"O Ocaso" e um soneto - Mário Silva
Mário Silva Mário Silva
"O Ocaso"
e um soneto
Mário Silva

A fotografia "O Ocaso", de Mário Silva, apresenta uma paisagem crepuscular onde o horizonte é dominado por uma gradação vibrante de laranjas e amarelos.
No lado esquerdo, destaca-se a silhueta negra e detalhada de uma árvore despida, cujos ramos parecem tentar tocar o sol que se põe.
O primeiro plano é composto por sombras densas e terrenos irregulares, criando um contraste profundo que acentua a luminosidade do céu e a atmosfera de tranquilidade e despedida do dia.
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O Ocaso
O sol mergulha, em fogo, no horizonte,
Tingindo o céu de oiro e de escarlate.
No peito, o dia trava o seu combate,
E a luz desce, submissa, sobre o monte.
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Eis que a árvore, em silhueta, se defronte,
Ao brilho que, no ocaso, se debate,
Num último e sereno xeque-mate,
Bebendo a cor na derradeira fonte.
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As sombras crescem, mansas, pelo chão,
A terra envolve-se em manto de veludo,
No fim de um ciclo, em plena solidão.
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Fica o silêncio, imenso e quase mudo,
Guardando a luz na palma da sua mão,
Neste instante em que o nada se faz tudo.
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Texto, Soneto & Fotografia: ©MárioSilva
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