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MÁRIO SILVA - Fotografia, Pintura & Escrita

*** *** A realidade é a "minha realidade" em imagens (fotografia, pintura) e escrita

19
Dez25

"Outono! ... ou já será inverno?"


Mário Silva Mário Silva

"Outono! ... ou já será inverno?"

19Dez DSC05295_ms.JPG

A fotografia de Mário Silva, apresenta uma paisagem atmosférica dominada por tons de sépia, bronze e castanho, que evocam uma forte sensação de nostalgia e transição.

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As Silhuetas: O enquadramento é definido pelas silhuetas escuras de árvores despidas, cujos ramos finos e intrincados se estendem como veias contra o céu.

A ausência de folhas é quase total, restando apenas alguns vestígios secos nas pontas, sinalizando o final do ciclo vegetativo.

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O Céu Dramático: O fundo é preenchido por um céu nublado e texturado.

Existe uma abertura nas nuvens por onde se filtra uma luz difusa e pálida (talvez de um sol baixo de inverno), criando um ponto focal luminoso que contrasta com o negrume dos ramos e da encosta.

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A Paisagem: Na base da imagem, recorta-se o perfil escuro de uma colina ou montanha, com vegetação rasteira, sugerindo um terreno agreste e em repouso.

A imagem transmite frio, silêncio e a quietude que antecede o solstício.

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O Limiar do Solstício – A Indefinição Dourada de Dezembro

A questão lançada pelo título da fotografia, "Outono! ... ou já será inverno?", captada num dia 19 de dezembro, toca no ponto nevrálgico do nosso calendário natural.

Estamos na "terra de ninguém" temporal, naquele hiato suspenso entre a definição astronómica e a realidade visual.

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A Ilusão do Calendário

Oficialmente, a 19 de dezembro, o Outono ainda reina.

O Solstício de Inverno, o dia mais curto do ano que marca a entrada oficial na nova estação, ocorre habitualmente a 21 ou 22 de dezembro.

No entanto, a fotografia de Mário Silva prova que a natureza não obedece a datas marcadas no papel.

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Visualmente, a paisagem já se rendeu ao Inverno.

As árvores, esqueletos elegantes desenhados a tinta da china contra o céu, já se despiram das cores quentes de outubro e novembro.

Já não há o fogo das folhas vermelhas; há apenas a estrutura nua da madeira, preparada para resistir às geadas e ventos que se avizinham.

O "Outono" da colheita e da abundância já partiu; o que resta é a sua sombra.

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A Cor da Saudade

O uso do tom sépia ou monocromático quente na fotografia acentua esta ambiguidade.

Não é o cinzento frio e azulado do inverno profundo, nem o laranja vibrante do outono pleno.

É uma cor de memória, uma cor de terra adormecida.

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A luz que rompe as nuvens é tímida, típica dos dias em que o sol caminha baixo no horizonte.

Esta luz ilumina uma natureza que está em pausa, em suspenso, aguardando o renascimento que só virá meses mais tarde.

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A Resposta da Natureza

Então, é Outono ou Inverno?

A fotografia responde-nos que é um momento de fronteira.

É o adeus arrastado de uma estação que se desvanece e a chegada silenciosa de outra que se impõe.

Em Trás-os-Montes e no interior norte, a 19 de dezembro, o frio já dita a lei.

O calendário pode dizer "Outono", mas a terra, as árvores e o céu da fotografia de Mário Silva sussurram, inequivocamente, que o espírito do Inverno já tomou o seu trono.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
21
Jun25

Início do verão - A Flor (Cirsium dissectume) a Borboleta (Euphydryas aurinia beckeri)


Mário Silva Mário Silva

Início do verão

A Flor (Cirsium dissectume) e

a Borboleta (Euphydryas aurinia beckeri)

21Jun DSC06907_ms

A fotografia de Mário Silva intitulada "Começou o verão" captura lindamente uma borboleta pousada numa flor, com cores vibrantes que evocam o início da estação mais quente.

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O solstício de Verão, que marca o dia mais longo do ano e o início oficial da estação, tem raízes profundas em tradições antigas.

Em Portugal, esta celebração está ligada a costumes pagãos e cristãos que se entrelaçaram ao longo dos séculos.

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Antes da chegada do cristianismo, os povos celtas e lusitanos celebravam o solstício de Verão, por volta de 21 de junho, com rituais para honrar o sol e a fertilidade da terra.

Fogueiras eram acesas em colinas, como forma de purificação e proteção contra espíritos malignos.

Estas festas, conhecidas como "Noite de São João" em algumas regiões, incluíam danças, música e oferendas à natureza.

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Com a cristianização, o solstício foi adaptado para coincidir com festas religiosas, como a de São João Batista, celebrada a 24 de junho.

Em Portugal, especialmente no norte, as festividades de São João em cidades como Porto e Braga mantêm traços dessas origens pagãs, com fogueiras, manjericos e jogos tradicionais.

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Meteorologicamente, o verão em Portugal começa a 1 de junho, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

Contudo, astronomicamente, o início oficial ocorre com o solstício de Verão, a 21 junho, às 02h42min.

Em 2025, o verão, traz dias ensolarados e temperaturas mais altas, perfeitos para disfrutar da natureza, como mostra a fotografia de Mário Silva.

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Estas celebrações continuam a unir comunidades, preservando uma rica herança cultural que celebra a luz e a renovação.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
21
Dez24

"O início do Inverno" (21 de dezembro de 2024 (sábado), às 09h 21min) - A Árvore Solitária como Metáfora da Esperança


Mário Silva Mário Silva

"O início do Inverno"

(21 de dezembro de 2024 (sábado), às 09h 21min)

A Árvore Solitária como Metáfora da Esperança

21Dez DSC03330_ms_Advento

A fotografia de Mário Silva, intitulada "O início do Inverno", captura um momento de transição, onde a natureza se prepara para o repouso invernal.

A imagem, com a sua composição simples e a sua paleta de cores frias, evoca uma atmosfera de serenidade e introspeção, convidando o observador a uma reflexão sobre os ciclos da natureza e a passagem do tempo.

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A árvore, solitária no topo da colina, é o elemento central da composição.

A sua silhueta destaca-se contra o céu azul, criando um contraste marcante.

A árvore, com os seus galhos desnudos, simboliza a resistência e a força da vida, mesmo diante das adversidades do inverno.

O céu, claro e azul, contrasta com a paisagem terrestre, coberta por uma névoa.

O céu pode ser interpretado como um símbolo de esperança e de um futuro melhor.

As velas, com as suas chamas quentes, contrastam com o frio do inverno.

Elas representam a luz da esperança e a fé, elementos essenciais para enfrentar as dificuldades da vida.

A névoa, que cobre a paisagem, cria uma atmosfera de mistério e incerteza.

A névoa também pode ser interpretada como um símbolo da passagem do tempo e da transformação.

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O solstício de inverno, que marca o início da estação mais fria do ano, é um momento de grande significado simbólico em muitas culturas.

A fotografia de Mário Silva captura a essência desse momento, convidando o observador a refletir sobre os ciclos da natureza e a importância da esperança.

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A árvore, que permanece de pé mesmo no inverno, é um símbolo da vida que persiste, apesar das adversidades.

A árvore também pode ser vista como uma metáfora da alma humana, que busca a luz e a esperança mesmo nos momentos mais difíceis.

A névoa que cobre a paisagem pode ser interpretada como uma metáfora da neve, que purifica a terra e prepara-a para um novo ciclo de vida.

A neve também pode ser vista como um símbolo de purificação espiritual, convidando-nos a renovar nossa fé e esperança.

As velas, com as suas chamas quentes, representam a luz que ilumina a escuridão do inverno.

A luz, como um símbolo universal da esperança, lembra-nos que mesmo nos momentos mais difíceis, sempre há um motivo para celebrar a vida.

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Em conclusão, a fotografia "O início do Inverno" de Mário Silva é uma obra que nos convida a refletir sobre a passagem do tempo, a força da natureza e a importância da esperança.

A imagem, com a sua beleza austera e a sua carga simbólica, é um convite à contemplação e à meditação, convidando-nos a celebrar a vida em todas as suas formas.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷

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