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MÁRIO SILVA - Fotografia, Pintura & Escrita

*** *** A realidade é a "minha realidade" em imagens (fotografia, pintura) e escrita

28
Jan26

“Águas Frias e ar gélido (mesmo com sol)" - Mário Silva


Mário Silva Mário Silva

“Águas Frias e ar gélido (mesmo com sol)"

Mário Silva

28JanDSC09282_ms.JPG

Esta é uma perspetiva panorâmica e vibrante de Mário Silva, capturada na aldeia de Águas Frias, em Chaves.

A imagem ilustra com mestria o rigor e a beleza do inverno transmontano.

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A fotografia apresenta uma vista elevada sobre o casario da aldeia de Águas Frias.

O olhar é imediatamente atraído pelo mar de telhados cor de laranja, que contrastam vivamente com o cinzento das paredes de granito e o verde seco das encostas circundantes.

No topo da aldeia, destaca-se a torre branca da igreja, erguendo-se como uma sentinela sobre a comunidade.

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A composição é emoldurada por ramos de árvores despidos, cujos contornos escuros sugerem a dormência da natureza.

Apesar da luminosidade intensa e do céu que se adivinha limpo, a nitidez das sombras e a crueza da paisagem confirmam a premissa do título: é um dia de sol, mas de um frio cortante, típico das "terras altas" do norte de Portugal.

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O Sol que Não Aquece e a Rocha que Resiste

O Batismo do Gelo

Há nomes que são destinos, e Águas Frias é um deles.

Localizada no concelho de Chaves, esta aldeia não é apenas um lugar no mapa; é um manifesto da resistência humana contra os elementos.

O título de Mário Silva, "Águas Frias e ar gélido (mesmo com sol)", capta a grande dualidade transmontana: a luz que deslumbra, mas não afaga.

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Nesta imagem, o sol não é um abraço, mas sim um refletor.

Ele incide sobre as telhas cerâmicas e o granito secular, revelando cada textura, cada fenda, cada detalhe da arquitetura popular.

Contudo, é um sol de "pouca dura", um visitante luminoso que se recusa a derreter o hálito gelado que desce das montanhas.

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A Fortaleza de Telhados e Granito

Vista de cima, a aldeia parece um organismo vivo, encolhido sobre si mesmo em busca de calor.

As casas, encostadas umas às outras, formam um escudo contra o vento que fustiga o vale.

O granito, extraído da própria terra, serve de alicerce e armadura.

É uma estética da sobrevivência que, através da lente do fotógrafo, se transforma em arte épica.

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Os ramos secos que enquadram a fotografia funcionam como garras do inverno, lembrando-nos que, fora do abrigo das lareiras de pedra, a natureza reclama o seu domínio.

O ar é tão límpido que parece cristalizar a paisagem, permitindo-nos ver até ao último detalhe das hortas e dos campos que esperam pela primavera.

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A Alma do Norte

Águas Frias é um testemunho da têmpera de um povo.

O artigo que esta imagem escreve silenciosamente é sobre a persistência.

Numa terra onde o nome evoca o gelo, o calor encontra-se no interior das paredes grossas e na resiliência de quem habita este anfiteatro de pedra.

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A fotografia de Mário Silva não é apenas um registo geográfico; é o retrato de um instante eterno onde o tempo parece parado pelo frio, mas a vida pulsa sob o manto laranja dos telhados, sob o olhar atento de uma torre que aponta para um céu azul e gélido.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
07
Jan26

"O Ocaso" e um soneto - Mário Silva


Mário Silva Mário Silva

"O Ocaso"

e um soneto

Mário Silva

07Jan DSC03504_ms.JPG

A fotografia "O Ocaso", de Mário Silva, apresenta uma paisagem crepuscular onde o horizonte é dominado por uma gradação vibrante de laranjas e amarelos.

No lado esquerdo, destaca-se a silhueta negra e detalhada de uma árvore despida, cujos ramos parecem tentar tocar o sol que se põe.

O primeiro plano é composto por sombras densas e terrenos irregulares, criando um contraste profundo que acentua a luminosidade do céu e a atmosfera de tranquilidade e despedida do dia.

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                      O  Ocaso

 

O sol mergulha, em fogo, no horizonte,

Tingindo o céu de oiro e de escarlate.

No peito, o dia trava o seu combate,

E a luz desce, submissa, sobre o monte.

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Eis que a árvore, em silhueta, se defronte,

Ao brilho que, no ocaso, se debate,

Num último e sereno xeque-mate,

Bebendo a cor na derradeira fonte.

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As sombras crescem, mansas, pelo chão,

A terra envolve-se em manto de veludo,

No fim de um ciclo, em plena solidão.

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Fica o silêncio, imenso e quase mudo,

Guardando a luz na palma da sua mão,

Neste instante em que o nada se faz tudo.

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Texto, Soneto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
03
Jan26

"Sol de inverno" Águas Frias, Chaves, Portugal


Mário Silva Mário Silva

"Sol de inverno"

Águas Frias, Chaves, Portugal

03Jan DSC00529_ms.JPG

Esta fotografia de natureza captura a essência nostálgica e serena de uma tarde de inverno transmontano.

A imagem é dominada por uma forte contraluz solar, onde o sol, baixo no horizonte, rompe através da cortina de árvores despidas, criando um efeito de “starburst” (estrela de luz) e projetando reflexos circulares (lens flare) avermelhados e alaranjados sobre a cena.

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Em primeiro plano, o chão encontra-se coberto por um tapete de folhas secas de carvalho e castanheiro, em tons de castanho e ocre, testemunho do outono que passou.

No plano médio, a relva apresenta-se de um verde vibrante, revitalizada pelas humidades da estação, criando um belo contraste com os troncos escuros e verticais das árvores.

A luz dourada inunda o prado, aquecendo visualmente uma paisagem que, de outra forma, seria fria, evocando a paz dos campos de Chaves.

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O Ouro Tímido que Aquece a Alma

Quando o sol de janeiro nos lembra que a luz é mais preciosa quando é breve.

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Há uma qualidade diferente na luz do inverno.

Enquanto o sol de agosto se impõe com força, branqueando as cores e obrigando-nos a procurar a sombra, o "Sol de Inverno", tal como captado pela lente de Mário Silva, é um convite.

Ele não queima; ele afaga.

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Na fotografia, vemos o astro-rei a espreitar por entre os ramos nus das árvores de Águas Frias.

É um sol baixo, que caminha deitado no horizonte, criando sombras longas e transformando a humidade da terra em brilho.

Este é o sol que os transmontanos conhecem bem: aquele que aparece depois de dias de chuva ou nevoeiro cerrado, trazendo consigo uma promessa de renovação.

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A imagem encapsula o paradoxo desta estação em Portugal.

O ar pode estar gélido, obrigando a casacos grossos e cachecóis, mas a luz tem uma temperatura visual quente, quase melancólica.

O verde da relva, alimentado pelas chuvas, contrasta com as folhas secas que ainda teimam em cobrir o solo, num ciclo contínuo de vida e repouso.

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O "Sol de Inverno" é, acima de tudo, um bálsamo psicológico.

Nestes dias curtos, em que a noite chega cedo, cada raio de luz é aproveitado como um presente.

É a luz que nos chama para fora de casa, para caminhar pelos soutos e carvalhais, para sentir o cheiro da terra molhada e deixar que o rosto absorva aquele calor tímido.

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Mário Silva, ao registar este momento, congelou a esperança.

Mostra-nos que, mesmo quando as árvores estão despidas e a natureza parece dormir, há uma luz dourada que persiste, atravessando os obstáculos para tocar o chão.

É uma imagem que nos diz que o inverno não é apenas o fim de um ciclo, mas a preparação luminosa para a primavera que, inevitavelmente, há de vir.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
22
Out25

"Antigo Relógio de Sol" - Monte de Arcas - Tinhela - Valpaços


Mário Silva Mário Silva

"Antigo Relógio de Sol"

Monte de Arcas - Tinhela - Valpaços

22Out DSC03694-fotor_ms

A fotografia de Mário Silva, intitulada "Antigo Relógio de Sol", é um registo próximo de um instrumento de medição do tempo talhado em pedra.

A imagem foca-se num quadrante de pedra de formato irregular, com um penedo ou suporte maciço na base.

A superfície do relógio está desgastada e marcada pela ação do tempo, com uma tonalidade bege-amarelada, e são visíveis incisões que representam as horas, embora a leitura completa seja difícil devido ao desgaste e ao ângulo.

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Um gnómon (o ponteiro que projeta a sombra), feito de um pedaço de metal enferrujado, está inserido na pedra.

A luz forte, que sugere um ambiente interior ou uma sombra projetada, incide no quadrante.

No fundo desfocado, vê-se um padrão que se assemelha a uma janela, criando um forte contraste entre o objeto antigo e o fundo contemporâneo e difuso.

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Os Guardiães de Pedra do Tempo: A Fascinante História dos Relógios de Sol

A fotografia de Mário Silva, que imortaliza um antigo relógio de sol gasto pelo tempo, não nos mostra apenas uma peça de pedra; revela-nos um dos mais antigos e ingénuos métodos de medição do tempo, uma testemunha silenciosa da história humana e da nossa incessante busca por compreender o universo.

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A Mecânica Celeste no Solo

O relógio de sol, ou gnómon, é um instrumento baseado num princípio simples e brilhante: a Terra gira, e a sombra de um objeto fixo move-se de forma previsível.

O elemento essencial é o gnómon (o ponteiro), que na imagem é o pequeno ferro enferrujado.

É a sombra projetada por este ponteiro sobre o quadrante de pedra que indica a hora solar.

A precisão do relógio depende da sua correta orientação e do ângulo do gnómon, que deve ser paralelo ao eixo de rotação da Terra e ajustado à latitude do local.

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História e Simbologia em Portugal

Os relógios de sol têm uma longa tradição em Portugal, sendo utilizados desde a época romana.

Atingiram o seu auge de popularidade nos séculos XVI e XVII.

Em muitas aldeias, igrejas, quintas e casas senhoriais de Trás-os-Montes, como sugere a origem da fotografia, estes relógios eram essenciais para organizar a vida diária e religiosa.

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Registo da Vida Comunitária: Muitos relógios de sol eram colocados em locais públicos, como fachadas de igrejas, para que a comunidade pudesse acompanhar o tempo, marcando os momentos de oração, trabalho e descanso.

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A Arte da Gnomónica: O seu fabrico era uma arte complexa (gnomónica), que combinava conhecimentos de astronomia, matemática e alvenaria.

Cada peça era única, desenhada para um local específico.

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Mais do que um Medidor: Um Filosofia

Com a invenção do relógio mecânico, o relógio de sol perdeu a sua utilidade prática, mas ganhou um novo valor: o filosófico.

A sua sombra, que se move lentamente, é um símbolo da passagem inevitável do tempo.

Muitas vezes, os relógios de sol tinham gravadas frases latinas ou portuguesas que convidavam à reflexão (carpe diem, "aproveita o dia", ou "Só marco as horas alegres").

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A peça que Mário Silva fotografa, com as suas marcas desgastadas, é um eco desses tempos.

É um objeto que nos liga diretamente ao sol e que nos lembra que a forma mais pura de medir o tempo é através da observação da natureza.

A sua persistência, apesar da erosão, é um testemunho da genialidade humana e da beleza simples da vida.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
16
Out25

"Mais um belo dia nasce..."


Mário Silva Mário Silva

"Mais um belo dia nasce..."

16Out DSC03104_ms

A fotografia de Mário Silva, intitulada "Mais um belo dia nasce...", é uma imagem que captura a beleza dramática do nascer do sol sobre uma paisagem rural.

Dominada por tonalidades quentes de laranja, dourado e sépia, a foto transmite uma sensação de esperança e renovação.

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O sol, um disco brilhante e intenso, está a emergir por trás das colinas distantes, banhando o horizonte com a sua luz.

Em primeiro plano, os elementos da natureza são apresentados em silhueta escura, com ramos de árvores suspensos no topo e arbustos a emoldurar o terço inferior.

O contraste entre a silhueta da vegetação e o brilho intenso do sol cria um poderoso efeito visual de profundidade e mistério.

É uma cena de transição, onde a escuridão da noite dá lugar à promessa do dia.

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A Promessa Dourada da Aurora: A Esperança que Renasce a Cada Manhã

A fotografia de Mário Silva não é apenas o registo de um fenómeno astronómico; é uma ode à esperança e ao poder da renovação diária.

O título, "Mais um belo dia nasce...", é um convite à contemplação, uma lembrança de que, não importa a escuridão da noite que passou, a luz regressa sempre, implacável e gloriosa.

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O Confronto de Cores e Sentimentos

Na imagem, a escuridão dos ramos e das árvores em silhueta representa os desafios, as incertezas e a quietude da noite.

É o peso do que fica para trás.

No entanto, o horizonte está a ser invadido pelo laranja-fogo e pelo dourado do sol.

Este contraste dramático é profundamente emotivo.

O sol não apenas ilumina, ele incendeia a paisagem, forçando a sombra a recuar e anunciando a chegada de uma nova oportunidade.

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A Lição da Persistência da Luz

Na vida, enfrentamos as nossas próprias "noites escuras", momentos em que o horizonte parece distante e incerto.

Mas o espetáculo da aurora, repetido com uma fidelidade inabalável pela natureza, é uma lição de persistência.

A luz, embora nasça lentamente e exija que a escuridão se dissipe, vence sempre.

A cada nascer do sol, somos confrontados com a beleza de um novo começo, uma tela em branco onde podemos reescrever as nossas histórias.

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Um Convite à Gratidão

Observar o nascer do sol, como nos convida esta fotografia, é um ato de gratidão.

É agradecer pela força que nos permite sobreviver à escuridão e pela beleza que nos é oferecida gratuitamente.

É respirar o ar fresco da manhã e sentir o calor do sol a despertar a terra.

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Assim, o que Mário Silva capturou não é apenas o sol a subir, mas a promessa de um novo ciclo; a garantia de que a esperança é uma energia tão poderosa quanto a luz que irradia do horizonte e que nos convida a erguer a cabeça e a receber o belo dia que acaba de nascer.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
04
Out25

“O banco virado para o sol poente”


Mário Silva Mário Silva

“O banco virado para o sol poente”

04Out DSC05218_ms

A fotografia de Mário Silva retrata um cenário de tranquilidade e contemplação.

Em primeiro plano, um banco de ferro com assento de madeira está colocado sobre uma superfície rochosa.

O banco, que parece ser antigo, está virado para um pôr do sol, banhando a paisagem numa luz dourada.

À direita, uma grande rocha texturizada, um penedo, é iluminada intensamente pelo sol poente.

No fundo, a paisagem é suavemente iluminada, mostrando um vale verde e montanhas distantes, com as casas de uma aldeia a pontuar a cena.

A iluminação e o enquadramento criam uma atmosfera de serenidade e convidam à introspeção.

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O Banco dos Segredos

O banco de ferro, ali encostado ao grande penedo, era mais do que um simples lugar de descanso.

Era o confidente da aldeia.

A sua posição privilegiada, virada para o sol poente, fazia dele o melhor lugar para ver a vida a passar e o dia a despedir-se.

Mas, como toda a peça de mobiliário com história, o banco tinha os seus segredos.

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Toda a gente o usava.

Os namorados, que vinham trocar juras de amor com a luz dourada do crepúsculo.

Os velhos da aldeia, que vinham sentar-se a conversar sobre as colheitas do ano e a saúde dos netos.

As crianças, que, depois de brincar, vinham descansar as pernas e observar os primeiros pirilampos.

O banco, silenciosamente, absorvia cada história, cada suspiro, cada riso e cada lágrima.

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O seu segredo, no entanto, era que ele devolvia o que lhe era dado.

Não com palavras, mas com a paz do final do dia.

Quando alguém se sentava, o banco, na sua sabedoria de anos, transmitia-lhe a serenidade do crepúsculo, o peso da rocha milenar ao seu lado e a quietude do vale que se estendia à frente.

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Uma vez, um homem que tinha perdido a esperança na vida sentou-se ali.

O sol poente parecia um quadro sem cores.

As palavras amargas de um passado pesado saíram da sua boca, e o banco ouviu-o pacientemente.

O banco, em silêncio, devolveu-lhe uma sensação de leveza, de que o dia de amanhã seria um novo recomeço.

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Assim, o banco tornou-se o guardião dos segredos e a fonte de paz.

Um dia, a luz que se deitou sobre ele era tão dourada que quase se confundiu com o penedo.

A fotografia de Mário Silva capturou esse instante, mostrando não apenas o banco, mas a sua alma, o seu espírito de tranquilidade e a sua capacidade de ouvir e confortar, ali, virado para o sol que se ia embora, para esperar o sol que haveria de voltar.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
19
Set25

"Roupa a secar"


Mário Silva Mário Silva

"Roupa a secar"

19Set DSC03785_ms

Esta fotografia de Mário Silva retrata uma cena do quotidiano: uma corda de roupa, estendida entre paredes de xisto, com várias peças penduradas.

As peças, de cores claras, destacam-se contra o fundo de um campo com vegetação.

A luz do sol incide sobre a roupa, enquanto uma ligeira brisa parece movimentá-la.

A imagem transmite uma sensação de simplicidade e de tranquilidade, e a presença do sol e do vento evoca a beleza de um dia de verão.

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O Poder do Sol e do Vento na Secagem da Roupa

Secar a roupa ao ar livre é uma prática ancestral que se baseia em princípios científicos simples e eficazes.

A secagem da roupa é o resultado de um processo de evaporação, ou seja, a passagem da água do estado líquido para o gasoso.

Este processo é acelerado pelo sol e pelo vento, que trabalham em conjunto para remover a humidade dos tecidos.

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O sol atua principalmente através da sua energia térmica.

O calor do sol aumenta a energia das moléculas de água nos tecidos, fazendo com que se movam mais rapidamente e se libertem para a atmosfera na forma de vapor.

Este processo, no entanto, pode ser lento se não houver um fluxo de ar que ajude a remover a camada de ar húmido que se forma em torno da roupa.

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É aqui que o vento desempenha um papel crucial.

A circulação do ar, ou a convecção, remove a humidade da superfície dos tecidos, substituindo o ar saturado de vapor por ar mais seco.

Por incrível que pareça, o vento é, em muitos casos, mais eficaz que o sol na secagem da roupa.

Em dias nublados, por exemplo, o vento pode secar a roupa, mesmo sem a presença do sol.

É a combinação da energia do sol e da ação do vento que torna a secagem da roupa ao ar livre tão eficiente.

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Apesar dos benefícios, como a economia de energia e a esterilização natural proporcionada pelos raios ultravioleta, a secagem ao sol pode ter desvantagens.

A exposição prolongada pode desbotar, queimar ou encolher as peças.

Por isso, o segredo para secar a roupa de forma eficaz e segura é combinar a ação do sol e do vento, pendurando as peças bem esticadas e com espaço entre elas para que o ar possa circular livremente.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
06
Set25

"Amanhã é outro dia ...” e uma estória


Mário Silva Mário Silva

"Amanhã é outro dia ...”

e uma estória

06Set DSC03433_ms

Esta fotografia de Mário Silva capta um pôr do sol dramático, com o sol a mergulhar por detrás de uma cadeia de montanhas.

O céu está pintado em tons intensos de laranja, vermelho e amarelo, criando um contraste vibrante com as silhuetas escuras da paisagem.

As montanhas, em tons de azul-cinzento, parecem estar a dormir, enquanto as árvores e os arbustos em primeiro plano, completamente escuros, parecem estar a celebrar o momento.

A luz do sol, no seu último suspiro, cria uma linha de fogo no horizonte.

A imagem transmite uma sensação de tranquilidade e de esperança, como se o dia, com as suas dificuldades, estivesse a chegar ao fim, e o amanhã, com as suas promessas, estivesse prestes a nascer.

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Estória: O Encontro com o Sol

O velho Joaquim sentou-se na sua cadeira de madeira, o corpo cansado e o coração pesado.

O dia tinha sido longo e cheio de preocupações.

A terra, seca e rachada, precisava de chuva.

A colheita, que deveria ser abundante, estava a murchar.

O peso do mundo parecia estar nos seus ombros.

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O sol, um enorme disco de fogo, começou a descer por detrás da serra.

Joaquim, com a sua voz rouca, olhou para a sua neta, Ana, que estava sentada ao seu lado.

- Olha, minha neta - disse ele - O sol está a ir embora. Amanhã, no seu lugar, haverá uma nuvem cinzenta e pesada, e a chuva virá.”

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Ana, uma jovem da cidade, com a cabeça cheia de stress, não percebeu.

- Avô, o sol é só o sol. A chuva é só a chuva. A vida é só a vida.”

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Joaquim sorriu, um sorriso triste e sábio.

- Não, minha neta. O sol é a esperança. É a promessa. A vida é um ciclo.

O sol, ele não vai embora para sempre. Ele vai embora para renascer.

E a vida, ela não acaba quando o dia termina. Ela recomeça.

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O sol, com os seus últimos raios, pintou o céu com cores de fogo e de ouro.

E Joaquim, com a sua mão enrugada, apontou para o céu.

- Vês, minha neta? O sol, ele está a dizer-nos “não te preocupes, amanhã é outro dia”.

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Ana, pela primeira vez na sua vida, olhou para o pôr do sol com olhos novos.

Não viu apenas a beleza de um quadro, mas a beleza da vida.

A luz do sol era a luz de um novo começo, de uma nova oportunidade.

As sombras das árvores eram as sombras dos seus problemas, que o sol ia queimar e dissolver.

A paisagem, que parecia estar a dormir, era a promessa de que, no amanhã, ela estaria cheia de vida.

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Joaquim fechou os olhos.

A sua voz, antes cansada, tinha a melodia da paz.

- O sol, minha neta. Ele é o nosso amigo. Ele mostra-nos que, por mais que o dia seja difícil, o amanhã está sempre à espera de nós.

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A fotografia de Mário Silva não é apenas um retrato de um pôr do sol.

É um retrato de um momento de esperança.

É um lembrete de que, mesmo na escuridão, a luz, mesmo que seja apenas um feixe, tem o poder de nos guiar.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
05
Ago25

"O Sol brilha ...e a Festa da Aldeia aproxima-se" … e uma breve estória


Mário Silva Mário Silva

"O Sol brilha ...e a Festa da Aldeia aproxima-se"

… e uma breve estória

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A fotografia de Mário Silva captura uma cena rural sob a intensa luz do sol.

Em primeiro plano, a imagem é dominada pelas silhuetas escuras de duas árvores frondosas, cujos troncos e ramos se destacam contra o brilho ofuscante do sol.

O sol, no centro da composição, irradia uma luz dourada e amarelada que preenche grande parte do céu, criando um efeito de “flamejar” e um “halo” luminoso à volta das árvores.

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A vegetação em primeiro plano, que parece ser erva seca e alguma folhagem rasteira, está também em contraluz, adquirindo tons quentes de dourado e castanho, banhada pela luz solar.

A atmosfera geral da fotografia é quente e um pouco etérea, sugerindo um final de tarde de verão.

A imagem transmite uma sensação de tranquilidade e a grandiosidade da natureza, realçando o poder e a beleza do sol.

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Estória: A Promessa Dourada do Verão

Em cada verão, havia um dia que a aldeia inteira aguardava com uma ansiedade doce: o dia da Festa de Verão.

Era a altura em que a rotina das sementeiras e das colheitas cedia lugar à alegria do reencontro, ao barulho das concertinas e ao cheiro a sardinhas assadas que perfumava as noites.

Na fotografia de Mário Silva, o sol, num brilho intenso por entre as folhas de uma árvore, não era apenas a luz do dia; era a promessa da festa que se aproximava, um farol dourado no fim do cansaço.

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Para o pequeno Tiago, de apenas sete anos, a festa era um mundo mágico.

Significava gelados, algodão doce, e a oportunidade de ver primos que só apareciam uma vez por ano.

Mas este ano, Tiago sentia algo mais.

Os seus avós, que sempre tinham sido o coração da festa – a avó Maria, com a sua mesa farta de iguarias, e o avô Joaquim, o contador de histórias junto à fogueira – pareciam mais cansados.

As suas vozes eram mais baixas, os seus passos mais lentos.

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Tiago tinha ouvido os adultos sussurrarem que talvez este ano a festa não fosse tão grande.

Faltava gente, faltava mão-de-obra, faltavam os velhos braços que sempre erguiam os arcos e enfeitavam as ruas.

O coração de Tiago encolheu-se.

Uma festa menor? Como seria isso possível?

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Todas as tardes, Tiago ia para o alto do monte, para o seu lugar secreto, onde duas árvores gigantes, irmãs em silêncio, se erguiam.

Dali, olhava para o sol, que se filtrava por entre as folhas, pintando o chão de ouro e sombra.

Era o mesmo sol que Mário Silva um dia capturaria na sua fotografia, com a sua luz quase ofuscante, a espalhar uma aura de esperança.

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- Ó sol - sussurrava Tiago - faz com que a nossa festa seja a mais bonita de sempre.

Pelos meus avós, que tanto já deram a esta terra.

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Os dias passavam e, na aldeia, a preparação da festa parecia arrastar-se.

Mas, como por magia, algo começou a mudar.

Um a um, os emigrantes que tinham partido anos antes, começaram a chegar mais cedo do que o habitual.

Trouxeram consigo filhos, netos, e uma nova energia.

As notícias dos receios da aldeia tinham-se espalhado, e a saudade, aliada à vontade de ajudar, trouxe-os de volta.

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As mulheres mais novas, que agora tinham as suas próprias vidas nas cidades, arregaçaram as mangas e começaram a cozinhar ao lado da avó Maria, aprendendo os segredos das receitas antigas.

Os homens mais novos, com as suas forças renovadas, ajudaram o avô Joaquim a montar os arcos e as luzes.

O baloiço da Escola, onde as crianças da aldeia riam, parecia ter um novo balanço.

O som das marteladas, das vozes em festa, das gargalhadas ecoava pelos vales.

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Quando o dia da Festa de Verão chegou, o sol brilhava no céu como um olho benevolente, exatamente como na fotografia de Mário Silva.

As árvores no alto do monte pareciam vibrar com a luz dourada.

A aldeia estava irreconhecível, cheia de cor, de música, de gente.

Era a festa mais vibrante que Tiago alguma vez vira.

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Ele correu para os seus avós, que, rodeados por filhos e netos, sorriam com os olhos marejados de alegria.

- Avó! - exclamou Tiago - A festa é linda!

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Maria apertou a mão do neto.

- Vês, meu filho? O sol brilha, sim. Mas é a luz das nossas gentes que faz a festa.

São as raízes que nos prendem a esta terra, a memória que nos traz de volta.

A festa não é só a celebração do verão; é a celebração do nosso povo, da nossa união.

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Naquela noite, sob um céu estrelado, o avô Joaquim contou as suas histórias, e o canto das concertinas uniu gerações.

Tiago percebeu que a verdadeira beleza da festa não estava no algodão doce, mas no fio invisível que ligava cada um à sua aldeia, à sua história, e à luz dourada de um sol que, ano após ano, prometia recomeços e celebrações para as gentes de Trás-os-Montes.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
21
Jul25

"Aquelas Janelas ... e os vasos ao sol" … e uma estória


Mário Silva Mário Silva

"Aquelas Janelas ... e os vasos ao sol"

… e uma estória

21Jul DSC01420_ms

Esta fotografia de Mário Silva, intitulada "Aquelas Janelas ... e os vasos ao sol" (Nozelos - Valpaços - Portugal), apresenta uma secção da fachada de um edifício, focando-se em duas janelas retangulares idênticas.

A parede, de cor clara e com uma textura rugosa e ligeiramente envelhecida, sugere reboco.

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Ambas as janelas possuem estores venezianos de cor creme, que estão parcialmente descidos.

O estore da janela da esquerda está quase totalmente fechado, enquanto o da direita está ligeiramente mais levantado na parte inferior, revelando um pequeno pedaço de vidro da janela por baixo.

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Abaixo de cada janela, há um suporte de pedra saliente, de formato curvo e rústico, onde repousa um vaso de barro.

O vaso da esquerda é de cor castanha e contém o que parecem ser plantas secas ou sem folhas, de aspeto espigado.

O vaso da direita é de cor vermelha ou terracota mais intensa e também alberga plantas semelhantes, secas e esguias.

A luz do sol incide sobre a fachada, criando algumas sombras e realçando as texturas.

A imagem transmite uma sensação de quietude, um pouco de abandono, e a passagem do tempo num cenário rural.

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A Estória: O Mistério dos Vasos Sedentos e a Greve dos Estores

Na pacata aldeia de Nozelos, onde o sol de Valpaços bronzeava as paredes e a vida seguia um ritmo próprio, havia uma casa que era a conversa da freguesia, não por ser a mais bonita ou a mais velha, mas pelas suas janelas peculiares e, mais ainda, pelos seus vasos "ao sol".

Mário Silva, com a sua câmara, captou na perfeição o palco deste drama silencioso e hilariante.

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As janelas, com os seus estores cremes, eram a face da D. Custódia, uma senhora octogenária com o humor tão apurado quanto a sua vista já era fraca.

  1. Custódia tinha uma relação de amor-ódio com o sol.

Adorava-o para secar a roupa e curtir as azeitonas, mas detestava-o por desbotar as suas cortinas e aquecer a casa mais do que o necessário.

Daí a greve permanente dos estores, quase sempre a meio mastro, como bandeiras de rendição perante o calor.

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Mas o verdadeiro espetáculo eram os vasos.

Sim, aqueles vasos!

Um castanho discreto, o outro um vermelho vivo, ambos orgulhosamente empoleirados nas suas prateleiras de pedra como troféus.

O problema?

Os seus habitantes.

  1. Custódia, com a melhor das intenções, decidira que ter plantas à janela trazia alegria.

O que ela não previra era que as suas "plantas" tinham uma vida útil bastante... limitada.

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"São plantas exóticas, daquelas que só precisam de sol!", garantia ela aos vizinhos curiosos, com uma piscadela de olho.

A verdade era que D. Custódia se esquecia da rega com uma regularidade impressionante.

Assim, as pobres plantinhas, outrora viçosas, transformavam-se rapidamente em espigões secos e estóicos, parecendo pequenos ramos de vassoura em miniatura.

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Um dia, a neta de D. Custódia, a jovem Beatriz, veio visitá-la.

Mal pôs os olhos nos vasos, desatou a rir.

- Avó! - exclamou,

- Mas o que é isto? Parecem palitos com folhagem!"

Custódia, ofendida, pôs as mãos na anca.

- Ora, menina! Não vês que são umas raras Espiga-Seca-do-Sol? Precisam de muito sol e pouca água! São a última moda em Lisboa, disseram-me!" (A "última moda em Lisboa" era a desculpa que D. Custódia usava para tudo o que não tinha explicação).

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A piada correu pela aldeia.

Os homens na tasca apostavam quanto tempo demoraria a "Espiga-Seca-do-Sol" do vaso vermelho a virar pó.

As mulheres comentavam, entre risos abafados, sobre a "mão verde seca" da D. Custódia.

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Certo domingo, após a missa, um grupo de vizinhas mais atrevidas decidiu confrontar D. Custódia.

- D. Custódia, não acha que as suas plantas precisam de um bocado de água? - perguntou a D. Glória, com um sorriso matreiro.

Custódia, que por acaso tinha os seus óculos bem postos nesse dia, olhou para os vasos.

Eram apenas gravetos secos.

De repente, a luz acendeu-se nos seus olhos.

Ela olhou para as vizinhas, para os vasos, e depois para os estores, que teimosamente continuavam a meio.

- Ah, mas que distração a minha! -exclamou, batendo na testa.

- Estas são as minhas plantas de inverno! Esqueci-me de as trocar! As de verão, as verdadeiras, são umas que dão umas flores roxas lindíssimas, mas só aparecem quando os estores estão totalmente abertos! E, como sabem, com este sol, os estores andam em greve!"

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A gargalhada geral que se seguiu ecoou por Nozelos, e a história da "Greve dos Estores" e das "Espiga-Seca-do-Sol" tornou-se mais uma lenda da D. Custódia.

E assim, na fotografia de Mário Silva, aquelas janelas e os vasos ao sol não eram apenas um registo de uma fachada, mas um instantâneo de um pedaço de vida, de humor e de uma criatividade inesgotável em manter as aparências, mesmo quando a verdade era tão seca quanto as plantas nos vasos.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
15
Abr25

"O sol poente" & Terça-feira Santa (profecias de Jesus sobre o fim dos tempos e a traição Judas e a negação por Pedro)


Mário Silva Mário Silva

"O sol poente" & Terça-feira Santa

(profecias de Jesus sobre o fim dos tempos e a traição Judas e a negação por Pedro)

15Abr DSC08082_ms

A fotografia de Mário Silva, intitulada "O sol poente", apresenta uma cena serena e melancólica de um pôr do sol.

O sol, baixo no horizonte, emite uma luz dourada que se filtra através das silhuetas de árvores sem folhas, criando um contraste dramático entre a claridade do céu e as formas escuras e retorcidas dos galhos.

O céu exibe tons suaves de azul e laranja, com camadas de nuvens que adicionam profundidade à paisagem.

No fundo, é possível ver colinas ou montanhas, sugerindo um cenário rural e tranquilo.

A assinatura do fotógrafo, "Mário Silva", está visível no canto inferior direito da imagem, e a borda da fotografia tem um efeito de vinheta em tons de roxo, que intensifica a sensação de introspeção e quietude.

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Relação com a Terça-feira Santa

A Terça-feira Santa, no contexto católico, é um momento significativo da Semana Santa, que marca os eventos que antecedem a crucificação de Jesus.

Nesse dia, segundo a tradição, Jesus vai ao Monte das Oliveiras após escapar de uma emboscada dos líderes religiosos que buscavam prendê-lo.

Lá, ele profetiza aos seus discípulos sobre o fim dos tempos, a destruição do Templo de Jerusalém e os sinais de sua segunda vinda.

Além disso, Jesus fala sobre a traição de Judas Iscariotes, que o entregaria às autoridades, e a negação de Pedro, que, apesar da sua lealdade, negaria conhecê-lo três vezes antes do amanhecer.

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A fotografia "O sol poente" pode ser relacionada a esse momento de forma simbólica e emocional.

O pôr do sol, com a sua luz que se desvanece, pode representar o fim de um ciclo e o prenúncio de tempos difíceis, ecoando o tom das profecias de Jesus sobre o fim dos tempos e os eventos trágicos que se aproximam, como a sua paixão e morte.

A luz dourada que atravessa as árvores sem folhas pode simbolizar a presença divina de Jesus, que, mesmo no meio da escuridão que se aproxima (representada pelas silhuetas escuras e pela noite que cai), ainda oferece esperança e verdade aos seus discípulos.

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As árvores despidas, com galhos secos e retorcidos, podem ser vistas como um reflexo da aridez espiritual e da traição que Jesus enfrentaria.

Judas, ao trair Jesus, e Pedro, ao negá-lo, representam a fragilidade humana e a dificuldade de permanecer fiel em momentos de provação.

A paisagem silenciosa e solitária da fotografia evoca o isolamento que Jesus começa a sentir à medida que se aproxima da sua paixão, especialmente no Monte das Oliveiras, onde ele oraria em angústia na Quinta-feira Santa, pedindo que o "cálice" lhe fosse afastado.

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Por fim, o contraste entre a luz do sol e a escuridão crescente pode ser interpretado como a tensão entre a esperança da redenção e o peso do sacrifício iminente.

A Terça-feira Santa é um dia de preparação e reflexão, e a fotografia de Mário Silva, com a sua atmosfera contemplativa, captura essa essência de transição, mistério e expetativa que marca esse momento da narrativa cristã.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
25
Mar25

"O Ocaso na Lampaça: Sinfonia em Âmbar e Pedra"  (Águas Frias - Chaves - Portugal)


Mário Silva Mário Silva

"O Ocaso na Lampaça: Sinfonia em Âmbar e Pedra"

 (Águas Frias - Chaves - Portugal)

25Mar DSC05748_ms

As pedras, sentinelas ancestrais da Lampaça, erguem-se como ombros cansados, cobertos de musgo e memórias.

No seu abraço rugoso, a terra respira, exalando o aroma agreste dos campos que se estendem até ao horizonte.

E ali, onde o mundo se curva em reverência ao sol, o espetáculo começa.

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O astro-rei, cansado da sua jornada, despede-se com um beijo de fogo, tingindo o céu de tons que nenhum pintor jamais ousou sonhar.

O âmbar funde-se com o laranja, o dourado com a púrpura, numa sinfonia de cores que ecoa na alma.

As nuvens, como pinceladas de algodão doce, flutuam num mar de luz, enquanto um rasto de avião, como um fio de prata, corta o céu em dois, ligando o efêmero ao infinito.

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A silhueta do armazém, à direita, ergue-se como um guardião silencioso, testemunha de incontáveis ocasos.

As suas paredes, gastas pelo tempo, guardam segredos sussurrados pelo vento, histórias de outrora que se misturam com o chilrear dos pássaros noturnos.

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A terra, beijada pela luz dourada, adormece em paz, embalada pela melodia do crepúsculo.

A Lampaça, lugar de encanto e serenidade, guarda em cada pedra, em cada árvore, em cada raio de sol, a magia de um momento eterno.

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E nós, meros observadores deste espetáculo divino, somos envolvidos pela emoção do instante, pela beleza que nos transcende.

Sentimos a alma a vibrar em uníssono com a natureza, a respirar a mesma paz que emana da terra.

E, por um momento, tudo se torna claro, tudo se torna belo, tudo se torna eterno.

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O sol desaparece, mas a sua luz permanece, refletida nas pedras, nas árvores, nos nossos olhos.

A Lampaça adormece, mas o seu esplendor permanece vivo, gravado na memória, como um poema de luz e cor.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
23
Mar25

O Adeus Dourado de Avelelas (Águas Frias – Chaves – Portugal)


Mário Silva Mário Silva

O Adeus Dourado de Avelelas

(Águas Frias – Chaves – Portugal)

23Mar DSC07903_ms

O sol, pintor divino, tinge o céu de Avelelas com pinceladas de ouro e púrpura.

Na quietude da tarde, a Igreja de Nossa Senhora da Natividade ergue-se como um farol de fé, testemunha silenciosa da passagem do tempo.

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O campanário, outrora eco de preces e chamados, agora serve de portal para a luz poente.

Os raios solares, como mensageiros celestiais, deslizam pelas pedras gastas, beijando-as com um brilho suave.

A luz dança, brinca com as sombras, e por um instante, o tempo parece suspender-se.

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A povoação de Avelelas, aninhada no vale, observa o espetáculo com reverência.

As casas de pedra, com as suas telhas de barro, refletem o dourado do sol, como se também elas quisessem participar da despedida.

O ar, outrora vibrante com o burburinho do dia, agora acalma-se, embalado pela melodia silenciosa do crepúsculo.

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A fotografia de Mário Silva captura este momento mágico, eternizando a despedida do sol e a serenidade de Avelelas.

A imagem transcende o visível, convidando-nos a contemplar a beleza da simplicidade, a magia da luz e a eternidade da fé.

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No silêncio da noite que se aproxima, Avelelas guarda a memória do sol poente, a promessa de um novo amanhecer, e a certeza de que a luz divina sempre encontrará um caminho, seja através do campanário de uma igreja, seja no coração dos que ali habitam.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
05
Mar25

"Início da Quaresma"


Mário Silva Mário Silva

"Início da Quaresma"

05Mar DSC05967_ms

A fotografia de Mário Silva, intitulada "Início da Quaresma", captura um momento de profunda reflexão e introspeção.

A imagem apresenta um sol poente, parcialmente oculto pelos galhos de uma árvore sem folhas, num cenário que evoca a melancolia e a espiritualidade.

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A fotografia é composta por linhas simples e cores quentes, que criam uma atmosfera intimista e contemplativa.

O sol, grande e redondo, parece emergir de trás dos galhos da árvore, como se estivesse prestes a esconder-se.

A luz suave e dourada inunda a cena, criando um efeito quase onírico.

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A composição é equilibrada, com o sol ocupando o centro da imagem e os galhos da árvore criando um enquadramento natural.

A perspetiva adotada permite apreciar a beleza da luz e a força da natureza.

A luz, quente e dourada, evoca a sensação de fim de dia e de tranquilidade.

As cores são suaves e harmoniosas, criando uma atmosfera serena e contemplativa.

O sol, como símbolo da vida e da ressurreição, contrasta com a nudez das árvores, que representam a morte e a renovação.

A imagem pode ser interpretada como uma metáfora da Quaresma, um período de penitência e preparação para a Páscoa.

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A Quaresma é um período de 40 dias que antecede a Páscoa, celebrado pelos cristãos como um tempo de preparação espiritual.

A palavra "quaresma" vem do latim "quadragesima", que significa "quadragésimo", em referência aos 40 dias que Jesus passou no deserto, jejuando e sendo tentado pelo diabo.

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Durante a Quaresma, os cristãos são convidados a praticar a penitência, a oração e o jejum, como forma de se preparar para a celebração da Páscoa, que comemora a ressurreição de Jesus Cristo.

A Quaresma é um tempo de reflexão sobre a própria vida e de aproximação a Deus.

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A fotografia de Mário Silva captura a essência da Quaresma, com a sua atmosfera de introspeção e de preparação para o novo.

A imagem do sol poente, parcialmente oculto pelos galhos da árvore, pode ser interpretada como uma metáfora da passagem do tempo e da renovação.

A nudez das árvores representa a morte, mas também a promessa de uma nova vida, simbolizando a ressurreição de Cristo.

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Em conclusão, a fotografia "Início da Quaresma" é uma obra que nos convida à reflexão sobre o significado da vida e da fé.

A imagem, com a sua beleza simples e a sua carga simbólica, é um convite à introspeção e à busca por um sentido mais profundo para a existência.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
20
Fev25

O lago, sob o sol de inverno


Mário Silva Mário Silva

O lago, sob o sol de inverno

20ms DSC09324_ms

Sob o sol de inverno, o lago sereno,

Reflete o céu em tons de azul sereno,

As árvores nuas, em dourado e castanho,

Pintam a paisagem com um toque de encanto.

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O ar é frio, mas a luz aquece,

A natureza em silêncio, paz oferece,

As águas calmas, espelhando a beleza,

Do inverno suave, sem pressa ou tristeza.

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Os juncos ao redor, em tons de ouro,

Marcam o limite do lago, que é puro,

E nas margens, a terra adormecida,

Espera a primavera, em sonho escondida.

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No horizonte, as colinas em verde e amarelo,

Guardam segredos do tempo e do céu,

O sol de inverno, com a sua luz branda,

Abraça a paisagem, em ternura que expande.

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O lago, espelho da estação fria,

Convida-nos a contemplar, sem pressa alguma,

A beleza simples, mas tão sublime,

Do inverno que chega, trazendo a sua rima.

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E assim, em silêncio, o dia se encerra,

Com o lago refletindo a luz que se apaga,

O inverno nos ensina, na sua maneira,

A encontrar beleza na calma e na paz.

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Poema & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
09
Fev25

"A Torre Sineira e o Relógio de Sol no Pináculo"


Mário Silva Mário Silva

"A Torre Sineira e o Relógio de Sol no Pináculo"

09Fev DSC06501_ms

A fotografia de Mário Silva captura a majestosa torre sineira da igreja em Águas Frias, Chaves, Portugal.

A imagem focaliza a parte superior da torre, onde se encontram os sinos e um relógio de sol.

O céu azul intenso serve como pano de fundo, contrastando com a tonalidade clara da pedra da torre.

A torre, com suas linhas retas e formas geométricas, contrasta com a organicidade das plantas que crescem ao seu redor.

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A composição é vertical, com a torre ocupando a maior parte da imagem.

A perspetiva adotada permite apreciar a altura e a imponência da construção.

A linha diagonal da escada que leva ao relógio de sol conduz o olhar do observador para o topo da torre.

A luz natural incide sobre a torre, criando sombras que acentuam a textura da pedra.

A paleta de cores é limitada, com predominância de tons de cinza, branco e azul, que evocam a sensação de serenidade e espiritualidade.

A torre sineira e o relógio de sol são símbolos carregados de significado.

A torre, com seus sinos, representa a fé e a comunidade.

O relógio de sol, por sua vez, simboliza a passagem do tempo e a relação do homem com a natureza.

A fotografia captura a essência da cultura rural portuguesa, onde a igreja desempenhava um papel central na vida da comunidade.

A torre sineira e o relógio de sol eram pontos de referência para os habitantes da aldeia, marcando o tempo e convocando a comunidade para as celebrações religiosas.

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Os sinos marcavam as horas, as festas religiosas e os eventos importantes da comunidade.

Os sinos convocavam os fiéis para as missas e outras celebrações religiosas.

A torre sineira era um elemento identitário da aldeia, visível a grande distância.

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O relógio de sol permitia aos habitantes da aldeia determinar a hora solar, fundamental para a organização das atividades agrícolas e domésticas.

O relógio de sol era uma constante lembrança da passagem do tempo e da importância de aproveitar cada momento.

O relógio de sol estabelecia uma ligação direta entre o homem e a natureza, mostrando a influência do sol sobre o tempo.

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Em resumo, a fotografia "A Torre Sineira e o Relógio de Sol no Pináculo" de Mário Silva é um testemunho da importância da religião e da tradição na vida das comunidades rurais.

A imagem, com a sua composição harmoniosa e a sua simbologia rica, convida-nos a refletir sobre o papel da arquitetura religiosa na construção da identidade cultural de uma comunidade.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
20
Dez24

"O pôr do sol outonal e a simbologia do Advento"


Mário Silva Mário Silva

"O pôr do sol outonal e a simbologia do Advento"

20Dez DSC03500_ms

A fotografia de Mário Silva captura um momento de transição entre o dia e a noite, num cenário natural marcado pelas cores vibrantes do outono.

A imagem, com a sua composição cuidadosa e a sua paleta de cores quentes, evoca uma atmosfera de serenidade e esperança, estabelecendo um diálogo interessante com a simbologia do Advento.

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O pôr do sol, com as suas tonalidades de laranja, vermelho e rosa, é o elemento central da composição.

A luz, que se espalha pelo céu, cria uma atmosfera de paz e tranquilidade.

O pôr do sol pode ser interpretado como um símbolo da passagem do tempo e da renovação da natureza, aludindo aos ciclos da vida e à promessa de um novo começo.

As árvores, silhuetas contra o céu, representam a força da natureza e a passagem do tempo.

As árvores, com as suas folhas caídas, simbolizam a morte e a renascimento, elementos essenciais da simbologia cristã.

As velas, com as suas chamas quentes, contrastam com a escuridão que se aproxima.

Elas representam a luz da esperança e a fé, elementos essenciais do período do Advento.

A paleta de cores, com predominância de tons quentes, como o laranja, o vermelho e o amarelo, cria uma atmosfera de calor e acolhimento.

As cores quentes também podem ser interpretadas como um símbolo da esperança e da alegria, sentimentos associados ao período natalino.

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O Advento é um período de preparação para o Natal, um tempo de espera e de expectativa.

A fotografia de Mário Silva, com a sua atmosfera outonal e a sua composição marcada pela presença de elementos naturais e religiosos, evoca perfeitamente o espírito do Advento.

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O outono, com as suas folhas caídas e os seus dias mais curtos, é um período de transição entre o verão e o inverno.

Essa estação do ano pode ser vista como uma metáfora da jornada espiritual do cristão, que se prepara para o nascimento de Jesus.

A luz do pôr do sol, que ilumina o céu, pode ser interpretada como um símbolo da esperança.

A luz, que se dissipa lentamente, representa a espera pela vinda do Messias.

As velas, com as suas chamas quentes, representam a luz da fé que ilumina o caminho do Advento.

A chama da vela, que se eleva para o céu, simboliza a nossa aspiração à luz divina e à salvação.

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Em conclusão, a fotografia "O pôr do sol outonal e a simbologia do Advento" é uma obra que nos convida a refletir sobre a passagem do tempo, a renovação da natureza e a importância da fé.

A imagem, com a sua beleza serena e a sua carga simbólica, é um convite à contemplação e à meditação, valores que são particularmente relevantes durante o período do Advento.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
11
Dez24

"O sol, por entre as nuvens, encontrou espaço para iluminar a aldeia" (Águas Frias – Chaves – Portugal) 


Mário Silva Mário Silva

"O sol, por entre as nuvens,

encontrou espaço para iluminar a aldeia"

(Águas Frias – Chaves – Portugal) 

11Dez DSC06423_ms

A fotografia de Mário Silva captura um momento de serenidade e beleza numa típica aldeia transmontana.

A imagem apresenta um conjunto de casas de arquitetura tradicional, com telhados de telha e fachadas revestidas a reboco.

Os raios de sol, que se infiltram entre as nuvens, iluminam a cena, criando um contraste marcante entre as sombras e as áreas iluminadas.

A vegetação circundante, com árvores frondosas e arbustos, adiciona um toque de verde à composição, realçando a vivacidade da paisagem.

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A luz é o elemento central desta fotografia.

Os raios solares, que se infiltram entre as nuvens, funcionam como pincéis de luz, modelando as formas das casas e criando um jogo de sombras e luzes que confere profundidade e dinamismo à imagem.

A luz natural, além de iluminar a cena, cria uma atmosfera acolhedora e convidativa.

As casas da aldeia, com as suas linhas simples e materiais naturais, são um testemunho da arquitetura rural portuguesa.

A fotografia captura a beleza e a autenticidade dessas construções, que se integram harmoniosamente na paisagem.

A presença de elementos como as chaminés e as varandas em madeira reforça a ideia de uma vida simples e em contato com a natureza.

A paisagem circundante, com os seus campos verdejantes e as montanhas ao fundo, completa a composição da fotografia.

A vegetação, com as suas diferentes tonalidades de verde, cria um contraste agradável com as cores quentes das casas.

A presença de árvores de folha caduca, com as suas folhas amareladas, anuncia o tempo de outono e confere à imagem uma atmosfera melancólica e poética.

A composição da fotografia é equilibrada e harmoniosa.

A linha do horizonte divide a imagem em duas partes, criando uma sensação de estabilidade.

A disposição das casas, com diferentes alturas e tamanhos, confere à imagem uma dinâmica visual interessante.

A fotografia transmite uma sensação de paz e tranquilidade.

A ausência de pessoas e a luz suave contribuem para criar um ambiente sereno e contemplativo.

A imagem convida o observador a imaginar a vida quotidiana na aldeia, com os seus ritmos lentos e a sua proximidade com a natureza.

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Em conclusão, "O sol, por entre as nuvens, encontrou espaço para iluminar a aldeia" é uma fotografia que celebra a beleza da vida rural e a importância da preservação do património cultural.

A imagem, ao mesmo tempo documental e poética, captura a essência de uma aldeia transmontana, com as suas casas tradicionais, a sua paisagem bucólica e a sua luz envolvente.

A fotografia é um convite à reflexão sobre a importância de preservar as nossas raízes e de valorizar a simplicidade da vida.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
30
Nov24

"O sol, por entre as nuvens, encontrou espaço para iluminar a aldeia" (Águas Frias – Chaves – Portugal)


Mário Silva Mário Silva

"O sol, por entre as nuvens,

encontrou espaço para iluminar a aldeia"

(Águas Frias – Chaves – Portugal)

30Nov DSC06423_ms

A fotografia de Mário Silva captura um momento de serenidade e beleza numa típica aldeia transmontana.

A imagem apresenta um conjunto de casas de arquitetura tradicional, com telhados de telha e fachadas revestidas a reboco.

Os raios de sol, que se infiltram entre as nuvens, iluminam a cena, criando um contraste marcante entre as sombras e as áreas iluminadas.

A vegetação circundante, com árvores frondosas e arbustos, adiciona um toque de verde à composição, realçando a vivacidade da paisagem.

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A luz é o elemento central desta fotografia.

Os raios solares, que se infiltram entre as nuvens, funcionam como pincéis de luz, modelando as formas das casas e criando um jogo de sombras e luzes que confere profundidade e dinamismo à imagem.

A luz natural, além de iluminar a cena, cria uma atmosfera acolhedora e convidativa.

As casas da aldeia, com as suas linhas simples e materiais naturais, são um testemunho da arquitetura rural portuguesa.

A fotografia captura a beleza e a autenticidade dessas construções, que se integram harmoniosamente na paisagem.

A presença de elementos como as chaminés e as varandas em madeira reforça a ideia de uma vida simples e em contato com a natureza.

A paisagem circundante, com os seus campos verdejantes e as montanhas ao fundo, completa a composição da fotografia.

A vegetação, com as suas diferentes tonalidades de verde, cria um contraste agradável com as cores quentes das casas.

A presença de árvores de folha caduca, com as suas folhas amareladas, anuncia o tempo de outono e confere à imagem uma atmosfera melancólica e poética.

A composição da fotografia é equilibrada e harmoniosa.

A linha do horizonte divide a imagem em duas partes, criando uma sensação de estabilidade.

A disposição das casas, com diferentes alturas e tamanhos, confere à imagem uma dinâmica visual interessante.

A fotografia transmite uma sensação de paz e tranquilidade.

A ausência de pessoas e a luz suave contribuem para criar um ambiente sereno e contemplativo.

A imagem convida o observador a imaginar a vida quotidiana na aldeia, com os seus ritmos lentos e a sua proximidade com a natureza.

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Em conclusão, "O sol, por entre as nuvens, encontrou espaço para iluminar a aldeia" é uma fotografia que celebra a beleza da vida rural e a importância da preservação do património cultural.

A imagem, ao mesmo tempo documental e poética, captura a essência de uma aldeia transmontana, com as suas casas tradicionais, a sua paisagem bucólica e a sua luz envolvente.

A fotografia é um convite à reflexão sobre a importância de preservar as nossas raízes e de valorizar a simplicidade da vida.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
13
Nov24

“Pôr do sol outonal, por trás dos montes" - Portugal


Mário Silva Mário Silva

“Pôr do sol outonal, por trás dos montes" - Portugal

13Nov DSC02919_ms

Em tons de fogo, o sol se despede,

Pintando o céu em cores vibrantes.

Montanhas adormecem, silentes e sedentas,

Sob a dança suave de raios radiantes.

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Folhas secas, em alvoroço,

Dançam ao ritmo do vento suave.

A natureza adormece, em doce sossego,

Enquanto a noite se aproxima, suave.

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Em cada canto, um sussurro se ouve,

A saudade do verão que se foi.

Mas a esperança renasce, suave,

Com a promessa de um novo amanhecer.

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Em terras lusas, o outono se revela,

Em paisagens de tirar o fôlego.

E neste pôr do sol, a alma se revela,

Num momento de paz e de regozijo.

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Poema & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷

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