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MÁRIO SILVA - Fotografia, Pintura & Escrita

*** *** A realidade é a "minha realidade" em imagens (fotografia, pintura) e escrita

23
Dez25

"O castelo de Monforte de Rio Livre, esperando o Natal, sobre um manto branco"


Mário Silva Mário Silva

"O castelo de Monforte de Rio Livre,

esperando o Natal,

sobre um manto branco"

23Dez 2i6he72i6he72i6h_ms.jpg

A fotografia de Mário Silva é uma paisagem de inverno majestosa, que retrata as ruínas históricas do Castelo de Monforte de Rio Livre (em Chaves) completamente dominadas pela neve.

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O Castelo: No topo de uma colina elevada, destaca-se a silhueta da Torre de Menagem quadrangular e de alguns panos de muralha em ruínas.

A pedra escura e antiga contrasta subtilmente com o branco que a rodeia, mantendo a sua postura de sentinela solitária.

O Manto Branco: Toda a paisagem está submersa num manto de neve espesso e uniforme.

As árvores e arbustos que cobrem a encosta até ao castelo estão "petrificados" pelo gelo e pela neve, assemelhando-se a corais brancos ou a uma floresta de cristal.

A Atmosfera: O fundo da imagem é preenchido por montanhas distantes, esbatidas pela neblina e pela queda de neve, criando uma profundidade atmosférica em tons de azul-pálido e cinzento.

A cena transmite frio extremo, silêncio absoluto e uma beleza intemporal.

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O Sentinela de Gelo – Monforte de Rio Livre no Natal Branco

A imagem do Castelo de Monforte de Rio Livre coberto de neve, a poucos dias do Natal, é mais do que um postal de inverno; é um retrato da alma histórica e geográfica da Terra Fria Transmontana.

Neste cenário, onde a história se encontra com a meteorologia, o castelo deixa de ser uma ruína militar para se tornar um monumento à paciência e à resistência.

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A Solidão da História

O castelo, situado num ponto estratégico entre Chaves e Verín, na aldeia de Águas Frias, foi em tempos um bastião de defesa fronteiriça.

Hoje, abandonado e em ruínas, a sua Torre de Menagem ergue-se como o único guardião de uma memória antiga.

Sob o "manto branco", a sua solidão é amplificada.

A neve apaga os caminhos modernos, esconde a vegetação e uniformiza a paisagem, devolvendo ao castelo a sua pureza original.

Ele parece flutuar sobre a colina, intocado pelo tempo, "esperando o Natal" num silêncio monástico que convida à reflexão.

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A Beleza Cruel do Inverno

A fotografia capta a beleza extrema do inverno transmontano, mas não esconde a sua dureza.

As árvores cobertas de neve mostram a severidade das condições climáticas que moldaram esta região e as suas gentes.

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A beleza é fria, quase cortante.

O branco domina tudo, criando um cenário de conto de fadas gótico, onde a natureza reclama a pedra para si.

O castelo, resistindo ao peso da neve e ao vento gélido da serra, simboliza a tenacidade de quem vive nestas terras altas.

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A Espera do Natal

O título sugere uma personificação poética: o castelo está "à espera do Natal".

Nesta época de luz e calor humano, a imagem de uma fortaleza fria e isolada pode parecer contraditória.

No entanto, o Natal é também tempo de paz e silêncio.

E não há paz maior do que a de uma montanha coberta de neve, onde o ruído do mundo não chega.

Monforte de Rio Livre, vestido de branco, oferece-nos o verdadeiro espírito do Natal na natureza: uma quietude sagrada e uma beleza que, tal como a história que ele guarda, resiste a todas as tempestades.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
20
Nov25

“Fonte dos Leões e como fundo as igrejas do Carmo e a dos Carmelitas” (Porto – Portugal)


Mário Silva Mário Silva

“Fonte dos Leões e como fundo as igrejas do Carmo e a dos Carmelitas” (Porto – Portugal)

20Nov DSC09148_ms

A fotografia de Mário Silva é uma composição noturna ou de final de tarde que justapõe um elemento escultórico moderno ou do século XIX (a fonte) com o complexo arquitetónico religioso do Porto (as igrejas).

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Primeiro Plano: A Fonte e a Cor

O primeiro plano é dominado pela escultura de um leão da fonte, que está coberto por uma iluminação artificial intensa, em tom azul-elétrico.

Este leão, com uma expressão feroz e juba trabalhada, tem a sua cabeça e parte do corpo em destaque.

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O Jato de Água:  Da boca do leão, emerge um jato de água forte e longo, que se projeta em arco, criando um risco de luz que se estende para o centro da imagem.

Textura e Brilho: A cor azul da escultura, combinada com o brilho da água que escorre e dos jatos de luz, confere um caráter dramático e quase irreal à fonte.

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Segundo Plano e Fundo: O Complexo Religioso

Atrás da fonte e servindo como pano de fundo, está a fachada de uma das igrejas, provavelmente a Igreja do Carmo (ou Carmelitas Descalços), conhecida pela sua exuberante decoração.

Arquitetura Barroca/Rococó: A fachada apresenta uma riqueza de talha em pedra (cantaria) com relevos, nichos, pilastras e elementos decorativos de grande detalhe, típicos do estilo Barroco e Rococó do Norte de Portugal.

Iluminação da Fachada: O edifício histórico está iluminado em tons quentes e naturais (diferentes do azul da fonte), o que destaca a sua textura e as complexas molduras.

A iluminação confere profundidade e contrasta a permanência da arquitetura com o movimento da água e a cor da fonte.

Ambiente Noturno: O céu escuro e o uso de luz artificial acentuam a justaposição de elementos — o dinamismo da água e da cor, em oposição à solidez e antiguidade da pedra histórica.

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A fotografia cria um diálogo entre a arte escultórica urbana e o património arquitetónico do Porto, realçando a beleza dos monumentos sob a luz noturna.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
12
Jul25

"Espreitando o castelo de Monforte de Rio Livre" em Águas Frias, Chaves, Portugal


Mário Silva Mário Silva

"Espreitando o castelo de Monforte de Rio Livre"

Águas Frias - Chaves - Portugal

12Jul DSC03387_ms

Naquele fim de tarde de julho, a luz dourada do sol de Trás-os-Montes banhava as colinas e os vales, desenhando sombras longas e misteriosas.

O ar, pesado com o aroma dos pinheiros e do rosmaninho, trazia consigo o eco de séculos de história.

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Num ponto elevado, quase escondido entre a densa vegetação que teimava em reclamar o seu espaço, erguia-se, imponente e silencioso, o Castelo de Monforte de Rio Livre.

Daquela perspetiva, captada pela lente atenta de Mário Silva, ele não se revelava por completo, mas sim espreitava, como um segredo bem guardado.

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À frente, em primeiro plano, uma sebe de giestas cobria o campo, as suas flores amarelas, vibrantes e alegres, contrastavam com o verde mais escuro dos arbustos.

Os seus ramos finos e emaranhados formavam uma cortina natural, por entre a qual se vislumbrava a fortaleza.

Havia um quê de mistério nesta visão parcial, como se a natureza estivesse a proteger os segredos daquele monumento ancestral.

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Por trás da cortina verde e amarela, a torre de menagem do castelo surgia, majestosa e robusta.

Construída em pedra granítica, as suas paredes grossas e irregulares falavam de batalhas travadas, de cercos superados e de sentinelas que outrora vigiavam as fronteiras.

O telhado, de um tom avermelhado, adicionava um toque de cor ao cinzento severo da pedra, como uma coroa de dignidade.

Uma pequena e escura abertura na torre, talvez uma seteira ou uma janela, parecia um olho a observar a paisagem, testemunha silenciosa de tudo o que se passava lá em baixo.

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Ao lado da torre, parte da muralha do castelo estendia-se, firme e sólida, protegida por uma vegetação mais rasteira.

A paisagem em redor, uma mistura de carvalhos e arbustos selvagens, envolvia a fortificação, tornando-a parte integrante do ambiente, quase como se tivesse nascido da própria terra.

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O Castelo de Monforte de Rio Livre não era apenas um aglomerado de pedras antigas.

Era um bastião da identidade transmontana, uma lembrança viva da linha da frente, da defesa do reino, das gentes que ali viveram e lutaram.

Cada pedra, cada torre, ecoava os passos de cavaleiros, os gritos de batalha, as vozes de camponeses que procuravam refúgio dentro dos seus muros.

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Espreitar o castelo por entre as giestas era como vislumbrar um pedaço de história através de um véu.

Sugeria que, apesar da passagem do tempo e do avanço da natureza, a essência daquele lugar permanecia intocada.

O silêncio que o envolvia era preenchido por histórias não contadas, por lendas que se perdiam na memória coletiva.

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Para Mário Silva, esta fotografia era mais do que um mero registo de um monumento.

Era a captura de um momento em que a natureza e a história se encontravam, em que o passado se revelava de forma subtil, convidando à imaginação.

Era um convite a olhar para além do óbvio, a desvendar os segredos que as paisagens portuguesas guardam, e a sentir a profunda ligação entre a terra, a história e as gentes de Monforte de Rio Livre, ali, nas terras de Chaves.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
12
Jan25

"A Igreja de São João Batista de Cimo de Vila da Castanheira"


Mário Silva Mário Silva

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"A Igreja de São João Batista

de Cimo de Vila da Castanheira"

12Jan DSC05543

A fotografia de Mário Silva captura a essência da Igreja de São João Batista de Cimo de Vila da Castanheira, um monumento nacional de grande valor histórico e arquitetónico.

A imagem revela a simplicidade e a solidez da construção românica, destacando os elementos mais característicos deste estilo arquitetónico.

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A fotografia apresenta uma perspetiva frontal da igreja, com a torre sineira à esquerda e o corpo principal à direita.

A construção em pedra, com tonalidades quentes e envelhecidas, contrasta com o telhado de telha vermelha.

A porta principal, com arco de volta inteira, é o elemento central da fachada, convidando o observador a entrar no interior do templo.

A vegetação circundante, com tons outonais, adiciona um toque de romantismo à imagem.

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A composição é equilibrada, com a igreja a ocupar o centro da imagem e a vegetação servindo como enquadramento.

A linha diagonal formada pelo telhado da igreja e pela vegetação cria uma sensação de profundidade e conduz o olhar do observador para o ponto focal da imagem.

A luz natural, suave e difusa, envolve a cena, criando uma atmosfera serena e contemplativa.

As sombras suaves e alongadas contribuem para a sensação de profundidade e tridimensionalidade da imagem.

A paleta de cores é predominantemente quente, com tons de terra e ocre, que evocam a sensação de antiguidade e tradição.

O contraste entre a pedra da igreja e o telhado vermelho cria um efeito visual interessante.

A fotografia apresenta uma grande profundidade de campo, permitindo que todos os elementos da imagem estejam nítidos, desde o primeiro plano até ao fundo.

A escolha do diafragma e da velocidade do obturador permitiu capturar a textura da pedra e a atmosfera do local.

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A utilização da pedra como material de construção é uma característica marcante do estilo românico.

A porta principal, com arco de volta inteira, é um elemento típico da arquitetura românica, conferindo à igreja uma sensação de solidez e robustez.

As linhas simples e as formas geométricas são características marcantes do estilo românico, que se manifesta na ausência de ornamentos excessivos.

A torre, com as suas características defensivas, evidencia a importância das igrejas românicas como refúgios em tempos de guerra.

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A fotografia evoca uma série de emoções e sensações no observador:

- A atmosfera serena da fotografia, com a igreja isolada no campo, transmite uma sensação de paz e tranquilidade.

- A igreja, com a sua arquitetura imponente e a sua história milenar, evoca um sentimento de respeito e admiração pelo passado.

- A igreja, integrada na paisagem natural, estabelece uma conexão entre o homem e a natureza.

-  A igreja, como lugar de culto, evoca sentimentos de espiritualidade e fé.

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Em resumo, a fotografia de Mário Silva captura a beleza e a importância histórica da Igreja de São João Batista de Cimo de Vila da Castanheira.

Através de uma composição cuidadosa e de uma paleta de cores harmoniosa, o fotógrafo convida o observador a uma viagem no tempo, permitindo-lhe apreciar a riqueza do património cultural português.

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Texto & Fotofrafia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
12
Ago24

"Castelo de Bragança" (Portugal)


Mário Silva Mário Silva

"Castelo de Bragança" (Portugal)

Mário Silva

12Ago DSC02323_ms

Em primeiro plano, a fotografia mostra a imponente Torre de Menagem do Castelo de Bragança, que se ergue majestosamente sobre a cidade.

A torre, de planta quadrada e com cinco pisos, é a estrutura mais alta do castelo e é um dos seus elementos mais emblemáticos.

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Ao fundo, podemos ver a cidade de Bragança, com seus telhados vermelhos e as suas ruas estreitas.

A cidade está situada num vale verdejante, rodeado por montanhas.

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A fotografia é colorida e tem uma composição equilibrada.

A Torre de Menagem está centralizada na imagem, e a cidade e as montanhas emolduram a cena.

A luz natural ilumina a Torre de Menagem e a cidade, criando um efeito de contraste que destaca a beleza do castelo.

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O Castelo de Bragança está situado na cidade de Bragança, em Portugal.

A sua construção teve início no século XII, sob o reinado de D. Afonso Henriques, o primeiro rei de Portugal.

O castelo foi ampliado e reforçado ao longo dos séculos, e desempenhou um papel importante na defesa do reino contra os reinos vizinhos de Espanha.

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O Castelo de Bragança foi a sede da Casa de Bragança, uma das famílias mais importantes da nobreza portuguesa.

A Casa de Bragança ascendeu ao trono de Portugal em 1640, com a coroação de D. João IV.

O castelo continuou a ser utilizado como residência real até o século XIX.

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Hoje, o Castelo de Bragança é um dos principais monumentos históricos de Portugal.

Está classificado como Monumento Nacional desde 1910 e é um dos castelos mais bem preservados do país.

O castelo é aberto ao público e alberga um museu militar.

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O Castelo de Bragança é um importante símbolo da cultura portuguesa.

É um dos castelos mais bem preservados do país e é um dos principais atrativos turísticos da região.

O Castelo de Bragança é um importante recurso educativo.

O museu militar que alberga oferece aos visitantes a oportunidade de aprender sobre a história do castelo e do reino de Portugal.

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A fotografia foi tirada de um ponto de vista elevado, o que permite ter uma vista panorâmica do castelo e da cidade.

A fotografia foi tirada à luz natural, o que cria um efeito realista e atraente.

A fotografia está bem composta, com a Torre de Menagem centralizada na imagem e a cidade e as montanhas emolduram a cena.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
09
Ago24

Castelo de Monforte de Rio Livre - Águas Frias – Chaves - Portugal


Mário Silva Mário Silva

Castelo de Monforte de Rio Livre

Águas Frias – Chaves - Portugal

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A fotografia de Mário Silva apresenta uma vista panorâmica do Castelo de Monforte de Rio Livre, situado na freguesia de Águas Frias, no município de Chaves, em Portugal.

A imagem captura a imponência da fortificação, erguendo-se sobre uma colina verdejante, com o rio Tâmega serpenteando ao longe.

A torre de menagem, em pedra granítica, destaca-se no centro da composição, cercada por muralhas e torres de alvenaria.

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O Castelo de Monforte de Rio Livre desempenhou um papel crucial na defesa do território português durante a época medieval.

Localizado numa zona fronteiriça com o Reino de Leão, o castelo servia como ponto estratégico para monitorar e defender o território contra invasões.

A sua construção, iniciada no século XIII por ordem de D. Afonso III, visava reforçar a segurança da região e consolidar a autoridade real.

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Ao longo da sua história, o Castelo de Monforte de Rio Livre foi palco de diversos acontecimentos importantes.

Foi cercado e conquistado por tropas castelhanas durante a Guerra dos Cem Anos, e posteriormente recuperado pelas forças portuguesas.

No século XVI, o castelo perdeu a sua importância militar, mas continuou a ser habitado até ao século XVIII.

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Atualmente, o Castelo de Monforte de Rio Livre encontra-se em estado de ruína, mas conserva ainda grande valor histórico e patrimonial.

A sua imponência e beleza paisagística fazem dele um dos locais mais emblemáticos do concelho de Chaves.

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A fotografia de Mário Silva destaca alguns elementos importantes do Castelo de Monforte de Rio Livre:

A torre de menagem, em pedra granítica, era o principal elemento defensivo do castelo. A sua altura e robustez permitiam aos seus ocupantes observar a área circundante e lançar projéteis sobre os inimigos.

As muralhas do castelo, também em pedra granítica, protegiam o seu interior e serviam como base para a construção de torres e outras estruturas defensivas.

O castelo possuía duas portas de entrada, uma a norte e outra a sul. As portas eram protegidas por torres de flanqueamento e pontes levadiças.

 

O pátio interior do castelo era o local onde se concentrava a vida da comunidade. Aqui, encontravam-se casas, lojas, armazéns e outros edifícios.

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A fotografia de Mário Silva do Castelo de Monforte de Rio Livre é um testemunho valioso da importância desta fortificação na época medieval.

A imagem captura a imponência do castelo e o seu papel crucial na defesa do território português.

O Castelo de Monforte de Rio Livre é um importante monumento histórico e patrimonial que merece ser preservado e valorizado.

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A fotografia não mostra a cerca urbana que rodeava o castelo.

A cerca, construída no século XIV, era reforçada por torres e cubelos e protegia a vila medieval que se encontrava no interior das suas muralhas.

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A fotografia também não mostra a capela de Nossa Senhora do Prado, que se encontrava no interior do castelo.

A capela foi construída no século XIII e era um local de devoção popular.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
15
Out23

A invasão do Castelo de Monforte de Rio Livre (Águas Frias - Chaves - Portugal), por morcegos senegaleses


Mário Silva Mário Silva

A invasão do Castelo de Monforte de Rio Livre

(Águas Frias - Chaves - Portugal)

por morcegos senegaleses

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No ano de 2023, o Castelo de Monforte de Rio Livre, localizado na freguesia de Águas Frias, no concelho de Chaves, Portugal, foi invadido por uma colónia de morcegos senegaleses. A invasão começou no início do ano, quando um pequeno grupo de morcegos foi avistado nas ruínas do castelo. No entanto, a população de morcegos cresceu rapidamente, e em poucos meses, havia milhares deles vivendo no castelo.

A invasão dos morcegos causou um grande impacto no castelo. Os morcegos fizeram ninhos na torre e nos muros e muralhas, e suas fezes e urina causaram danos às estruturas, principalmente ao “subidório” que foi implantado recentemente, pelo facto de ser ferro e que foi altamente corroído. Além disso, os morcegos fizeram muito barulho à noite, o que perturbou os visitantes do castelo.

Em resposta à invasão, as autoridades portuguesas tomaram uma série de medidas para controlar a população de morcegos. Foram instaladas armadilhas para capturar os morcegos, e foi realizada uma campanha de sensibilização para educar os visitantes do castelo sobre a importância dos morcegos.

As medidas tomadas pelas autoridades portuguesas tiveram algum sucesso, e a população de morcegos no Castelo de Monforte de Rio Livre diminuiu. No entanto, a invasão dos morcegos causou danos significativos ao castelo, e as autoridades portuguesas ainda trabalham (nos gabinetes) para resolver a melhor maneira de restaurar as estruturas danificadas (se com cimento ocre ou “bostik”).

A invasão dos morcegos no Castelo de Monforte de Rio Livre é um exemplo dos desafios enfrentados pelos monumentos históricos em Portugal. Os morcegos são uma espécie protegida em Portugal, e as autoridades portuguesas estão comprometidas em proteger os morcegos, mas também precisam proteger os monumentos históricos.

Aqui estão alguns detalhes adicionais sobre a invasão:

- A colónia de morcegos era composta por cerca de 5.000 indivíduos.

- Os morcegos eram da espécie “Myotis senegalensis”, um morcego insetívoro comum na Europa.

- Os morcegos causaram danos às estruturas do castelo, incluindo o telhado, as paredes, as  muralhas e “subidório”.

As autoridades portuguesas instalaram armadilhas para capturar os morcegos, e realizaram uma campanha de sensibilização para educar os visitantes do castelo sobre a importância dos morcegos.

A invasão dos morcegos no Castelo de Monforte de Rio Livre é um evento único, mas é um exemplo dos desafios enfrentados pelos monumentos históricos em todo o mundo.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
10
Set23

Uma visita ao Castelo de Monforte do Rio Livre


Mário Silva Mário Silva

Uma visita ao

Castelo de Monforte do Rio Livre

05 Castelo Monforte de Rio Livre - Pintura

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Estás pronto para uma aventura?

Uma viagem ao Castelo de Monforte de Rio Livre irá deliciar o seu explorador interior! Aninhado nas colinas acima da aldeia de Águas Frias, este castelo medieval oferece um vislumbre do passado histórico de Portugal.

Quando chegar, ganhe coragem e atravesse a “hipotética ponte levadiça” sobre o fosso do castelo. No interior das grossas muralhas de pedra, encontrará um pátio e uma torre de menagem que se mantêm de pé há mais de 800 anos. Suba as escadas sinuosas (“subidório”) da torre para ter uma vista panorâmica do campo. A posição estratégica do castelo permitia aos defensores avistar os inimigos a quilómetros de distância.

Ao percorrer as muralhas, imagine os arqueiros a vigiar os invasores. Bolas de canhão e fendas para flechas mostram como o castelo estava armado para a batalha. Apesar de pequeno, o Castelo de Monforte resistiu a muitos ataques ao longo dos séculos. A sua força duradoura é um testemunho do génio militar dos seus construtores.

O interior esparso do castelo reflete a austeridade da vida medieval, embora “subsistam” belos pormenores como uma “hipotética chaminé ornamentada” e janelas “góticas”. As habitações esparsas albergavam soldados e criados, enquanto a torre de menagem proporcionava aposentos “nada luxuosos” para o senhor e a senhora.

Depois de explorar as alturas, desça até à aldeia de Águas Frias. Desfrute de uma refeição de legumes frescos, variados enchidos e pão caseiro numa, já não existente, “taberna rústica”.

A comida deliciosa e o ambiente acolhedor realçam a cultura vibrante que se desenvolveu à sombra da fortaleza.

Uma viagem ao Castelo de Monforte transporta-o para uma época crucial da história de Portugal. Apesar dos séculos passados, o castelo continua a ser uma visão imponente e uma fonte de orgulho para a comunidade local. Descubra as histórias escondidas nas suas pedras e aprecie de novo a beleza e a história do interior de Portugal.

A aventura espera-o no Castelo de Monforte!

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Texto & Fotopintura: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
07
Jun23

Monforte de Rio Livre assombrado e da aia cativa (2.ª parte)


Mário Silva Mário Silva

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Lenda do castelo de

Monforte de Rio Livre assombrado

e da aia cativa

(2.ª parte)

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(… continuação)

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O misterioso desaparecimento da donzela

A lenda de Monforte de Rio Livre está impregnada de mistério. Um dos seus mistérios mais duradouros é o da donzela mantida em cativeiro no antigo castelo - e o seu estranho desaparecimento.

Durante séculos, os habitantes locais têm-se interrogado sobre o que lhe terá acontecido. Alguns afirmam que ela foi raptada por um grupo de vilões da aldeia local, enquanto outros acreditam que ela simplesmente desapareceu no ar. Seja qual for o caso, o seu desaparecimento continua a ser um mistério por resolver até aos dias de hoje.

Os pormenores que envolvem a sua prisão variam ligeiramente, dependendo de quem conta a história. Alguns dizem que foi fechada numa torre e escondida, enquanto outros afirmam que um poderoso feiticeiro a enfeitiçou, impedindo qualquer pessoa de a ver ou falar diretamente com ela.

Ao longo dos anos, foram lançadas inúmeras expedições com o objetivo de descobrir o que aconteceu à donzela e desvendar os segredos de Monforte de Rio Livre. No entanto, todas as tentativas foram infrutíferas e nunca ninguém encontrou indícios claros do que lhe terá acontecido.

Até hoje, o destino da donzela permanece desconhecido e envolto em mistério - uma homenagem final a uma antiga lenda de romance e aventura que cativará os leitores durante séculos.

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O castelo ainda hoje é assombrado? Lendas e avistamentos

A lenda do castelo assombrado de Monforte de Rio Livre e da donzela cativa mantém-se viva até hoje. Muitas testemunhas afirmam ter visto ocorrências estranhas e sinistras no castelo e nas suas imediações, alimentando a especulação de que o castelo é, de facto, ainda assombrado por um espírito inquieto.

Alguns dos fenómenos mais relatados incluem visões e sons de uma mulher desconhecida a chorar, aparições fantasmagóricas a pairar no pátio do castelo, luzes tremeluzentes no interior das muralhas do castelo à noite e uivos estranhos vindos do interior. Segundo o folclore local, todos estes fenómenos são provas de uma presença fantasmagórica inquieta em busca da sua amada perdida.

Outros relatos incluem pontos frios em certos locais do castelo, sensação de estar a ser observado, rajadas de vento inexplicáveis dentro das instalações - todos os sinais que apontam para alguma forma de atividade paranormal dentro das muralhas do Castelo de Monforte de Rio Livre. Embora ainda não existam provas concretas que confirmem estas alegações, uma coisa é certa - se alguma vez se encontrar perto deste local, mantenha os olhos bem abertos para qualquer coisa fora do normal!

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Conclusão

A história do Castelo Assombrado de Monforte de Rio Livre e da Donzela Cativa é um conto cheio de mistério, suspense e romance que tem sido transmitido através de gerações em Portugal. É uma história fascinante que combina o sobrenatural com o amor cortês de outrora. O conto lembra-nos que o amor é mais forte do que qualquer outra força no universo e que a boa vontade e a coragem prevalecerão sempre. Quer se acredite ou não na lenda, a história do Castelo Assombrado de Monforte de Rio Livre e da Donzela Cativa vai certamente cativar e inspirar.

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Texto e Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
19
Ago22

CASTELO DE MONFORTE DE RIO LIVRE e os visitantes no cimo da sua muralha


Mário Silva Mário Silva

CASTELO DE MONFORTE DE RIO LIVRE

e os visitantes no cimo da sua muralha

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Nota: a foto tem marca de água, já que alguém (José Silva - https://www.instagram.com/castelomonforte2016/?hl=pt) publica fotos de outros sem menção de autor e recortando mesmo a parte inferior onde está a marca(assinatura) do autor. Mesmo alertado continua com o mesmo procedimento.

Assim a partir de hoje as fotos, terão além da marca de autor, também marcas de água.

Desculpem !!!!    Obrigado !!!!

19 DSC04653_ms_ com marca de água

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AFINAL, A MELHOR MANEIRA DE VIAJAR É SENTIR.

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Afinal, a melhor maneira de viajar é sentir.

Sentir tudo ele todas as maneiras.

Sentir tudo excessivamente

Porque todas as coisas são, em verdade excessivas

E toda a realidade é um excesso, uma violência,

Uma alucinação extraordinariamente nítida

Que vivemos todos em comum com a fúria das almas,

O centro para onde tendem as estranhas forças centrífugas

Que são as psiques humanas no seu acordo de sentidos.

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Quanto mais eu sinta, quanto mais eu sinta como várias pessoas,

Quanto mais personalidades eu tiver,

Quanto mais intensamente, estridentemente as tiver,

Quanto mais simultaneamente sentir com todas elas,

Quanto mais unificadamente diverso, dispersadamente atento,

Estiver, sentir, viver, for,

Mais possuirei a existência total do universo,

Mais completo serei pelo espaço inteiro fora,

Mais análogo serei a Deus, seja ele quem for,

Porque, seja ele quem for, com certeza que é Tudo,

E fora d'EIe há só EIe, e Tudo para Ele é pouco.

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_____  Álvaro de Campos   _____

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Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
11
Mar21

O CASTELO DE MONFORTE DE RIO LIVRE ( desde séc. XX até aos nossos dias) - Águas Frias - Chaves - Portugal


Mário Silva Mário Silva

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O CASTELO DE MONFORTE

DE RIO LIVRE

Águas Frias – Chaves - Portugal

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Vou deixar aqui um excerto da descrição feita pelo site “Fortalezas” sobre esta fortificação, do início do séc. XX até à data da sua publicação.

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Do século XX aos nossos dias

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“No início do século XX ainda se realizava uma feira junto ao antigo castelo.
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O castelo encontra-se classificado como Monumento Nacional pelo Decreto n.º 37.728, publicado no Diário do Governo, I Série, n.º 4, de 5 de janeiro de 1950.

Blog 11 DSC05031_ms.
Em visita às ruínas do castelo em setembro de 1961, o poeta Miguel Torga registou:
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"(...) Também eu sinto neste momento não sei que despeitada revolta, que surdo desespero. Do lado de lá da fronteira, Monterrey, altaneiro, majestoso, ufano das suas aladas torres, do seu palácio senhorial, da sua igreja românica, cofre dum retábulo de pedra de cegar a gente; deste, quatro paredes toscas de desilusão, que a hera aguenta de pé por devoção à pátria. É, realmente, de um homem perder a paciência de vítima passiva do destino. Sempre pequenas muralhas de fraqueza e pobreza! Sempre um prato de figos ao fim de cada fome!" (Miguel Torga, in: "Diário IX").

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A intervenção do poder público fez-se sentir nesse momento, através de obras de consolidação de muralhas e reposição de elementos ruídos, nomeadamente a cobertura de betão e telha da torre de menagem (1962). Posteriormente, procedeu-se a trabalhos de beneficiação: preparação de vãos de portas, refechamento de juntas com argamassa hidrófuga, impermeabilização de coberturas, revestimento da cobertura com telha nacional dupla, colocação de portas, beneficiação e recuperação de carpintarias (IPPAR, 1983), e de beneficiação e recuperação de carpintarias (DGEMN com verbas do IPPAR, 1987).

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Na segunda metade do século XX foram desenvolvidos vários projetos de adaptação do espaço do castelo a empreendimentos hoteleiros, mas sem qualquer viabilidade.
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Mais recentemente, na década de 1990, procedeu-se a uma nova campanha de beneficiação, tendo-se procedido a uma investigação arqueológica elementar. O local foi dotado de um parque de estacionamento para automóveis, parque de merendas, sanitários, espaços verdes, e outros melhoramentos como por exemplo iluminação dos panos de muralhas, limpeza no interior, obras variadas nas coberturas e enchimento das juntas com argamassa.

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O imóvel foi afeto ao Instituto Português do Património Arquitetónico (IPPAR) pelo Decreto-lei n.º 106F/92, publicado no Diário da República, I Série-A, n.º 126, de 1 de junho.
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Atualmente, a zona envolvente do castelo é palco, anualmente no verão, de uma concorrida recriação da feira medieval com trajes, jogos e artigos de época.”

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23
Fev21

Castelo de Monforte de Rio Livre (Águas Frias) – CHAVES - PORTUGAL ( antes da última intervenção))


Mário Silva Mário Silva

 

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Imagem do castelo de Monforte de Rio Livre, na freguesia de Águas Frias – Chaves – Portugal, antes da última intervenção (ano de 2020). Na esquina das muralhas interiores, e aqui visíveis, foi colocada, uma escada em ferro, para dar acesso à torre de menagem com o pretexto de aceder à mesma com segurança para os visitantes.

Fica aqui uma ilustração para memória futura.

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CASTELO DE MONFORTE DE RIO LIVRE

“A maior parte do conjunto atualmente edificado data de finais do século XIII e primeira metade do seguinte.

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O castelo compõe-se por um pátio retangular, delimitado por muralhas de aparelho cuidado, a que se acede por duas portas: a do lado Sul é de arco em volta perfeita e vão relativamente estreito; a do lado ocidental, mais larga e de arco quebrado, era a porta principal, colocando em comunicação o reduto defensivo com a vila medieval.

Esta tinha três portas e era cercada por uma muralha que se ligava à do castelo e que rompia a simetria do conjunto para proteger uma pequena fonte. No seu interior existia a Casa da Câmara, a igreja paroquial e a capela de Nossa Senhora do Prado.

A ascensão de Monforte de Rio Livre a cabeça de território aconteceu no reinado de D. Afonso III, no mesmo processo de organização da fronteira setentrional tentada por este monarca e que deu origem, por exemplo, ao castelo de Montalegre (GOMES, 1993, p.183). A sua primitiva forma, todavia, parece ter-se consumado ainda no século XII, altura em que se encontra documentado um nobre tenente do castelo (GOMES, 2003, p.171).

Paralelamente, alguns autores apontam também como provável origem do povoado o período proto-histórico, atribuição que se assume como essencialmente tradicional, não se tendo, até agora, identificado quaisquer vestígios materiais que a confirmem. A maior parte do conjunto atualmente edificado data de finais do século XIII e primeira metade do seguinte."

 

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In: https://www.culturanorte.gov.pt/patrimonio/castelo-de-monforte-de-rio-livre/

IPPAR / IGESPAR

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Mário Silva 📷
06
Fev21

Como é linda a "minha" aldeia - Águas Frias (Chaves) - PORTUGAL


Mário Silva Mário Silva

 

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Vista panorâmica da aldeia transmontana de Águas Frias, concelho de Chaves, distrito de Vila Real – PORTUGAL.

Esta deslumbrante paisagem pode ser observada no cimo da muralha norte do castelo de Monforte de Rio Livre (monumento nacional).

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Como é linda a minha aldeia

Blog 1 DSC04380_ms

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É tão linda a minha aldeia, o lugar onde eu nasci
Sob a luz de uma candeia, lembro a terra onde eu vivi
É tão lindo o amanhecer, cai o sol sobre as verdades
Lá não pudeste viver, hoje choras de saudades

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Na hora de Ave Maria, quando os sinos vão tocando
É chegar do fim do dia, nossa gente vai rezando
Nessa hora de alegria, logo se prepara a ceia
A hora de Ave Maria... como é linda a minha aldeia

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O jardim das oliveiras, guarda os teu lindos tribais
Essa expressa verdadeira, és a terras dos meus pais
É tão lindo o amanhecer, cai o sol sobre as verdades
Lá não pudeste viver, hoje choras de saudades

.

Na hora de Ave Maria, quando os sinos vão tocando
É chegar do fim do dia, nossa gente vai rezando
Nessa hora de alegria, logo se prepara a ceia
A hora de Ave Maria... como é linda a minha aldeia

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Roberto Leal / Márcia Lúcia Amaral Fernandes

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21
Jul20

CASTELO DE MONFORTE DE RIO LIVRE


Mário Silva Mário Silva

 

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CASTELO DE

MONFORTE DE RIO LIVRE

 

Localização:   41º 45' 48'' N | 7º 21' 20'' W
Águas Frias 5400-601 ÁGUAS FRIAS -  Chaves - PORTUGAL


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A maior parte do conjunto atualmente edificado data de finais do século XIII e primeira metade do seguinte.

O castelo compõe-se por um pátio retangular, delimitado por muralhas de aparelho cuidado, a que se acede por duas portas: a do lado Sul é de arco em volta perfeita e vão relativamente estreito; a do lado ocidental, mais larga e de arco quebrado, era a porta principal, colocando em comunicação o reduto defensivo com a vila medieval.

DSC03383_ms

Esta tinha três portas e era cercada por uma muralha que se ligava à do castelo e que rompia a simetria do conjunto para proteger uma pequena fonte. No seu interior existia a Casa da Câmara, a igreja paroquial e a capela de Nossa Senhora do Prado.

(…)

 

In: https://culturanorte.gov.pt/pt/patrimonio/castelo-de-monforte-de-rio-livre/

 

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12
Jul20

CASTELO ASSOMBRADO (parte II)


Mário Silva Mário Silva

 

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CASTELO ASSOMBRADO

(parte II)

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IV

E toda refulgente de pérolas e rubis
era a linda porta do palácio,
através da qual passava, passava e passava,
a refulgir sem cessar,
uma turba de ecos cuja grata missão
era apenas cantar,
com vozes de inexcedível beleza,
o talento e o saber de seu rei.
.
V

Mas seres maus, trajados de luto,
assaltaram o alto trono do monarca;
(ah, lamentemo-nos, visto que nunca mais a alvorada
despontará sobre ele, o desolado!)
e, em torno de sua mansão, a glória,
que, rubra florescia,
não passa agora, de uma história quase esquecida
dos velhos tempos já sepultados.
.

DSC01075_msVI

E agora os caminhantes, nesse vale,
através das janelas de luz avermelhada, vêem
grandes vultos que se movem fantasticamente
ao som de desafinada melodia;
enquanto isso, qual rio rápido e medonho,
através da porta descorada,
odiosa turba se precipita sem cessar,
rindo - mas sem sorrir nunca mais.
.


Edgar Allan Poe

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Mário Silva 📷
09
Jul20

CASTELO ASSOMBRADO (parte I)


Mário Silva Mário Silva

 

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CASTELO ASSOMBRADO

(parte I)

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I

No mais verde de nossos vales,
habitado por anjos bons,
antigamente um belo e imponente palácio
- um palácio radiante - se erguia.
Nos domínios do rei Pensamento,
lá se achava ele!
Jamais um serafim espalmou a asa
sobre um edifício só metade tão belo.
.
II

Estandartes amarelos, gloriosos, dourados,
sobre o seu telhado ondulavam, flutuavam.
(Isso, tudo isso, aconteceu há muito,
muitíssimo tempo.)
E em cada brisa suave que soprava,
naqueles doces dias,
ao longo do muros pálidos e empenachados,
se elevava um aroma alado.

DSC03703_ms 1.
III

Caminhantes que passavam por esse vale feliz
viam, através de duas janelas iluminadas,
espíritos que se moviam musicalmente
ao som de um alaúde bem afinado,
em torno de um trono onde, sentado,
(Porfirogênito!)
com majestade digna de sua glória,
aparecia o senhor do reino.

.

(continua)

Edgar Allan Poe

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07
Mai20

Avelelas - Águas Frias - Chaves


Mário Silva Mário Silva

 

AVELELAS

 

Avelelas é uma aldeia pertencente à freguesia de Águas Frias, concelho de Chaves, distrito de Vila Real – Portugal.  

Avelelas está situada a uma altitude de 759 metros.

 

Avelelas - Águas Frias - Chaves

 

Quem cruza as terras de Monforte de Rio Livre não pode ficar indiferente a Avelelas.

O lugar é detentor de um património que se perde na memória, apenas preservado por uma epígrafe ou pelo sulco gravado no granito.

Disso é exemplo a ara romana que se conserva na igreja de Nossa Senhora da Natividade que, por sua vez, data de 1699.

Um pouco mais para sul do lugar de Avelelas, o imponente lagar escavado na rocha ilustra a dimensão e potencial agrícola da região noutros tempos.

 

in: https://www.avivar.pt/avelelas.php

 

 

 

Mário Silva 📷
14
Mar20

Águas Frias (Chaves) - ... A Neve Branca das Cerdeiras (Cerejeiras) ...


Mário Silva Mário Silva

 

 


A NEVE BRANCA

DAS CERDEIRAS

(CEREJEIRAS)

 

Águas Frias (Chaves) - ... a maravilha das cerejeiras em flor ...

 ... a maravilha das cerejeiras em flor ...

 

Só quem não sabe a terra que pisa se pode admirar deste março, marçagão com manhãs de inverno e tardes de verão, do friozinho nocturno, das intermitências de chuva, e, também, das abertas de sol que logo põem um frémito de esperança na aspereza do tempo.

 

Águas Frias (Chaves) - ... os "pinchéis" - flor campestre que anuncia a chegada da primavera ...... os "pinchéis" - flor campestre que anuncia a chegada da primavera ...

 

A neve branca das cerejeiras, como eu costumo chamar, às flores brancas que povoam agora o lugar do Passal e aqui e além pelos campos da Aldeia.

Águas Frias (Chaves) - ... as amarelas mimosas e brancas flores de árvores de fruto, alindam a perspetiva da torre sineira da igreja ...... as amarelas mimosas e brancas flores de árvores de fruto, alindam

a perspetiva da torre sineira da igreja ...

 

Por vezes ando por esse território de fantasia, assim podemos dizer, e mais uma vez aquele sentimento de deslumbramento me encheu os olhos.

 

Águas Frias (Chaves) - ... uma velha nora que já tirou muita água para regas os terrenos envolventes ...

... uma velha nora que já tirou muita água para regas os terrenos envolventes ...

 

É decerto uma coisa estupenda poder caminhar pelos pomares, rodeado de milhares de flores brancas, descobrir pequenos detalhes na paisagem, tentar arquivar na memória, tanto quanto for possível, esse sortilégio, como coisa pessoal e intransmissível.

 

Águas Frias (Chaves) - ... uma casa na Aldeia ...

... uma casa na Aldeia ...

 

A mancha branca, que domina o Passal, apesar da chuva insistente, resiste. Todos os dias, que posso, para lá olho e fico feliz por elas resistirem. Penso, aliás, que o cartaz atravessa também as quatro estações.

 

Águas Frias (Chaves) - ... castelo de Monforte de Rio Livre (monumento nacional), por entre as árvores ainda despidas ...

... castelo de Monforte de Rio Livre (monumento nacional), por entre as árvores ainda despidas ...

 

Vemos as flores e estamos já a sonhar com as cerejas vermelhas e depois porventura com o outono na Aldeia que é outra imagem mágica.

 

Águas Frias (Chaves) - ... cavando a terra seca ...... cavando a terra seca ...

 

Poucas árvores têm tanta presença na cultura. Desde "O Cerejal", de Tchekov, àquela mítica canção da Comuna com que Yves Montand nos fazia bater mais depressa o coração, "Le Temps des Cerises", até à poesia em que a cereja se transforma abundantemente em metáfora de amor.

 

Águas Frias (Chaves) - ... perdiz, olhando de lado, com ar desconfiado ...... perdiz, olhando de lado, com ar desconfiado ...

 

"Haver no fundo um templo ou uma casa

é ter consigo, amante, uma cereja aberta

onde é madeira ao centro e solução

do suco rosa e negro  onde se abrasa

e torna leve e limpo, e mal desperta

se torna coração"

 

Texto adaptado de Fernando Paulo Louro

Original in: http://www.fernandopaulouro.com/2016/04/a-neve-branca-das-cerejeiras.html

 

 

Até breve !!!

 

 

   

 

 

 

Mário Silva 📷
29
Fev20

Águas Frias (Chaves) - ... O canto das aves e ... os verbos ACREDITAR, COMPARTILHAR e RESPEITAR ...


Mário Silva Mário Silva

 

... O canto das aves e ...

... os verbos

ACREDITAR, COMPARTILHAR e RESPEITAR ...

 

Águas Frias (Chaves) - ... um casal de pintarroxos - "Carduelis Cannabina" ...

... um casal de pintarroxos - "Carduelis Cannabina" ...

Sou um amante confesso.

O canto dos pássaros,

o mendigo que pede dinheiro na rua

Águas Frias (Chaves) - ... os últimos raios de sol iluminando a igreja matriz e casas ao lado - o castelo no cimo do Brunheiro, já parece que "adormeceu" ...... os últimos raios de sol iluminando a igreja matriz e casas ao lado - o castelo no cimo do Brunheiro, já parece que "adormeceu" ...

 

ou mesmo o vento fresco

que me abraça

quando o calor parece vencer a disputa.

Águas Frias (Chaves) - ... a janela aberta, em casa desabitada ...... a janela sempre aberta, em casa que já fora habitada...

 

Amor é meu combustível,

o sentido que dou a vida.

Águas Frias (Chaves) - ... pela Rua 1.º de Maio ... ... pela rua 1.º de Maio ...

 

Sem ele não conjugamos os verbos

ACREDITAR, COMPARTILHAR e RESPEITAR.

Águas Frias (Chaves) - ... O Castelo de Monforte de Rio Livre, tendo a Natureza alindado a sua envolvente com flores campestres ...

... o castelo de Monforte de Rio Livre, tendo a Natureza alindado a sua envolvente

com flores campestres ...

 

E Você já amou hoje?

Allyson Moreira

Águas Frias (Chaves) - ... e o fim do dia aproxima-se ...... e o fim do dia aproxima-se ...

 

Amar não é só a Natureza e Pessoas, mas passa por todas as coisas boas da Vida, exercitando todos os nossos sentidos: visão; audição; olfato e também o sabor ....

Águas Frias (Chaves) - ... imagem de rara beleza, mas ainda melhor será a sua degustação. Este fumeiro não é industrial, mas sim fruto de mãos hábeis e fiéis à tradição ...... imagem de rara beleza, mas ainda melhor será a sua degustação.

Este fumeiro não é industrial,

mas sim fruto, de mãos hábeis e fiéis à ancestral tradição ...

 

 

Até breve !!!

 

 

 

 

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06
Dez19

Águas Frias (Chaves) - ... como houve chuvas em novembro, o Natal é em ... dezembro ...


Mário Silva Mário Silva

 

... como houve chuvas em novembro,

... o Natal é em ...

dezembro !!!...

 

Águas Frias (Chaves) - ... as bagas vermelhas ...

... as bagas vermelhas ...

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... anoitece na Aldeia ...

... anoitece na Aldeia ...

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... janelas no 1º andar da torre de menagem do Castelo de Monforte de Rio Livre (monumento nacional ...

... janelas no 1º andar da torre de menagem do Castelo de Monforte de Rio Livre (monumento nacional) ...

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... observando a torre da igreja entre o telhado e a chaminé ...

... observando a torre da igreja entre o telhado e a chaminé ...

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... cortando as ervas secas ...

... cortando as ervas secas ...

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... a ex-Escola e a Cantina Escolar ...

... a ex-Escola e a Cantina Escolar ...

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... a lua aparecendo depois de sair por detrás das nuvens ...

... a lua aparecendo depois de estar escondida por detrás das nuvens ...

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... mais uma vista da Aldeia ...

... mais uma vista da Aldeia ...

 

Águas Frias (Chaves) - ... paisagem outonal ...

... paisagem outonal ...

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... cogumelo entre folhas secas ...

... cogumelo entre folhas secas ...

 

 

Até breve !!!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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