente natural, numa floresta, sobre uma camada de folhas secas.

A luz incidente sobre os cogumelos realça suas cores e texturas, permitindo uma boa visualização de suas características morfológicas.

A profundidade de campo da fotografia permite que os detalhes dos cogumelos sejam apreciados, desde a forma do chapéu até as lamelas na parte inferior.

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O cogumelo identificado na fotografia como “Bresadolia craterella” é uma espécie interessante com características distintivas:

- O chapéu deste cogumelo geralmente apresenta uma forma convexa, com o centro ligeiramente deprimido, lembrando uma pequena cratera.

Essa característica é uma das marcas registradas da espécie e justifica parte de seu nome científico.

-  A cor do chapéu varia entre o ocre e o castanho claro, podendo apresentar escamas mais escuras.

A parte inferior do chapéu, onde se encontram as lamelas, é geralmente de cor mais clara, tendendo ao branco ou amarelado.

-  O "Bresadolia craterella" é um cogumelo de tamanho médio, com chapéus que podem atingir de 5 a 14 centímetros de diâmetro.

-  Esta espécie é sapróbia, ou seja, alimenta-se de matéria orgânica em decomposição.

É frequentemente encontrada crescendo em troncos ou galhos de árvores mortas, principalmente de árvores decíduas (folha caduca).

- Embora não haja relatos de toxicidade, o “Bresadolia craterella” não é um cogumelo comumente consumido.

A sua comestibilidade é considerada duvidosa e não é recomendada a sua ingestão sem a devida identificação por um especialista.

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Ao comparar a fotografia com a descrição do “Bresadolia craterella”, podemos observar que as características do cogumelo na imagem correspondem à descrição da espécie.

O formato do chapéu, a coloração e o habitat sugerem que se trata de um exemplar de “Bresadolia craterella”.

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A identificação precisa de cogumelos exige um conhecimento profundo de micologia e o exame de diversas características, como a microscopia dos esporos.

A identificação baseada apenas em fotografias pode ser imprecisa e não deve ser utilizada para fins de consumo.

Muitos cogumelos silvestres são tóxicos e podem causar sérias intoxicações.

A colheita de cogumelos para consumo deve ser feita por pessoas experientes e com conhecimento das espécies locais.

Ao fotografar cogumelos no seu habitat natural, é importante respeitar o meio ambiente e não coletar exemplares sem necessidade.

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A fotografia de Mário Silva captura um belo exemplar de “Bresadolia craterella”.

A imagem, aliada à descrição da espécie, permite apreciar as características distintivas deste cogumelo.

No entanto, é fundamental ressaltar que a identificação precisa de cogumelos deve ser realizada por especialistas e que a coleta de cogumelos silvestres para consumo envolve riscos.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷

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