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MÁRIO SILVA "navegando" em ... águas frias

"Navegando" no Reino Maravilhoso por Terras de Monforte, especialmente na Aldeia de Águas Frias - Chaves - Trás-Os-Montes - PORTUGAL

MÁRIO SILVA "navegando" em ... águas frias

"Navegando" no Reino Maravilhoso por Terras de Monforte, especialmente na Aldeia de Águas Frias - Chaves - Trás-Os-Montes - PORTUGAL

04
Abr21

FELIZ PÁSCOA para TODOS - Águas Frias (Chaves) - Portugal


Mário Silva Mário Silva

Aleluia! Aleluia!

FELIZ PÁSCOA para TODOS

04 DSC00212_ms

Infelizmente, esta é ainda uma Páscoa, em que nos vemos confinados, devido à pandemia do COVID-19, o que impede que as Famílias se possam reunir e celebrar os costumes deste dia da Ressurreição de Jesus.

As próprias cerimónias religiosas estão comprometidas, pois por questão de segurança sanitária não é possível realizar a “visita Pascal” a todas as casas que abrem as suas portas para a entrada da cruz, a oração evocativa do dia, a bênção da casa e dos que lá vivem e o antiquíssimo ato de beijar a cruz.

Por esse motivo, deixo aqui um registo da visita pascal (“compasso”) realizada no ano de 2012 (ano com os mesmos algarismos de 2021).

Fica a recordação e os votos que se controle a pandemia e podermos, TODOS, celebrar a próxima Páscoa, sem restrições, constrangimentos, mas com a Alegria que este Dia evoca.

Aleluia! Aleluia!

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Ver também:

https://www.facebook.com/mariofernando.silva.9803/

http://aguasfrias.blogs.sapo.pt

https://www.youtube.com/channel/UCH8jIgb8fOf9NRcqsTc3sBA...

https://twitter.com/MrioFernandoGo2

https://www.instagram.com/mario_silva_1957/

Mário Silva 📷
12
Abr20

Águas Frias (Chaves) - ... A visita pascal na Aldeia em anos transatos ...


Mário Silva Mário Silva

 

... A visita pascal

na Aldeia

em anos transatos ...

Como a pandemia causada pelo vírus COVID-19, continua e obriga, para a proteção de todos, a confinação social. Assim, tal como no Domingo de Ramos, não haverá qualquer manifestação religiosa e portanto, não há a eucaristia da Páscoa e a tradicional e emotiva Visita Pascal.

2020 ficará na nossa memória como um ano diferente ... mas a memória não se apaga.

Assim, em cada casa, poderemos relembrar como foram as anteriores Visitas Pascais, nesta pequena mas bela aldeia transmontana.

O meu singelo contributo será, partilhar os registos fotográficos que captei em anteriores anos, desta tradicional Visita Pascal pelas casas, que se abriam para receber Cristo Ressuscitado.

Halleluia !     Halleluia !    Halleluia !  

 

 

Desejando que, TODOS,

tenham uma Santa Páscoa,

com muita Paz e Saúde.

 

 

Até Breve !!!

 

 

                       

 

 

 

 

Mário Silva 📷
11
Abr20

Águas Frias (Chaves) - ... o Folar da Páscoa ...


Mário Silva Mário Silva

 

Lenda do Folar da Páscoa

A lenda do folar da Páscoa é tão antiga que se desconhece a sua data de origem.

Reza a lenda que, numa aldeia portuguesa, vivia uma jovem chamada Mariana que tinha como único desejo na vida o de casar cedo. Tanto rezou a Santa Catarina que a sua vontade se realizou e logo lhe surgiram dois pretendentes: um fidalgo rico e um lavrador pobre, ambos jovens e belos. A jovem voltou a pedir ajuda a Santa Catarina para fazer a escolha certa. 

Enquanto estava concentrada na sua oração, bateu à porta Amaro, o lavrador pobre, a pedir-lhe uma resposta e marcando-lhe como data limite o Domingo de Ramos. Passado pouco tempo, naquele mesmo dia, apareceu o fidalgo a pedir-lhe também uma decisão. Mariana não sabia o que fazer.

Chegado o Domingo de Ramos, uma vizinha foi muito aflita avisar Mariana que o fidalgo e o lavrador se tinham encontrado a caminho da sua casa e que, naquele momento, travavam uma luta de morte. Mariana correu até ao lugar onde os dois se defrontavam e foi então que, depois de pedir ajuda a Santa Catarina, Mariana soltou o nome de Amaro, o lavrador pobre.

Na véspera do Domingo de Páscoa, Mariana andava atormentada, porque lhe tinham dito que o fidalgo apareceria no dia do casamento para matar Amaro. Mariana rezou a Santa Catarina e a imagem da Santa, ao que parece, sorriu-lhe.
No dia seguinte, Mariana foi pôr flores no altar da Santa e, quando chegou a casa, verificou que, em cima da mesa, estava um grande bolo com ovos inteiros, rodeado de flores, as mesmas que Mariana tinha posto no altar. Correu para casa de Amaro, mas encontrou-o no caminho e este contou-lhe que também tinha recebido um bolo semelhante.

Pensando ter sido ideia do fidalgo, dirigiram-se a sua casa para lhe agradecer, mas este também tinha recebido o mesmo tipo de bolo. Mariana ficou convencida de que tudo tinha sido obra de Santa Catarina.

Inicialmente chamado de folore, o bolo veio, com o tempo, a ficar conhecido como folar e tornou-se numa tradição que celebra a amizade e a reconciliação. Durante as festividades cristãs da Páscoa, os afilhados costumam levar, no Domingo de Ramos, um ramo de violetas à madrinha de batismo e esta, no Domingo de Páscoa, oferece-lhe em retribuição um folar.

in: https://www.infopedia.pt/apoio/artigos/$lenda-do-folar-da-pascoa

 

 

 

Até breve!!!!!

 

 

            

 

 

 

 

Mário Silva 📷
21
Abr19

Águas Frias (Chaves) - A visita Pascal ("Compasso") desde 2007 a 2015


Mário Silva Mário Silva

 

A Visita Pascal ("Compasso") na Aldeia

 

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"A Páscoa celebra-se a 21 de abril em 2019, sendo um feriado móvel, comemorado sempre ao domingo.

Esta é uma celebração religiosa que comemora a ressurreição de Jesus Cristo.

Os cristãos celebram a ressurreição de Jesus Cristo, sendo a data conhecida como Domingo de Páscoa. De acordo com a Bíblia, após a crucificação de Cristo, celebrada na Sexta-Feira Santa, Cristo ressuscitou no terceiro dia após a sua morte.

A data serve como momento de reflexão, em homenagem à vida e morte de Cristo, e de agradecimento e glorificação do seu sofrimento.

A Páscoa é celebrada também pela reunião da família, sendo um momento de confraternização e de alegria.

 

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Páscoa em Portugal

Em Portugal, a população católica recebe a visita do compasso pascal no Domingo de Páscoa. O compasso é composto por um grupo de fiéis católicos que percorrem as ruas com uma cruz e um pequeno sino para anunciar a sua chegada.

Quando convidados pelos habitantes a entrar nas casas, benzem a casa e seus moradores, anunciando a boa nova da ressurreição de Jesus Cristo.

Sete dias antes da Páscoa celebra-se o Domingo de Ramos, um dia dedicado aos padrinhos e madrinhas. Os afilhados oferecem flores ou plantas aos seus padrinhos e madrinhas e estes retribuem com o "folar", ou seja, com uma prenda no dia de Páscoa.

O pão-de-ló, os papos de anjo, o folar, as amêndoas e os ovos da Páscoa são alguns dos doces tradicionais desta época festiva."

In: https://www.calendarr.com/portugal/pascoa/

 

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Visita Pascal (Compasso)

"A Visita Pascal ou Compasso Pascal é uma tradição cristã portuguesa que consiste na visita casa a casa de uma paróquia (daqueles que a queiram receber) do Crucifixo de Cristo no dia de Páscoa ou nas semanas seguintes para celebrar a sua Ressurreição.

 

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Um pequeno grupo de paroquianos ou mordomos, com ou sem o seu pároco, liderados por um crucifixo que representa a presença de Jesus vivo, percorre várias casas de outros paroquianos que manifestem a sua vontade de receber a visita de Jesus Ressuscitado no dia de Páscoa. Em cada uma das casas, após uma bênção inicial, os habitantes da casa visitada beijam a cruz de Cristo como demonstração de adoração.

 

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A esta tradição associaram-se diferentes formas de receber essa visita. Ela é vista como uma forma de confraternização dos membros da comunidade paroquial com a oferta de alimentos da quadra ou apenas uns minutos de repouso para o grupo itinerante. É também comum ser aproveitada para oferta de donativos pecuniários à paróquia (para pagamento de eventuais direitos paroquiais)."

in: https://pt.wikipedia.org/wiki/Compasso_(P%C3%A1scoa)

 

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Uma Feliz e Santa Páscoa

 

 

Até breve !!!

 

 

 

 

 

 

 

 

Mário Silva 📷
28
Mar16

Águas Frias (Chaves) - ... visita pascal 2016 ...


Mário Silva Mário Silva

Domingo de Páscoa !!!

O tempo estava nebulado, ... mas ao contrário do dia de ontem, ... parecia que não queria chover ...

Depois do almoço de Páscoa, deleiciando-se com o cabrito e as batatas assadas no forno e regado com o bom vinho da região ... pelas 15 horas ... os sinos da igreja matriz repenicavam alegremente, anunciando a saída do "compasso".

Iniciava-se a visita pascal pelas casas da Aldeia.

Cada vez menos casas abriram as suas portas, pois a maior parte ou já lá não habita ninguém ou espalhados pelo país ou pelo mundo fora estavam ausentes. 

O grupo que compôs o "compasso" e quase sempre idêntico, pois cada vez há menos gente e ainda menos os que se disponibilizam para a visita pascal.

 

Para os que não puderam estar na Aldeia, disponibilizo alguns registo do grupo, que este ano se dispôs a visitar e levar as Aleluias às casas da Aldeia.

Águas Frias (Chaves) - Visita Pascal 2016

 

Águas Frias (Chaves) - Visita Pascal 2016

 

Águas Frias (Chaves) - Visita Pascal 2016

 

Águas Frias (Chaves) - Visita Pascal 2016

 

 

Águas Frias (Chaves) - Visita Pascal 2016

 

Espero que todos os que por aqui passem tenham tido uma Santa e Feliz Páscoa.

 

 

 

 

 

 

 

Mário Silva 📷
11
Abr15

Águas Frias (Chaves) - Visita Pascal 2015 ("Compasso")


Mário Silva Mário Silva

 

 

Tlim ... Tlim ... Tlim ... Tlim ... Tlim ... Tlim ...

 

A sineta anuncia a aproximação do "compasso" ...

 

Águas Frias (Chaves) - Vista Pascal 2015 ("Compasso")

Este ano, a visita pascal em Águas Frias teve a participação ativa do pároco da Freguesia, Padre Helder Magalhães.

 

Águas Frias (Chaves) - Vista Pascal 2015 ("Compasso")

Cada vez menos portas se abrem, ao "Compasso", não porque tenham diminuido os crentes, mas porque mais casas estão fechadas, com os seus proprietários longe delas ...

 

Águas Frias (Chaves) - Vista Pascal 2015 ("Compasso")

 

Também é de salientar que este ano o pároco quiz deixar uma lembrança da sua visita, deixando em cada casa um pano bordado com Cristo cruxificado, os votos de uma Feliz Páscoa e o seu nome - marcando assim, para a posteridade o momento da Visita Pascal a cada uma das casas que o receberam de "braços abertos" ....

 

Águas Frias (Chaves) - Vista Pascal 2015 (Oferta do Pároco Helder)

 

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O Compasso Pascal é uma tradição cristã que consiste na visita casa a casa de uma paróquia (daqueles que a queiram receber) do Crucifixo de Cristo no dia de Páscoa ou nas semanas seguintes para celebrar a sua Ressurreição.

 

Águas Frias (Chaves) - Vista Pascal 2015 ("Compasso")

Um pequeno grupo de paroquianos, com ou sem o seu pároco, liderados por um crucifixo que representa a presença de Jesus vivo, percorre várias casas de outros paroquianos que manifestem a sua vontade de receber a visita de Jesus Ressuscitado no dia de Páscoa. Em cada uma das casas, após uma bênção inicial, os habitantes da casa visitada beijam a cruz de Cristo como demonstração de adoração.

A esta tradição associaram-se diferentes formas de receber essa visita.

 

Águas Frias (Chaves) - Vista Pascal 2015 ("Compasso")

 

Ela é vista como uma forma de confraternização dos membros da comunidade paroquial com a oferta de de alimentos da quadra ou apenas uns minutos de repouso para o grupo itinerante.

É também comum ser aproveitada para oferta de donativos pecuniários à paróquia (para pagamento de eventuais direitos paroquiais).

In: http://pt.wikipedia.org/wiki/Compasso_%28P%C3%A1scoa%29

 

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Para uma informação mais detalhada sobre a "ORIGEM MEDIEVAL do COMPASSO - VISITA PASCAL - A BENÇÂO DAS CASAS" podem consultar o trabalho de  Geraldo J. A. Coelho Dias em: http://repositorio.ucp.pt/bitstream/10400.14/4866/1/LS_S2_04_GeraldoJACDias.pdf

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... uma flor ... uma única flor ... a pensar em ...

 

 

 

 

Espero  que todos tenham tido uma Feliz e Santa PÁSCOA.

 

Até breve !!!!

 

 

 

 

 

Mário Silva 📷
25
Abr14

Os folares da Páscoa e a visita pascal 2014


Mário Silva Mário Silva

Já venho um pouco fora de tempo mas deixo aqui alguns registos captados durante o tempo pascal de 2014, em Águas Frias.

 

 

 

FOLARES

 

Espreitando os folares através da "boca" do forno

 

 

 

... a D.ª Noémia dando um "jeitinho" aos folares no forno

 

 

 

 ... que bom aspeto ... huuuuum !!!!

 

 ... é tradição as avós, mães ou tias, fazerem pequenos folares para oferecerem aos netos, filhos ou sobrinhos, que geralmente são os primeiros a saborear esta iguaria transmontana ...

 

 

 

 

 

VISITA PASCAL  2014

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Espero que todos tenham tido uma excelente Páscoa

 

 

 

 

 

 

Mário Silva 📷
05
Abr13

àguas Frias (Chaves) - Visita Pascal e ... a Pascoela


Mário Silva Mário Silva

 

 

Como sempre venho um pouco atrasado, nas notícias que ocorrem em Águas Frias, pois já se aproxima a Pascoela e vou deixar alguns registos dado "compasso" do Domingo de Páscoa.  ... mas é quando me é possivel....

 

 

Este ano o Domingo de Páscoa, em Águas Frias, teve como companhia o frio e a chuva.

Mas nem por isso, se deixou de se concretizar os costumes ancestrais que se comemoram neste dia.

Foi o caso da visita pascal, que nem a eminência de chuva travaram este costume cristão. Bem hajam os corajosos que com tempo pouco convidativo e até desagradável, se puseram a caminho e foram de casa em casa, fazer a visita pascal, vulgarmente conhecido por "Compasso".

 

 

 

"O Compasso Pascal é uma tradição cristã que consiste na visita casa a casa de uma paróquia (daqueles que a queiram receber) do Crucifixo de Cristo no dia de Páscoa para celebrar a sua Ressurreição.

 

 

 

 

Um pequeno grupo de paroquianos, com ou sem o seu pároco, liderados por um crucifixo que representa a presença de Jesus vivo, percorre várias casas de outros paroquianos que manifestem a sua vontade de receber a visita de Jesus Ressuscitado no dia de Páscoa. Em cada uma das casas, após uma bênção inicial, os habitantes da casa visitada beijam a cruz de Cristo como demonstração de adoração.

 

 

 

 

 

A esta tradição associaram-se diferentes formas de receber essa visita.

Ela é vista como uma forma de confraternização dos membros da comunidade paroquial com a oferta de de alimentos da quadra ou apenas uns minutos de repouso para o grupo itinerante.

 

 

 

 

 

É também comum ser aproveitada para oferta de donativos pecuniários à paróquia (para pagamento de eventuais direitos paroquiais)."

In: https://pt.wikipedia.org/wiki/Compasso_(P%C3%A1scoa)

 

 

 


 

 

 

Como se aproxima o Domingo de Pascoela deixo aqui um excerto que recolhi no livro “Festas e Tradições Portuguesas”, Vol. III, de Soledade Martinho Costa  - Ed. Círculo de Leitores

 

PASCOELA - ORIGENS E CELEBRAÇÕES

Ocorre sete dias depois da Páscoa, correspondendo ao domingo seguinte ao domingo de Páscoa, também denominado Dia da Misericórdia de Deus, oitava da Páscoa ou Quasímodo.

Estas duas últimas designações, embora ainda se usem, eram mais utilizadas antigamente, celebrando-se a oitava noutras liturgias importantes da Igreja, prática caída em desuso quando da reforma do calendário religioso após o Concílio do Vaticano II.

 

 

 

 

 

A Pascoela simboliza o prolongamento do próprio domingo de Páscoa, numa atitude festiva da Igreja e dos fiéis, podendo dizer-se que representa uma espécie de diminutivo da palavra Páscoa.

Recorde-se que o baptismo dos primeiros Cristãos adultos ocorria durante a Vigília Pascal, ritual que continua a manter-se, sendo a quadra da Páscoa a preferida desde os primórdios da religião cristã para se efectuarem os baptismos dos catecúmenos.

Daí, chamar-se também – conquanto não já oficialmente – ao domingo de Pascoela o domingo In Albis (domingo branco), devido ao facto dos catecúmenos utilizarem (como hoje) vestimentas brancas no acto do baptismo, celebrado depois, festivamente, por toda a semana que decorria desde o domingo de Páscoa ao domingo de Pascoela.

 

Nos dias actuais, à semelhança de outrora, os baptismos continuam a realizar-se por toda a semana que medeia estes dois domingos, embora, por tempos idos, apenas nesta época do ano a Igreja procedesse à imposição do baptismo. Hoje já assim não é, mas continua a verificar-se a preferência da quadra pascal para se efectuar o baptismo, sobretudo das crianças.

Na tradição popular, é durante a celebração da missa do Senhor no domingo de Pascoela – quando esta se realiza às três horas da tarde em ponto – que, «ao pedir-se uma graça, ela será atendida».

 

 

 
 
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Mário Silva 📷
15
Abr12

Águas Frias (Chaves) - Visita Pascal 2012


Mário Silva Mário Silva

Embora hoje já seja domingo de Pascoela, deixo aqui alguns registos da Visita Pascal realizada no Domingo de Páscoa.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

   

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 A todos , espero que tenham passado uma FELIZ PÁSCOA.

 

 

 

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Mário Silva 📷
09
Abr09

"Páscoa em Natureza" - Maianima voltou a animar Águas Frias e Chaves (parte I)


Mário Silva Mário Silva

 Antes de iniciar a abordagem ao tema que dediquei para hoje, e como a Páscoa se aproxima, quero desejar a todos:

UMA  FELIZ  E  SANTA

 

PÁSCOA

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Agora sim, tal como diz a canção do Rui Veloso “o prometido é devido …” e, mesmo com algum atraso (embora esteja desculpado já que estamos a chegar à Páscoa e o tema do projecto é "Páscoa na Natureza"), vou tentar descrever o fim-de-semana em que a Maianima tornou diferente a monotonia da vida da aldeia de Águas Frias.
É uma tarefa, nada fácil, tentar transmitir por palavras, tudo o que se foi vivendo nestes dias, pois só vivenciado se pode “sentir” o quanto de diferente se tornou Águas Frias.
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Logo pelas nove horas e meia, do dia 28 do passado mês de Março, numa manhã que já se previa fria, começam a chegar os primeiros carros cheios de maiatos (pais/crianças e jovens).
A aldeia começa, desde esse momento, a ter um movimento inusual.
De cada carro saem todos (cerca de 70 pessoas), com um ar satisfeito e curioso.
Finalmente tinham chegado ao lugar desejado. E para muitos a primeira vez que iriam entrar em contacto com uma aldeia transmontana.
Tudo lhes parece diferente …
Cada um carrega com os seus sacos/malas/mochilas e desde o largo na rua 1.º de Maio, rumam para a casa da Edite/Augusto.
Mesmo antes de aí chegarem, deparam-se com o imponente “pórtico” encimado por dois pináculos nos extremos e no centro a sua “concha” de granito.
Foto de Mário Cortez
Alguns (já conhecedores) passam por ele em direcção ao pequeno-almoço. Outros, param, admiram e começam-se a ouvir os primeiros clicks e os flashes, por breves instantes, iluminam esta frontaria.
Devagar ou lestos, todos entram para o pátio interior da casa dos anfitriões.
  Esta e muitas outras fotos deste post foram captadas e gentilmente cedidas por Mário Cortez

 

 

Aí, já os esperava um pequeno-almoço transmontano:
Claro que para as crianças havia leite quente (com ou sem chocolate); para todos, pão fresco, e uns pastéis de Chaves, previamente aquecidos.
Para os adultos havia ainda umas alheiras (genuínas, de produção caseira da aldeia) e acabadinhas de grelhar; presunto (genuíno) de Chaves e poderia ser regado com um tinto das vinhas de Águas Frias.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
Hummm ….eu que também provei, só vos digo que foi um pequeno-almoço Divinal.
Como diz o ditado popular:“é pela manhã que se começa o dia”.
Este não poderia começar da melhor maneira. Desde a degustação destas iguarias até à boa disposição que reinava entre todos.
Depois disto, todos ficaram expectantes de como seria todo o fim-de-semana, nesta pequena e bela aldeia do concelho de Chaves.

 

Seguiu-se um momento de lazer para os mais novos, usufruindo do recreio do Centro Escolar de Águas Frias.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 
  
Os adultos tiveram oportunidade de entrar em contacto com a aldeia e até com as pessoas com quem iam cruzando.
Mais uma vez a aldeia se encheu de risos de crianças e jovens, correrias, curiosidade, em que os adultos não se ficavam atrás, enchendo as unidades de memória (cerebral ou das máquinas fotográficas) para mais tarde recordar.
Ainda houve tempo para, na Igreja Matriz se fazer um curto ensaio para os cânticos da missa dominical.
 
 
 
 
 
 
 
 
 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A rua Central foi percorrida na sua totalidade desde o largo da Igreja,...

 

 ... fazendo uma paragem no Café Pires, ... 
 ... e continuando até ao Restaurante do Quim Russo” onde seria servido um lauto almoço para todos.

 

A entrada foi ruidosa mas mal as travessas foram sendo colocadas na mesa, o silêncio só era cortado pelo bater dos talheres nos pratos. A vitela estava divinal.
No fim, até o Quim teve direito a um fadinho, com letra adaptada aos bons serviços gastronómicos e simpatia, cantado pelo Ricardo e acompanhado à viola pelo Diogo.

 

 Seguiu-se um momento de descontração e confraternização.
Mais uma vez grupos de gente se espalhou pelas ruas da Aldeia, ...
... até aos seus meios de transporte, pois a tarde seria passada em visita à cidade de Chaves.
Apearam-se junto às margens do Tâmega, perto das Caldas e atravessam-se jardins, percorreram-se as estreitas ruas do centro histórico com as suas casas mostrando as características varandas, até chegar à Praça Camões.

 

Visitaram o Museu Militar na torre de Menagem do Castelo de Chaves: ouviram as explicações do guia, subindo os degraus (dos andares e da História), ... 

 

   
   

 

 ... até que … no último andar, nos foi comunicado que estava impedido o acesso ao cimo da torre de menagem devido a obras a executar no telhado.
Que pena, pois também impediram que crianças, jovens e adultos, vindos da Maia pudessem desfrutar de uma magnífica e privilegiada vista sobre a cidade (zona histórica e urbanização recente, seus arruamentos, as zonas verdes), o vale de Chaves, o serpentear do rio Tâmega, a ponte romana, …as serras que envolvem a cidade.
Foi pena, esperando que as obras sejam rápidas para que todos os que futuramente visitem esta milenar cidade possam ter beneficiar desta panorâmica da cidade enquadrada no seu envolvente.
Visitaram-se os belos e bem tratados jardins junto à torre de menagem do Castelo e dirigiram-se para o Museu da Região Flaviense, onde puderam ouvir as explicações da guia e ver os riquíssimos achados arqueológicos da região flaviense (entre eles o “achado” da Coluna dos Povos).

 

 Visitaram também a Igreja matriz e constataram as diversas intervenções arquitectónicas ao longo do tempo, desde o românico até ao barroco do seu órgão de tubos.

 

 

 

 

 
 
Logo ao lado descobriu-se o pelourinho,  o seu significado e função, assim como algumas características inéditas, como seja a esfera armilar no cimo da 5.ª colunata (que é evidente ser posterior ao pelourinho original).
 

 

 

O ar estava fresco, com um ventinho que já se estava a tornar pouco agradável e o relógio biológico já anunciava hora do lanche, que foi distribuído nos jardins anexos às Caldas de Chaves.
Mesmo ao lado, estava um equipamento que desde logo atraiu a atenção dos mais novos: um “parque infanto-juvenil” (diga-se que em muito bom estado e com diversificados equipamentos).
Aí, os mais novos desfrutaram livremente das suas brincadeiras enquanto davam espaço para os adultos se poderem aventurar pelas imediações, ao longo da requalificação das margens do rio Tâmega. Tiveram oportunidade de ver as antigas “poldras”, a ponte pedonal, a vista magnífica da ponte romana (ou de Trajano).

 

 

 Depois de um jantar num restaurante de Chaves, dirigiu-se todo grupo para o Auditório da Academia de Artes de Chaves.
Vieram também população de Águas Frias, alunos que frequentam a Escola de Águas Frias e a sua professora Fernanda, o pároco da Aldeia, sr. padre Helder e o Presidente da Junta de Freguesia de Águas Frias (Romeu Gomes), que sempre acompanhou este grupo maiato e colaborou na concretização deste projecto da Maianima.

O grupo de teatro da Maianima presenteou todos os presentes com a adaptação do livro “A floresta” da escritora Sophia de Mello Breyner, com coreografia do também maiato Carlos Frazão.

 

   
   
   
   
A representação de todos os jovens maiatos e coreografia, não se ficou atrás do belíssimo texto que tinha por base. Em minha opinião, foi um belíssimo momento de teatro e não posso deixar de dar os meus parabéns aos jovens actores e coreógrafo, pois conseguiram dar vida e cativar a atenção dos espectadores, que certamente saíram agradados.
Não resisto a fazer uma pequena nota para como Carlos Frazão conseguiu tornar o narrador, numa personagem, não estática ou voz off, mas num jovem que aproveita o momento antes de se deitar para partilhar connosco (público) o seu gosto pela leitura. Parabéns.
De regresso à aldeia, já era tempo de deitar.
Deitar tanta gente?
Afinal nem foi difícil, pois a hospitalidade das gentes de Águas Frias tudo tornam possível. Ocuparam-se a casa da Edite/Augusto, a casa da Idália, da Linda, da tia Lila e da srª Augusta (e já a Noémia conseguia disponibilizar mais dois quartos).
Que prazer, ver a disponibilidade e hospitalidade das Gentes de Águas Frias!!!!
As crianças, exaustas, foram-se deitar, mas os adultos queriam, mesmo cansados, aproveitar todos os momentos, e foram ficando … até que a “tia Lila” e a Srª Augusta apareceram com castanhas acabadinhas de assar, de modo tradicional na lareira. Bom,… logo se fez um magusto em finais de Março. 
 

 NOTA:  Como o post já vai longo e já não existe capacidade para inserir mais conteúdo, a descrição do dia 29 de Março (domingo) seguirá no post seguinte

Mário Silva 📷
09
Abr09

"Páscoa em Natureza" - Maianima voltou a animar Águas Frias e Chaves (parte II)


Mário Silva Mário Silva

 Continuação do post anterior:
 
O dia 29, nasceu um pouco encoberto e com um ventinho frescote (ou melhor, frio).
Mas nada demove estes maiatos, levantando-se manhã cedo.
 É domingo e havia que animar a celebração em conjunto com a comunidade residente.

 

   
A igreja de Águas Frias ficou repleta (como num dia de festa) numa mistura de maiatos e aquafrigidenses. Os cânticos alegres e acompanhados por duas violas, animaram a Comunidade que participou em uníssono.
Foi um momento que me fez lembrar uma canção cantada no ano passado: ”Vai para a aldeia, vai para a cidade, vai para a tua terra e faz Comunidade “.
Mais uma vez, o grupo (não os contei mas certamente à volta de 70 pessoas), atravessaram a Aldeia e foram almoçar.

 

O tempo ia passando e cada vez mais se aproximava a hora do regresso, mas ainda estava programada mais um itinerário.
Subir a encosta da serra do Brunheiro e visitar o Castelo de Monforte do Rio Livre.

 

 
 

 

 

 

 
 
A vista deslumbrava. Entraram dentro das ruínas do castelo, alguns aventuraram-se a andar pelas muralhas, mesmo que o vento frio apertasse.
Lá diz o ditado: “Se vais para Monforte leva o teu capote”
Também aqui não posso resistir a um pequeno comentário/desilusão.
É pena mostrarmos a quem visita este Monumento Nacional o estado em que ele se encontra (sem qualquer informação sobre ele, sem guia ou guarda, com as ervas a crescerem no seu interior, as portas abertas e uma até caída no chão, tendo-se que lhe passar por cima). Quem o mostra e que sente orgulho nele, ruboriza de vergonha ao ver e ter de mostrar o grau de abandono deste marco importante da História portuguesa e o ex-libris da freguesia de Águas Frias e aldeias vizinhas. Merecia melhor destino. Não é uma construção qualquer – é Monumento Nacional e é referenciado em muitas rotas turísticas.
Perdoem-me este desabafo que nada tem a ver com a qualidade e minúcia do Programa “Páscoa com Natureza”, organizado pela Maianima.
Depois desta visita, há que se enfiar, ligeirinho, no interior acolhedor dos automóveis para uma nova visita.
Enveredou-se pelo caminho de terra batida em direcção à Bolideira, mas … e há sempre um mas, … o carro da frente errou no caminho e foram todos ter a um campo recentemente lavrado. O caminho era estreito, mas cada um lá conseguiu inverter a marcha e finalmente encontrar o caminho certo.
 
Foi um percurso que embora poeirento, foi compensador pela paisagem, já com as gestas brancas a florir.
Chegados ao destino, todos tentaram fazer bulir a enorme rocha – A Pedra Bolideira.
Até os mais pequenos, em conjunto lá se foram esforçando para a verem mexer (bulir).

 

 
A vara colocada debaixo da rocha, não deixava dúvidas, ela bulia mesmo.  
Alguns foram explorando o local, galgando a vegetação e encavalitando-se nas rochas circundantes para terem uma visão privilegiada sobre os “valentes”, quais Obelix abanando não o menhir, mas a Pedra Bolideira.
Concluía-se aqui as visitas programadas para este fim-de-semana diferente.
Chegados a Águas Frias era hora de recolher as malas e com elas às costas e algumas alheiras no saco.

Agora era rumar novamente para a cidade da Maia.

 

Espero que tenham saído mais enriquecidos por esta diferente realidade, e com saudades das Gentes que com prazer as acolheram.
Foi um fim-de-semana diferente.
Parabéns à instituição que o proporcionou – a Maianima; às crianças e jovens que deram uma lufada de ar fresco a esta aldeia, aos pais que com a sua boa disposição e abertura proporcionaram um convívio alegre e franco, trocando-se experiências e saberes.  
Não posso deixar de referir a colaboração do Sr. Presidente da Câmara que proporcionou a visita aos Museus da Cidade de Chaves e disponibilizou o excelente (em todos os aspectos) do Auditório da Academia das Artes (recentemente inaugurado).
Ao Presidente da Junta de Freguesia de Águas Frias (Romeu Gomes) que além de vários tipos de ajuda à concretização do projecto da Maianima, sempre esteve presente, qual anfitrião que quer, tem prazer e sabe receber quem visita a sua Terra.
Prazer também demonstraram as Gentes de Águas Frias.
Entre elas, e não menorizando todos os outros, não seria justo se não referisse a “tia Lila”, que com a sua inteira disponibilidade, o seu desinteressado trabalho e essencialmente como seu sentido de humor que contagiou todos os que com ela privaram.
 
Um bem-haja aos organizadores e colaboradores (Ricardo e Carlos Frazão), que tornaram possível esta visita, não podendo deixar de referir, dois elementos que segundo a minha apreciação pessoal foram fundamentais no impecável planeamento, programação, organização, concretização deste intercâmbio pessoal e cultural entre estas duas realidades (Maia e Águas Frias) – a Edite e o Augusto Silva (corro o risco de dizer que sem eles nada disto seria o mesmo – esta é a minha opinião que por ser pessoal, é da minha inteira responsabilidade).
 
Em jeito de avaliação (tanto se fala dela) e sem grelhas, ou portfolio, mas sim com a análise da vivência penso que os Objectivos do projecto da Maianima foram cabalmente cumpridos.
E,… quem ficou a ganhar foram, …. as Gentes da Maia e as Gentes de Águas Frias.

 

 
Nota: As fotos apresentadas neste post  (a maioria delas foram captadas e gentilmente cedidas por Mário Cortez) e ainda muitas outras que aqui não couberam, podem ser visualizadas em (clicar em cima de cada nome):
Águas Frias (Maianima)
 
 

Como nos estamos a aproximar da época pascal aproveito para desejar

 FELIZ  E SANTA

 

PÁSCOA

 

a todos os habitantes de Águas Frias, a todos os aquafrigidenses espalhados pelo país e pelo mundo, a todos os que não sendo de Águas Frias a sentem como sua, a todos os que a visitam e a todos os que vão passando por aqui, visitando virtualmente nacos da Vida, Gentes e Aldeia de Águas Frias.

 

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Mário Silva 📷
06
Abr08

Águas Frias (Chaves) - A tradição é o que era?


Mário Silva Mário Silva

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Ultimamente e com muita frequência se tem ouvido a frase “Já nada é como dantes”
Em muitos aspectos, a frase veste na perfeição a realidade da Aldeia de Águas Frias.
Outros há, que resistem, com maior ou menor esforço, ao passar dos tempos mas que persistem.
No último “post” (relativo à Páscoa) referi a tradição da confecção do folar, que as dedicadas mulheres de Águas Frias se esforçam por manter (para gáudio de muitos apreciadores).
Embora não tenha referido, nessa época (Páscoa) tem havido um esforço por se manter outra tradição, já secular – a visita pascal – vulgo “compasso”.

 

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Ao ver as fotos que recolhi no ano passado e as deste ano (que desde já peço desculpa pela fraca qualidade), reparei que, embora Águas Frias seja uma aldeia envelhecida, são os jovens que se esforçam por manter viva esta tradição religiosa.
No ano de 2007, mesmo não havendo padre, foi um grupo de jovens que com a sua disponibilidade e empenhamento, tomaram a cargo a “missão”, levando a caldeirinha da água benta, os lampiões, a sineta e deram a cruz a beijar a toda a Comunidade.
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Este ano, um outro grupo de jovens, acompanhados pelo pároco de Águas Frias (também ele jovem) calcorrearam as ruas da Aldeia e fizeram a visita pascal, demonstrando uma alegria, característica da sua juventude, mesmo enfrentando uma tarde fria, com alguma chuva e até com uma breve queda de pequenos “farrapitos” de neve.
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Desde já as minhas felicitações a estes jovens que, assim, demonstraram que estão sempre prontos para activamente participarem na Vida da Aldeia, mantendo vivas algumas tradições.
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Ainda relativo à época pascal, a própria Natureza se encarrega de manter (mais cedo ou mais tarde) algumas das suas preciosidades, fazendo brotar da terra pequenas maravilhas – as flores – que nos vão lembrando o ciclo da Vida (mesmo lutando contra todas as adversidades sejam elas climatéricas ou de outra índole).
Assim pelos campos surgem plantas que ao longo do tempo ficaram relacionadas com esta época:
- as “Páscoas”
   
   
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- os “pincheis”
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- as “violetas”
 
Mas muitas outras maravilhas começam a desabrochar, nesta altura do ano, dando um colorido diferente à aldeia de Águas Frias.
Se tiver oportunidade, não há como percorrer a Aldeia, embrenhar-se pelos caminhos por entre os campos e … certamente não dará como tempo perdido.
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Já agora e como estamos em época primaveril, um “passarinho” segredou-me ao ouvido que se está a pensar e preparar o retomar de mais uma tradição desta Aldeia – a Festa em honra do padroeiro de Águas Frias – S. Pedro.
O mesmo “passarinho” me “chilreou” que a referida festa, provavelmente se realizará a 2, 3 e 4 de Agosto, para que um maior número de aquafrigidenses tenham possibilidade de nela participarem.
Estaremos atentos a novos “chilreios” sobre este assunto.

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Mário Silva 📷
09
Abr07

Águas Frias (Chaves) - O Folar da Páscoa


Mário Silva Mário Silva

Desde tempos remotos que os habitantes de Águas Frias se empenham na transformação de simples ingredientes na saborosa iguaria que é o "Folar".

Muitas regiões fazem de facto "um folar" mas é, na região de Chaves e em particular nesta aldeia, que se confecciona O FOLAR".

Deve-se esta particularidade:

- à mestria, na escolha das carnes (o porco criado sem rações) e aos ovos de galinhas caseiras;

- ao modo de partir, em pequenos pedaços das linguiças, salpicões, presunto e da carne gorda;

- à selecção da melhor farinha;

- ao modo como se aquece o forno, doseando, como só a sabedoria popularsabe, a temperatura ideal para a cozedura perfeita;

- e, sobretudo às mãos que, com movimentos enérgicos e ritmados amassam e dão forma ao "folar";

Agora espera-se que a massa "levede" para que se possa enfornar.

O tempo de cozedura é outro saber que estas gentes têm.

Com a ajuda da pá retiram-se os "folares", depositamdo-os, com carinho sobre um pano de uma alvura e limpeza irrepreensíveis.

 

Agora ... o olhar aguça-se ... o cheiro convida ... só falta dar oportunidade ao paladar. 

Mário Silva 📷
05
Abr07

Águas Frias (Chaves) - Páscoa


Mário Silva Mário Silva

 

Águas Frias florida

 

Com a chegada da Primavera (que já começou no dia 21 do mês passado), Águas Frias torna-se uma aldeia, ainda mais bela. As árvores de fruto florescem, os campos tornam-se mais verdes e o harmónico chilrear dos pássaros dão musicalidade a esta pacata e bucólica aldeia.
Este quase silêncio é interrompido com a época da Páscoa. A Aldeia enche-se de gente. Voltam os “filhos da Terra” para visitarem os familiares; voltam os que escolheram esta Terra para passarem um fim-de-semana prolongado, mais calmo e longe do bulício das cidades; voltam os que procuram reencontrar-se com os amigos; voltam todos os que gostam deste pedaço de Terra transmontana.
Na semana da Páscoa, Águas Frias retransforma-se e parece que tal como a Natureza, revitaliza-se e renasce. É um “corre-corre”:
- para se fazerem as limpezas às casas, preparando-se para receber condignamente o “compasso”;
- prepara-se/aquece-se o forno; cortam-se as carnes; amassa-se a farinha, ovos, sal, fermento; deixa-se levedar; enforna-se; espera-se que coza e finalmente tira-se o saboroso “folar” da Páscoa (Hummmm, só de escrever, sinto o odor do folar quente e um leve crescer de “água na boca” …).
- prepara-se novamente o forno para assar o cabrito para o Domingo…

Tanta azáfama … mas, passado o Domingo de Páscoa, em Águas Frias, tudo volta à calma, .. sossego, … e quietude.

Para Todos os que vivem ou gostam de Águas Frias, os meus sinceros votos de uma BOA PÁSCOA.

Mário Silva 📷

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