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MÁRIO SILVA - Fotografia, Pintura & Escrita

*** *** A realidade é a "minha realidade" em imagens (fotografia, pintura) e escrita

05
Dez25

"Um “Gymnopilus” numa cama de folhas de carvalho (Quercus)"


Mário Silva Mário Silva

"Um “Gymnopilus” numa cama de folhas de carvalho (Quercus)"

05Dez DSC00060_ms.JPG

A fotografia de Mário Silva é um close-up vertical que destaca um cogumelo solitário, identificado como sendo um exemplar do género Gymnopilus, emergindo de um denso tapete de folhas secas.

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O Cogumelo (Gymnopilus): O exemplar é pequeno, com um chapéu de cor amarelo-claro a laranja pálido e uma forma ligeiramente convexa aplanada.

O pé (estipe) é fino e da mesma cor amarelada.

O cogumelo está em bom estado e destaca-se como um ponto de cor viva no cenário dominado por tons de outono.

A Cama de Folhas de Carvalho: O solo está totalmente coberto por uma espessa camada de folhas secas de carvalho (Quercus), identificáveis pelos seus contornos lobados e acentuados.

As folhas apresentam tons de castanho-avermelhado e ocre, típicos da decomposição outonal.

Composição e Contraste: O contraste é o ponto forte da imagem: o amarelo brilhante e fresco do cogumelo, que parece ter acabado de nascer, contrasta com a textura áspera e as cores quentes e secas do tapete de folhas mortas.

O close-up reforça a sensação de um microecossistema centrado na vida fúngica.

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O Gymnopilus e o Carvalho – A Micologia no berço da Decomposição

A fotografia "Um Gymnopilus numa cama de folhas de carvalho (Quercus)" é um tributo à simbiose e ao ciclo da vida na floresta portuguesa.

O género Gymnopilus (vulgarmente conhecidos como "cogumelos-chama" pela sua cor vibrante) e o carvalho são atores essenciais no ecossistema, revelando que a maior vitalidade muitas vezes reside na matéria em decomposição.

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O Papel Vital do Gymnopilus

Os cogumelos Gymnopilus são predominantemente saprófitas, o que significa que desempenham um papel crucial ao decompor a matéria orgânica morta – neste caso, as folhas de carvalho.

A sua função é transformar o material complexo das folhas caídas em nutrientes mais simples, que são devolvidos ao solo, alimentando as árvores e o ecossistema.

A emergência do seu corpo frutífero, com a sua cor de chama sobre o castanho da matéria morta, é um lembrete visual do processo de reciclagem contínuo e silencioso da natureza.

A sua beleza é a prova de que a vida encontra formas de prosperar naquilo que consideramos o fim de um ciclo.

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A Cama de Carvalho: História e Sustento

O carvalho (Quercus) é uma das árvores mais icónicas da paisagem portuguesa, representando a força, a longevidade e a biodiversidade.

As suas folhas, quando caem, criam o substrato ideal para uma vasta comunidade de fungos.

A "cama" de folhas na fotografia não é lixo; é o berço da nova vida.

Esta imagem sugere o bioma do souto ou do montado, onde a folhagem do carvalho, rica em taninos, cria um ambiente específico que certos fungos, como o Gymnopilus, adoram.

A folha de carvalho é a ponte energética que liga a árvore, a terra e o cogumelo.

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O Poder da Concentração

Ao focar-se num único exemplar de Gymnopilus contra o pano de fundo de folhas de carvalho, a fotografia isola a beleza microscópica e a força do fungo.

É um convite a olhar para baixo e a reconhecer o poder da micologia como motor invisível do ecossistema.

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O cogumelo de cor vibrante, nascido do castanho monótono, simboliza a regeneração e a promessa de que, por mais desolador que seja o outono, há sempre uma nova forma de vida a preparar-se para o ciclo seguinte.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
03
Dez25

"Os castanheiros despidos, deixando ver a casa" - Águas Frias - Chaves – Portugal


Mário Silva Mário Silva

"Os castanheiros despidos, deixando ver a casa"

Águas Frias - Chaves – Portugal

03Dez DSC03352_ms

A fotografia de Mário Silva capta uma cena de paisagem rural em pleno inverno, destacando a transparência da paisagem quando a folhagem cai, revelando a arquitetura por detrás.

A Casa: No centro do plano, emerge uma habitação rural moderna, de dois pisos, com uma varanda superior e grandes janelas.

A sua caraterística mais notável é o telhado de telha cerâmica de cor viva, alaranjada, que contrasta fortemente com o céu e os elementos circundantes.

A casa assenta num terreno desnivelado, apoiada numa estrutura de cimento ou bloco no rés-do-chão.

Os Castanheiros Despidos: Em primeiro plano, duas árvores de médio porte, desfolhadas, emolduram a casa.

Os seus ramos nus e escuros criam uma rede intricada que, no verão, ocultaria a casa, mas que no inverno a revela.

A falta de folhagem confirma o inverno profundo.

Estas árvores, pela sua estrutura e pelo contexto transmontano de Águas Frias, são castanheiros (Castanea sativa).

O Enquadramento e a Luz: A cena é capturada sob uma luz solar clara e fria, típica do inverno, com um céu azul parcialmente visível.

As sombras projetadas pelos ramos e pelo muro de suporte em primeiro plano reforçam a sensação de um dia de sol invernal.

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Castanheiros Despidos, Casa Revelada – O Ritmo Sazonal da Vida em Trás-os-Montes

A imagem "Os castanheiros despidos, deixando ver a casa" de Águas Frias, Chaves, é uma poderosa representação da sazonalidade e da transparência na vida rural de Trás-os-Montes.

O Outono e o Inverno não são épocas de perda, mas de revelação, onde a natureza retira o seu manto verde e expõe o que está por detrás: a estrutura da terra e a habitação humana.

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A Folha Que Cobre e a Folha Que Revela

No verão, os castanheiros (o souto) constituem uma barreira protetora e uma fonte de sombra, ocultando as casas do calor e, em parte, da vista.

Esta folhagem densa simboliza a abundância e o pico da atividade agrícola.

Quando chega o inverno, os castanheiros, já despidos após a colheita da castanha, tornam-se quase transparentes.

Esta nudez é um convite à contemplação e uma metáfora para a honestidade e a crueza da paisagem de inverno.

A casa, agora visível (com o seu telhado quente e laranja), simboliza o abrigo e o aconchego, o refúgio humano que resiste ao frio imposto pela natureza.

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O Inverno: A Época da Casa

Em Trás-os-Montes, o Inverno não é um tempo morto; é o tempo do recolhimento e da introspeção.

É a época em que a vida se move do campo (o ar livre) para o lar (o interior).

A luz fria do inverno realça a importância da casa como símbolo da família e da permanência.

A estrutura da casa, embora de linhas modernas (com grandes janelas), é ladeada pelas árvores ancestrais, ligando o conforto contemporâneo à tradição do ciclo da castanha, que é o coração económico e cultural da região.

O inverno força a comunidade a focar-se no essencial, tal como a ausência das folhas nos permite focar-nos na estrutura e no alicerce da vida rural.

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A imagem é um lembrete visual de que o ciclo da natureza e o ciclo da vida humana estão interligados: o castanheiro, depois de dar o seu fruto, repousa; e a comunidade, depois do trabalho no campo, recolhe-se à sua casa, esperando o novo ciclo.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
21
Nov25

"Castanha Transmontana - como ela não há igual"


Mário Silva Mário Silva

"Castanha Transmontana - como ela não há igual"

21Nov DSC06391_ms

A fotografia de Mário Silva é um close-up vertical que celebra a colheita da castanha, capturando um cesto rústico repleto dos frutos no solo do souto.

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O elemento central é um cesto de verga ou vime tecido, de formato tradicional e com uma pega larga de madeira clara.

No interior do cesto, repousa uma abundância de castanhas maduras.

As castanhas são de cor castanho-avermelhada intensa e brilhante, com a ponta clara, e parecem ser de um calibre considerável, prontas para serem preparadas.

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O cesto está assente numa mistura de terra e erva verde-escura, com manchas de terra mais exposta no primeiro plano.

Ao fundo, espalhados pela relva e sobre um trecho de terra batida, são visíveis alguns ouriços (as cascas espinhosas da castanha) em tons de castanho-claro, já abertos e vazios, confirmando o local da apanha.

A luz incide suavemente, destacando as cores ricas das castanhas e a textura da verga.

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A Castanha Transmontana: Um Tesouro do Outono, Sabor e Identidade

O título da fotografia, "Castanha Transmontana - como ela não há igual", é uma afirmação que resume o orgulho e a reverência que a região de Trás-os-Montes nutre por este seu fruto.

A castanha não é apenas um produto agrícola; é uma pedra angular da cultura, da história e da paisagem transmontana.

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A Excelência da Terra o Fruto Superior

Trás-os-Montes, com o seu clima continental (invernos rigorosos e verões quentes) e solos graníticos ácidos, oferece o terreno ideal para o cultivo do castanheiro (Castanea sativa).

Esta combinação resulta em castanhas de qualidade excecional, reconhecidas pela Indicação Geográfica Protegida (IGP) "Castanha da Terra Fria", que abrange variedades notáveis como a Longal e a Judia.

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A superioridade da castanha transmontana reside em várias características que a tornam "sem igual":

Sabor e Textura: Possuem um sabor inconfundível, doce e intenso, e uma textura farinhenta e pouco fibrosa, ideal para assar, cozer ou para a produção de farinha e doces.

Calibre: Frequentemente, o seu calibre é superior, o que a torna altamente valorizada nos mercados nacional e internacional.

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O "Pão da Serra" e a Tradição da Sobrevivência

Historicamente, a castanha foi vital.

Antes da disseminação da batata e do milho, servia como a principal fonte de alimentação das populações serranas, valendo-lhe o nome de "pão da pobreza".

Era consumida de múltiplas formas — fresca, cozida, assada ou seca para ser guardada durante o inverno.

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A fotografia, ao mostrar o cesto cheio, simboliza a recompensa do trabalho e a garantia da sobrevivência da comunidade.

A apanha, frequentemente associada ao Magusto (celebrado por São Martinho), transformava-se num ritual de convívio e partilha, reforçando os laços sociais no souto.

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Um Futuro na Modernidade

Hoje, o castanhal transmontano é encarado com um novo valor económico, fornecendo matéria-prima para a indústria de ultracongelados e para a gastronomia de alta cozinha.

O cesto na relva, assim, representa a coesão entre o passado rústico e um futuro próspero, garantindo que a castanha continue a ser o orgulho e o sabor inigualável de Trás-os-Montes.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
11
Nov25

"Castanha transmontana e Magusto"


Mário Silva Mário Silva

"Castanha transmontana e Magusto"

11Nov DSC06315_ms2

A fotografia de Mário Silva é um close-up que foca a atenção no fruto do castanheiro no seu invólucro natural.

A imagem apresenta um ouriço (a casca espinhosa) parcialmente aberto, ainda pendurado num ramo, com as suas castanhas já visíveis no interior.

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O ouriço é de cor verde-limão e amarelo-pálido, coberto por uma miríade de espinhos longos e finos.

No seu interior, revelam-se duas castanhas de cor castanho-avermelhada e brilhante, com a ponta clara, prontas para serem colhidas.

O fundo é composto por folhagem verde-escura e alguma vegetação desfocada (bokeh), o que destaca as cores ricas e as texturas contrastantes da castanha e do ouriço.

A fotografia celebra a prontidão da colheita e a beleza do fruto antes de ser apanhado.

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A Castanha Transmontana: O "Pão da Pobreza" e a Festa do Magusto

A castanha, magistralmente retratada por Mário Silva no seu ouriço protetor, é um dos mais importantes símbolos culturais e económicos de Trás-os-Montes.

Durante séculos, o fruto do castanheiro (Castanea sativa) foi mais do que um alimento; foi o pilar da subsistência em muitas regiões de montanha, valendo-lhe o cognome de "pão da pobreza" ou "pão da serra".

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O Valor Histórico e Económico

O castanheiro, introduzido ou expandido pelos Romanos e cultivado em tradicionais soutos, prospera nos solos ácidos e no clima frio de Trás-osMontes e Beiras.

Antes da chegada da batata e da expansão do milho, a castanha servia como principal fonte de carboidratos, sendo consumida cozida, assada, seca (conhecida como "castanha pilada") ou moída em farinha.

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Hoje, a Castanha da Terra Fria (variedades como a Longal e a Judia) possui uma reputação de qualidade superior, sendo valorizada tanto para consumo “in natura” como para a exportação e a indústria de ultracongelados.

A colheita, que ocorre no outono, mobiliza as comunidades e representa uma fatia importante da economia local.

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O Magusto: A Festa da Partilha e da Identidade

O ponto alto do ciclo da castanha é a celebração do Magusto, um ritual ancestral de convívio e agradecimento, que em Portugal está tradicionalmente associado ao Dia de São Martinho (11 de novembro).

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O Magusto é a festa onde a castanha, após o trabalho da apanha, é finalmente saboreada de forma comunitária (ou era):

O Fogo e o Ritual: Acendem-se fogueiras para assar as castanhas (fazendo o magusto), que se comem quentes e, muitas vezes, ainda com o fumo a sair.

A Bebida Tradicional: A castanha assada é tradicionalmente acompanhada por vinho novo (o vinho acabado de fazer da vindima anterior) ou por jeropiga (uma bebida doce feita com mosto de uva).

O Convívio: O Magusto é (ou era) uma cerimónia de partilha, onde as castanhas, o vinho e a água-pé correm livremente, e o convívio, os cânticos e as brincadeiras (como enfarruscar os rostos uns dos outros com as cinzas da fogueira) reforçam (ou reforlavam) os laços comunitários.

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Em Trás-os-Montes, a castanha é, portanto, o laço que une o passado e o presente, e o Magusto é o momento em que a comunidade celebra (ou celebrava) a generosidade da terra e a sua própria identidade.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
08
Nov25

"A apanha da castanha" - Águas Frias - Chaves - Portugal


Mário Silva Mário Silva

"A apanha da castanha"

Águas Frias - Chaves - Portugal

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A fotografia de Mário Silva retrata uma cena rural no outono, especificamente em Águas Frias, Chaves.

O foco da imagem está em duas figuras humanas curvadas sobre um campo de relva verde-viva, dedicadas à colheita das castanhas.

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As figuras, vestidas com roupa escura que contrasta fortemente com o verde do relvado, estão em pleno trabalho: uma delas parece estar a recolher algo para um saco branco no chão, enquanto a outra utiliza um balde claro.

A postura curvada de ambas as figuras enfatizam o esforço e a dedicação exigidos por esta tarefa.

O plano de fundo é composto por um maciço de castanheiros com folhagem verde e tons de castanho-avermelhado (fetos e ramos secos), característicos do outono.

A luz do sol incide sobre a vegetação, criando um ambiente natural e rústico.

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A Apanha da Castanha: Mais do que Colheita, um Ritual Transmontano

A fotografia de Mário Silva, que imortaliza o esforço da apanha da castanha em Águas Frias, Chaves, capta um dos rituais mais antigos e significativos do ciclo agrícola em Trás-os-Montes.

A castanha não é apenas um fruto; é um símbolo de subsistência, de convívio e da identidade cultural de uma região onde o castanheiro é apelidado de "árvore do pão".

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O Outono e o Tesouro do Souto

O outono, com o seu tapete de folhas caídas, anuncia o tempo do Souto, a floresta tradicional de castanheiros.

A apanha da castanha é um processo que exige paciência e, como a fotografia bem ilustra, um trabalho manual árduo.

As castanhas, protegidas dentro dos ouriços espinhosos, são libertadas pela queda ou com a ajuda de varas.

As figuras curvadas sobre a terra representam a ligação profunda e física entre o homem transmontano e o seu recurso mais valioso.

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O Sentido da Comunidade e do Esforço

Tradicionalmente, a apanha da castanha é uma atividade comunitária (ou era).

Famílias e vizinhos juntam-se (ou juntavam-se) nos soutos, numa forma de entreajuda que transforma o trabalho num momento de convívio.

A colheita não é apenas um ato económico; é um ritual social que reforça (ou reforçava) os laços comunitários.

O produto final, a castanha, era, e em muitas zonas ainda é, uma reserva vital para o inverno, utilizada em inúmeras receitas doces e salgadas.

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Da Terra à Mesa: O Magusto

O clímax da época da castanha é a celebração do Magusto, tipicamente no Dia de São Martinho (11 de novembro).

É um momento festivo onde as castanhas, assadas no fogo, são partilhadas (ou eram), acompanhadas por vinho novo ou jeropiga.

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A fotografia de Mário Silva é um registo intemporal desta cultura.

As mãos que trabalham, a roupa prática, o balde e o saco, tudo aponta para a importância da castanha como pilar da vida rural, um tesouro que a terra oferece anualmente e que, com o esforço e o suor, garante a sobrevivência e a celebração em Trás-os-Montes.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
06
Nov25

"Outono e os castanheiros transmontanos"


Mário Silva Mário Silva

"Outono e os castanheiros transmontanos"

06Nov DSC09006_ms

A fotografia de Mário Silva retrata uma paisagem florestal dominada pela transformação sazonal.

O cenário é um souto de castanheiros sob a luz do outono, que realça a riqueza de cores da estação.

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As árvores, com os seus troncos robustos e escuros, têm a folhagem em plena mudança, apresentando uma paleta que varia do verde escuro (em algumas árvores mais à direita) ao amarelo e vermelho vivo (especialmente nas árvores mais à esquerda, banhadas pela luz do sol).

O sol, vindo de cima ou da lateral superior esquerda, cria um efeito de raios de luz que atravessam as copas, iluminando o ambiente.

O chão está completamente forrado por uma espessa camada de folhas caídas em tons de castanho e ocre, e as sombras projetadas pelos troncos alongam-se pelo terreno.

A cena evoca uma sensação de tranquilidade e de colheita.

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Os Castanheiros: Colunas Vivas da Identidade Transmontana no Outono

A imagem capturada por Mário Silva dos castanheiros transmontanos no esplendor do outono não é apenas uma fotografia de uma floresta; é um retrato da alma da região de Trás-os-Montes.

O castanheiro (Castanea sativa) é uma das árvores mais emblemáticas e economicamente vitais do interior de Portugal, e a sua presença marca a paisagem, a cultura e a economia local.

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A Coroa Dourada do Outono

O castanheiro é um dos protagonistas visuais do outono.

Na região transmontana, o clima e o solo favorecem o seu desenvolvimento, e é nesta estação que as suas folhas, antes de caírem para forrar o solo (como se vê na fotografia), se transformam num magnífico espetáculo de tons amarelos e vermelhos, que parecem competir com o sol.

A queda das folhas é o anúncio de que a verdadeira riqueza, o fruto, está pronta para ser colhida.

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Mais que um Fruto, um Tesouro

A castanha é o "pão" de Trás-os-Montes, e o outono é o tempo de festa da colheita.

Antigamente, a castanha era um alimento fundamental na dieta das populações rurais, funcionando como um substituto do cereal em tempos de escassez.

Hoje, mantém a sua importância económica e gastronómica, sendo celebrada em feiras e festas como o magusto, onde é assada e acompanhada por jeropiga ou vinho novo.

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O processo de apanha — a abertura dos ouriços espinhosos no solo, o som das castanhas a cair e a corrida para as recolher — é um ritual social que une famílias e vizinhos.

A qualidade das castanhas de Trás-os-Montes, especialmente as variedades da Terra Quente (como a Longal e a Judia), é reconhecida e valorizada.

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A Cultura do Souto

O bosque de castanheiros é tradicionalmente chamado de souto.

Estes soutos não são florestas selvagens, mas sim espaços cultivados e cuidadosamente mantidos ao longo de séculos.

Os troncos robustos e centenários, como os da fotografia, testemunham a longevidade destas árvores, que são passadas de geração em geração.

A sua gestão é uma forma de património cultural, que demonstra o profundo respeito e a ligação das gentes transmontanas à sua terra e aos seus recursos.

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O outono, com a sua luz mágica e o tapete de folhas, celebra o momento em que a natureza partilha o seu fruto, reafirmando o castanheiro como um símbolo da resiliência, da tradição e da abundância transmontana.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
11
Nov24

"A importância dos castanheiros transmontanos nas celebrações de São Martinho"


Mário Silva Mário Silva

"A importância dos castanheiros transmontanos

nas celebrações de São Martinho"

11Nov DSC08990_ms

A fotografia de Mário Silva captura a essência da tradição portuguesa de São Martinho, com uma composição que evoca a importância dos castanheiros transmontanos nessa celebração.

A imagem apresenta um cenário bucólico, com um souto de castanheiros em pleno outono.

As folhas, de tons vibrantes de amarelo, laranja e vermelho, cobrem o solo, criando um tapete colorido e convidativo.

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A presença dos castanheiros é central na fotografia, pois são eles os protagonistas das celebrações de São Martinho.

A árvore, com as suas folhas caídas, simboliza a transição das estações e a abundância da natureza, proporcionando a matéria-prima para as tradicionais fogueiras e para as saborosas castanhas assadas.

A paleta de cores quentes da fotografia, dominada pelos tons de outono, transmite uma sensação de aconchego e celebração.

As cores vibrantes das folhas evocam a alegria e a fartura associadas à época da colheita.

A luz natural, que se infiltra entre as árvores, cria um jogo de sombras e luzes que realça a beleza do cenário.

A luminosidade suave confere à imagem um ar nostálgico e poético, convidando o observador a uma imersão sensorial.

A composição da fotografia é equilibrada, com as árvores ocupando o primeiro plano e o fundo abrindo-se para um horizonte mais distante.

A perspetiva escolhida permite ao observador apreciar a extensão do bosque e a beleza da paisagem.

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Os castanheiros transmontanos desempenham um papel fundamental nas celebrações de São Martinho, por diversas razões:

- A região de Trás-os-Montes é conhecida pela produção de castanhas de excelente qualidade, que são um dos ingredientes principais dos magustos.

As castanhas assadas nas fogueiras são um símbolo desta tradição e um alimento muito apreciado pelos portugueses.

- A cultura do castanheiro está profundamente enraizada na identidade transmontana.

A colheita das castanhas é um momento de convívio e partilha, que reúne famílias e amigos em torno de tradições ancestrais.

- A castanha é um importante recurso económico para muitas comunidades rurais de Trás-os-Montes, gerando emprego e renda através da sua produção, comercialização e transformação em diversos produtos.

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A fotografia de Mário Silva captura a essência da tradição de São Martinho e a importância dos castanheiros transmontanos nessa celebração.

A imagem, com a sua beleza estética e significado cultural, convida-nos a apreciar a riqueza do património natural e humano de Portugal.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
14
Fev21

Aldeia de Águas Frias (Chaves) - Portugal e os castanheiros


Mário Silva Mário Silva

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Uma vista parcial da aldeia transmontana de Águas Frias – Chaves – Portugal, e os seus caraterísticos e abundantes castanheiros.

Esta árvore é uma fonte de alimento para nós humanos como para os recos.

Já o escritor, Miguel Torga, que tão nobremente descreveu Trás-os-Montes, o seu Reino Maravilhoso, descreveu o fruto do castanheiro: a castanha (sendo a mais saborosa a desta região portuguesa).

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Blog _ DSC09204_ms

“Mas o fruto dos frutos, o único que ao mesmo tempo alimenta e simboliza, cai de umas árvores altas, imensas, centenárias, que, puras como vestais, parecem encarnar a virgindade da própria paisagem. Só em novembro as agita a inquietação funda, dolorosa, que as faz lançar ao chão lágrimas que são ouriços. Abrindo-as, essas lágrimas eriçadas de espinhos deixam ver numa cama fofa a maravilha singular de que falo, tão desafetada que até no nome é doce e modesta – a castanha. Assada, no S. Martinho, serve de lastro à prova do vinho novo. Cozida, no janeiro glacial, aquece as mãos e a boca dos pobres e ricos. Crua, engorda os porcos, com a vossa licença…”.

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                                                            Miguel Torga, em “Um Reino Maravilhoso” (1941)

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Ver também:

https://www.facebook.com/mariofernando.silva.9803/

https://www.facebook.com/mario.silva.3363

http://aguasfrias.blogs.sapo.pt

https://www.youtube.com/channel/UCH8jIgb8fOf9NRcqsTc3sBA...

https://twitter.com/MrioFernandoGo2

https://www.instagram.com/mario_silva_1957/

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Mário Silva 📷
08
Fev20

Águas Frias (Chaves) - ... a cancela da estrada ...


Mário Silva Mário Silva

 

 

 

A CANCELA DA ESTRADA

 

Aguas Frias (Chaves) - ... a cancela /vedação ...

... a cancela /vedação ...


Bate a cancela da estrada
Constantemente.

Cavaleiro, à disparada,
Lá vai no cavalo ardente.
Cavaleiro em descuidada
Marcha, lá vem indolente.

Passa, ondeia levantada
A poeira, toldando o ambiente.

Bate a cancela da estrada
Constantemente.
 
 

Aguas Frias (Chaves) - ... os tanques que já foram mas não são ...

... os tanques que já foram, mas que agora já não estão ...



Bate, e exaspera-se e brada
Ou chora contra o batente:
(Ninguém lhe ouve na arrastada,
Roufenha voz o que sente)

— "Minha vida desgraçada
Repouso não me consente;
Vivo a bater nesta estrada
Constantemente."
 
 

Aguas Frias (Chaves) - ... pela rua da Lampaça ...... pela rua da Lampaça ...

 

Moços, moças, de tornada
De alguma festa, em ridente
Chusma inquieta e alvoroçada,
Passaram ruidosamente.

Desta inda se ouve a risada,
Daquele o beijo... Plangente

Bate a cancela da estrada
Constantemente.
 

Aguas Frias (Chaves) - ... o cabaz das saborosas maçãs e o cão que as guarda ... ... o cabaz das saborosas maçãs e o cão que as guarda ...

 

Agora, é noiva coroada
De capela alvinitente;
Segue o noivo a sua amada,
Um carro atrás, outro à frente.

Agora, é uma cruz alçada...
Um enterro. Quanta gente!

Bate a cancela da estrada
Constantemente.

Bate ao vir a madrugada,
Bate, ao ir-se o sol no poente;
(Das sombras pela calada
Seu bater é mais dolente)

Bate, se é noite enluarada,
Se escura é a noite e silente;

Bate a cancela da estrada
Constantemente.
 

Aguas Frias (Chaves) - ... o cruzeiro do Senhor dos Milagres ...

... o cruzeiro do Senhor dos Milagres ...


Nossa vida é aquela estrada,
Com os que passam diariamente
E após si da caminhada
A poeira deixam somente.

Coração, como a cansada
Cancela de som gemente,

Bates a tua pancada
Constantemente.


In:  Alberto de Oliveira  "Poesias completas"
 

Aguas Frias (Chaves) - ... uma das entradas da Aldeia, pela Estrada Nacional ....... uma das entradas da Aldeia, pela Estrada Nacional ....

 

 

Até breve !!!

 

 

 

 

 

Mário Silva 📷
01
Fev20

Águas Frias (Chaves) - ... Quando está frio no tempo do frio ...


Mário Silva Mário Silva

 

Quando Está Frio

no Tempo do Frio

 

Águas Frias (Chaves) - ... o branco é a cor dominante em dias de nevada ...

... o branco é a cor dominante em dias de nevada ...

 

"Quando está frio no tempo do frio, para mim é como se estivesse agradável,
Porque para o meu ser adequado à existência das cousas
O natural é o agradável só por ser natural.
 

Águas Frias (Chaves) - ... a importância da caixa de correio ...

... a importância da caixa de correio ...

 

Aceito as dificuldades da vida porque são o destino,
Como aceito o frio excessivo no alto do Inverno —
Calmamente, sem me queixar, como quem meramente aceita,
E encontra uma alegria no facto de aceitar —
No facto sublimemente científico e difícil de aceitar o natural inevitável.
 
 
 

Águas Frias (Chaves) - ... o ferrolho (a fechadura que não precisava de código nem ligação à Central de Segurança) ...

 ... o ferrolho (a fechadura que não precisava de código nem ligação à Central de Segurança) ...

 

Que são para mim as doenças que tenho e o mal que me acontece
Senão o Inverno da minha pessoa e da minha vida?
O Inverno irregular, cujas leis de aparecimento desconheço,

Mas que existe para mim em virtude da mesma fatalidade sublime,
Da mesma inevitável exterioridade a mim,Que o calor da terra no alto do Verão
E o frio da terra no cimo do Inverno.
 

Águas Frias (Chaves) - ... carregando os fardos de feno para as vacas ...

... carregando os fardos de feno para as vacas ...

 
 

Aceito por personalidade.
Nasci sujeito como os outros a erros e a defeitos,
Mas nunca ao erro de querer compreender demais,
 
 

Águas Frias (Chaves) - ... uma casa, restaurada, na Aldeia ...

... uma casa, restaurada, na Aldeia ...

 
 

Nunca ao erro de querer compreender só corri a inteligência,
Nunca ao defeito de exigir do Mundo
Que fosse qualquer cousa que não fosse o Mundo."

Alberto Caeiro, in "Poemas Inconjuntos"
Heterónimo de Fernando Pessoa
 

Águas Frias (Chaves) - ... o cavalo que interrompeu a sua refeição para posar para a foto ...

... o cavalo que interrompeu a sua refeição para posar para a foto ...

 
 
 
Até breve!!!
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Mário Silva 📷
07
Abr19

Águas Frias (Chaves) - ... 7 de abril - Dia Mundial da Saúde ...


Mário Silva Mário Silva

 

 

7 de abril

Dia Mundial da Saúde

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... flores num qualquer jardim ...

... flores num qualquer jardim ...

 

 

 

7  de abril - Dia Mundial da Saúde

A data foi escolhida pela Organização Mundial de Saúde (OMS) em 1948, aquando da organização da primeira assembleia da OMS. Desde 1950, que no dia 7 de abril se celebra o Dia Mundial da Saúde.

A cada ano a organização escolhe um tema central para ser debatido no Dia Mundial da Saúde, o qual passa a ser uma prioridade na agenda internacional da OMS. O tema do Dia Mundial da Saúde de 2018 foi "Saúde para todos". Ele resumiu o objetivo da OMS ao longo da sua existência, lembrando que a organização está a celebrar 70 anos.

Em 2017, com o lema "Let's talk" (vamos conversar), o tema foi a depressão, cuja iniciativa teve como objetivo ajudar a prevenir e a tratar a depressão.

O Dia Mundial da Saúde é uma oportunidade única de alertar a sociedade civil para temas-chave na área da saúde que afetam a humanidade, além de desenvolver atividades com vista à promoção do bem-estar das populações, tal como a promoção de hábitos de vida saudáveis.

Nas escolas portuguesas realizam-se várias atividades escolares para incutir aos alunos a importância da manutenção de um estilo de vida saudável.

Os programas apresentados no Dia Mundial da Saúde prolongam-se ao longo do ano.

in: https://www.calendarr.com/portugal/dia-mundial-da-saude/

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... muralha e torre de menagem do Castelo de Monforte de Rio Livre ...

... muralha e torre de menagem do Castelo de Monforte de Rio Livre ...

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... caminho rural ...

... caminho rural ...

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... os tehados do núcleo da Aldeia ...

... os tehados do núcleo da Aldeia ...

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... flores campestres - as "páscoas" - Primula vulgaris Huds. - Primrose  Phylum: Magnoliophyta - Class: Equisetopsida - Order: Primulales - Family: Primulaceae

... flores campestres - as "páscoas" ou "primaveras ou "pão com manteiga" -

(Primula vulgaris) ...

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... casas do "Souto" ...

... casas do "Souto" ...

 

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... flor de árvore de fruta (?) ...

... flor de árvore de fruta (?) ... 

 

 

Até breve !!!!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Mário Silva 📷
22
Mar19

Águas Frias (Chaves) - ... 22 de março - Dia Mundial da Água ...


Mário Silva Mário Silva

 

 

22 de março

Dia Mundial da Água

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... a água do ribeiro saltitando por entre as pedras ...

... a água do ribeiro saltitando por entre as pedras ...

 

O Dia Mundial da Água celebra-se anualmente a 22 de março.

A data visa alertar as populações e os governos para a urgente necessidade de preservação e poupança deste recurso natural tão valioso.

A gestão dos recursos de água tem impacto em vários setores, nomeadamente na saúde, produção de alimentos, energia, abastecimento doméstico e sanitário, indústria e sustentabilidade ambiental.

As alterações climáticas provocam graves impactos nos recursos de água. Alterações atmosféricas como tempestades, períodos de seca, chuva e frio afetam a quantidade de água disponível e colocam em risco os ecossistemas que asseguram a qualidade da água.

Origem da data

A comemoração surgiu no âmbito da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento e Ambiente que decorreu na cidade brasileira do Rio de Janeiro, em 1992.

Os países foram convidados a celebrar o Dia Mundial da Água e a implementar medidas com vista à poupança deste recurso, promovendo a sua sustentabilidade.

Em outubro celebra-se também o Dia Nacional da Água.

 

Temas do Dia Mundial da Água

  • 2018: Soluções Naturais para a Água
  • 2017 - Desperdício de Água
  • 2016 - Água e Empregos
  • 2015 - Água e Desenvolvimento Sustentável

Factos sobre a água

  • O volume total de água no planeta Terra é de 1.4 mil milhões km3. Os recursos de água doce rondam os 35 milhões km3 (cerca de 2.5% do volume total de água).
  • Destes 2.5%, cerca de 24 milhões km3 (ou 70%) estão em forma de gelo (zonas montanhosas, Antártida e Ártico).
  • 30% da água doce disponível está armazenada no subsolo (lençóis freáticos, solos gélidos e outros). Isto representa 97% de toda a água doce disponível para uso humano.
  • Os lagos e rios de água doce contêm aproximadamente 105.000 km3 (ou 0.3% de toda a água doce mundial)
  • O total de água doce disponível ronda os 200.000 km3 - menos de 1% de todos os recursos de água doce disponíveis.
  • A atmosfera da Terra contém aproximadamente 13.000 km3 de água.
  • 70% da água doce é utilizada na rega, 22% na indústria e 8% no uso doméstico.
  • Em 60% das cidades europeias com mais de 100.000 habitantes, a água do solo está a ser usada de modo mais rápido do que a sua restituição.

Frases do Dia Mundial da Água

  • A água é a fonte da vida.
  • Porque nós somos feitos de água.
  • Sem água não sobrevivemos.
  • Água, um presente da natureza.
  • A água é tudo, e tudo é água.

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... flor campestre - "pinchéis" ..." ...

... flor campestre - "pinchéis" ...

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... uma vista sobre a Lampaça ...

... uma vista sobre a Lampaça ...

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... apanhando grelos ...

... apanhando grelos ...

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... árvore florida ...

... árvore florida ...

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... uma casa na Aldeia ...

... uma casa na Aldeia ...

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... flor campestre - "as Páscoas" ...

... flores campestres - "as Páscoas" ...

 

 

Até breve !!!

 

 

 

 

 

 

 

 

Mário Silva 📷
02
Dez17

Águas Frias (Chaves) - " ... Em Dezembro descansa, mas não durmas ...”


Mário Silva Mário Silva

 

 

 

“... Em Dezembro descansa

mas não durmas ...”

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... cogumelo selvagem simples e singelo ...

     ... cogumelo selvagem simples e singelo ...     

 

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... vista (parcial) da Aldeia) ...

     ... vista (parcial) da Aldeia) ...    

 

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... cruzeiro do Senhor dos Milagres ...

     ... cruzeiro do Senhor dos Milagres ...     

 

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... castanheiros no souto ...

     ... castanheiros no souto ...    

 

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... casas na rua Central ...

     ... casas na rua Central ...    

 

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... cães à soleira da porta, vigiando ...

     ... cães à soleira da porta, vigiando ...    

 

 

 

 

 

Até breve !!!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Mário Silva 📷

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