Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

MÁRIO SILVA - Fotografia, Pintura & Escrita

*** *** A realidade é a "minha realidade" em imagens (fotografia, pintura) e escrita

05
Out25

SETEMBRO 2025


Mário Silva Mário Silva

SETEMBRO 2025

Os principais acontecimentos em Portugal durante o mês de setembro de 2025 ficaram marcados por uma tragédia em Lisboa, o reconhecimento político da Palestina e o impacto de uma depressão atmosférica.

.

Acidente do Elevador da Glória

O evento mais marcante do mês foi o trágico descarrilamento de uma das cabines do Elevador da Glória, em Lisboa, no dia 3 de setembro.

O acidente provocou dezasseis mortos e duas dezenas de feridos, levando o Governo a decretar Dia de Luto Nacional no dia seguinte, em homenagem às vítimas.

.

Passagem da Depressão “Gabrielle”'

No final do mês, Portugal Continental, e em particular as regiões do Norte, Centro e Lisboa, foi afetado pela depressão tropical “Gabrielle”.

A tempestade trouxe ventos fortes e agitação marítima, resultando em mais de 250 ocorrências no continente e levando ao cancelamento de voos nos aeroportos de Lisboa e Porto.

.

Política e Sociedade

Eleições na Madeira e Mudanças na IL

Legislativas Regionais na Madeira: O Partido Social Democrata (PSD) foi novamente o vencedor das eleições legislativas regionais, realizadas a 23 de setembro.

O partido elegeu 23 deputados, ficando a um mandato da maioria absoluta, mas com a garantia de alcançar a maioria com o apoio do CDS – Partido Popular, que elegeu um deputado.

.

Demissão na Iniciativa Liberal (IL): Rui Rocha demitiu-se da liderança da Iniciativa Liberal, citando os resultados insatisfatórios nas últimas eleições legislativas.

.

Reestruturação da Educação e Investigação

O Ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre, anunciou uma profunda reestruturação do seu ministério, que viu o número de entidades e organismos centrais ser reduzido de 18 para apenas 7.

Entre as estruturas extintas, destacou-se a Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT).

.

Reconhecimento da Palestina

Em termos de política externa, o Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, realizou uma declaração formal em Nova Iorque, no dia 21 de setembro, para o reconhecimento do Estado da Palestina por Portugal.

.

Cultura e Desporto

Arranque da Época Desportiva

O futebol e o desporto em geral retomaram o ritmo intenso, com os clubes portugueses a competir nas provas nacionais (Primeira Liga) e europeias (como a Liga dos Campeões).

.

O mês ficou marcado por jogos da Primeira Liga, incluindo o confronto entre Famalicão e Rio Ave (empate a zero) e FC Arouca contra FC Porto.

.

Aconteceu também a Rampa de Santa Luzia 2025 em Viana do Castelo, um evento sem carácter competitivo que celebrou a paixão pelo automobilismo.

.

Eventos Culturais

Inauguração de Museu: Foi inaugurado em Lisboa, a 22 de setembro, o Museu de Arte Contemporânea Armando Martins, que ficou instalado no Palácio dos Condes da Ribeira Grande.

.

Música: Continuaram a decorrer grandes eventos musicais pós-verão, como o Rockin'1000 no Estádio Municipal de Leiria e concertos do artista brasileiro BaianaSystem em Lisboa.

.

A Serenata da Romaria d'Agonia, em Viana do Castelo, realizou-se a 28 de setembro, após um adiamento devido ao mau tempo provocado pela depressão Gabrielle.

.

Texto & Video: ©MárioSilva

.

.

Mário Silva 📷
30
Set25

A carpete de folhas secas


Mário Silva Mário Silva

A carpete de folhas secas

30Set DSC09312_ms

A fotografia de Mário Silva transmite a serenidade e a beleza do outono.

A imagem, dominada por tons de amarelo e castanho, mostra um chão de floresta completamente coberto por uma espessa camada de folhas secas, a "carpete de folhas", como se refere o fotógrafo.

Várias árvores de troncos finos, já despidas de grande parte de suas folhas, distribuem-se pelo cenário, com a luz do sol do final da tarde a criar sombras alongadas e a dar um brilho dourado à cena.

O foco na textura das folhas e na luz suave realça a tranquilidade e a beleza da transição da estação.

.

A Tapeçaria Dourada da Natureza: A Beleza e a Essência das Folhas Secas

O outono é frequentemente descrito como a estação do desapego, o momento em que a natureza solta as suas amarras e se prepara para o descanso do inverno.

No entanto, o que muitos veem como o fim de um ciclo é, na verdade, o início de outro.

A queda das folhas das árvores, que cria a "carpete de folhas" capturada por Mário Silva, é um espetáculo de beleza e um processo vital para a saúde do ecossistema.

.

O Ciclo da Renovação

Quando as folhas secas cobrem o chão da floresta, elas não são um mero resíduo.

Elas são a base de um complexo ciclo de renovação.

Ao caírem, as folhas depositam os nutrientes que absorveram durante o verão no solo.

Microrganismos, como bactérias e fungos, trabalham incansavelmente para decompor esta matéria orgânica, transformando-a numa rica e fértil camada de húmus.

Esta camada de húmus, por sua vez, nutre as árvores e outras plantas, permitindo-lhes crescer e prosperar na próxima estação.

Assim, o que parece ser um simples fim de ciclo é, na verdade, o alimento para a próxima geração.

.

Proteção e Abrigo

A carpete de folhas secas também serve como um isolante natural e uma proteção para o solo e a fauna.

Esta camada de folhas ajuda a manter a temperatura e a humidade do solo, protegendo as raízes das árvores das geadas do inverno.

Além disso, ela oferece abrigo para inúmeros pequenos animais, insetos e larvas, que se escondem por baixo para hibernar ou buscar proteção.

É um habitat vital para a biodiversidade da floresta.

.

Beleza Efêmera

Além da sua importância biológica, as folhas secas possuem uma beleza única e fugaz.

Na fotografia de Mário Silva, vemos como a luz do sol as transforma em ouro, criando um cenário de tranquilidade e nostalgia.

Os tons quentes, as texturas crocantes e o suave som que fazem ao pisar nelas são uma parte essencial da experiência do outono.

Elas lembram-nos que a beleza pode ser encontrada na simplicidade e na impermanência.

.

A próxima vez que vir uma folha seca a cair de uma árvore, lembre-se de que não é apenas um adeus, mas sim uma promessa de vida e um passo fundamental no ciclo infinito da natureza.

.

Texto & Fotografia: ©MárioSilva

.

.

Mário Silva 📷
29
Set25

“Folhas flamejantes de vide no outono”


Mário Silva Mário Silva

“Folhas flamejantes de vide no outono”

29Set DSC09270_ms

A fotografia de Mário Silva captura a essência do outono com uma folha de videira em cores vibrantes.

Em primeiro plano, uma grande folha, com tonalidades que variam do amarelo dourado ao vermelho intenso, destaca-se, realçada pela luz que a atravessa.

A complexa rede de nervuras é visível, mostrando a sua delicada estrutura.

No fundo, a terra e as vinhas adormecidas formam um cenário em tons neutros, que realçam a beleza e o brilho da folha.

A imagem, com um foco seletivo, celebra a transição da natureza.

.

A Paleta do Outono: Quando a Natureza se Veste de Fogo

Quando o verão se despede e o ar fresco da manhã se instala, a natureza começa a sua mais bela transformação.

O outono chega, e com ele, uma explosão de cores que pinta a paisagem com uma paleta de tirar o fôlego.

As folhas, outrora verdes e vibrantes, começam a mudar, criando um espetáculo de tons de amarelo, laranja, vermelho e castanho.

.

Essa mudança não é um simples capricho da natureza, mas sim um processo biológico fascinante.

Durante a primavera e o verão, a clorofila é a protagonista.

Este pigmento verde é essencial para a fotossíntese, o processo pelo qual as plantas produzem energia a partir da luz solar.

Ele domina a cor das folhas e esconde outros pigmentos que estão sempre lá, mas em menor quantidade.

.

Com a chegada do outono, as horas de luz do dia diminuem e as temperaturas caem.

Como resposta, as árvores e plantas, como a videira, começam a preparar-se para o inverno.

Elas param de produzir clorofila e, gradualmente, quebram-na para conservar os seus nutrientes preciosos.

À medida que o verde desaparece, outros pigmentos, como os carotenoides e as antocianinas, emergem e finalmente brilham.

.

Os carotenoides, responsáveis pelos tons de amarelo e laranja, já existiam nas folhas o tempo todo.

São os mesmos pigmentos que dão cor a cenouras e abóboras.

Quando a clorofila se degrada, eles se revelam em toda a sua glória.

Já as antocianinas, que criam os tons de vermelho e roxo, são produzidos no final do verão e no outono.

A sua produção é estimulada por dias ensolarados e noites frias.

.

A fotografia de Mário Silva, com as suas folhas flamejantes de vide, captura essa transição de forma magistral.

A luz do sol penetra na folha, realçando cada nervura e cada tom de cor.

É uma imagem que celebra não apenas a beleza, mas também a resiliência e a sabedoria da natureza, que se despede de uma estação e se prepara para a próxima, deixando um rastro de fogo e cores para trás.

.

Texto & Fotografia: ©MárioSilva

.

.

Mário Silva 📷
28
Set25

“Capela S. Cristovão” - Ervedosa – Vinhais – Bragança – Portugal


Mário Silva Mário Silva

“Capela S. Cristovão”

Ervedosa – Vinhais – Bragança – Portugal

28Set DSC04026_ms

A fotografia de Mário Silva retrata a Capela de São Cristóvão, em Ervedosa, Vinhais, Bragança.

A imagem, capturada sob uma luz clara, no final da tarde, foca na fachada da pequena capela.

A construção, de paredes brancas e telhado de barro, tem uma porta de madeira escura e é encimada por uma cruz.

Uma escadaria de pedra rústica conduz a um pátio cercado por uma grade de ferro verde, que se destaca em primeiro plano.

Folhas secas espalhadas pelos degraus e o verde das árvores nos cantos da foto dão um toque de vida à cena.

A assinatura de Mário Silva no canto inferior direito finaliza a obra.

.

São Cristóvão: A Lenda do Gigante e a Fé que Move Montanhas

A figura de São Cristóvão é uma das mais fascinantes e populares do cristianismo, especialmente pela sua ligação com os viajantes e motoristas.

A sua história, contada principalmente através da Legenda Áurea, um famoso livro medieval, mistura elementos de lenda e fé, e a sua devoção atravessou séculos e continentes.

.

A Lenda de Offero, o Gigante

A história começa com um homem de nome Offero (que significa "o que carrega").

Ele era um gigante, de grande força e estatura, que decidiu dedicar a sua vida a servir o rei mais poderoso do mundo.

Após uma longa busca, Offero percebeu que o rei a quem servia tinha medo do diabo, o que o levou a procurar o próprio príncipe das trevas para servi-lo.

No entanto, o diabo demonstrou medo de uma cruz, o que convenceu Offero de que a cruz, e por consequência, Cristo, era o poder mais forte do universo.

.

Determinado a servir a Jesus, Offero consultou um eremita.

O homem santo disse-lhe que a melhor forma de servir a Cristo seria usar a sua imensa força para ajudar os outros.

O eremita sugeriu que ele se instalasse na margem de um rio perigoso e caudaloso, onde muitos peregrinos se afogavam.

A sua missão seria carregar as pessoas nos seus ombros, ajudando-as a atravessar a correnteza em segurança.

Offero aceitou de bom grado.

.

O Encontro com o Menino Jesus

Certa noite, Offero estava a descansar quando ouviu uma voz de criança a chamá-lo.

Ao se aproximar, viu um pequeno menino à espera para atravessar o rio.

Com a sua força habitual, ele colocou o menino no seu ombro e começou a caminhada.

No meio da travessia, no entanto, a criança tornou-se incrivelmente pesada, como se todo o peso do mundo estivesse no seu corpo.

O rio agitava-se e a travessia tornou-se uma luta exaustiva.

.

Quando finalmente chegaram à outra margem, Offero desabou, exausto.

Ele disse ao menino:

- Parece que carreguei o mundo inteiro nos meus ombros!

O menino sorriu e respondeu:

- Não te admires, Offero, pois não levaste só o mundo às costas, mas também Aquele que o criou. Eu sou Jesus, teu Senhor e teu Rei, e acabas de carregar o Salvador."

.

Após o encontro, o menino batizou-o, e Offero, "o que carrega", e tornou-se Christophorus, que em grego significa "o que carrega Cristo".

.

O Legado de São Cristóvão

A devoção a São Cristóvão espalhou-se rapidamente na Idade Média.

A sua lenda inspirou milhares de pessoas e ele tornou-se o patrono dos viajantes.

Apesar do seu nome ter sido removido do calendário litúrgico oficial da Igreja Católica em 1969, por falta de evidências históricas da sua existência, a devoção popular a São Cristóvão continua muito forte.

Ele é invocado para a proteção nas estradas e contra a morte súbita, e a sua imagem é comumente encontrada em carros e em capelas à beira de estradas, como a de Ervedosa.

.

A sua história é um lembrete poderoso de que a verdadeira força não reside apenas no poder físico, mas no serviço humilde e na fé inabalável.

.

Texto & Fotografia: ©MárioSilva

.

.

Mário Silva 📷
27
Set25

“Papa-moscas-cinzento (Muscicapa striata) no alto ramo seco”


Mário Silva Mário Silva

“Papa-moscas-cinzento (Muscicapa striata) no alto ramo seco”

27Set DSC05054_ms

A fotografia de Mário Silva captura um momento de serenidade na natureza.

No centro da imagem, um Papa-moscas-cinzento, com suas penas de tons neutros, está empoleirado num galho seco e retorcido.

A iluminação dourada e suave incide diretamente sobre a pequena ave e o galho, criando um contraste com o fundo escuro e desfocado, que sugere um entardecer.

A composição, com a luz focando no pássaro e no seu suporte, isola o sujeito e transmite uma sensação de quietude e solidão.

.

O Guardião do Entardecer

No alto de um galho de carvalho, tão velho e retorcido quanto o próprio tempo, vivia um pequeno pássaro de olhos redondos e penas cinzentas.

Ele não tinha um nome grandioso, apenas o de Papa-moscas-cinzento, mas todos na floresta o conheciam como o Guardião do Entardecer.

Era seu dever, a cada dia, saudar a última luz do sol com a sua presença silenciosa.

.

O mundo ao seu redor era uma tapeçaria de sombras, um manto de veludo que o crepúsculo tecia.

As folhas já não balançavam, os ruídos da floresta aquietavam-se, e a escuridão preparava-se para cobrir tudo.

Mas ali, no alto do seu trono de madeira, o Papa-moscas era um ponto de luz.

.

Ele não cantava canções elaboradas como o rouxinol, nem voava em acrobacias como a andorinha.

A sua magia estava na quietude.

Enquanto a luz do dia se esvaía em tons de pêssego e dourado, ele permanecia imóvel, a silhueta solitária de um ser que testemunhava a transição do dia para a noite.

A sua alma, se ele tivesse uma, era feita de nostalgia e serenidade.

Ele observava as últimas moscas voarem, o vento final acariciar as árvores, e o brilho do sol beijar a terra pela última vez antes de partir.

.

As outras criaturas da floresta viam-no, mas raramente se aproximavam.

Sabiam que a sua missão era sagrada, e que a paz que ele irradiava era um presente para todos eles.

A sua existência era uma recordação de que, mesmo nos momentos de transição e escuridão, sempre há um ponto de luz e esperança.

E assim, quando a última estrela surgia no céu, o Guardião do Entardecer fechava os olhos, sentindo o calor da luz dourada na alma, pronto para esperar a aurora do dia seguinte.

.

Texto & Fotografia: ©MárioSilva

.

.

Mário Silva 📷
26
Set25

Cogumelo “Amanita vaginata” e bagas vermelhas de “Tamus communis”


Mário Silva Mário Silva

Cogumelo “Amanita vaginata” e

bagas vermelhas de “Tamus communis”

26Set DSC04873_ms

Essa foto de Mário Silva é uma composição marcante que equilibra elementos de cor e ausência de cor para criar um contraste visual dramático.

O cogumelo, identificado como “Amanita vaginata”, domina o centro da imagem.

A sua textura detalhada é capturada em preto e branco, com as lamelas bem definidas sob o chapéu, e o pé ergue-se de forma elegante.

Ao lado dele, as bagas vermelhas de “Tamus communis” destacam-se, vibrantes e cheias de vida, rompendo a monocromia do fundo.

A técnica de seletiva de cores realça a beleza natural desses elementos, enquanto o fundo desfocado, com a assinatura do artista, foca a atenção nos sujeitos.

.

O Contraste entre a Vida e o Desgaste da Floresta

Num mundo onde as estações se desvanecem numa paleta de cinzas e castanhos, a floresta de Mário Silva irrompe como uma faísca de vida.

A fotografia, uma obra de arte que transcende a mera representação, apresenta-nos uma cena de contraste e coexistência.

Um cogumelo “Amanita vaginata” ergue-se majestoso, na sua forma delicada e lamelas finas capturadas num preto e branco que acentua a textura e o desgaste do tempo.

Ele é o protagonista silencioso, parte de um ciclo contínuo de decomposição e renovação.

.

Ao seu redor, uma constelação de bagas vermelhas de “Tamus communis”, também conhecidas como erva-da-moura, explode em cor.

Essas pequenas joias escarlates parecem desafiar a seriedade monocromática do seu envolvimento.

São como gotas de sangue numa paisagem adormecida, um lembrete vívido da energia e da vitalidade que persistem mesmo nas profundezas da floresta.

.

Essa dualidade é o coração da imagem.

O cogumelo, na sua sobriedade, representa a passagem do tempo, a estrutura e a quietude.

Ele é o passado e o presente, a base sobre a qual a vida se constrói e se desfaz.

As bagas, por outro lado, são a promessa do futuro, o grito de cor no meio do silêncio.

Elas simbolizam a resiliência e a paixão, a explosão de vida que não pode ser contida.

.

Mário Silva, com a sua técnica de cor seletiva, não apenas registra uma cena da natureza, mas também nos convida a uma reflexão mais profunda.

Ele mostra-nos que a beleza não está apenas na exuberância e na cor, mas também na sobriedade e na simplicidade.

A foto é um diálogo entre o efêmero e o eterno, entre a serenidade da morte e a paixão da vida, unindo esses dois mundos num único e belo quadro.

.

Texto & Fotografia: ©MárioSilva

.

.

Mário Silva 📷
25
Set25

“Fonte de mergulho” - Oucidres - Planalto de Monforte – Chaves – Portugal


Mário Silva Mário Silva

“Fonte de mergulho”

Oucidres - Planalto de Monforte – Chaves – Portugal

25Set DSC03651_ms

A fotografia de Mário Silva, “Fonte de mergulho” (Oucidres, Planalto de Monforte, Chaves, Portugal), mostra uma pequena estrutura de pedra antiga, que é um abrigo para uma fonte.

A estrutura, feita de pedras rústicas e musgosas, tem um telhado de duas águas e uma abertura arqueada na frente.

Há uma grade de ferro enferrujada à sua frente, que impede o acesso ao interior escuro.

.

Por trás da estrutura, ergue-se um muro alto de pedras irregulares, coberto de vegetação rasteira.

O solo em frente é de terra batida, com algumas ervas e pedras soltas.

A imagem tem uma tonalidade sépia, que realça a antiguidade e a história do local.

.

Estória: Uma fonte de amor

Alonso era um homem de poucas palavras, mas de um coração imenso.

Todos os dias, passava pela Fonte de Mergulho a caminho do campo.

A fonte era um local antigo e misterioso, um portal para memórias de uma Chaves que já não existia.

Alonso nunca parava para a admirar, mas a sua alma gravava-lhe cada pormenor: as pedras musgosas, a grade de ferro que a protegia, a entrada escura que guardava os segredos de gerações.

.

Até que um dia, a sua rotina foi interrompida.

Uma jovem, com um vestido florido e os cabelos ao vento, estava sentada no muro de pedra, a desenhar a fonte num pequeno caderno.

Alonso, que sempre se sentira invisível, sentiu o seu coração a bater com força.

Ele parou, indeciso, mas ela, com um sorriso, olhou para ele e disse:

- Não se preocupe, não estou a roubar o seu caminho.

Alonso, envergonhado, apenas murmurou um “Não, de todo”, e seguiu em frente.

.

Nos dias que se seguiram, Alonso esperou por ela, a caminho do campo.

E ela estava sempre lá.

Primeiro, apenas se cumprimentavam.

Depois, começaram a trocar breves palavras.

Ela chamava-se Clara, e era uma artista de Lisboa que se apaixonou pela calma da região.

A fonte de mergulho era a sua musa, um símbolo do amor que ela queria expressar na sua arte.

Alonso, tímido, escutava as suas palavras com atenção, descobrindo um mundo novo, de cores e emoções.

.

Um dia, choveu.

Alonso abrigou-se sob a fonte, para evitar a intempérie.

Clara juntou-se a ele, e o pequeno espaço, protegido pela pedra e pelo tempo, tornou-se o seu refúgio.

Foi ali, naquele abrigo antigo e seguro, que Alonso e Clara se apaixonaram.

A fonte de mergulho, que antes guardava os segredos de gerações, guardava agora a história de um amor que florescia, um amor tão puro e eterno quanto a água que um dia a fonte guardou.

.

Anos mais tarde, Alonso e Clara, casados, passavam pela fonte de mergulho, de mãos dadas.

Clara, com um sorriso, disse-lhe:

- Lembras-te? Foi aqui que tudo começou.

Alonso, com o coração cheio de ternura, respondeu:

- Sempre que te vejo, sinto que voltei a encontrar-me de novo.

E ali, debaixo daquele muro de pedra, a fonte de mergulho testemunhou mais um momento de amor, um amor que se tornara tão forte e eterno quanto a própria pedra.

.

Texto & Fotografia: ©MárioSilva

.

.

Mário Silva 📷
24
Set25

“A Ponte dos Mineiros” - (de cabos de aço e tábuas de madeira (partidas ou podres)) que atravessa o Rio Tuela, dando acesso ao complexo mineiro de Nuzedo/Ervedosa - Vale das Fontes – Vinhais – Bragança – Portugal


Mário Silva Mário Silva

.

“A Ponte dos Mineiros”

(de cabos de aço e tábuas de madeira (partidas ou podres))

que atravessa o Rio Tuela, dando acesso ao complexo mineiro de

Nuzedo/Ervedosa - Vale das Fontes – Vinhais – Bragança – Portugal

24Set DSC03881_ms

Esta fotografia de Mário Silva capta uma ponte de tábuas de madeira, com cabos de aço e pilares de metal enferrujados.

A ponte, que atravessa o rio Tuela, está desgastada pelo tempo.

As tábuas de madeira estão partidas ou podres, e os cabos de aço estão a enferrujar.

A fotografia, com a sua iluminação dourada e a sua perspetiva, transmite uma sensação de abandono e de perigo.

.

A Importância da Ponte dos Mineiros: Uma História de Ligação e de Sacrifício

A Ponte dos Mineiros, que Mário Silva fotografou, é mais do que uma estrutura de madeira e de aço.

É um monumento de grande importância histórica.

A ponte, que atravessa o Rio Tuela, ligava as aldeias de Vale das Fontes à margem esquerda do rio, dando acesso ao complexo mineiro de Nuzedo/Ervedosa.

.

As minas, que foram uma fonte de sustento para a comunidade local, eram o centro da vida económica e social da região.

Os mineiros, que arriscavam as suas vidas todos os dias, dependiam da ponte para chegar ao trabalho.

A ponte era o seu caminho, o seu refúgio, e o seu elo com as suas famílias e as suas casas.

.

No entanto, a ponte, com a sua estrutura frágil, era um perigo constante.

Os mineiros, que eram valentes, mas também vulneráveis, arriscavam as suas vidas a cada passo.

A ponte era um teste à sua coragem e à sua fé, uma chamada de atenção constante de que a vida, por mais que lutemos, é frágil e imprevisível.

.

Com o fim da atividade das minas, a ponte, que já foi um símbolo de trabalho e de sacrifício, foi abandonada.

As tábuas de madeira, que antes eram um caminho de esperança, tornaram-se um túmulo para as memórias.

Os cabos de aço, que antes eram um símbolo de força, tornaram-se um símbolo de abandono.

.

A fotografia de Mário Silva é um retrato da beleza e da melancolia da Ponte dos Mineiros.

É uma lembrança do passado da região, do trabalho dos mineiros, do seu sacrifício e da importância que esta ponte teve.

É um convite a olhar para o passado com respeito e a não nos esquecermos das lições do presente.

.

Texto & Fotografia: ©MárioSilva

.

.

Mário Silva 📷
23
Set25

“O banho do passarito”


Mário Silva Mário Silva

“O banho do passarito”

23Set DSC04323_ms

Esta fotografia, capturada por Mário Silva, retrata um adorável pássaro pequeno, provavelmente um pisco-de-peito-ruivo (Erithacus rubecula), num momento de puro deleite aquático.

O passarito, com o seu peito laranja-avermelhado e penas castanhas ligeiramente eriçadas pela humidade, está imerso numa poça rasa de água cristalina, cercado por solo húmido e pedras irregulares.

Folhas verdes e frescas emolduram a cena, contrastando com a terra castanha e a água reflexiva que captura tons dourados da luz ambiente.

O pássaro olha diretamente para a câmara com olhos curiosos e brilhantes, a sua plumagem molhada e fofa sugerindo um banho revigorante após uma manhã de explorações.

A composição é íntima e serena, destacando a inocência e a vitalidade da natureza num instante congelado.

.

Estória: A Aventura do Pequeno Banho

Numa clareira escondida no coração de uma floresta portuguesa, onde o sol da manhã filtrava através das folhas dançantes, vivia um jovem pisco-de-peito-ruivo chamado Tito.

Com apenas algumas semanas de vida, Tito era um explorador incansável, pulando de galho em galho em busca de insetos reluzentes e bagas suculentas.

Mas naquela manhã de outono, após uma perseguição animada a uma borboleta travessa que o levou através de arbustos espinhosos e riachos murmurantes, Tito viu-se coberto de poeira e folhas secas.

As suas penas, outrora vibrantes, agora pareciam um manto empoeirado, e ele sentia um peso invisível nas suas asas.

.

Ofegante e sedento, Tito avistou uma poça mágica – uma pequena lagoa formada pela chuva noturna, rodeada por pedras lisas e musgos verdes que sussurravam segredos antigos.

Sem hesitar, ele aproximou-se, com os seus olhinhos castanhos brilhando de excitação.

Com um pulinho ousado, mergulhou na água fresca, sentindo o choque revigorante contra a sua pele.

As gotas salpicavam ao seu redor como diamantes voadores, limpando a sujidade da aventura e revelando novamente o peito laranja flamejante que o tornava o orgulho da sua família.

.

Enquanto se banhava, Tito imaginou-se como um grande navegador dos céus, conquistando oceanos de folhas e montanhas de troncos caídos.

Ele batia as asas com vigor, criando ondas minúsculas que dançavam na superfície, e cantava uma melodia alegre que ecoava pela clareira, atraindo borboletas curiosas e esquilos admirados.

De repente, um raio de sol tocou a poça, transformando a água num espelho dourado, e Tito sentiu-se invencível – pronto para voar mais alto, explorar mais longe.

.

Mas o perigo espreitava!

Um corvo mal-humorado, atraído pelo barulho, pairava nas sombras, com os seus olhos famintos fixos no pequeno banhista.

Com o coração acelerado, Tito emergiu da poça, as suas penas agora limpas e secas pelo vento suave.

Com um último olhar desafiador para o intruso, ele abriu as asas e alçou voo, deixando para trás apenas um rastro de gotas brilhantes e a promessa de novas aventuras.

Naquele banho simples, Tito não só se purificou, mas descobriu a coragem que o levaria a horizontes inexplorados, provando que até os menores atos de alegria podem impulsionar grandes jornadas.

.

Texto & Fotografia: ©MárioSilva

.

.

Mário Silva 📷
22
Set25

“Rio Tuela” – Torre de Dona Chama - Mirandela - Portugal


Mário Silva Mário Silva

“Rio Tuela”

Torre de Dona Chama - Mirandela - Portugal

22Set  DSC04175_ms

Esta fotografia de Mário Silva retrata o Rio Tuela, com as suas margens densamente arborizadas.

A imagem, com o seu reflexo na água, evoca a serenidade do rio e a beleza da paisagem.

O rio, com a sua água escura e calma, flui entre as margens.

A luz do sol, que incide sobre a vegetação, cria um efeito de brilho e de sombra.

A fotografia, com a sua luz e a sua cor, é um retrato da beleza natural de Portugal.

.

Estória: O Sussurro do Rio

O Rio Tuela, com as suas águas escuras e profundas, era o guardião de segredos.

Ao longo dos anos, ele tinha ouvido as estórias dos amantes, os lamentos dos solitários e as promessas dos viajantes.

A sua vida era um conto de silêncio e de murmúrio, com o seu nome a ser ecoado por cada folha, por cada pedra e por cada ave.

.

Uma manhã, o rio, com as suas águas calmas, ouviu o lamento de uma jovem.

O nome dela era Estrelinha, e a sua vida era um conto de dor e de saudade.

Ela tinha perdido o seu amor, e o seu coração, como o rio, tinha-se tornado um túmulo para as suas memórias.

.

O rio, com a sua voz calma, sussurrou-lhe a estória do tempo.

- O tempo - disse ele - não para. As águas do rio, como as nossas lágrimas, vão para o mar. Mas as nossas memórias, como as pedras do rio, ficam para sempre.

Estrelinha, que tinha ouvido o lamento do rio, sentou-se na margem.

O sol, com os seus raios, incidiu sobre o rio e sobre as folhas.

.

Estrelinha, com a sua mão, tocou na água.

A sua dor, que era como uma tempestade, começou a dissipar-se.

O rio, com o seu murmúrio, disse-lhe:

- Não te esqueças de mim. A tua estória está no meu coração, e eu, como o teu amor, vou estar sempre contigo.

.

A fotografia de Mário Silva é um retrato do encontro entre a natureza e a alma humana.

O rio Tuela não é apenas um curso de água, mas um espelho da nossa alma.

O seu poder, o seu silêncio e a sua beleza são uma lembrança de que, mesmo na nossa solidão, a natureza tem o poder de nos confortar e de nos curar.

.

Texto & Fotografia: ©MárioSilva

.

.

Mário Silva 📷
21
Set25

“Santuário de Santa Bárbara” – Soutilha - Ervedosa – Vinhais – Portugal


Mário Silva Mário Silva

“Santuário de Santa Bárbara”

Soutilha - Ervedosa – Vinhais – Portugal

21Set DSC03971_ms

Esta fotografia de Mário Silva retrata uma pequena capela branca com um telhado de telha de barro, localizada no cimo de uma colina.

A capela, com a sua arquitetura simples, contrasta com uma torre de pedra de coroa de castelo.

Ao lado da capela, há uma estrutura em pedra que se assemelha a uma torre de sino, com a sua sombra a projetar-se sobre a parede branca.

A fotografia, com a sua luz do sol e o seu céu azul, evoca uma sensação de paz e de serenidade.

.

A História e a Devoção a Santa Bárbara

Santa Bárbara é uma das santas mais veneradas da tradição católica.

A sua história, embora com poucas fontes históricas, é rica em devoção e em milagres.

Acredita-se que Santa Bárbara era uma jovem de Nicomédia, uma cidade na Turquia, que viveu no século III.

A sua história é um exemplo de fé e de coragem perante a perseguição.

.

Santa Bárbara é a padroeira dos mineiros, dos artilheiros e de todos os que trabalham em atividades perigosas, porque ela foi martirizada e decapitada pelo seu pai por ter-se convertido ao cristianismo.

Diz a lenda que o pai, ao voltar para casa, foi fulminado por um raio.

Por isso, Santa Bárbara é também a protetora contra as trovoadas, os relâmpagos, os incêndios e as mortes súbitas.

.

A sua imagem, com a sua espada e o seu chapéu, é um símbolo de força, de coragem e de fé.

A sua devoção, que se espalhou pelo mundo, é um testemunho da sua importância na vida de milhões de fiéis.

Em Portugal, a devoção a Santa Bárbara é especialmente forte, com igrejas e santuários a serem construídos em sua honra, como o de Soutilha, em Vinhais.

.

O santuário de Santa Bárbara, em Vinhais, é um local de peregrinação e de fé.

A capela, com a sua arquitetura simples, e o seu campanário de pedra, é um tributo à sua vida e ao seu sacrifício.

É um local de paz e de serenidade, onde os fiéis podem meditar, rezar e agradecer.

A fotografia de Mário Silva capta a beleza e a espiritualidade do santuário, e a sua estória, que é um conto sobre a devoção e o milagre, é uma lembrança da força da fé e da sua capacidade de inspirar e de salvar.

.

Texto & Fotografia: ©MárioSilva

.

.

Mário Silva 📷
20
Set25

O pipo-vaso e o nicho sem imagem” - Travancas – Chaves – Portugal


Mário Silva Mário Silva

O pipo-vaso e o nicho sem imagem”

Travancas – Chaves – Portugal

20Set DSC08017_ms

Esta fotografia de Mário Silva mostra um barril de madeira, que foi transformado num vaso para uma planta.

O barril, com os seus aros de metal enferrujados, está encostado a uma parede de pedra.

A planta, com a sua folhagem verde escura, tem algumas flores vermelhas que se destacam.

Acima do vaso, há uma espécie de nicho, com um arco de pedra, mas vazio, sem qualquer imagem.

A fotografia transmite uma sensação de abandono e de melancolia, mas a presença da planta e das suas flores é um sinal de vida e de esperança.

-

Estória: A Memória do Pipo e do Nicho

O velho pipo, com os seus aros de metal enferrujados, tinha sido, noutros tempos, um nobre recipiente de vinho.

Tinha visto muitos dias de sol, muitas noites de chuva e muitos anos de festa.

Mas o tempo, que não perdoa, tinha transformado a sua madeira em cinzas.

.

A velha Maria, que morava na casa ao lado, encontrou o pipo no lixo.

A sua bondade, que era mais forte que a sua idade, não a deixou atirá-lo fora.

Ela transformou-o num vaso para uma planta.

A planta, com a sua folhagem verde escura, floresceu.

E as suas flores vermelhas eram o seu coração, que tinha renascido.

-

Acima do pipo, a parede de pedra tinha um nicho vazio.

O nicho, que antes tinha a imagem de um santo, era agora um túmulo para as memórias.

A imagem, dizia a lenda, tinha sido roubada.

Mas a velha Maria dizia que a imagem tinha ido embora, porque o santo não aguentou o abandono da aldeia.

- Os santos também precisam de amor - dizia ela.

.

Um dia, um viajante, que passava por Travancas, viu o pipo-vaso e o nicho vazio.

Ele tirou uma fotografia.

E na sua mente, ele criou uma estória.

A estória de um pipo que, de velho, se tornou novo.

A estória de um nicho que, de vazio, se tornou um símbolo de esperança.

-

A estória do pipo-vaso e do nicho sem imagem é um conto sobre a beleza da vida e a importância da fé.

É um lembrete de que, mesmo nos lugares mais sombrios, a luz pode nascer.

E a fotografia de Mário Silva é um retrato desse momento, em que a esperança e a beleza, como o pipo-vaso e o nicho, se encontram.

.

Texto & Fotografia: ©MárioSilva

.

.

Mário Silva 📷
19
Set25

"Roupa a secar"


Mário Silva Mário Silva

"Roupa a secar"

19Set DSC03785_ms

Esta fotografia de Mário Silva retrata uma cena do quotidiano: uma corda de roupa, estendida entre paredes de xisto, com várias peças penduradas.

As peças, de cores claras, destacam-se contra o fundo de um campo com vegetação.

A luz do sol incide sobre a roupa, enquanto uma ligeira brisa parece movimentá-la.

A imagem transmite uma sensação de simplicidade e de tranquilidade, e a presença do sol e do vento evoca a beleza de um dia de verão.

.

O Poder do Sol e do Vento na Secagem da Roupa

Secar a roupa ao ar livre é uma prática ancestral que se baseia em princípios científicos simples e eficazes.

A secagem da roupa é o resultado de um processo de evaporação, ou seja, a passagem da água do estado líquido para o gasoso.

Este processo é acelerado pelo sol e pelo vento, que trabalham em conjunto para remover a humidade dos tecidos.

.

O sol atua principalmente através da sua energia térmica.

O calor do sol aumenta a energia das moléculas de água nos tecidos, fazendo com que se movam mais rapidamente e se libertem para a atmosfera na forma de vapor.

Este processo, no entanto, pode ser lento se não houver um fluxo de ar que ajude a remover a camada de ar húmido que se forma em torno da roupa.

.

É aqui que o vento desempenha um papel crucial.

A circulação do ar, ou a convecção, remove a humidade da superfície dos tecidos, substituindo o ar saturado de vapor por ar mais seco.

Por incrível que pareça, o vento é, em muitos casos, mais eficaz que o sol na secagem da roupa.

Em dias nublados, por exemplo, o vento pode secar a roupa, mesmo sem a presença do sol.

É a combinação da energia do sol e da ação do vento que torna a secagem da roupa ao ar livre tão eficiente.

.

Apesar dos benefícios, como a economia de energia e a esterilização natural proporcionada pelos raios ultravioleta, a secagem ao sol pode ter desvantagens.

A exposição prolongada pode desbotar, queimar ou encolher as peças.

Por isso, o segredo para secar a roupa de forma eficaz e segura é combinar a ação do sol e do vento, pendurando as peças bem esticadas e com espaço entre elas para que o ar possa circular livremente.

.

Texto & Fotografia: ©MárioSilva

.

.

Mário Silva 📷
18
Set25

“Fonte de mergulho” Paradela de Veiga - Chaves – Portugal


Mário Silva Mário Silva

“Fonte de mergulho”

Paradela de Veiga - Chaves – Portugal

12Set DSC03563_ms

A fotografia "Fonte de mergulho" de Mário Silva foca em uma fonte de pedra, de estilo rústico e antigo, rodeada por vegetação.

A estrutura de pedra, coberta por musgo e hera, possui uma entrada em arco que permite o acesso à água.

Uma data, 1810, está gravada na pedra, sugerindo a sua antiguidade.

A vegetação luxuriante e a iluminação suave criam um ambiente místico e atemporal.

A imagem é assinada digitalmente no canto inferior direito.

.

As Fontes de Mergulho e a sua Importância

As fontes de mergulho são um tipo de fonte rural, com um tanque ou um poço, onde as pessoas, tinham que mergulhar o balde ou outro utensilio para apanhar água.

Estas fontes, muitas vezes encontradas em aldeias remotas, são mais do que simples estruturas para obter água; são o coração da vida rural e um elo com o passado.

.

A importância das fontes de mergulho é multifacetada.

Em primeiro lugar, elas são um recurso vital para a população rural.

Numa época em que não existia água canalizada, estas fontes eram a principal fonte de água potável, utilizada para beber, cozinhar, lavar roupa e dar de beber aos animais.

A sua localização, muitas vezes estratégica, era um fator de atração para a fundação de aldeias e para o desenvolvimento das comunidades.

.

Em segundo lugar, as fontes de mergulho são um importante ponto de encontro social.

As pessoas que iam buscar água encontravam-se, conversavam e partilhavam as notícias da aldeia.

As fontes, por isso, tornaram-se o palco de histórias, de lendas e de tradições.

Eram o coração da aldeia, o lugar onde as amizades se formavam, os casamentos se combinavam e os segredos se partilhavam.

.

Em terceiro lugar, estas fontes são um testemunho da história e da cultura das comunidades rurais.

As suas datas, gravadas na pedra, são um lembrete da longevidade e da resiliência das aldeias.

A sua arquitetura rústica, a sua integração na paisagem e a sua ligação com a natureza fazem delas um elemento importante do património rural.

.

Hoje, com a chegada da água canalizada, muitas destas fontes perderam a sua função utilitária.

No entanto, o seu significado permanece.

Elas são um lembrete do passado, um símbolo da vida rural e um tesouro cultural que deve ser preservado.

A fotografia de Mário Silva, "Fonte de mergulho”, Paradela de Veiga - Chaves - Portugal", é uma ode a esta importância, um lembrete da beleza e do valor de um passado que, embora remoto, continua a moldar o nosso presente.

.

Texto & Fotografia: ©MárioSilva

.

.

Mário Silva 📷
17
Set25

“Riacho” - Nuzedo de Baixo - Vale das Fontes – Vinhais – Bragança – Portugal


Mário Silva Mário Silva

“Riacho”

Nuzedo de Baixo - Vale das Fontes –

Vinhais – Bragança – Portugal

15Set DSC03812_ms

A fotografia "Riacho" de Mário Silva retrata um pequeno curso de água.

A água, límpida e calma, reflete as árvores e a vegetação das margens.

A margem do riacho é coberta de ervas altas, juncos e pedras, com algumas árvores e arbustos.

No fundo, vislumbra-se uma ponte rústica e um pequeno edifício.

A luz do sol da tarde ilumina a cena, criando um ambiente tranquilo e sereno.

.

Estória Lírica: A Canção das Águas

Em Nuzedo de Baixo, a vida corria ao ritmo do riacho.

As suas águas não eram apenas um recurso; eram uma canção, uma melodia que embalava a vida da aldeia.

A fotografia de Mário Silva capturou a sua essência, a sua alma.

.

O riacho era o coração da paisagem, o seu espelho.

As águas calmas, com os seus reflexos, pareciam contar histórias de um mundo que Mário Silva capturou com a sua lente.

Histórias de sol, de vento, de chuva, de vida.

As ervas altas nas margens eram as suas notas, o murmúrio da água era a sua melodia.

.

A ponte, que se vislumbra ao fundo, era o seu verso, a sua promessa de que a vida continua, que a água encontra sempre o seu caminho.

A fotografia de Mário Silva era um lembrete de que a vida é um ciclo.

Que o riacho, que nasce na montanha e corre para o mar, é a vida, que nasce na infância e corre para a eternidade.

.

A cada pedra no riacho, a cada folha que caía na água, a canção mudava, mas a melodia permanecia.

Era a canção da natureza, a canção da vida.

Era uma canção de paz, de esperança, de amor.

Uma canção que nos ensinava que a vida, tal como a água, deve ser vivida com serenidade, com calma, com amor.

.

A fotografia de Mário Silva era uma ode a esta canção.

Era uma melodia visual, um poema pintado com luz e cor.

Era uma lembrança de que a beleza da vida não está nas coisas grandes, mas nas pequenas.

No brilho do sol na água, na calma do riacho, na serenidade da paisagem.

E que a nossa missão, tal como a do riacho, é correr para a frente, mas com um coração em paz.

.

Texto & Fotografia: ©MárioSilva

.

.

Mário Silva 📷
16
Set25

“O pardalito curioso” ... e uma fábula


Mário Silva Mário Silva

“O pardalito curioso”

16Set DSC04075_ms

A fotografia de Mário Silva capta o momento em que um pequeno pardal (Passer domesticus), com as penas em tons de castanho e cinzento, espreita entre as folhas de um arbusto, louro-cerejeiro (Prunus laurocerasus).

As folhas, grandes e verdes, enquadram a ave, que se destaca no centro da imagem.

O fundo é desfocado em tons de castanho e laranja, o que realça o foco no pardal.

A luz suave e a composição simples da fotografia conferem uma sensação de intimidade e tranquilidade.

.

Fábula: O Pardalito Curioso e o Mundo

Num jardim, vivia um pequeno pardal chamado Pipico.

Ao contrário dos seus irmãos, que passavam os dias a voar e a cantar, Pipico era um pardalito muito curioso.

Ele passava o seu tempo a observar o mundo.

Ele espreitava por entre as folhas do louro-cerejeiro, a árvore que era a sua casa.

A fotografia de Mário Silva capta o seu espírito curioso.

.

Um dia, a sua mãe, a velha Pardala, voou até ele.

- Pipico - disse ela - porque não voas com os teus irmãos? Porque passas o teu tempo a espreitar?

Pipico, sem se mover, respondeu:

- Mãe, eu quero saber. Eu quero saber o que é a vida. Quero saber o que há para além do meu jardim.

 A mãe, com um sorriso, disse-lhe:

- Pipico, a vida não se encontra a espreitar, mas a viver. O mundo não se encontra a observar, mas a voar.

.

Mas Pipico não a ouviu.

Ele continuou a espreitar.

Ele viu a joaninha a caminhar pela folha, a formiga a transportar um pedaço de pão, o caracol a deixar a sua trilha de prata.

Ele viu a vida a acontecer, a mover-se.

.

Um dia, um velho gavião, um Gavião que tinha visto o mundo inteiro, pousou no ramo ao lado.

Pipico, que tinha medo dos Gaviões, tremeu, mas a sua curiosidade era maior que o seu medo.

- Ó, Gavião - disse ele - o que é o mundo?

O Gavião, que tinha visto a guerra, a fome e a dor, sorriu.

- O mundo, pequeno pardal, é um lugar assustador. Mas também é um lugar de amor, de paz e de beleza.

.

Pipico, que só tinha visto o lado bonito do mundo, ficou confuso.

- Mas como pode ser? - perguntou ele.

O Gavião, que tinha visto o que Pipico não podia ver, disse-lhe:

- O mundo, pequeno pardal, não é o que se vê, mas o que se sente. A vida não é o que se encontra, mas o que se vive. Voa, pequeno pardal, voa. Vive o mundo, não o observes.

.

Pipico, com o coração a bater, olhou para os seus irmãos a voar e a cantar.

E, naquele instante, ele soube.

Ele abriu as suas asas e voou.

Ele não tinha medo.

Ele sentiu o sol na sua pele, o vento nas suas penas, a liberdade no seu coração.

E ele soube, naquele instante, que a vida não é uma coisa que se procura, mas uma coisa que se vive.

.

Texto & Fotografia: ©MárioSilva

.

.

Mário Silva 📷
15
Set25

"O início do ano escolar"


Mário Silva Mário Silva

"O início do ano escolar"

15Set DSC09283_ms

A fotografia "O início do ano escolar" de Mário Silva retrata duas construções, sendo uma destinada a sala de aula da Escola Primária e o outro edifício à Cantina Escolar, com telhados de telha avermelhada e paredes brancas.

No centro, o recreio de terra batida.

A fotografia, com a sua composição simples, transmite a sensação de desuso, como se as crianças, que em tempos enchiam o pátio com os seus risos, já não estivessem lá.

.

A Importância da Escola e dos Professores

A fotografia de Mário Silva, com a sua beleza nostálgica, evoca a memória de um tempo em que a escola era o centro da comunidade.

Embora a imagem transmita uma sensação de desuso, ela serve como um poderoso lembrete da importância da escola e dos professores na sociedade.

.

A escola é mais do que um edifício de tijolos e argamassa.

É o pilar da comunidade, o lugar onde a mente das crianças se abre para o mundo, onde os talentos florescem e onde os futuros se moldam.

A escola não é apenas um lugar de aprendizagem, mas um lugar de crescimento, de socialização e de desenvolvimento.

É ali que as crianças aprendem a partilhar, a colaborar, a serem membros da sociedade.

É ali que os medos se transformam em coragem, as dúvidas em certezas e a ignorância em sabedoria.

.

Os professores são os guardiões da escola.

Eles não são apenas os que ensinam, mas os que inspiram, os que orientam e os que capacitam.

Os professores são a luz no caminho do conhecimento.

Eles não se limitam a ensinar factos e fórmulas, mas sim a despertar a curiosidade, a incutir valores e a preparar as mentes jovens para um futuro de desafios.

Os professores são os catalisadores da mudança.

.

A fotografia de Mário Silva é um lembrete do passado, mas é também um grito de esperança para o futuro.

O abandono da sua real função que a imagem transmite deve ser um lembrete de que a Escola não pode ser abandonada.

A educação é o maior investimento que uma sociedade pode fazer, e os professores são o maior tesouro.

Devemos celebrar as escolas e os professores, pois eles não são apenas o passado, mas sim o presente e o futuro.

.

Texto & Fotografia: ©MárioSilva

.

.

Mário Silva 📷
14
Set25

Nicho de Santiago - Feces de Abaixo, Verín, Espanha


Mário Silva Mário Silva

Nicho de Santiago

Feces de Abaixo, Verín, Espanha

14Set DSC07576_ms

A fotografia "Nicho de Santiago" de Mário Silva retrata um pequeno nicho esculpido na parede de um edifício, provavelmente uma casa ou uma capela.

No interior do nicho, encontra-se uma pequena estátua de um santo, que se pode presumir ser Santiago, com um cajado de peregrino na mão.

O nicho é adornado por grandes flores de cor fúcsia.

A fotografia capta a luz e as sombras que incidem sobre a parede de pedra.

Um pedaço de papel rasgado está colocado na base da estátua, e um pedaço de tecido de cor laranja repousa ao lado.

-

A Importância de Santiago para os Povos Ibéricos

A figura de Santiago, ou São Tiago Maior, transcende a mera iconografia religiosa, assumindo um papel central na história, na cultura e na identidade dos povos ibéricos.

A sua importância advém da lenda que o associa à evangelização da Península Ibérica e, mais significativamente, da sua ligação ao Caminho de Santiago, uma das mais antigas e célebres rotas de peregrinação do mundo.

.

Origens e Lenda

A tradição conta que Santiago, um dos doze apóstolos de Jesus, viajou até à Península Ibérica para pregar a palavra de Deus.

Após o seu martírio em Jerusalém, o seu corpo teria sido transportado de barco para a Galiza, onde foi sepultado num local que mais tarde se tornaria a cidade de Santiago de Compostela.

A descoberta do seu túmulo no século IX, sob o reinado de Afonso II das Astúrias, marcou o início de uma nova era para a Europa medieval e para a Península Ibérica em particular.

.

O Caminho de Santiago: Rota de Fé e Cultura

O Caminho de Santiago tornou-se uma das três grandes peregrinações da cristandade, a par de Roma e Jerusalém.

Milhares de peregrinos, de diferentes países e classes sociais, aventuravam-se por estas rotas em busca de redenção espiritual, cura ou aventura.

Para os povos ibéricos, o Caminho foi mais do que uma rota de fé; foi um canal de comunicação cultural e comercial que ligou a Península ao resto da Europa.

Ao longo do percurso, surgiram cidades, hospitais, igrejas e mosteiros, que moldaram a paisagem, a arquitetura e a identidade das regiões por onde passavam.

.

A figura de Santiago, como "Matamoros" (Matador de Mouros), foi também adotada como símbolo da Reconquista Cristã, tornando-se o patrono e o estandarte dos exércitos cristãos na luta contra os muçulmanos.

Este papel conferiu-lhe um estatuto de herói nacional e um símbolo da identidade cristã e da resistência ibérica.

.

O Legado na Cultura Ibérica

Hoje, a influência de Santiago é visível por toda a Península.

Os nichos e as estátuas, como o que Mário Silva fotografou em Feces de Abaixo, são testemunhos da profunda devoção popular.

As conchas de vieira, símbolo do peregrino, são encontradas em casas, igrejas e monumentos.

O Caminho de Santiago, que hoje atrai peregrinos de todo o mundo, continua a ser uma força unificadora, celebrando a fé, a cultura, a história e a solidariedade humana.

A peregrinação, que outrora era um ato de penitência, é hoje uma jornada de autoconhecimento, de convívio e de comunhão com a natureza e o passado.

.

Texto & Fotografia: ©MárioSilva

.

.

Mário Silva 📷
13
Set25

Ponte junto à Fonte dos Namorados - Faiões – Chaves – Portugal


Mário Silva Mário Silva

Ponte junto à Fonte dos Namorados

Faiões – Chaves – Portugal

13Set DSC03604_ms

A fotografia "Ponte junto à Fonte dos Namorados" de Mário Silva retrata uma pequena ponte de pedra com um arco, por baixo da qual corre um riacho.

A estrutura, de cantaria, parece antiga e rústica.

O riacho, com águas calmas, reflete as árvores e a ponte, e as suas margens são de terra batida e vegetação.

A luz do sol da tarde incide sobre a paisagem, criando sombras e reflexos dourados na água.

A imagem transmite uma sensação de tranquilidade e de história.

.

Estória: O Segredo da Ponte dos Namorados

Em Faiões, uma pequena aldeia no norte de Portugal, havia uma ponte que não era apenas uma passagem, mas um portal para o coração.

A aldeia chamava-lhe "A Ponte dos Namorados", e a sua lenda era tão antiga como as suas pedras.

A fotografia de Mário Silva capturou a sua beleza e o seu mistério.

.

A lenda dizia que a ponte tinha sido construída por um amor proibido.

Uma princesa e um pastor tinham-se apaixonado, mas o pai dela, um rei cruel, tinha-lhes proibido o casamento.

O rei ordenou que a princesa fosse trancada numa torre e que o pastor fosse expulso do reino.

Mas a princesa, que amava o pastor, tinha-lhe prometido: "Encontra-me no rio, no lugar onde as águas são mais límpidas, e eu te esperarei."

.

O pastor, com o coração partido, procurou pelo rio.

Andou por dias, sem comer nem beber, até que, exausto, chegou a um riacho.

A água, límpida e calma, refletia as estrelas do céu, e o pastor soube que tinha encontrado o lugar.

Ele sentou-se na margem do riacho e chorou.

As suas lágrimas caíram na água e transformaram-se em pequenas pedras preciosas.

O riacho, que antes era uma passagem, tornou-se uma ponte de amor.

.

A princesa, que tinha escapado da torre, correu pela floresta e encontrou o riacho.

Ela viu o pastor a dormir, exausto, e viu a ponte de pedra que ele tinha construído.

Ela soube, naquele instante, que o seu amor era mais forte que a maldição.

Ela atravessou a ponte, e o pastor acordou.

Ele viu-a, e eles abraçaram-se, prometendo nunca mais se separarem.

.

A fotografia de Mário Silva era um lembrete do poder do amor.

A ponte de pedra, com a sua arquitetura antiga, era a prova do amor que sobreviveu ao tempo.

 As águas calmas do riacho, com os seus reflexos dourados, eram o espelho da felicidade dos amantes.

E a ponte, que antes era uma passagem, era agora um símbolo, um lugar onde os amantes vinham para se abraçarem, para se beijarem e para prometerem o seu amor eterno.

.

Texto & Fotografia: ©MárioSilva

.

.

Mário Silva 📷
12
Set25

"Incêndios destruidores"


Mário Silva Mário Silva

"Incêndios destruidores"

12Ser DSC04426_ms

Esta fotografia de Mário Silva retrata a fúria e o poder destrutivo de um incêndio florestal.

A imagem, captada com uma paleta de cores quentes, mostra uma linha de fogo que consome a vegetação, com chamas alaranjadas e vermelhas a contrastar com o fumo espesso, que tinge o céu de tons acastanhados.

A fotografia, com a sua intensidade, evoca uma sensação de medo e de impotência perante a força da natureza.

.

O Poder Destruidor dos Incêndios e o Trabalho Meritório dos Bombeiros

O poder destrutivo dos incêndios é uma das maiores ameaças para Portugal, com as chamas a devorar florestas e a destruir casas e vidas.

O fogo, que é uma força implacável, é um perigo constante, especialmente no verão.

O poder dos incêndios, por vezes, é de tal forma que chegam a ser incontroláveis.

.

É neste cenário de fúria e de devastação que os bombeiros portugueses se destacam.

Em Portugal, há mais de 12.800 bombeiros profissionais.

A sua missão é a prevenção e o combate a incêndios, o socorro às populações em caso de inundações, desabamentos e outros acidentes, e a prestação de outros serviços de emergência para os quais estejam preparados.

O seu trabalho é incansável e meritório, e por isso o Governo tem reconhecido o esforço destes profissionais no combate a grandes incêndios.

O Estado atribui-lhes uma série de regalias e benefícios sociais em reconhecimento do seu serviço, incluindo acesso a refeitórios públicos e descontos em serviços.

.

O papel dos bombeiros portugueses é um testemunho da sua dedicação, do seu profissionalismo e do seu heroísmo.

A sua paixão pelo serviço e o seu compromisso com a comunidade são um farol de esperança em tempos de escuridão.

O artigo e a fotografia de Mário Silva são um lembrete do poder destruidor do fogo, e do trabalho incansável e meritório dos bombeiros, que arriscam as suas vidas para nos proteger.

.

Obrigado Bombeiros!!!!

.

Texto & Fotografia: ©MárioSilva

.

.

 

Mário Silva 📷

Setembro 2025

Mais sobre mim

foto do autor

LUMBUDUS

blog-logo

Hora em PORTUGAL

Calendário

Dezembro 2025

D S T Q Q S S
123456
78910111213
14151617181920
21222324252627
28293031

O Tempo em Águas Frias

Pesquisar

Sigam-me

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.