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MÁRIO SILVA "navegando" em ... águas frias

"Navegando" no Reino Maravilhoso por Terras de Monforte, especialmente na Aldeia de Águas Frias - Chaves - Trás-Os-Montes - PORTUGAL

MÁRIO SILVA "navegando" em ... águas frias

"Navegando" no Reino Maravilhoso por Terras de Monforte, especialmente na Aldeia de Águas Frias - Chaves - Trás-Os-Montes - PORTUGAL

05
Ago20

Feto viçoso com folha seca


Mário Silva Mário Silva

 

Feto viçoso com folha seca

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Durante centenas de anos, os fetos foram interpretados como plantas enigmáticas e circularam histórias sobre uma espécie lendária que produzia sementes e cuja posse tornava invisível quem as possuísse.

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Esta tradição é referida na obra Henrique IV (1597) escrita por William Shakespeare (1564-1616) quando uma das personagens diz: “possuímos o segredo da receita das sementes de feto, que nos permitem andar sem sermos vistos”.

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Na iconografia cristã, os fetos eram símbolos de humildade, aludindo ao ambiente discreto e sombrio onde se desenvolvem e ao pequeno porte que os caracteriza. Segundo escreveu Plínio, o Velho, na História Natural (livro 27, capítulo 55), os fetos afastam as cobras; esta crença contribuiu para que, mais tarde, os fetos se tornassem símbolos da Salvação e um atributo de Jesus Cristo (as cobras simbolizam o mal).

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18
Jul20

Flor campestre  - Sargaço-branco  (Halimium ocymoides) 


Mário Silva Mário Silva

Flor campestre 

Sargaço-branco

 (Halimium ocymoides) 

 

Pequeno arbusto (até 1 metro de altura) da família Cistaceae, com caules geralmente eretos, muito ramificados, com ramos estéreis e férteis, aqueles com folhas cinzento-esbranquiçadas e tomentosas e estes com folhas verdes e quase sem pelos. Flores dispostas em cimeiras pouco densas, com pedúnculos finos e compridos e com corola formada por pétalas tingidas de amarelo vivo, com manchas escuras na base.

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Distribuição: Península Ibérica e Norte de Marrocos. Em Portugal, distribui-se de forma descontínua por todo o território do Continente.

Habitat: Clareiras de matos e bosques, bermas de caminhos, em zonas com clima algo húmido, sobre solos ácidos pouco profundos.

Floração: de maio a julho

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24
Jun20

Faveira e a sua flor


Mário Silva Mário Silva

 

 

 

Faveira e a sua flor

 

Fava é a denominação de um ou mais espécies de plantas da família das Fabaceae, em especial da espécie Vicia faba.

As flores, hermafroditas e grandes, dispõem-se em cachos pedunculados. Possuem corola papilionácea branca, com asas anegradas. Os estames são diadelfos, em geral dez ou mais de dez. A floração ocorre quase todo o ano.

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As favas são originárias do Próximo-Oriente segundo os primeiros restos arqueológicos datados de seis a sete mil anos A.C.

A sua utilização como alimento foi, entretanto, disseminada pela região mediterrânica, tendo o Império Romano tido um papel importante no aumento do seu consumo.

As expansões marítimas dos Reinos Ibéricos terão feito chegar a fava à América.

No presente o seu consumo é global.

 

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18
Jun20

Planta Campestre - "Serapias vomeracea"


Mário Silva Mário Silva

 

Serapias vomeracea

 

Serapias vomeracea , nome comum serapias de lábios longos ou serapias de arado , é uma espécie de orquídea do gênero Serapias.

 

Etimologia

O nome Serapias do gênero deriva do grego Sarapis , o deus greco-egípcio, já usado nos tempos antigos para nomear algumas orquídeas. O nome latino vomeracea desta espécie refere-se à forma da porção apical do labelo (epicile), remanescente do arado.

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Descrição

Serapias vomeracea é uma planta herbácea perene com dois tubérculos subterrâneos ovóides. Esta espécie é altamente variável em cor e forma. Atinge uma altura de 20 a 40 centímetros com um máximo de 60 centímetros. O caule é verde, com duas folhas basais membranosas e 6-8 folhas superiores, lanceoladas e verdes ou avermelhadas brilhantes.

 

A inflorescência é composta por uma haste estreita e alongada, com três a dez flores. As brácteas relevantes são lanceoladas e muito mais longas que as tepals . Sua cor é vermelho-púrpura, com venação longitudinal mais escura. Os tepals externos são lanceolados e eretos, formando uma estrutura semelhante a um capacete. Sua cor é vermelho-púrpura ou rosada, com veias de cor mais escura. As tépalas laterais internas são roxo-acastanhadas e quase totalmente escondidas pelo capacete.

 

O labelo é vermelho-tijolo, trilobado e maior que os outros tepals. A porção basal (hipótilo) do labelo é côncava e encerrada no capacete, com dois lobos laterais elevados e peludos. A porção apical do labelo (epicile) é lanceolada triangular, geralmente vermelho-púrpura e bastante cabeluda. O dente reto está ausente. O período de floração se estende de março a junho.

 

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Ver também:

 
 
 
 
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31
Mai20

Planta campestre - “Orobanche elatior”


Mário Silva Mário Silva

 

 

“Orobanche elatior”

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Filo: Magnoliophyta

Classe: Equisetopsida

Ordem: Lamiales

Família:  Orobanchaceae

 

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Essa planta, muito substancial, geralmente atinge uma altura entre 50 e 70 cm e tem uma haste robusta e espessa e uma inflorescência cilíndrica grande e densamente compactada.

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Orobanche elatior cresce em prados curtos e secos, em matas e prados, todos com solos alcalinos.

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 Esta flor silvestre conspícua floresce do início de junho ao final de julho.

 

 

 

 

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21
Mai20

Flor campestre - “Vicia hirsuta”


Mário Silva Mário Silva

 

Flor campestre

ervilhaça-dos-lameiros

“Vicia hirsuta”

 

 

“Vicia hirsuta” é uma espécie de planta com flor pertencente à família Fabaceae.

Os seus nomes comuns são ervilhaça-dos-lameiros, unhas-de-gato ou cigerão.

 

Flor campestre - “Vicia hirsuta”

“Vicia hirsuta” é uma planta herbácea, trepadora, da família das Leguminosas, tem folhas compostas com folíolos oblongos ou lineares, flores azuladas, amareladas ou alvacentas e vagens pelosas; ervilhaça-dos-lameiros, unhas-de-gato ou cigerão.

 

Ver também:

 
 
                                        
 
 
16
Mai20

Tremoço de seda (Sicklekeel lupine) – “Lupinus sericeus” - PORTUGAL


Mário Silva Mário Silva

 

Tremoço de seda

(Sicklekeel lupine) – “Lupinus sericeus”

 

“Lupinus sericeus” é uma espécie de angiospermas da família das leguminosas conhecido pelo nome comum de tremoço de seda ou tremoço sedoso de Pursh . É nativa da América do Norte ocidental.

Esta erva perene produz caule ereto de um amadeirado caule e sistema radicular profundo. As hastes podem atingir até 50 centímetros de altura e pode ramificar ou não. Eles são revestidos em cabelos prateados ou avermelhadas. As folhas têm até 9 folhetos lanceoladas cada um com até 6 centímetros de comprimento. Eles são revestidos em cabelos de seda. A inflorescência é um cacho de muitas flores, geralmente em tons de roxo ou azul, mas às vezes branco ou amarelado. A parte de trás da pétala bandeira é peludo. O fruto é uma cabeluda vagem leguminosa até 3 centímetros de comprimento, contendo até 7 sementes.

Tremoço de seda (Sicklekeel lupine) – “Lupinus sericeus”

Esta planta cresce em muitos tipos de habitat, incluindo florestas, bosques, chaparral e pastagens . Muitas vezes cresce em encostas rochosas, secas, e cresce melhor em locais abertos, sem sombra.

Tal como muitos outros tremoços , esta espécie é muito tóxica para os carneiros, e menos para o gado e cavalos. Ele contém teratogénicos, compostos químicos que podem causar defeitos congénitos em vitelos se a planta é comida por sua mãe durante a parte inicial da gestação. A sua toxicidade é causada por uma concentração de quinolizidínicos alcalóides. Ele não parece ser tóxico para animais selvagens. Carneiros selvagens, esquilos alimentam-se das folhas e flores. Muitos outros pequenos mamíferos e aves também comem partes dele.

 

In: https://pt.qwe.wiki/wiki/Lupinus_sericeus

 

 

 

                                                 

 

 

14
Mai20

Cravina – “dianthus barbatus”


Mário Silva Mário Silva

 

Cravina – “dianthus barbatus”

 

A cravina barbatus são parentes próximos da família Dianthus. Estas flores eram amadas pelos antigos gregos. De facto, a palavra "dianthus" deriva das palavras gregas "dios" (Deus) e "anthos" (flor).

Estas pequenas flores serrilhadas, com o perfume distinto e doce do cravo-da-índia, têm suscitado grande interesse ao longo dos tempos, estando hoje sobretudo presentes nos jardins rústicos e rochosos. O habitat natural do dianthus são os solos calcários da Europa e da Ásia.

Cravina – “dianthus barbatus”

Sabia que... Curiosidades sobre o dianthus

Na época de Isabel I de Inglaterra, o dianthus foi apelidado de "gillyflower" e muitas variedades foram cultivadas, utilizadas na confeção de ramos ornamentais e representadas nos quadros da época.

Os arqueólogos acreditam que o lindo Dianthus arboreus foi o modelo dos murais decorativos do palácio de Cnossos.

Em inglês, as tesouras de lâmina serrilhada têm o nome "pinking shears" devido ao efeito serrilhado das pétalas da cravina plumarius (flores que em inglês obtêm o nome "pink"). O nome "pink" provém do simples facto de estas flores serem cor-de-rosa.

 

 

 
 
                  
 
 
 
06
Jan20

Águas Frias (Chaves) - ... "Um reino Maravilhoso ..."


Mário Silva Mário Silva

 

 

Vou falar-lhes dum Reino Maravilhoso.

Embora muitas pessoas digam que não, sempre houve e haverá reinos maravilhosos neste mundo. O que é preciso, para os ver, é que os olhos não percam a virgindade original diante da realidade, e o coração, depois, não hesite.

 

Águas Frias (Chaves) - ... vista sobre Cimo de Vila ...

... vista sobre Cimo de Vila ...

 

Ora, o que pretendo mostrar, meu e de todos os que queiram merecê-lo, não só existe, como é dos mais belos que se possam imaginar. Começa logo porque fica no cimo de Portugal, como os ninhos ficam no cimo das árvores para que a distância os torne mais impossíveis e apetecidos.

E quem namora ninhos cá de baixo, se realmente é rapaz e não tem medo das alturas, depois de trepar e atingir a crista do sonho, contempla a própria bem-aventurança.

Vê-se primeiro um mar de pedras. Vagas e vagas sideradas, hirtas e hostis, contidas na sua força desmedida pela mão inexorável dum Deus criador e dominador.

Tudo parado e mudo. Apenas e move e se faz ouvir o coração no peito, inquieto, a anunciar o começo duma grande hora. De repente, rasga a crosta do silêncio uma voz de franqueza desembainhada:

– Para cá do Marão, mandam os que cá estão!…

 

Águas Frias (Chaves) - ... o cão atento, vigiando a entrada de casa ...

... o cão atento, vigiando a entrada de casa ...

Sente-se um calafrio. A vista alarga-se de ânsia e de assombro. Que penedo falou? Que terror respeitoso se apodera de nós?

Mas de nada vale interrogar o grande oceano megalítico, porque o nume invisível ordena:
– Entre!

A gente entra, e já está no Reino Maravilhoso.

Águas Frias (Chaves) - ... ó lua que vais tão alto ...

... ó lua que vais tão alto, iluminando a noite desta terra do Reino Maravilhoso  ...

 

A autoridade emana da força interior que cada qual traz do berço. Dum berço que oficialmente vai de Vila Real a Chaves, de Chaves a Bragança, de Bragança a Miranda, de Miranda a Régua.

Um mundo! Um nunca acabar de terra grossa, fragosa, bravia, que tanto se levanta a pino num ímpeto de subir ao céu, como se afunda nuns abismos de angústia, não se sabe por que telúrica contrição.

Terra-Quente e Terra-Fria. Léguas e léguas de chão raivoso, contorcido, queimado por um sol de fogo ou por um frio de neve. Serras sobrepostas a serras. Montanhas paralelas a montanhas. Nos intervalos, apertados entre os rios de água cristalina, cantantes, a matar a sede de tanta angústia.

E de quando em quando, oásis da inquietação que fez tais rugas geológicas, um vale imenso, dum húmus puro, onde a vista descansa da agressão das penedias. Mas novamente o granito protesta. Novamente nos acorda para a força medular de tudo. E são outra vez serras, até perder de vista.

Águas Frias (Chaves) - ... planta encarnada que rompe por entre as folhas já a entrarem em decomposição ...

... planta encarnada que rompe por entre as folhas já a entrarem em decomposição ...

 

Não se vê por que maneira este solo é capaz de dar pão e vinho. Mas dá. Nas margens de um rio de oiro, crucificado entre o calor do céu que de cima o bebe e a sede do leito que de baixo o seca, erguem-se os muros do milagre.

Em íngremes socalcos, varandins que nenhum palácio aveza, crescem as cepas como os manjericos às janelas. No Setembro, os homens deixam as eiras da Terra-Fria e descem, em rogas, a escadaria do lagar de xisto. Cantam, dançam e trabalham. Depois sobem.

E daí a pouco há sol engarrafado a embebedar os quatro cantos do mundo. A terra é a própria generosidade ao natural. Como num paraíso, basta estender a mão.

Bata-se a uma porta, rica ou pobre, e sempre a mesma voz confiada nos responde:
– Entre quem é! Sem ninguém perguntar mais nada, sem ninguém vir à janela espreitar, escancara-se a intimidade duma família inteira. O que é preciso agora é merecer a magnificência da dádiva.

Águas Frias (Chaves) - ... nicho de S.ta Rita ...

... nicho de S.ta Rita - manifestação  da devoção cristã das Gentes da Aldeia ...

 

Nos códigos e no catecismo o pecado de orgulho é dos piores. Talvez que os códigos e o catecismo tenham razão. Resta saber se haverá coisa mais bela nesta vida do que o puro dom de se olhar um estranho como se ele fosse um irmão bem-vindo, embora o preço da desilusão seja às vezes uma facada.

Dentro ou fora do seu dólmen (maneira que eu tenho de chamar aos buracos onde vive a maioria) estes homens não têm medo senão da pequenez. Medo de ficarem aquém do estalão por onde, desde que o mundo é mundo, se mede à hora da morte o tamanho de uma criatura.

Águas Frias (Chaves) - ...  na estreita rua D.ª Alice Chaves ...

... na estreita rua D.ª Alice Chaves ...

 

Acossados pela necessidade e pelo amor da aventura emigram. Metem toda a quimera numa saca de retalhos, e lá vão eles. Os que ficam, cavam a vida inteira. E, quando se cansam, deitam-se no caixão com a serenidade de quem chega honradamente ao fim dum longo e trabalhoso dia.

O nome de Trasmontano, que quer dizer filho de Trás-os-Montes, pois assim se chama o Reino Maravilhoso de que vos falei.

 

in: "Trás-os-Montes, o Reino Maravilhoso" de Miguel Torga

 

 

Até Breve !!!

 

 

 

 

 

06
Dez19

Águas Frias (Chaves) - ... como houve chuvas em novembro, o Natal é em ... dezembro ...


Mário Silva Mário Silva

 

... como houve chuvas em novembro,

... o Natal é em ...

dezembro !!!...

 

Águas Frias (Chaves) - ... as bagas vermelhas ...

... as bagas vermelhas ...

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... anoitece na Aldeia ...

... anoitece na Aldeia ...

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... janelas no 1º andar da torre de menagem do Castelo de Monforte de Rio Livre (monumento nacional ...

... janelas no 1º andar da torre de menagem do Castelo de Monforte de Rio Livre (monumento nacional) ...

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... observando a torre da igreja entre o telhado e a chaminé ...

... observando a torre da igreja entre o telhado e a chaminé ...

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... cortando as ervas secas ...

... cortando as ervas secas ...

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... a ex-Escola e a Cantina Escolar ...

... a ex-Escola e a Cantina Escolar ...

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... a lua aparecendo depois de sair por detrás das nuvens ...

... a lua aparecendo depois de estar escondida por detrás das nuvens ...

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... mais uma vista da Aldeia ...

... mais uma vista da Aldeia ...

 

Águas Frias (Chaves) - ... paisagem outonal ...

... paisagem outonal ...

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... cogumelo entre folhas secas ...

... cogumelo entre folhas secas ...

 

 

Até breve !!!