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MÁRIO SILVA - Fotografia, Pintura & Escrita

*** *** A realidade é a "minha realidade" em imagens (fotografia, pintura) e escrita

19
Nov25

"A ponte de pedra - a ligação entre margens"


Mário Silva Mário Silva

"A ponte de pedra - a ligação entre margens"

19Nov DSC08943_ms

A fotografia, representada pela imagem de uma ponte rústica sobre um pequeno rio, exibe uma ponte de lajes de pedra de construção antiga e simples, que se estende sobre um curso de água sereno.

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A ponte é suportada por três pilares maciços de granito irregular, visíveis dentro da água, sobre os quais assentam grandes lajes de pedra, formando o tabuleiro.

A sua construção é utilitária e primitiva, refletindo a engenharia popular.

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O rio é estreito e tem águas escuras, mas com reflexos da vegetação circundante, nomeadamente os ramos nus das árvores nas margens.

As margens estão densamente cobertas por vegetação rasteira e arbustos verde-escuros, criando um ambiente húmido e sombrio.

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A luz, provavelmente do final do dia, incide sobre as árvores ao fundo, deixando a área da ponte na penumbra, o que realça o caráter intemporal e isolado da estrutura.

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A Ponte de Pedra: A Ligação Eterna Entre Margens, Corações e Tempos

A ponte de pedra, com a sua arquitetura simples e robusta, é mais do que um mero trajeto funcional; é, no coração de Portugal rural, uma metáfora para a própria vida e a sua perpétua busca por união.

A fotografia capta a essência desta ligação, onde a pedra ancestral desafia a corrente do rio e a passagem do tempo.

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A Funcionalidade Transfigurada em Sentimento

A origem de toda a ponte reside na necessidade: a de ultrapassar um obstáculo, de evitar o isolamento.

No entanto, o que a mão humana constrói com pedra e esforço transcende rapidamente essa primeira função.

A ponte rústica torna-se o testemunho silencioso de todas as travessias que testemunhou:

A Travessia do Trabalho: O caminho diário do lavrador e do pastor, levando os animais e as colheitas.

A Travessia do Encontro: O ponto onde os namorados se encontravam e os vizinhos se saudavam.

A Travessia da Saudade: O local onde se via partir e onde se esperava o regresso.

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A pedra, batida pela chuva e pelo sol, guarda a memória desses passos.

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A Força da Ligação

O verdadeiro poder da ponte é unir o que o rio, na sua natureza de separação e fluxo, tenta manter à distância.

Ela representa a vitória da vontade sobre a natureza implacável.

Os pilares, firmemente cravados no leito do rio, são âncoras de estabilidade num mundo em constante movimento.

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As duas margens não são apenas terra; são dois mundos, duas vidas, dois corações.

A ponte é o voto de que a distância será sempre vencida, que a separação é apenas temporária.

Ela oferece uma via segura, mesmo quando a vida corre agitada e escura, como as águas refletidas na imagem.

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Um Portal no Tempo

Olhar para esta ponte de pedra é entrar num portal.

As lajes gastas não nos ligam apenas à outra margem do rio, mas também à outra margem do tempo.

Sentimo-nos ligar aos que a construíram e aos que por ela passaram há gerações.

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Ela ensina-nos que as ligações mais valiosas não são as mais elaboradas ou modernas, mas sim as que são construídas com materiais simples, mas com a firmeza da convicção e o propósito de unir.

A ponte de pedra é a lição de que o essencial na vida é a união, a perseverança e o regresso seguro.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
12
Jul24

Pastor e Seu Rebanho - Um Retrato da Vida em Paradela de Monforte (Chaves - Portugal)


Mário Silva Mário Silva

 

Pastor e Seu Rebanho

Um Retrato da Vida em Paradela de Monforte

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No final de uma tarde tranquila em Paradela de Monforte, Chaves, Portugal, um pastor e o seu rebanho de ovelhas retornam do pasto.

A cena desenrola-se nas ruas de paralelepípedos da aldeia, onde o pastor, com uma expressão de dedicação e cansaço, conduz cuidadosamente suas ovelhas de volta à corte.

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A vida de pastor é uma jornada árdua, que exige resiliência e perseverança.

Durante o verão, o calor intenso e as longas caminhadas sob o sol abrasador tornam a tarefa de guiar o rebanho especialmente desafiadora.

Já no inverno, o frio cortante e as condições adversas do tempo adicionam um nível de dificuldade, testando a determinação do pastor em cada passo.

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A cena retrata não apenas o retorno do rebanho, mas também a essência da vida rural em Portugal, onde a pastorícia é uma atividade ancestral.

O pastor com o seu cajado, as ovelhas seguindo de perto, e as casas tradicionais ao fundo, tudo isso compõe um quadro de tradição e persistência.

Cada detalhe conta a história de gerações que dedicaram as suas vidas ao cuidado dos animais e à manutenção de práticas agrícolas que sustentam a comunidade.

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Apesar das dificuldades, a vida de pastor é também repleta de satisfações.

O vínculo com os animais, o contato constante com a natureza e a sensação de dever cumprido ao ver o rebanho seguro e bem alimentado são recompensas imensuráveis.

A conexão com a terra e a compreensão profunda dos ciclos naturais tornam a vida pastoral uma experiência singular, marcada por momentos de contemplação e realização.

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Em Paradela de Monforte, a figura do pastor é um símbolo de resistência e devoção, uma representação viva de uma tradição que, apesar dos desafios, continua a ser uma parte vital da identidade local.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷

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