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MÁRIO SILVA - Fotografia, Pintura & Escrita

*** *** A realidade é a "minha realidade" em imagens (fotografia, pintura) e escrita

13
Mai24

As Aparições de Fátima: Uma Jornada Através da Fé, Esperança e Paz


Mário Silva Mário Silva

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As Aparições de Fátima:

Uma Jornada Através da Fé, Esperança e Paz

Mai13 N Sª Fátima e pastorinhos 10_ms

No dia 13 de maio de 1917, um evento singular marcou a história da fé católica: as aparições de Nossa Senhora a três jovens pastorinhos na Cova da Iria, em Fátima, Portugal.

Lúcia dos Santos, de 10 anos, e seus primos Francisco e Jacinta Marto, com apenas 9 e 7 anos, respetivamente, tornaram-se instrumentos duma mensagem celestial que repercutiria por todo o mundo.

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Um Cenário de Incertezas:

As aparições ocorreram no meio do turbilhão da Primeira Guerra Mundial, um período de profunda angústia e sofrimento para a humanidade.

Portugal, apesar de manter neutralidade no conflito, não era imune ao clima de apreensão e incerteza que pairava sobre o mundo.

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O Encontro com a Mãe Santíssima:

Naquele dia memorável, enquanto cuidavam das suas ovelhas na Cova da Iria, as crianças foram surpreendidas por uma luz intensa e pela presença de uma figura radiante que se identificou como a Santíssima Virgem Maria.

A Mãe de Deus, na sua infinita compaixão, dirigia-se à humanidade com palavras de paz e esperança, convidando-a à oração e à conversão.

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As Mensagens: Um Chamamento à Conversão e à Paz:

Ao longo de cinco meses, em cada dia 13, Nossa Senhora encontrou-se com os pastorinhos, transmitindo-lhes mensagens proféticas e pedindo-lhes que rezassem o terço como arma poderosa para alcançar a paz e a conversão dos pecadores.

Ela alertou sobre os perigos da guerra, da apostasia e da indiferença à fé, mas também ofereceu um caminho de salvação através da oração, do arrependimento e da entrega à vontade de Deus.

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O Milagre do Sol: Um Sinal Celeste:

Em 13 de outubro, durante a última aparição, um evento extraordinário conhecido como "Milagre do Sol" selou as aparições com um sinal inconfundível.

Diante de uma multidão de pessoas que se aglomerava na Cova da Iria, o sol girou no céu e pareceu mudar de cor, confirmando a veracidade das aparições e enchendo os corações de fé e admiração.

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Fátima: Um Farol de Esperança no Mundo:

As aparições de Fátima continuam a exercer profunda influência na fé católica e no mundo.

O Santuário de Fátima tornou-se um dos principais destinos de peregrinação para fiéis de todo o globo, recebendo milhões de pessoas a cada ano que buscam paz, reconciliação e intercessão da Mãe Santíssima.

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Significado e Relevância das Mensagens:

As mensagens de Fátima transcendem o tempo e o espaço, oferecendo à humanidade um roteiro para alcançar a paz interior e a salvação eterna.

A Virgem Maria, como mãe amorosa e intercessora, convida-nos à oração, à penitência e à conversão, lembrando-nos da importância da fé, da esperança e do amor num mundo marcado por desafios e incertezas.

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Fátima: Um Legado de Fé e Devoção:

As aparições de Fátima servem como um farol de esperança, iluminando o caminho para a humanidade em tempos de aflição.

A mensagem de amor, paz e reconciliação da Mãe Santíssima continua a inspirar e fortalecer a fé dos devotos em todo o mundo, impulsionando-os a viver uma vida de acordo com os ensinamentos de Cristo e a buscar a santidade.

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As aparições de Fátima são um convite à reflexão, à oração e à mudança interior.

Através delas, a Mãe Santíssima convida-nos a construir um mundo mais justo, fraterno e pacífico, onde o amor de Deus possa reinar em cada coração.

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Texto & Pintura (AI): ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
05
Mai24

Orgulho de Mãe


Mário Silva Mário Silva

Orgulho de Mãe

Mai05 Orgulho de mãe - Franz Defregger

Em teu ventre, a vida se aninhou,

Um ser pequenino, que sonhou.

Com amor e carinho, o alimentaste,

E com teus sonhos, o entrelaçaste.

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Nos primeiros passos, guiaste sua mão,

Em cada conquista, vibrou o coração.

Com ensinamentos e valores, o moldaste,

E para o mundo, o preparaste.

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Nos dias de dor, foste seu refúgio,

No abraço materno, encontrou sossego.

Em cada sorriso, tua alegria florescia,

No sucesso do filho, a alma se enchia.

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Com amor incondicional, o amaste,

E em cada etapa da vida, o acompanhaste.

És porto seguro, fonte de inspiração,

Orgulho e amor, em uma só canção.

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Mãe, guerreira, heroína sem igual,

Teu amor transborda, num amor filial.

Em teu olhar, a força que o impulsiona,

Na tua presença, a paz que o acalenta.

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Gratidão eterna, por tudo que és,

Mãe, te amo, com todo o meu ser.

És a luz que guia meu caminho,

O anjo que me guarda, dia e ano.

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Orgulho de Mãe, és a minha estrela,

Que ilumina meu ser, e me revela.

O amor mais puro, que jamais se finda,

Um laço eterno, que nos une e nos brinda.

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Poema: ©MárioSilva

Pintura: Franz Defregger

Mário Silva 📷
01
Mai24

O Dia do Trabalhador - Uma Jornada Através do Tempo e da Luta


Mário Silva Mário Silva

O Dia do Trabalhador

Uma Jornada Através do Tempo e da Luta

Mai01 1º Maio - 3_ms

O 1º de maio, celebrado globalmente como o Dia do Trabalhador, é mais do que um feriado.

É um dia carregado de história, simbolismo e significado, que ecoa as lutas e conquistas da classe trabalhadora ao longo dos tempos.

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Raízes em Chicago: A Greve de 1886 e o Massacre de Haymarket

A história do Dia do Trabalhador remonta a 1886, em Chicago, Estados Unidos.

Naquela época, os trabalhadores eram submetidos a condições precárias, com jornadas de trabalho extensas (até 17 horas por dia) e baixos salários.

Nesse cenário de exploração, a Federação Americana do Trabalho (AFL) convocou uma greve geral para o dia 1º de maio, com o objetivo de reivindicar a redução da jornada de trabalho para 8 horas diárias.

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A greve mobilizou cerca de 350 mil trabalhadores em todo o país.

Em Chicago, as manifestações intensificaram-se, culminando no trágico evento conhecido como Massacre de Haymarket.

No dia 4 de maio, durante um comício pacífico em apoio aos grevistas, uma bomba foi lançada contra a polícia, resultando na morte de sete policias e diversos civis.

Em retaliação, oito anarquistas foram condenados à morte, dos quais cinco foram executados.

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Um Símbolo de Luta e Unificação

Apesar da repressão brutal, o Massacre de Haymarket não silenciou o movimento operário.

Pelo contrário, o evento serviu como um catalisador para a luta por melhores condições de trabalho e direitos trabalhistas.

Em 1889, a Segunda Internacional, um congresso de trabalhadores socialistas realizado em Paris, França, decidiu instituir o 1º de maio como o Dia Internacional do Trabalho.

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A data rapidamente tornou-se um símbolo de luta, união e solidariedade para os trabalhadores em todo o mundo.

Manifestações e greves eram organizadas anualmente para reivindicar os seus direitos e pressionar por mudanças sociais.

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Conquistas e Desafios: O Dia do Trabalhador na Atualidade

Ao longo do século XX, o movimento operário obteve diversas conquistas importantes, como a redução da jornada de trabalho, o fim do trabalho infantil, a instituição de férias remuneradas e a criação da segurança social.

No entanto, a luta por direitos trabalhistas ainda está longe de terminar.

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No mundo globalizado de hoje, os trabalhadores enfrentam novos desafios, como a precarização do trabalho, a desigualdade salarial, a terceirização e a flexibilização das leis do trabalho.

O Dia do Trabalhador serve como uma chamada de atenção de que a luta por melhores condições de trabalho é uma luta contínua, que exige a união e mobilização da classe trabalhadora.

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Significado Além das Fronteiras: Celebração e Reflexão

O Dia do Trabalhador não se limita apenas a um dia de folga.

É uma data para celebrar as conquistas alcançadas pelas lutas dos trabalhadores, mas também para refletir sobre os desafios que ainda persistem.

É um momento para reafirmar a importância do trabalho digno e para lutar por um futuro mais justo e igualitário para todos os trabalhadores.

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Em Portugal, a data é marcada por diversas atividades, como comícios, manifestações, eventos culturais e debates sobre temas relacionados ao trabalho e aos direitos trabalhistas.

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Em conclusão, o Dia do Trabalhador é um dia de memória, luta e esperança.

É um dia para honrar o passado, celebrar as conquistas e renovar o compromisso com a construção de um futuro mais justo e digno para todos os trabalhadores.

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Texto & Pintura (AI): ©MárioSilva

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31
Mar24

A Ressurreição de Jesus Cristo


Mário Silva Mário Silva

A Ressurreição de Jesus Cristo

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A Ressurreição de Jesus Cristo é um evento fundamental na fé cristã, celebrado anualmente na Páscoa. Ela representa a crença de que Jesus, após ser crucificado e morto, voltou à vida no terceiro dia, derrotando a morte e abrindo caminho para a salvação da humanidade.

Origem:

A Ressurreição de Jesus é narrada nos quatro Evangelhos do Novo Testamento. De acordo com os relatos, após a crucificação, Jesus foi sepultado num túmulo. No domingo seguinte, mulheres que foram ao túmulo para ungir o corpo de Jesus encontraram-no vazio. Um anjo anunciou-lhes que Jesus havia ressuscitado.

Interpretação:

Para os cristãos, a Ressurreição de Jesus possui diversos significados:

Vitória sobre a morte: A morte não é o fim da existência, mas sim uma passagem para a vida eterna.

Salvação da humanidade: A ressurreição de Jesus representa a promessa de que todos que acreditam nele serão salvos do pecado e da morte.

Esperança: A ressurreição de Jesus oferece esperança aos cristãos de que um dia também ressuscitarão para a vida eterna.

Transformação: A ressurreição de Jesus representa o início de uma nova era, na qual o amor e a justiça reinarão.

Evidências:

A Ressurreição de Jesus é um evento histórico que, embora não possa ser comprovado cientificamente, possui diversas evidências que sustentam sua veracidade:

O túmulo vazio: O fato de o túmulo de Jesus ter sido encontrado vazio é um forte argumento a favor da ressurreição.

Testemunhas oculares: Diversas pessoas relataram ter visto Jesus vivo após sua morte.

Conversão dos apóstolos: Os apóstolos, que inicialmente estavam desanimados e com medo, após a ressurreição de Jesus tornaram-se corajosos e dedicaram as suas vidas a pregar o Evangelho.

A Ressurreição de Jesus é um evento que continua a desafiar e inspirar milhões de pessoas em todo o mundo. É um mistério de fé que transcende a lógica humana e oferece esperança e significado para a vida.

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Texto & Pintura(AI): ©MárioSilva

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28
Mar24

A Última Ceia


Mário Silva Mário Silva

A Última Ceia

M28 Última Ceia

A Última Ceia aconteceu na Quinta-feira Santa, durante a Páscoa judaica, no ano 30 d.C.

Jesus reuniu-se com os seus doze apóstolos para celebrar a última refeição antes de sua crucificação. Durante a ceia, Jesus instituiu a Eucaristia, um dos sacramentos mais importantes da fé católica.

A Última Ceia possui um significado profundo para os católicos:

- Sacrifício de Jesus: A Eucaristia representa o sacrifício de Jesus na cruz. O pão e o vinho simbolizam o corpo e o sangue de Cristo, que foram entregues para a redenção da humanidade.

- Nova Aliança: A Última Ceia marca o início da Nova Aliança entre Deus e a humanidade. Através da Eucaristia, os fiéis se unem a Cristo e participam da vida divina.

- Comunhão: A Eucaristia é um momento de comunhão entre os fiéis. Ao compartilhar o pão e o vinho, os católicos se unem a Cristo e uns aos outros.

- Amor e serviço: A Última Ceia também é um momento de recordar o amor e o serviço de Jesus. Ao lavar os pés dos seus discípulos, Jesus ensinou a importância da humildade e do serviço ao próximo.

A Última Ceia está repleta de simbolismo:

- Pão e vinho: O pão representa o corpo de Cristo e o vinho representa o seu sangue.

- Lavar os pés: Simboliza a humildade e o serviço ao próximo.

- Traição de Judas: A presença de Judas na Última Ceia é uma chamada de atenção da traição e do pecado.

A Última Ceia é celebrada pelos católicos na Quinta-feira Santa durante a Missa da Ceia do Senhor. A celebração inclui a leitura dos relatos bíblicos da Última Ceia, a lava-pés, a consagração do pão e do vinho e a distribuição da Eucaristia.

A Última Ceia é um evento central na fé católica. É um momento de recordar o sacrifício de Jesus, a Nova Aliança, a comunhão entre os fiéis e o amor e serviço de Cristo.

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Texto & Pintura(AI): ©MárioSilva

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24
Mar24

Domingo de Ramos: Um Portal Entre Triunfo e Paixão


Mário Silva Mário Silva

Domingo de Ramos

Um Portal Entre Triunfo e Paixão

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O Domingo de Ramos, celebrado este ano em 24 de março de 2024, marca o início da Semana Santa na tradição cristã. Mais do que uma simples data no calendário, representa um momento de profunda reflexão sobre a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém e os eventos que se seguiram, culminando em sua morte e ressurreição.

A história do Domingo de Ramos remonta ao relato bíblico da entrada de Jesus em Jerusalém, montado em um jumento. A multidão o aclamou como rei e messias, estendendo ramos de palmeiras e oliveiras em seu caminho. Essa cena, narrada nos quatro evangelhos canônicos (Mateus 21:1-11, Marcos 11:1-10, Lucas 19:28-44 e João 12:12-19), tornou-se um símbolo poderoso da fé cristã.

O Domingo de Ramos possui um significado multifacetado que se entrelaça com a própria essência da fé cristã:

Triunfo e Humildade: A entrada triunfal de Jesus em Jerusalém representa a vitória sobre a morte e o pecado, mas também revela sua humildade ao escolher um jumento como meio de transporte.

Profecia Messiânica: O cumprimento da profecia messiânica de Zacarias 9:9, que anuncia a chegada do Messias montado em um jumento, é um símbolo da realeza de Jesus, porém, de uma realeza diferente, marcada pelo amor e serviço.

Aclamação Popular: A receção calorosa do povo a Jesus demonstra a esperança e o desejo por um salvador que os libertaria da opressão romana.

Ramos e Hossanas: Os ramos de palmeiras e oliveiras, símbolos de paz, vitória e vida eterna, representam a aclamação de Jesus como rei e messias. As palmas também eram usadas na cultura judaica para celebrar a vitória e a alegria.

Início da Semana Santa: O Domingo de Ramos marca o início da Semana Santa, um período de intensa reflexão sobre a Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus.

Os ramos abençoados durante a celebração do Domingo de Ramos assumem um significado especial:

Lembrança da Entrada Triunfal: Os ramos servem como um lembrete da entrada triunfal de Jesus em Jerusalém e da fé professada pelos cristãos.

Participação na Paixão: Ao carregar os ramos, os fiéis se unem simbolicamente à jornada de Jesus e à sua entrega por amor à humanidade.

Símbolo de Vida Eterna: Os ramos verdes também representam a esperança da vida eterna, prometida por Jesus através de sua ressurreição.

As tradições e costumes relacionados ao Domingo de Ramos variam de acordo com a cultura e o contexto religioso de cada região. Algumas práticas comuns incluem:

Procissão com Ramos: Uma procissão com ramos abençoados é realizada antes da missa, simbolizando a entrada de Jesus em Jerusalém.

Bênção dos Ramos: Os ramos são abençoados pelo sacerdote durante a missa, tornando-se objetos de devoção para os fiéis.

Decoração com Ramos: Os ramos abençoados são levados para casa e utilizados para decorar altares domésticos, simbolizando a fé e a esperança dos cristãos.

O Domingo de Ramos é um convite à reflexão sobre a paixão de Cristo e o significado de sua entrega por amor à humanidade. É um tempo para celebrar a fé, renovar a esperança e fortalecer o compromisso com os ensinamentos de Jesus.

O Domingo de Ramos é um momento único no calendário religioso, um portal que nos leva da aclamação triunfal à profunda reflexão sobre a Paixão de Cristo. É um tempo para celebrar a fé, cultivar a esperança e nos unir à jornada de Jesus em busca da redenção.

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Texto & Pintura (AI): ©MárioSilva

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23
Mar24

A igreja matriz da Aldeia  - Águas Frias (Chaves) - Portugal


Mário Silva Mário Silva

A igreja matriz da Aldeia 

Águas Frias (Chaves) - Portugal

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Exterior:

A Igreja Matriz de Águas Frias, imponente e majestosa, domina a paisagem da aldeia com a sua silhueta em pedra granítica. A fachada principal, virada a oeste, apresenta um estilo barroco sóbrio e elegante.

Portada:

O elemento central é a portada principal, em arco abatido, encimada por um frontão triangular com óculo central.

O frontão é ladeado por pináculos e volutas, conferindo dinamismo à fachada.

A porta em madeira maciça, de verga reta, ostenta molduras ornamentadas com motivos vegetalistas e geométricos.

Torre sineira:

Flanqueando a portada, ergue-se uma torre sineira de planta triangular.

A torre é rematada por coruchéus piramidais em granito, coroando a igreja com imponência.

Os sinos, instalados na torre, marcam o ritmo da vida na aldeia.

Fachadas laterais:

As fachadas laterais, mais simples, são ritmadas por contrafortes robustos que reforçam a estrutura da igreja.

Janelas de arco abatido, distribuídas harmoniosamente, permitem a entrada de luz natural no interior.

Abside:

A abside, voltada a este, apresenta uma planta retangular.

A sacristia, adossada à abside, é um volume mais baixo e discreto.

Materiais e texturas:

A pedra granítica, abundante na região, é o material predominante na construção da igreja.

As paredes exteriores apresentam um acabamento rústico, evidenciando a textura natural da pedra.

O contraste entre as pedras claras e escuras cria um efeito visual interessante.

Interior:

Nave central:

A nave central, ampla e luminosa, é coberta por um teto em madeira de pinho envernizado (remodulado).

O piso que era de em pedra lioz e agora em madeira envernizada, confere um ar de sobriedade ao espaço.

Arcos de volta perfeita, apoiados em pilares maciços, delimitam as naves laterais.

Capelas laterais:

As naves laterais acolhem diversas capelas dedicadas a diferentes santos.

Cada capela apresenta um altar ornamentado com imagens sacras, retábulos e talha dourada.

A capela do Sagrado Coração de Jesus, ricamente decorada, destaca-se pela sua beleza e imponência.

 Altar-mor:

O altar-mor, em estilo barroco, é um conjunto monumental em talha dourada (agora embelezado com nova pintura e cores novas).

O retábulo, profusamente ornamentado, alberga a imagem do padroeiro da igreja, São Pedro.

O conjunto é complementado por painéis de azulejos.

Iluminação:

A luz natural entra pelas janelas laterais e pelo óculo da fachada principal.

Lustres de bronze e velas contribuem para a iluminação artificial da igreja, criando um ambiente acolhedor e místico.

Elementos decorativos:

A talha dourada, presente nos altares, púlpitos e sanefas, é um dos elementos decorativos mais marcantes da igreja.

Azulejos, com motivos florais, adornam as paredes de algumas capelas.

Imagens sacras, esculpidas em madeira ou pedra, completam a decoração interior da igreja.

Estilo:

O estilo predominante da Igreja Matriz de Águas Frias é o barroco, com elementos maneiristas e rococós.

A fachada principal, com a sua exuberante ornamentação, é um exemplo clássico do barroco português.

O interior da igreja, com a sua espacialidade grandiosa e rica decoração, revela a influência do estilo maneirista.

A talha dourada e os azulejos, presentes em diversos elementos decorativos, evidenciam a influência do estilo rococó.

Conclusão:

A Igreja Matriz de Águas Frias é um monumento religioso de grande valor histórico e artístico. A sua arquitetura eclética, a riqueza da sua decoração interior e a sua imponência na paisagem da aldeia fazem dela um local de visita obrigatória para quem aprecia a história e a cultura portuguesa.

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Texto & Pintura(AI): ©MárioSilva

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10
Mar24

Ato eleitoral para a Assembleia da República Portuguesa - 10 de março de 2024


Mário Silva Mário Silva

Ato eleitoral para a Assembleia da República Portuguesa

10 de março de 2024

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A participação no ato eleitoral para a Assembleia da República Portuguesa, no dia 10 de março de 2024, assume uma importância fundamental por várias razões:

Democracia e Legitimidade:

O voto é um direito e um dever fundamental de todos os cidadãos portugueses com 18 anos ou mais. É através do voto que se exerce a cidadania e se participa na construção da democracia.

A participação no ato eleitoral contribui para a legitimidade do sistema político e dos seus representantes. Uma alta abstenção pode fragilizar a democracia e levar à desilusão com a política.

Escolha dos Representantes:

As eleições para a Assembleia da República servem para escolher os 230 deputados que irão representar o povo português durante os próximos quatro anos.

É importante votar para escolher os deputados que melhor defendem os seus valores, ideias e interesses.

A abstenção significa que outros cidadãos escolherão os seus representantes, o que pode levar a um parlamento que não reflete a vontade da maioria da população.

Futuro do País:

As decisões tomadas pelos deputados da Assembleia da República têm um impacto direto na vida de todos os portugueses.

Votar é uma forma de influenciar essas decisões e de contribuir para o futuro do país.

A abstenção significa que outros decidirão o futuro do país, o que pode levar a políticas que não beneficiam a maioria da população.

Consciencialização e Informação:

As eleições são um momento importante para se consciencializar sobre os problemas do país e para se informar sobre as diferentes propostas dos partidos políticos.

É importante votar de forma informada e consciente, para escolher os melhores representantes e as melhores políticas para o país.

A abstenção pode levar à desinformação e à apatia política.

Dever Cívico:

Votar é um dever cívico que todos os cidadãos portugueses devem cumprir.

É uma forma de contribuir para o bem-estar da comunidade e para o desenvolvimento do país.

A abstenção pode ser vista como um ato de desresponsabilidade e de falta de compromisso com a sociedade.

Em suma, a participação no ato eleitoral para a Assembleia da República Portuguesa, no dia 10 de março de 2024, é um direito, um dever e uma oportunidade. É uma forma de exercer a cidadania, de escolher os representantes, de influenciar o futuro do país e de contribuir para o bem-estar da comunidade.

Para além das razões acima mencionadas, é importante destacar que a abstenção tem vindo a aumentar em Portugal nas últimas eleições. Nas últimas eleições legislativas, em 2022, a abstenção atingiu os 41,4%, o que significa que quase metade dos eleitores não votou. Esta é uma tendência preocupante que deve ser revertida.

Existem várias iniciativas em curso para incentivar a participação no ato eleitoral, como campanhas de sensibilização e informação. É importante que todos os cidadãos portugueses se consciencializem da importância do voto e participem nas próximas eleições.

No dia 10 de março de 2024, faça a sua parte e vote!

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Texto & Pintura (AI): ©MárioSilva

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05
Mar24

"A mulher a lavar a roupa no rio" (2018)  - Mário Silva (AI)


Mário Silva Mário Silva

"A mulher a lavar a roupa no rio" (2018) 

Mário Silva (AI)

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“A mulher a lavar a roupa no rio”, transporta-nos para uma cena que irradia tranquilidade e uma essência bucólica. O estilo impressionista do artista é evidente através das pinceladas visíveis e da paleta de cores vivas que ele escolhe para dar vida à sua tela. A técnica utilizada sugere uma perceção momentânea da cena, capturando a luz e o movimento de uma maneira que parece quase efêmera.

A protagonista da pintura é uma mulher vestida com trajes tradicionais, composta por uma blusa branca, uma saia azul e um adereço vermelho que pode ser um xale ou avental, envolvendo sua cintura. Ela está junto a um balde de água, possivelmente colhendo água ou lavando roupa, uma atividade que evoca a simplicidade e a conexão com a natureza.

A sensação que emana da pintura é uma de serenidade e paz. A mulher, absorta nas suas tarefas diárias, representa uma figura de força e resiliência, mas também de harmonia com o ambiente ao seu redor. O cenário calmo e a água tranquila complementam a quietude do momento capturado por Silva, convidando o observador a refletir sobre a beleza nas simples tarefas do cotidiano.

A escolha de cores vibrantes e a representação da mulher no seu ambiente natural podem ser interpretadas como uma celebração da vida rural e das tradições. O vermelho do adereço que a mulher veste pode simbolizar paixão ou vitalidade, enquanto o azul da saia pode representar calma e estabilidade. A presença da água é um elemento constante de renovação e purificação, o que pode ser visto como um símbolo da vida e da continuidade.

Em “A mulher a lavar a roupa no rio”, Mário Silva oferece uma janela para uma realidade suave e intemporal, onde a simplicidade da vida e a beleza da natureza são celebradas. Através de sua habilidade impressionista, ele convida o observador a apreciar o momento presente e a encontrar alegria nas pequenas coisas, uma mensagem que ressoa profundamente num mundo cada vez mais acelerado.

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Texto & Pintura (AI): ©MárioSilva

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03
Mar24

O Lavrador e a Horta: Sustentabilidade e Cultura


Mário Silva Mário Silva

O Lavrador e a Horta

Sustentabilidade e Cultura

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No meio da paisagem serena da aldeia, a prática da agricultura sustentável por Valentino não apenas nutre o solo e a comunidade com alimentos saudáveis, mas também preserva a tapeçaria cultural da região. A sabedoria agrícola que Valentino aplica na sua horta é um legado cultural, transmitido através das gerações, refletindo uma relação simbiótica entre o cultivo da terra e a manutenção das tradições locais.

As técnicas de cultivo que Valentino utiliza, como a rotação de culturas e o uso de compostagem, são mais do que métodos agrícolas; elas são expressões de um modo de vida que valoriza o equilíbrio ecológico e a identidade cultural. Ao escolher práticas sustentáveis, Valentino não só protege o meio ambiente, mas também fortalece a identidade cultural da sua comunidade, mantendo vivas as tradições e o conhecimento local.

A transmissão de conhecimento é fundamental na comunidade do Valentino. As crianças aprendem sobre as práticas sustentáveis de agricultura não apenas para produzir alimentos, mas também para compreender e valorizar a sua herança cultural. Essa educação ambiental e cultural é crucial para a continuidade da relação simbiótica entre a agricultura e a cultura local, assegurando que as futuras gerações mantenham esses valores.

A adoção de práticas agrícolas sustentáveis traz benefícios mútuos para a terra e para a comunidade. A saúde do solo melhora, o que resulta em alimentos mais nutritivos e numa natureza mais equilibrada. Simultaneamente, a cultura local é enriquecida, pois as práticas sustentáveis reforçam a conexão das pessoas com as suas raízes e com a história da região.

A biodiversidade na horta de Valentino é um reflexo da diversidade cultural da aldeia. Cada planta cultivada é uma parte da história local, e a escolha de cultivar variedades tradicionais de plantas é uma forma de Valentino honrar e preservar essa diversidade. A biodiversidade agrícola é, portanto, uma componente chave na manutenção da cultura local, pois cada semente carrega consigo uma parte da identidade da comunidade.

Ao fim de cada dia, enquanto Valentino contempla a sua horta florescente, ele reflete sobre como a agricultura sustentável que pratica é um pilar para a preservação da cultura local. A relação entre o lavrador, a terra e a comunidade é um ciclo virtuoso que nutre o corpo, a mente e o espírito. A história de Valentino e sua horta é um testamento vivo da importância de cultivar não apenas alimentos, mas também valores e tradições que definem uma comunidade.

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Texto & Pintura(AI): ©MárioSilva

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25
Jan24

"Paisagem Nebulosa" (2023) - Mário Silva (AI)


Mário Silva Mário Silva

 

"Paisagem Nebulosa" (2023)

Mário Silva (AI)

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A pintura a pastel "Paisagem Nebulosa" do pintor Mário Silva (2023) é uma obra de arte de grande beleza e sensibilidade. A pintura representa uma paisagem rural, com montanhas, colinas e vales, envoltas em uma névoa densa.

A névoa é representada de forma magistral, com tons suaves e delicados. O artista utiliza uma variedade de técnicas de pastel para criar uma sensação de profundidade e movimento. As montanhas são representadas em tons de azul e cinza. O vale é representado em tons de branco, cinzento e preto.

A pintura é uma visão calma e pacífica da natureza. A névoa cria uma sensação de mistério e suspense. O artista convida o espetador a explorar a paisagem e descobrir os seus segredos.

A pintura pode ser interpretada de várias maneiras. Ela pode ser vista como uma representação literal de uma paisagem rural envolta em névoa.

Também pode ser vista como uma metáfora para o estado da mente humana.

A névoa pode representar a incerteza, a confusão ou o desconhecido.

A pintura é uma obra de arte que evoca uma variedade de emoções e sentimentos.

É uma obra de arte que merece ser admirada.

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08
Jan24

O mundo dos Vicentes no Mundo …


Mário Silva Mário Silva

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O mundo dos Vicentes no Mundo …

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O mundo dos Vicentes deste Mundo é um mundo de diversidade e possibilidades. É um mundo onde os Vicentes podem ser o que quiserem e fazer o que quiserem. É um mundo onde os Vicentes são respeitados e valorizados.

Neste mundo, os Vicentes podem encontrar sucesso em qualquer área da vida. Podem ser atletas, músicos, artistas, cientistas, empresários, políticos, ou qualquer outra coisa que desejarem. Podem fazer a diferença no mundo e deixar um legado positivo.

Os Vicentes são pessoas inteligentes, talentosas e trabalhadoras. Eles são criativos e inovadores. Eles são apaixonados e determinados. Eles são capazes de grandes coisas.

Neste mundo, os Vicentes são livres para serem eles mesmos. Eles não são julgados por sua origem, sua religião, sua orientação sexual ou qualquer outra coisa. Eles são simplesmente Vicentes, e isso é suficiente.

O mundo dos Vicentes deste Mundo é um mundo de esperança e possibilidades. É um mundo onde os Vicentes podem sonhar grandes sonhos e alcançar grandes coisas.

Aqui estão alguns exemplos específicos de como os Vicentes podem contribuir para o mundo:

Vicente, o nadador, pode quebrar recordes mundiais e inspirar outras pessoas a praticar desporto.

Vicente, o filósofo, pode desenvolver novas ideias que ajudem a entender o mundo.

Vicente, o artista, pode criar obras de arte que emocionem e inspirem os outros.

Vicente, o cientista, pode fazer descobertas que melhorem a vida das pessoas.

Vicente, o empresário, pode criar empregos e oportunidades para outros.

Vicente, o político, pode promover a justiça e a igualdade.

O mundo precisa de Vicentes. O mundo precisa de pessoas que sejam inteligentes, talentosas, trabalhadoras, criativas, inovadoras, apaixonadas e determinadas. O mundo precisa de pessoas que sejam livres para serem elas mesmas.

Alguns Vicentes que ficaram famosos em diversas áreas:

Vicente Van Gogh é um dos pintores mais famosos e influentes do mundo. Suas pinturas, que retratam a vida rural francesa e a natureza, são caracterizadas por seu uso de cores vivas e pinceladas expressivas. Van Gogh foi um artista atormentado, que lutou com a depressão e a pobreza ao longo de sua vida. Ele morreu aos 37 anos, após cortar uma parte da orelha esquerda.

Vicente Ferrer foi um sacerdote católico espanhol que dedicou sua vida a ajudar os pobres e necessitados. Ele fundou a Fundação Vicente Ferrer, uma organização não governamental que trabalha para melhorar as condições de vida dos camponeses pobres na Índia. Ferrer foi um defensor dos direitos humanos e da justiça social, e recebeu vários prêmios por seu trabalho, incluindo o Prêmio Nobel da Paz em 1998.

Vicente Fox foi o primeiro presidente do México eleito democraticamente após 71 anos de governo autoritário. Ele foi um presidente popular, que implementou uma série de reformas económicas e sociais. Fox foi criticado por alguns pela sua aproximação com os Estados Unidos, mas ele também foi elogiado pelo seu compromisso com a democracia e os direitos humanos.

Vicente del Bosque é um treinador de futebol espanhol que liderou a Seleção Espanhola à vitória no Campeonato do Mundo de 2010 e no Campeonato da Europa de 2012. Ele é considerado um dos melhores treinadores do mundo, e seu estilo de jogo, baseado no controle da posse de bola, é admirado por muitos. Del Bosque também é um homem humilde e discreto, que evita atrair a atenção para si mesmo.

Vicente Almeida é um cantor e compositor português que ficou conhecido por sua voz poderosa e seu talento para a composição. Ele já lançou vários álbuns de sucesso, e suas músicas foram interpretadas por artistas de todo o mundo. Almeida é um dos artistas mais populares de Portugal, e seu trabalho tem sido elogiado por críticos e fãs.

Vicente Huidobro: Foi um influente poeta chileno, conhecido por seu papel na vanguarda literária hispano-americana. Ele foi um dos criadores do movimento criativo conhecido como "Creacionismo".

Vicente Aleixandre: Poeta espanhol, que ganhou o Prêmio Nobel de Literatura em 1977 por sua contribuição poética intensa, caracterizada por uma combinação de imagens visionárias e influências surrealistas.

Vicente Minnelli: Foi um diretor de cinema americano conhecido por dirigir uma série de filmes clássicos, como "Gigi" e "Sinfonia de Paris", e por sua contribuição para os musicais em Hollywood.

Rui Vicente: Jornalista português conhecido por seu trabalho em vários meios de comunicação, incluindo televisão e rádio.

Vicente Moura: Um dirigente desportivo português, ex-presidente do Comitê Olímpico de Portugal e envolvido em várias áreas do desporto nacional.

Vicente da Fonseca: Foi um político e empresário português, conhecido por seu envolvimento na política e nos negócios.

Vicente Silva Cabral: é ainda uma pequena criança de 3 anos, mas que, certamente, terá um importante papel, na sociedade portuguesa e até internacional.

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Se você é um Vicente, ou se conhece um Vicente, saiba que você tem o potencial de fazer a diferença no Mundo.

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Texto & Pintura (AI): ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
06
Jan24

“Adoração dos Reis Magos” - Grão Vasco (c. 1475-1542)


Mário Silva Mário Silva

“Adoração dos Reis Magos”

Grão Vasco (c. 1475-1542)

J06 Grão Vasco_Adoração dos Reis Magos

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A Adoração dos Reis Magos é uma pintura a óleo sobre madeira realizada cerca de 1501-06 com a intervenção do pintor português do renascimento Vasco Fernandes (c. 1475-1542) e do pintor flamengo Francisco Henriques e que está presentemente no Museu Grão Vasco, em Viseu.

Esta obra corresponde a um dos painéis do antigo Retábulo (1501-1506) da capela-mor da Sé de Viseu. Uma das características distintivas da Adoração dos Reis Magos, para além da representação do tema tradicional na pintura daquela época, é a presença de um Índio brasileiro na figura do rei negro Baltazar, tratando-se da primeira representação de um representante dos Povos indígenas do Brasil na arte ocidental, pouco depois da Descoberta do Brasil.

Descrição

Situado no centro da composição, Baltazar ostenta um traje onde se misturam influências europeias tradicionais - a camisa e os calções - com a novidade exótica de um toucado de penas, bem como inúmeros colares de contas coloridas, grossas manilhas de ouro nos pulsos e tornozelos, brincos de coral branco, remate de penas, idênticas às do toucado, no decote e na franja do corpete, e uma flecha tupinambá com o seu longo cabo. Segura igualmente uma taça feita de nós de coco montada em prata, o que reforça ainda o seu carácter exótico.

A sua inserção num contexto religioso tão importante como é o da Adoração dos Reis Magos tem subjacente a ideia da cristianização do continente recém-descoberto, de acordo com as sugestões da carta de Pêro Vaz de Caminha, onde se relata a par do primitivismo dos habitantes a sua disponibilidade para a mensagem cristã. Saliente-se, ainda, o facto de o Menino Jesus segurar na mão esquerda uma moeda de ouro, numa sugestão ao secular desejo de riqueza associada aos Descobrimentos Portugueses.

Integrado na segunda fileira do retábulo de que fazia parte, este painel comprova o esforço de realismo minucioso dos pormenores bem ao gosto flamengo que o autor procurou seguir. Assim, de notar a textura do brocado ricamente adornado do Rei Mago (Gaspar?) de joelhos, em primeiro plano, o brilho dos metais, o rigor descritivo da cabana, onde figuram, para além dos animais tradicionais, um vaso de barro e uma vela acesa, ou o tratamento da paisagem arquitetónica em pano de fundo.

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Mário Silva 📷
04
Jan24

"Nossa Senhora com o Menino Jesus" (Our Lady with the Child Jesus, St. Baptist and brother, 1903) - João Marques de Oliveira (1853-1927)


Mário Silva Mário Silva

"Nossa Senhora com o Menino Jesus"

(Our Lady with the Child Jesus, St. Baptist and brother, 1903)

João Marques de Oliveira (1853-1927)

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O pintor português João Marques de Oliveira (1853-1927) foi um dos principais representantes do naturalismo em Portugal. Nasceu no Porto, em 1853, e estudou na Academia Portuense de Belas-Artes, onde foi aluno de Manuel da Costa e Silva.

Em 1877, obteve uma bolsa de estudo do governo português para estudar em Paris, onde frequentou a École des Beaux-Arts, tendo como mestres Alexandre Cabanel e Adolphe Yvon.

Em Paris, Marques de Oliveira contactou com as correntes artísticas mais modernas da época, como o impressionismo e o realismo. No entanto, a sua obra manteve-se fiel ao naturalismo, com um forte interesse pela representação da realidade, seja ela humana ou natural.

De regresso a Portugal, em 1879, Marques de Oliveira introduziu o naturalismo na pintura portuguesa. Foi um dos fundadores do Grémio Artístico do Porto, que se propunha promover as artes modernas em Portugal. Também foi professor na Academia Portuense de Belas-Artes, onde exerceu uma importante influência na formação de gerações de artistas portugueses.

A obra de Marques de Oliveira é vasta e diversificada, abrangendo retratos, paisagens, cenas de género e temas históricos. As suas paisagens, em particular, são consideradas algumas das mais belas da pintura portuguesa do século XIX.

Marques de Oliveira morreu no Porto, em 1927.

A sua obra é considerada um importante contributo para a história da pintura portuguesa.

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Mário Silva 📷
14
Dez23

Apetece-me imaginar como seria um dia com neve na paisagem transmontana


Mário Silva Mário Silva

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Apetece-me imaginar como seria um dia com neve na paisagem transmontana

D12 Floresta neve luar Aldeia_Mário Silva

Acordo cedo, ainda escuro, e ouço o barulho da neve a cair. Abro a janela e vejo o mundo coberto por um manto branco. É um dia de inverno perfeito na paisagem transmontana.

Saio de casa e caminho pela aldeia. As casas estão cobertas de neve, e os telhados brilham à luz do sol nascente. Os caminhos estão cobertos de uma camada espessa de neve, e é preciso ter cuidado para não escorregar.

O ar está frio e fresco, e posso ouvir o som dos pássaros cantando. A neve brilha no sol, e é uma visão deslumbrante.

Chego a uma floresta e entro. As árvores estão cobertas de neve, e os galhos estão carregados de flocos de neve. O silêncio é absoluto, e só se ouve o som do meu próprio respirar.

Caminhar pela floresta é uma experiência mágica. Parece que estou em um mundo diferente, um mundo silencioso e pacífico.

Ao longe, vejo uma aldeia. As casas estão cobertas de neve, e as pessoas estão a sair de casa para aproveitar o dia.

Vou até à aldeia e sento-me num banco para observar as pessoas. As crianças estão a brincar na neve, e os adultos estão a conversar e a rir.

É um dia perfeito para estar ao ar livre, e estou a aproveitar ao máximo.

Depois do almoço, vou para a serra. A neve está mais espessa na serra, e o cenário é ainda mais deslumbrante.

Caminhar na serra é uma experiência desafiante, mas também muito gratificante. O ar é puro e fresco, e a vista é simplesmente incrível.

No final do dia, estou cansado, mas feliz. Foi um dia perfeito para estar na natureza.

Volto para casa e sento-me à lareira. Aqueço-me e saboreio um copo de vinho quente.

A neve está a cair lá fora, e o mundo está silencioso. É um momento perfeito para relaxar e refletir.

Penso no dia que tive, e sinto-me feliz por ter vivido esta experiência. A neve transformou a paisagem transmontana num lugar mágico, e foi um dia que nunca esquecerei.

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Texto & Pintura (AI): ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
05
Dez23

Novembro - Águas Frias & Cª - Portugal


Mário Silva Mário Silva

Novembro

Novembro, do latim November ou Novembris

Novembro deriva do latim November ou Novembris, que significa nono mês, lugar que ocupava no primitivo calendário romano, composto de 10 meses.

Depois, na reforma operada por Numa Pompílio, com o acrescento dos meses de Janeiro e Fevereiro, passou a ser o 11º mês, embora conservasse até hoje o nome inicial.

O Imperador Romano Cómodo, cerca do ano 185 da nossa era, tentou mudar-lhe o nome para Exaperatorius, mas tal tentativa não prevaleceu.

No primitivo calendário romano, este mês tinha 30 dias, passando a ter apenas 29 na reforma de Numa Pompílio.

Mais tarde, Júlio César ordenou que passasse a ter 31 dias, e desde o reinado do Imperador Augusto até hoje voltou a ter 30 dias.

Este era o mês menos festivo

Na antiga civilização romana, o mês de novembro era o menos importante em festas, pois era ocupado em arar a terra e semear, não havendo tempo para descanso.

Mais tarde, por volta do ano 220 antes de Cristo, já encontramos muitas festividades neste mês:

– entre as quais as chamadas Festas Neptunas, em honra de Neptuno, deus dos mares,

– e as Festas Plebeias, que celebravam a reconciliação dos patrícios e do povo, e que duravam três dias.

De 21 a 24 de novembro celebravam-se as chamadas Brumas ou festividades do Inverno.

A 27 deste mês faziam-se sacrifícios mortuários aos manes (almas) dos antigos gaios ou gauleses (franceses de hoje) e que depois de vencidos, haviam sido sepultados vivos num dos mercados de Roma.

Novembro era representado pela figura de um homem coberto por um manto variegado de verde e preto, coroado de perpétuas e empunhando um molho de nabos e cenouras. Este é o mês em que, por todo o país, se realizam os magustos.

«Nos idos de novembro temos a festa dos Mortos. É nesse dia que os Manes se espalham pela terra. Nesse dia o mundo abre-se; as Sombras vêm julgar as ações dos vivos e levam muito a peito a memória que deles se haja guardado.

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Dia 7 — António Costa apresenta ao Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, o pedido de demissão das funções de Primeiro-Ministro, na sequência de buscas conduzidas pelo Ministério Público no âmbito da Operação Influencer ao seu gabinete, da constituição como arguidos dos ministros João Galamba e Duarte Cordeiro, e da detenção do chefe de gabinete de António Costa e do consultor próximo de Costa, Diogo Lacerda Machado, bem como do presidente da Câmara Municipal de Sines, o socialista Nuno Mascarenhas, sob suspeitas de crime em projetos de exploração do lítio e em negócios de hidrogénio verde.

Dia 11 — O Primeiro-Ministro demissionário, António Costa, faz uma declaração pública desde o Palacete de São Bento sobre os investimentos feitos pelo governo em Sines e dirige aos portugueses um pedido de desculpas, declarando que se sentiu envergonhado com a apreensão de dinheiro no gabinete do seu entretanto exonerado chefe de gabinete; admite ainda que não voltará a exercer cargos públicos.

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Texto e vídeo: © MárioSilva

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01
Dez23

RESTAURAÇÃO da INDEPENDÊNCIA (1640) - Portugal


Mário Silva Mário Silva

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RESTAURAÇÃO da INDEPENDÊNCIA (1640) - Portugal

D01 Restauração da Independência de Portugal (2)

A Restauração da Independência de Portugal foi um evento histórico que ocorreu a 1 de dezembro de 1640. Nesse dia, um grupo de conspiradores liderados por D. João, duque de Bragança, invadiu o Paço da Ribeira, em Lisboa, e derrubou a dinastia espanhola que governava Portugal desde 1580.

O episódio começou com a prisão da vice-rainha, Ana de Áustria, e do secretário de estado, Miguel de Vasconcelos. Vasconcelos era um dos principais responsáveis pela política de opressão espanhola em Portugal, e sua morte foi um símbolo da revolta popular contra o domínio estrangeiro.

Com a queda da vice-rainha, D. João IV foi aclamado rei de Portugal. O povo de Lisboa encheu as ruas em festa, celebrando a restauração da independência nacional.

A Restauração da Independência de Portugal foi um evento de grande importância para a história de Portugal. Foi o fim de um período de 60 anos de domínio espanhol e o início de uma nova era de independência e prosperidade para o país.

A Restauração da Independência foi um evento complexo, com muitos protagonistas e fatores envolvidos. No entanto, o episódio do Mestre de Avis e os 40 conjurados que entraram no palácio real e atiraram o traidor Vasconcelos pela janela é um dos momentos mais emblemáticos desse acontecimento. Foi um ato de coragem e determinação que marcou o início da luta pela restauração da independência portuguesa.

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Texto & Pintura (AI): ©MárioSilva

 

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15
Nov23

A Aldeia e a tempestade Aline


Mário Silva Mário Silva

A Aldeia e a tempestade Aline

N09 Paisagem Aldeia em dia de chuva 12_ms

A aldeia transmontana acordou sob um céu nublado e a chuva caía forte. Os ventos eram fortes e sopravam com violência, fazendo as árvores balançarem e os telhados das casas rangerem.

Os habitantes da aldeia estavam preocupados com a tempestade. Alguns deles já tinham visto tempestades assim antes, e sabiam que podiam ser perigosas.

Os velhos da aldeia reuniram-se na taberna para discutir a tempestade. Eles lembravam-se de uma tempestade que havia devastado a aldeia há muitos anos. Muitos moradores haviam perdido as suas casas e seus bens.

Os jovens da aldeia, por outro lado, estavam animados com a tempestade. Eles nunca haviam visto uma tempestade tão forte, e estavam ansiosos para ver o que aconteceria.

A tempestade continuou a intensificar-se durante o dia. A chuva caía cada vez mais forte, e os ventos eram cada vez mais fortes.

Alguns moradores da aldeia começaram a evacuar de suas casas. Eles dirigiram-se para a cidade, onde estariam mais seguros.

Outros moradores ficaram nas suas casas, mas prepararam-se para o pior. Eles fecharam as janelas e portas, e colocaram tábuas nos telhados para evitar que fossem arrancados.

À noite, a tempestade atingiu seu pico. A chuva caía torrencialmente, e os ventos sopravam com violência.

A aldeia ficou escura e silenciosa. O único som era o barulho da chuva e dos ventos.

No dia seguinte, a tempestade havia passado. O sol voltou a brilhar, e os pássaros cantaram novamente.

Os moradores da aldeia saíram de suas casas para ver os estragos causados pela tempestade.

Alguns telhados haviam sido arrancados, e algumas árvores haviam caído. Mas, felizmente, nenhum morador havia sido ferido.

Os moradores da aldeia estavam gratos por terem sobrevivido à tempestade. Eles aprenderam que, mesmo nas tempestades mais fortes, a esperança sempre vence.

A aldeia fica numa região montanhosa do Norte de Portugal.

A tempestade foi causada por um sistema de baixa pressão que se formou no Atlântico.

A tempestade trouxe chuvas torrenciais e ventos fortes, com rajadas de até 100 km/h.

A tempestade causou estragos em toda a região, mas a aldeia foi uma das mais afetadas.

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Texto & Pintura: ©MárioSilva

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02
Nov23

DIA DOS FIÉIS DEFUNTOS ou DIA DE FINADOS


Mário Silva Mário Silva

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Dia dos Fiéis Defuntos

N02 Fiéis Defuntos (2023)_MárioSilva (AI)

A origem do dia dos Fiéis Defuntos remonta aos primeiros séculos do cristianismo, quando os cristãos já rezavam pelos falecidos, especialmente pelos mártires. No século V, a Igreja passou a dedicar um dia do ano para rezar por todos os mortos, já esquecidos.

No século X, o abade Odilo de Cluny, na França, pedia aos monges que orassem pelos mortos. A partir do século XI, os papas Silvestre II, João XVII e Leão IX obrigaram a comunidade a dedicar um dia aos mortos.

Em 1300, o papa Bonifácio VIII instituiu a Festa de Todos os Santos, que é celebrada em 1º de novembro. Um dia depois, em 2 de novembro, passou a ser celebrada a Comemoração de Todos os Fiéis Defuntos, também conhecida como Dia dos Fiéis Defuntos.

A data de 2 de novembro foi escolhida por ser o dia seguinte à Festa de Todos os Santos, pois a Igreja acredita que todos os santos, incluindo os que não são canonizados, intercedem por nós junto a Deus.

A celebração do Dia dos Fiéis Defuntos é uma forma de lembrarmos dos nossos entes queridos que já morreram e de expressarmos nossa fé na vida eterna. É um momento de oração, reflexão e de união familiar.

As pessoas costumam visitar os túmulos dos seus entes queridos, rezar, colocar flores e velas.

O Dia dos Fiéis Defuntos é uma celebração que expressa a fé e a esperança dos cristãos na vida eterna.

É um momento de lembrarmos dos nossos entes queridos que já morreram e de rezar por eles.

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Texto & Pintura (AI): ©MárioSilva

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