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MÁRIO SILVA - Fotografia, Pintura & Escrita

*** *** A realidade é a "minha realidade" em imagens (fotografia, pintura) e escrita

21
Dez25

"Advento -(Rorate, caeli) - "Desça o orvalho do alto dos céus e as nuvens chovam o Justo. Abra-se a terra e germine o Salvador.""


Mário Silva Mário Silva

Advento -(Rorate, caeli)

"Desça o orvalho do alto dos céus e as nuvens chovam o Justo. Abra-se a terra e germine o Salvador."

21Dez DSC06498_ms.jpg

A fotografia, captada por Mário Silva, apresenta a torre sineira da Igreja Matriz de Águas Frias, em Chaves, sob um enquadramento dramático e evocativo do tempo do Advento.

O ângulo de visão é baixo, acentuando a verticalidade e a imponência da torre de pedra granítica, que domina a composição e se eleva contra um céu azul pontuado por nuvens.

A arquitetura é robusta, de um estilo barroco sóbrio, visível no corpo principal branco e no remate da torre com os seus pináculos e a cruz no topo.

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Destaca-se um elemento de contraste sazonal e simbolismo litúrgico: a imagem está artisticamente tratada com um efeito de neve a cair em primeiro plano.

Estas "gotas" brancas e brilhantes preenchem o espaço, simulando a precipitação e a ideia de "orvalho" e "chuva" mencionadas na citação bíblica (Rorate, caeli), conferindo um toque de mistério e expetativa.

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À direita, parte de uma árvore de folhagem verdejante contrasta com a neve e a pedra, adicionando um elemento de vida e cor.

No centro da torre, um relógio marca as horas, simbolizando a passagem do tempo e a espera.

Em primeiro plano, no canto inferior esquerdo, vê-se parte de um pilar de pedra trabalhado, típico da arquitetura religiosa local, que enquadra e protege o olhar.

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A fotografia funde a realidade arquitetónica da aldeia transmontana com o simbolismo da fé, criando uma imagem que é, simultaneamente, um registo documental e uma meditação poética sobre a espera do Natal.

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Advento - O Clamor do "Rorate, caeli"

O título "Advento -(Rorate, caeli)" e a citação profética que o acompanha — "Desça o orvalho do alto dos céus e as nuvens chovam o Justo. Abra-se a terra e germine o Salvador." (uma adaptação de Isaías 45:8, na Vulgata) — remetem para um dos mais belos e profundos temas da liturgia cristã: o tempo do Advento.

Este é um período de quatro semanas que antecede o Natal, marcado pela vigilância, penitência e, sobretudo, ardente expetativa da vinda do Salvador.

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O Significado do Clamor Profético

A expressão latina "Rorate caeli desuper" significa "Destilai, ó céus, o vosso orvalho do alto".

É o Intróito (Canto de Entrada) tradicional de uma missa votiva da Virgem Maria celebrada no Advento, popularmente conhecida como Missa Rorate.

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O Orvalho e a Chuva: O "orvalho" e a "chuva" simbolizam a graça divina e a descida do Messias, Jesus Cristo.

Na mentalidade bíblica, o orvalho é uma bênção que vivifica a terra seca; o Justo (o Salvador) é a água de vida que a humanidade anseia para sair da sua aridez espiritual.

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Abertura da Terra: O pedido "Abra-se a terra e germine o Salvador" exprime o anseio da criação e da humanidade.

É a oração para que a terra, que está "fechada" pelo pecado original, se torne fecunda pela intervenção divina, dando à luz a Salvação.

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Expetativa e Anseio: Este texto, cantado em canto gregoriano, reflete o clamor dos profetas e, simbolicamente, o anseio da Igreja ao longo da História pela primeira vinda de Cristo (o Natal) e a segunda vinda (no fim dos tempos).

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A Missa Rorate e o Símbolo da Luz

A Missa Rorate é tradicionalmente celebrada antes do amanhecer nos sábados do Advento (dedicados à Virgem Maria).

A sua simbologia é poderosa:

A Escuridão: A celebração começa na escuridão da madrugada, com a igreja iluminada apenas pela luz das velas trazidas pelos fiéis.

Esta penumbra representa o mundo envolto nas trevas do pecado e na noite de espera antes da Vinda de Cristo.

A Luz que Cresce: À medida que a missa avança, a luz da aurora começa a surgir e, no fim da celebração, o templo é inundado pela luz do sol nascente.

Este é o símbolo de Cristo, o Sol Nascente (Oriens) prometido pelos profetas, que vem dissipar as trevas.

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A Igreja de Águas Frias na Espera

Ao escolher a Igreja de Águas Frias, em Chaves, como cenário, o fotógrafo Mário Silva enquadra esta meditação teológica numa realidade concreta e portuguesa.

A pedra granítica da igreja (ver-se na fotografia) evoca a solidez e a longevidade da fé nas comunidades transmontanas.

O efeito de neve e orvalho sobre o edifício (como se sugere na descrição visual) torna-se a materialização da súplica litúrgica: a promessa de Salvação desce sobre a casa de Deus e sobre a comunidade reunida.

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O Advento não é apenas um tempo de memória, mas um apelo à conversão e à vigilância ativa.

A imagem da torre, robusta, mas coberta pelo suave "orvalho" divino, convida o observador a preparar o coração para receber Aquele que está para vir, lembrando que a luz, mesmo que comece com uma simples vela na escuridão, acabará por inundar o mundo.

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Texto & Fotografia (tratada): ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
24
Jul25

Entrada da Fortaleza de Valença (Portugal) ... e uma estória histórica


Mário Silva Mário Silva

Entrada da Fortaleza de Valença (Portugal)

... e uma estória histórica

24Jul DSC04322_ms

A fotografia de Mário Silva, intitulada "Entrada da Fortaleza de Valença (Portugal)", apresenta um close-up impressionante de um dos portões de entrada desta notável fortificação.

A imagem foca-se na monumentalidade e na riqueza de detalhes arquitetónicos em pedra.

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Ao centro, domina um arco de volta perfeita, construído em blocos de granito bem aparelhados e envelhecidos, exibindo manchas claras de líquenes e musgo, testemunhos da passagem do tempo e da exposição aos elementos.

O túnel escuro por trás do arco sugere a profundidade das muralhas.

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Acima do arco, a estrutura é adornada com um brasão de armas esculpido em pedra, com uma coroa no topo e volutas barrocas que lhe conferem um ar solene e imponente.

Este brasão é ladeado por dois pináculos esféricos que repousam sobre pedestais, adicionando simetria e grandiosidade à composição.

Abaixo do brasão principal, um escudo menor com um desenho diferente também está esculpido.

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A estrutura de pedra do portão emerge de uma muralha robusta e irregular, feita de pedras de diferentes tamanhos, que se estende para os lados e para cima.

No topo da muralha, vislumbra-se alguma vegetação rasteira e erva seca, indicando que a fortaleza está inserida num ambiente natural.

A iluminação realça as texturas da pedra e a tridimensionalidade dos elementos esculpidos, conferindo à imagem uma atmosfera de história e imponência.

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A Estória Histórica: O Portal dos Dois Reinos

A Fortaleza de Valença, um colosso de pedra que se ergue orgulhosamente sobre o rio Minho, não é apenas um conjunto de muralhas; é um livro aberto da história, e a sua entrada principal, magnificamente captada na fotografia de Mário Silva, é a capa desse livro.

Erguida ao longo de séculos, esta fortaleza testemunhou inúmeras batalhas, tratados de paz e a passagem de gerações.

O brasão que coroa o portão, com as suas volutas barrocas e a sua imponência real, é mais do que um ornamento: é o símbolo de uma identidade forjada na fronteira.

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No século XVII, com a Restauração da Independência de Portugal, a Fortaleza de Valença assumiu um papel estratégico crucial.

O seu posicionamento fronteiriço com a Galiza, em Espanha, fez dela um bastião inexpugnável, um olho atento sobre o vizinho do lado.

O portão que vemos na fotografia, embora com remodelações posteriores, já era a principal boca da fortaleza, o ponto de passagem para comerciantes, soldados e espiões.

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Corria o ano de 1658, e a Guerra da Restauração arrastava-se.

Portugal, sob o domínio filipino por 60 anos, lutava para garantir a sua soberania.

Valença, por estar na linha da frente, era palco de constantes escaramuças e cercos.

As suas muralhas resistiram, mas a vida dentro delas era uma mistura de tensão e resiliência.

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O Governador de Valença, D. Gonçalo de Castelo Branco, um homem de ferro e fé, supervisionava pessoalmente a manutenção do portão.

Sabia que por ali passaria o destino da fortaleza.

O brasão, recentemente esculpido e ainda com o brilho da pedra nova, era uma lembrança constante da coroa portuguesa que defendiam.

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Uma manhã fria de inverno, um emissário espanhol, um fidalgo arrogante de nome Dom Rodrigo, apresentou-se no portão.

Trazia uma mensagem do General espanhol, que exigia a rendição imediata de Valença.

"Vossa Majestade Espanhola não tolerará mais esta insolência", terá dito Dom Rodrigo, com um desdém nos olhos que roçava a ofensa.

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  1. Gonçalo, que o esperava junto ao arco maciço, ouviu-o em silêncio, os seus olhos fixos no brasão real acima.

Quando Dom Rodrigo terminou, D. Gonçalo apontou para o escudo e para a coroa.

"Dizei ao vosso General, Dom Rodrigo, que este portão e estas pedras são a fronteira inexpugnável de um reino.

Enquanto este brasão erguer-se sobre nós, e enquanto houver um único soldado português dentro destas muralhas, Valença não se renderá. Passareis por este arco apenas com a nossa permissão e nunca como vitoriosos."

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Dom Rodrigo, furioso, virou costas.

Dias depois, as tropas espanholas tentaram um assalto, mas a Fortaleza de Valença, com o seu portão imponente e as suas muralhas robustas, resistiu bravamente, como sempre fizera.

 Os canhões trovejaram, as armas chocaram, mas o portão, guardado por bravos portugueses, nunca cedeu.

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A fotografia de Mário Silva, com a sua luz a incidir sobre a pedra gasta e o brasão orgulhoso, captura não só a arquitetura, mas o espírito daquele tempo.

É a porta para um passado de coragem e determinação, uma recordação de que cada fenda na pedra, cada mancha de líquen, conta uma história de resistência e de orgulho nacional.

É o portal onde Portugal se ergueu, pedra a pedra, face ao seu vizinho, um símbolo eterno da sua soberania e do seu povo inquebrantável.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
20
Jul25

Igreja de Nossa Senhora da Assunção – Tinhela (Valpaços – Portugal)


Mário Silva Mário Silva

Igreja de Nossa Senhora da Assunção

Tinhela (Valpaços – Portugal)

20Jul DSC01488 (2)_ms

A fotografia de Mário Silva, intitulada "Igreja de Nossa Senhora da Assunção" em Tinhela, Valpaços, Portugal, apresenta a fachada principal de uma igreja de características rurais, construída em blocos de granito de cor clara.

A igreja é um exemplo da arquitetura religiosa tradicional portuguesa.

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A fachada principal é dominada por um portal de entrada de madeira, pintado num tom alaranjado-avermelhado vibrante, que contrasta com a pedra clara.

Acima do portal, encontra-se uma pequena rosácea ou óculo circular, que serve como uma fonte de luz para o interior.

A fachada é coroada por uma sineira de dupla arcada, típica da região, onde se podem observar dois sinos pendurados.

No topo da sineira, uma cruz latina remata a estrutura, simbolizando a fé cristã.

Pequenos pináculos decorativos adornam as extremidades superiores da fachada.

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Em frente à igreja, um largo pavimentado com lajes de pedra estende-se, e ao centro, um tapete de flores coloridas (vermelhas, brancas, amarelas e verdes) forma um caminho que se dirige à entrada da igreja, sugerindo a celebração da festividade religiosa, como o Corpus Christi.

Ao fundo, para além da igreja, vislumbram-se construções rústicas com telhados de telha, integrando a igreja no ambiente da aldeia.

O céu é azul com nuvens brancas, e um pássaro solitário pode ser visto a voar à direita da sineira, adicionando um elemento dinâmico à cena.

A imagem transmite uma sensação de tradição, fé e celebração comunitária.

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A Igreja de Nossa Senhora da Assunção, em Tinhela, Valpaços, é um exemplar notável de arquitetura religiosa que, apesar da sua aparente simplicidade, incorpora elementos do período maneirista, embora com uma base de planimetria tradicional portuguesa.

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A igreja segue a organização espacial comum na arquitetura religiosa portuguesa, caracterizada por uma nave única e uma capela-mor mais estreita, mas da mesma altura da nave.

Esta configuração linear e hierárquica é uma herança das tipologias medievais e românicas, que persistiram e foram adaptadas ao longo dos séculos.

A simplicidade na planimetria reflete a funcionalidade e, muitas vezes, a economia de recursos, comum em contextos rurais.

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A nave única proporciona um espaço congregacional unificado, favorecendo a audição e a participação dos fiéis.

A capela-mor, mais estreita e com a mesma altura, cria uma transição suave e uma sensação de continuidade entre o espaço dos fiéis e o espaço sagrado do altar-mor.

Esta disposição, embora tradicional, permite no Maneirismo uma exploração da perspetiva e da profundidade, mesmo que de forma contida.

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A menção de tetos de madeira no interior é um elemento comum na arquitetura religiosa popular e maneirista portuguesa.

A madeira, material abundante na região, oferece não só uma solução construtiva prática e económica, mas também contribui para uma acústica mais suave e para um ambiente interior mais acolhedor e menos austero do que as abóbadas de pedra.

Os tetos de madeira poderiam ser em forma de caixotões, ou mais simples, em forma de quilha de barco, ou abobadados, por vezes pintados ou decorados, adicionando um toque artístico ao interior.

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A iluminação interior é um aspeto crucial na arquitetura religiosa.

Na Igreja de Tinhela, a luz provém do vão axial (o óculo circular acima do portal principal, visível na fotografia) e de vãos laterais.

Esta estratégia de iluminação é típica, permitindo que a luz natural realce o altar-mor e crie um ambiente de recolhimento.

No Maneirismo, a luz era frequentemente manipulada para criar efeitos dramáticos e enfatizar certos pontos focais, mesmo em igrejas modestas.

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A presença de uma sacristia adossada à fachada lateral direita é uma adição funcional padrão em muitas igrejas.

A sacristia serve como espaço de preparação para as cerimónias e para guardar os paramentos e utensílios litúrgicos.

A sua localização lateral é prática e comum, integrando-se discretamente na volumetria geral do edifício.

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Embora a imagem da fachada principal apresente uma simplicidade rural, os elementos maneiristas podem ser subtis.

O Maneirismo, como transição entre o Renascimento e o Barroco, tendia a uma maior sobriedade e a uma busca por uma beleza "culta" e por vezes mais tensa.

Na Igreja de Tinhela, os elementos como o óculo redondo, a composição da sineira e a forma como a pedra é trabalhada (sem excesso de ornamentação, mas com precisão) podem refletir uma influência maneirista na proporção e na geometria.

A robustez da pedra e a aparente ausência de ornamentos barrocos exuberantes reforçam esta característica.

A solidez e a volumetria cúbica do corpo da igreja, com o contraste da sineira mais leve, também podem ser interpretadas sob uma ótica maneirista de busca de equilíbrios e contrastes formais.

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Em suma, a Igreja de Nossa Senhora da Assunção em Tinhela é um belo exemplo de como a arquitetura maneirista se manifestou em contextos rurais portugueses, adaptando as suas premissas de sobriedade formal e busca de proporção a uma planimetria tradicional e aos materiais locais, resultando num edifício de grande dignidade e beleza intemporal.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
28
Mai25

Cúpula da igreja da Madalena (Chaves - Portugal)


Mário Silva Mário Silva

Cúpula da igreja da Madalena

(Chaves - Portugal)

28Mai DSC00045_ms

A fotografia de Mário Silva captura a cúpula da Igreja da Madalena, localizada em Chaves, Portugal.

A imagem destaca a arquitetura tradicional portuguesa, com uma cúpula ornamentada coroada por uma cruz e um globo metálico no topo.

O telhado é coberto por telhas vermelhas, algumas com sinais de musgo e desgaste natural, refletindo a antiguidade da estrutura.

A cúpula apresenta janelas arqueadas e detalhes em pedra, incluindo pináculos decorativos ao longo das bordas.

Ao fundo, à direita, é visível uma escultura de um anjo sobre uma rocha, adicionando um elemento histórico e religioso à cena.

A luz do dia ilumina a estrutura contra um céu azul claro, enfatizando os tons terrosos e brancos da construção.

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Segundo a tradição católica, Maria Madalena foi uma seguidora devota de Jesus Cristo.

Ela é frequentemente identificada como a mulher de quem Jesus expulsou sete demónios (Lucas 8:2), marcando a sua transformação espiritual.

Maria esteve presente na crucificação, sepultamento e foi a primeira testemunha da ressurreição de Jesus, conforme os Evangelhos (João 20:1-18).

Apesar de algumas interpretações históricas a confundirem com a "pecadora" que ungiu os pés de Jesus (Lucas 7:36-50), a Igreja Católica não a considera uma prostituta, esclarecendo que essa associação é especulativa.

Ela é venerada como santa, com a sua festa celebrada em 22 de julho, simbolizando penitência, fé e testemunho da ressurreição.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
09
Fev25

"A Torre Sineira e o Relógio de Sol no Pináculo"


Mário Silva Mário Silva

"A Torre Sineira e o Relógio de Sol no Pináculo"

09Fev DSC06501_ms

A fotografia de Mário Silva captura a majestosa torre sineira da igreja em Águas Frias, Chaves, Portugal.

A imagem focaliza a parte superior da torre, onde se encontram os sinos e um relógio de sol.

O céu azul intenso serve como pano de fundo, contrastando com a tonalidade clara da pedra da torre.

A torre, com suas linhas retas e formas geométricas, contrasta com a organicidade das plantas que crescem ao seu redor.

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A composição é vertical, com a torre ocupando a maior parte da imagem.

A perspetiva adotada permite apreciar a altura e a imponência da construção.

A linha diagonal da escada que leva ao relógio de sol conduz o olhar do observador para o topo da torre.

A luz natural incide sobre a torre, criando sombras que acentuam a textura da pedra.

A paleta de cores é limitada, com predominância de tons de cinza, branco e azul, que evocam a sensação de serenidade e espiritualidade.

A torre sineira e o relógio de sol são símbolos carregados de significado.

A torre, com seus sinos, representa a fé e a comunidade.

O relógio de sol, por sua vez, simboliza a passagem do tempo e a relação do homem com a natureza.

A fotografia captura a essência da cultura rural portuguesa, onde a igreja desempenhava um papel central na vida da comunidade.

A torre sineira e o relógio de sol eram pontos de referência para os habitantes da aldeia, marcando o tempo e convocando a comunidade para as celebrações religiosas.

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Os sinos marcavam as horas, as festas religiosas e os eventos importantes da comunidade.

Os sinos convocavam os fiéis para as missas e outras celebrações religiosas.

A torre sineira era um elemento identitário da aldeia, visível a grande distância.

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O relógio de sol permitia aos habitantes da aldeia determinar a hora solar, fundamental para a organização das atividades agrícolas e domésticas.

O relógio de sol era uma constante lembrança da passagem do tempo e da importância de aproveitar cada momento.

O relógio de sol estabelecia uma ligação direta entre o homem e a natureza, mostrando a influência do sol sobre o tempo.

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Em resumo, a fotografia "A Torre Sineira e o Relógio de Sol no Pináculo" de Mário Silva é um testemunho da importância da religião e da tradição na vida das comunidades rurais.

A imagem, com a sua composição harmoniosa e a sua simbologia rica, convida-nos a refletir sobre o papel da arquitetura religiosa na construção da identidade cultural de uma comunidade.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷

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