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MÁRIO SILVA - Fotografia & Escrita

*** *** A realidade e a "minha realidade" em imagens e escrita

28
Set22

ALMINHAS NO ENTRONCAMENTO DO CAMINHO


Mário Silva Mário Silva

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ALMINHAS NO ENTRONCAMENTO DO CAMINHO

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Definidas de um modo simples, como são nichos onde se colocam alminhas pinturas ou figuras esculpidas representando as almas no Purgatório e algum santo, a Virgem ou Cristo.  Outros elementos necessários são cruzes, que tanto podem estar no topo do monumento como esculpir na sua superfície (geralmente em alto relevo), ou fazendo apelo à oração dos passantes. Nalguns casos, pode aparecer o nome de uma pessoa falecida nenhum local assinalado. Por vezes, surge ainda uma data, geralmente da ocorrência que justificou a sua colocação. Sendo muito grande a variedade, não se pode definir um formato comum a todas elas.

Assim, podemos encontrar a sua parte inferior em forma de coluna (seção cilíndrica ou retangular) ou mesmo esta não existir, estar o nicho inserido num muro ou parede. Dentro do nicho, um Podia ser pintada diretamente na pedra (o que faz com que, nestas situações, seja muito raro encontrar mais do que o nicho vazio, pelos dados das tintas, fruto da ação dos elementos ou dos homens); outros casos, foi usado uma base em madeira para sobre ela executara pintura, com os mesmos resultados já em geral; uma terceira possibilidade (por vezes resultante de um acrescento relativamente moderno) é a utilização do azulejo para a execução da representação desejada. Em alguns casos, foi feito sobre uma base metálica, que depois se fixou no nicho.

Flávio Gonçalves (Gonçalves, 1959) foi o primeiro autor a apresentar uma visão credível e fundamentada sobre este tema. Nesse seu trabalho, apresenta alguns dos aspetos essenciais desta manifestação de religiosidade popular:

- aparecem em lugares bem definidos:  nas bermas das estradas ou caminhos, à entrada de pontes e encruzilhadas como;

- no painel, estão identificados os chamados a arder do Purgatório;

- na parte superiores, estão como figuras celestes Protetoras;

- abaixo do nicho, encontra-se o peto (caixa das esmolas), muitas vezes já sem uso, fruto de sucessivos roubos o u destruições;

- os condenados encontram-se despidos, de braços erguidos;

- por, estão presentes anjos, que ajudarão as vezes as almas libertas do Purgatório;

- na parte superior, podemos encontrar Cristo Crucificado, uma Virgem do Carmo, Santo António, etc.;

- a diversidade dos condenados fica bem patente no cumprimento de cabelos (homens e mulheres) ou adornos como coroas ou mitras;

- por último, o apelo à oração pelas almas dos condenados ao Purgatório pode assumir muitas formas, que vão desde os PNAM iniciais [Pai Nosso, Avé Maria] até textos mais elaborados, inclusivamente em quadras.

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_____   In: Revista Anual do Museu do Sabugal   _____

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FotoPintura:  ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
22
Set22

PIPO (pequena pipa; barril)


Mário Silva Mário Silva

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PIPO (pequena pipa; barril)
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21 DSC09428_Pintura_ms_marca d'água

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A paixão é barril de vinho.
Pode parecer eterno se consumido
ao poucos de forma controlada,
trazendo assim momentos de alegria.
Mas se for consumido
a todo instante, de forma desenfreada,
trará momentos de descontrole,
além disso,
logo o barril estará vazio.
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FotoPintura: ©MárioSilva
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Mário Silva 📷
11
Set22

A   LUA   DIURNA


Mário Silva Mário Silva

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A   LUA   DIURNA

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É uma saudade noturna

Que recaiu manhã adentro

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É uma vontade de sem fim

Pelo encontro estendido

Sob o céu negro e protetor

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É uma beleza fora de lugar

Cheia ou crescente, de verdade e desjeito

Como o sorriso de um cego

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A lua diurna

é o emblema definitivo

da paz espirituosa dos filhos do amor

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_____   Aldo Votto   _____

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Fotografia: ©MárioSilva

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26
Ago22

SECA SEVERA ou mesmo EXTREMA - Albufeira de Arcossó (Nogueirinhas) – Chaves – Portugal


Mário Silva Mário Silva

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Albufeira de Arcossó (Nogueirinhas) – Chaves – Portugal

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SECA SEVERA ou mesmo EXTREMA

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“Portugal vive uma das piores situações do último século.

Quase todo o país está em seca severa ou extrema.

A cientista Joana Portugal Pereira avisa que o país tem de se preparar antecipadamente para a adaptação às alterações climáticas, que estão e vão provocar períodos de seca, e aconselha cuidados com a água e mais árvores

A situação é mesmo preocupante e vai piorar se não forem tomadas medidas.

Portugal continental está a viver uma situação de seca hidrológica que as autoridades admitem ser a pior dos últimos 100 anos, com quase todo o país em seca severa ou extrema.”

(…)

_____   in: “expresso.pt/sociedade/2022-07-30”   _____

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Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
19
Ago22

CASTELO DE MONFORTE DE RIO LIVRE e os visitantes no cimo da sua muralha


Mário Silva Mário Silva

CASTELO DE MONFORTE DE RIO LIVRE

e os visitantes no cimo da sua muralha

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Nota: a foto tem marca de água, já que alguém (José Silva - https://www.instagram.com/castelomonforte2016/?hl=pt) publica fotos de outros sem menção de autor e recortando mesmo a parte inferior onde está a marca(assinatura) do autor. Mesmo alertado continua com o mesmo procedimento.

Assim a partir de hoje as fotos, terão além da marca de autor, também marcas de água.

Desculpem !!!!    Obrigado !!!!

19 DSC04653_ms_ com marca de água

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AFINAL, A MELHOR MANEIRA DE VIAJAR É SENTIR.

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Afinal, a melhor maneira de viajar é sentir.

Sentir tudo ele todas as maneiras.

Sentir tudo excessivamente

Porque todas as coisas são, em verdade excessivas

E toda a realidade é um excesso, uma violência,

Uma alucinação extraordinariamente nítida

Que vivemos todos em comum com a fúria das almas,

O centro para onde tendem as estranhas forças centrífugas

Que são as psiques humanas no seu acordo de sentidos.

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Quanto mais eu sinta, quanto mais eu sinta como várias pessoas,

Quanto mais personalidades eu tiver,

Quanto mais intensamente, estridentemente as tiver,

Quanto mais simultaneamente sentir com todas elas,

Quanto mais unificadamente diverso, dispersadamente atento,

Estiver, sentir, viver, for,

Mais possuirei a existência total do universo,

Mais completo serei pelo espaço inteiro fora,

Mais análogo serei a Deus, seja ele quem for,

Porque, seja ele quem for, com certeza que é Tudo,

E fora d'EIe há só EIe, e Tudo para Ele é pouco.

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_____  Álvaro de Campos   _____

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Fotografia: ©MárioSilva

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14
Ago22

AVE de RAPINA - Águia-d'asa-redonda ou Bútio-comum (Buteo buteo)


Mário Silva Mário Silva

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AVE de RAPINA

Águia-d'asa-redonda ou Bútio-comum

(Buteo buteo)

08 DSC02213a_ms_Águia-d'asa-redonda ou Bútio-comum (Buteo buteo)

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Aves de rapina são silenciosas.

Voam baixo quando precisam.

No alto, aves de rapina estão seguras.

Voo certo. Presa no bico, nas garras.

Retirada estratégica. Sem pio. Se alardes.

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É preciso ser ave de rapina quase sempre.

Silêncio preserva a sabedoria. Cultural.

Grasnar, só se for bem baixinho. Sussurrado.

Nem toda boa nova precisa ser anunciada.

Há beleza no voo da ave de rapina...

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O olho da ave de rapina é fantástico.

Um rato se mexe no chão e o voo é certeiro.

No voo silencioso, a paz perspicaz do silêncio.

Grasnar, só se for bem baixinho.

Aves de rapina precisam de silêncio...

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_____   Jossan Karsten   _____

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Fotografia: ©MárioSilva

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26
Jul22

CASTELO DE MONFORTE DE RIO LIVRE


Mário Silva Mário Silva

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CASTELO DE MONFORTE DE RIO LIVRE

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Da antiga vila medieval de Monforte de Rio Livre conserva-se ainda grande parte da sua estruturação urbana.

O conjunto constitui-se pelo castelo onde permanece uma imponente torre de menagem seguida de um pátio de configuração sub-retangular.

Este conjunto estrutural é o que sobressai dentro da arquitetura da vila, implantando-se de forma proeminente na zona mais elevado do relevo. A torre de menagem possui uma planta de configuração quadrangular e é acedida por uma porta sobrelevada que se abre para o pátio.

"O r/c da torre é ocupado por uma cisterna abobadada com abertura central no primeiro andar. A abóbada de berço que atualmente se vê neste piso, situada a grande altura constituiu primitivamente a cobertura de um segundo andar desaparecido, restando ainda as consolas de apoio do sobrado e os vãos nas paredes que iluminavam aquele que constituía o andar nobre da torre.

 A partir do ângulo NO deste antigo segundo piso desenvolve-se uma escada em caracol, integrada na espessura da parede, que permite o acesso ao adarve superior.

Externamente o coroamento da torre apresenta a toda a volta as mísulas de desaparecidos balcões ou matacães, e duas gárgulas de escoamento de águas pluviais.

O pátio apresenta planta sub-rectangular".

 A área urbana da vila é envolvida por uma muralha granítica de pedra bem aparelhada que delimita um perímetro de ocupação de configuração aproximadamente elíptica. O traçado urbano da antiga vila medieval estrutura-se em função de arruamentos que delimitam ruínas de construções com uma funcionalidade difícil de apurar.

Contudo, alguns desses derrubes poderão corresponder a antigas estruturas de habitação, à antiga casa da câmara, à igreja matriz da localidade ou à capela da Sr.ª do Prado, edifícios frequentemente referidos na documentação relativa ao local e em algumas plantas conhecidas.

 No sector sul, a anteceder a muralha gótica e o castelo propriamente dito, abre-se um profundo fosso que alguns autores relacionam com uma obra pós-medieval derivada da necessidade de reforçar o complexo de defesa desta localidade durante a fase da Restauração.

Não existem quaisquer vestígios que permitam afirmar que a primeira fortaleza remonta a um povoado fortificado da Idade do Ferro, embora alguns autores radiquem a origem de Monforte de Rio Livre nesse período cronológico.

A vila medieval foi sede de um amplo termo que correspondeu ao julgado de Rio Livre e abrangia uma área que tinha como limites a Este os rios Mente e Rabaçal e a Norte a região espanhola da Galiza.

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In: Monforte de Rio Livre - Portal do Arqueólogo

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FotoPintura: ©MárioSilva

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16
Jul22

Retrospetiva __ 2009 – 1.ªparte  JAN _ ABR


Mário Silva Mário Silva

2009 – 1.ªparte 

JAN _ ABR

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Recordar É Viver

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Foi em setembro que te conheci
Trazias nos olhos a luz de maio
Nas mãos o calor de agosto
E um sorriso
Um sorriso tão grande que não cabia no tempo
Ouve, vamos ver o mar

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Foste a trinta de fevereiro de um ano por inventar
Falámos, falámos coisas tão loucas que acabámos em silêncio
Por unir as nossas bocas
E eu aprendi a amar

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Sim eu sei, que tudo são recordações
Sim eu sei, é triste viver de ilusões
Mas tu foste, a mais linda história de amor
Que um dia me aconteceu
E recordar é viver, só tu e eu

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Foi em novembro que partiste
Levavas nos olhos as chuvas de março
E nas mãos o mês frio de janeiro
Lembro-me que me disseste que o meu corpo tremia
E eu, eu queria ser forte, respondi que tinha frio
Falei-te do vento norte

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Não, não me digas adeus
Quem sabe, talvez um dia, como eu tremia, meu Deus
Amei como nunca amei
Fui louco, não sei, talvez
Mas por pouco, por muito pouco eu voltaria a ser louco
Amar-te-ia outra vez

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Sim eu sei, que tudo são recordações
Sim eu sei, é triste viver de ilusões
Mas tu foste, a mais linda história de amor
Que um dia me aconteceu
E recordar é viver, só tu e eu

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Sim eu sei, que tudo são recordações
Sim eu sei, é triste viver de ilusões
Mas tu foste, a mais linda história de amor
Que um dia me aconteceu
E recordar é viver, só tu e eu

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Sim eu sei, que tudo são recordações
Sim eu sei, é triste viver de ilusões
Mas tu foste, a mais linda história de amor
Que um dia me aconteceu

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_____   Canção de Vitor Espadinha   _____

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Video:

Realização; Produção e Banda Sonora “Star Trek” by ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
15
Jul22

A aldeia transmontana de ÁGUAS FRIAS – CHAVES - PORTUGAL


Mário Silva Mário Silva

A aldeia transmontana de

ÁGUAS FRIAS – CHAVES - PORTUGAL

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A “aldeia”, fruto do paradigma da

modernidade, constitui um desses

espaços de convívio rural a necessitar

urgentemente de ser reinventado.

Porque a “aldeia” simboliza a força

do localismo que todos precisamos

de voltar a defender, em nome da uma

realidade mais humana e intimamente

ligada às origens da organização

social e política.

Outrora unidade territorial de grande

valor social, económico, cultural e

antropológico, a “aldeia”, fruto do

paradigma da modernidade, constitui

um desses espaços de convívio rural

a necessitar urgentemente de se

reinventado, com o objetivo de

preencher o vazio que as cidades de

natureza megalómana por vezes nos

deixam e que o presente trabalho,

pelas agradáveis experiências que

proporcionará, quero acreditar,

ajudará a contrariar. Certo que

também você partilha desta nossa

ideia, aqui fica o meu convite.

Nós esperamos vê-lo por cá, sempre

que queira!

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in: “Aldeias Norte de Portugal”

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Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
10
Jul22

BURRO ESPOJANDO-SE NA TERRA


Mário Silva Mário Silva

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BURRO ESPOJANDO-SE NA TERRA

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Um burro saudável e feliz movimenta-se com facilidade, tem as orelhas ativas, o olhar vivo e interage com o meio que o rodeia.

Deita-se para espojar e é capaz de se levantar sozinho.

Deve ter sempre à sua disposição água e alimento de qualidade (palha/feno) e um bloco de sais minerais, sendo expectável que passe a maior parte do dia a comer e a pastar.

Assim, alguns sinais principais de alerta são a perda de apetite, as orelhas baixas, a relutância em movimentar-se, a incapacidade de se levantar sem ajuda, ou o facto de estar permanentemente deitado.

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Fotografia: ©MárioSilva

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29
Jun22

S. Pedro - orago da aldeia transmontana de Águas Frias – Chaves - Portugal


Mário Silva Mário Silva

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S. Pedro - orago da aldeia transmontana de

Águas Frias – Chaves - Portugal

29 DSC01995_ms- S Pedro

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QUEM FOI SÃO PEDRO?

São Pedro ficou conhecido como “Príncipe dos Apóstolos” e foi também o primeiro Papa da Igreja Católica. Mas, antes de tudo isso, Pedro nasceu Simão, na Galileia. É no Evangelho de São Lucas que se encontra relatado o momento em que o pescador Simão decide seguir Jesus Cristo.

A noite dos pescadores tinha rendido pouco peixe. Jesus, que se encontrava a pregar no Mar da Galileia, entrou no barco de Simão e disse-lhe: “Faze-te ao largo, e lançai as vossas redes para a pesca”. Simão e os outros pescadores, entre os quais os futuros apóstolos André, Tiago e João, voltaram a lançar as redes e, desta vez, quase não tiveram mãos a medir. O episódio, que ficou conhecido como “Pesca Milagrosa” fez com que Simão caísse aos pés de Jesus, que lhe disse:

“De agora em diante serás pescador de homens”.

Jesus rebatizou o seu apóstolo. Chamou-lhe Kepha, palavra aramaica para pedra (ou rocha). Mais tarde disse-lhe:

“Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja”.

Pelo seu percurso, é ele o Padroeiro dos pescadores. O primeiro Papa da Igreja Católica morreu crucificado em Roma, entre os anos 64 d.C e 67 d.C, a mando do Imperador Nero. Os seus restos mortais encontram-se na Basílica de São Pedro.

Porque o celebramos a 29 de junho?

O dia de São Pedro passou a celebrar-se a 29 de junho a partir do século III ou IV, bem como o dia de São Paulo. Historiadores justificam a criação da referência aos dois santos para ocupar o lugar de uma antiga celebração pagã que comemorava no mesmo dia a festa de Rómulo e Remo, considerados os pais da cidade de Roma.

A festa é uma das mais antigas do ano litúrgico, bem mais antiga que a própria festa do Natal. Em Roma, a tradição mandava celebrar neste dia três missas: a primeira na Basílica de São Pedro, a segunda em São Paulo Fora dos Muros e a terceira nas catacumbas de São Sebastião, onde as relíquias dos Apóstolos tiveram de ser escondidas por algum tempo, para escapar às profanações. Os mais crentes atribuem 29 de junho como o dia em que a transladação dos restos mortais de Pedro e Paulo foi feita para São Sebastião, devido à perseguição do imperador romano Valeriano, em 257.

O que distingue as festas de São Pedro das dos outros santos populares?

Sardinhas, vinho e procissões. À primeira vista, as festas populares em honra de São Pedro são semelhantes às dos outros santos populares. No entanto, há locais, como o Montijo, que celebram o Santo Padroeiro dos Pescadores com a queima do batel.

Se Santo António é retratado com o menino Jesus ao colo e São João com um carneiro, São Pedro distingue-se das imagens graças às chaves que segura na mão. Aquelas são as chaves das portas do céu e é São Pedro que tem o poder de decidir quem entra, como se pode ler no Evangelho segundo São Mateus:

“E eu te darei as chaves do reino dos céus”, disse-lhe Jesus Cristo.

Porque se diz que é ele o responsável pelo tempo?

Nada na Bíblia indica que, entre as muitas responsabilidades do Príncipe dos Apóstolos, estivesse o comando do tempo. A tradição popular que levou as pessoas a culparem São Pedro pelo bom ou mau tempo está relacionada com a sua função de guardião do céu.

“E eu te darei as chaves do reino dos céus; e tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus”

O relato bíblico com esta frase de Jesus Cristo fez com que as pessoas relacionassem a abertura ou o encerramento das portas do céu com a caída da chuva.

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Fotomontagem: ©MárioSilva

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26
Jun22

2008 - 3ª Parte - Aldeia Transmontana - Portugal


Mário Silva Mário Silva

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RECORDAR É VIVER! (3.ª parte)

 

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(…) Umas guardo com saudade

Dos meus pais e avós,

Outras estão mais esquecidas

Mas todas foram sentidas

Desde a minha tenra idade!

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Infeliz aquele que

Não tem Recordações...

Viveu uma vida despida...

De alegrias, tristezas e emoções.

Eu tive uma vida preenchida

Intensamente vivida

Muito rica e aquecida

De paixão, alegrias e emoções!

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_____   Maria Francisca Sousa da Silva   _____

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Fotografia/Video: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
24
Jun22

QUADRAS SOLTAS (S. João)


Mário Silva Mário Silva

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QUADRAS SOLTAS (S. João)

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Nas ruas p'lo S. João,

Até p'ra quem pouco resta,

Há sardinhas, vinho e pão

P'ra razão da sua festa.

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Com o cheiro a manjerico

E a sardinha na brasa,

Vem tudo p'ro bailarico

Não fica ninguém em casa.

.

Nos versos dos papelinhos

Que há presos aos manjericos,

Vão sempre alguns recadinhos

Das moças p'ros namoricos.

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Enquanto alguns namorados

Vão trocando o coração,

Há muitos beijos roubados

Na noite de S. João.

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Vim à festa neste dia

Para arranjar quem me queira,

Não quero ficar p'ra tia,

Nem tenho jeito p'ra freira.

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Vêm moças de calção,

Com decotes atrevidos,

P'ra pedir ao S. João

Namorados e maridos.

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Fiquei louca e presa a ti

Quando comigo dançaste,

E nunca mais esqueci

O beijo que me roubaste.

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Depois do baile acabar

Aquilo que a gente fez,

Estou louca por voltar

A faze-lo outra vez.

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A S. João mas com medo

Toda a verdade contou.

Quando lhe disse o segredo

Até o santo corou.

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Se estamos a namorar,

Tua mãe daqui não sai,

Deve ser por se lembrar

O que fez com o teu pai.

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O S. João já não tem

Para todas um marido,

Pois há homens que também

Lhe fazem esse pedido.

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Quando a fogueira saltaste

Houve grande burburinho,

Eu não sei o que queimaste,

Mas pelo cheiro adivinho.

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_____   Isidoro Cavaco   _____

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Montagem Fotográfica: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
16
Jun22

CORPUS CHRISTI


Mário Silva Mário Silva

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CORPUS CHRISTI

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Corpus Christi é o nome de uma importante celebração que faz parte do calendário festivo da Igreja Católica. Essa celebração foi inaugurada pela Igreja no século XIII, durante o pontificado de Urbano IV, e foi criada como forma de celebrar um dos pilares do catolicismo: o sacramento da Eucaristia.

Quando surgiu Corpus Christi?

 Corpus Christi é realizado anualmente 60 dias após a Páscoa em homenagem ao sacramento da Eucaristia.

O surgimento de Corpus Christi remonta ao século XIII, sendo oficialmente criado pela Igreja Católica por determinação do papa Urbano IV (seu pontificado foi de 1261 a 1264). Os relatos a respeito da criação dessa celebração fazem referência à Juliana de Mont Cornillon como mentora e idealizadora de Corpus Christi.

Juliana de Mont Cornillon era uma freira belga que nasceu nas redondezas de Liège em 1193. Os relatos contam que Juliana começou a relatar ter tido sonhos e visões que abordavam a necessidade de se criar uma festa em celebração à Eucaristia. Naturalmente, Juliana interpretou isso como uma mensagem divina, e seus relatos tiveram grande influência na diocese de Liège.

O bispo dessa diocese (Roberto de Thourotte), comovido com os relatos de Juliana, ordenou a criação de uma festa para celebrar a Eucaristia em 1247 – nunca chegou a presenciar a festa, pois faleceu antes. Outra pessoa dessa diocese que os relatos de Juliana influenciaram foi o arcediago Jacques Pantaleon – a partir de 1261 também conhecido como papa Urbano IV.

Não só os relatos de Juliana tiveram influência sobre Urbano IV, pois registra-se também o acontecimento do Milagre de Bolsena. Nesse acontecimento, um sacerdote chamado Pedro de Praga realizou a celebração da Eucaristia em Bolsena após visitar o papa em Roma. Os relatos contam que durante essa celebração a hóstia consagrada começou a verter sangue.

O relato desse acontecimento espalhou-se pela região, alcançando até o papa Urbano IV, que, comovido, ordenou a criação da festa em 1264. Corpus Christi demorou a se popularizar. Somente a partir do século XIV, a festa ganhou importância e notoriedade, espalhando-se pelas igrejas construídas na Europa.

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Foto-montagem: ©MárioSilva

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12
Jun22

RECORDAR É VIVER … 2008 (2.ª parte)


Mário Silva Mário Silva

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RECORDAR É VIVER …

2008 (2.ª parte)

 

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A distância faz esquecer,

mas a saudade faz lembrar…

recordar é viver,

enquanto o sentir fizer sentido…

*

Recordar é se reportar a outros lugares,

reviver momentos,

sentir emoções.

*

Viver é recordar,

recordar é viver intensamente

o passado no presente.

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Video: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
27
Mai22

Refúgio


Mário Silva Mário Silva

*

Um refúgio, longe do núcleo da aldeia, mas fundamental

para as mudanças inesperadas do tempo …

Águas Frias (Chaves) - Portugal

*

Blog 27 DSC00553_ms

 

REFUGIO-ME

 .

Escondo-me

de mim, de todos, sei lá!

daquilo que me magoa,

que me entristece

me faz andar à toa

me dá um nó na garganta

me ataranta

e me escurece

.

Refugio-me

no meu eu profundo

algures, bem lá no fundo

onde só há poesia

uma tela vazia

que eu vou enchendo de luz

de cores de céus

da aura de Deus

.

E perco-me

das coisas insípidas

das futilidades

das tricas e mexericos

do dito pelo não dito

da má onda especializada

da vizinha de boca escancarada

daquilo em que não acredito

.

Encontro-me

na nuvem serena e fofa

que serve de alcova aos meus sonhos

na brisa que embala os ninhos

no voo dos passarinhos

na janela ensolarada da alma

na fresta que se abre aos meus caminhos

na escolha de querer ser feliz

.

_____     Maria Fernanda Reis Esteves   _____

.

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Fotografia: ©MárioSilva

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