Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

MÁRIO SILVA - Fotografia, Pintura & Escrita

*** *** A realidade é a "minha realidade" em imagens (fotografia, pintura) e escrita

24
Out25

“Rosa foetida” no meio do campo


Mário Silva Mário Silva

“Rosa foetida” no meio do campo

24Out DSC06049_ms

No campo seco, a terra já lavrada,

O sol de outono, ou tardio verão.

Uma roseira, teimosa e isolada,

Desafia o tempo, a seca e o grão.

E surge a rosa, um ponto de fulgor,

Um amarelo vivo, contra o calor.

.

Não é o vermelho ardente da paixão,

Nem o branco discreto da inocência;

Mas um oiro breve, na solidão,

A "Rosa foetida", na sua essência.

Levanta a face ao céu, que se desbota,

Pequeno lume que o vento não nota.

.

No fundo, a encosta dorme, verde e ocre,

Casario rasteiro, longe, a descansar.

A luz do dia, em tom que não se cobre,

Cria sombras longas, sem se apressar.

O campo aberto é a tela do momento,

E a rosa, a prova viva do alento.

.

A haste altiva, o botão a prometer,

Um mistério verde ao lado, em formação.

É a força da vida a querer crescer,

Perante a vastidão da plantação.

Um detalhe mínimo, sob o olhar atento,

Do fotógrafo que capta o sentimento.

.

Não se faz notar com pompa ou barulho,

Mas brilha mais que um farol no mar.

Em cada pétala, guarda o seu orgulho,

A enfrentar o mundo, sem desviar.

É a beleza simples que Mário Silva encontra,

Neste instante fugaz, que a alma desponta.

.

Assim se revela a “Rosa foetida” ao mundo,

Um gesto de cor no meio da quietude.

Que a sua força, do campo mais profundo,

Nos lembre a arte da serenidade.

Pois mesmo só, e sob a luz mais crua,

A sua graça o tempo não descontinua.

.

Poema & Fotografia: ©MárioSilva

.

.

Mário Silva 📷
23
Ago25

Dedaleira (Digitalis purpurea) … e uma estória


Mário Silva Mário Silva

Dedaleira (Digitalis purpurea)

… e uma estória

23Ago DSC03793_ms

A fotografia de Mário Silva, intitulada "Dedaleira (Digitalis purpurea)", é um plano aproximado de uma planta com flores em tons de rosa e magenta.

As flores, em forma de campânula ou dedal, estão dispostas num caule alto e reto, e mostram os seus pormenores e o interior em tons de branco.

As flores em primeiro plano estão abertas, enquanto as do topo, ainda em botão, sugerem a continuidade da floração.

A planta está inserida numa paisagem com o chão em tons de castanho e uma vegetação verde e desfocada em segundo plano.

A luz suave e a composição da imagem realçam a beleza e a delicadeza da flor.

.

Estória: O Segredo da Dedaleira

No coração da serra, onde o ar era puro e o sol acariciava as encostas, crescia uma planta de dedaleira.

A sua beleza, capturada com tanta delicadeza na fotografia de Mário Silva, era um engano.

Cada flor, um dedal de cor rosa e magenta, escondia um segredo sombrio.

E era um segredo que a velha Maria Coxa, a curandeira da aldeia, conhecia bem.

.

A Maria Coxa era uma mulher de poucas palavras, com as mãos enrugadas pela vida e os olhos sábios que tinham visto o tempo passar.

O seu conhecimento das ervas e das plantas era lendário.

Ela sabia que a dedaleira, apesar da sua aparência inocente, era uma assassina silenciosa.

As suas folhas, os seus caules, as suas flores — tudo nela era veneno.

Mas também sabia que, nas mãos certas, a planta podia ser a salvação.

Uma pequena dose do seu extrato podia curar um coração fraco, um coração que batia sem força e sem esperança.

.

O seu neto, o pequeno Tiago, um rapazinho de olhos escuros e um sorriso que iluminava a aldeia, tinha nascido com o coração fraco.

A sua respiração era curta, os seus passos lentos.

Os médicos da cidade tinham dito que não havia esperança.

Mas a Maria Coxa, com a sua sabedoria ancestral, não desistiu.

.

Ela ia todos os dias à serra, à procura da sua dedaleira.

Escolhia cuidadosamente as folhas, colhia-as com um respeito que era quase uma oração.

A cada folha, pedia perdão à planta pela sua transgressão, e pedia que ela tivesse piedade do coração do seu neto.

.

Um dia, enquanto a Maria Coxa colhia as folhas, um estranho da cidade apareceu.

Ele era um homem alto, com um chapéu de palha e a arrogância dos que pensam que sabem tudo.

- Que bela flor! - exclamou ele, aproximando-se da planta. - Vou levar um ramo para a minha mulher. Ela vai adorar a cor."

.

A Maria Coxa sentiu um arrepio de medo.

A beleza da dedaleira era uma armadilha.

A sua mão, rápida como um raio, agarrou a do homem.

- Não! - disse ela, a voz baixa, mas firme. - Esta flor... ela não é para enfeitar. Ela é perigosa. O seu perfume é doce, mas o seu segredo é amargo."

.

O homem riu-se, uma risada que parecia oco.

- Velha supersticiosa. É só uma flor."

.

Maria Coxa, com o seu olhar sábio, olhou-o nos olhos.

- É a “dedaleira”, meu caro. O seu nome diz tudo. É um “dedal” para a morte. Apenas um curandeiro sabe a dose para a vida."

.

O homem, embora hesitante, ouviu o aviso.

Virou costas, rindo e balançando a cabeça.

A Maria Coxa, com o coração a bater forte, pegou nas suas folhas e voltou para casa, para preparar a poção que salvaria o coração do seu neto.

.

A beleza da dedaleira na fotografia de Mário Silva é um lembrete de que, mesmo nas formas mais belas da natureza, o perigo e a cura coexistem.

A estória da Maria Coxa e do seu neto Tiago é um conto sobre a sabedoria ancestral, a humildade e a linha ténue entre a vida e a morte.

Uma linha que a dedaleira, com o seu segredo, nos ensina a respeitar.

.

Texto & Fotografia: ©MárioSilva

.

.

Mário Silva 📷
05
Jun24

A flor campestre "Silene scabriflora": características, beleza e importância na biodiversidade


Mário Silva Mário Silva

A flor campestre "Silene scabriflora":

características, beleza e importância na biodiversidade

Jun05 DSC00508_ms

A Silene scabriflora, também conhecida como visco-do-monte, é uma flor campestre nativa da Europa, Ásia e América do Norte.

É uma planta perene que pode atingir uma altura de até 80 cm.

As flores são grandes e vistosas, com cinco pétalas rosadas.

As pétalas são profundamente lobadas e têm uma margem franjada.

A flor tem um forte aroma doce.

.

A Silene scabriflora é uma planta polinizada por insetos.

As flores são atraentes para borboletas, abelhas e outros polinizadores.

A planta produz sementes que são dispersas pelo vento.

.

A Silene scabriflora é uma flor bonita e delicada.

As flores grandes e vistosas são um destaque em qualquer campo ou jardim.

A flor tem um aroma doce e agradável que atrai polinizadores e outros insetos.

.

A Silene scabriflora é uma flor versátil que pode ser usada numa variedade de arranjos florais.

Também pode ser seca e usada em artesanato.

.

A Silene scabriflora é uma planta importante para a biodiversidade.

É uma fonte de alimento para polinizadores e outros insetos. A planta também ajuda a controlar a erosão do solo.

.

A Silene scabriflora está ameaçada de extinção em algumas áreas devido à perda de habitat e à fragmentação da população.

É importante proteger essa planta e o seu habitat.

.

A Silene scabriflora é uma planta medicinal que tem sido usada para tratar uma variedade de doenças, incluindo dor, inflamação e infeção.

A planta também é usada em alguns produtos cosméticos.

A Silene scabriflora é uma planta simbólica que representa amor, pureza e beleza.

.

A Silene scabriflora prefere pleno sol a sombra parcial.

A planta cresce melhor em solo bem drenado.

A Silene scabriflora é tolerante à seca, mas precisa ser regada ocasionalmente durante o clima seco.

A planta pode ser propagada por sementes ou estacas.

.

A Silene scabriflora é uma flor bonita e importante que desempenha um papel vital na biodiversidade.

.

.

Texto & Fotografia: ©MárioSilva

.

.

 

Mário Silva 📷

Dezembro 2025

Mais sobre mim

foto do autor

LUMBUDUS

blog-logo

Hora em PORTUGAL

Calendário

Janeiro 2026

D S T Q Q S S
123
45678910
11121314151617
18192021222324
25262728293031

O Tempo em Águas Frias

Pesquisar

Sigam-me

subscrever feeds

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.