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MÁRIO SILVA - Fotografia, Pintura & Escrita

*** *** A realidade é a "minha realidade" em imagens (fotografia, pintura) e escrita

07
Jan26

"O Ocaso" e um soneto - Mário Silva


Mário Silva Mário Silva

"O Ocaso"

e um soneto

Mário Silva

07Jan DSC03504_ms.JPG

A fotografia "O Ocaso", de Mário Silva, apresenta uma paisagem crepuscular onde o horizonte é dominado por uma gradação vibrante de laranjas e amarelos.

No lado esquerdo, destaca-se a silhueta negra e detalhada de uma árvore despida, cujos ramos parecem tentar tocar o sol que se põe.

O primeiro plano é composto por sombras densas e terrenos irregulares, criando um contraste profundo que acentua a luminosidade do céu e a atmosfera de tranquilidade e despedida do dia.

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                      O  Ocaso

 

O sol mergulha, em fogo, no horizonte,

Tingindo o céu de oiro e de escarlate.

No peito, o dia trava o seu combate,

E a luz desce, submissa, sobre o monte.

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Eis que a árvore, em silhueta, se defronte,

Ao brilho que, no ocaso, se debate,

Num último e sereno xeque-mate,

Bebendo a cor na derradeira fonte.

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As sombras crescem, mansas, pelo chão,

A terra envolve-se em manto de veludo,

No fim de um ciclo, em plena solidão.

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Fica o silêncio, imenso e quase mudo,

Guardando a luz na palma da sua mão,

Neste instante em que o nada se faz tudo.

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Texto, Soneto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
26
Nov25

Gotinhas d'Água (poema) – Mário Silva


Mário Silva Mário Silva

Gotinhas d'água (poema)

Mário Silva

26Nov DSC08995_ms

I

Lá no orvalho, ou na chuvada

Que passou, leve e fugaz,

A natureza acorda, encharcada,

Com mil espelhos de paz.

Nos fios finos, quase invisíveis,

A água suspensa, a repousar.

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II

Cada gota, um mundo breve e lento,

Redonda e plena de luar,

Reflete o sol do firmamento

Antes que a sede a vá sugar.

Em cada esfera, um brilho de prata,

Num verde leito que a aguenta.

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III

Ficou-se a chuva, no silêncio breve,

Onde o musgo e a folha se encontraram.

Deixou a vida, leve e quase neve,

Nos caules que se entrelaçaram.

E o ar respira, puro e sem defeito,

Obrigado ao que foi feito.

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IV

Na solidão da sua forma pura,

A gota aguarda o fim do tempo seu,

Um instante, frágil e sem cura,

Que ao mundo inteiro se ofereceu.

É o cristal que pende, quase a cair,

Pronto a tombar, ou a sumir.

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V

São pérolas postas, sem artifício,

Na ponta de um verde, humilde e chão.

É a promessa, é o sacrifício,

Da seiva que corre sem perdão.

E o sol de longe, tímido as beija,

Como quem a vida almeja.

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VI

E assim a vida, em Trás-os-Montes nossa,

É feita de gotas a brilhar;

Pequenos gestos, sem grande pressa,

Que o dia a dia vem alimentar.

A beleza está ali, na humilde gota,

Pequena e simples, mas que não se esgota.

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Poema & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
14
Nov25

O Bosque Despido (poema)


Mário Silva Mário Silva

O Bosque Despido

14Nov DSC02741_ms

 

De tronco esguio, erguido ao frio,

Veste o carvalho a nudez crua,

E a floresta, num mar vazio,

Espera a folha que recua.

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A rede de ramos ao alto,

Desenha o céu limpo e distante,

Um véu tecido em desalento,

De um inverno que é gigante.

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No chão dorme a cor de castanho,

A seda que o outono teceu,

Tudo em repouso, tudo estranho,

A glória que em pó se perdeu.

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Caminha o olhar pela linha,

Dos troncos que o tempo deixou,

A lição que a seiva ensina,

Na força que a vida guardou.

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Haverá um sol, uma prece,

Que chame a folha e o verde-novo,

E a vida que sempre acontece,

No chão deste humilde povo.

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Aguarda a terra, em paz serena,

O beijo da chuva que venha,

E o bosque, na sua cena plena,

Será de novo um ninho e lenha.

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Poema & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
10
Nov25

"A névoa... o mar de Trás-os-Montes"


Mário Silva Mário Silva

"A névoa... o mar de Trás-os-Montes"

10Nov DSC08951_ms

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No chão de Trás-os-Montes,

Onde a serra faz o seu ninho,

A névoa tece mil pontes,

Cobrindo todo o caminho.

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Vem de mansinho, calada,

Como um oceano que avança,

E a paisagem, adormecida,

Aguarda a sua esperança.

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Ficam só as árvores velhas,

A flutuar no branco lençol,

Cumes que são ilhas vermelhas,

À espera da força do Sol.

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Quebra a névoa, a linha do arame,

Que leva a luz e a memória,

Um traço do mundo que chame,

A vida que espreita a vitória.

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É um silêncio de lã e magia,

Um manto de bruma a ondular,

E a alma da gente da aldeia,

Suspira por ver o mar.

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Mas logo a brisa o afasta e some,

E o campo ressurge, inteiro,

Onde o mistério da névoa assume,

O sonho de um mundo verdadeiro.

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Poema & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
24
Out25

“Rosa foetida” no meio do campo


Mário Silva Mário Silva

“Rosa foetida” no meio do campo

24Out DSC06049_ms

No campo seco, a terra já lavrada,

O sol de outono, ou tardio verão.

Uma roseira, teimosa e isolada,

Desafia o tempo, a seca e o grão.

E surge a rosa, um ponto de fulgor,

Um amarelo vivo, contra o calor.

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Não é o vermelho ardente da paixão,

Nem o branco discreto da inocência;

Mas um oiro breve, na solidão,

A "Rosa foetida", na sua essência.

Levanta a face ao céu, que se desbota,

Pequeno lume que o vento não nota.

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No fundo, a encosta dorme, verde e ocre,

Casario rasteiro, longe, a descansar.

A luz do dia, em tom que não se cobre,

Cria sombras longas, sem se apressar.

O campo aberto é a tela do momento,

E a rosa, a prova viva do alento.

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A haste altiva, o botão a prometer,

Um mistério verde ao lado, em formação.

É a força da vida a querer crescer,

Perante a vastidão da plantação.

Um detalhe mínimo, sob o olhar atento,

Do fotógrafo que capta o sentimento.

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Não se faz notar com pompa ou barulho,

Mas brilha mais que um farol no mar.

Em cada pétala, guarda o seu orgulho,

A enfrentar o mundo, sem desviar.

É a beleza simples que Mário Silva encontra,

Neste instante fugaz, que a alma desponta.

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Assim se revela a “Rosa foetida” ao mundo,

Um gesto de cor no meio da quietude.

Que a sua força, do campo mais profundo,

Nos lembre a arte da serenidade.

Pois mesmo só, e sob a luz mais crua,

A sua graça o tempo não descontinua.

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Poema & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
31
Ago25

"Mais um agosto está a finar” … e um poema


Mário Silva Mário Silva

"Mais um agosto está a finar” … e um poema

31Ago DSC05758_ms

Mário Silva capta a paisagem de um campo de palha ceifado, sob um céu claro.

O campo, de cor dourada, estende-se até ao horizonte, onde se avista uma cadeia de montanhas em tons de azul e cinzento.

Em primeiro plano, dois fardos de palha, redondos, repousam no campo, como se estivessem à espera de algo.

A luz do sol da tarde incide sobre a palha, realçando a sua textura e a sua cor.

A imagem transmite uma sensação de melancolia e de fim de ciclo, como se o agosto estivesse a despedir-se, e o campo, antes cheio de vida, estivesse a ser preparado para o próximo outono.

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Poema: O Fim do Agosto

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O sol, cansado e lento,

dourou a palha no campo.

Mais um agosto se vai embora,

um adeus sem lamento.

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Os fardos, redondos e quietos,

guardam a luz do verão.

Lá longe, a serra dorme,

em tons de azul, em cansaço.

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O vento, um sopro de saudade,

leva consigo a vida que foi.

As promessas de um tempo bom,

a memória do que se foi.

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O campo, antes vivo e verde,

agora em silêncio e dourado,

espera o outono que vem,

o inverno que será.

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E o sol, já a finar,

deixa a sua marca no ar.

A certeza de que, apesar da dor,

mais um verão vai voltar.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
11
Ago25

Os Telhados da “Minha” Aldeia


Mário Silva Mário Silva

Os Telhados da “Minha” Aldeia

11Ago DSC00080 (2)_ms

No declive do monte, onde o sol se deita,

Um manto de telhas, em tons de cor de laranja.

Telhados de barro, que a história relata,

A aldeia “adotiva”, que a alma completa.

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És um ninho de pedra, em abraço sereno,

Onde a vida pulsa, em ritmo pequeno.

Janelas que guardam segredos e preces,

E as chaminés, em fumo, desenham rezas.

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Telhados que ouvem o vento a soprar,

Contam histórias que o tempo não vai apagar.

De risos e choros, amores e mágoas,

Refletem a luz das manhãs e das águas.

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Mário Silva capta a essência do lugar,

Na dança das sombras, no sol a brilhar.

Um pedaço de terra que o coração abraça,

Telhados da "minha" aldeia, que o tempo não esvazia.

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Poema & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
10
Ago25

Hoje há Festa na Aldeia (Águas Frias – Chaves - Portugal)


Mário Silva Mário Silva

Hoje há Festa na Aldeia

Águas Frias – Chaves - Portugal

10Ago d2c1281d51a55fdd8b7b168fd744ce65_ms

Em Águas Frias, onde o granito abraça o céu,

E a brisa da serra sussurra segredos ao léu,

Hoje não há silêncio, nem o gado de um pastor,

Pois a aldeia inteira veste o seu melhor calor.

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Do palco, luzes pintam a noite sem fim,

Verdes e azuis, amarelos e carmim.

Acordes vibrantes, um som que nos guia,

A banda em palco, a dar vida à melodia.

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Multidão que se agita, num abraço sem par,

Faces sorridentes, a rir e a cantar.

Amigos que regressam, de terras distantes,

Para reviver memórias, momentos gigantes.

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O cheiro a entrecosto, a fumaça no ar,

Mistura-se à festa, ao doce luar.

Crianças que correm, em jogo e folia,

É a alegria que salta, um novo dia.

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Há mãos que se erguem, num brinde ao verão,

No peito um calor, sem igual emoção.

As vozes se juntam, num coro feliz,

Cantando a esperança, a vida que quis.

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Por entre os arcos, a luz a bailar,

Um elo se forma, de alma e de olhar.

Porque neste arraial, a alma se faz,

Mais forte, mais viva, em festejos e paz.

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Em Trás-os-Montes, a tradição a pulsar,

Que a aldeia respira, ao sol e ao luar.

Hoje há festa em Águas Frias, sim!

Um reencontro eterno, que não tem fim.

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Pois hoje há festa, e a aldeia irradia,

A chama da vida, a pura energia.

Em Águas Frias, em cada canção,

Pulsa a alma de um povo, em plena união.

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Texto & Fotografia digital: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
04
Mai25

Dia da Mãe (Saudade Eterna)


Mário Silva Mário Silva

Dia da Mãe

(Saudade Eterna)

04Mai 9b62a7eab15fedbe84e0d06c3831e261_ms

No silêncio do meu peito,

um vazio que não se explica,

o Dia da Mãe amanhece,

mas tua voz, ó mãe, não me alcança.

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Teu sorriso, um mosaico de luz,

pintado em tons de amor e dor,

ainda brilha nas minhas lembranças,

como o sol que aquece o meu interior.

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Tuas mãos, que um dia me guiaram,

hoje são estrelas no céu a me olhar,

e eu, filho órfão do teu abraço,

sinto no vento tua canção a sussurrar.

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Deus te levou para o Seu jardim,

mas aqui, no meu coração, tu vives,

mãe, eterna, em cada pedacinho de mim,

na flor que plantei, nos sonhos que escrevi.

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Neste Dia da Mãe, ergo os olhos ao alto,

e num sussurro, entre lágrimas, eu digo:

"Te amo, mãe, para além do tempo,

até que nos reencontremos, eu sigo."

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Poema & Pintura digital: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
29
Mar25

As Flores de Cerejeira em Dia de Chuva


Mário Silva Mário Silva

As Flores de Cerejeira em Dia de Chuva

29Mar DSC04945_ms

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Sob o véu cinzento da chuva fina,

Despertam as cerejeiras em flor,

Pétalas brancas, leves como sina,

Dançam ao som do céu em clamor.

Oh, natureza, teu canto é divino,

Unindo água e flor num só destino.

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Gotas cristalinas acariciam o ar,

Cada uma um espelho de pura luz,

Nas flores delicadas a se formar,

Um brilho subtil que o tempo conduz.

Encanta-me, chuva, teu doce rumor,

Pintando de vida o silêncio em flor.

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Ramos curvados, um gesto gentil,

Sob o peso leve da água a cair,

Cada pétala guarda um segredo subtil,

Um sonho que o vento vem libertar.

Oh, flores de cerejeira, rainhas do céu,

Na chuva, vosso reinado é mais belo.

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O mundo se veste de tons suaves,

Verde e branco em harmonia a fluir,

A chuva sussurra antigas traves,

Histórias que as flores vêm reviver.

Encantamento brota de cada gota,

Um laço eterno entre terra e a nota.

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Sob o olhar atento da brisa fria,

As flores resistem, firmes e puras,

A chuva as banha, em melodia,

Renovando suas formas tão seguras.

Oh, espírito da chuva, guia gentil,

Guarda este instante, eterno e subtil.

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Que a dança das cerejeiras perdure,

Sob a chuva que cai em suave canção,

Que o tempo pare, que o mundo se cure,

Neste encontro de graça e emoção.

Encantamento eterno, flor e água unidas,

Na obra de Mário, a beleza erguida.

 

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Poema & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
20
Mar25

"Início da primavera"


Mário Silva Mário Silva

"Início da primavera"

(Portugal - 9h 01min)

20Mar DSC05944_ms

Na lente de Mário Silva, a flor se revela,

Em Portugal, a primavera, um sonho que desvela.

Pétalas brancas, puras como a neve que se foi,

Anunciam a vida nova, que em breve se constrói.

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O sol beija as flores, com um toque dourado,

E a natureza desperta, num bailado encantado.

O verde renasce, em tons vibrantes e alegres,

E o ar se enche de perfume, que a alma desagrega.

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As amendoeiras em flor, um espetáculo sem igual,

Pintam a paisagem de branco, num festival floral.

As abelhas zumbem, em busca do néctar doce,

E os pássaros cantam, em uníssono, um refrão que nos comove.

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A fotografia de Mário Silva, um poema visual,

Que nos transporta para um mundo, mágico e sensual.

Onde a beleza da natureza, se revela em cada detalhe,

E a primavera se eterniza, num instante que não falhe.

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Em Portugal, a primavera, um renascimento constante,

Onde a vida se renova, num ciclo fascinante.

E a fotografia de Mário Silva, um testemunho fiel,

Dessa beleza efêmera, que nos eleva ao céu.

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Que a primavera nos inspire, a amar a natureza,

E a preservar a sua beleza, com toda a certeza.

Que a fotografia de Mário Silva, nos lembre a cada instante,

Que a vida é um presente, que devemos celebrar constantemente.

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Poema & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
19
Mar25

Dia do Pai (ao meu Pai; ao Pai que sou; ao neto que perdurará os nossos sonhos)


Mário Silva Mário Silva

Dia do Pai

(ao meu Pai;

ao Pai que sou;

ao neto que perdurará os nossos sonhos)

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No céu azul, entre nuvens suaves,
Te vejo, pai, em luz que me abraça.
Teu rosto sereno, nas brisas que dançam,
Guarda o amor que o tempo jamais apaga.
Embora estejas junto ao Divino Lar,
Teu legado em mim brilha, como uma estrela.

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Pai amado, foste minha fortaleza,
Raiz profunda de um lar que floresceu.
Tua voz, um farol nas noites escuras,
Guiou-me com fé, com ternura e calor.
Hoje, sou pai de uma filha tão bela,
E em seus olhos, teu espírito vejo.

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Minha filha, flor rara do meu jardim,
Herdou teu sorriso, teu modo de amar.
Seus passos leves, sua alma brilhante,
Refletem o que em ti sempre admirei.
Com ela, sinto a tua presença, pai,
Um laço eterno que o tempo não desfaz.

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E agora, avô, tornaste-te lenda,
Nos olhos do neto, teu riso se encontra.
Ele corre pelos campos, com alegria pura,
Carregando em si o teu sangue, a tua história.
Seu abraço pequeno, é um eco do teu,
Une gerações num amor sem medida.

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No Dia do Pai, meu coração chora,
Mas também celebra o que em ti encontrei.
Teu exemplo, pai, segue-me em cada dia,
Na força que dou, no amor que semeio.
De Deus, te guardo em preces e memórias,
Sabendo que estás em paz, em luz infinita.

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Assim, caminhamos, a tua linhagem viva,
Pela estrada dourada, sob o céu pintado.
Minha filha, meu neto, e eu, teu reflexo,
Seguramos as mãos, como tu nos ensinaste.
Pai, avô, guardião, tua alma nos guia,
Num amor que transcende, para sempre unido.

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Poema & Pintura digital: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
18
Mar25

“18 de março - o dia mais belo do ano"


Mário Silva Mário Silva

“18 de março - o dia mais belo do ano"

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No verde campo, a flor se abre em festa,

Um branco manto, a pureza a desvendar,

Mário celebra, a vida que lhe resta,

Em cada pétala, um sonho a desabrochar.

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O sol sorri, em tons de aguarela,

Pincelando o dia, em cores de esplendor,

A natureza canta, em doce capela,

E a alegria floresce, em pleno fulgor.

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No teu olhar, a luz da primavera,

Reflete a alma, em versos de canção,

E a cada passo, a vida se tempera,

Com a doçura da mais bela estação.

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Que este dia, em ti se eternize,

Em cada flor, um verso a te guiar,

E que a felicidade, em ti se organize,

Para que possas sempre amar e sonhar.

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No teu caminho, flores a bailar,

E a brisa leve, a te acompanhar,

Que cada sonho, possa se realizar,

E que a vida te possa abençoar.

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Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
11
Mar25

Crepúsculo Transmontano (Poema)


Mário Silva Mário Silva

Crepúsculo Transmontano (Poema)

11Mar DSC07927_ms

Nas encostas de telha e pedra,

onde o sol se deita preguiçoso

e o vento sussurra segredos

de eras que se foram,

as aldeias se desvanecem em silêncio.

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Casas de memória,

erguidas como velhas testemunhas

de mãos calejadas e corações pulsantes,

agora repousam solenes,

deixando que o tempo as abrace

num abraço de melancolia e pó.

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Nos caminhos de pedra,

onde os passos se perdem

no eco de histórias antigas,

o arado e a foice jazem esquecidos,

símbolos de um labor que unia vida

se celebrava a terra com fervor ancestral.

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Nas pequenas igrejas quase abandonadas,

a prece ecoa num sussurro distante,

como um hino triste à esperança

que se foi com a brisa,

levando embora os risos e os sonhos

de gerações que partiram rumo ao incerto.

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Oh, Trás-os-Montes!

Na tua paisagem rústica e austera,

a decadência é também poesia,

um lamento que se transforma

em versos de saudade,

e em cada ruína, a semente

de um amor eterno pela terra.

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Poema & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
20
Fev25

O lago, sob o sol de inverno


Mário Silva Mário Silva

O lago, sob o sol de inverno

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Sob o sol de inverno, o lago sereno,

Reflete o céu em tons de azul sereno,

As árvores nuas, em dourado e castanho,

Pintam a paisagem com um toque de encanto.

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O ar é frio, mas a luz aquece,

A natureza em silêncio, paz oferece,

As águas calmas, espelhando a beleza,

Do inverno suave, sem pressa ou tristeza.

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Os juncos ao redor, em tons de ouro,

Marcam o limite do lago, que é puro,

E nas margens, a terra adormecida,

Espera a primavera, em sonho escondida.

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No horizonte, as colinas em verde e amarelo,

Guardam segredos do tempo e do céu,

O sol de inverno, com a sua luz branda,

Abraça a paisagem, em ternura que expande.

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O lago, espelho da estação fria,

Convida-nos a contemplar, sem pressa alguma,

A beleza simples, mas tão sublime,

Do inverno que chega, trazendo a sua rima.

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E assim, em silêncio, o dia se encerra,

Com o lago refletindo a luz que se apaga,

O inverno nos ensina, na sua maneira,

A encontrar beleza na calma e na paz.

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Poema & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
10
Fev25

O Fogo da Lareira (Poema em sextilhas)


Mário Silva Mário Silva

O Fogo da Lareira

(Poema em sextilhas)

10Fev DSC04288_ms

No coração da noite escura,

O fogo da lareira arde,

Com chamas dançantes e puras,

Que a escuridão vem a reverter.

Sua luz, um bálsamo secura,

Nos abraça, o medo a esconder.

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Com  seu calor, a alma aquece,

Nos dias frios de inverno,

Nos traz recordações, felicidade,

De tempos idos, de aconchego.

Em cada fagulha, uma promessa,

De paz e amor sem desterro.

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O crepitar, uma melodia,

Que nos embala na sua dança,

Nos faz esquecer a melancolia,

E nos une em doce esperança.

No brilho, vejo a alegria,

Da família em doce aliança.

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Quando o vento lá fora sopra,

E a noite se faz mais densa,

O fogo da lareira sopra,

Uma chama de eterna essência.

Nessa luz, a vida se compõe,

Amor e calor em profusão.

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Poema (em sextilhas) & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
27
Jan25

“Folhas Caídas” - Um tapete de ouro, onde a vida descansou


Mário Silva Mário Silva

“Folhas Caídas”

Um tapete de ouro, onde a vida descansou

27Jan DSC05472_ms

Em tons de ocre, a terra se veste,

Sob um céu cinzento, taciturno e triste.

As árvores, nuas, estendem os seus braços,

Num gesto de saudade, num adeus silencioso.

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Folhas caídas, um manto sobre a terra,

Sussurram histórias de um tempo que era.

Verão vivido, amores que floresceram,

Agora adormecidos, em sonhos que se perderam.

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O vento sopra, frio e insistente,

Levando consigo a esperança, a resiliência.

Mas a natureza, sábia e paciente,

Promete um novo despertar, uma nova semente.

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Sob a camada de folhas, a vida persiste,

Num sono profundo, até a primavera existir.

E quando os dias se alongarem e o sol brilhar,

As flores desabrocharão, um novo ciclo vai começar.

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Poema & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
31
Dez24

A Passagem para 2025 (de Mário Silva, para Todos)


Mário Silva Mário Silva

A Passagem para 2025

(de Mário Silva, para Todos)

31Dez DSC03721-fotor (1)

 

Entre neve e luzes que dançam no céu,

O Ano Novo desponta, sereno e fiel.

Carrega consigo sonhos a brilhar,

Desejos que a todos vêm abraçar.

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Paz no coração, um alívio tão puro,

Que traga ao mundo um futuro seguro.

Fraternidade em cada mão estendida,

Unindo as almas, tecido da vida.

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Saúde em abundância, bem-estar a crescer,

Para que a jornada possamos vencer.

Amizade, a ponte que nunca se encerra,

Fortalecendo laços de terra em terra.

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Solidariedade, gesto nobre e gentil,

Que transforma o pequeno em algo sutil.

Alegria, sorriso que contagia,

Que em cada amanhecer renasça a magia.

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E o Sonho, centelha que nos guia,

A promessa de um mundo com mais harmonia.

Assim, Mário Silva envia sua mensagem,

Desejos profundos para a nossa viagem.

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Que 2025 seja um capítulo a florir,

Com esperança e coragem para prosseguir.

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Poema & Fotografia: ©MárioSilva

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Para TODOS,

um PRÓSPERO 2025

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Mário Silva 📷
13
Nov24

“Pôr do sol outonal, por trás dos montes" - Portugal


Mário Silva Mário Silva

“Pôr do sol outonal, por trás dos montes" - Portugal

13Nov DSC02919_ms

Em tons de fogo, o sol se despede,

Pintando o céu em cores vibrantes.

Montanhas adormecem, silentes e sedentas,

Sob a dança suave de raios radiantes.

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Folhas secas, em alvoroço,

Dançam ao ritmo do vento suave.

A natureza adormece, em doce sossego,

Enquanto a noite se aproxima, suave.

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Em cada canto, um sussurro se ouve,

A saudade do verão que se foi.

Mas a esperança renasce, suave,

Com a promessa de um novo amanhecer.

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Em terras lusas, o outono se revela,

Em paisagens de tirar o fôlego.

E neste pôr do sol, a alma se revela,

Num momento de paz e de regozijo.

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Poema & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
23
Set24

"Pôr do sol em Trás-os-Montes - Portugal"


Mário Silva Mário Silva

"Pôr do sol em Trás-os-Montes - Portugal"

23Set DSC07336_ms

Em terras transmontanas, onde o tempo se curva,

O sol pinta a tarde em tons de ouro e carmim.

Entre castanheiros milenares, em silhueta curva,

A alma encontra paz, serena e sublime.

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O vento sussurra canções de outrora,

Trazendo o aroma de vinho e de pão.

A natureza, em harmonia, nos mostra a força,

Da vida que pulsa em cada coração.

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Nas aldeias adormecidas, sonhos se acendem,

Sob um céu de estrelas, imenso e profundo.

As tradições ancestrais, em cada dente,

Testemunham a história, rica e fecunda.

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E neste instante mágico, onde o dia se finda,

A gratidão invade o coração, serena e profunda.

Pois em Trás-os-Montes, a cada pôr do sol,

A alma se renova, e a esperança se afunda.

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Poema & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷

Dezembro 2025

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