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MÁRIO SILVA - Fotografia, Pintura & Escrita

*** *** A realidade é a "minha realidade" em imagens (fotografia, pintura) e escrita

04
Mai25

Dia da Mãe (Saudade Eterna)


Mário Silva Mário Silva

Dia da Mãe

(Saudade Eterna)

04Mai 9b62a7eab15fedbe84e0d06c3831e261_ms

No silêncio do meu peito,

um vazio que não se explica,

o Dia da Mãe amanhece,

mas tua voz, ó mãe, não me alcança.

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Teu sorriso, um mosaico de luz,

pintado em tons de amor e dor,

ainda brilha nas minhas lembranças,

como o sol que aquece o meu interior.

.

Tuas mãos, que um dia me guiaram,

hoje são estrelas no céu a me olhar,

e eu, filho órfão do teu abraço,

sinto no vento tua canção a sussurrar.

.

Deus te levou para o Seu jardim,

mas aqui, no meu coração, tu vives,

mãe, eterna, em cada pedacinho de mim,

na flor que plantei, nos sonhos que escrevi.

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Neste Dia da Mãe, ergo os olhos ao alto,

e num sussurro, entre lágrimas, eu digo:

"Te amo, mãe, para além do tempo,

até que nos reencontremos, eu sigo."

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Poema & Pintura digital: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
29
Mar25

As Flores de Cerejeira em Dia de Chuva


Mário Silva Mário Silva

As Flores de Cerejeira em Dia de Chuva

29Mar DSC04945_ms

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Sob o véu cinzento da chuva fina,

Despertam as cerejeiras em flor,

Pétalas brancas, leves como sina,

Dançam ao som do céu em clamor.

Oh, natureza, teu canto é divino,

Unindo água e flor num só destino.

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Gotas cristalinas acariciam o ar,

Cada uma um espelho de pura luz,

Nas flores delicadas a se formar,

Um brilho subtil que o tempo conduz.

Encanta-me, chuva, teu doce rumor,

Pintando de vida o silêncio em flor.

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Ramos curvados, um gesto gentil,

Sob o peso leve da água a cair,

Cada pétala guarda um segredo subtil,

Um sonho que o vento vem libertar.

Oh, flores de cerejeira, rainhas do céu,

Na chuva, vosso reinado é mais belo.

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O mundo se veste de tons suaves,

Verde e branco em harmonia a fluir,

A chuva sussurra antigas traves,

Histórias que as flores vêm reviver.

Encantamento brota de cada gota,

Um laço eterno entre terra e a nota.

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Sob o olhar atento da brisa fria,

As flores resistem, firmes e puras,

A chuva as banha, em melodia,

Renovando suas formas tão seguras.

Oh, espírito da chuva, guia gentil,

Guarda este instante, eterno e subtil.

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Que a dança das cerejeiras perdure,

Sob a chuva que cai em suave canção,

Que o tempo pare, que o mundo se cure,

Neste encontro de graça e emoção.

Encantamento eterno, flor e água unidas,

Na obra de Mário, a beleza erguida.

 

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Poema & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
19
Mar25

Dia do Pai (ao meu Pai; ao Pai que sou; ao neto que perdurará os nossos sonhos)


Mário Silva Mário Silva

Dia do Pai

(ao meu Pai;

ao Pai que sou;

ao neto que perdurará os nossos sonhos)

19Mar RCBfZx9KKt1M4eKiMgOR (3)_ms

No céu azul, entre nuvens suaves,
Te vejo, pai, em luz que me abraça.
Teu rosto sereno, nas brisas que dançam,
Guarda o amor que o tempo jamais apaga.
Embora estejas junto ao Divino Lar,
Teu legado em mim brilha, como uma estrela.

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Pai amado, foste minha fortaleza,
Raiz profunda de um lar que floresceu.
Tua voz, um farol nas noites escuras,
Guiou-me com fé, com ternura e calor.
Hoje, sou pai de uma filha tão bela,
E em seus olhos, teu espírito vejo.

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Minha filha, flor rara do meu jardim,
Herdou teu sorriso, teu modo de amar.
Seus passos leves, sua alma brilhante,
Refletem o que em ti sempre admirei.
Com ela, sinto a tua presença, pai,
Um laço eterno que o tempo não desfaz.

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E agora, avô, tornaste-te lenda,
Nos olhos do neto, teu riso se encontra.
Ele corre pelos campos, com alegria pura,
Carregando em si o teu sangue, a tua história.
Seu abraço pequeno, é um eco do teu,
Une gerações num amor sem medida.

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No Dia do Pai, meu coração chora,
Mas também celebra o que em ti encontrei.
Teu exemplo, pai, segue-me em cada dia,
Na força que dou, no amor que semeio.
De Deus, te guardo em preces e memórias,
Sabendo que estás em paz, em luz infinita.

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Assim, caminhamos, a tua linhagem viva,
Pela estrada dourada, sob o céu pintado.
Minha filha, meu neto, e eu, teu reflexo,
Seguramos as mãos, como tu nos ensinaste.
Pai, avô, guardião, tua alma nos guia,
Num amor que transcende, para sempre unido.

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Poema & Pintura digital: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
18
Mar25

“18 de março - o dia mais belo do ano"


Mário Silva Mário Silva

“18 de março - o dia mais belo do ano"

18Mar DSC04506_ms

No verde campo, a flor se abre em festa,

Um branco manto, a pureza a desvendar,

Mário celebra, a vida que lhe resta,

Em cada pétala, um sonho a desabrochar.

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O sol sorri, em tons de aguarela,

Pincelando o dia, em cores de esplendor,

A natureza canta, em doce capela,

E a alegria floresce, em pleno fulgor.

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No teu olhar, a luz da primavera,

Reflete a alma, em versos de canção,

E a cada passo, a vida se tempera,

Com a doçura da mais bela estação.

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Que este dia, em ti se eternize,

Em cada flor, um verso a te guiar,

E que a felicidade, em ti se organize,

Para que possas sempre amar e sonhar.

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No teu caminho, flores a bailar,

E a brisa leve, a te acompanhar,

Que cada sonho, possa se realizar,

E que a vida te possa abençoar.

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Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
11
Mar25

Crepúsculo Transmontano (Poema)


Mário Silva Mário Silva

Crepúsculo Transmontano (Poema)

11Mar DSC07927_ms

Nas encostas de telha e pedra,

onde o sol se deita preguiçoso

e o vento sussurra segredos

de eras que se foram,

as aldeias se desvanecem em silêncio.

.

Casas de memória,

erguidas como velhas testemunhas

de mãos calejadas e corações pulsantes,

agora repousam solenes,

deixando que o tempo as abrace

num abraço de melancolia e pó.

.

Nos caminhos de pedra,

onde os passos se perdem

no eco de histórias antigas,

o arado e a foice jazem esquecidos,

símbolos de um labor que unia vida

se celebrava a terra com fervor ancestral.

.

Nas pequenas igrejas quase abandonadas,

a prece ecoa num sussurro distante,

como um hino triste à esperança

que se foi com a brisa,

levando embora os risos e os sonhos

de gerações que partiram rumo ao incerto.

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Oh, Trás-os-Montes!

Na tua paisagem rústica e austera,

a decadência é também poesia,

um lamento que se transforma

em versos de saudade,

e em cada ruína, a semente

de um amor eterno pela terra.

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Poema & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
20
Fev25

O lago, sob o sol de inverno


Mário Silva Mário Silva

O lago, sob o sol de inverno

20ms DSC09324_ms

Sob o sol de inverno, o lago sereno,

Reflete o céu em tons de azul sereno,

As árvores nuas, em dourado e castanho,

Pintam a paisagem com um toque de encanto.

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O ar é frio, mas a luz aquece,

A natureza em silêncio, paz oferece,

As águas calmas, espelhando a beleza,

Do inverno suave, sem pressa ou tristeza.

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Os juncos ao redor, em tons de ouro,

Marcam o limite do lago, que é puro,

E nas margens, a terra adormecida,

Espera a primavera, em sonho escondida.

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No horizonte, as colinas em verde e amarelo,

Guardam segredos do tempo e do céu,

O sol de inverno, com a sua luz branda,

Abraça a paisagem, em ternura que expande.

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O lago, espelho da estação fria,

Convida-nos a contemplar, sem pressa alguma,

A beleza simples, mas tão sublime,

Do inverno que chega, trazendo a sua rima.

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E assim, em silêncio, o dia se encerra,

Com o lago refletindo a luz que se apaga,

O inverno nos ensina, na sua maneira,

A encontrar beleza na calma e na paz.

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Poema & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
10
Fev25

O Fogo da Lareira (Poema em sextilhas)


Mário Silva Mário Silva

O Fogo da Lareira

(Poema em sextilhas)

10Fev DSC04288_ms

No coração da noite escura,

O fogo da lareira arde,

Com chamas dançantes e puras,

Que a escuridão vem a reverter.

Sua luz, um bálsamo secura,

Nos abraça, o medo a esconder.

.

Com  seu calor, a alma aquece,

Nos dias frios de inverno,

Nos traz recordações, felicidade,

De tempos idos, de aconchego.

Em cada fagulha, uma promessa,

De paz e amor sem desterro.

.

O crepitar, uma melodia,

Que nos embala na sua dança,

Nos faz esquecer a melancolia,

E nos une em doce esperança.

No brilho, vejo a alegria,

Da família em doce aliança.

.

Quando o vento lá fora sopra,

E a noite se faz mais densa,

O fogo da lareira sopra,

Uma chama de eterna essência.

Nessa luz, a vida se compõe,

Amor e calor em profusão.

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Poema (em sextilhas) & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
27
Jan25

“Folhas Caídas” - Um tapete de ouro, onde a vida descansou


Mário Silva Mário Silva

“Folhas Caídas”

Um tapete de ouro, onde a vida descansou

27Jan DSC05472_ms

Em tons de ocre, a terra se veste,

Sob um céu cinzento, taciturno e triste.

As árvores, nuas, estendem os seus braços,

Num gesto de saudade, num adeus silencioso.

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Folhas caídas, um manto sobre a terra,

Sussurram histórias de um tempo que era.

Verão vivido, amores que floresceram,

Agora adormecidos, em sonhos que se perderam.

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O vento sopra, frio e insistente,

Levando consigo a esperança, a resiliência.

Mas a natureza, sábia e paciente,

Promete um novo despertar, uma nova semente.

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Sob a camada de folhas, a vida persiste,

Num sono profundo, até a primavera existir.

E quando os dias se alongarem e o sol brilhar,

As flores desabrocharão, um novo ciclo vai começar.

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Poema & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
23
Set24

"Pôr do sol em Trás-os-Montes - Portugal"


Mário Silva Mário Silva

"Pôr do sol em Trás-os-Montes - Portugal"

23Set DSC07336_ms

Em terras transmontanas, onde o tempo se curva,

O sol pinta a tarde em tons de ouro e carmim.

Entre castanheiros milenares, em silhueta curva,

A alma encontra paz, serena e sublime.

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O vento sussurra canções de outrora,

Trazendo o aroma de vinho e de pão.

A natureza, em harmonia, nos mostra a força,

Da vida que pulsa em cada coração.

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Nas aldeias adormecidas, sonhos se acendem,

Sob um céu de estrelas, imenso e profundo.

As tradições ancestrais, em cada dente,

Testemunham a história, rica e fecunda.

.

E neste instante mágico, onde o dia se finda,

A gratidão invade o coração, serena e profunda.

Pois em Trás-os-Montes, a cada pôr do sol,

A alma se renova, e a esperança se afunda.

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Poema & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
12
Set24

“Regador virou floreira, à entrada da porta” (Assureiras de Baixo – Chaves – Portugal) - Mário Silva


Mário Silva Mário Silva

“Regador virou floreira, à entrada da porta”

(Assureiras de Baixo – Chaves – Portugal)

Mário Silva

12Set DSC07471_ms

A fotografia de Mário Silva, "Regador virou floreira", captura um momento de poesia e criatividade no quotidiano de uma pequena aldeia portuguesa.

A imagem, com a sua composição simples e a seleção cuidadosa da luz, convida-nos a uma reflexão sobre a relação entre o homem e a natureza, a reutilização de objetos e a beleza encontrada no inesperado.

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O regador, transformado num vaso de flores, é o protagonista da fotografia.

As suas curvas suaves e a pátina do tempo conferem-lhe um caráter nostálgico e romântico.

O regador, objeto originalmente destinado a irrigar plantas, agora abriga a vida que ele mesmo ajudou a cultivar.

As flores, com as suas cores vibrantes, contrastam com a cor cinza do regador e da parede.

Elas simbolizam a vida, a renovação e a beleza que brotam mesmo nos lugares mais inesperados.

A parede de pedra, com as suas imperfeições e marcas do tempo, serve como um pano de fundo para o regador e as flores.

A textura da parede e a presença de musgo conferem à imagem uma sensação de antiguidade e autenticidade.

A luz natural incide sobre a composição, criando sombras e destacando a textura dos objetos.

A iluminação suave e dourada confere à imagem uma atmosfera serena e contemplativa.

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A fotografia de Mário Silva é um excelente exemplo de como a fotografia pode capturar a beleza da vida quotidiana e transmitir emoções através de elementos simples.

A imagem evoca sentimentos de nostalgia, criatividade e conexão com a natureza.

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A composição da imagem é simples e eficaz.

O regador, posicionado no centro da imagem, é o ponto focal e atrai o olhar do observador.

As cores da fotografia são harmoniosas e complementares.

O contraste entre o cinza do regador e as cores vibrantes das flores cria uma composição visualmente interessante.

A imagem é rica em simbolismo.

O regador, transformado em um vaso de flores, representa a capacidade do ser humano de adaptar-se e encontrar novas utilidades para os objetos.

A fotografia conta uma pequena história, convidando o observador a imaginar a vida que acontece por trás daquela parede e a história daquele regador.

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Em resumo, a fotografia "Regador virou floreira" de Mário Silva é uma obra que nos convida a apreciar a beleza das coisas simples e a encontrar a poesia no quotidiano.

A imagem é um convite para desacelerarmos e observar o mundo com mais atenção, descobrindo a beleza que nos rodeia.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
20
Jun24

Numa casa nordestina (poema) - Mário Silva


Mário Silva Mário Silva

Numa casa nordestina

Jun20 DSC08090_ms

 

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Numa casa nordestina, com as escadas de pedra,

Cheias de sardinheiras, coloridas e alegres,

Um jardim florido, com plantas trepadeiras,

E um aroma doce, que invade o ar e os segredos.

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A casa nordestina, com suas paredes brancas,

E telhas vermelhas, que o sol acaricia,

Um lugar aconchegante, cheio de lembranças,

Onde a família se reúne, e a vida se felicita.

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As escadas de pedra, gastas pelo tempo,

Testemunhas de histórias, de alegrias e dores,

Um caminho que leva, a um mundo diferente,

Onde a magia acontece, e os sonhos se transformam em flores.

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As sardinheiras coloridas, penduradas nas paredes,

Trazem vida e cor, a este lugar tão querido,

Um símbolo da arte popular, que o nordeste concede,

E que encanta os olhos, com seu brilho colorido.

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O jardim florido, com plantas trepadeiras,

Que se entrelaçam nos muros, e criam um véu verde,

Um refúgio de paz, em meio à agitação da cidade,

Onde a natureza reina, e a alma se liberta.

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O aroma doce, que invade o ar e os segredos,

É a essência da casa, e do amor que ali reside,

Um perfume de afeto, de carinho e de saudade,

Que aquece o coração, e a alma acalenta.

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A família se reúne, na varanda aconchegante,

Para conversar, rir e compartilhar momentos,

Criando laços de amor, que são eternos e constantes,

E que fazem da casa nordestina, um lar verdadeiramente.

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A vida na casa nordestina, é simples e feliz,

Cheia de alegria, música e sabor,

Um lugar onde o tempo parece parar,

E onde a felicidade reina, em cada canto e em cada flor.

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Este poema é uma homenagem à casa nordestina,

Um lugar mágico e acolhedor,

Onde a vida é simples, mas cheia de amor,

E onde a felicidade floresce, em cada canto e em cada flor.

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Poema & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
17
Abr24

A água corre veloz... em abril, águas mil... - Águas Frias (Chaves) - Portugal


Mário Silva Mário Silva

A água corre veloz...

em abril, águas mil...

A17 DSC00845_ms

A água corre veloz,

Num ribeiro caudaloso,

Cantando sua canção,

Em tom melodioso.

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As chuvas de abril,

Caem em abundância,

Lavando a terra seca,

Com sua doce fragrância.

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Os ribeiros transbordam,

Inundando os campos,

Trazendo vida nova,

Para os seres famintos.

.

As flores desabrocham,

Com cores vibrantes,

E os pássaros cantam,

Melodias vibrantes.

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É a primavera que chega,

Com toda sua beleza,

Trazendo alegria e vida,

Para a natureza.

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Em abril, águas mil...

Um presente da natureza,

Para a vida florescer,

Com amor e pureza.

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Poema & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷

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