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MÁRIO SILVA - Fotografia, Pintura & Escrita

*** *** A realidade é a "minha realidade" em imagens (fotografia, pintura) e escrita

10
Abr24

A Lenda do Fantasma do Castelo de Monforte de Rio Livre – Águas Frias (Chaves) - Portugal


Mário Silva Mário Silva

A Lenda do Fantasma do Castelo de Monforte de Rio Livre

Águas Frias (Chaves) - Portugal

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O Castelo de Monforte de Rio Livre, situado na freguesia de Águas Frias, em Chaves, Portugal, é uma imponente fortificação medieval que guarda muitos segredos e histórias.

Uma das mais intrigantes é a lenda do fantasma que assombra os seus muros há séculos.

Diz a lenda que o fantasma é o espírito de D. Maria de Noronha, uma jovem condessa que viveu no castelo no século XIV.

Era conhecida pelar sua beleza e gentileza, mas também pelo seu temperamento forte e rebelde.

Um dia, D. Maria apaixonou-se por um cavaleiro de origem humilde, contrariando a vontade de seu pai, o Alcaide de Monforte.

O alcaide, furioso com a desobediência da filha, trancou-a na torre do castelo.

Desesperada e sem esperança, D. Maria suicidou-se, atirando-se da torre.

Diz-se que seu fantasma ainda vagueia pelo interior do castelo, vestindo um longo vestido branco e carregando uma vela.

O fantasma de D. Maria é frequentemente visto por visitantes e moradores da região.

Alguns relatam ter visto a figura branca caminhando pelo interior da torre de menagem, enquanto outros ouvem os seus lamentos e sussurros.

Diz-se que o fantasma de D. Maria busca redenção pelos seus pecados.

Ela aparece para aqueles que estão em perigo, alertando-os sobre eventos futuros e ajudando-os a encontrar o caminho certo.

A lenda do fantasma do Castelo de Monforte de Rio Livre é uma das mais populares da região. Ela contribui para a aura de mistério e encanto que rodeia o castelo, atraindo visitantes de todo o mundo.

A foto mostra uma pilha de pedras num campo com erva.

As pedras podem ser os restos de uma antiga torre ou muralha do castelo. A erva verdejante representa a vida que continua, mesmo após a morte.

A lenda do fantasma do Castelo de Monforte de Rio Livre é uma história rica em simbolismo e significado.

Ela lembra-nos que o passado nunca está completamente morto e que as nossas ações podem ter consequências duradouras.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
20
Dez23

Está um frio "de rachar" e a névoa envolve o Castelo de Monforte de Rio Livre, em Águas Frias - Chaves - Portugal


Mário Silva Mário Silva

 

Está um frio "de rachar" e a névoa envolve o

Castelo de Monforte de Rio Livre,

em Águas Frias - Chaves - Portugal

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É uma manhã fria e cinzenta em Águas Frias, Trás-os-Montes.

 O ar está gelado e a névoa envolve o Castelo de Monforte de Rio Livre. Os muros do castelo estão cobertos de gelo e a torre parecem flutuar na névoa.

Um pequeno grupo de visitantes caminha pelo castelo, abrigando-se do frio no interior da torre.

Eles admiram as vistas panorâmicas da região, que se estendem até as montanhas da Serra do Gerês.

A névoa é tão espessa que é difícil ver a distância.

O castelo parece uma visão de outro mundo, preso no tempo.

O frio é tão intenso que a respiração dos visitantes forma nuvens de vapor. Eles movem-se lentamente, como se estivessem em câmara lenta.

A névoa cria uma atmosfera misteriosa e mágica.

 O castelo parece uma fortaleza fantasmagórica, guardando os segredos do passado.

É uma manhã inesquecível, uma experiência única que só é possível num dia frio e nebuloso em Águas Frias - Portugal.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
10
Set23

Uma visita ao Castelo de Monforte do Rio Livre


Mário Silva Mário Silva

Uma visita ao

Castelo de Monforte do Rio Livre

05 Castelo Monforte de Rio Livre - Pintura

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Estás pronto para uma aventura?

Uma viagem ao Castelo de Monforte de Rio Livre irá deliciar o seu explorador interior! Aninhado nas colinas acima da aldeia de Águas Frias, este castelo medieval oferece um vislumbre do passado histórico de Portugal.

Quando chegar, ganhe coragem e atravesse a “hipotética ponte levadiça” sobre o fosso do castelo. No interior das grossas muralhas de pedra, encontrará um pátio e uma torre de menagem que se mantêm de pé há mais de 800 anos. Suba as escadas sinuosas (“subidório”) da torre para ter uma vista panorâmica do campo. A posição estratégica do castelo permitia aos defensores avistar os inimigos a quilómetros de distância.

Ao percorrer as muralhas, imagine os arqueiros a vigiar os invasores. Bolas de canhão e fendas para flechas mostram como o castelo estava armado para a batalha. Apesar de pequeno, o Castelo de Monforte resistiu a muitos ataques ao longo dos séculos. A sua força duradoura é um testemunho do génio militar dos seus construtores.

O interior esparso do castelo reflete a austeridade da vida medieval, embora “subsistam” belos pormenores como uma “hipotética chaminé ornamentada” e janelas “góticas”. As habitações esparsas albergavam soldados e criados, enquanto a torre de menagem proporcionava aposentos “nada luxuosos” para o senhor e a senhora.

Depois de explorar as alturas, desça até à aldeia de Águas Frias. Desfrute de uma refeição de legumes frescos, variados enchidos e pão caseiro numa, já não existente, “taberna rústica”.

A comida deliciosa e o ambiente acolhedor realçam a cultura vibrante que se desenvolveu à sombra da fortaleza.

Uma viagem ao Castelo de Monforte transporta-o para uma época crucial da história de Portugal. Apesar dos séculos passados, o castelo continua a ser uma visão imponente e uma fonte de orgulho para a comunidade local. Descubra as histórias escondidas nas suas pedras e aprecie de novo a beleza e a história do interior de Portugal.

A aventura espera-o no Castelo de Monforte!

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Texto & Fotopintura: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
07
Jun23

Monforte de Rio Livre assombrado e da aia cativa (2.ª parte)


Mário Silva Mário Silva

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Lenda do castelo de

Monforte de Rio Livre assombrado

e da aia cativa

(2.ª parte)

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(… continuação)

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O misterioso desaparecimento da donzela

A lenda de Monforte de Rio Livre está impregnada de mistério. Um dos seus mistérios mais duradouros é o da donzela mantida em cativeiro no antigo castelo - e o seu estranho desaparecimento.

Durante séculos, os habitantes locais têm-se interrogado sobre o que lhe terá acontecido. Alguns afirmam que ela foi raptada por um grupo de vilões da aldeia local, enquanto outros acreditam que ela simplesmente desapareceu no ar. Seja qual for o caso, o seu desaparecimento continua a ser um mistério por resolver até aos dias de hoje.

Os pormenores que envolvem a sua prisão variam ligeiramente, dependendo de quem conta a história. Alguns dizem que foi fechada numa torre e escondida, enquanto outros afirmam que um poderoso feiticeiro a enfeitiçou, impedindo qualquer pessoa de a ver ou falar diretamente com ela.

Ao longo dos anos, foram lançadas inúmeras expedições com o objetivo de descobrir o que aconteceu à donzela e desvendar os segredos de Monforte de Rio Livre. No entanto, todas as tentativas foram infrutíferas e nunca ninguém encontrou indícios claros do que lhe terá acontecido.

Até hoje, o destino da donzela permanece desconhecido e envolto em mistério - uma homenagem final a uma antiga lenda de romance e aventura que cativará os leitores durante séculos.

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O castelo ainda hoje é assombrado? Lendas e avistamentos

A lenda do castelo assombrado de Monforte de Rio Livre e da donzela cativa mantém-se viva até hoje. Muitas testemunhas afirmam ter visto ocorrências estranhas e sinistras no castelo e nas suas imediações, alimentando a especulação de que o castelo é, de facto, ainda assombrado por um espírito inquieto.

Alguns dos fenómenos mais relatados incluem visões e sons de uma mulher desconhecida a chorar, aparições fantasmagóricas a pairar no pátio do castelo, luzes tremeluzentes no interior das muralhas do castelo à noite e uivos estranhos vindos do interior. Segundo o folclore local, todos estes fenómenos são provas de uma presença fantasmagórica inquieta em busca da sua amada perdida.

Outros relatos incluem pontos frios em certos locais do castelo, sensação de estar a ser observado, rajadas de vento inexplicáveis dentro das instalações - todos os sinais que apontam para alguma forma de atividade paranormal dentro das muralhas do Castelo de Monforte de Rio Livre. Embora ainda não existam provas concretas que confirmem estas alegações, uma coisa é certa - se alguma vez se encontrar perto deste local, mantenha os olhos bem abertos para qualquer coisa fora do normal!

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Conclusão

A história do Castelo Assombrado de Monforte de Rio Livre e da Donzela Cativa é um conto cheio de mistério, suspense e romance que tem sido transmitido através de gerações em Portugal. É uma história fascinante que combina o sobrenatural com o amor cortês de outrora. O conto lembra-nos que o amor é mais forte do que qualquer outra força no universo e que a boa vontade e a coragem prevalecerão sempre. Quer se acredite ou não na lenda, a história do Castelo Assombrado de Monforte de Rio Livre e da Donzela Cativa vai certamente cativar e inspirar.

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Texto e Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
05
Jun23

Lenda do castelo assombrado de Monforte de Rio Livre e da aia cativa (1.ª parte)


Mário Silva Mário Silva

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Lenda do castelo assombrado de Monforte de Rio Livre

e da aia cativa

(1.ª parte)

04 Castelo Assombrado_ms

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Sente-se e deixe-se envolver por uma história emocionante de peripécias, mágoas e, por fim, redenção. Esta história cativante tem sido contada ao longo dos tempos, com a repetição de um castelo lendário, uma donzela cativa e um opressor cujos planos maléficos são frustrados por forças fora do seu controlo.

O Castelo Assombrado de Monforte de Rio Livre é um testemunho da luta pela liberdade e pela justiça que se estende por centenas de anos. Esta é a lenda de como este magnífico castelo passou a ser assombrado pelo espírito de uma corajosa donzela que tinha sido mantida em cativeiro dentro das suas muralhas.

Embora envolto em mistério durante muitos séculos, o castelo ainda se mantém orgulhosamente como uma recordação da nossa luta coletiva contra a opressão. É um legado que transcende o tempo - uma história inspiradora que realça a coragem e a força de uma mulher notável contra todas as probabilidades.

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O Antigo Castelo de Monforte de Rio Livre

O velho castelo de Monforte de Rio Livre está de pé há séculos, vigiando o território português fronteiriço. Construído no final do período medieval, acredita-se que tenha sido habitado por membros de famílias nobres. Mas a sua reputação precede-se a si própria - diz-se que o castelo é assombrado por um fantasma de séculos passados, e abundam as histórias de ruídos estranhos que emanam das suas paredes durante a noite.

Um desses contos fala de uma jovem donzela que foi aprisionada num quarto superior do castelo pelo seu pretendente ciumento. Diz-se que o seu espírito ainda hoje lá permanece e que se podem ouvir os seus gritos de angústia na calada da noite. A sua história foi transmitida de geração em geração, recordando-nos a todos que nunca devemos dar por garantidas a nossa liberdade e autonomia.

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A história trágica da donzela cativa

A história do castelo assombrado de Monforte de Rio Livre é indissociável da história trágica de uma donzela cativa. O castelo foi governado por várias gerações, mas foi durante o reinado do Conde D. Pedro que começou o seu passado infame.

Diz-se que o Conde aprisionou uma jovem donzela nas torres do castelo depois de esta ter recusado os seus avanços. Esta infeliz mulher foi mantida em cativeiro durante vários anos, suportando torturas e privações indescritíveis. Embora algumas histórias sugiram a sua fuga e eventual regresso a casa, ninguém sabe ao certo o seu destino.

O castelo ainda hoje se mantém, rodeado de lendas obscuras e de uma aura de perplexidade que tem intrigado as pessoas durante séculos. Sejam ou não verdadeiras estas histórias, uma coisa é certa - a história trágica de uma jovem inocente ficará para sempre ligada ao legado assombrado de Monforte de Rio Livre.

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O malvado senhor do castelo

O malvado senhor do castelo era conhecido como Cruel Monforte de Rio Livre. Era infame na região pela sua crueldade e regime draconiano. O seu poder era tal que poucos se atreviam a cruzar com ele, e os que o faziam rapidamente descobriam o quão perigoso ele podia ser. Tinha um vasto exército de servos à sua disposição, prontos a cumprir todos os seus caprichos sem questionar. Havia histórias de prisioneiros que eram torturados nas masmorras do castelo, para nunca mais serem vistos.

Cruel Monforte de Rio Livre tinha uma sede insaciável de poder e domínio, o que o levou a raptar uma jovem donzela para seu prazer. Esta donzela cativa tornou-se objeto de muitos contos e lendas que perduram até aos dias de hoje. O seu destino permanece desconhecido, mas alguns acreditam que ela conseguiu escapar com vida, enquanto outros afirmam que foi morta a sangue frio pelo seu captor. O que é certo é que a tirania de Monforte de Rio Livre deixou uma marca indelével na história, para sempre recordada por todos os que pousam o olhar nas majestosas muralhas do castelo.

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A prisão da donzela na torre

Durante séculos, a lenda do castelo assombrado de Monforte de Rio Livre cativou todos os que a ouviram. Segundo a história, uma bela donzela foi capturada e mantida em cativeiro na torre mais alta do castelo. Dizia-se que os seus gritos podiam ser ouvidos a quilómetros de distância, ecoando pelos desfiladeiros das montanhas e que o seu espírito podia ser visto a vaguear pelo solar à noite.

Um dia, um príncipe corajoso aventurou-se nas profundezas da floresta em busca da donzela cativa. Depois de encontrar a sua prisão, foi afastado por um espírito maligno que a guardava. Sem se deixar intimidar, regressou com uma espada encantada e desafiou o espírito para uma luta - que acabou por vencer após dias e noites de batalha. Ao libertar a donzela do seu cativeiro, ambos foram libertados de uma maldição centenária e viveram felizes para sempre em Monforte de Rio Livre.

Esta lenda fala-nos hoje de coragem, esperança e tenacidade. Através dela, podemos lembrar-nos de que, independentemente dos obstáculos que a vida nos coloca, se continuarmos a avançar com determinação, acabaremos por sair mais fortes do outro lado.

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(continua …)

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Texto e Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
06
Fev22

Águas Frias (Chaves) – Portugal e o castelo de Monforte de Rio Livre … É o REINO MARAVILHOSO …


Mário Silva Mário Silva

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Aldeia transmontana de Águas Frias (Chaves) – Portugal

e o castelo de Monforte de Rio Livre

É o REINO MARAVILHOSO …

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Trás-os-Montes “fica no cimo de Portugal, como os ninhos ficam no cimo das árvores para que a distância os torne mais impossíveis e apetecidos”

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“(…) Reino Maravilhoso. Embora muitas pessoas digam que não, sempre houve e haverá reinos maravilhosos neste mundo. O que é preciso, para os ver, é que os olhos não percam a virgindade original diante da realidade, e o coração, depois, não hesite.”

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“Serra, seio de pedra
Onde mamei a infância
Amor de mãe, que medra
Quando medra a distância.”

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_____________    Miguel Torga   ________________

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12
Abr21

MONFORTE DE RIO LIVRE


Mário Silva Mário Silva

 

MONFORTE DE RIO LIVRE

“Monforte de Rio Livre foi uma vila e sede de concelho localizada na atual freguesia de Águas Fias no município de Chaves.

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A importância da vila esteve ligada ao seu castelo, mandado construir pelo rei Afonso III em 1253 aquando visitou a região. Em 1273 a povoação recebeu foral do mesmo rei, altura em que devem ter-se iniciado as obras de reforma do conjunto que, na sua maior parte, chegou até aos nossos dias.

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Logo a seguir Afonso III alçou a vila a cabeça de território, dentro do mesmo processo de organização da fronteira setentrional, e concedeu-lhe uma série de facilidades, entre as quais, um couto de homiziados, sede duma das 4 judiarias de Trás-os-Montes (junto a Chaves, Mogadouro e Bragança) e instituiu-lhe uma feira na região de dous dias, célebre até recentemente.

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Estes privilégios, para além duma localização perto da fronteira com a Galiza, facilitou a instalação de Judeus que, como no caso da Judiaria galega de Monte-Rei, moravam dentro da fortaleza, mas na área murada que envolve o castelo, permitindo o desenvolvimento de toda classe de negócios. 

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Porém, a zona nunca se desenvolveu muito e pensa-se que muitos dos judeus que moraram aqui no século XIV foram para Chaves. No final do século XVIII habitavam junto do castelo 5 famílias judaicas.

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No início do século XIX a vila encontrava-se despovoada e, numa reforma administrativa, em 1836 a sede do município é transferida para a freguesia de Lebução, e em 1853 o concelho é extinto, passando parte das suas freguesias para Chaves ou Valpaços. Com a extinção do Concelho, o castelo foi abandonado, assim como a povoação.”

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Artigo redigido a partir de informações do historiador Jorge Alves Ferreira

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11
Mar21

O CASTELO DE MONFORTE DE RIO LIVRE ( desde séc. XX até aos nossos dias) - Águas Frias - Chaves - Portugal


Mário Silva Mário Silva

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O CASTELO DE MONFORTE

DE RIO LIVRE

Águas Frias – Chaves - Portugal

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Vou deixar aqui um excerto da descrição feita pelo site “Fortalezas” sobre esta fortificação, do início do séc. XX até à data da sua publicação.

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Do século XX aos nossos dias

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“No início do século XX ainda se realizava uma feira junto ao antigo castelo.
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O castelo encontra-se classificado como Monumento Nacional pelo Decreto n.º 37.728, publicado no Diário do Governo, I Série, n.º 4, de 5 de janeiro de 1950.

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Em visita às ruínas do castelo em setembro de 1961, o poeta Miguel Torga registou:
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"(...) Também eu sinto neste momento não sei que despeitada revolta, que surdo desespero. Do lado de lá da fronteira, Monterrey, altaneiro, majestoso, ufano das suas aladas torres, do seu palácio senhorial, da sua igreja românica, cofre dum retábulo de pedra de cegar a gente; deste, quatro paredes toscas de desilusão, que a hera aguenta de pé por devoção à pátria. É, realmente, de um homem perder a paciência de vítima passiva do destino. Sempre pequenas muralhas de fraqueza e pobreza! Sempre um prato de figos ao fim de cada fome!" (Miguel Torga, in: "Diário IX").

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A intervenção do poder público fez-se sentir nesse momento, através de obras de consolidação de muralhas e reposição de elementos ruídos, nomeadamente a cobertura de betão e telha da torre de menagem (1962). Posteriormente, procedeu-se a trabalhos de beneficiação: preparação de vãos de portas, refechamento de juntas com argamassa hidrófuga, impermeabilização de coberturas, revestimento da cobertura com telha nacional dupla, colocação de portas, beneficiação e recuperação de carpintarias (IPPAR, 1983), e de beneficiação e recuperação de carpintarias (DGEMN com verbas do IPPAR, 1987).

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Na segunda metade do século XX foram desenvolvidos vários projetos de adaptação do espaço do castelo a empreendimentos hoteleiros, mas sem qualquer viabilidade.
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Mais recentemente, na década de 1990, procedeu-se a uma nova campanha de beneficiação, tendo-se procedido a uma investigação arqueológica elementar. O local foi dotado de um parque de estacionamento para automóveis, parque de merendas, sanitários, espaços verdes, e outros melhoramentos como por exemplo iluminação dos panos de muralhas, limpeza no interior, obras variadas nas coberturas e enchimento das juntas com argamassa.

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O imóvel foi afeto ao Instituto Português do Património Arquitetónico (IPPAR) pelo Decreto-lei n.º 106F/92, publicado no Diário da República, I Série-A, n.º 126, de 1 de junho.
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Atualmente, a zona envolvente do castelo é palco, anualmente no verão, de uma concorrida recriação da feira medieval com trajes, jogos e artigos de época.”

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06
Fev21

Como é linda a "minha" aldeia - Águas Frias (Chaves) - PORTUGAL


Mário Silva Mário Silva

 

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Vista panorâmica da aldeia transmontana de Águas Frias, concelho de Chaves, distrito de Vila Real – PORTUGAL.

Esta deslumbrante paisagem pode ser observada no cimo da muralha norte do castelo de Monforte de Rio Livre (monumento nacional).

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Como é linda a minha aldeia

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É tão linda a minha aldeia, o lugar onde eu nasci
Sob a luz de uma candeia, lembro a terra onde eu vivi
É tão lindo o amanhecer, cai o sol sobre as verdades
Lá não pudeste viver, hoje choras de saudades

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Na hora de Ave Maria, quando os sinos vão tocando
É chegar do fim do dia, nossa gente vai rezando
Nessa hora de alegria, logo se prepara a ceia
A hora de Ave Maria... como é linda a minha aldeia

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O jardim das oliveiras, guarda os teu lindos tribais
Essa expressa verdadeira, és a terras dos meus pais
É tão lindo o amanhecer, cai o sol sobre as verdades
Lá não pudeste viver, hoje choras de saudades

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Na hora de Ave Maria, quando os sinos vão tocando
É chegar do fim do dia, nossa gente vai rezando
Nessa hora de alegria, logo se prepara a ceia
A hora de Ave Maria... como é linda a minha aldeia

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Roberto Leal / Márcia Lúcia Amaral Fernandes

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21
Jul20

CASTELO DE MONFORTE DE RIO LIVRE


Mário Silva Mário Silva

 

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CASTELO DE

MONFORTE DE RIO LIVRE

 

Localização:   41º 45' 48'' N | 7º 21' 20'' W
Águas Frias 5400-601 ÁGUAS FRIAS -  Chaves - PORTUGAL


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A maior parte do conjunto atualmente edificado data de finais do século XIII e primeira metade do seguinte.

O castelo compõe-se por um pátio retangular, delimitado por muralhas de aparelho cuidado, a que se acede por duas portas: a do lado Sul é de arco em volta perfeita e vão relativamente estreito; a do lado ocidental, mais larga e de arco quebrado, era a porta principal, colocando em comunicação o reduto defensivo com a vila medieval.

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Esta tinha três portas e era cercada por uma muralha que se ligava à do castelo e que rompia a simetria do conjunto para proteger uma pequena fonte. No seu interior existia a Casa da Câmara, a igreja paroquial e a capela de Nossa Senhora do Prado.

(…)

 

In: https://culturanorte.gov.pt/pt/patrimonio/castelo-de-monforte-de-rio-livre/

 

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12
Jul20

CASTELO ASSOMBRADO (parte II)


Mário Silva Mário Silva

 

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CASTELO ASSOMBRADO

(parte II)

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IV

E toda refulgente de pérolas e rubis
era a linda porta do palácio,
através da qual passava, passava e passava,
a refulgir sem cessar,
uma turba de ecos cuja grata missão
era apenas cantar,
com vozes de inexcedível beleza,
o talento e o saber de seu rei.
.
V

Mas seres maus, trajados de luto,
assaltaram o alto trono do monarca;
(ah, lamentemo-nos, visto que nunca mais a alvorada
despontará sobre ele, o desolado!)
e, em torno de sua mansão, a glória,
que, rubra florescia,
não passa agora, de uma história quase esquecida
dos velhos tempos já sepultados.
.

DSC01075_msVI

E agora os caminhantes, nesse vale,
através das janelas de luz avermelhada, vêem
grandes vultos que se movem fantasticamente
ao som de desafinada melodia;
enquanto isso, qual rio rápido e medonho,
através da porta descorada,
odiosa turba se precipita sem cessar,
rindo - mas sem sorrir nunca mais.
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Edgar Allan Poe

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Mário Silva 📷
09
Jul20

CASTELO ASSOMBRADO (parte I)


Mário Silva Mário Silva

 

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CASTELO ASSOMBRADO

(parte I)

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I

No mais verde de nossos vales,
habitado por anjos bons,
antigamente um belo e imponente palácio
- um palácio radiante - se erguia.
Nos domínios do rei Pensamento,
lá se achava ele!
Jamais um serafim espalmou a asa
sobre um edifício só metade tão belo.
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II

Estandartes amarelos, gloriosos, dourados,
sobre o seu telhado ondulavam, flutuavam.
(Isso, tudo isso, aconteceu há muito,
muitíssimo tempo.)
E em cada brisa suave que soprava,
naqueles doces dias,
ao longo do muros pálidos e empenachados,
se elevava um aroma alado.

DSC03703_ms 1.
III

Caminhantes que passavam por esse vale feliz
viam, através de duas janelas iluminadas,
espíritos que se moviam musicalmente
ao som de um alaúde bem afinado,
em torno de um trono onde, sentado,
(Porfirogênito!)
com majestade digna de sua glória,
aparecia o senhor do reino.

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(continua)

Edgar Allan Poe

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Mário Silva 📷
29
Fev20

Águas Frias (Chaves) - ... O canto das aves e ... os verbos ACREDITAR, COMPARTILHAR e RESPEITAR ...


Mário Silva Mário Silva

 

... O canto das aves e ...

... os verbos

ACREDITAR, COMPARTILHAR e RESPEITAR ...

 

Águas Frias (Chaves) - ... um casal de pintarroxos - "Carduelis Cannabina" ...

... um casal de pintarroxos - "Carduelis Cannabina" ...

Sou um amante confesso.

O canto dos pássaros,

o mendigo que pede dinheiro na rua

Águas Frias (Chaves) - ... os últimos raios de sol iluminando a igreja matriz e casas ao lado - o castelo no cimo do Brunheiro, já parece que "adormeceu" ...... os últimos raios de sol iluminando a igreja matriz e casas ao lado - o castelo no cimo do Brunheiro, já parece que "adormeceu" ...

 

ou mesmo o vento fresco

que me abraça

quando o calor parece vencer a disputa.

Águas Frias (Chaves) - ... a janela aberta, em casa desabitada ...... a janela sempre aberta, em casa que já fora habitada...

 

Amor é meu combustível,

o sentido que dou a vida.

Águas Frias (Chaves) - ... pela Rua 1.º de Maio ... ... pela rua 1.º de Maio ...

 

Sem ele não conjugamos os verbos

ACREDITAR, COMPARTILHAR e RESPEITAR.

Águas Frias (Chaves) - ... O Castelo de Monforte de Rio Livre, tendo a Natureza alindado a sua envolvente com flores campestres ...

... o castelo de Monforte de Rio Livre, tendo a Natureza alindado a sua envolvente

com flores campestres ...

 

E Você já amou hoje?

Allyson Moreira

Águas Frias (Chaves) - ... e o fim do dia aproxima-se ...... e o fim do dia aproxima-se ...

 

Amar não é só a Natureza e Pessoas, mas passa por todas as coisas boas da Vida, exercitando todos os nossos sentidos: visão; audição; olfato e também o sabor ....

Águas Frias (Chaves) - ... imagem de rara beleza, mas ainda melhor será a sua degustação. Este fumeiro não é industrial, mas sim fruto de mãos hábeis e fiéis à tradição ...... imagem de rara beleza, mas ainda melhor será a sua degustação.

Este fumeiro não é industrial,

mas sim fruto, de mãos hábeis e fiéis à ancestral tradição ...

 

 

Até breve !!!

 

 

 

 

Mário Silva 📷
01
Fev20

Águas Frias (Chaves) - ... Quando está frio no tempo do frio ...


Mário Silva Mário Silva

 

Quando Está Frio

no Tempo do Frio

 

Águas Frias (Chaves) - ... o branco é a cor dominante em dias de nevada ...

... o branco é a cor dominante em dias de nevada ...

 

"Quando está frio no tempo do frio, para mim é como se estivesse agradável,
Porque para o meu ser adequado à existência das cousas
O natural é o agradável só por ser natural.
 

Águas Frias (Chaves) - ... a importância da caixa de correio ...

... a importância da caixa de correio ...

 

Aceito as dificuldades da vida porque são o destino,
Como aceito o frio excessivo no alto do Inverno —
Calmamente, sem me queixar, como quem meramente aceita,
E encontra uma alegria no facto de aceitar —
No facto sublimemente científico e difícil de aceitar o natural inevitável.
 
 
 

Águas Frias (Chaves) - ... o ferrolho (a fechadura que não precisava de código nem ligação à Central de Segurança) ...

 ... o ferrolho (a fechadura que não precisava de código nem ligação à Central de Segurança) ...

 

Que são para mim as doenças que tenho e o mal que me acontece
Senão o Inverno da minha pessoa e da minha vida?
O Inverno irregular, cujas leis de aparecimento desconheço,

Mas que existe para mim em virtude da mesma fatalidade sublime,
Da mesma inevitável exterioridade a mim,Que o calor da terra no alto do Verão
E o frio da terra no cimo do Inverno.
 

Águas Frias (Chaves) - ... carregando os fardos de feno para as vacas ...

... carregando os fardos de feno para as vacas ...

 
 

Aceito por personalidade.
Nasci sujeito como os outros a erros e a defeitos,
Mas nunca ao erro de querer compreender demais,
 
 

Águas Frias (Chaves) - ... uma casa, restaurada, na Aldeia ...

... uma casa, restaurada, na Aldeia ...

 
 

Nunca ao erro de querer compreender só corri a inteligência,
Nunca ao defeito de exigir do Mundo
Que fosse qualquer cousa que não fosse o Mundo."

Alberto Caeiro, in "Poemas Inconjuntos"
Heterónimo de Fernando Pessoa
 

Águas Frias (Chaves) - ... o cavalo que interrompeu a sua refeição para posar para a foto ...

... o cavalo que interrompeu a sua refeição para posar para a foto ...

 
 
 
Até breve!!!
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Mário Silva 📷
18
Jan20

Águas Frias (Chaves) - ... Ontem o dia amanheceu sem cor, sem rumo e sem graça ...


Mário Silva Mário Silva

Ontem o dia amanheceu sem cor, sem rumo e sem graça.

O sol morno do inverno brilhava tão intensamente que chegava a incomodar os meus olhos cansados de enxergar um mundo que se esconde tão longe de mim.

Águas Frias (Chaves) - ... a água corre  com movimento lento e cadenciado pelos ribeiros ...

... a água corre com movimento lento e cadenciado pelos ribeiros ...

 

Meus pensamentos flutuavam no vazio e as minhas esperanças fugiram em revoada pelo céu.

Acordar no limiar da tristeza é como abrir as janelas da alma e ver um jardim soterrado pelos escombros do tempo.

 

Águas Frias (Chaves) - ... o branco da igreja matriz destacando-se por entre o castanho do arvoredo ...

... o branco da igreja matriz destacando-se por entre o castanho do arvoredo ...


A vida se paralisa quando sorrir se torna um fardo.

Ontem eu fui assim, mas eu me resignei por saber que eu já estive presente em dias melhores e piores também.

Viver é um risco que se corre aos pouquinhos.

Não adianta ter pressa e nem ficar esperando que novidades caiam do céu.

Águas Frias (Chaves) - ... a concha no alto do pórtico de Cimo de Vila (símbolo do Caminho de Santiago ?)

... a concha no alto do pórtico de Cimo de Vila (símbolo do Caminho de Santiago ?) ...

 

E, ao caminharmos nessa toada que acontece a deriva da nossa vontade, jamais viveremos um dia igual ao outro.

É inevitável que bons e maus momentos se alternem durante a nossa trajetória.

Mas, graças a Deus, se ontem as coisas não estiveram tão bem quanto eu desejei pra mim, hoje tenho pela frente a grande chance de mudar tudo e fazer do meu dia, um dia muito melhor de se viver.

Águas Frias (Chaves) - ... apoiados nos seus cajados, os pastores vigiando o rebanho de ovelhas ...

... apoiados nos seus cajados, os pastores vigiando o rebanho de ovelhas ...

 

Nem sempre tão doce, nem sempre tão amargo. O que pode nos inundar de esperança é a possibilidade permanente de podermos misturar um pouco dos prazeres e das dores que vivemos, para atingirmos uma medida ideal de alegria que possa nutrir as nossas vidas.

Ontem o dia amanheceu sem cor, sem rumo e sem graça...

Águas Frias (Chaves) - ... parcela da Aldeia por entre os grelos floridos ...

... parcela da Aldeia por entre os grelos floridos ...

 

Mas, apesar de qualquer contratempo que eu possa ter pela frente, sempre terei a oportunidade de poder dizer a mim mesmo que um dia triste é coisa que passa, mas a felicidade quando chega, chega cheia de vontade de parar as horas e se eternizar.

 

Renée Venâncio

in: https://www.pensador.com/poesia_sobre_o_inverno/2/ 

Águas Frias (Chaves) - ... pormenor da ex-capela de Nª Sª dos Prazeres ...

 

Até breve !!!

 

 

 

 

 

 

 

 

Mário Silva 📷
06
Jan20

Águas Frias (Chaves) - ... "Um reino Maravilhoso ..."


Mário Silva Mário Silva

 

 

Vou falar-lhes dum Reino Maravilhoso.

Embora muitas pessoas digam que não, sempre houve e haverá reinos maravilhosos neste mundo. O que é preciso, para os ver, é que os olhos não percam a virgindade original diante da realidade, e o coração, depois, não hesite.

 

Águas Frias (Chaves) - ... vista sobre Cimo de Vila ...

... vista sobre Cimo de Vila ...

 

Ora, o que pretendo mostrar, meu e de todos os que queiram merecê-lo, não só existe, como é dos mais belos que se possam imaginar. Começa logo porque fica no cimo de Portugal, como os ninhos ficam no cimo das árvores para que a distância os torne mais impossíveis e apetecidos.

E quem namora ninhos cá de baixo, se realmente é rapaz e não tem medo das alturas, depois de trepar e atingir a crista do sonho, contempla a própria bem-aventurança.

Vê-se primeiro um mar de pedras. Vagas e vagas sideradas, hirtas e hostis, contidas na sua força desmedida pela mão inexorável dum Deus criador e dominador.

Tudo parado e mudo. Apenas e move e se faz ouvir o coração no peito, inquieto, a anunciar o começo duma grande hora. De repente, rasga a crosta do silêncio uma voz de franqueza desembainhada:

– Para cá do Marão, mandam os que cá estão!…

 

Águas Frias (Chaves) - ... o cão atento, vigiando a entrada de casa ...

... o cão atento, vigiando a entrada de casa ...

Sente-se um calafrio. A vista alarga-se de ânsia e de assombro. Que penedo falou? Que terror respeitoso se apodera de nós?

Mas de nada vale interrogar o grande oceano megalítico, porque o nume invisível ordena:
– Entre!

A gente entra, e já está no Reino Maravilhoso.

Águas Frias (Chaves) - ... ó lua que vais tão alto ...

... ó lua que vais tão alto, iluminando a noite desta terra do Reino Maravilhoso  ...

 

A autoridade emana da força interior que cada qual traz do berço. Dum berço que oficialmente vai de Vila Real a Chaves, de Chaves a Bragança, de Bragança a Miranda, de Miranda a Régua.

Um mundo! Um nunca acabar de terra grossa, fragosa, bravia, que tanto se levanta a pino num ímpeto de subir ao céu, como se afunda nuns abismos de angústia, não se sabe por que telúrica contrição.

Terra-Quente e Terra-Fria. Léguas e léguas de chão raivoso, contorcido, queimado por um sol de fogo ou por um frio de neve. Serras sobrepostas a serras. Montanhas paralelas a montanhas. Nos intervalos, apertados entre os rios de água cristalina, cantantes, a matar a sede de tanta angústia.

E de quando em quando, oásis da inquietação que fez tais rugas geológicas, um vale imenso, dum húmus puro, onde a vista descansa da agressão das penedias. Mas novamente o granito protesta. Novamente nos acorda para a força medular de tudo. E são outra vez serras, até perder de vista.

Águas Frias (Chaves) - ... planta encarnada que rompe por entre as folhas já a entrarem em decomposição ...

... planta encarnada que rompe por entre as folhas já a entrarem em decomposição ...

 

Não se vê por que maneira este solo é capaz de dar pão e vinho. Mas dá. Nas margens de um rio de oiro, crucificado entre o calor do céu que de cima o bebe e a sede do leito que de baixo o seca, erguem-se os muros do milagre.

Em íngremes socalcos, varandins que nenhum palácio aveza, crescem as cepas como os manjericos às janelas. No Setembro, os homens deixam as eiras da Terra-Fria e descem, em rogas, a escadaria do lagar de xisto. Cantam, dançam e trabalham. Depois sobem.

E daí a pouco há sol engarrafado a embebedar os quatro cantos do mundo. A terra é a própria generosidade ao natural. Como num paraíso, basta estender a mão.

Bata-se a uma porta, rica ou pobre, e sempre a mesma voz confiada nos responde:
– Entre quem é! Sem ninguém perguntar mais nada, sem ninguém vir à janela espreitar, escancara-se a intimidade duma família inteira. O que é preciso agora é merecer a magnificência da dádiva.

Águas Frias (Chaves) - ... nicho de S.ta Rita ...

... nicho de S.ta Rita - manifestação  da devoção cristã das Gentes da Aldeia ...

 

Nos códigos e no catecismo o pecado de orgulho é dos piores. Talvez que os códigos e o catecismo tenham razão. Resta saber se haverá coisa mais bela nesta vida do que o puro dom de se olhar um estranho como se ele fosse um irmão bem-vindo, embora o preço da desilusão seja às vezes uma facada.

Dentro ou fora do seu dólmen (maneira que eu tenho de chamar aos buracos onde vive a maioria) estes homens não têm medo senão da pequenez. Medo de ficarem aquém do estalão por onde, desde que o mundo é mundo, se mede à hora da morte o tamanho de uma criatura.

Águas Frias (Chaves) - ...  na estreita rua D.ª Alice Chaves ...

... na estreita rua D.ª Alice Chaves ...

 

Acossados pela necessidade e pelo amor da aventura emigram. Metem toda a quimera numa saca de retalhos, e lá vão eles. Os que ficam, cavam a vida inteira. E, quando se cansam, deitam-se no caixão com a serenidade de quem chega honradamente ao fim dum longo e trabalhoso dia.

O nome de Trasmontano, que quer dizer filho de Trás-os-Montes, pois assim se chama o Reino Maravilhoso de que vos falei.

 

in: "Trás-os-Montes, o Reino Maravilhoso" de Miguel Torga

 

 

Até Breve !!!

 

 

 

 

 

Mário Silva 📷
30
Dez19

Águas Frias (Chaves) - Desejos de um Bom 2020 ....


Mário Silva Mário Silva

 

 

Desejo a TODOS

um BOM ano de

2020

 

postal-de-ano-novo-2020

 

RECEITA DE ANO NOVO

Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
novo
até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?)

Não precisa
fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar arrependido
pelas besteiras consumadas
nem parvamente acreditar
que por decreto de esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.

Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.

 

Carlos Drummond de Andrade , "Receita de Ano Novo"

 

Até 2020 !!!

 

 

                          

 

 

 

Mário Silva 📷
06
Dez19

Águas Frias (Chaves) - ... como houve chuvas em novembro, o Natal é em ... dezembro ...


Mário Silva Mário Silva

 

... como houve chuvas em novembro,

... o Natal é em ...

dezembro !!!...

 

Águas Frias (Chaves) - ... as bagas vermelhas ...

... as bagas vermelhas ...

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... anoitece na Aldeia ...

... anoitece na Aldeia ...

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... janelas no 1º andar da torre de menagem do Castelo de Monforte de Rio Livre (monumento nacional ...

... janelas no 1º andar da torre de menagem do Castelo de Monforte de Rio Livre (monumento nacional) ...

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... observando a torre da igreja entre o telhado e a chaminé ...

... observando a torre da igreja entre o telhado e a chaminé ...

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... cortando as ervas secas ...

... cortando as ervas secas ...

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... a ex-Escola e a Cantina Escolar ...

... a ex-Escola e a Cantina Escolar ...

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... a lua aparecendo depois de sair por detrás das nuvens ...

... a lua aparecendo depois de estar escondida por detrás das nuvens ...

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... mais uma vista da Aldeia ...

... mais uma vista da Aldeia ...

 

Águas Frias (Chaves) - ... paisagem outonal ...

... paisagem outonal ...

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... cogumelo entre folhas secas ...

... cogumelo entre folhas secas ...

 

 

Até breve !!!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Mário Silva 📷
30
Nov19

Águas Frias (Chaves) - ... A Aldeia em fins de outono ... quando já se "cheira" a Natal ...


Mário Silva Mário Silva

 

... A Aldeia em fins de outono ...

quando já se "cheira" a Natal ...

 

Águas Frias (Chaves) - ... a névoa instala-se na encosta do Brunheiro, fazendo uma cortina translúcida que só deixa ver a silhueta  do Castelo de Monforte de Rio Livre ...

... a névoa instala-se na encosta do Brunheiro, fazendo uma cortina translúcida que só deixa ver a silhueta do Castelo de Monforte de Rio Livre ...

 

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... cogumelos de cor bem rosada ... podem ser bonitos , mas ... eu não os comia ...

... cogumelos de cor bem rosada ... podem ser bonitos , mas ... eu não os comia ...

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... uma lareira se acendeu ... o frio já se instalou ... o calor da lareira já é essencial, por estas paragens ...

... uma lareira se acendeu ... o frio já se instalou ...

o calor da lareira já é essencial,  por estas paragens ...

 

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... a árvore despida de folhas, mas ainda conservando alguns frutos ...

... a árvore despida de folhas, mas ainda conservando alguns frutos ...

 

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... casas na Aldeia em tons outonais ...

... casas na Aldeia, rodeadas pelos tons outonais ...

 

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... o sol outonal rasgando a sua luz através da árvores quase despidas ...

... o sol outonal rasgando a sua luz através da árvores quase despidas ...

 

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... uma vista da Aldeia em dia cinzento de fins do outono ...

... uma vista da Aldeia em dia cinzento de fins do outono ...

 

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... parte da muralha e da torre de menagem do Castelo de Monforte de Rio Livre (monumento nacional) ...

... parte da muralha e da torre de menagem do Castelo de Monforte de Rio Livre (monumento nacional) ...

 

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... duas casas na parte superior da estrada nacional ...

... duas casas na parte superior da estrada nacional ...

 

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... o vermelho das folhas que caem ...

... o vermelho das folhas que caem ...

 

 

 

 

Até breve !!!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Mário Silva 📷
23
Nov19

Águas Frias (Chaves) - ... A Aldeia com uns pingos de outono ...


Mário Silva Mário Silva

 

... A Aldeia

com uns pingos

de outono ...

 

Águas Frias (Chaves) - ... a igreja matriz em tons outonais ...

... a igreja matriz em tons outonais ...

 

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... os diópiros atravessam o muro e embelezam-no ...

... os diópiros atravessam o muro e embelezam-no ...

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... o Henrique "Parente" indo para o campo com a sua sachola ao ombro e o balde para recolher alguns produtos da horta ...

 ... o Henrique "Parente" indo para o campo com a sua sachola ao ombro e o balde

para recolher alguns produtos da horta ...

 

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... mais uma vista sobre a Aldeia ...

... mais uma vista sobre a Aldeia ...

 

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... ave (Chapim real - "Parus major") picando o ramo à procura de larvas ou insetos para o seu almoço ...

... ave (Chapim real - "Parus major") picando o ramo à procura de larvas ou insetos

para o seu almoço ...

 

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... o Castelo de Monforte de Rio Livre (monumento nacional) por entre as giestas ...

... o Castelo de Monforte de Rio Livre (monumento nacional) por entre as giestas ...

 

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... As eólicas vistas ao longe, na serra do Larouco ...

... as eólicas vistas ao longe, na serra do Larouco ...

 

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... o gato aproveitando um dia de sol outonal,  e rodeado de flores que ainda resistem ...

... o gato aproveitando um dia de sol outonal, e rodeado de flores que ainda resistem ...

 

 

 

Até breve !!!

 

 

 

 

 

 

Mário Silva 📷

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