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MÁRIO SILVA - Fotografia, Pintura & Escrita

*** *** A realidade é a "minha realidade" em imagens (fotografia, pintura) e escrita

05
Jul24

A Importância da Agricultura de Subsistência no Nordeste Transmontano de Portugal


Mário Silva Mário Silva

A Importância da Agricultura de Subsistência

no Nordeste Transmontano de Portugal

Jul05 DSC06786_ms

Introdução

A agricultura de subsistência tem um papel crucial na preservação das tradições, na segurança alimentar e na sustentabilidade económica de muitas regiões rurais.

No nordeste transmontano de Portugal, esta prática é não apenas uma forma de vida, mas também uma herança cultural mantida por gerações.

Nesta região, a velhice continua a ser a força humana mais prevalente nos campos, onde o trabalho árduo só cessa com a doença, comorbidades ou óbito.

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Contexto Histórico e Cultural

A agricultura de subsistência no nordeste transmontano tem raízes profundas que remontam a séculos.

Esta prática foi, e continua a ser, uma resposta às condições geográficas e climáticas desafiadoras da região.

Os agricultores locais cultivam uma variedade de culturas, incluindo batatas, milho, feijão e diversos tipos de hortaliças, que são fundamentais para a alimentação das famílias.

Além disso, a criação de gado, especialmente ovinos e caprinos, complementa a subsistência, fornecendo leite, carne e lã.

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Importância Económica e Social

Apesar do avanço tecnológico e da industrialização agrícola em muitas partes do mundo, a agricultura de subsistência no nordeste transmontano mantém-se relevante por várias razões:

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Garante que as famílias tenham acesso a alimentos frescos e nutritivos, minimizando a dependência de mercados externos.

A prática de agricultura orgânica e de baixo impacto ambiental contribui para a preservação do ecossistema local.

A venda de excedentes nos mercados locais gera renda adicional para as famílias agricultoras, fortalecendo a economia da região.

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Desafios e Resiliência

Os agricultores envelhecidos enfrentam inúmeros desafios, incluindo o declínio da saúde física, o isolamento social e a falta de apoio institucional adequado.

No entanto, a resiliência e a determinação destes indivíduos são notáveis.

Muitos continuam a trabalhar nos campos até que a saúde os impeça, demonstrando um profundo compromisso com a terra e com a tradição.

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O Papel da Velhice na Agricultura de Subsistência

A fotografia associada a este artigo mostra dois idosos trabalhando arduamente na lavoura.

Esta cena é representativa da realidade no nordeste transmontano, onde os idosos são a espinha dorsal da agricultura de subsistência.

Eles possuem conhecimento e habilidades que foram passados de geração em geração, assegurando a continuidade das práticas agrícolas tradicionais.

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Futuro da Agricultura de Subsistência

Para garantir a continuidade da agricultura de subsistência no nordeste transmontano, é crucial implementar políticas que apoiem os agricultores idosos, promovam a transferência de conhecimentos para as gerações mais jovens e incentivem a juventude a permanecer no campo.

Investimentos em infraestrutura, acesso a tecnologias apropriadas e programas de apoio financeiro podem ajudar a revitalizar a agricultura na região.

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Conclusão

A agricultura de subsistência no nordeste transmontano de Portugal é um pilar essencial da vida rural, sustentada principalmente pelos idosos que, com sua dedicação incansável, mantêm vivas as tradições e asseguram a segurança alimentar.

Reconhecer e apoiar este esforço é fundamental para a preservação da cultura e do bem-estar económico da região.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
20
Jun24

Numa casa nordestina (poema) - Mário Silva


Mário Silva Mário Silva

Numa casa nordestina

Jun20 DSC08090_ms

 

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Numa casa nordestina, com as escadas de pedra,

Cheias de sardinheiras, coloridas e alegres,

Um jardim florido, com plantas trepadeiras,

E um aroma doce, que invade o ar e os segredos.

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A casa nordestina, com suas paredes brancas,

E telhas vermelhas, que o sol acaricia,

Um lugar aconchegante, cheio de lembranças,

Onde a família se reúne, e a vida se felicita.

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As escadas de pedra, gastas pelo tempo,

Testemunhas de histórias, de alegrias e dores,

Um caminho que leva, a um mundo diferente,

Onde a magia acontece, e os sonhos se transformam em flores.

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As sardinheiras coloridas, penduradas nas paredes,

Trazem vida e cor, a este lugar tão querido,

Um símbolo da arte popular, que o nordeste concede,

E que encanta os olhos, com seu brilho colorido.

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O jardim florido, com plantas trepadeiras,

Que se entrelaçam nos muros, e criam um véu verde,

Um refúgio de paz, em meio à agitação da cidade,

Onde a natureza reina, e a alma se liberta.

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O aroma doce, que invade o ar e os segredos,

É a essência da casa, e do amor que ali reside,

Um perfume de afeto, de carinho e de saudade,

Que aquece o coração, e a alma acalenta.

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A família se reúne, na varanda aconchegante,

Para conversar, rir e compartilhar momentos,

Criando laços de amor, que são eternos e constantes,

E que fazem da casa nordestina, um lar verdadeiramente.

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A vida na casa nordestina, é simples e feliz,

Cheia de alegria, música e sabor,

Um lugar onde o tempo parece parar,

E onde a felicidade reina, em cada canto e em cada flor.

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Este poema é uma homenagem à casa nordestina,

Um lugar mágico e acolhedor,

Onde a vida é simples, mas cheia de amor,

E onde a felicidade floresce, em cada canto e em cada flor.

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Poema & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷

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