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MÁRIO SILVA - Fotografia, Pintura & Escrita

*** *** A realidade é a "minha realidade" em imagens (fotografia, pintura) e escrita

14
Out25

Flores de Tojo (Ulex europaeus)


Mário Silva Mário Silva

Flores de Tojo (Ulex europaeus)

14Out DSC06074_ms

Esta fotografia de Mário Silva é um plano detalhe (close-up) que se concentra nas flores amarelas de um ramo de tojo (Ulex europaeus).

A imagem, com uma profundidade de campo reduzida, foca-se na haste central espinhosa da planta, onde estão agrupadas as flores em tons de amarelo e laranja.

As flores, que se assemelham a pequenos cachos de ouro, destacam-se no centro, enquanto o fundo é um desfoque suave em tons de verde e amarelo, que realça o objeto principal.

A luz solar incide sobre as flores, acentuando a sua textura aveludada e a sua cor vibrante.

A fotografia celebra a beleza e a resistência desta planta comum do interior de Portugal.

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O Tojo: A Chama Dourada da Paisagem Portuguesa

O Tojo (Ulex europaeus) é uma das plantas mais emblemáticas da paisagem portuguesa, especialmente em regiões de Trás-os-Montes e Beiras.

A fotografia de Mário Silva captura a sua beleza no auge, mas o seu significado vai muito além da estética.

Esta planta, frequentemente ignorada devido à sua natureza espinhosa, é um verdadeiro tesouro ecológico e histórico.

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A Resistência de um Arbusto

O tojo é notável pela sua incrível resistência.

É uma espécie pioneira que consegue crescer em solos pobres e ácidos, onde poucas outras plantas sobrevivem.

As suas folhas foram reduzidas a espinhos para minimizar a perda de água, o que lhe permite prosperar em condições de seca e calor.

Esta capacidade de sobrevivência faz dele um componente crucial na fixação de solos, prevenindo a erosão, especialmente em encostas e terrenos baldios.

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Um Legado de Usos Tradicionais

Historicamente, o tojo era uma planta de grande utilidade para as comunidades rurais portuguesas.

As suas hastes eram utilizadas como combustível (lenha) para fornos e lareiras.

Mais importante, era um elemento essencial na cama do gado, funcionando como forragem e, depois de misturado com os excrementos, transformava-se num fertilizante natural (estrume) de grande qualidade.

Em algumas aldeias, o corte do tojo, apesar de ser um trabalho árduo, era uma atividade comunitária que mantinha viva a coesão social.

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Um Contraste de Cores

A floração do tojo, geralmente no final do inverno e na primavera, transforma as paisagens agrestes em mantos de ouro.

As suas flores, como as que vemos na imagem, são de um amarelo intenso e possuem um aroma característico, que lembra a baunilha ou o coco.

Esta explosão de cor não só alegra a paisagem, como também serve de atração para insetos polinizadores numa época em que a floração de outras espécies é escassa.

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Em suma, a flor de tojo é uma metáfora visual da tenacidade do interior de Portugal.

A sua beleza, embora escondida por espinhos, é um testemunho da capacidade da natureza de persistir e prosperar, mesmo nas condições mais adversas.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
04
Jun25

"A borboleta-de-rabo (Iphiclides podalirius) e flores Valeriana vermelha ou alfinetes (Centranthus ruber)"


Mário Silva Mário Silva

"A borboleta-de-rabo (Iphiclides podalirius)

e flores Valeriana vermelha ou alfinetes (Centranthus ruber)"

04Jun DSC06762_ms

A fotografia de Mário Silva captura um momento delicado e significativo na natureza: a interação entre a borboleta-de-rabo (Iphiclides podalirius) e as flores de Valeriana vermelha, também conhecidas como alfinetes (Centranthus ruber).

Essa relação exemplifica uma simbiose mutualística, onde ambas as espécies se beneficiam mutuamente, desempenhando papéis cruciais no ecossistema.

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A borboleta-de-rabo, com as suas asas elegantes e padrões marcantes, depende das flores de “Centranthus ruber” como uma fonte essencial de néctar, que lhe fornece energia para voar, se reproduzir e sobreviver.

O néctar, rico em açúcares, é particularmente atrativo para borboletas adultas, e a coloração vibrante das flores, com tons de vermelho e rosa, serve como um sinal visual que as atrai.

Além disso, a estrutura tubular das flores da Valeriana vermelha é ideal para a probóscide da borboleta, permitindo que ela acesse ao néctar com facilidade.

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Por outro lado, a “Centranthus ruber” beneficia diretamente da visita da borboleta.

Durante a alimentação, a borboleta-de-rabo transfere pólen de uma flor para outra, facilitando a polinização cruzada.

Esse processo é vital para a reprodução da planta, pois garante a fertilização e a produção de sementes, assegurando a continuidade da espécie.

A “Valeriana vermelha”, que cresce em solos bem drenados e é comum em regiões mediterrânicas, depende de polinizadores como a “Iphiclides podalirius” para manter a sua população, especialmente em habitats onde outros polinizadores podem ser menos frequentes.

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Essa interação também tem um impacto mais amplo no ecossistema.

A polinização promovida pela borboleta contribui para a biodiversidade vegetal, enquanto a presença de flores saudáveis sustenta outras espécies de insetos polinizadores, criando uma rede de interdependência.

Além disso, a borboleta-de-rabo, ao alimentar-se, pode atrair predadores naturais, como pássaros, que ajudam a controlar populações de insetos, mantendo o equilíbrio ecológico.

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Em resumo, a relação entre a “borboleta-de-rabo” e a “Valeriana vermelha” ilustra a importância da interconexão na natureza.

A borboleta garante a sua sobrevivência ao se alimentar do néctar, enquanto a planta assegura a sua reprodução através da polinização.

Juntas, elas reforçam a saúde do ecossistema, destacando como a preservação de ambas as espécies é essencial para a manutenção da biodiversidade.

A fotografia de Mário Silva não apenas captura a beleza desse momento, mas também lembra-nos da harmonia e da dependência mútua que sustentam a vida no planeta.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
02
Jun25

"Alho-porro – (Allium ampeloprasum) e a tradição no S. João do Porto”


Mário Silva Mário Silva

"Alho-porro – (Allium ampeloprasum) 

e a tradição no S. João do Porto

02Jun  DSC06129_ms

A fotografia de Mário Silva, intitulada "Alho-porro – (Allium ampeloprasum)", apresenta uma imagem detalhada e estilizada de uma flor de alho-porro, com as suas pétalas roxas delicadas e estames amarelos em destaque, contrastando com um fundo verdejante e desfocado.

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A flor, que pertence à espécie “Allium ampeloprasum”, é o foco central da fotografia, simbolizando não apenas a beleza natural, mas também a relevância cultural dessa planta em tradições populares portuguesas.

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Com o início do mês de junho, as ruas do Porto ganham vida com as festividades dos Santos Populares, especialmente a celebração de São João.

Entre os costumes mais marcantes desta festa está o uso do alho-porro (Allium ampeloprasum), uma planta que, além do seu valor gastronómico, desempenha um papel simbólico e festivo.

A tradição de bater com o alho-porro na cabeça dos transeuntes durante o São João era um ritual que misturava diversão, simbolismo e história cultural na cidade do Porto.

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As festas dos Santos Populares, celebradas em Portugal durante o mês de junho, são um momento de alegria e convívio, marcadas por tradições que remontam a séculos de história.

No Porto, a noite de São João, celebrada de 23 para 24 de junho, é uma das festividades mais emblemáticas, atraindo locais e visitantes para as ruas da cidade.

Entre os costumes mais curiosos e divertidos está o uso do alho-porro, uma planta que se torna um instrumento de interação social durante a festa.

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O alho-porro, cientificamente conhecido como “Allium ampeloprasum”, é uma planta amplamente cultivada na Europa, conhecida pelo seu uso na culinária, especialmente em sopas e caldos.

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No entanto, durante as festas de São João no Porto, o alho-porro ganha um significado diferente.

A planta é colhida e usada na sua forma inteira, com folhas longas e verdes, para um ritual festivo: bater de leve na cabeça de quem passa por nós nas ruas.

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Este costume, que pode parecer peculiar à primeira vista, tem raízes em tradições populares que misturam simbolismo e brincadeira.

Acredita-se que o alho-porro, por ser uma planta associada à proteção e à purificação em várias culturas, era usado para "afastar os maus espíritos" e trazer boa sorte a quem recebia o toque.

Além disso, o ato de bater com o alho-porro era uma forma de interação social, promovendo risos e descontração entre os participantes da festa.

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A celebração do São João no Porto é uma das maiores festas populares de Portugal, marcada por uma série de rituais e costumes que refletem a identidade da cidade.

À medida que o sol se põe na noite de 23 de junho, as ruas enchem-se de música, dança, fogueiras e o aroma de sardinhas assadas.

Os martelinhos de plástico, que hoje são amplamente usados para brincar durante a festa, são uma adição relativamente recente, tendo substituído, em grande parte, o tradicional alho-porro.

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No entanto, o uso do alho-porro ainda persiste entre os mais nostálgicos e aqueles que valorizam as tradições originais.

Durante a noite, é comum ver pessoas segurando alhos-porros e, com um sorriso, dando pequenas pancadas na cabeça de amigos, familiares ou desconhecidos.

Este gesto, longe de ser agressivo, é recebido com bom humor e visto como uma forma de desejar sorte e felicidade para o resto do ano.

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Com o passar do tempo, a tradição do alho-porro foi gradualmente substituída pelo uso de martelinhos de plástico coloridos, que se tornaram um símbolo moderno do São João no Porto.

Essa mudança reflete uma adaptação das festividades aos tempos atuais, mas também levanta questões sobre a preservação das tradições originais.

Muitos portuenses mais velhos recordam com saudade os tempos em que o cheiro do alho-porro preenchia as ruas, e defendem a importância de manter viva essa prática.

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Organizações culturais e associações locais têm feito esforços para reavivar o uso do alho-porro, promovendo atividades que ensinam os mais jovens sobre a história e o significado deste costume.

Além disso, a valorização de produtos locais e sustentáveis tem levado a um renovado interesse pelo alho-porro, tanto na gastronomia quanto nas tradições festivas.

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Em conclusão, a tradição de usar o alho-porro durante o São João no Porto é um exemplo fascinante de como objetos do quotidiano podem ganhar significados especiais em contextos festivos.

Mais do que uma planta, o alho-porro é um símbolo de proteção, sorte e convívio, que une as pessoas numa das noites mais animadas do ano.

Embora os tempos modernos tenham trazido mudanças aos costumes do São João, o legado do alho-porro permanece como um lembrete da riqueza cultural e histórica do Porto.

Que esta tradição continue a inspirar futuras gerações a celebrar com alegria e a preservar as raízes desta festa tão especial.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
15
Mai25

"O alho napolitano (Allium neapolitanum)"


Mário Silva Mário Silva

"O alho napolitano (Allium neapolitanum)"

15Mai DSC05742_ms

A fotografia de Mário Silva intitulada "O alho napolitano (Allium neapolitanum)" provavelmente retrata a planta” Allium neapolitanum”, conhecida como alho napolitano ou alho-branco.

A fotografia destaca as características distintivas da planta, como as suas flores brancas em forma de estrela, dispostas em umbelas, com pétalas delicadas e estames visíveis.

As folhas são geralmente longas, estreitas e verdes, com uma textura suave.

A planta pode estar num ambiente natural, como um jardim, campo ou área mediterrânea, com foco em detalhes como a textura das flores ou o contraste com o fundo.

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As flores do alho napolitano atraem polinizadores, como abelhas, borboletas e outros insetos, promovendo a biodiversidade e a reprodução de outras plantas no ecossistema.

Serve como fonte de néctar e pólen, sustentando populações de insetos benéficos que são parte da cadeia alimentar, apoiando pássaros e outros animais.

Como membro da família “Alliaceae”, o alho napolitano pode libertar compostos sulfurados que repelem certas pragas, contribuindo para o equilíbrio do ecossistema sem a necessidade de pesticidas químicos.

Nativa de regiões mediterrâneas, é bem adaptada a climas secos, ajudando a estabilizar solos e prevenir erosão em áreas com vegetação escassa.

Além de seu papel ecológico, é usada em jardinagem e paisagismo, promovendo a conservação de espécies nativas e a educação ambiental.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
09
Mai25

As Páscoas “Primula acaulis”


Mário Silva Mário Silva

As Páscoas

“Primula acaulis”

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A fotografia de Mário Silva mostra flores conhecidas como "Páscoas" ou “Primula acaulis”(mais comumente chamada de “Primula vulgaris”), uma espécie de prímula.

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A imagem retrata um grupo de flores “Primula acaulis” num ambiente natural, possivelmente uma clareira ou floresta.

As flores têm pétalas de um amarelo pálido com centros amarelos mais intensos, e estão cercadas por folhas verdes largas e rugosas, típicas da espécie.

A iluminação suave destaca as cores delicadas das flores, e o fundo de folhas secas e musgo sugere um habitat florestal húmido.

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É uma planta herbácea perene, de pequeno porte, com uma roseta basal de folhas verde-escuras, enrugadas e ligeiramente peludas.

As flores são solitárias, com 5 pétalas, geralmente amarelas ou brancas, e um centro mais escuro.

As flores têm cerca de 2-4 cm de diâmetro, e a planta raramente ultrapassa 15 cm de altura.

Prefere solos húmidos e bem drenados, em áreas sombreadas como florestas, bosques e prados.

É comum na Europa, especialmente em climas temperados.

Floresce no início da primavera, frequentemente associada à Páscoa, daí o nome popular "Páscoas".

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As flores da “Primula acaulis” atraem polinizadores como abelhas e borboletas devido ao seu néctar e cores vibrantes, contribuindo para a reprodução de plantas na primavera.

Serve de alimento para insetos herbívoros e, indiretamente, para predadores que se alimentam desses insetos.

A sua presença indica solos saudáveis e húmidos, sendo um bom marcador de ecossistemas florestais equilibrados.

Como planta nativa, suporta a biodiversidade local ao fornecer recursos para fauna e flora associadas.

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A “Primula acaulis” é, portanto, uma espécie importante para a ecologia de bosques temperados, desempenhando papéis na polinização e na manutenção da saúde do solo.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
01
Mai25

"A tradição das “Maias” (giesta amarela - Cytisus striatus)


Mário Silva Mário Silva

"A tradição das “Maias”

(giesta amarela - Cytisus striatus)

01Mai 70ee293118ce4eef0e06252621178df7

A pintura digital de Mário Silva, intitulada "A tradição das 'Maias' (giesta amarela - Cytisus striatus)", retrata uma porta rústica com uma textura desgastada, pintada em tons de branco, amarelo e azul, com uma chave na fechadura.

Em frente à porta, há ramos de giesta amarela (Cytisus striatus), uma planta com flores vibrantes que se destaca no contraste com a porta.

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A tradição das "Maias" remonta a costumes pagãos antigos, associados à celebração da primavera e à fertilidade, que foram mais tarde integrados nas práticas culturais portuguesas.

No dia 1º de maio, é costume em várias regiões de Portugal, especialmente no interior e em zonas rurais, colocar ramos de giesta amarela (conhecida como "maias") nas portas, janelas, chaminés e até em veículos.

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O significado desta tradição está ligado à proteção contra o mau-olhado, espíritos malignos e infortúnios.

A giesta amarela, com a sua cor vibrante, simboliza a renovação, a vida e a prosperidade, associadas à chegada da primavera.

Além disso, acredita-se que a planta afasta influências negativas e traz boa sorte para o lar.

Em algumas regiões, a tradição também está associada ao "Dia das Bruxas" (ou "Dia do Mau-Olhado"), em que se pensava que as bruxas e os maus espíritos estavam mais ativos, sendo a giesta uma forma de proteção.

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A pintura de Mário Silva captura essa essência cultural, destacando a simplicidade e a simbologia da giesta amarela num cenário rústico, evocando a ligação com as tradições populares portuguesas.

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Texto & Pintura digital: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
02
Abr25

"Narciso-dos-poetas ou Pincheis (Narcissus triandrus) no meio de Jacintos-dos-Bosques ou Jacinto-silvestre (Hyacinthoides non-scripta)"


Mário Silva Mário Silva

"Narciso-dos-poetas ou Pincheis

(Narcissus triandrus)

no meio de

Jacintos-dos-Bosques ou Jacinto-silvestre

(Hyacinthoides non-scripta)"

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A fotografia de Mário Silva mostra um grupo de Jacintos-dos-Bosques (Hyacinthoides non-scripta) em primeiro plano, com várias flores de cor azul-violeta em forma de sino, dispostas ao longo de caules verdes.

No meio deste grupo, erguem-se duas hastes de Narciso-dos-poetas ou Pincheis (Narcissus triandrus).

Estas flores são mais delicadas, com pétalas brancas ou creme voltadas para trás e uma pequena coroa amarela.

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O fundo da imagem é composto por uma superfície texturizada e escura, possivelmente um tronco de árvore ou uma rocha coberta de musgo, criando um contraste com as cores vibrantes das flores.

A luz parece incidir suavemente sobre as plantas, realçando os detalhes das suas formas e cores.

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Tanto o Jacinto-dos-Bosques como o Narciso-dos-poetas desempenham papéis importantes num ecossistema saudável, especialmente em habitats florestais:

As flores destas plantas fornecem néctar e pólen, atraindo uma variedade de polinizadores como abelhas, borboletas e moscas.

A polinização é crucial para a reprodução de muitas outras plantas, incluindo árvores e outras espécies herbáceas, mantendo a biodiversidade do ecossistema.

Embora não sejam diretamente consumidas por grandes herbívoros, estas plantas podem servir de alimento para alguns insetos e outros pequenos animais.

A presença e abundância destas espécies podem ser indicadores da saúde de um ecossistema florestal.

O Jacinto-dos-Bosques, em particular, é uma espécie característica de bosques antigos e a sua presença pode indicar um habitat bem estabelecido e com boas condições de conservação.

Estas flores silvestres contribuem para a beleza natural das paisagens, proporcionando prazer estético e tendo muitas vezes valor cultural e tradicional nas comunidades locais.

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Após a floração e frutificação, a matéria orgânica destas plantas decompõe-se, enriquecendo o solo com nutrientes essenciais para o crescimento de outras plantas.

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Em resumo, a presença do Narciso-dos-poetas e do Jacinto-dos-Bosques contribui para a biodiversidade, o funcionamento dos processos ecológicos e a saúde geral do ecossistema em que ocorrem.

A sua proteção é importante para a conservação da natureza.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
31
Mar25

“Flores de Louro-Cerejeiro (Prunus laurocerasus)”


Mário Silva Mário Silva

“Flores de Louro-Cerejeiro (Prunus laurocerasus)”

NOTA: não confundir com o Louro-Comum (Laurus nobilis)

31Mar DSC00459_ms

A fotografia de Mário Silva intitulada “Flores de louro-cerejeiro (Prunus laurocerasus)” é uma captura delicada e detalhada que destaca a beleza natural desta planta ornamental.

A imagem mostra um ramo do louro-cerejeiro carregado de flores brancas, dispostas em cachos alongados e densos.

As flores são pequenas, com pétalas brancas e estames proeminentes, criando um contraste suave com as folhas verde-escuras e brilhantes da planta. Cada flor tem um formato estrelado, com um centro amarelado que adiciona um toque de vivacidade ao conjunto.

As folhas do louro-cerejeiro são lanceoladas, com bordas lisas e uma textura cerosa, típica da espécie, refletindo a luz de forma subtil, o que dá profundidade à fotografia.

O fundo da imagem é desfocado, mostrando outros ramos e folhas, além de um solo terroso e vegetação ao redor, sugerindo que a foto foi tirada num ambiente natural, possivelmente um jardim ou um bosque.

A assinatura de Mário Silva, visível no canto inferior direito, adiciona um toque pessoal à obra, indicando a sua autoria.

A iluminação da fotografia é natural, com luz suave que realça a brancura das flores e o verde vibrante das folhas, criando uma atmosfera serena e harmoniosa.

A composição centraliza as flores, mas permite que as folhas ao redor enquadrem a cena, dando equilíbrio visual à imagem.

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Diferenças entre o Louro-Cerejeiro (Prunus laurocerasus) e o Louro-Comum (Laurus nobilis)

Embora o louro-cerejeiro e o louro-comum sejam frequentemente confundidos devido ao nome e à aparência das folhas, eles pertencem a famílias botânicas diferentes e têm características e usos distintos.

Louro-Cerejeiro (Prunus laurocerasus): Pertence à família Rosaceae, a mesma das cerejeiras e amendoeiras.

É uma espécie do gênero Prunus, que inclui outras plantas frutíferas.

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Louro-Comum (Laurus nobilis): Pertence à família Lauraceae, que inclui outras plantas aromáticas como o loureiro e a canela.

É a verdadeira "folha de louro" usada na culinária.

 

Aparência

Louro-Cerejeiro: As folhas são largas, brilhantes, verde-escuras, com bordas lisas ou ligeiramente serrilhadas. São mais espessas e têm uma textura cerosa.

 

Louro-Comum: As folhas são menores, mais estreitas, com bordas onduladas e uma textura mais áspera. São verde-claras a médias e exalam um aroma forte e característico quando esmagadas.

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Flores:

Louro-Cerejeiro: Produz flores brancas em cachos longos (racemos), como visto na fotografia, que aparecem na primavera e são bastante ornamentais.

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Louro-Comum: As flores são pequenas, amarelo-esverdeadas e menos vistosas, aparecendo em pequenos cachos na primavera, mas não têm o mesmo impacto decorativo.

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Frutos:

Louro-Cerejeiro: Produz pequenos frutos pretos ou roxo-escuros, semelhantes a cerejas, que são tóxicos para humanos e animais se forem ingeridos.

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Louro-Comum: Produz bagas escuras, geralmente pretas, que também não são comestíveis, mas não são tão tóxicas quanto as do louro-cerejeiro.

 

Toxicidade

Louro-Cerejeiro: É uma planta tóxica. As suas folhas, frutos e sementes contêm cianeto de hidrogénio (ácido cianídrico), que pode ser fatal se ingerido em grandes quantidades.

É perigoso confundi-lo com o louro-comum na culinária.

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Louro-Comum: É seguro para uso culinário e medicinal. As suas folhas são amplamente utilizadas como tempero e têm propriedades medicinais, como ação digestiva e anti-inflamatória.

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Utilizações Específicas

Louro-Cerejeiro (Prunus laurocerasus):

Uso Ornamental: É amplamente utilizado em jardinagem e paisagismo devido à sua folhagem densa e brilhante, que forma sebes ou telas naturais. As suas flores brancas e a aparência elegante tornam-no uma escolha popular para jardins formais.

 

Uso Tradicional:  Algumas culturas usavam partes da planta em remédios tradicionais, mas isso é raro hoje devido à toxicidade. Por exemplo, a água destilada das folhas (água de louro-cerejeira) já foi usada como sedativo em pequenas doses, mas com muito risco.

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Cuidados: Deve-se evitar o contato com crianças e animais devido à toxicidade. A poda deve ser feita com luvas, pois até o manuseio pode liberar compostos tóxicos.

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Louro-Comum (Laurus nobilis):

Uso Culinário: As folhas de louro-comum são um tempero clássico, usadas em sopas, ensopados, molhos e marinadas. Elas adicionam um sabor aromático e levemente amargo, mas devem ser retiradas antes de servir.

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Uso Medicinal: O louro-comum tem propriedades digestivas, anti-inflamatórias e antissépticas. Infusões das suas folhas são usadas para aliviar dores estomacais, e o óleo essencial é aplicado em massagens para dores musculares.

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Uso Simbólico: Na antiguidade, o louro era associado à vitória e à sabedoria (como nas coroas de louros dos romanos). Hoje, é usado em arranjos decorativos e coroas cerimoniais.

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Uso Ornamental: Embora menos comum, também pode ser cultivado como planta ornamental, especialmente em vasos ou como arbusto podado.

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Em conclusão, a fotografia de Mário Silva captura a beleza ornamental do louro-cerejeiro, destacando as suas flores delicadas e a sua folhagem brilhante, que o tornam uma planta valorizada em jardins.

No entanto, é essencial distinguir o louro-cerejeiro do louro-comum, já que o primeiro é tóxico e ornamental, enquanto o segundo é seguro e amplamente usado na culinária e medicina.

A confusão entre os dois pode ser perigosa, mas as suas diferenças visuais e funcionais são claras quando observadas com atenção.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
25
Out24

Açafrão-bravo ou pé-de-burro (Crocus serotinus): Um Tesouro Escondido


Mário Silva Mário Silva

Açafrão-bravo ou pé-de-burro (Crocus serotinus)

Um Tesouro Escondido

25Out DSC04982_ms

A fotografia de Mário Silva captura a delicada beleza do açafrão-bravo, uma flor silvestre que anuncia a chegada da primavera em muitas regiões.

A imagem, com as suas cores vibrantes e foco preciso, destaca a singularidade dessa espécie e convida-nos a uma reflexão sobre a importância da flora nativa.

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O açafrão-bravo, cientificamente conhecido como “Crocus serotinus”, é uma planta bulbosa que pertence à família das Iridaceae.

A suas flores, geralmente de cor lilás ou violeta, surgem em tons intensos e contrastam com o verde da vegetação circundante.

A fotografia de Mário Silva capta justamente esse momento de esplendor, revelando a beleza subtil e delicada desta espécie.

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O açafrão-bravo desempenha um papel fundamental no ecossistema, contribuindo para a biodiversidade e o equilíbrio ambiental.

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A presença do açafrão-bravo num determinado local indica a boa qualidade do solo e a ausência de poluição.

Esta planta é sensível a alterações ambientais e serve como um indicador da saúde do ecossistema.

As flores do açafrão-bravo são uma importante fonte de alimento para diversos polinizadores, como abelhas e borboletas, contribuindo para a manutenção da biodiversidade.

Além da sua importância ecológica, o açafrão-bravo é uma planta ornamental de grande beleza, utilizada em jardins e projetos de paisagismo.

Em algumas culturas, o açafrão-bravo possui significados simbólicos e é associado a diversas crenças e tradições.

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A fotografia de Mário Silva, ao capturar a beleza do açafrão-bravo, desempenha um papel fundamental na consciencialização sobre a importância da preservação da flora nativa.

Ao mostrar a beleza dessa pequena flor, o fotógrafo convida-nos a valorizar a natureza e a proteger as espécies ameaçadas.

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Em resumo, a fotografia "Açafrão-bravo ou pé-de-burro" de Mário Silva é mais do que uma simples imagem.

É uma obra de arte que nos conecta com a natureza e nos lembra da importância de cada ser vivo, por menor que seja.

Ao apreciar a beleza do açafrão-bravo, somos convidados a refletir sobre o nosso papel na preservação do planeta e a garantir um futuro sustentável para todas as espécies.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
30
Jul24

“Malva sylvestris”


Mário Silva Mário Silva

“Malva sylvestris”

Jul30 DSC08302_ms

“Malva sylvestris”, também conhecida como malva-dos-bosques, malva-cheia, malva-de-folhas-redondas e malva-do-monte, é uma planta herbácea perene nativa da Europa, Ásia e Norte da África.

Ela cresce nos prados, campos, margens de estradas e outras áreas perturbadas.

A planta pode atingir até 1,5 metros de altura e possui folhas arredondadas ou lobuladas com bordas dentadas.

 As flores são grandes e vistosas, com cinco pétalas de cor rosa, roxa ou branca.

A planta floresce do verão ao outono.

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A malva-dos-bosques é uma planta medicinal que tem sido usada há séculos para tratar uma variedade de doenças.

As folhas e as flores da planta podem ser usadas para fazer chás, infusões e outros remédios caseiros.

A planta é rica em mucilagem, uma substância que tem propriedades anti-inflamatórias, expetorantes e digestivas.

A malva-dos-bosques também pode ser usada para tratar feridas, queimaduras e picadas de insetos.

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A malva-dos-bosques é uma planta versátil que pode ser usada para uma variedade de propósitos, incluindo:

-  As folhas e flores da planta podem ser usadas para tratar uma variedade de doenças, incluindo inflamação, tosse, problemas digestivos, feridas, queimaduras e picadas de insetos.

-  As folhas jovens da planta podem ser comidas cruas ou cozidas.

Elas têm um sabor suave e podem ser usadas em saladas, sopas e outros pratos.

As flores da planta também podem ser comidas e podem ser usadas para decorar bolos e outros doces.

-  A malva-dos-bosques é uma planta bonita e resistente que pode ser usada para decorar jardins e paisagens.

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A malva-dos-bosques é uma planta importante para a biodiversidade.

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A malva-dos-bosques fornece alimento e abrigo para uma variedade de animais, incluindo abelhas, borboletas, pássaros e pequenos mamíferos.

A planta ajuda a polinizar outras plantas, o que é importante para a reprodução de muitas espécies.

A malva-dos-bosques ajuda a melhorar a qualidade do solo, adicionando matéria orgânica e aumentando a retenção de água.

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A malva-dos-bosques é uma planta versátil e valiosa que tem muitos usos para o ser humano e para o meio ambiente.

É uma planta bonita e resistente que pode ser facilmente cultivada em jardins.

Se está à procura de uma planta que seja útil, bonita e benéfica para o meio ambiente, a malva-dos-bosques é uma ótima opção.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
10
Jul24

Flores “Lupinus luteus” – Tremoceiro Bravo


Mário Silva Mário Silva

Flores “Lupinus luteus”

Tremoceiro Bravo

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O Lupinus luteus, comumente conhecido como tremoceiro bravo, é uma planta nativa da região mediterrânea que se destaca pela sua beleza vibrante e pelo papel crucial que desempenha no ecossistema.

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O tremoceiro bravo é uma planta herbácea que pode atingir até 1 metro de altura.

As suas flores são dispostas em cachos verticais e densos, com uma coloração amarela brilhante que se destaca no meio da vegetação.

As folhas são palmaticompostas, com folíolos estreitos e alongados, de cor verde escura, que contrastam com as flores amarelas.

Cada flor individual é pequena, mas quando agrupadas em grandes inflorescências, criam uma exibição visual impressionante.

As flores têm uma forma típica de leguminosa, com um estandarte, asas e quilha.

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As flores amarelas brilhantes do “Lupinus luteus” são um espetáculo à parte, especialmente quando crescem em grandes grupos.

A fotografia apresentada captura a exuberância dessas flores em pleno florescimento, criando um campo dourado que é visualmente deslumbrante.

Devido à sua aparência atraente, o tremoceiro bravo é frequentemente usado em projetos de paisagismo e jardinagem para adicionar um toque de cor e beleza natural aos jardins e parques.

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Como membro da família das leguminosas, o tremoceiro bravo tem a capacidade de fixar nitrogénio no solo através de uma relação simbiótica com bactérias do género “Rhizobium”.

Este processo melhora a fertilidade do solo, beneficiando outras plantas e contribuindo para a saúde geral do ecossistema.

As flores atraem uma variedade de polinizadores, incluindo abelhas, borboletas e outros insetos, desempenhando um papel vital na polinização e na manutenção da biodiversidade.

Com seu sistema radicular profundo, o tremoceiro bravo ajuda a estabilizar o solo, prevenindo a erosão, especialmente em áreas propensas à degradação do solo.

Embora seja chamado de tremoceiro bravo e não seja tão comumente cultivado quanto outras espécies de tremoceiro para consumo humano, ainda é uma importante fonte de forragem para o gado em algumas regiões, além de ser usado em rotação de culturas para melhorar a qualidade do solo.

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O “Lupinus luteus”, ou tremoceiro bravo, não é apenas uma planta de grande beleza visual, mas também um componente essencial do ecossistema.

A sua capacidade de melhorar a fertilidade do solo, fornecer habitat para polinizadores e prevenir a erosão faz dela uma espécie valiosa para a saúde ambiental.

Além disso, a sua estética encantadora torna-a uma escolha popular para paisagismo, proporcionando um toque de cor vibrante em qualquer cenário.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
15
Jun24

Uma casa na aldeia transmontana e a "sardinheira" (Pelargonium) vermelha na varanda ...


Mário Silva Mário Silva

Uma casa na aldeia transmontana e

a "sardinheira" (Pelargonium) vermelha na varanda ...

Jun15 DSC07906_ms

A fotografia mostra uma casa típica de uma aldeia transmontana, com uma varanda florida com uma "sardinheira" (Pelargonium) vermelha.

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As "sardinheiras" (Pelargonium) são plantas muito populares em Portugal, especialmente nas regiões do interior do país.

Elas são conhecidas pelas suas flores coloridas e vibrantes, que podem ser vermelhas, brancas, rosas, roxas ou amarelas.

As "sardinheiras" são plantas fáceis de cuidar e que florescem durante todo o ano, o que as torna uma escolha ideal para decorar varandas, terraços e jardins.

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Na foto, a "sardinheira" vermelha está num vaso, na varanda.

A planta está em plena floração, com diversas flores vermelhas vistosas.

As folhas verdes da planta contrastam com as flores vermelhas, criando um efeito visual muito bonito.

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A varanda da casa é simples, mas está bem cuidada.

As paredes da varanda são brancas e estão pintadas de cal.

O chão da varanda é de cimento e está limpo.

Na varanda, há também uma mesa e algumas cadeiras, que são utilizadas para relaxar e desfrutar da vista.

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A imagem transmite uma sensação de paz e tranquilidade.

A casa e a varanda são simples, mas acolhedoras.

A "sardinheira" vermelha em flor dá um toque de cor e alegria à cena.

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A fotografia também é um bom exemplo da cultura tradicional portuguesa.

As "sardinheiras" são plantas muito populares em Portugal e são frequentemente utilizadas para decorar casas e jardins.

A imagem mostra uma casa típica de uma aldeia transmontana e uma planta típica portuguesa, o que a torna um bom exemplo da cultura tradicional do país.

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Algumas informações adicionais sobre as "sardinheiras" (Pelargonium):

 

As "sardinheiras" são plantas nativas da África do Sul.

Elas pertencem à família Geraniaceae.

Existem mais de 200 espécies de "sardinheiras".

As "sardinheiras" são plantas perenes, o que significa que elas vivem por mais de dois anos.

Elas preferem locais ensolarados e bem drenados.

As "sardinheiras" devem ser regadas regularmente, especialmente durante os meses de verão.

Elas podem ser fertilizadas com um fertilizante líquido a cada duas semanas.

As "sardinheiras" são suscetíveis a pragas e doenças, por isso é importante observá-las atentamente e tomar medidas para controlá-las.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
11
Mai24

“Vinca difformis” - erva-da-inveja


Mário Silva Mário Silva

“Vinca difformis” - erva-da-inveja

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A “Vinca difformis”, também conhecida como erva-da-inveja, é uma planta perene nativa da Europa, Ásia e América do Norte.

É membro da família Asteraceae e é conhecida pelas suas flores roxas e brancas, que florescem no final do inverno e na primavera.

As folhas da planta são verdes e ovaladas, com margens irregulares.

A “Vinca difformis” é uma planta de crescimento rápido que pode espalhar-se rapidamente por meio de rizomas.

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A “Vinca difformis” é uma planta importante no ecossistema por vários motivos.

Ela fornece alimento e abrigo para uma variedade de animais, incluindo insetos, pássaros e pequenos mamíferos.

A planta também ajuda a controlar a erosão do solo e a melhorar a qualidade da água.

Além disso, a “Vinca difformis” é uma fonte de vários compostos medicinais que têm sido usados ​​no tratamento de uma variedade de doenças.

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A “Vinca difformis” é uma planta popular para o paisagismo e é frequentemente usada como cobertura do solo ou em bordas.

A planta também é usada como planta medicinal e os seus extratos têm sido usados ​​no tratamento de cancro, diabetes e doenças cardíacas.

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A “Vinca difformis” é uma planta invasora em algumas partes do mundo e pode representar uma ameaça para a biodiversidade local.

A planta também é suscetível a uma série de doenças e pragas.

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A “Vinca difformis” é uma planta importante com uma ampla gama de usos.

É importante proteger esta planta de ameaças, como invasão e doenças.

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A “Vinca difformis” é uma planta muito tolerante à seca e pode prosperar numa variedade de condições de solo.

A planta é relativamente fácil de cuidar e não requer muita manutenção.

A “Vinca difformis” é uma boa escolha para jardineiros iniciantes.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
27
Abr24

A esteva "Cistus ladanifer"


Mário Silva Mário Silva

A esteva "Cistus ladanifer"

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Características genéricas:

A esteva (Cistus ladanifer) é um arbusto ou pequeno arbusto perene que pode atingir até 2 metros de altura.

As folhas são lanceoladas a ovadas, verde-escuras e cobertas por pelos.

As flores são brancas ou rosadas, com cinco pétalas e um centro amarelo.

O fruto é uma cápsula que contém numerosas sementes pequenas.

Origem:

A esteva é nativa da região mediterrânica, incluindo Portugal, Espanha, França, Itália, Grécia e Marrocos.

Curiosidades:

A esteva é uma planta muito resiliente que pode sobreviver em condições climáticas áridas e pedregosas.

É uma planta popular em jardins e paisagismos, devido à sua beleza e resistência.

As folhas da esteva podem ser usadas para fazer chá, que tem propriedades anti-inflamatórias e antimicrobianas.

A resina da esteva, conhecida como ládano, é usada em perfumes e cosméticos.

Importância no ecossistema:

A esteva é uma importante fonte de alimento para abelhas e outros insetos polinizadores.

Também ajuda a proteger o solo da erosão e a melhorar a qualidade da água.

A esteva é uma parte importante da biodiversidade da região mediterrânica.

Outras informações:

A esteva é conhecida por vários nomes comuns, incluindo esteva-comum, esteva-branca, esteva-de-folha-larga e esteva-do-ládano.

A esteva é uma planta protegida por lei em Portugal.

A esteva é um símbolo nacional de Portugal.

Conclusão:

A esteva é uma planta bonita, resistente e importante que desempenha um papel vital no ecossistema mediterrânico.

É uma planta valiosa para a região e deve ser protegida.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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20
Abr24

Planta campestre – “Ranunculus bulbosus”


Mário Silva Mário Silva

Planta campestre “Ranunculus bulbosus”

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Ranunculus bulbosus é uma espécie de planta com flores da família Ranunculaceae.

É nativa da Europa, Ásia e América do Norte.

Ranunculus bulbosus é uma planta herbácea perene que cresce até 30 cm de altura.

Tem folhas trifoliadas com folíolos serrilhados.

As flores são amarelas brilhantes e têm cinco pétalas.

Elas florescem na primavera e no verão.

Os frutos são folículos que contêm muitas sementes pequenas.

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Ranunculus bulbosus é uma importante fonte de néctar e pólen para polinizadores, como abelhas e borboletas.

As sementes são comidas por aves e outros animais.

A planta ajuda a controlar a erosão do solo.

É uma bela planta ornamental que é popular em jardins e paisagens.

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Ranunculus bulbosus é uma planta tóxica para humanos e animais.

O consumo da planta pode causar náuseas, vômitos e diarreia.

O contato com a planta pode causar irritação na pele.

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Ranunculus bulbosus é uma planta bonita e importante que desempenha um papel vital na biodiversidade.

É importante proteger essa planta e seu habitat.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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19
Mar24

Narciso-dos-poetas ou Pincheis (Narcissus triandrus)


Mário Silva Mário Silva

Narciso-dos-poetas ou Pincheis

(Narcissus triandrus)

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Nomes comuns: Pinchéis; Narciso-dos-poetas; Narciso-triandro; Copo-de-leite; Flor-de-Lis; Trompeta-de-anjo

Características:

Planta bulbosa perene

Folhas lineares, verde-escuras

Flores brancas com centro amarelo

Floresce na primavera

Prefere solos húmidos e ensolarados

Pode atingir até 30 cm de altura

Importância na biodiversidade:

Polinizada por abelhas e outros insetos

Importante fonte de alimento para insetos

Contribui para a beleza natural da paisagem

Espécie protegida em Portugal

A fotografia mostra duas flores de pinchéis. As flores são brancas com centro amarelo e estão penduradas em um caule. As flores estão em plena floração e são cercadas por folhas verdes.

O narciso-dos-poetas é uma espécie comum em Portugal, podendo ser encontrado em prados, bosques e margens de rios.

Curiosidades:

O nome científico da espécie, "Narcissus triandrus", deriva do grego "narkissos", que significa "adormecer", e do latim "triandrus", que significa "com três estames".

O narciso-dos-poetas é uma das flores mais referenciadas na literatura e na arte.

Na mitologia grega, Narciso era um jovem vaidoso que se apaixonou pela sua própria imagem refletida na água.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
11
Out23

Flores de açafrão (Crocus sativus) - Águas Frias - Chaves - Portugal


Mário Silva Mário Silva

Flores de açafrão (Crocus sativus)

Águas Frias - Chaves - Portugal

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As flores de açafrão (Crocus sativus) são pequenas e delicadas, mas são também extremamente belas. Originárias da Caxemira, na Índia, as flores de açafrão são cultivadas em todo o mundo, mas são mais conhecidas pela sua importância na culinária e na medicina tradicional.

As flores de açafrão são de cor roxa ou violeta, com pistilos longos e finos. As flores florescem no outono, e duram apenas alguns dias.

As flores de açafrão são frequentemente usadas em arranjos florais, pois são delicadas e elegantes. Também são usadas em festas e cerimónias, pois são consideradas um símbolo de prosperidade e riqueza.

As flores de açafrão são usadas para produzir açafrão, uma especiaria cara e valiosa. O açafrão é um corante natural, e é usado em muitos pratos culinários, como paella, risotto e frango ao curry. Também é usado em sobremesas, como arroz doce e bolos.

Além de ser usado na culinária, o açafrão também é usado na medicina tradicional. O açafrão tem propriedades anti-inflamatórias, antioxidantes e antidepressivas. Também é usado para tratar problemas digestivos, como náuseas e vómitos.

O cultivo das flores de açafrão é um processo laborioso e caro. As flores são cultivadas em campos de terra seca e arenosa. Os bolbos das flores são plantados no outono, e as flores florescem no inverno.

Os estigmas das flores são colhidos à mão, um a um. Os estigmas são então secos ao sol ou em fornos.

O açafrão é uma das especiarias mais caras do mundo. O preço do açafrão é devido à sua raridade e ao processo de cultivo laborioso.

As flores de açafrão são pequenas e delicadas, mas são também extremamente belas e importantes. As flores são usadas na culinária e na medicina tradicional, e são um símbolo de prosperidade e riqueza.

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Texto & FotoPintura: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
30
Jul23

AS FLORES SILVESTRES E A ALDEIA


Mário Silva Mário Silva

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AS FLORES SILVESTRES E A ALDEIA

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Era uma vez, numa bela aldeia rural, flores silvestres roxas que enchiam os campos com sua beleza estonteante e vibrante.

 Essas flores faziam as delícias dos aldeões, que costumavam fazer longas caminhadas para apreciar sua fragrância e admirar sua elegância.

A cor roxa dessas flores silvestres era única e diferente de qualquer outra flor encontrada na área.

Ninguém sabia de onde elas vinham; elas pareciam ter surgido da noite para o dia e floresceram sem nenhum cuidado ou cultivo na aldeia.

Com o passar do tempo, os aldeões começaram a contar histórias e rumores sobre essas flores. Alguns disseram que foram trazidos por fadas que viviam na floresta próxima para trazer cor e alegria para a aldeia.

Outros acreditavam que eram um presente dos deuses para abençoar as pessoas que ali viviam.

Num verão, quando as flores estavam em plena floração, uma garotinha chamada Maria começou a se questionar sobre a história das flores e de onde elas vieram.

Ela decidiu perguntar à avó sobre as flores silvestres roxas e por que elas eram tão únicas e amadas na aldeia.

Sua avó levou Maria para um longo passeio pelo campo e, enquanto caminhavam e apreciavam a beleza e a fragrância das flores, ela começou a contar a história dessas flores.

Há muitos anos, quando os primeiros habitantes chegaram à aldeia, encontraram a terra árida e seca.

Eles tentaram cultivar a terra e plantar, mas nada parecia crescer.

Uma noite, o ancião da aldeia sonhou com uma flor roxa que traria beleza e fertilidade à terra. Ele acordou e compartilhou seu sonho com os restantes habitantes, que decidiram procurar por essas flores, na esperança de encontrar a solução para seu problema.

Eles procuraram por meses e meses, nas florestas, montanhas e vales, até encontrarem as flores silvestres roxas que pareciam crescer sem nenhum cuidado ou cultivo.

Eles pegaram as flores e as plantaram na aldeia e, para sua surpresa, a terra começou a florescer com vida e fertilidade.

As colheitas cresceram, os animais prosperaram e a aldeia tornou-se próspera.

Desde então, todos os verões, os aldeões comemoram sua boa sorte decorando as suas casas e ruas com lindas flores silvestres roxas, e Maria, que ouviu a história da sua avó, entendeu o amor e o orgulho que os aldeões sentiam por essas flores.

A partir daquele dia, Maria fazia longas caminhadas para admirar a beleza das flores silvestres roxas, sabendo que não eram apenas flores, mas um símbolo de esperança, fortuna e amor por sua aldeia.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
27
Out21

O MEDRONHO NA ENCOSTA DO BRUNHEIRO


Mário Silva Mário Silva

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O MEDRONHO NA ENCOSTA DO BRUNHEIRO

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Tem flores branquinhas
este medronheiro
com muitas folhinhas
todo o ano inteiro.

Blog 27 DSC02321_ms.
Refrão
é verde, amarelo
é fruto de sonho
redondo tão belo
vermelho o medronho.
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Sem folhas nem ramos
no cesto lá ponho
e juntos cantamos
ao lindo medronho.
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De encostas e ribeiro
nos campos da serra
a  da bela Brunheiro
é a nossa terra.
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E o tempo passado
numa cura lenta
o mosto é dourado
enquanto fermenta.
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Aromas já lega
na dorna dormindo
no frio da adega
o março vem vindo.
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Fogueira que arde
sob o alambique
de noite e de tarde
até que boa fique.
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No cântaro corre
e fico risonho
quando ele escorre
já puro medronho.
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O pão com “choriça”
também nos atesta
depois desta liça
que venha a festa.

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_____________________________________________Fernando Reis Luís ____________

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22
Set21

As couves-galegas (“Brassica oleracea var. Acephala”), … as casas, … a encosta do Brunheiro … e o castelo de Monforte de Rio Livre - Águas Frias – Chaves – Portugal


Mário Silva Mário Silva

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As couves-galegas (“Brassica oleracea var. Acephala”), …

as casas, …

a encosta do Brunheiro …

e o castelo de Monforte de Rio Livre,

na formosa aldeia transmontana de

Águas FriasChavesPortugal

Blog 22 DSC07817_ms

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Rúbrica preto

 

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