Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

MÁRIO SILVA - Fotografia, Pintura & Escrita

*** *** A realidade é a "minha realidade" em imagens (fotografia, pintura) e escrita

07
Set25

"Teto pintado sobre madeira" - Igreja de São Lourenço – Rebordelo – Vinhais - Portugal


Mário Silva Mário Silva

"Teto pintado sobre madeira"

Igreja de São Lourenço – Rebordelo – Vinhais - Portugal

07Set DSC03281_ms

Esta fotografia de Mário Silva foca-se no teto pintado da Igreja de São Lourenço.

A imagem, captada a partir de um ângulo baixo, revela uma rica e detalhada pintura sobre madeira, com cores vibrantes e figuras complexas.

O teto, arqueado, possui um fresco com representações de anjos e de outras figuras celestiais.

.

A Riqueza Oculta da Igreja de São Lourenço em Rebordelo

A Igreja de São Lourenço, em Rebordelo, é um templo do século XVI que, com o seu exterior simples e sóbrio, contrasta com a riqueza do seu interior.

A igreja, que é um exemplo da arquitetura religiosa rural, é uma obra-prima que esconde a beleza da sua arte e da sua história.

.

O interior da igreja é revestido por painéis de azulejos do século XVIII, que representam cenas religiosas do Velho Testamento.

Um dos painéis, datado do século XVI, é provavelmente da decoração original.

Nas paredes laterais, há dois painéis do século XVII com cenas da vida de São Lourenço, o orago da igreja.

.

O altar-mor, uma obra de arte barroca, é uma das peças mais notáveis da igreja.

O altar é uma estrutura imponente e ornamentada, revestida em talha dourada.

Cada espiral e cada folha de acanto são um testemunho da maestria dos artesãos que, séculos atrás, criaram esta peça de devoção.

A tela do altar-mor, com a imagem da Última Ceia, é uma das peças mais importantes da igreja.

.

O teto da igreja, pintado sobre madeira, é uma obra de arte por si só.

O fresco, com as suas figuras celestiais e os seus anjos, é um retrato da fé e da arte dos séculos passados.

A luz que incide sobre o teto realça a riqueza dos detalhes e a beleza das cores.

.

A Igreja de São Lourenço é um tesouro escondido no coração de Trás-os-Montes.

A sua beleza, a sua história e a sua fé são um tributo ao legado dos nossos antepassados.

O seu interior, rico em detalhes e em significado, é um convite a olhar para o passado com respeito e admiração.

O interior continua sua a sua rica originalidade, sem intervenções de pseudo-embelezamento.

Parabéns aos frequentadores deste templo religioso, por preservarem esta riqueza artística e religiosa.

.

Texto & Fotografia: ©MárioSilva

.

.

Mário Silva 📷
29
Ago25

"Lagarto pintado. Quem te pintou? Foi uma Velha que, por Aqui, passou”


Mário Silva Mário Silva

"Lagarto pintado. Quem te pintou?

Foi uma Velha que, por Aqui, passou”

29Ago DSC05216_ms

Esta fotografia de Mário Silva capta um plano aproximado de um lagarto, a “Lagartixa-de-bocage” (Podarcis bocagei), em tons de castanho e verde, que repousa sobre a areia do caminho.

O lagarto está a olhar para a direita, com a cabeça levantada e o corpo esticado.

A sua pele, com um padrão de manchas escuras, contrasta com o tom claro da areia.

A fotografia, com a luz do sol a incidir sobre o animal, realça a textura da sua pele e a sua forma.

A imagem transmite uma sensação de quietude, mas ao mesmo tempo de alerta, como se o lagarto estivesse pronto para se mover a qualquer momento.

.

Estória: A Velha e o Lagarto

O lagarto, com a sua pele pintada em tons de castanho e verde, era o lagarto mais famoso do monte.

O seu nome era Verdelho, mas as crianças da aldeia, quando o viam, cantavam a canção que o Mário Silva mais tarde transformaria em título de fotografia: "Lagarto pintado. Quem te pintou? Foi uma velha que, por aqui, passou.”

.

A história da velha era uma lenda.

Diziam que, há muito tempo, uma velha curandeira vivia na aldeia.

Era uma mulher sábia e bondosa, que curava as doenças com ervas e com a sua voz suave.

Um dia, um pequeno lagarto, ferido e triste, arrastou-se até à sua casa.

.

A velha, com as suas mãos macias, pegou no lagarto.

Ela viu a sua pele, que antes era de uma cor única e deslavada.

Para lhe dar coragem e um pouco de alegria, a velha, com os seus dedos finos, pintou-lhe a pele.

Usou a cor do musgo para o seu corpo, e a cor da terra para as suas manchas.

No final, o lagarto estava pintado.

.

O lagarto, pela primeira vez na sua vida, sentiu-se especial.

A sua pele, antes aborrecida, era agora uma obra de arte.

Ele tinha um propósito: era o guardião do segredo da velha.

E o seu corpo, com as suas cores, era a prova viva de que a beleza podia nascer da bondade.

.

O lagarto viveu por muito tempo, e quando as suas crias nasciam, vinham com as mesmas cores do pai.

As manchas escuras, a cor do musgo, a cor da terra.

E a lenda da velha, que tinha pintado o lagarto com os seus dedos sábios, continuava a ser contada.

.

A fotografia de Mário Silva capta o lagarto Verdelho, um descendente daquele lagarto original.

Ele está na areia, a olhar para o mundo, um pequeno rei no seu reino de pedras e de sol.

A sua pele pintada é a prova de que a beleza não é algo que se encontra, mas que se cria.

A estória do lagarto é um lembrete de que, com a bondade e com a sabedoria, podemos transformar o mais simples dos seres numa obra de arte, e que a história mais simples pode tornar-se uma lenda.

.

Texto & Fotografia: ©MárioSilva

.

.

Mário Silva 📷

Dezembro 2025

Mais sobre mim

foto do autor

LUMBUDUS

blog-logo

Hora em PORTUGAL

Calendário

Janeiro 2026

D S T Q Q S S
123
45678910
11121314151617
18192021222324
25262728293031

O Tempo em Águas Frias

Pesquisar

Sigam-me

subscrever feeds

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.