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MÁRIO SILVA - Fotografia, Pintura & Escrita

*** *** A realidade é a "minha realidade" em imagens (fotografia, pintura) e escrita

19
Nov25

"A ponte de pedra - a ligação entre margens"


Mário Silva Mário Silva

"A ponte de pedra - a ligação entre margens"

19Nov DSC08943_ms

A fotografia, representada pela imagem de uma ponte rústica sobre um pequeno rio, exibe uma ponte de lajes de pedra de construção antiga e simples, que se estende sobre um curso de água sereno.

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A ponte é suportada por três pilares maciços de granito irregular, visíveis dentro da água, sobre os quais assentam grandes lajes de pedra, formando o tabuleiro.

A sua construção é utilitária e primitiva, refletindo a engenharia popular.

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O rio é estreito e tem águas escuras, mas com reflexos da vegetação circundante, nomeadamente os ramos nus das árvores nas margens.

As margens estão densamente cobertas por vegetação rasteira e arbustos verde-escuros, criando um ambiente húmido e sombrio.

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A luz, provavelmente do final do dia, incide sobre as árvores ao fundo, deixando a área da ponte na penumbra, o que realça o caráter intemporal e isolado da estrutura.

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A Ponte de Pedra: A Ligação Eterna Entre Margens, Corações e Tempos

A ponte de pedra, com a sua arquitetura simples e robusta, é mais do que um mero trajeto funcional; é, no coração de Portugal rural, uma metáfora para a própria vida e a sua perpétua busca por união.

A fotografia capta a essência desta ligação, onde a pedra ancestral desafia a corrente do rio e a passagem do tempo.

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A Funcionalidade Transfigurada em Sentimento

A origem de toda a ponte reside na necessidade: a de ultrapassar um obstáculo, de evitar o isolamento.

No entanto, o que a mão humana constrói com pedra e esforço transcende rapidamente essa primeira função.

A ponte rústica torna-se o testemunho silencioso de todas as travessias que testemunhou:

A Travessia do Trabalho: O caminho diário do lavrador e do pastor, levando os animais e as colheitas.

A Travessia do Encontro: O ponto onde os namorados se encontravam e os vizinhos se saudavam.

A Travessia da Saudade: O local onde se via partir e onde se esperava o regresso.

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A pedra, batida pela chuva e pelo sol, guarda a memória desses passos.

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A Força da Ligação

O verdadeiro poder da ponte é unir o que o rio, na sua natureza de separação e fluxo, tenta manter à distância.

Ela representa a vitória da vontade sobre a natureza implacável.

Os pilares, firmemente cravados no leito do rio, são âncoras de estabilidade num mundo em constante movimento.

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As duas margens não são apenas terra; são dois mundos, duas vidas, dois corações.

A ponte é o voto de que a distância será sempre vencida, que a separação é apenas temporária.

Ela oferece uma via segura, mesmo quando a vida corre agitada e escura, como as águas refletidas na imagem.

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Um Portal no Tempo

Olhar para esta ponte de pedra é entrar num portal.

As lajes gastas não nos ligam apenas à outra margem do rio, mas também à outra margem do tempo.

Sentimo-nos ligar aos que a construíram e aos que por ela passaram há gerações.

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Ela ensina-nos que as ligações mais valiosas não são as mais elaboradas ou modernas, mas sim as que são construídas com materiais simples, mas com a firmeza da convicção e o propósito de unir.

A ponte de pedra é a lição de que o essencial na vida é a união, a perseverança e o regresso seguro.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
24
Set25

“A Ponte dos Mineiros” - (de cabos de aço e tábuas de madeira (partidas ou podres)) que atravessa o Rio Tuela, dando acesso ao complexo mineiro de Nuzedo/Ervedosa - Vale das Fontes – Vinhais – Bragança – Portugal


Mário Silva Mário Silva

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“A Ponte dos Mineiros”

(de cabos de aço e tábuas de madeira (partidas ou podres))

que atravessa o Rio Tuela, dando acesso ao complexo mineiro de

Nuzedo/Ervedosa - Vale das Fontes – Vinhais – Bragança – Portugal

24Set DSC03881_ms

Esta fotografia de Mário Silva capta uma ponte de tábuas de madeira, com cabos de aço e pilares de metal enferrujados.

A ponte, que atravessa o rio Tuela, está desgastada pelo tempo.

As tábuas de madeira estão partidas ou podres, e os cabos de aço estão a enferrujar.

A fotografia, com a sua iluminação dourada e a sua perspetiva, transmite uma sensação de abandono e de perigo.

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A Importância da Ponte dos Mineiros: Uma História de Ligação e de Sacrifício

A Ponte dos Mineiros, que Mário Silva fotografou, é mais do que uma estrutura de madeira e de aço.

É um monumento de grande importância histórica.

A ponte, que atravessa o Rio Tuela, ligava as aldeias de Vale das Fontes à margem esquerda do rio, dando acesso ao complexo mineiro de Nuzedo/Ervedosa.

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As minas, que foram uma fonte de sustento para a comunidade local, eram o centro da vida económica e social da região.

Os mineiros, que arriscavam as suas vidas todos os dias, dependiam da ponte para chegar ao trabalho.

A ponte era o seu caminho, o seu refúgio, e o seu elo com as suas famílias e as suas casas.

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No entanto, a ponte, com a sua estrutura frágil, era um perigo constante.

Os mineiros, que eram valentes, mas também vulneráveis, arriscavam as suas vidas a cada passo.

A ponte era um teste à sua coragem e à sua fé, uma chamada de atenção constante de que a vida, por mais que lutemos, é frágil e imprevisível.

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Com o fim da atividade das minas, a ponte, que já foi um símbolo de trabalho e de sacrifício, foi abandonada.

As tábuas de madeira, que antes eram um caminho de esperança, tornaram-se um túmulo para as memórias.

Os cabos de aço, que antes eram um símbolo de força, tornaram-se um símbolo de abandono.

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A fotografia de Mário Silva é um retrato da beleza e da melancolia da Ponte dos Mineiros.

É uma lembrança do passado da região, do trabalho dos mineiros, do seu sacrifício e da importância que esta ponte teve.

É um convite a olhar para o passado com respeito e a não nos esquecermos das lições do presente.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
13
Set25

Ponte junto à Fonte dos Namorados - Faiões – Chaves – Portugal


Mário Silva Mário Silva

Ponte junto à Fonte dos Namorados

Faiões – Chaves – Portugal

13Set DSC03604_ms

A fotografia "Ponte junto à Fonte dos Namorados" de Mário Silva retrata uma pequena ponte de pedra com um arco, por baixo da qual corre um riacho.

A estrutura, de cantaria, parece antiga e rústica.

O riacho, com águas calmas, reflete as árvores e a ponte, e as suas margens são de terra batida e vegetação.

A luz do sol da tarde incide sobre a paisagem, criando sombras e reflexos dourados na água.

A imagem transmite uma sensação de tranquilidade e de história.

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Estória: O Segredo da Ponte dos Namorados

Em Faiões, uma pequena aldeia no norte de Portugal, havia uma ponte que não era apenas uma passagem, mas um portal para o coração.

A aldeia chamava-lhe "A Ponte dos Namorados", e a sua lenda era tão antiga como as suas pedras.

A fotografia de Mário Silva capturou a sua beleza e o seu mistério.

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A lenda dizia que a ponte tinha sido construída por um amor proibido.

Uma princesa e um pastor tinham-se apaixonado, mas o pai dela, um rei cruel, tinha-lhes proibido o casamento.

O rei ordenou que a princesa fosse trancada numa torre e que o pastor fosse expulso do reino.

Mas a princesa, que amava o pastor, tinha-lhe prometido: "Encontra-me no rio, no lugar onde as águas são mais límpidas, e eu te esperarei."

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O pastor, com o coração partido, procurou pelo rio.

Andou por dias, sem comer nem beber, até que, exausto, chegou a um riacho.

A água, límpida e calma, refletia as estrelas do céu, e o pastor soube que tinha encontrado o lugar.

Ele sentou-se na margem do riacho e chorou.

As suas lágrimas caíram na água e transformaram-se em pequenas pedras preciosas.

O riacho, que antes era uma passagem, tornou-se uma ponte de amor.

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A princesa, que tinha escapado da torre, correu pela floresta e encontrou o riacho.

Ela viu o pastor a dormir, exausto, e viu a ponte de pedra que ele tinha construído.

Ela soube, naquele instante, que o seu amor era mais forte que a maldição.

Ela atravessou a ponte, e o pastor acordou.

Ele viu-a, e eles abraçaram-se, prometendo nunca mais se separarem.

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A fotografia de Mário Silva era um lembrete do poder do amor.

A ponte de pedra, com a sua arquitetura antiga, era a prova do amor que sobreviveu ao tempo.

 As águas calmas do riacho, com os seus reflexos dourados, eram o espelho da felicidade dos amantes.

E a ponte, que antes era uma passagem, era agora um símbolo, um lugar onde os amantes vinham para se abraçarem, para se beijarem e para prometerem o seu amor eterno.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
25
Jul25

"A ponte romana do Arquinho” (Chaves - Portugal) … e uma lendária estória


Mário Silva Mário Silva

"A ponte romana do Arquinho” (Chaves - Portugal)

… e uma lendária estória

25Jul DSC01792_ms

A fotografia de Mário Silva, intitulada "A ponte romana do Arquinho” (Chaves - Portugal), exibe uma encantadora ponte de arco único, construída em pedra rústica, que atravessa um pequeno curso de água.

A ponte, visivelmente antiga, apresenta blocos de granito que mostram o desgaste do tempo e estão cobertos por musgo e líquenes, o que lhe confere um ar pitoresco e histórico.

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A forma do arco é bem definida, criando uma moldura natural através da qual se vê o rio Arcossó.

A água do riacho é pouco profunda, revelando um leito de pedras e areia, e a luz do sol, que penetra através da folhagem, cria reflexos e padrões luminosos na superfície da água.

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A vegetação circundante é exuberante, com árvores de troncos grossos e folhagem densa a flanquear as margens do riacho e a crescer ao redor da ponte, criando um ambiente sombrio e natural.

Fetos e outras plantas rasteiras verdejantes emergem das pedras da ponte e das margens.

A iluminação geral da fotografia, com raios de sol a filtrar-se pelas árvores, realça a textura da pedra e a serenidade do local, evocando uma sensação de paz e intemporalidade.

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A Estória Lendária: O Encontro Secreto do Arquinho

Na distante e mística terra de Chaves, onde as águas termais sussurravam segredos antigos e as fragas guardavam lendas esquecidas, existia uma pequena ponte de pedra, conhecida como o Arquinho.

Não era a grande ponte romana da cidade, mas um modesto arco sobre um ribeiro que serpenteava por um vale escondido.

Mário Silva, com a sua câmara, capturou não só a beleza da sua pedra milenar e da água que por ali corria, mas a aura de um tempo em que o amor e a magia andavam de mãos dadas.

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Diz a lenda que há muitos séculos, quando o Império Romano governava estas terras, e os deuses antigos ainda caminhavam entre os mortais, vivia em Chaves uma jovem patrícia romana chamada Lívia.

Era bela como as deusas e de espírito tão livre quanto os ventos da serra.

Do outro lado do rio, nas florestas profundas onde os lusitanos ainda resistiam aos conquistadores, vivia um jovem guerreiro, Andreo, com o coração tão puro quanto a água que corria sob o Arquinho e a coragem de um leão.

 

Os mundos de Lívia e Andreo eram proibidos.

Romanos e Lusitanos eram inimigos, separados por muralhas e desconfiança.

Mas o destino, ou talvez um deus travesso, uniu-os.

Encontravam-se secretamente junto ao Arquinho, a pequena ponte que era o único ponto de passagem seguro entre os seus dois mundos.

Ali, sob o arco de pedra, trocavam juras de amor eterno, os seus corações a bater ao ritmo das águas.

A ponte tornou-se o seu santuário, o testemunho silencioso de um amor que desafiava todas as convenções.

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Conta-se que uma noite, quando a lua cheia iluminava o vale e a água cintilava como prata, Lívia e Andreo encontraram-se no Arquinho.

Tinham descoberto que as suas famílias planeavam casá-los com outros, selando o seu destino em casamentos de conveniência.

Desesperados, fizeram um pacto.

"Se o nosso amor for verdadeiro, e se os céus nos quiserem juntos", disse Lívia, "que esta ponte nos proteja e nos una para sempre."

Andreo anuiu, com os seus olhos cheios de lágrimas.

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Naquela mesma noite, uma tempestade súbita e violenta abateu-se sobre o vale.

O ribeiro, geralmente tão manso, transformou-se numa torrente furiosa, ameaçando arrastar tudo à sua passagem.

As árvores vergavam, o chão tremia.

 As famílias de ambos correram para o Arquinho, temendo o pior.

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Quando a manhã raiou, o vale estava devastado.

Árvores caídas, margens desfeitas.

Mas o Arquinho, para espanto de todos, estava intocado.

A sua estrutura de pedra, robusta e inabalável, permanecia ali, inquebrável.

No entanto, Lívia e Andreo haviam desaparecido sem rasto.

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Os aldeões, entre o espanto e a tristeza, começaram a sussurrar a lenda.

Diziam que o Arquinho, sensibilizado pelo amor puro dos jovens, os havia transformado.

Alguns acreditavam que se tinham tornado parte da própria ponte, as suas almas entrelaçadas nas pedras que resistiam ao tempo.

Outros, mais românticos, contavam que o ribeiro os levara para um reino escondido sob as suas águas, onde poderiam amar em paz para toda a eternidade.

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Desde então, o Arquinho é considerado um lugar sagrado para os amantes.

Dizem que, se um casal apaixonado atravessar a ponte de mãos dadas ao pôr do sol, e o seu amor for verdadeiro, ouvirão um sussurro nas águas do ribeiro e sentirão a força do amor de Lívia e Andreo a abençoá-los.

E a cada vez que o sol se filtra pelas árvores e se reflete na água, como na fotografia de Mário Silva, é o brilho do amor eterno que reside no coração do Arquinho, a ponte que, um dia, uniu dois mundos e duas almas para sempre.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
30
Jun25

"O aloquete no gradeamento da ponte" - Ponte Romana sobre o rio Tâmega, em Chaves, Portugal


Mário Silva Mário Silva

"O aloquete no gradeamento da ponte"

Ponte Romana sobre o rio Tâmega, em Chaves, Portugal

30Jun DSC00031_ms

A fotografia de Mário Silva, intitulada "O aloquete no gradeamento da ponte", oferece uma vista encantadora da Ponte Romana sobre o rio Tâmega, em Chaves, Portugal.

No primeiro plano, destaca-se um cadeado (aloquete) preso ao gradeamento, um elemento que se tornou um símbolo de afeto e compromisso em muitas pontes em todo o mundo.

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A prática de prender cadeados em pontes, portões ou outras estruturas públicas, conhecida como "love locks" (cadeados do amor), é um fenómeno relativamente recente, mas que se espalhou globalmente com rapidez, tornando-se uma tradição popular entre casais.

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A origem exata desta tradição é incerta e disputada, com várias teorias e lendas:

- Sérvia - Ponte Most Ljubavi: Uma das histórias mais aceites remonta à Primeira Guerra Mundial, na Sérvia, na cidade de Vrnjačka Banja.

A lenda conta a história de amor trágico entre uma professora local, Nada, e um oficial, Relja.

 Relja foi para a guerra, apaixonou-se por outra mulher e nunca mais regressou.

Nada morreu de desgosto.

As jovens de Vrnjačka Banja, para protegerem os seus amores de um destino semelhante, começaram a escrever os seus nomes e os dos seus amados em cadeados, prendendo-os à Ponte Most Ljubavi (Ponte do Amor), onde Nada e Relja se encontravam.

Esta é frequentemente citada como a origem mais antiga documentada do conceito de "cadeados do amor".

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- Itália - Pontes de Florença e Roma: No entanto, a popularização moderna da prática é frequentemente atribuída a Itália.

Acredita-se que tenha ganho força após a publicação do romance "Ho voglia di te" (Tenho vontade de ti), de Federico Moccia, em 2006.

No livro, os protagonistas prendem um cadeado na Ponte Milvio, em Roma, atiram a chave ao rio e fazem um desejo para que o seu amor dure para sempre.

O sucesso do livro e do filme subsequente inspirou milhares de casais a replicar o gesto, e a moda espalhou-se rapidamente por outras cidades italianas e, depois, pelo resto do mundo.

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- Outras Influências: Há também quem aponte para práticas semelhantes em algumas culturas asiáticas, onde os cadeados eram usados em templos ou em montanhas como símbolos de votos e promessas.

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O ato de colocar um cadeado numa ponte e atirar a chave para a água está carregado de simbolismo, principalmente para casais:

- O significado mais proeminente é o da promessa de amor eterno e indissolúvel.

O cadeado fechado simboliza a união inquebrável do casal, e atirar a chave representa o compromisso de que esse amor nunca será desfeito.

É um voto visível e físico de lealdade e dedicação.

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- Além do amor romântico, os cadeados podem representar um compromisso de fidelidade ou a celebração de um momento importante na relação do casal.

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- Cada cadeado é também uma esperança de um futuro partilhado e um desejo de felicidade duradoura.

O ato de o prender é um ritual de esperança para o porvir da relação.

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- Para além do simbolismo do amor, a prática permite que os casais deixem a sua "marca" num local especial, imortalizando a sua visita e a sua ligação àquele espaço.

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- A prática tornou-se também um fenómeno social e turístico.

Pontes famosas, como a Pont des Arts em Paris (embora os cadeados tenham sido removidos por questões estruturais), a Ponte Milvio em Roma e outras, atraem casais de todo o mundo que desejam participar nesta tradição.

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A Ponte Romana de Chaves, retratada na fotografia, sendo um local de grande beleza e história, torna-se um cenário ideal para este tipo de manifestação de afeto.

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Embora a prática seja vista por muitos como um gesto romântico e inofensivo, tem gerado debates em algumas cidades devido ao peso excessivo dos cadeados e aos danos que podem causar às estruturas das pontes, levando à remoção em alguns locais.

No entanto, o seu significado emocional e cultural persiste, tornando o cadeado no gradeamento da Ponte Romana de Chaves um pequeno, mas significativo, testemunho de amor e esperança.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
31
Mai25

“A Estrada Romana e Ponte sobre o rio Tinhela” em Tinhela – Valpaços - Portugal


Mário Silva Mário Silva

“A Estrada Romana e Ponte sobre o rio Tinhela”

Tinhela – Valpaços - Portugal

31Mai DSC00282_ms

A fotografia de Mário Silva, intitulada "A Estrada Romana e Ponte sobre o rio Tinhela", captura uma ponte romana de pedra localizada em Tinhela, Valpaços, Portugal.

A imagem destaca um arco perfeito, típico da arquitetura romana, construído com blocos de pedra cuidadosamente encaixados sem o uso de argamassa, uma técnica que demonstra a habilidade e precisão dos engenheiros da época.

O arco central da ponte, que atravessa o rio Tinhela, reflete-se nas águas calmas, criando um efeito simétrico e harmonioso.

A pedra, desgastada pelo tempo, exibe tons de cinza e bege, com algumas áreas cobertas por musgo e pequenas plantas que crescem entre as juntas, evidenciando a antiguidade da estrutura.

A vegetação ao redor, incluindo arbustos e folhas verdes, adiciona um toque de vida à cena, contrastando com a solidez da construção.

A luz do sol ilumina a ponte, destacando a textura da pedra e criando sombras que realçam a curvatura do arco.

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As estradas romanas e as suas pontes, como a Ponte sobre o rio Tinhela em Valpaços, Portugal, são testemunhos duradouros da engenharia romana.

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As estradas romanas foram fundamentais para a expansão e manutenção do Império Romano.

Construídas a partir do século IV a.C., elas ligavam cidades, províncias e fortalezas, permitindo o transporte eficiente de tropas, mercadorias e informações.

Estima-se que a rede viária romana tenha alcançado mais de 400.000 km no seu auge, com cerca de 20% desse total pavimentado com pedras.

Essas estradas eram projetadas para durar, muitas vezes utilizando camadas de materiais como cascalho, areia e grandes lajes de pedra para garantir estabilidade e drenagem.

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Para atravessar rios e vales, os romanos construíram pontes que se tornaram ícones da sua engenharia.

As pontes romanas, como a do rio Tinhela, eram frequentemente feitas de pedra e projetadas para suportar o tráfego intenso e as intempéries.

Essas estruturas não apenas facilitavam a mobilidade, mas também simbolizavam o poder e a organização do império, impressionando as populações locais e consolidando a autoridade romana.

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A característica mais marcante das pontes romanas é o uso do arco perfeito, uma técnica que distribui o peso de forma uniforme, permitindo construções mais leves e duráveis.

O arco é composto por blocos de pedra em forma de cunha, chamados aduelas, que se encaixam com precisão e são mantidos no lugar pela pressão mútua, eliminando a necessidade de argamassa em muitos casos.

A pedra central, conhecida como clave, é a última a ser colocada e garante a estabilidade do arco.

Essa técnica permitiu aos romanos construir pontes de grandes vãos, algumas das quais, como a Ponte sobre o rio Tinhela, permanecem em uso ou intactas até hoje.

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O arco perfeito oferecia várias vantagens.

Primeiro, a sua forma semicircular ou elíptica distribuía as forças de compressão de maneira eficiente, reduzindo o risco de colapso.

Segundo, ele permitia a construção de estruturas mais altas e largas, essenciais para atravessar rios largos ou profundos.

Por fim, a ausência de argamassa em muitas pontes tornava-as mais resistentes à erosão e ao desgaste, garantindo a sua longevidade.

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O legado das estradas e pontes romanas vai além de sua função prática.

Muitas dessas estruturas, como a Ponte sobre o rio Tinhela, continuam a inspirar arquitetos e engenheiros modernos.

Além disso, várias estradas romanas serviram de base para rotas medievais e modernas, demonstrando a sua durabilidade e planeamento visionário.

As pontes de arco perfeito influenciaram a arquitetura renascentista e barroca, e a sua estética atemporal ainda é admirada em monumentos ao redor do mundo.

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Em conclusão, as estradas romanas e as suas pontes de arco perfeito, como a retratada na fotografia de Mário Silva, são mais do que relíquias históricas; elas representam o auge da engenharia antiga e a visão de um império que priorizava a conectividade e a durabilidade.

A Ponte sobre o rio Tinhela é um exemplo vivo dessa tradição, ligando o passado ao presente e lembrando-nos da genialidade romana que moldou o mundo.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
20
Set24

As águas do rio Arcossó correm ... lentamente ... quase paradas ..., junto à ponte romana do Arquinho, refletindo as árvores das suas margens e fazendo planar as folhas que delas caem. (Vila Verde da Raia - Chaves - Portugal)


Mário Silva Mário Silva

 

As águas do rio Arcossó correm ... lentamente ...

quase paradas ...,

junto à ponte romana do Arquinho,

refletindo as árvores das suas margens e fazendo planar as folhas que delas caem.

(Vila Verde da Raia - Chaves - Portugal)

20Set DSC07485_ms

A fotografia de Mário Silva captura um momento de serena tranquilidade em Vila Verde da Raia, Chaves.

O rio Arcossó, com as suas águas quase estagnadas, reflete como um espelho a exuberância da vegetação ribeirinha.

A ponte romana do Arquinho, um testemunho do passado, adiciona um toque histórico à cena, convidando o observador a uma jornada temporal.

As folhas que flutuam na superfície da água, impulsionadas por uma brisa suave, completam a composição, criando uma atmosfera bucólica e contemplativa.

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A fotografia apresenta uma composição equilibrada, com a linha horizontal da água dividindo a imagem em duas partes.

A simetria das árvores refletidas e a ponte centralizada reforçam a sensação de harmonia.

A profundidade de campo permite que o observador se perca nos detalhes da paisagem, desde as folhas que flutuam até a textura da ponte de pedra.

A luz natural, suave e indireta, envolve a cena numa atmosfera mágica.

As sombras projetadas pelas árvores na água criam um jogo de contrastes que realça a tridimensionalidade da imagem.

A ausência de elementos artificiais de iluminação preserva a autenticidade do momento capturado.

A paleta de cores é predominantemente verde e castanha, com tons quentes que evocam a sensação de calor e aconchego.

O contraste entre as folhas verdes e as castanhas caídas sugere a transição entre as estações do ano.

A fotografia transmite uma sensação de paz e serenidade, convidando o observador a um momento de reflexão.

A beleza natural da paisagem e a atmosfera tranquila evocam emoções positivas, como calma e bem-estar.

A presença da ponte romana do Arquinho acrescenta um valor histórico e cultural à fotografia.

A ponte é um testemunho do passado e conecta o presente ao passado, conferindo à imagem um significado mais profundo.

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A beleza natural capturada na fotografia destaca a importância da preservação ambiental.

É fundamental conscientizar sobre a necessidade de proteger os recursos hídricos e a biodiversidade.

A fotografia pode ser utilizada para promover o turismo sustentável na região, incentivando a visita a locais com beleza natural e valor histórico.

A fotografia de Mário Silva possui um grande potencial para ser divulgada em diferentes plataformas, como redes sociais e exposições, alcançando um público mais amplo e contribuindo para a valorização da fotografia portuguesa.

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Em conclusão, a fotografia de Mário Silva é um convite à contemplação da natureza e à reflexão sobre a importância da preservação do património histórico e cultural.

A imagem captura a essência da beleza natural de Vila Verde da Raia, despertando emoções positivas e promovendo a valorização da fotografia como forma de expressão artística e documentária.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
28
Ago24

Ponte Romana do Arquinho “Arcum Solium" sobre o rio Arcossó (Chaves - Portugal)


Mário Silva Mário Silva

Ponte Romana do Arquinho “Arcum Solium"

sobre o rio Arcossó (Chaves - Portugal)

28Ago DSC01792_ms

A fotografia de Mário Silva captura a Ponte Romana do Arquinho de forma a realçar a sua beleza rústica e a sua integração na paisagem natural.

A perspetiva escolhida, com a ponte ocupando a maior parte do enquadramento, permite ao observador apreciar a majestosa estrutura em pedra, com o seu único arco de volta perfeita.

A luz natural, que penetra entre as árvores, cria um jogo de sombras e realça a textura da pedra, conferindo à imagem uma atmosfera quase mágica.

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A ponte é o elemento central da fotografia.

A sua construção em pedra, com as típicas marcas de "forfex", revela a sua antiguidade e a maestria dos construtores romanos.

O arco único, em perfeito estado de conservação, é um testemunho da engenharia romana e da sua capacidade de adaptar as construções ao meio ambiente.

A natureza envolvente desempenha um papel fundamental na composição da imagem.

As árvores frondosas, que emolduram a ponte, criam um ambiente bucólico e convidativo.

A água cristalina do rio Arcossó, que flui calmamente por baixo da ponte, reflete a luz do sol e acrescenta um toque de movimento à imagem.

A luz natural é um elemento chave nesta fotografia.

A incidência da luz solar entre as árvores cria um efeito de contraluz, que realça a forma da ponte e as suas texturas.

As sombras projetadas na água e nas pedras conferem à imagem uma profundidade e um realismo impressionantes.

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A composição da fotografia é equilibrada e harmoniosa.

A linha curva do arco da ponte contrasta com as linhas verticais das árvores, criando uma dinâmica visual interessante.

A regra dos terços é respeitada, com a ponte posicionada ligeiramente à esquerda do centro da imagem, o que confere à fotografia um equilíbrio visual agradável.

O enquadramento escolhido permite ao observador concentrar a sua atenção na ponte, sem distrações.

As árvores, ao enquadrar a ponte, criam um cenário natural que realça a sua importância histórica e arqueológica.

A fotografia apresenta uma paleta de cores quentes e terrosas, que transmitem uma sensação de tranquilidade e serenidade.

Os tons de verde da vegetação contrastam com o tom acinzentado da pedra, criando uma harmonia visual agradável.

A fotografia de Mário Silva transcende a mera representação da realidade.

A escolha da perspetiva, a luz e a composição conferem à imagem um caráter artístico, convidando o observador a uma reflexão sobre a passagem do tempo e a importância da preservação do património histórico.

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Em conclusão, a fotografia da Ponte Romana do Arquinho, captada por Mário Silva, é uma obra de grande beleza e significado.

Através de uma composição cuidadosa e de uma utilização eficaz da luz, o fotógrafo consegue transmitir a emoção e a magia deste lugar histórico.

Esta imagem é um convite a visitar este monumento e a apreciar a beleza da natureza e da história de Portugal.

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Em suma, a fotografia de Mário Silva é uma obra que merece ser admirada e divulgada, pois contribui para a valorização do património cultural português e para a promoção do turismo na região de Chaves.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
19
Ago24

Ponte Romana de Trajano (Chaves – Portugal) - Mário Silva


Mário Silva Mário Silva

Ponte Romana de Trajano (Chaves – Portugal)

Mário Silva

19Ago DSC09500_ms

A fotografia de Mário Silva captura a majestosa Ponte Romana de Trajano, em Chaves, Portugal, sob uma luz que realça a beleza atemporal desta estrutura histórica.

A composição da imagem é cuidadosamente elaborada, com a ponte como protagonista central, posicionada de forma a destacar a sua grandiosidade e a harmonia com o ambiente natural.

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A Ponte de Trajano é o elemento focal da imagem, com os seus arcos robustos e linhas sólidas que conduzem o olhar do observador através da composição.

A estrutura de pedra, resistente ao tempo, contrasta com a suavidade da água do rio Tâmega, criando um diálogo entre a força da construção humana e a tranquilidade da natureza.

O rio Tâmega desempenha um papel fundamental na composição, refletindo o céu e a ponte, duplicando a sensação de profundidade e serenidade.

A água calma e cristalina adiciona um elemento de tranquilidade à cena.

As árvores nas margens do rio e as montanhas ao fundo proporcionam um enquadramento natural à ponte, conferindo à imagem uma sensação de paz e harmonia.

A folhagem verde vibrante contrasta com as tonalidades mais sóbrias da pedra e da água.

A iluminação natural é suave e envolvente, criando sombras delicadas que acentuam a textura da pedra e as curvas dos arcos.

A luz do dia, provavelmente próxima ao pôr do sol, confere à imagem um tom quente e acolhedor.

A perspetiva escolhida pelo fotógrafo permite ao observador apreciar a extensão da ponte e a grandeza do rio.

A inclinação da câmara confere à imagem uma sensação de movimento e dinamismo.

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A fotografia é tecnicamente bem executada, com uma exposição precisa e uma composição equilibrada.

A escolha da lente e da distância focal permitem capturar a ponte em toda a sua extensão, sem perder detalhes.

A luz natural realça a beleza da cena e a paleta de cores é harmoniosa.

A fotografia poderia beneficiar de um primeiro plano mais interessante, como por exemplo, um detalhe da pedra da ponte ou a presença de pessoas para adicionar uma escala humana à imagem.

Além disso, uma composição ligeiramente mais assimétrica poderia tornar a imagem mais dinâmica.

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Em conclusão, a fotografia de Mário Silva é uma bela representação da Ponte Romana de Trajano e do rio Tâmega.

A imagem captura a essência histórica e natural do local, transmitindo uma sensação de tranquilidade e admiração pela engenhosidade romana.

É uma obra que convida o observador a contemplar a beleza atemporal da arquitetura e da paisagem.

Em resumo, a fotografia de Mário Silva é uma obra inspiradora que demonstra a beleza e o valor histórico da Ponte Romana de Trajano.

A imagem é uma homenagem à engenharia romana e à natureza exuberante que circunda esta estrutura milenar.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
19
Jun24

A lenda medieval da Ponte do "Arquinho" - Chaves – Portugal


Mário Silva Mário Silva

A lenda medieval da Ponte do "Arquinho"

Chaves – Portugal

Era uma vez, em tempos antigos e esquecidos, na encantadora, outrora, vila de Chaves, em Portugal, existia uma pequena ponte de pedra conhecida como a Ponte do Arquinho.

Esta ponte, construída há séculos, ligava as duas margens de um riacho cristalino que serpenteava pela floresta densa.

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A lenda conta que a Ponte do Arquinho foi erguida por um habilidoso pedreiro chamado Domingos da Raia, que era conhecido na região pelas suas obras magníficas e duradouras.

No entanto, esta ponte não era uma construção comum.

Domingos da Raia havia feito um pacto secreto com uma fada da floresta chamada Liana, que tinha poderes sobre a natureza e os elementos.

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Liana prometeu a Domingos da Raia que a ponte seria indestrutível e que resistiria ao tempo e às intempéries, mas em troca, ele deveria jurar proteger a floresta e seus seres mágicos.

Domingos da Raia aceitou o pacto e, com a ajuda da magia de Liana, ergueu a Ponte do Arquinho com uma precisão e beleza incomparáveis.

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Durante muitos anos, a ponte serviu aos habitantes da vila, que atravessavam o riacho em segurança.

Diziam que, nas noites de lua cheia, era possível ver a figura etérea de Liana caminhando sobre a ponte, vigiando a sua criação e garantindo que o seu acordo fosse mantido.

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Certa vez, um grupo de forasteiros cobiçosos tentou destruir a ponte para obter as pedras preciosas que acreditavam estar escondidas na sua estrutura.

No entanto, ao tocarem na ponte com intenções maliciosas, foram repelidos por uma força invisível.

Liana, fiel ao seu pacto, usou a sua magia para proteger a ponte e afugentar os intrusos.

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Com o passar dos séculos, a vila de Chaves prosperou, mas a Ponte do Arquinho permaneceu um símbolo de união entre o homem e a natureza.

Os moradores locais contavam a lenda para seus filhos, ensinando-os a respeitar e proteger a floresta e as suas criaturas mágicas.

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Hoje, a Ponte do Arquinho ainda está de pé, um testemunho silencioso da aliança entre Domingos da Raia e Liana.

Aqueles que atravessam a ponte sentem uma sensação de paz e harmonia, e os mais atentos ainda podem ouvir, no murmúrio do riacho, o sussurro da fada Liana, guardiã eterna da Ponte do Arquinho.

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Lenda & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
04
Mai24

A Ponte Pênsil D. Maria II (Porto - Portugal): Uma História de Inovação, Importância e Tragédia


Mário Silva Mário Silva

 

A Ponte Pênsil D. Maria II (Porto - Portugal):

Uma História de Inovação, Importância e Tragédia

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A ponte pênsil D. Maria II, também conhecida como Ponte do Douro, foi uma ponte suspensa que ligava as cidades do Porto e Vila Nova de Gaia, em Portugal.

Construída entre 1841 e 1843, foi a primeira ponte pênsil do país e uma das primeiras da Europa.

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A construção da ponte pênsil D. Maria II foi impulsionada pela necessidade de uma ligação mais eficiente entre as duas cidades.

Até então, a travessia do Rio Douro era feita por barco, o que era lento e perigoso, especialmente em mau tempo.

A ponte foi projetada pelo engenheiro francês Jean-Baptiste Fontinelle e financiada por uma empresa privada.

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A ponte pênsil D. Maria II teve um impacto significativo no desenvolvimento das cidades do Porto e Vila Nova de Gaia.

Facilitou o comércio e o transporte entre as duas margens do rio, impulsionando o crescimento económico da região.

A ponte também se tornou um marco importante na paisagem urbana do Porto, sendo um símbolo da inovação e do progresso da cidade.

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Em 5 de fevereiro de 1855, a ponte pênsil D. Maria II ruiu durante uma forte tempestade.

O colapso da ponte causou a morte de cerca de 200 pessoas e feriu muitas outras.

A tragédia causou grande comoção em Portugal e no resto da Europa.

A causa exata do colapso da ponte pênsil D. Maria II nunca foi totalmente esclarecida.

No entanto, acredita-se que a forte tempestade, combinada com falhas na construção da ponte, contribuiu para o desastre.

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A ponte pênsil D. Maria II foi reconstruída em 1859, mas foi desativada em 1906 e demolida em 1934.

Apesar de sua curta vida útil, a ponte teve um impacto significativo na história do Porto e de Vila Nova de Gaia.

A ponte foi um marco importante na engenharia civil portuguesa e um símbolo da inovação e do progresso da cidade.

 

NOTA: É importante notar que a ponte pênsil D. Maria II não deve ser confundida com a ponte ferroviária D. Maria Pia, que também liga as cidades do Porto e Vila Nova de Gaia.

A ponte D. Maria Pia foi construída em 1877 e ainda está em uso hoje.

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A ponte pênsil D. Maria II tinha 170 metros de comprimento e 6 metros de largura.

A ponte era sustentada por 8 cabos de ferro, cada um com 155 metros de comprimento.

A ponte tinha duas torres de pedra de 18 metros de altura.

A ponte era gratuita para pedestres e animais, mas cobrava pedágio para veículos.

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A ponte pênsil D. Maria II foi uma obra de engenharia notável que teve um impacto significativo no desenvolvimento das cidades do Porto e Vila Nova de Gaia.

A ponte foi um marco importante na paisagem urbana do Porto e um símbolo da inovação e do progresso da cidade.

O colapso da ponte em 1855 foi uma tragédia terrível que causou a morte de muitas pessoas.

No entanto, a ponte pênsil D. Maria II continua a ser lembrada como uma conquista importante na história da engenharia civil portuguesa.

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Texto & Colorização da Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
26
Set23

A misteriosa Ponte do Arquinho - Nogueirinhas - Chaves - Portugal


Mário Silva Mário Silva

A misteriosa Ponte do Arquinho

Nogueirinhas - Chaves - Portugal

22 DSC01808_ms

A Ponte do Arquinho é uma pequena ponte romana situada entre Vila Verde da Raia e Santo Estevão, no concelho de Chaves, distrito de Vila Real, Portugal. Situa-se exatamente no lugar do Amêdo, por onde passa a ribeira de Arcossó.

A ponte é construída em pedra e tem um arco único. Possui cerca de 10 metros de comprimento e 3 metros de largura. O arco é de 3 metros de altura.

A ponte está em bom estado de conservação. No entanto, não há consenso sobre a sua data de construção. Alguns especialistas acreditam que foi construída no século I d.C., enquanto outros acreditam que foi construída no século II d.C.

A ponte é um local popular para caminhadas e piqueniques. É também um local de interesse histórico e arqueológico.

A Ponte do Arquinho é um dos monumentos romanos mais importantes do norte de Portugal. É uma testemunha da importância da região na época romana.

A ponte é também um símbolo da identidade local. É um local de orgulho para os habitantes de Chaves e da região envolvente.

A ponte é um local misterioso. Há várias lendas que rodeiam a sua história. Uma das lendas conta que a ponte foi construída por um gigante. Outra lenda conta que a ponte foi construída por um mago.

A verdade é que a história da Ponte do Arquinho está perdida no tempo. No entanto, a ponte continua a ser um local fascinante e misterioso.

Aqui estão algumas das lendas que rodeiam a Ponte do Arquinho:

A lenda do gigante: Diz-se que um gigante construiu a ponte para que pudesse atravessar o rio Arcossó. O gigante era tão alto que o arco da ponte era do seu tamanho.

A lenda do mago: Diz-se que um mago construiu a ponte para que pudesse esconder um tesouro. O tesouro está escondido sob a ponte, mas está protegido por magia.

A lenda do amor: Diz-se que um casal de namorados construiu a ponte para que pudessem estar juntos. O casal era proibido de se ver, mas eles construíram a ponte para que pudessem fugir juntos.

Estas são apenas algumas das lendas que rodeiam a Ponte do Arquinho. A verdade é que a história da ponte está perdida no tempo. No entanto, a ponte continua a ser um local fascinante e misterioso.

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Foto & fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷

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