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MÁRIO SILVA - Fotografia, Pintura & Escrita

*** *** A realidade é a "minha realidade" em imagens (fotografia, pintura) e escrita

15
Out25

“Águas Frias - as casas, a igreja de perfil e a colina negra dos incêndios”


Mário Silva Mário Silva

“Águas Frias - as casas, a igreja de perfil

e a colina negra dos incêndios”

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Esta fotografia de Mário Silva apresenta uma vista panorâmica de uma aldeia, Águas Frias, aninhada numa paisagem de colinas.

Em primeiro plano, destacam-se os telhados de terracota das casas e o volume de uma igreja, vista de perfil, com a sua torre sineira alta e estreita.

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O fundo da imagem é dominado por uma colina extensa, onde se nota o contraste brutal entre a vegetação verdejante e as áreas queimadas.

Estas manchas escuras, que a descrição chama de "colina negra dos incêndios", são uma cicatriz visível na paisagem.

A composição, que utiliza a torre da igreja como ponto focal vertical em contraste com a horizontalidade das colinas, é um retrato da vida rural na presença da ameaça da natureza.

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A Cicatriz da Paisagem: Fé, Comunidade e a Memória do Fogo

A fotografia de Mário Silva, "Águas Frias - as casas, a igreja de perfil e a colina negra dos incêndios", é um poderoso testemunho visual da realidade de muitas aldeias do interior de Portugal.

Mais do que um mero registo topográfico, a imagem fala sobre resiliência, fé e o impacto duradouro das catástrofes naturais.

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A Igreja: O Coração da Comunidade

No centro da composição, a igreja ergue-se acima dos telhados, simbolizando o coração e o espírito da comunidade.

Historicamente, a igreja é o ponto de encontro, o refúgio e o centro da identidade destas aldeias.

A sua presença imponente, com a torre a apontar para o céu, sugere uma fonte de força e esperança que permanece inabalável, mesmo quando a paisagem circundante é marcada pela destruição.

As casas, agrupadas à sua volta, representam a vida e o calor da família e da vizinhança.

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A Colina Negra: A Marca do Fogo

O elemento mais dramático da fotografia é o contraste entre a vida e o rasto da devastação.

A colina negra no horizonte é a memória palpável do fogo.

Não é apenas uma área queimada; é uma chamada de atenção de que o ecossistema e o modo de vida da comunidade estiveram em risco.

Em regiões como Trás-os-Montes, os incêndios florestais têm um impacto profundo que se estende para além da perda de vegetação, afetando a qualidade do solo, a fauna local e a economia rural.

O negro da colina torna-se, assim, um símbolo de vulnerabilidade e de luto ecológico.

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Um Retrato da Resiliência

O mérito desta fotografia reside na forma como justapõe estes dois mundos: a tranquilidade e a permanência da aldeia, com a efemeridade e a violência da natureza selvagem.

A vida, representada pelos telhados laranjas e a vegetação ainda verde, insiste em continuar perante a adversidade.

A imagem de Mário Silva é, em última análise, uma homenagem à resiliência das populações que, ano após ano, refazem as suas vidas e mantêm a sua fé no lugar que chamam de lar, por mais duras que sejam as "águas frias" do destino.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
17
Fev25

"O Melro" (Turdus merula)


Mário Silva Mário Silva

"O Melro" 

(Turdus merula)

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A fotografia de Mário Silva captura a beleza e a elegância do melro (Turdus merula) no seu habitat natural.

A imagem mostra um melro macho, com a sua plumagem negra brilhante e o característico bico amarelo, pousado sobre um tronco de árvore coberto de musgo.

O fundo desfocado, com tons verdes e amarelados, proporciona um contraste suave com o preto intenso das penas do pássaro, destacando a sua silhueta elegante.

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A composição da fotografia é simples e eficaz, com o melro ocupando o centro da imagem.

A perspetiva adotada permite apreciar a beleza da plumagem do pássaro e a delicadeza das suas formas.

O fundo desfocado cria uma sensação de profundidade e isola o pássaro do ambiente circundante.

A luz natural incide sobre o melro, criando sombras que acentuam a textura das penas e a volumetria do corpo.

A paleta de cores é limitada, com predominância de tons de preto, branco e verde, que evocam a sensação de equilíbrio e harmonia.

O melro, com o seu canto melodioso e a sua presença em diversos ecossistemas, é um símbolo da natureza e da vida.

A imagem do melro pousado sobre um tronco de árvore evoca um sentimento de paz e tranquilidade.

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O melro desempenha um papel importante no ecossistema, atuando como dispersor de sementes e controlador de populações de insetos.

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Ao alimentar-se de frutos, o melro ingere sementes que são posteriormente dispersas pelas suas fezes, contribuindo para a regeneração das florestas e para a manutenção da biodiversidade.

O melro alimenta-se de uma grande variedade de insetos, incluindo larvas e escaravelhos, contribuindo para o controle de pragas agrícolas e florestais.

A presença do melro num determinado local é um indicador da qualidade do ambiente, pois esta espécie é sensível à poluição e à destruição dos habitats naturais.

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O melro, como muitas outras espécies de aves, desempenha um papel fundamental na manutenção do equilíbrio dos ecossistemas.

Ao dispersar sementes e controlar populações de insetos, o melro contribui para a saúde e a diversidade dos ecossistemas naturais.

A perda de habitat e a fragmentação dos ecossistemas estão a ameaçar a sobrevivência de muitas espécies de aves, incluindo o melro.

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Como conclusão, pode-se dizer que a fotografia "O Melro" de Mário Silva é um convite à reflexão sobre a importância da biodiversidade e da conservação da natureza.

A imagem, com a sua beleza simples e elegante, lembra-nos da importância de proteger as aves e os seus habitats.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
06
Abr24

Águas Frias, em Chaves, Portugal – outrora colorido, hoje cinzento e uma previsão negra


Mário Silva Mário Silva

Águas Frias, em Chaves, Portugal – outrora colorido,

hoje cinzento e uma previsão negra

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A aldeia de Águas Frias, em Chaves, Portugal, é um lugar de beleza melancólica. As casas de pedra, outrora vibrantes, estão agora desbotadas e desgastadas pelo tempo. As ruas de paralelepípedos estão desertas e a única coisa que se ouve é o som do vento soprando pelas árvores.

No passado, Águas Frias era uma aldeia próspera. As pessoas viviam da terra e eram felizes e contentes. Mas, com o passar do tempo, as pessoas começaram a ir embora em busca de melhores oportunidades. A aldeia foi ficando cada vez mais vazia e decadente.

Hoje, Águas Frias é uma sombra do que já foi. É uma aldeia quase fantasma, um “bilhete postal” do passado que se foi. O futuro da aldeia é incerto. É provável que continue a decair e eventualmente “desaparecer” de habitantes permanentes.

A fotografia captura perfeitamente a melancolia de Águas Frias. As casas cinzentas e desbotadas, as ruas desertas e o céu nublado criam uma sensação de tristeza e desolação. A única cor na imagem seria o verde das árvores, que representa a esperança de que a aldeia possa um dia ser revitalizada.

Metaforicamente, as cores da aldeia podem ser interpretadas da seguinte forma:

Passado colorido: O passado da aldeia foi um tempo de felicidade e prosperidade. As pessoas viviam da terra e eram felizes e contentes.

Presente cinzento: O presente da aldeia é um tempo de tristeza e desolação. A aldeia está vazia e decadente.

Futuro negro: O futuro da aldeia é incerto. É provável que continue a decair e eventualmente ser uma colónia de férias.

No entanto, ainda há esperança para Águas Frias.

A aldeia tem um potencial enorme para ser revitalizada. Com um pouco de investimento e esforço, a aldeia pode voltar a ser um lugar próspero e feliz.

Aqui estão algumas ideias para revitalizar Águas Frias:

Restaurar as casas: As casas de pedra da aldeia podem ser restauradas e transformadas em casas de férias ou pousadas.

Criar empregos: Criar novos empregos na aldeia, como agricultura, turismo ou artesanato.

Melhorar a infraestrutura: Melhorar a infraestrutura da aldeia, como estradas, água e eletricidade.

Promover a aldeia: Promover a aldeia como destino turístico.

Com um pouco de esforço, Águas Frias pode voltar a ser a aldeia vibrante e feliz que já foi.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
10
Dez23

A azeitona negra


Mário Silva Mário Silva

 

A azeitona negra

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A azeitona negra,

Como a noite escura,

É fruto da oliveira,

Que cresce na serra.

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É símbolo de paz,

De sabedoria,

E de prosperidade,

Para a humanidade.

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É usada na culinária,

Em pratos variados,

E também na cosmética,

Para a pele e os cabelos.

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A azeitona negra,

É um fruto precioso,

Que traz sabor e saúde,

À nossa mesa.

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É uma dádiva da natureza,

Que devemos apreciar,

E valorizar.

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Poema & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷

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