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MÁRIO SILVA - Fotografia, Pintura & Escrita

*** *** A realidade é a "minha realidade" em imagens (fotografia, pintura) e escrita

02
Fev26

“A Lampaça numa manhã de geada” – Águas Frias – Chaves – Portugal


Mário Silva Mário Silva

“A Lampaça numa manhã de geada”

Águas Frias – Chaves – Portugal

02Fev A Lampaça numa manhã de geada_ms.jpg

Esta fotografia de Mário Silva é um retrato fiel da alma transmontana no inverno.

Capta não apenas uma paisagem, mas um estado de espírito típico da região de Chaves.

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A imagem apresenta uma vista panorâmica da Lampaça, na freguesia de Águas Frias, mergulhada num cenário invernal rigoroso.

A composição divide-se em três planos distintos:

O Primeiro Plano: Revela a vida quotidiana da aldeia, com habitações de telhados alaranjados que contrastam suavemente com o cinzento da manhã.

Os campos em redor já mostram o tom esbranquiçado da terra gelada.

O Plano Médio: É dominado por uma densa massa arbórea totalmente coberta por uma camada espessa de geada ou sincelo, criando um efeito visual de "floresta de cristal".

O Plano de Fundo: Um céu pesado e carregado de nevoeiro baixo (as "nuvens de geada") que paira sobre a montanha, comprimindo a paisagem e acentuando a sensação de isolamento e frio cortante.

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A paleta de cores é fria e melancólica, dominada por tons de cinza, branco e o verde escuro das persistentes árvores resinosas, transmitindo com perfeição o silêncio de uma manhã em que a temperatura desceu abaixo de zero.

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O Fenómeno da Geada: Onde a Humidade se Transforma em Arte

O título da fotografia, "A Lampaça numa manhã de geada", remete-nos para um dos fenómenos mais característicos do Nordeste Transmontano.

Em regiões como Chaves, a geada não é apenas um detalhe meteorológico; é um elemento moldador da agricultura e da paisagem.

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O Que é a Geada e Como se Forma?

Contrariamente ao que muitos pensam, a geada não é neve que caiu.

É um processo de deposição direta:

Arrefecimento Noturno: Durante a noite, o solo e as plantas perdem calor rapidamente, especialmente em noites de céu limpo.

Ponto de Congelação: Quando a temperatura da superfície desce abaixo dos 0°C, a humidade do ar que entra em contacto com essas superfícies não condensa em líquido (orvalho), mas passa diretamente do estado gasoso ao sólido.

Este processo chama-se sublimação inversa.

Inversão Térmica: Em vales como os da região de Chaves, o ar frio (mais denso) desce e acumula-se nos pontos mais baixos, tornando as manhãs em locais como Lampaça e Águas Frias particularmente propícias a este "manto branco".

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O "Sincelo": O Grau Seguinte da Geada

Na fotografia de Mário Silva, as árvores ao fundo aparecem tão brancas que podemos estar perante o fenómeno do sincelo.

Este ocorre quando existe nevoeiro (pequenas gotas de água em suspensão) com temperaturas negativas.

As gotículas, ao chocarem com os ramos das árvores, congelam instantaneamente, criando estruturas de gelo mais volumosas e dramáticas do que a geada comum.

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Impacto na Região

Para os habitantes de Águas Frias, a geada é um sinal de "limpeza" do ar e da terra, embora exija cuidados redobrados com as culturas.

Visualmente, como demonstra a fotografia, ela transforma a paisagem rural numa obra de arte efémera, onde cada folha e cada ramo são contornados por minúsculos cristais de gelo que brilham à primeira luz do dia.

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Nota Curiosa: O termo popular "nove meses de inverno e três de inferno", frequentemente aplicado a Trás-os-Montes, ganha toda a sua expressão visual em fotografias como esta, onde o rigor do clima define a beleza do território.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
28
Jan26

“Águas Frias e ar gélido (mesmo com sol)" - Mário Silva


Mário Silva Mário Silva

“Águas Frias e ar gélido (mesmo com sol)"

Mário Silva

28JanDSC09282_ms.JPG

Esta é uma perspetiva panorâmica e vibrante de Mário Silva, capturada na aldeia de Águas Frias, em Chaves.

A imagem ilustra com mestria o rigor e a beleza do inverno transmontano.

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A fotografia apresenta uma vista elevada sobre o casario da aldeia de Águas Frias.

O olhar é imediatamente atraído pelo mar de telhados cor de laranja, que contrastam vivamente com o cinzento das paredes de granito e o verde seco das encostas circundantes.

No topo da aldeia, destaca-se a torre branca da igreja, erguendo-se como uma sentinela sobre a comunidade.

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A composição é emoldurada por ramos de árvores despidos, cujos contornos escuros sugerem a dormência da natureza.

Apesar da luminosidade intensa e do céu que se adivinha limpo, a nitidez das sombras e a crueza da paisagem confirmam a premissa do título: é um dia de sol, mas de um frio cortante, típico das "terras altas" do norte de Portugal.

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O Sol que Não Aquece e a Rocha que Resiste

O Batismo do Gelo

Há nomes que são destinos, e Águas Frias é um deles.

Localizada no concelho de Chaves, esta aldeia não é apenas um lugar no mapa; é um manifesto da resistência humana contra os elementos.

O título de Mário Silva, "Águas Frias e ar gélido (mesmo com sol)", capta a grande dualidade transmontana: a luz que deslumbra, mas não afaga.

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Nesta imagem, o sol não é um abraço, mas sim um refletor.

Ele incide sobre as telhas cerâmicas e o granito secular, revelando cada textura, cada fenda, cada detalhe da arquitetura popular.

Contudo, é um sol de "pouca dura", um visitante luminoso que se recusa a derreter o hálito gelado que desce das montanhas.

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A Fortaleza de Telhados e Granito

Vista de cima, a aldeia parece um organismo vivo, encolhido sobre si mesmo em busca de calor.

As casas, encostadas umas às outras, formam um escudo contra o vento que fustiga o vale.

O granito, extraído da própria terra, serve de alicerce e armadura.

É uma estética da sobrevivência que, através da lente do fotógrafo, se transforma em arte épica.

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Os ramos secos que enquadram a fotografia funcionam como garras do inverno, lembrando-nos que, fora do abrigo das lareiras de pedra, a natureza reclama o seu domínio.

O ar é tão límpido que parece cristalizar a paisagem, permitindo-nos ver até ao último detalhe das hortas e dos campos que esperam pela primavera.

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A Alma do Norte

Águas Frias é um testemunho da têmpera de um povo.

O artigo que esta imagem escreve silenciosamente é sobre a persistência.

Numa terra onde o nome evoca o gelo, o calor encontra-se no interior das paredes grossas e na resiliência de quem habita este anfiteatro de pedra.

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A fotografia de Mário Silva não é apenas um registo geográfico; é o retrato de um instante eterno onde o tempo parece parado pelo frio, mas a vida pulsa sob o manto laranja dos telhados, sob o olhar atento de uma torre que aponta para um céu azul e gélido.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
24
Dez25

"A Aldeia colocou a 'toalha' branca para a Ceia de Natal" (Águas Frias - Chaves - Portugal)


Mário Silva Mário Silva

"A Aldeia colocou a 'toalha' branca para a Ceia de Natal"

(Águas Frias - Chaves - Portugal)

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A fotografia de Mário Silva é uma magnífica vista panorâmica aérea da aldeia de Águas Frias, captada num dia de nevada intensa, provavelmente na véspera de Natal.

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A Paisagem: A imagem revela a topografia da região, com a aldeia aninhada num vale suave.

Todo o cenário está coberto por um manto de neve espesso e imaculado.

A "Toalha" Branca: Os campos agrícolas que rodeiam o casario, habitualmente verdes ou castanhos, transformaram-se em superfícies brancas e lisas.

Os muros de pedra que dividem as propriedades desenham linhas escuras e geométricas sobre a neve, assemelhando-se às dobras ou aos bordados de uma grande toalha estendida sobre a terra.

O Casario: No centro, as casas da aldeia agrupam-se com os seus telhados cobertos de branco.

A arquitetura tradicional transmontana destaca-se timidamente, com algumas fachadas a revelar tons de pedra ou reboco, mas a predominância é a uniformidade da neve.

Primeiro Plano: Em primeiro plano, ramos de árvores despidas de folhagem, salpicados de neve, criam uma moldura natural, dando profundidade à imagem e acentuando a sensação de estarmos a observar um presépio vivo a partir de um ponto elevado.

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A Toalha de Linho do Céu – Um Natal Branco em Águas Frias

Há metáforas que, de tão perfeitas, deixam de ser figuras de estilo para se tornarem realidade visível.

O título desta fotografia, "A Aldeia colocou a 'toalha' branca para a Ceia de Natal", é uma dessas verdades poéticas.

Na véspera da noite mais sagrada do ano, Águas Frias não precisou de enfeites artificiais; a própria natureza encarregou-se da decoração, estendendo sobre o vale o mais puro linho que o inverno transmontano consegue tecer.

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O Ritual do Silêncio

A neve tem o poder de silenciar o mundo.

Ela abafa o ruído dos passos, o som dos carros e até o ladrar dos cães.

Quando a "toalha" branca é colocada, a aldeia entra num estado de reverência.

É como se a paisagem soubesse que a Ceia de Natal exige solenidade.

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Nesta fotografia, vemos Águas Frias transformada num presépio à escala real.

As casas, aconchegadas umas às outras sob o peso branco dos telhados, guardam no seu interior o calor que falta lá fora.

Imaginamos, por detrás daquelas paredes de pedra, as lareiras acesas, o cheiro a lenha queimada, o polvo ou o bacalhau a cozer e as filhós a fritar.

O contraste é absoluto: fora, o gelo estático e belo; dentro, o fogo vivo e a família.

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A Mesa Está Posta

Diz-se que no Natal ninguém deve ficar sozinho e que a mesa deve estar sempre posta.

Aqui, é a terra inteira que se senta à mesa.

Os muros de pedra, desenhados a negro sobre a neve, parecem as marcas dos lugares marcados para os convidados: os ausentes, os presentes e os que hão de vir.

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Esta "toalha" não foi lavada no tanque da aldeia nem secada ao sol de agosto.

Foi enviada do céu, caindo floco a floco, cobrindo as imperfeições do chão, nivelando os caminhos e purificando a vista.

É uma toalha efémera, que durará apenas enquanto o frio permitir, mas que chegou no momento exato para dignificar a festa.

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O Milagre da Terra Fria

Em Trás-os-Montes, o Natal tem uma dureza terna.

O frio aperta o corpo, mas a tradição aquece a alma.

A fotografia de Mário Silva capta esse espírito: a beleza austera de uma aldeia que, no dia 24 de dezembro, recebeu o presente mais bonito que o céu podia dar.

A aldeia vestiu-se de branco, a mesa está posta, e o mundo parece, por um instante, imaculado e novo, pronto para o nascimento da Esperança.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
14
Dez25

"Trás-os-Montes atravessando o seu 'Inverno'"


Mário Silva Mário Silva

"Trás-os-Montes atravessando o seu "Inverno'"

14Dez DSC09225_ms A.JPG

A fotografia de Mário Silva é uma paisagem panorâmica que captura a atmosfera melancólica e serena do inverno no interior norte de Portugal.

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O Caminho: Em primeiro plano, um caminho de terra batida serpenteia suavemente por entre a vegetação, convidando o olhar a entrar na paisagem.

O caminho está ladeado por arbustos densos e árvores com folhagem de tons outonais e invernais (castanhos, ocres e verdes-escuros), indicando a dormência da flora.

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O Plano de Fundo e a Bruma: O fundo da imagem é dominado por uma colina ou serra, cujos detalhes estão suavizados por uma densa camada de bruma ou nevoeiro cinzento-azulado.

Esta neblina retira a saturação às cores, criando uma separação visual entre a nitidez do primeiro plano e o mistério do horizonte.

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Os Gigantes Eólicos: No cume da colina, quase desvanecidos pela neblina, erguem-se três aerogeradores (turbinas eólicas).

As suas silhuetas finas giram no vento, introduzindo um elemento moderno e tecnológico na paisagem rústica.

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A Atmosfera: A luz é difusa e sem sombras marcadas, típica de um dia encoberto.

A imagem transmite frio, silêncio e a vastidão da região transmontana.

 

O Manto de Bruma e a Resiliência da Terra Fria

O título da fotografia, "Trás-os-Montes atravessando o seu 'Inverno'", encerra em si uma verdade geográfica e emocional.

Nesta região, onde o ditado popular reza "nove meses de inverno e três de inferno", a estação fria não é apenas uma passagem no calendário; é um estado de espírito e uma prova de resistência que a terra atravessa com dignidade.

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A Travessia pelo Caminho de Terra

O caminho de terra batida que vemos no sopé da imagem é a metáfora perfeita para esta travessia.

Ele rasga o mato rasteiro, ladeado por carvalhos e giestas que já perderam o verde vibrante da primavera, vestindo-se agora de castanho e ferrugem.

É por estes caminhos que a vida rural continua a fluir, lenta, mas imparável, mesmo quando o frio aperta.

A vegetação, despida e rude, não está morta; está em recolhimento, guardando forças nas raízes profundas que se agarram ao xisto e ao granito.

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O Abraço do Nevoeiro

Ao fundo, a serra desaparece sob o manto da bruma.

Este nevoeiro, que muitas vezes se instala nos vales e teima em não levantar durante dias, confere à paisagem transmontana um carácter místico e isolado.

Ele suaviza as arestas duras da montanha e une o céu à terra num abraço cinzento.

É este clima rigoroso que molda o caráter das gentes: temperado pelo frio, resiliente como a rocha e habituado a ver para além da neblina.

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O Vento que Move o Futuro

No topo da colina, as turbinas eólicas giram silenciosamente.

Elas são os novos moinhos de Trás-os-Montes.

Aproveitando o mesmo vento gélido que fustiga a face dos pastores, estas estruturas transformam a dureza do clima em energia.

A sua presença na fotografia de Mário Silva é um lembrete de que a região, embora profundamente tradicional, não parou no tempo.

Ela adapta-se.

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"Atravessar o Inverno" em Trás-os-Montes é, portanto, um ato de paciência.

É saber caminhar pela terra húmida, aceitar a proteção da bruma e esperar, com a certeza inabalável das estações, que o sol voltará a romper a neblina para trazer a "Terra Quente" de volta à superfície.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
15
Out25

“Águas Frias - as casas, a igreja de perfil e a colina negra dos incêndios”


Mário Silva Mário Silva

“Águas Frias - as casas, a igreja de perfil

e a colina negra dos incêndios”

15Out DSC09479_ms

Esta fotografia de Mário Silva apresenta uma vista panorâmica de uma aldeia, Águas Frias, aninhada numa paisagem de colinas.

Em primeiro plano, destacam-se os telhados de terracota das casas e o volume de uma igreja, vista de perfil, com a sua torre sineira alta e estreita.

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O fundo da imagem é dominado por uma colina extensa, onde se nota o contraste brutal entre a vegetação verdejante e as áreas queimadas.

Estas manchas escuras, que a descrição chama de "colina negra dos incêndios", são uma cicatriz visível na paisagem.

A composição, que utiliza a torre da igreja como ponto focal vertical em contraste com a horizontalidade das colinas, é um retrato da vida rural na presença da ameaça da natureza.

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A Cicatriz da Paisagem: Fé, Comunidade e a Memória do Fogo

A fotografia de Mário Silva, "Águas Frias - as casas, a igreja de perfil e a colina negra dos incêndios", é um poderoso testemunho visual da realidade de muitas aldeias do interior de Portugal.

Mais do que um mero registo topográfico, a imagem fala sobre resiliência, fé e o impacto duradouro das catástrofes naturais.

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A Igreja: O Coração da Comunidade

No centro da composição, a igreja ergue-se acima dos telhados, simbolizando o coração e o espírito da comunidade.

Historicamente, a igreja é o ponto de encontro, o refúgio e o centro da identidade destas aldeias.

A sua presença imponente, com a torre a apontar para o céu, sugere uma fonte de força e esperança que permanece inabalável, mesmo quando a paisagem circundante é marcada pela destruição.

As casas, agrupadas à sua volta, representam a vida e o calor da família e da vizinhança.

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A Colina Negra: A Marca do Fogo

O elemento mais dramático da fotografia é o contraste entre a vida e o rasto da devastação.

A colina negra no horizonte é a memória palpável do fogo.

Não é apenas uma área queimada; é uma chamada de atenção de que o ecossistema e o modo de vida da comunidade estiveram em risco.

Em regiões como Trás-os-Montes, os incêndios florestais têm um impacto profundo que se estende para além da perda de vegetação, afetando a qualidade do solo, a fauna local e a economia rural.

O negro da colina torna-se, assim, um símbolo de vulnerabilidade e de luto ecológico.

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Um Retrato da Resiliência

O mérito desta fotografia reside na forma como justapõe estes dois mundos: a tranquilidade e a permanência da aldeia, com a efemeridade e a violência da natureza selvagem.

A vida, representada pelos telhados laranjas e a vegetação ainda verde, insiste em continuar perante a adversidade.

A imagem de Mário Silva é, em última análise, uma homenagem à resiliência das populações que, ano após ano, refazem as suas vidas e mantêm a sua fé no lugar que chamam de lar, por mais duras que sejam as "águas frias" do destino.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
10
Set25

"Não é uma Aldeia qualquer ... é Águas Frias"


Mário Silva Mário Silva

"Não é uma Aldeia qualquer ... é Águas Frias"

10Set DSC03906_ms

A fotografia "Não é uma Aldeia qualquer... é Águas Frias" de Mário Silva capta uma vista panorâmica de uma aldeia aninhada numa paisagem rural.

Em primeiro plano, uma cerca rústica e vegetação verde enquadram o cenário.

A aldeia é composta por casas de diferentes cores, com telhados de cerâmica, espalhadas por uma colina.

A paisagem é dominada por uma vasta área arborizada e montanhosa no horizonte.

A fotografia é tirada num dia de poucas nuvens e a luz do sol realça as cores vivas das casas.

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A Lenda de Águas Frias

Há muito, muito tempo, quando as montanhas de Verín, na Espanha, eram ainda mais altas e o rio corria com mais força, existia uma aldeia que vivia sob uma maldição.

Era a "Aldeia das Águas Quentes", e a sua maldição era a falta de água.

Os rios estavam secos, as colheitas morriam e o povo sofria.

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Um dia, um viajante, um antigo peregrino, chegou à aldeia.

Ele, que tinha percorrido os caminhos de Santiago, tinha ouvido falar da maldição.

Ele disse ao povo:

- O vosso coração está cheio de ganância. O vosso amor é por ouro, não pela terra.

E disse-lhes que a única forma de quebrar a maldição era encontrar a fonte de "águas frias", uma fonte lendária que, segundo a lenda, se encontrava no coração da floresta.

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O povo riu-se do viajante.

Eles não acreditavam em lendas.

Mas o seu coração estava endurecido pela falta de água.

No entanto, uma jovem, de coração puro, que não tinha ganância, acreditou na lenda.

Ela, que tinha visto a sua família a sofrer, decidiu procurar a fonte.

A fotografia de Mário Silva, com as suas cores vibrantes e a sua beleza, capta o seu espírito.

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Ela entrou na floresta, aquela floresta densa e sombria que o fotógrafo capturou no horizonte.

Ela andou por dias, sem comer, sem beber, apenas com a esperança de encontrar a fonte.

Ela não tinha medo, pois o seu amor pela família e pelo seu povo era mais forte que o seu medo.

Ela não desistiu.

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E, num dia, quando a sua esperança estava quase a acabar, ela viu.

Não era uma fonte de água, mas uma fonte de luz.

Uma luz que brilhava por entre as árvores e que a chamava.

Ela seguiu a luz e chegou a uma clareira.

No centro da clareira, havia uma pequena fonte.

A água, límpida e fresca, parecia ter um brilho próprio.

Ela bebeu, e sentiu uma paz que nunca tinha sentido.

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A jovem voltou à aldeia e contou a sua história.

O povo, que tinha sofrido, finalmente acreditou.

Eles foram à fonte e beberam da água, e a sua ganância desapareceu, substituída pela bondade.

E, a partir desse dia, a maldição foi quebrada.

O rio voltou a correr, as colheitas voltaram a crescer, e a aldeia prosperou.

E a aldeia, que antes era conhecida como a "Aldeia das Águas Quentes", passou a ser conhecida como Águas Frias, uma homenagem à jovem corajosa e à sua fé.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
18
Ago25

"O mar enrola na areia ..." e uma estória


Mário Silva Mário Silva

"O mar enrola na areia ..."

e uma estória

18Ago DSC04395_ms

A fotografia de Mário Silva, intitulada "O mar enrola na areia ...", capta uma vista panorâmica de uma baía tranquila.

A imagem é dominada pelo mar, com águas de um azul-claro suave que se misturam com tons de verde.

As ondas, pequenas e suaves, quebram na praia de areia clara, criando uma faixa de espuma branca que se estende por toda a largura da imagem.

À direita, a costa é delimitada por uma área rochosa e uma colina coberta de pinheiros.

No fundo, do lado esquerdo, avistam-se colinas distantes.

O céu, de um azul límpido e com poucas nuvens, reflete-se na água, criando uma atmosfera de calma e serenidade.

A fotografia transmite uma sensação de paz e a beleza natural e intocada da costa.

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Estória: A Memória do Mar

O mar, para o pequeno Afonso, não era apenas água e areia.

Era uma memória.

Uma memória que vivia no som das ondas, no cheiro a sal e na luz que, como Mário Silva um dia capturaria na sua fotografia, pintava a baía de uma paz irreal.

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Afonso, que agora passava os seus setenta verões, sentava-se na varanda da sua casa, com vista para a mesma praia que Mário Silva havia fotografado.

Os anos tinham-lhe enrugado o rosto e curvado os ombros, mas os seus olhos continuavam a brilhar com a mesma vivacidade de um miúdo quando olhava para o mar.

Naquele verão, a sua neta, Laura, tinha vindo visitá-lo.

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Laura, uma jovem da cidade, com a cabeça cheia de ideias de tecnologia e pressa, sentia-se entediada na aldeia pacata do avô.

O mar era bonito, sim, mas era sempre o mesmo.

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- Avô, por que é que gostas tanto disto? Não é sempre o mesmo? - perguntou Laura, com a voz tingida de uma impaciência que Afonso conhecia bem.

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Afonso sorriu, um sorriso que lhe enrugou os olhos ainda mais.

- Não, minha neta. Não é o mesmo. O mar, ele muda a cada dia, a cada hora. E ele guarda as nossas memórias.

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Laura revirou os olhos.

- Histórias de velho - pensou.

Afonso compreendeu a sua neta.

- Vem comigo - disse ele, levantando-se com alguma dificuldade.

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Caminharam pela areia macia, em direção à praia rochosa à direita da fotografia.

O sol da tarde pintava as ondas de um dourado suave, e a espuma branca enrolava-se na areia com um sussurro constante.

Chegaram perto das rochas, onde o avô se sentou.

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- Vês estas rochas, Laura? - perguntou ele, apontando para uma rocha escura e coberta de musgo. - Foi aqui que aprendi a pescar com o meu pai. E foi aqui que, anos mais tarde, te ensinei a apanhar búzios."

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Afonso pegou num pequeno búzio, com as suas linhas intrincadas e cores desbotadas, e entregou-o à neta.

- Ouve. Ouve o que o mar tem para te contar.

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Laura levou o búzio ao ouvido, e ouviu o som familiar do mar.

Mas desta vez, parecia diferente.

Não era apenas um ruído.

Parecia o eco de uma história.

Do avô a rir com o pai, da sua própria voz de criança a exclamar de alegria ao encontrar um búzio perfeito.

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Afonso apontou para o vasto horizonte, onde o céu e o mar se encontravam numa linha difusa.

- O mar, Laura, é o nosso álbum de família. Cada onda que quebra é uma página virada. Ele enrola na areia, sim, mas nunca a mesma areia, nunca a mesma onda. E em cada uma, há uma lembrança. O primeiro beijo da minha Maria, o primeiro mergulho dos teus pais, a nossa primeira caminhada aqui..."

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Laura olhou para o mar com olhos novos.

Viu as ondas a quebrar, a espuma a formar-se e a desaparecer.

Mas agora, não via apenas água e areia.

Via a história da sua família, a história da sua aldeia, a história da sua própria vida, tudo enrolado naquele eterno e inconstante movimento.

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O mar continuava a enrolar na areia.

Mas para Laura, já não era o mesmo.

Era uma memória, uma promessa e um lembrete de que, por mais longe que a sua vida a levasse, as suas raízes estavam ali, na luz suave, no som das ondas, e na história silenciosa daquele mar.

A fotografia de Mário Silva não era apenas a imagem de uma praia, mas a imortalização daquela memória.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
02
Ago25

"A aldeia de Águas Frias" … e uma estória sensitiva


Mário Silva Mário Silva

"A aldeia de Águas Frias"

… e uma estória sensitiva

02Ago DSC03903_ms

A fotografia de Mário Silva, intitulada "A aldeia de Águas Frias", oferece uma vista panorâmica e elevada de uma aldeia típica transmontana, aninhada numa encosta.

A imagem é dominada por um aglomerado de casas com telhados de telha cerâmica de tons avermelhados e alaranjados, que se espalham de forma orgânica pelo terreno.

As paredes das casas variam em cor, desde os tons mais claros de reboco a alguns edifícios com fachadas mais escuras ou de pedra.

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A aldeia está densamente rodeada por uma paisagem natural exuberante.

Árvores de folhagem verde escura, arbustos e áreas de mato preenchem os espaços entre as casas e estendem-se para o fundo, onde colinas e montanhas se perdem no horizonte.

A vegetação é rica, com manchas de diferentes tons de verde, e há sinais de terreno cultivado ou vegetação rasteira em algumas áreas.

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No primeiro plano da fotografia, vê-se parte de uma cerca ou vedação de arame, e um ramo de árvore ligeiramente desfocado na parte superior esquerda, que enquadra a vista da aldeia.

A luz parece ser a de um dia claro, mas com uma certa suavidade que realça as cores e as texturas.

A imagem transmite uma sensação de tranquilidade, autenticidade e a beleza intemporal das aldeias de Trás-os-Montes, que coexistem em harmonia com a natureza circundante.

 

Estória Emocionante: O Fio Invisível de Águas Frias

Águas Frias… O nome sussurrava-se como um segredo entre os vales escarpados de Trás-os-Montes.

Vista de cima, como na fotografia de Mário Silva, a aldeia parecia um rosário de telhados de barro, uma mancha de vida salpicada no verde denso das serras.

Mas para quem lá vivia, e para os que de lá partiram, era muito mais: era o coração que batia no peito da memória, um fio invisível que ligava as almas às pedras e à terra.

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Naquela aldeia, onde o tempo parecia ter preguiça de correr, vivia Gabriela.

Gabriela tinha os olhos tão azuis como o céu de agosto e as mãos calejadas de uma vida inteira a lavrar a terra e a cuidar da família.

Ela vira os jovens partirem, um a um, em busca de promessas de cidade grande.

O seu neto, Tiago, um rapaz de alma irrequieta e sorriso fácil, tinha sido um deles.

Partira para Lisboa, anos antes, e as visitas tornavam-se cada vez mais raras.

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Gabriela sentia a falta de Tiago em cada pedra fria da casa, em cada silêncio prolongado.

Mas o seu amor por Águas Frias era inabalável.

Ela falava com as árvores, com o rio, com os telhados que se aninhavam uns nos outros, como velhos amigos.

- Não vos abandono - sussurrava ela - enquanto houver vida em mim, haverá vida aqui.

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Um dia, chegou a notícia: o Tiago ia casar.

E não seria em Águas Frias.

O coração de Gabriela apertou.

Sentiu a tristeza profunda de ver o seu laço com o neto a desvanecer-se, a sua aldeia a perder mais um pedaço de si.

Mas não disse nada.

Apenas, na quietude da sua horta, colheu as mais belas flores de alfazema e secou-as com um carinho que só uma avó pode ter.

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No dia do casamento, Gabriela, já frágil, não pôde viajar.

Mas enviou a Tiago um pequeno pacote.

Dentro, não estava a alfazema seca, mas algo mais.

Era uma fotografia de Mário Silva, tirada anos antes, uma vista panorâmica de Águas Frias.

A imagem que, agora, observamos.

E junto à fotografia, uma carta, escrita com caligrafia tremida:

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"Meu querido neto,

Nesta aldeia, onde nasceste, cada telhado conta uma história, cada árvore guarda um segredo.

Vês a cor dos telhados ao sol? É a cor do nosso sangue, da nossa paixão por esta terra.

Vês o verde das montanhas? É a força que nos alimenta, a resiliência das nossas gentes.

Sei que a vida na cidade te chama, e que as tuas escolhas são as tuas.

Mas lembra-te: não importa onde estejas, o fio que te liga a estas pedras, a estas gentes, é invisível, mas inquebrável.

É o amor da tua avó, o cheiro da tua terra, a força dos teus antepassados.

Leva esta imagem contigo, não como uma despedida, mas como uma lembrança de que um pedaço de ti estará sempre aqui.

Que esta beleza transmontana, que é a tua herança, te guie e te dê força, tal como me guia e me dá força a mim.

Com todo o meu amor,

A tua avó Gabriela."

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Tiago recebeu o pacote no dia do seu casamento.

Ao ver a fotografia, uma onda de emoção invadiu-o.

Os telhados, as montanhas, a simplicidade e a beleza que nunca antes tinha apreciado na sua totalidade.

Leu a carta e as lágrimas vieram-lhe aos olhos.

Aquele dia, ao lado da noiva, ele percebeu que, por mais longe que fosse, a sua alma tinha raízes profundas em Águas Frias.

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A partir desse dia, Tiago não só revisitou a aldeia com mais frequência, mas levou consigo a essência de Trás-os-Montes para a sua nova vida.

Contou as histórias da sua avó, mostrou a fotografia aos seus amigos, e o fio invisível que o ligava à sua terra tornou-se mais forte.

A fotografia de Mário Silva não era apenas uma imagem; era o testemunho do amor incondicional de uma avó, da beleza intemporal de uma aldeia e da inquebrantável ligação entre as Gentes transmontanas e a sua terra, uma ligação que, por mais que os caminhos se separem, jamais se romperá.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
05
Abr25

"A aldeia transmontana de Águas Frias - Chaves - Portugal"


Mário Silva Mário Silva

"A aldeia transmontana de

Águas Frias - Chaves - Portugal"

05Abr DSC00987_ms

A fotografia de Mário Silva, intitulada "A aldeia transmontana de Águas Frias - Chaves - Portugal", captura uma vista panorâmica e um aspeto representativo da aldeia, permitindo observar a interação entre as construções humanas e a paisagem natural circundante.

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A harmonia entre a ação do Homem e a beleza da Natureza numa aldeia transmontana como Águas Frias pode manifestar-se de diversas formas na imagem:

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Integração das construções na paisagem: As casas, construídas com materiais locais como a pedra, apresentam cores e texturas que se harmonizam com o ambiente natural.

A sua disposição ao longo do terreno pode seguir as curvas e a topografia, em vez de as alterar drasticamente.

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Utilização de materiais naturais: A presença de telhados de telha cerâmica, paredes de pedra e elementos de madeira contribui para uma estética rústica e integrada no ambiente.

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Presença de vegetação: A fotografia poderá mostrar a aldeia rodeada por campos agrícolas, bosques, árvores de fruto ou jardins, evidenciando a coexistência entre a área habitada e a natureza.

A vegetação pode até mesmo envolver as casas, com trepadeiras ou flores a adornar as paredes.

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Escala humana: A dimensão das construções e a forma como se inserem na vastidão da paisagem podem transmitir uma sensação de equilíbrio e de respeito pela natureza.

As atividades humanas visíveis, como caminhos, muros de pedra ou pequenas hortas, podem também refletir uma interação sustentável com o meio ambiente.

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Cores e luz: A luz natural e as cores predominantes na imagem podem realçar a beleza tanto da arquitetura tradicional quanto da paisagem natural, criando uma sensação de unidade e harmonia visual.

Os tons terrosos das casas podem complementar o verde da vegetação e o azul do céu.

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Preservação de elementos naturais: A fotografia evidencia a preservação de elementos naturais como rios, ribeiros, árvores centenárias ou formações rochosas dentro ou perto da aldeia, demonstrando uma valorização do património natural.

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Em suma, a fotografia de Mário Silva poderá ilustrar como a comunidade de Águas Frias, ao longo do tempo, construiu o seu lar de forma a respeitar e a integrar-se na beleza natural da região de Trás-os-Montes, criando uma paisagem onde a ação humana e a natureza coexistem de forma harmoniosa.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
05
Fev25

"A Neve no cume da serra, por entre árvores"


Mário Silva Mário Silva

"A Neve no cume da serra, por entre árvores"

05Fev DSC09331_ms

A fotografia "A Neve no cume da serra, por entre árvores" de Mário Silva captura a beleza agreste e serena da paisagem transmontana num dia de inverno.

A imagem apresenta uma vista panorâmica, com uma montanha coberta de neve no horizonte, vista através da copa de árvores despidas.

A paisagem, dominada por tons de cinza, branco e castanho, evoca uma sensação de tranquilidade e isolamento.

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A composição da fotografia é diagonal, com os galhos das árvores conduzindo o olhar do observador para o cume da montanha.

A perspetiva adotada permite apreciar a vastidão da paisagem e a grandeza da natureza.

A luz, fria e difusa, cria uma atmosfera de inverno, com sombras longas e contrastes suaves.

A paleta de cores é limitada, com predominância de tons de cinza, branco e castanho, que reforçam a sensação de frio e de inverno.

A neve, além de ser um elemento natural, possui um forte simbolismo.

Na cultura popular, a neve está associada à pureza, à renovação e à esperança.

Na fotografia de Mário Silva, a neve que cobre o cume da montanha pode ser vista como um símbolo de resistência e de adaptação da natureza às condições adversas.

A fotografia captura a essência da vida rural em Portugal, revelando a importância da natureza na vida das comunidades locais.

A imagem da montanha coberta de neve evoca um sentimento de nostalgia e de pertença, remetendo para um tempo em que a vida era mais simples e as pessoas estavam mais ligadas à natureza.

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As regiões montanhosas de Trás-os-Montes são caracterizadas por invernos rigorosos, com temperaturas baixas e nevadas frequentes.

As populações locais desenvolveram ao longo dos séculos diversas estratégias para enfrentar as condições climáticas adversas:

-  As casas tradicionais transmontanas são construídas com materiais naturais, como pedra e madeira, que proporcionam um bom isolamento térmico.

- A agricultura de montanha adaptou-se às condições climáticas adversas, com a produção de culturas resistentes ao frio e a criação de animais adaptados ao clima.

- A população local utiliza roupas quentes e impermeáveis para se proteger do frio e da neve.

A vida em comunidade é fundamental para enfrentar as dificuldades do inverno.

Os vizinhos ajudam-se mutuamente nas tarefas como a limpeza da neve e a manutenção das casas.

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Em suma, a fotografia "A Neve no cume da serra, por entre árvores" de Mário Silva é um tributo à beleza e à resiliência da natureza.

A imagem captura a essência do inverno transmontano, com as suas paisagens brutas e sua beleza agreste.

A obra convida-nos a refletir sobre a relação entre o homem e a natureza e sobre a capacidade de adaptação das comunidades rurais às condições climáticas adversas.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
19
Nov24

"A aldeia transmontana de Águas Frias - Chaves - Portugal" de Mário Silva


Mário Silva Mário Silva

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"A aldeia transmontana de Águas Frias - Chaves - Portugal" de Mário Silva

19Nov DSC01184_ms

A fotografia de Mário Silva captura uma vista panorâmica da aldeia de Águas Frias, revelando um cenário típico da região transmontana: casas de pedra e telhado de telha, campos cultivados, e uma envolvente natural marcada por colinas e vegetação autóctone.

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A fotografia, tomada de um ponto de vista elevado, proporciona uma visão abrangente da aldeia e da paisagem circundante, realçando a sua integração no meio rural.

A paleta de cores é predominantemente terrosa, com tons de verde, ocre e castanho, que evocam a rusticidade da região e a passagem das estações.

Os telhados vermelhos das casas contrastam com a tonalidade verde da vegetação, criando um efeito visual agradável.

A composição da imagem é equilibrada, com a aldeia a ocupar o centro da fotografia e a paisagem circundante a servir de moldura.

As linhas diagonais das encostas e dos caminhos criam um sentido de profundidade e dinamismo.

A luz natural incide sobre a aldeia de forma suave, realçando as texturas das pedras e das telhas.

As sombras projetadas pelas casas e pelas árvores conferem à imagem um caráter tridimensional.

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A fotografia de Mário Silva, ao mesmo tempo que retrata a beleza natural e a autenticidade da aldeia de Águas Frias, levanta questões sobre o futuro das zonas rurais em Portugal.

A região transmontana, como muitas outras áreas do interior do país, enfrenta desafios como o envelhecimento da população, o êxodo rural e a dificuldade em fixar os jovens.

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A arquitetura tradicional das casas, a organização espacial da aldeia e a relação com a paisagem testemunham séculos de ocupação humana e um património cultural riquíssimo.

A variedade de paisagens, desde os campos cultivados até às áreas florestais, revela a riqueza natural da região e as suas potencialidades para o desenvolvimento de atividades económicas sustentáveis.

A agricultura de subsistência, a pastorícia e os ofícios artesanais são atividades que ainda se praticam em muitas aldeias transmontanas, preservando conhecimentos e técnicas ancestrais.

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A presença de casas em ruínas é um sinal evidente do despovoamento e do envelhecimento da população.

A diminuição da atividade agrícola e a falta de mão de obra levam ao abandono de terras cultiváveis.

A falta de investimento em infraestruturas básicas, como estradas e serviços públicos, dificulta a fixação de população e o desenvolvimento económico da região.

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Em conclusão, a fotografia de Mário Silva é um convite à reflexão sobre o futuro das aldeias transmontanas.

A beleza e a autenticidade destas localidades são um património que deve ser preservado, mas é necessário encontrar soluções para os desafios que estas comunidades enfrentam.

O desenvolvimento de políticas públicas que promovam a fixação de população, a valorização do património cultural e a criação de atividades económicas sustentáveis são essenciais para garantir a vitalidade das aldeias transmontanas.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
18
Set24

"Vista panorâmica desde o adro da Igreja de Nossa Senhora da Orada" Santa Cruz – Sanfins – Chaves – Portugal  de Mário Silva


Mário Silva Mário Silva

"Vista panorâmica desde o adro da

Igreja de Nossa Senhora da Orada"

Santa Cruz – Sanfins – Chaves – Portugal 

Mário Silva

18Set DSC07099_ms

A fotografia de Mário Silva captura uma vista panorâmica serena e bucólica desde o adro da Igreja de Nossa Senhora da Orada, localizada em Santa Cruz, Sanfins, Chaves, Portugal.

A imagem, dominada por tons quentes e suaves, evoca uma sensação de tranquilidade e conexão com a natureza.

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A fotografia utiliza uma perspetiva ampla, que abarca uma vasta extensão da paisagem circundante.

O ponto de vista elevado do adro da igreja proporciona uma visão panorâmica da região, destacando a relação entre a arquitetura religiosa e o ambiente natural.

As linhas diagonais do corrimão e as linhas horizontais da paisagem criam uma sensação de profundidade e direcionam o olhar do observador para o horizonte.

A paleta de cores é predominantemente composta por tons de verde, ocre e azul, que evocam a vegetação exuberante, a terra e o céu, respetivamente.

A luz natural, quente e suave, intensifica a beleza da paisagem.

Os bancos de pedra em primeiro plano convidam o observador a se sentar e apreciar a vista, criando uma sensação de imersão na cena.

A igreja e as casas espalhadas pela paisagem proporcionam um senso de escala e localizam a fotografia num contexto histórico e cultural específico.

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A composição da fotografia é equilibrada e harmoniosa, com os elementos visuais organizados de forma a criar uma sensação de ordem e beleza.

A imagem captura a essência do lugar, transmitindo a tranquilidade e a beleza da paisagem rural portuguesa.

A fotografia possui um valor documental, registrando a arquitetura religiosa e a paisagem natural de uma determinada região de Portugal.

A imagem possui um grande potencial estético, podendo ser utilizada em diversas aplicações, como ilustrações de livros, revistas, guias turísticos e materiais promocionais.

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Como conclusão, a fotografia de Mário Silva "Vista panorâmica desde o adro da Igreja de Nossa Senhora da Orada" é uma obra de grande beleza e significado, que captura a essência de uma paisagem rural portuguesa.

A composição equilibrada, a paleta de cores harmoniosa e a perspetiva ampla contribuem para a criação de uma imagem marcante e memorável.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
09
Ago24

Castelo de Monforte de Rio Livre - Águas Frias – Chaves - Portugal


Mário Silva Mário Silva

Castelo de Monforte de Rio Livre

Águas Frias – Chaves - Portugal

09Ago DSC00103_ms

A fotografia de Mário Silva apresenta uma vista panorâmica do Castelo de Monforte de Rio Livre, situado na freguesia de Águas Frias, no município de Chaves, em Portugal.

A imagem captura a imponência da fortificação, erguendo-se sobre uma colina verdejante, com o rio Tâmega serpenteando ao longe.

A torre de menagem, em pedra granítica, destaca-se no centro da composição, cercada por muralhas e torres de alvenaria.

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O Castelo de Monforte de Rio Livre desempenhou um papel crucial na defesa do território português durante a época medieval.

Localizado numa zona fronteiriça com o Reino de Leão, o castelo servia como ponto estratégico para monitorar e defender o território contra invasões.

A sua construção, iniciada no século XIII por ordem de D. Afonso III, visava reforçar a segurança da região e consolidar a autoridade real.

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Ao longo da sua história, o Castelo de Monforte de Rio Livre foi palco de diversos acontecimentos importantes.

Foi cercado e conquistado por tropas castelhanas durante a Guerra dos Cem Anos, e posteriormente recuperado pelas forças portuguesas.

No século XVI, o castelo perdeu a sua importância militar, mas continuou a ser habitado até ao século XVIII.

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Atualmente, o Castelo de Monforte de Rio Livre encontra-se em estado de ruína, mas conserva ainda grande valor histórico e patrimonial.

A sua imponência e beleza paisagística fazem dele um dos locais mais emblemáticos do concelho de Chaves.

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A fotografia de Mário Silva destaca alguns elementos importantes do Castelo de Monforte de Rio Livre:

A torre de menagem, em pedra granítica, era o principal elemento defensivo do castelo. A sua altura e robustez permitiam aos seus ocupantes observar a área circundante e lançar projéteis sobre os inimigos.

As muralhas do castelo, também em pedra granítica, protegiam o seu interior e serviam como base para a construção de torres e outras estruturas defensivas.

O castelo possuía duas portas de entrada, uma a norte e outra a sul. As portas eram protegidas por torres de flanqueamento e pontes levadiças.

 

O pátio interior do castelo era o local onde se concentrava a vida da comunidade. Aqui, encontravam-se casas, lojas, armazéns e outros edifícios.

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A fotografia de Mário Silva do Castelo de Monforte de Rio Livre é um testemunho valioso da importância desta fortificação na época medieval.

A imagem captura a imponência do castelo e o seu papel crucial na defesa do território português.

O Castelo de Monforte de Rio Livre é um importante monumento histórico e patrimonial que merece ser preservado e valorizado.

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A fotografia não mostra a cerca urbana que rodeava o castelo.

A cerca, construída no século XIV, era reforçada por torres e cubelos e protegia a vila medieval que se encontrava no interior das suas muralhas.

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A fotografia também não mostra a capela de Nossa Senhora do Prado, que se encontrava no interior do castelo.

A capela foi construída no século XIII e era um local de devoção popular.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
07
Jul24

A Capela de Santiago em Mairos, Chaves, Portugal: Uma Joia Arquitetónica com Vistas Panorâmicas


Mário Silva Mário Silva

A Capela de Santiago em Mairos, Chaves, Portugal:

Uma Joia Arquitetónica com Vistas Panorâmicas

Jul07 DSC06753_ms

A Capela de Santiago, situada na aldeia de Mairos, no concelho de Chaves, em Portugal, é um pequeno templo religioso que se destaca pela sua beleza arquitetónica e localização privilegiada.

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A Capela de Santiago é uma construção modesta, feita de pedra e com um telhado vermelho de telha.

A fachada principal da capela é simples, com uma porta de madeira e uma janela em arco.

A capela possui uma única nave, com um altar em madeira simples e um crucifixo.

A capela é decorada com algumas imagens religiosas, incluindo uma imagem de Santiago Apóstolo, o patrono da capela.

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A Capela de Santiago está localizada no topo de uma colina, com uma vista panorâmica de 360 graus da paisagem circundante.

A partir da capela, é possível ver as montanhas ao longe, os campos verdejantes e a própria aldeia de Mairos.

A vista da capela é simplesmente deslumbrante, especialmente em dias claros.

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A Capela de Santiago é um importante marco histórico e cultural da aldeia de Mairos.

A capela foi construída no século XVI e tem sido um local de peregrinação para os devotos de Santiago Apóstolo durante séculos.

A capela também é um local de culto para os habitantes da aldeia, que se reúnem lá para celebrar missas e outras festividades religiosas.

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Em jeito de conclusão, podemos referir que a Capela de Santiago é um lugar especial que vale a pena visitar.

A capela é uma joia arquitetónica com uma história rica e uma localização privilegiada.

 As vistas panorâmicas da capela são simplesmente deslumbrantes, e a capela é um local de paz e tranquilidade.

Se você estiver de visita à região de Chaves, certifique-se de incluir a Capela de Santiago no seu itinerário.

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A Capela de Santiago está aberta ao público durante o dia.

A entrada na capela é gratuita.

A capela é um local de culto religioso, por isso é importante ser respeitoso ao visitar.

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A melhor época para visitar a capela é durante a primavera ou o outono, quando o clima é ameno e as vistas estão claras.

Use calçado confortável, pois a subida até a capela pode ser um pouco íngreme.

Leve água e um chapéu para se proteger do sol.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷

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