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MÁRIO SILVA - Fotografia, Pintura & Escrita

*** *** A realidade é a "minha realidade" em imagens (fotografia, pintura) e escrita

19
Nov25

"A ponte de pedra - a ligação entre margens"


Mário Silva Mário Silva

"A ponte de pedra - a ligação entre margens"

19Nov DSC08943_ms

A fotografia, representada pela imagem de uma ponte rústica sobre um pequeno rio, exibe uma ponte de lajes de pedra de construção antiga e simples, que se estende sobre um curso de água sereno.

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A ponte é suportada por três pilares maciços de granito irregular, visíveis dentro da água, sobre os quais assentam grandes lajes de pedra, formando o tabuleiro.

A sua construção é utilitária e primitiva, refletindo a engenharia popular.

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O rio é estreito e tem águas escuras, mas com reflexos da vegetação circundante, nomeadamente os ramos nus das árvores nas margens.

As margens estão densamente cobertas por vegetação rasteira e arbustos verde-escuros, criando um ambiente húmido e sombrio.

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A luz, provavelmente do final do dia, incide sobre as árvores ao fundo, deixando a área da ponte na penumbra, o que realça o caráter intemporal e isolado da estrutura.

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A Ponte de Pedra: A Ligação Eterna Entre Margens, Corações e Tempos

A ponte de pedra, com a sua arquitetura simples e robusta, é mais do que um mero trajeto funcional; é, no coração de Portugal rural, uma metáfora para a própria vida e a sua perpétua busca por união.

A fotografia capta a essência desta ligação, onde a pedra ancestral desafia a corrente do rio e a passagem do tempo.

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A Funcionalidade Transfigurada em Sentimento

A origem de toda a ponte reside na necessidade: a de ultrapassar um obstáculo, de evitar o isolamento.

No entanto, o que a mão humana constrói com pedra e esforço transcende rapidamente essa primeira função.

A ponte rústica torna-se o testemunho silencioso de todas as travessias que testemunhou:

A Travessia do Trabalho: O caminho diário do lavrador e do pastor, levando os animais e as colheitas.

A Travessia do Encontro: O ponto onde os namorados se encontravam e os vizinhos se saudavam.

A Travessia da Saudade: O local onde se via partir e onde se esperava o regresso.

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A pedra, batida pela chuva e pelo sol, guarda a memória desses passos.

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A Força da Ligação

O verdadeiro poder da ponte é unir o que o rio, na sua natureza de separação e fluxo, tenta manter à distância.

Ela representa a vitória da vontade sobre a natureza implacável.

Os pilares, firmemente cravados no leito do rio, são âncoras de estabilidade num mundo em constante movimento.

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As duas margens não são apenas terra; são dois mundos, duas vidas, dois corações.

A ponte é o voto de que a distância será sempre vencida, que a separação é apenas temporária.

Ela oferece uma via segura, mesmo quando a vida corre agitada e escura, como as águas refletidas na imagem.

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Um Portal no Tempo

Olhar para esta ponte de pedra é entrar num portal.

As lajes gastas não nos ligam apenas à outra margem do rio, mas também à outra margem do tempo.

Sentimo-nos ligar aos que a construíram e aos que por ela passaram há gerações.

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Ela ensina-nos que as ligações mais valiosas não são as mais elaboradas ou modernas, mas sim as que são construídas com materiais simples, mas com a firmeza da convicção e o propósito de unir.

A ponte de pedra é a lição de que o essencial na vida é a união, a perseverança e o regresso seguro.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
24
Set25

“A Ponte dos Mineiros” - (de cabos de aço e tábuas de madeira (partidas ou podres)) que atravessa o Rio Tuela, dando acesso ao complexo mineiro de Nuzedo/Ervedosa - Vale das Fontes – Vinhais – Bragança – Portugal


Mário Silva Mário Silva

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“A Ponte dos Mineiros”

(de cabos de aço e tábuas de madeira (partidas ou podres))

que atravessa o Rio Tuela, dando acesso ao complexo mineiro de

Nuzedo/Ervedosa - Vale das Fontes – Vinhais – Bragança – Portugal

24Set DSC03881_ms

Esta fotografia de Mário Silva capta uma ponte de tábuas de madeira, com cabos de aço e pilares de metal enferrujados.

A ponte, que atravessa o rio Tuela, está desgastada pelo tempo.

As tábuas de madeira estão partidas ou podres, e os cabos de aço estão a enferrujar.

A fotografia, com a sua iluminação dourada e a sua perspetiva, transmite uma sensação de abandono e de perigo.

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A Importância da Ponte dos Mineiros: Uma História de Ligação e de Sacrifício

A Ponte dos Mineiros, que Mário Silva fotografou, é mais do que uma estrutura de madeira e de aço.

É um monumento de grande importância histórica.

A ponte, que atravessa o Rio Tuela, ligava as aldeias de Vale das Fontes à margem esquerda do rio, dando acesso ao complexo mineiro de Nuzedo/Ervedosa.

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As minas, que foram uma fonte de sustento para a comunidade local, eram o centro da vida económica e social da região.

Os mineiros, que arriscavam as suas vidas todos os dias, dependiam da ponte para chegar ao trabalho.

A ponte era o seu caminho, o seu refúgio, e o seu elo com as suas famílias e as suas casas.

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No entanto, a ponte, com a sua estrutura frágil, era um perigo constante.

Os mineiros, que eram valentes, mas também vulneráveis, arriscavam as suas vidas a cada passo.

A ponte era um teste à sua coragem e à sua fé, uma chamada de atenção constante de que a vida, por mais que lutemos, é frágil e imprevisível.

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Com o fim da atividade das minas, a ponte, que já foi um símbolo de trabalho e de sacrifício, foi abandonada.

As tábuas de madeira, que antes eram um caminho de esperança, tornaram-se um túmulo para as memórias.

Os cabos de aço, que antes eram um símbolo de força, tornaram-se um símbolo de abandono.

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A fotografia de Mário Silva é um retrato da beleza e da melancolia da Ponte dos Mineiros.

É uma lembrança do passado da região, do trabalho dos mineiros, do seu sacrifício e da importância que esta ponte teve.

É um convite a olhar para o passado com respeito e a não nos esquecermos das lições do presente.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
22
Set25

“Rio Tuela” – Torre de Dona Chama - Mirandela - Portugal


Mário Silva Mário Silva

“Rio Tuela”

Torre de Dona Chama - Mirandela - Portugal

22Set  DSC04175_ms

Esta fotografia de Mário Silva retrata o Rio Tuela, com as suas margens densamente arborizadas.

A imagem, com o seu reflexo na água, evoca a serenidade do rio e a beleza da paisagem.

O rio, com a sua água escura e calma, flui entre as margens.

A luz do sol, que incide sobre a vegetação, cria um efeito de brilho e de sombra.

A fotografia, com a sua luz e a sua cor, é um retrato da beleza natural de Portugal.

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Estória: O Sussurro do Rio

O Rio Tuela, com as suas águas escuras e profundas, era o guardião de segredos.

Ao longo dos anos, ele tinha ouvido as estórias dos amantes, os lamentos dos solitários e as promessas dos viajantes.

A sua vida era um conto de silêncio e de murmúrio, com o seu nome a ser ecoado por cada folha, por cada pedra e por cada ave.

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Uma manhã, o rio, com as suas águas calmas, ouviu o lamento de uma jovem.

O nome dela era Estrelinha, e a sua vida era um conto de dor e de saudade.

Ela tinha perdido o seu amor, e o seu coração, como o rio, tinha-se tornado um túmulo para as suas memórias.

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O rio, com a sua voz calma, sussurrou-lhe a estória do tempo.

- O tempo - disse ele - não para. As águas do rio, como as nossas lágrimas, vão para o mar. Mas as nossas memórias, como as pedras do rio, ficam para sempre.

Estrelinha, que tinha ouvido o lamento do rio, sentou-se na margem.

O sol, com os seus raios, incidiu sobre o rio e sobre as folhas.

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Estrelinha, com a sua mão, tocou na água.

A sua dor, que era como uma tempestade, começou a dissipar-se.

O rio, com o seu murmúrio, disse-lhe:

- Não te esqueças de mim. A tua estória está no meu coração, e eu, como o teu amor, vou estar sempre contigo.

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A fotografia de Mário Silva é um retrato do encontro entre a natureza e a alma humana.

O rio Tuela não é apenas um curso de água, mas um espelho da nossa alma.

O seu poder, o seu silêncio e a sua beleza são uma lembrança de que, mesmo na nossa solidão, a natureza tem o poder de nos confortar e de nos curar.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
22
Ago25

"22 de agosto - dia pessoal da Harmonia, Paz, Amor e Realização” e uma estória


Mário Silva Mário Silva

22 de agosto

dia pessoal da Harmonia, Paz, Amor e Realização

e uma estória

22Ago DSC03313_ms

Esta fotografia de Mário Silva, intitulada "22 de agosto - dia pessoal da Harmonia, Paz, Amor e Realização”, é uma vista aérea de um vale, que me faz lembrar o rio Tuela, em Trás-os-Montes.

A imagem mostra um rio, que serpenteia pelo meio da paisagem, ladeado por duas linhas de árvores, com as suas copas redondas e densas.

Em volta do rio, a paisagem é preenchida por campos de cultivo, com oliveiras a ocupar a maior parte da área.

A cor da terra, em tons de ocre e castanho, contrasta com o verde escuro das árvores e com o verde mais claro dos campos.

A perspetiva elevada dá à fotografia uma sensação de paz e de ordem, como se a paisagem tivesse sido esculpida pela mão da natureza, em perfeita harmonia.

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Estória: A Canção Secreta do Rio

O rio, para as gentes do vale, não tinha nome.

Era apenas "o rio", a linha de prata que traçava a vida e a morte, o ciclo das estações.

Mário Silva capturou-o naquele dia, 22 de agosto, e chamou-lhe "dia pessoal da Harmonia, Paz, Amor e Realização”.

E era exatamente isso que o rio representava.

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O rio tinha uma canção secreta.

Uma melodia que era apenas ouvida por aqueles que tinham a paciência de a escutar.

As suas águas, que serpenteavam entre as árvores, cantavam a história da terra.

Cantavam sobre o sol que lhes dava vida, sobre a chuva que as alimentava, sobre as oliveiras que se inclinavam para elas.

A sua canção era sobre o amor que o rio tinha pela terra, e sobre a paz que ele trazia às suas gentes.

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Naquele dia, 22 de agosto, o rio cantava uma melodia de realização.

O sol, alto no céu, fazia as suas águas brilhar como prata, e a paisagem à sua volta parecia respirar em uníssono.

Os campos de oliveiras, em perfeito alinhamento, pareciam uma orquestra de cores, com o ocre da terra e o verde das folhas.

O ar estava calmo e o som da natureza era a única melodia que se podia ouvir.

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A canção do rio não era apenas para as gentes, mas para as árvores.

Cada uma delas, com as suas raízes a tocar na água, sentia a vida que o rio lhe dava.

As árvores mais velhas, com as suas copas densas, sabiam que a sua vida dependia do rio.

E o rio sabia que a sua existência dependia das árvores, que lhe davam sombra e o protegiam do calor.

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A canção era sobre um amor que era mais antigo do que a memória dos homens.

Um amor entre a terra e a água, entre o sol e a sombra, entre a vida e a morte.

Uma canção que ensinava que a verdadeira realização não era o que se tinha, mas o que se era.

Era a harmonia da natureza, a paz do vale, o amor entre todas as coisas.

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O rio, visto do alto na fotografia de Mário Silva, não era apenas um curso de água.

Era o coração do vale, o maestro de uma orquestra de cores e de vida.

O 22 de agosto, aquele dia de Harmonia, Paz, Amor e Realização, não era apenas um dia no calendário; era a promessa do rio, a canção que ele cantava para todos aqueles que tivessem a paciência de o ouvir.

Era a certeza de que, no meio da dureza da vida, havia sempre um lugar para a beleza e para a paz.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
13
Ago25

Rio Rabaçal - Fronteira natural entre os distritos de Vila Real e Bragança


Mário Silva Mário Silva

Rio Rabaçal

Fronteira natural entre os distritos de Vila Real e Bragança

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A fotografia de Mário Silva, intitulada "O rio Rabaçal", retrata uma vista serena de um rio a fluir por um vale.

A imagem é dominada pelas águas calmas e reflexivas do rio, que ocupa o centro da composição.

As margens do rio são ladeadas por colinas íngremes, cobertas por uma vegetação mista de mato e árvores.

As encostas, em tons de verde e castanho, descem até ao nível da água, onde se veem rochas

e uma vegetação mais densa.

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A luz da fotografia é suave e difusa, criando reflexos na superfície do rio que espelham o céu e as encostas.

Um pequeno arbusto em primeiro plano, à direita, e algumas rochas na margem esquerda, adicionam profundidade à cena.

A imagem transmite uma sensação de paz, isolamento e a beleza natural de uma paisagem fluvial, realçando a tranquilidade do local.

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O Rio Rabaçal - Uma Fronteira Natural com Alma Transmontana

O Rio Rabaçal, uma artéria vital no coração de Trás-os-Montes, é mais do que um simples curso de água; é uma fronteira natural, uma linha de vida e um repositório de histórias e paisagens que definem a essência do norte de Portugal.

A sua beleza, com vales profundos e águas serenas, é magnificamente capturada na fotografia de Mário Silva.

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Onde Nasce e Por Onde Passa

O Rio Rabaçal nasce na Galiza, em Espanha, na Serra de Larouco.

Contudo, é em território português que ele assume a sua identidade e importância.

A partir de Bragança, o rio traça o seu caminho, servindo como uma fronteira natural entre os distritos de Vila Real e Bragança, uma particularidade que lhe confere um papel geográfico e cultural único.

Ao longo do seu percurso, o Rabaçal esculpe paisagens deslumbrantes, passando por vales profundos e encostas repletas de vegetação.

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A Divisória de Dois Mundos

Durante muitos quilómetros, o rio Rabaçal atua como uma barreira física e simbólica.

De um lado, as terras de Chaves, no distrito de Vila Real, e do outro, as de Vinhais, no distrito de Bragança.

Esta dualidade confere às margens do rio uma riqueza de tradições e histórias, com as comunidades de ambas as margens a partilharem a vida e o destino, mas com identidades culturais próprias.

A paisagem que o Mário Silva capta na sua imagem, com as encostas a descerem suavemente até à água, é um testemunho da relação de coexistência e interdependência entre o rio e a terra que o molda.

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Onde Vai Desaguar

A jornada do Rio Rabaçal termina de forma notável.

Depois de um percurso de cerca de 100 quilómetros, ele encontra o Rio Tuela, perto da localidade de Mirandela, dando origem ao Rio Tua.

Este encontro de águas simboliza a confluência de paisagens e a união de histórias, formando um novo rio que continuará o seu caminho até se juntar ao grande Rio Douro.

A vida do Rabaçal, portanto, não se esgota em si mesma; ela funde-se com outros rios, alimentando um sistema fluvial maior e mais poderoso.

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O Rio Rabaçal é, em suma, um espelho da alma transmontana: resiliente, profundo e intrinsecamente ligado à terra.

As suas águas serenas escondem a força da sua jornada e o seu vale, uma paisagem que Mário Silva tão bem nos mostra, é um lembrete da beleza natural e da rica história que se esconde nas fronteiras do norte de Portugal.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
30
Jun25

"O aloquete no gradeamento da ponte" - Ponte Romana sobre o rio Tâmega, em Chaves, Portugal


Mário Silva Mário Silva

"O aloquete no gradeamento da ponte"

Ponte Romana sobre o rio Tâmega, em Chaves, Portugal

30Jun DSC00031_ms

A fotografia de Mário Silva, intitulada "O aloquete no gradeamento da ponte", oferece uma vista encantadora da Ponte Romana sobre o rio Tâmega, em Chaves, Portugal.

No primeiro plano, destaca-se um cadeado (aloquete) preso ao gradeamento, um elemento que se tornou um símbolo de afeto e compromisso em muitas pontes em todo o mundo.

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A prática de prender cadeados em pontes, portões ou outras estruturas públicas, conhecida como "love locks" (cadeados do amor), é um fenómeno relativamente recente, mas que se espalhou globalmente com rapidez, tornando-se uma tradição popular entre casais.

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A origem exata desta tradição é incerta e disputada, com várias teorias e lendas:

- Sérvia - Ponte Most Ljubavi: Uma das histórias mais aceites remonta à Primeira Guerra Mundial, na Sérvia, na cidade de Vrnjačka Banja.

A lenda conta a história de amor trágico entre uma professora local, Nada, e um oficial, Relja.

 Relja foi para a guerra, apaixonou-se por outra mulher e nunca mais regressou.

Nada morreu de desgosto.

As jovens de Vrnjačka Banja, para protegerem os seus amores de um destino semelhante, começaram a escrever os seus nomes e os dos seus amados em cadeados, prendendo-os à Ponte Most Ljubavi (Ponte do Amor), onde Nada e Relja se encontravam.

Esta é frequentemente citada como a origem mais antiga documentada do conceito de "cadeados do amor".

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- Itália - Pontes de Florença e Roma: No entanto, a popularização moderna da prática é frequentemente atribuída a Itália.

Acredita-se que tenha ganho força após a publicação do romance "Ho voglia di te" (Tenho vontade de ti), de Federico Moccia, em 2006.

No livro, os protagonistas prendem um cadeado na Ponte Milvio, em Roma, atiram a chave ao rio e fazem um desejo para que o seu amor dure para sempre.

O sucesso do livro e do filme subsequente inspirou milhares de casais a replicar o gesto, e a moda espalhou-se rapidamente por outras cidades italianas e, depois, pelo resto do mundo.

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- Outras Influências: Há também quem aponte para práticas semelhantes em algumas culturas asiáticas, onde os cadeados eram usados em templos ou em montanhas como símbolos de votos e promessas.

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O ato de colocar um cadeado numa ponte e atirar a chave para a água está carregado de simbolismo, principalmente para casais:

- O significado mais proeminente é o da promessa de amor eterno e indissolúvel.

O cadeado fechado simboliza a união inquebrável do casal, e atirar a chave representa o compromisso de que esse amor nunca será desfeito.

É um voto visível e físico de lealdade e dedicação.

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- Além do amor romântico, os cadeados podem representar um compromisso de fidelidade ou a celebração de um momento importante na relação do casal.

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- Cada cadeado é também uma esperança de um futuro partilhado e um desejo de felicidade duradoura.

O ato de o prender é um ritual de esperança para o porvir da relação.

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- Para além do simbolismo do amor, a prática permite que os casais deixem a sua "marca" num local especial, imortalizando a sua visita e a sua ligação àquele espaço.

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- A prática tornou-se também um fenómeno social e turístico.

Pontes famosas, como a Pont des Arts em Paris (embora os cadeados tenham sido removidos por questões estruturais), a Ponte Milvio em Roma e outras, atraem casais de todo o mundo que desejam participar nesta tradição.

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A Ponte Romana de Chaves, retratada na fotografia, sendo um local de grande beleza e história, torna-se um cenário ideal para este tipo de manifestação de afeto.

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Embora a prática seja vista por muitos como um gesto romântico e inofensivo, tem gerado debates em algumas cidades devido ao peso excessivo dos cadeados e aos danos que podem causar às estruturas das pontes, levando à remoção em alguns locais.

No entanto, o seu significado emocional e cultural persiste, tornando o cadeado no gradeamento da Ponte Romana de Chaves um pequeno, mas significativo, testemunho de amor e esperança.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
29
Abr25

"Observando o vale"


Mário Silva Mário Silva

"Observando o vale"

29Abr DSC00991_ms

A fotografia de Mário Silva, intitulada "Observando o vale", captura uma vista serena e melancólica da encosta de uma colina na Serra do Brunheiro, em Chaves, Portugal.

A imagem mostra um vale amplo e suavemente ondulado, com o rio Arcossó visível ao longe, represo pela barragem das Nogueirinhas, que reflete a luz suave do céu.

A paisagem é dominada por tons quentes e dourados, sugerindo que a foto foi tirada durante o entardecer, com uma luz suave que cria uma atmosfera etérea e enevoada.

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No primeiro plano, há árvores despidas, com galhos finos e delicados, algumas cobertas de musgo, o que indica um ambiente natural e possivelmente a transição entre estações, como o final do inverno ou início da primavera.

A vegetação rasteira é verde, contrastando com os tons mais secos e amarelados do vale ao fundo.

As camadas de colinas e montanhas ao longe desaparecem gradualmente na névoa, criando uma sensação de profundidade e vastidão.

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A assinatura "Mário Silva" está visível no canto inferior esquerdo da imagem, escrita em uma caligrafia fluida e branca, que se destaca contra o fundo verde da vegetação.

A moldura da fotografia tem um efeito de vinheta, escurecendo as bordas e direcionando o olhar para o centro da composição, reforçando a sensação de contemplação descrita pelo título.

É uma imagem que transmite tranquilidade e uma conexão profunda com a natureza.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
03
Abr25

"A água corre por entre as rochas, ... escorrega, ... tropeça, ... cai ..., mas continua ..."


Mário Silva Mário Silva

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"A água corre por entre as rochas, ...

escorrega, ...

tropeça, ...

cai ...,

mas continua ..."

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A fotografia de Mário Silva, "A água corre por entre as rochas, ... escorrega, ... tropeça, ... cai ..., mas continua ...", provavelmente retrata um curso de água, como um rio ou ribeiro, a fluir sobre um leito rochoso.

A descrição sugere uma imagem dinâmica, onde a água enfrenta obstáculos (as rochas), adaptando-se ao terreno.

Podemos imaginar a água a serpentear entre as pedras, deslizando sobre superfícies lisas, embatendo e caindo de pequenas alturas, mas mantendo sempre o seu movimento contínuo.

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A descrição do correr da água na fotografia de Mário Silva oferece uma poderosa analogia com a jornada da Vida.

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Assim como a água encontra rochas no seu caminho, a vida é repleta de obstáculos, desafios e dificuldades.

Enfrentamos problemas pessoais, profissionais, de saúde, entre outros, que nos podem parecer barreiras intransponíveis.

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A água não tenta derrubar as rochas, mas sim contorná-las, deslizar pelas suas superfícies.

Na vida, também precisamos ser flexíveis e adaptáveis.

Nem sempre conseguimos seguir o caminho que tínhamos planeado, e é crucial encontrar novas formas de avançar perante as mudanças e imprevistos.

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Há momentos na vida em que nos sentimos a "tropeçar", a perder o equilíbrio, a enfrentar situações inesperadas que nos desestabilizam.

Tal como a água pode embater nas rochas e perder momentaneamente o seu fluxo linear, nós também passamos por fases de incerteza e dificuldade.

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A água por vezes cai, seja de uma pequena altura ou numa cascata.

Na vida, experimentamos desilusões, fracassos e perdas.

Estes momentos podem ser dolorosos e fazer-nos sentir que retrocedemos.

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A característica mais marcante da água na descrição é a sua persistência.

Apesar dos obstáculos, dos tropeços e das quedas, ela "continua" o seu curso.

Esta é a essência da resiliência na vida.

Independentemente das dificuldades que enfrentamos, a capacidade de nos levantarmos, aprendermos com as experiências e seguirmos em frente é fundamental para o nosso crescimento e bem-estar.

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Assim como a água encontra sempre um caminho para seguir o seu curso até ao mar, a vida, com todas as suas complexidades e desafios, continua.

A analogia lembra-nos da importância da adaptabilidade, da resiliência e da persistência para navegarmos pelas águas por vezes turbulentas da nossa existência.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
20
Set24

As águas do rio Arcossó correm ... lentamente ... quase paradas ..., junto à ponte romana do Arquinho, refletindo as árvores das suas margens e fazendo planar as folhas que delas caem. (Vila Verde da Raia - Chaves - Portugal)


Mário Silva Mário Silva

 

As águas do rio Arcossó correm ... lentamente ...

quase paradas ...,

junto à ponte romana do Arquinho,

refletindo as árvores das suas margens e fazendo planar as folhas que delas caem.

(Vila Verde da Raia - Chaves - Portugal)

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A fotografia de Mário Silva captura um momento de serena tranquilidade em Vila Verde da Raia, Chaves.

O rio Arcossó, com as suas águas quase estagnadas, reflete como um espelho a exuberância da vegetação ribeirinha.

A ponte romana do Arquinho, um testemunho do passado, adiciona um toque histórico à cena, convidando o observador a uma jornada temporal.

As folhas que flutuam na superfície da água, impulsionadas por uma brisa suave, completam a composição, criando uma atmosfera bucólica e contemplativa.

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A fotografia apresenta uma composição equilibrada, com a linha horizontal da água dividindo a imagem em duas partes.

A simetria das árvores refletidas e a ponte centralizada reforçam a sensação de harmonia.

A profundidade de campo permite que o observador se perca nos detalhes da paisagem, desde as folhas que flutuam até a textura da ponte de pedra.

A luz natural, suave e indireta, envolve a cena numa atmosfera mágica.

As sombras projetadas pelas árvores na água criam um jogo de contrastes que realça a tridimensionalidade da imagem.

A ausência de elementos artificiais de iluminação preserva a autenticidade do momento capturado.

A paleta de cores é predominantemente verde e castanha, com tons quentes que evocam a sensação de calor e aconchego.

O contraste entre as folhas verdes e as castanhas caídas sugere a transição entre as estações do ano.

A fotografia transmite uma sensação de paz e serenidade, convidando o observador a um momento de reflexão.

A beleza natural da paisagem e a atmosfera tranquila evocam emoções positivas, como calma e bem-estar.

A presença da ponte romana do Arquinho acrescenta um valor histórico e cultural à fotografia.

A ponte é um testemunho do passado e conecta o presente ao passado, conferindo à imagem um significado mais profundo.

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A beleza natural capturada na fotografia destaca a importância da preservação ambiental.

É fundamental conscientizar sobre a necessidade de proteger os recursos hídricos e a biodiversidade.

A fotografia pode ser utilizada para promover o turismo sustentável na região, incentivando a visita a locais com beleza natural e valor histórico.

A fotografia de Mário Silva possui um grande potencial para ser divulgada em diferentes plataformas, como redes sociais e exposições, alcançando um público mais amplo e contribuindo para a valorização da fotografia portuguesa.

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Em conclusão, a fotografia de Mário Silva é um convite à contemplação da natureza e à reflexão sobre a importância da preservação do património histórico e cultural.

A imagem captura a essência da beleza natural de Vila Verde da Raia, despertando emoções positivas e promovendo a valorização da fotografia como forma de expressão artística e documentária.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
04
Set24

A Beleza Apagada: A Albufeira do Rio Arcossó e os Desafios da Seca


Mário Silva Mário Silva

A Beleza Apagada:

A Albufeira do Rio Arcossó e os Desafios da Seca

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A albufeira do rio Arcossó, localizada junto à barragem das Nogueirinhas em Chaves, Portugal, é um testemunho da intrincada relação entre a natureza e a ação humana.

Em tempos, as suas águas límpidas espelhavam a exuberante vegetação circundante, criando um cenário de serena beleza.

Contudo, a imagem que se apresenta hoje é marcada por uma profunda tristeza, com os níveis de água significativamente reduzidos, expondo um leito seco e rachado.

Essa transformação dramática é um reflexo alarmante das mudanças climáticas e da gestão inadequada dos recursos hídricos.

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A beleza da albufeira do rio Arcossó reside na sua capacidade de evocar uma sensação de tranquilidade e conexão com a natureza.

A sinuosidade das suas margens, a variedade de tonalidades verdes da vegetação e o reflexo do céu nas águas calmas compunham um quadro harmonioso que inspirava a contemplação e o descanso.

A albufeira era um espaço privilegiado para atividades recreativas, como a pesca, o piquenique e o contato com a fauna local.

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No entanto, a seca prolongada e a diminuição drástica do volume de água têm transformado esse cenário idílico numa paisagem desolada.

O leito do rio, antes coberto pelas águas cristalinas, revela agora uma extensão árida e rachada, pontuada por rochas e sedimentos.

A vegetação ribeirinha, antes exuberante, apresenta sinais de stress hídrico, com folhas amareladas e caules secos.

A fauna aquática, que dependia das águas da albufeira para sobreviver, encontra-se em grave risco, com a diminuição drástica dos seus habitats e a escassez de alimento.

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As causas dessa situação complexa são multifacetadas.

As alterações climáticas, com o aumento das temperaturas e a redução das precipitações, são um fator determinante.

A intensificação dos períodos de seca prolongada e a maior frequência de eventos extremos, como as ondas de calor, têm um impacto direto sobre os recursos hídricos, reduzindo significativamente o volume de água armazenada nas albufeiras.

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Além das mudanças climáticas, a gestão inadequada dos recursos hídricos por parte das autoridades competentes agrava a situação.

A falta de investimentos em infraestruturas de armazenamento e distribuição de água, a ineficiência dos sistemas de rega e a ausência de políticas públicas eficazes para a gestão sustentável dos recursos hídricos contribuem para a escassez hídrica e para a degradação dos ecossistemas aquáticos.

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A observação da albufeira do rio Arcossó no seu estado atual desperta sentimentos de tristeza e preocupação.

A beleza que outrora caracterizava esse espaço natural encontra-se seriamente comprometida, e os impactos dessa situação estendem-se além do âmbito ambiental.

A escassez de água afeta diretamente a agricultura, a indústria e o abastecimento humano, gerando conflitos pelo uso desse recurso essencial.

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Diante desse cenário, é urgente a adoção de medidas para mitigar os efeitos da seca e promover a gestão sustentável dos recursos hídricos.

A implementação de políticas públicas que incentivem a eficiência hídrica e a reutilização de águas residuais são algumas das ações necessárias.

Além disso, é fundamental investir em programas de educação ambiental para conscientizar a população sobre a importância da água e a necessidade de economizar esse recurso.

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A albufeira do rio Arcossó é um lembrete da fragilidade dos ecossistemas aquáticos e da necessidade de agirmos de forma responsável para garantir a sua preservação.

A beleza perdida desse espaço natural deve servir como um alerta para a urgência de enfrentarmos os desafios das mudanças climáticas e de promovermos uma gestão mais sustentável dos recursos hídricos.

A água é um bem essencial para todos os seres vivos, e a sua escassez representa uma ameaça para o presente e para as futuras gerações.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
28
Ago24

Ponte Romana do Arquinho “Arcum Solium" sobre o rio Arcossó (Chaves - Portugal)


Mário Silva Mário Silva

Ponte Romana do Arquinho “Arcum Solium"

sobre o rio Arcossó (Chaves - Portugal)

28Ago DSC01792_ms

A fotografia de Mário Silva captura a Ponte Romana do Arquinho de forma a realçar a sua beleza rústica e a sua integração na paisagem natural.

A perspetiva escolhida, com a ponte ocupando a maior parte do enquadramento, permite ao observador apreciar a majestosa estrutura em pedra, com o seu único arco de volta perfeita.

A luz natural, que penetra entre as árvores, cria um jogo de sombras e realça a textura da pedra, conferindo à imagem uma atmosfera quase mágica.

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A ponte é o elemento central da fotografia.

A sua construção em pedra, com as típicas marcas de "forfex", revela a sua antiguidade e a maestria dos construtores romanos.

O arco único, em perfeito estado de conservação, é um testemunho da engenharia romana e da sua capacidade de adaptar as construções ao meio ambiente.

A natureza envolvente desempenha um papel fundamental na composição da imagem.

As árvores frondosas, que emolduram a ponte, criam um ambiente bucólico e convidativo.

A água cristalina do rio Arcossó, que flui calmamente por baixo da ponte, reflete a luz do sol e acrescenta um toque de movimento à imagem.

A luz natural é um elemento chave nesta fotografia.

A incidência da luz solar entre as árvores cria um efeito de contraluz, que realça a forma da ponte e as suas texturas.

As sombras projetadas na água e nas pedras conferem à imagem uma profundidade e um realismo impressionantes.

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A composição da fotografia é equilibrada e harmoniosa.

A linha curva do arco da ponte contrasta com as linhas verticais das árvores, criando uma dinâmica visual interessante.

A regra dos terços é respeitada, com a ponte posicionada ligeiramente à esquerda do centro da imagem, o que confere à fotografia um equilíbrio visual agradável.

O enquadramento escolhido permite ao observador concentrar a sua atenção na ponte, sem distrações.

As árvores, ao enquadrar a ponte, criam um cenário natural que realça a sua importância histórica e arqueológica.

A fotografia apresenta uma paleta de cores quentes e terrosas, que transmitem uma sensação de tranquilidade e serenidade.

Os tons de verde da vegetação contrastam com o tom acinzentado da pedra, criando uma harmonia visual agradável.

A fotografia de Mário Silva transcende a mera representação da realidade.

A escolha da perspetiva, a luz e a composição conferem à imagem um caráter artístico, convidando o observador a uma reflexão sobre a passagem do tempo e a importância da preservação do património histórico.

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Em conclusão, a fotografia da Ponte Romana do Arquinho, captada por Mário Silva, é uma obra de grande beleza e significado.

Através de uma composição cuidadosa e de uma utilização eficaz da luz, o fotógrafo consegue transmitir a emoção e a magia deste lugar histórico.

Esta imagem é um convite a visitar este monumento e a apreciar a beleza da natureza e da história de Portugal.

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Em suma, a fotografia de Mário Silva é uma obra que merece ser admirada e divulgada, pois contribui para a valorização do património cultural português e para a promoção do turismo na região de Chaves.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
19
Ago24

Ponte Romana de Trajano (Chaves – Portugal) - Mário Silva


Mário Silva Mário Silva

Ponte Romana de Trajano (Chaves – Portugal)

Mário Silva

19Ago DSC09500_ms

A fotografia de Mário Silva captura a majestosa Ponte Romana de Trajano, em Chaves, Portugal, sob uma luz que realça a beleza atemporal desta estrutura histórica.

A composição da imagem é cuidadosamente elaborada, com a ponte como protagonista central, posicionada de forma a destacar a sua grandiosidade e a harmonia com o ambiente natural.

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A Ponte de Trajano é o elemento focal da imagem, com os seus arcos robustos e linhas sólidas que conduzem o olhar do observador através da composição.

A estrutura de pedra, resistente ao tempo, contrasta com a suavidade da água do rio Tâmega, criando um diálogo entre a força da construção humana e a tranquilidade da natureza.

O rio Tâmega desempenha um papel fundamental na composição, refletindo o céu e a ponte, duplicando a sensação de profundidade e serenidade.

A água calma e cristalina adiciona um elemento de tranquilidade à cena.

As árvores nas margens do rio e as montanhas ao fundo proporcionam um enquadramento natural à ponte, conferindo à imagem uma sensação de paz e harmonia.

A folhagem verde vibrante contrasta com as tonalidades mais sóbrias da pedra e da água.

A iluminação natural é suave e envolvente, criando sombras delicadas que acentuam a textura da pedra e as curvas dos arcos.

A luz do dia, provavelmente próxima ao pôr do sol, confere à imagem um tom quente e acolhedor.

A perspetiva escolhida pelo fotógrafo permite ao observador apreciar a extensão da ponte e a grandeza do rio.

A inclinação da câmara confere à imagem uma sensação de movimento e dinamismo.

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A fotografia é tecnicamente bem executada, com uma exposição precisa e uma composição equilibrada.

A escolha da lente e da distância focal permitem capturar a ponte em toda a sua extensão, sem perder detalhes.

A luz natural realça a beleza da cena e a paleta de cores é harmoniosa.

A fotografia poderia beneficiar de um primeiro plano mais interessante, como por exemplo, um detalhe da pedra da ponte ou a presença de pessoas para adicionar uma escala humana à imagem.

Além disso, uma composição ligeiramente mais assimétrica poderia tornar a imagem mais dinâmica.

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Em conclusão, a fotografia de Mário Silva é uma bela representação da Ponte Romana de Trajano e do rio Tâmega.

A imagem captura a essência histórica e natural do local, transmitindo uma sensação de tranquilidade e admiração pela engenhosidade romana.

É uma obra que convida o observador a contemplar a beleza atemporal da arquitetura e da paisagem.

Em resumo, a fotografia de Mário Silva é uma obra inspiradora que demonstra a beleza e o valor histórico da Ponte Romana de Trajano.

A imagem é uma homenagem à engenharia romana e à natureza exuberante que circunda esta estrutura milenar.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
05
Mar24

"A mulher a lavar a roupa no rio" (2018)  - Mário Silva (AI)


Mário Silva Mário Silva

"A mulher a lavar a roupa no rio" (2018) 

Mário Silva (AI)

M02 Mulher a lavar a roupa no rio_ms

“A mulher a lavar a roupa no rio”, transporta-nos para uma cena que irradia tranquilidade e uma essência bucólica. O estilo impressionista do artista é evidente através das pinceladas visíveis e da paleta de cores vivas que ele escolhe para dar vida à sua tela. A técnica utilizada sugere uma perceção momentânea da cena, capturando a luz e o movimento de uma maneira que parece quase efêmera.

A protagonista da pintura é uma mulher vestida com trajes tradicionais, composta por uma blusa branca, uma saia azul e um adereço vermelho que pode ser um xale ou avental, envolvendo sua cintura. Ela está junto a um balde de água, possivelmente colhendo água ou lavando roupa, uma atividade que evoca a simplicidade e a conexão com a natureza.

A sensação que emana da pintura é uma de serenidade e paz. A mulher, absorta nas suas tarefas diárias, representa uma figura de força e resiliência, mas também de harmonia com o ambiente ao seu redor. O cenário calmo e a água tranquila complementam a quietude do momento capturado por Silva, convidando o observador a refletir sobre a beleza nas simples tarefas do cotidiano.

A escolha de cores vibrantes e a representação da mulher no seu ambiente natural podem ser interpretadas como uma celebração da vida rural e das tradições. O vermelho do adereço que a mulher veste pode simbolizar paixão ou vitalidade, enquanto o azul da saia pode representar calma e estabilidade. A presença da água é um elemento constante de renovação e purificação, o que pode ser visto como um símbolo da vida e da continuidade.

Em “A mulher a lavar a roupa no rio”, Mário Silva oferece uma janela para uma realidade suave e intemporal, onde a simplicidade da vida e a beleza da natureza são celebradas. Através de sua habilidade impressionista, ele convida o observador a apreciar o momento presente e a encontrar alegria nas pequenas coisas, uma mensagem que ressoa profundamente num mundo cada vez mais acelerado.

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Texto & Pintura (AI): ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
14
Abr23

A RIBEIRA - Águas Frias (Chaves) - Portugal


Mário Silva Mário Silva

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A RIBEIRA

11 DSC06736_ms

 

Ribeira vai cheia

E o barco não anda

Tenho o meu amor

Lá naquela banda

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Lá naquela banda

E eu cá deste lado

Ribeira vai cheia

E o barco parado

.

Se eu tivesse amores

Que me têm dado

Tinha a casa cheia

Até ao telhado

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Ribeira vai cheia (...)

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Se eu tivesse amores

Tinha mais de um cento

Bonecos de palha

Cabeças de vento

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__________     Música Tradicional Portuguesa     __________

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Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷

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