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MÁRIO SILVA - Fotografia, Pintura & Escrita

*** *** A realidade é a "minha realidade" em imagens (fotografia, pintura) e escrita

12
Jan26

Uma casa típica transmontana - Paradela de Monforte – Chaves – Portugal


Mário Silva Mário Silva

Uma casa típica transmontana

Paradela de Monforte – Chaves – Portugal

12Jan DSC05086_ms.JPG

A fotografia de Mário Silva transporta-nos para o coração de Trás-os-Montes, apresentando uma habitação que é um exemplo vivo da arquitetura vernácula regional.

A composição destaca a robustez do granito, material predominante na base da casa, onde as marcas do tempo e o musgo conferem uma textura orgânica à construção.

O elemento central é a escadaria exterior de pedra, que conduz ao piso superior (a zona habitacional), protegida por um corrimão de ferro forjado com um desenho geométrico simples.

No sopé das escadas, um pequeno portão de ferro pintado de tons avermelhados delimita o espaço.

As paredes do andar superior são rebocadas e caiadas de branco, contrastando com o peso da pedra do rés-do-chão, enquanto o telhado de telha cerâmica tradicional completa este quadro de autenticidade e memória.

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A Casa Transmontana – Onde a Pedra Guarda a História

A arquitetura tradicional de Trás-os-Montes, como a captada em Paradela de Monforte, não é apenas uma escolha estética; é uma lição de sobrevivência e adaptação ao clima rigoroso e à geografia da região "para lá dos montes".

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A Anatomia da Casa Típica

A casa transmontana clássica, particularmente na zona de Chaves, segue uma organização funcional muito específica que espelha o modo de vida agrícola de outrora:

Rés-do-chão (Lojas): Construído em granito grosso para suportar o peso e isolar. Antigamente, servia para guardar o gado, alfaias agrícolas e a adega. O calor dos animais ajudava a aquecer o piso superior.

Piso Superior: A zona de habitação da família. É aqui que se encontra a cozinha (o centro da casa com a sua lareira) e os quartos.

Escada Exterior: Um elemento iconográfico. Como o piso inferior era para os animais e trabalho, o acesso à casa fazia-se por fora, muitas vezes culminando num patamar chamado "balcão".

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A Simbiose com a Paisagem

Estas casas parecem brotar diretamente do chão.

O uso do granito local não só facilitava a construção, como permitia que a habitação tivesse uma inércia térmica fundamental: manter o fresco nos verões tórridos do interior e preservar o calor durante os invernos gelados.

O reboco branco no andar superior, visível na fotografia de Mário Silva, tinha também uma função prática e social.

A cal protegia as paredes e refletia a luz, conferindo uma sensação de limpeza e dignidade à moradia.

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Um Património em Preservação

Hoje, estas casas são mais do que habitações; são contentores de memória.

Em aldeias como Paradela de Monforte, a preservação destes detalhes — o portão de ferro, a pequena lanterna sobre a porta, a disposição das janelas — é o que mantém viva a identidade cultural do norte de Portugal.

Ver uma fotografia destas é recordar um tempo em que o ritmo da vida era ditado pelas estações e pela terra, e onde a casa era o refúgio seguro contra a dureza da montanha.

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"Trás-os-Montes não é apenas um lugar no mapa, é um estado de espírito gravado na pedra das suas casas."

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
23
Dez25

"O castelo de Monforte de Rio Livre, esperando o Natal, sobre um manto branco"


Mário Silva Mário Silva

"O castelo de Monforte de Rio Livre,

esperando o Natal,

sobre um manto branco"

23Dez 2i6he72i6he72i6h_ms.jpg

A fotografia de Mário Silva é uma paisagem de inverno majestosa, que retrata as ruínas históricas do Castelo de Monforte de Rio Livre (em Chaves) completamente dominadas pela neve.

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O Castelo: No topo de uma colina elevada, destaca-se a silhueta da Torre de Menagem quadrangular e de alguns panos de muralha em ruínas.

A pedra escura e antiga contrasta subtilmente com o branco que a rodeia, mantendo a sua postura de sentinela solitária.

O Manto Branco: Toda a paisagem está submersa num manto de neve espesso e uniforme.

As árvores e arbustos que cobrem a encosta até ao castelo estão "petrificados" pelo gelo e pela neve, assemelhando-se a corais brancos ou a uma floresta de cristal.

A Atmosfera: O fundo da imagem é preenchido por montanhas distantes, esbatidas pela neblina e pela queda de neve, criando uma profundidade atmosférica em tons de azul-pálido e cinzento.

A cena transmite frio extremo, silêncio absoluto e uma beleza intemporal.

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O Sentinela de Gelo – Monforte de Rio Livre no Natal Branco

A imagem do Castelo de Monforte de Rio Livre coberto de neve, a poucos dias do Natal, é mais do que um postal de inverno; é um retrato da alma histórica e geográfica da Terra Fria Transmontana.

Neste cenário, onde a história se encontra com a meteorologia, o castelo deixa de ser uma ruína militar para se tornar um monumento à paciência e à resistência.

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A Solidão da História

O castelo, situado num ponto estratégico entre Chaves e Verín, na aldeia de Águas Frias, foi em tempos um bastião de defesa fronteiriça.

Hoje, abandonado e em ruínas, a sua Torre de Menagem ergue-se como o único guardião de uma memória antiga.

Sob o "manto branco", a sua solidão é amplificada.

A neve apaga os caminhos modernos, esconde a vegetação e uniformiza a paisagem, devolvendo ao castelo a sua pureza original.

Ele parece flutuar sobre a colina, intocado pelo tempo, "esperando o Natal" num silêncio monástico que convida à reflexão.

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A Beleza Cruel do Inverno

A fotografia capta a beleza extrema do inverno transmontano, mas não esconde a sua dureza.

As árvores cobertas de neve mostram a severidade das condições climáticas que moldaram esta região e as suas gentes.

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A beleza é fria, quase cortante.

O branco domina tudo, criando um cenário de conto de fadas gótico, onde a natureza reclama a pedra para si.

O castelo, resistindo ao peso da neve e ao vento gélido da serra, simboliza a tenacidade de quem vive nestas terras altas.

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A Espera do Natal

O título sugere uma personificação poética: o castelo está "à espera do Natal".

Nesta época de luz e calor humano, a imagem de uma fortaleza fria e isolada pode parecer contraditória.

No entanto, o Natal é também tempo de paz e silêncio.

E não há paz maior do que a de uma montanha coberta de neve, onde o ruído do mundo não chega.

Monforte de Rio Livre, vestido de branco, oferece-nos o verdadeiro espírito do Natal na natureza: uma quietude sagrada e uma beleza que, tal como a história que ele guarda, resiste a todas as tempestades.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
25
Out25

“A Fraga e o Castelo de Monforte de Rio Livre”


Mário Silva Mário Silva

“A Fraga e o Castelo de Monforte de Rio Livre”

Águas Frias - Chaves - Portugal

25Out DSC06281_ms

A fotografia de Mário Silva, capturada em Águas Frias, Chaves, é uma composição que estabelece um forte diálogo entre o elemento natural e o construído.

Em primeiro plano, domina uma gigantesca fraga (rocha) de granito de tonalidade quente, amarelada pelo sol, ocupando o terço inferior e direito da imagem.

A sua superfície lisa e arredondada contrasta com a vegetação rasteira e arbustos em primeiro plano, alguns secos e escuros.

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O olhar é conduzido por esta rocha, subindo a paisagem, onde se encontra uma colina densamente arborizada com vegetação baixa e matagal.

No topo desta elevação, recortando-se contra um céu azul-claro e límpido, ergue-se o Castelo de Monforte de Rio Livre.

Apenas visível é a sua Torre de Menagem quadrada e robusta, um símbolo de resistência e vigilância, que domina o horizonte.

A luz do sol, possivelmente no meio-dia, ilumina a pedra do castelo e a fraga, criando um ambiente de sossego histórico e isolamento.

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A Vigília Silenciosa: História, Fraga e Horizonte em Monforte

O Castelo e a Fraga: Uma História de Oposição e Aliança

A imagem capturada por Mário Silva em Águas Frias não é apenas uma fotografia; é uma síntese visual da história de Trás-os-Montes.

A cena coloca em perspetiva dois protagonistas intemporais: a Fraga, símbolo da permanência geológica e da natureza indomável da região, e o Castelo de Monforte de Rio Livre, a marca do poder humano, da defesa e da civilização.

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Em Monforte, o castelo não foi erguido contra a natureza, mas em aliança com ela.

A posição do castelo no cume da colina, aproveitando o relevo para a sua defesa, reflete a sabedoria estratégica medieval.

É uma sentinela de pedra que, ao longo de séculos, vigiou as fronteiras, testemunhando batalhas e a consolidação do reino.

A sua Torre de Menagem, que se ergue altiva no horizonte, é o coração desta vigília, um símbolo de soberania que resistiu a ventos, invasões e ao esquecimento.

 

O Poder do Silêncio e da Perspetiva

O que torna esta imagem particularmente envolvente é o papel da Fraga em primeiro plano.

A sua massa monumental atua como um observador silencioso, quase um "guardião geológico" que impede uma visão desimpedida do castelo.

Esta fraga representa a ancestralidade e a força telúrica da terra que precede qualquer muralha humana.

Ela lembra-nos que, por mais imponente que seja o castelo, ele é apenas um ponto na imensidão do tempo e da geologia.

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Este elemento em primeiro plano cria uma profundidade notável.

Ao enquadrar o castelo através da fraga e da vegetação, o fotógrafo convida-nos a parar e a perscrutar, a sentir a distância — não só física, mas temporal — que nos separa da época em que o castelo era o centro vibrante da vida local.

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O Legado da Fronteira

O Castelo de Monforte de Rio Livre está intrinsecamente ligado à identidade de fronteira de Chaves e de toda a região transmontana.

Foi um baluarte crucial na defesa contra castelhanos, desempenhando um papel vital na Guerra da Restauração no século XVII.

A paisagem que o rodeia — a mata densa, os céus amplos e as colinas rochosas — é a mesma que viu os soldados portugueses guardarem os limites do reino.

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Hoje, o castelo é mais do que uma ruína; é um monumento à perseverança.

A sua silhueta no alto da colina, observada a partir da fraga de Águas Frias, convida à reflexão sobre a resiliência.

A natureza, representada pela rocha e pela vegetação, abraçou a estrutura, não para a consumir, mas para a integrar na paisagem.

A fortaleza de pedra e a fraga de granito permanecem lado a lado, como guardiões silenciosos, ensinando que a verdadeira força reside na capacidade de resistir ao tempo, seja pela pedra talhada ou pela pedra nascida da terra.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
12
Jul25

"Espreitando o castelo de Monforte de Rio Livre" em Águas Frias, Chaves, Portugal


Mário Silva Mário Silva

"Espreitando o castelo de Monforte de Rio Livre"

Águas Frias - Chaves - Portugal

12Jul DSC03387_ms

Naquele fim de tarde de julho, a luz dourada do sol de Trás-os-Montes banhava as colinas e os vales, desenhando sombras longas e misteriosas.

O ar, pesado com o aroma dos pinheiros e do rosmaninho, trazia consigo o eco de séculos de história.

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Num ponto elevado, quase escondido entre a densa vegetação que teimava em reclamar o seu espaço, erguia-se, imponente e silencioso, o Castelo de Monforte de Rio Livre.

Daquela perspetiva, captada pela lente atenta de Mário Silva, ele não se revelava por completo, mas sim espreitava, como um segredo bem guardado.

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À frente, em primeiro plano, uma sebe de giestas cobria o campo, as suas flores amarelas, vibrantes e alegres, contrastavam com o verde mais escuro dos arbustos.

Os seus ramos finos e emaranhados formavam uma cortina natural, por entre a qual se vislumbrava a fortaleza.

Havia um quê de mistério nesta visão parcial, como se a natureza estivesse a proteger os segredos daquele monumento ancestral.

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Por trás da cortina verde e amarela, a torre de menagem do castelo surgia, majestosa e robusta.

Construída em pedra granítica, as suas paredes grossas e irregulares falavam de batalhas travadas, de cercos superados e de sentinelas que outrora vigiavam as fronteiras.

O telhado, de um tom avermelhado, adicionava um toque de cor ao cinzento severo da pedra, como uma coroa de dignidade.

Uma pequena e escura abertura na torre, talvez uma seteira ou uma janela, parecia um olho a observar a paisagem, testemunha silenciosa de tudo o que se passava lá em baixo.

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Ao lado da torre, parte da muralha do castelo estendia-se, firme e sólida, protegida por uma vegetação mais rasteira.

A paisagem em redor, uma mistura de carvalhos e arbustos selvagens, envolvia a fortificação, tornando-a parte integrante do ambiente, quase como se tivesse nascido da própria terra.

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O Castelo de Monforte de Rio Livre não era apenas um aglomerado de pedras antigas.

Era um bastião da identidade transmontana, uma lembrança viva da linha da frente, da defesa do reino, das gentes que ali viveram e lutaram.

Cada pedra, cada torre, ecoava os passos de cavaleiros, os gritos de batalha, as vozes de camponeses que procuravam refúgio dentro dos seus muros.

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Espreitar o castelo por entre as giestas era como vislumbrar um pedaço de história através de um véu.

Sugeria que, apesar da passagem do tempo e do avanço da natureza, a essência daquele lugar permanecia intocada.

O silêncio que o envolvia era preenchido por histórias não contadas, por lendas que se perdiam na memória coletiva.

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Para Mário Silva, esta fotografia era mais do que um mero registo de um monumento.

Era a captura de um momento em que a natureza e a história se encontravam, em que o passado se revelava de forma subtil, convidando à imaginação.

Era um convite a olhar para além do óbvio, a desvendar os segredos que as paisagens portuguesas guardam, e a sentir a profunda ligação entre a terra, a história e as gentes de Monforte de Rio Livre, ali, nas terras de Chaves.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
16
Jun25

"Serpenteando as Terras de Monforte"


Mário Silva Mário Silva

"Serpenteando as Terras de Monforte"

A fotografia "Serpenteando as Terras de Monforte" de Mário Silva apresenta uma paisagem rural serena em Águas Frias, Chaves, Portugal.

A imagem destaca um caminho de terra sinuoso que atravessa campos verdes e vinhedos, ascendendo suavemente até uma colina coberta de vegetação densa.

No topo da colina, uma estrutura histórica, o castelo de Monforte de Rio Livre, ergue-se contra um céu parcialmente nublado, adicionando um elemento de profundidade histórica.

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A composição é dominada por tons verdes e terrosos, refletindo a natureza exuberante e a agricultura local.

O caminho central guia o olhar do observador através da cena, criando um sentido de movimento e exploração.

As casas espalhadas na encosta sugerem uma comunidade rural tranquila, enquanto a estrutura no topo da colina serve como ponto focal, contrastando com a horizontalidade do horizonte.

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A fotografia utiliza eficazmente a técnica de linhas guiadas pelo caminho, que conduz o observador pela narrativa visual.

A profundidade de campo é bem explorada, com o primeiro plano de vegetação detalhado e o fundo ligeiramente desfocado, enfatizando a vastidão da paisagem.

A iluminação natural sugere uma hora do dia amena, possivelmente início da tarde, destacando as texturas da vegetação e da terra.

Contudo, a moldura preta adicionada pode ser vista como um elemento distrativo, confinando a cena e reduzindo a sensação de abertura.

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A obra evoca uma ligação com a tradição e a simplicidade rural das Terras de Monforte, capturando a harmonia entre o homem e a natureza.

A estrutura histórica simboliza o passado duradouro da região, enquanto o caminho sugere uma jornada contínua.

A assinatura de Mário Silva no canto inferior esquerdo reforça a autoria e a intenção artística, convidando a uma apreciação pessoal da beleza natural e cultural de Águas Frias.

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Em suma, a fotografia é uma celebração da paisagem portuguesa, equilibrando elementos naturais e humanos com uma composição visualmente envolvente.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
11
Mai25

“Alminhas” – Casas de Monforte – Águas Frias – Chaves – Portugal


Mário Silva Mário Silva

“Alminhas”

Casas de Monforte – Águas Frias – Chaves – Portugal

04Mai DSC07714_ms

A fotografia de Mário Silva, intitulada “Alminhas” – Casas de Monforte – Águas Frias – Chaves - Portugal, mostra um pequeno nicho religioso encravado numa parede de pedra.

Dentro do nicho, há uma pintura que retrata uma cena tradicional: um anjo, possivelmente São Miguel Arcanjo, que está no topo, com asas e uma lança, sobre um fundo celestial.

Abaixo, figuras humanas, algumas em vestes azuis, parecem estar em sofrimento, envoltas em chamas que simbolizam o Purgatório.

À frente da pintura, há um vaso dourado com flores brancas (provavelmente lírios, associados à pureza) e uma lamparina vermelha com uma cruz, contendo uma vela acesa.

A palavra "Esmolas" está escrita na base do nicho, sugerindo um pedido de ofertas para as almas.

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Os nichos conhecidos como "alminhas" são pequenas construções religiosas comuns em Portugal, especialmente em áreas rurais como Trás-os-Montes.

Surgiram principalmente entre os séculos XVII e XIX, durante o período da Contrarreforma, quando a Igreja Católica reforçava a doutrina do Purgatório.

Esses nichos eram erguidos em encruzilhadas, caminhos ou muros, com o objetivo de lembrar os fiéis de orar pelas almas do Purgatório.

Muitas vezes, continham imagens ou pinturas de almas penadas no meio de chamas, com anjos ou santos intercessores, e a palavra "esmolas" indicava a solicitação de donativos para missas ou orações que ajudassem a aliviar o sofrimento dessas almas.

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Na tradição católica, as "almas penadas" são as almas dos mortos que estão no Purgatório, um estado intermediário entre o Céu e o Inferno.

Segundo a doutrina, essas almas pertencem a pessoas que morreram em estado de graça, mas ainda precisam ser purificadas de pecados veniais ou expiar as consequências de pecados já perdoados.

No Purgatório, elas sofrem temporariamente, frequentemente representado por chamas, até estarem prontas para entrar no Céu.

A Igreja ensina que as orações, missas e esmolas dos vivos podem ajudar a acelerar essa purificação, daí a importância dos nichos como as "alminhas", que incentivam os fiéis a interceder por essas almas.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
01
Mar25

"A ligação umbilical da aldeia de Águas Frias ao Castelo de Monforte de Rio Livre"


Mário Silva Mário Silva

"A ligação umbilical da aldeia de Águas Frias

ao Castelo de Monforte de Rio Livre"

01Mar DSC04061_ms

A fotografia de Mário Silva intitulada "A ligação umbilical da aldeia de Águas Frias ao Castelo de Monforte de Rio Livre" apresenta uma paisagem que retrata a relação histórica e geográfica entre a aldeia de Águas Frias e o Castelo de Monforte de Rio Livre.

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A fotografia mostra um cenário natural com uma elevação de terreno coberto por vegetação. No topo dessa elevação, encontra-se o Castelo de Monforte de Rio Livre, uma estrutura antiga e imponente que domina a paisagem.

Na parte inferior da imagem, há um sinal de trânsito com o nome "Águas Frias", indicando a localização da aldeia.

Este sinal é proeminente e está em primeiro plano, sugerindo a proximidade entre a aldeia e a estrutura do castelo.

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Após o declínio e extinção do concelho de Monforte de Rio Livre, a população migrou para uma área menos agreste e com terras mais produtivas, que é a atual localização de Águas Frias.

Isso sugere uma migração histórica da população da área do castelo para um local mais favorável, mantendo uma conexão simbólica e visual através da paisagem.

A imagem captura a "ligação umbilical" sugerida pelo título, simbolizando a conexão histórica e cultural entre a população de Águas Frias e o seu passado ligado ao castelo.

O termo "umbilical" implica uma ligação vital e profunda, algo que é visualmente reforçado pela proximidade do castelo ao horizonte da aldeia.

A composição da fotografia é interessante.

O castelo, embora distante, é o ponto focal devido à sua posição elevada e estrutura destacada.

O sinal de "Águas Frias" serve como um marcador visual que liga o observador à localização específica da aldeia, criando um diálogo entre o presente (a aldeia) e o passado (o castelo).

A vegetação densa e a paisagem natural ao redor do castelo e da aldeia sugerem uma área rural, talvez menos desenvolvida, que mantém uma certa rusticidade e proximidade com a natureza, o que pode ser um reflexo da busca por terras mais produtivas.

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Esta fotografia não só documenta um lugar específico, mas também conta uma história de migração, adaptação e continuidade cultural através dos séculos.

A escolha do ângulo e da composição por Mário Silva enfatiza essa narrativa, tornando a imagem não apenas um registro visual, mas um meio de contar uma história profunda e enraizada na identidade local.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
08
Jan25

"A névoa entre a lenha cortada e o Castelo de Monforte de Rio Livre"


Mário Silva Mário Silva

"A névoa entre a lenha cortada e

o Castelo de Monforte de Rio Livre"

08Jan DSC05448_ms

A fotografia "A névoa entre a lenha cortada e o Castelo de Monforte de Rio Livre" de Mário Silva captura uma cena rica em contrastes e nuances, típica da região de Águas Frias em Chaves, Portugal.

A imagem apresenta um castelo medieval, imponente e solitário, situado no alto de uma colina e envolto numa névoa misteriosa.

Na base da colina, um amontoado de lenha cortada contrasta com a natureza selvagem circundante, criando uma atmosfera de trabalho e tradição.

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A composição é diagonal, com a colina e o castelo ocupando o plano de fundo e a lenha cortada no primeiro plano.

Essa diagonal cria uma sensação de profundidade e guia o olhar do observador para o castelo.

A névoa, que se eleva entre os dois elementos, acrescenta um toque de mistério e isolamento ao castelo.

A paleta de cores é predominantemente fria e acinzentada, com a névoa e o céu nublado dominando a imagem.

A lenha cortada, com os seus tons de castanho e laranja, contrasta com o fundo e adiciona um toque de calor à cena.

A luz natural, suave e difusa, envolve a cena, criando uma atmosfera serena e contemplativa.

A névoa, que difunde a luz, confere à imagem um ar de mistério e magia.

A fotografia apresenta uma grande profundidade de campo, permitindo que todos os elementos da imagem estejam nítidos, desde o primeiro plano até ao fundo.

A escolha do diafragma e da velocidade do obturador permitiu capturar a textura da névoa e a atmosfera da paisagem.

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A fotografia "A névoa entre a lenha cortada e o Castelo de Monforte de Rio Livre" evoca uma série de emoções e sensações no observador.

A névoa que envolve o castelo cria uma atmosfera mágica e misteriosa.

O castelo, como um guardião ancestral, parece emergir da névoa, carregado de história e lendas.

A imagem evoca uma sensação de tempo suspenso e de continuidade.

O castelo, como testemunha do passado, contrasta com a atividade humana presente na pilha de lenha, simbolizando a passagem do tempo e a relação entre o homem e a natureza.

O castelo, situado no alto da colina e envolto em névoa, transmite uma sensação de solidão e isolamento.

A figura humana está ausente, deixando o castelo como protagonista da cena.

A névoa, que cobre a paisagem, simboliza a força da natureza e a sua capacidade de transformar o ambiente.

O castelo, apesar de sua imponência, parece submisso à força da natureza.

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Em resumo, a fotografia "A névoa entre a lenha cortada e o Castelo de Monforte de Rio Livre" de Mário Silva é uma obra que captura a beleza e a poesia da paisagem rural portuguesa.

Através de uma composição cuidadosa e de uma paleta de cores minimalista, o fotógrafo convida o observador a uma reflexão sobre a história, a natureza e a passagem do tempo.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
21
Nov24

O desaparecimento do alcaide do castelo de Monforte de Rio Livre 


Mário Silva Mário Silva

O desaparecimento do alcaide do

castelo de Monforte de Rio Livre 

21Nov DSC09292_ms

Numa manhã de denso nevoeiro, deu-se um estranho desaparecimento do valente, corpulento e impiedoso alcaide do castelo de Monforte de Rio Livre, no cimo da serra do Brunheiro, perto de Aqua Flaviae, em Portucale. 

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Na manhã seguinte, o vilarejo estava agitado.

Os aldeões sussurravam entre si, tentando entender o que poderia ter acontecido com o Alcaide.

O nevoeiro ainda pairava sobre o vale, denso e impenetrável, como se escondesse segredos antigos e perigosos.

Os cavaleiros do castelo foram enviados para procurar qualquer pista que pudesse esclarecer o desaparecimento.

Eles vasculharam cada canto do castelo, desde a alta torre de menagem até as masmorras mais profundas.

Tudo estava em ordem, exceto a ausência inexplicável do Alcaide.

Enquanto isso, na grande sala de reuniões, os conselheiros do Alcaide debatiam ferozmente.

Alguns acreditavam que ele poderia ter sido sequestrado, enquanto outros sugeriam que forças sobrenaturais estavam em jogo.

A verdade era que ninguém sabia ao certo o que havia acontecido.

Ao cair da noite, uma figura misteriosa foi vista rondando os muros do castelo.

Vestida com um manto escuro, ela movia-se silenciosamente, como uma sombra.

Alguns diziam que era um mensageiro enviado por uma antiga profecia, outros acreditavam que era o próprio Alcaide, transformado por algum feitiço poderoso.

E você?

O que acha que aconteceu?

 Se tiver algum conhecimento do que realmente aconteceu, por favor, relate nos comentários, pois o povo da aldeia de “Frigidae Aquae”, ainda hoje treme quando a névoa envolve o referido castelo.

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 Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
16
Nov24

"Os girassóis e o Castelo de Monforte de Rio Livre, desfocado, ao fundo"


Mário Silva Mário Silva

"Os girassóis e o Castelo de Monforte de Rio Livre, desfocado, ao fundo"

04Nov DSC07758_ms

A fotografia intitulada "Os girassóis e o Castelo de Monforte de Rio Livre, desfocado, ao fundo" de Mário Silva captura a interação entre a natureza e a história de uma maneira visualmente cativante e simbolicamente rica.

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No primeiro plano, vemos um conjunto de girassóis destacados, com as suas pétalas amarelas vibrantes iluminadas pela luz do sol, o que cria um efeito de transparência nas pétalas.

O centro escuro das flores contrasta fortemente com o fundo mais claro, destacando a vivacidade das flores.

Um dos girassóis está em plena floração, enquanto outro, à esquerda, já parece estar no final do seu ciclo, com as pétalas caindo.

Essa justaposição sugere o ciclo natural de crescimento e declínio.

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Ao fundo, em segundo plano, está o Castelo de Monforte de Rio Livre, situado no topo de uma colina e desfocado.

Embora a forma do castelo seja percetível, a sua falta de nitidez direciona o olhar para o primeiro plano, permitindo que os girassóis sejam o ponto de foco da imagem.

O castelo parece envolto numa luz suave, sugerindo distância e quase um tom de mistério ou nostalgia.

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A técnica usada aqui é de uma profundidade de campo rasa, onde o primeiro plano (os girassóis) está em foco nítido, enquanto o castelo no fundo está desfocado.

Essa escolha direciona a atenção do observador inicialmente para as flores e, somente depois, para o castelo.

O desfoque do castelo cria uma sensação de espaço e profundidade, enquanto também insinua uma separação temporal ou simbólica entre os dois elementos.

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A luz desempenha um papel crucial na fotografia, iluminando as pétalas dos girassóis de forma a criar uma sensação de brilho e calor.

O amarelo vibrante das flores é realçado contra o fundo mais desmaiado, que apresenta cores suaves e tons terrosos da colina e do castelo.

Essa combinação de cores cria um contraste visual agradável que ressalta a vitalidade dos girassóis.

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O alinhamento dos girassóis à esquerda do quadro cria uma composição equilibrada.

A presença do castelo no centro ao fundo, desfocado, adiciona profundidade e contexto histórico, sem competir visualmente com as flores, que são as protagonistas da imagem.

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Os girassóis representam a vida, o crescimento e o ciclo da natureza, com a sua beleza efémera sendo destacada no foco.

O castelo, por outro lado, é um símbolo de permanência e resistência, uma lembrança duradoura da história que permanece em segundo plano.

O contraste entre esses dois elementos sugere uma reflexão sobre o tempo: a natureza floresce, vive e morre, enquanto as construções humanas, mesmo que desfocadas e distantes, continuam a marcar o cenário, testemunhas silenciosas do passado.

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A imagem também pode ser vista como uma metáfora do ciclo da vida.

O girassol em plena floração e o girassol que já está murchando representam diferentes fases da vida, em contraste com o castelo que, apesar de estar presente há séculos, é mostrado de forma menos detalhada, sugerindo que a vida e o crescimento imediato da natureza podem ofuscar a longevidade histórica.

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O desfoque do castelo, envolto por uma luz suave, cria uma atmosfera quase romântica e nostálgica.

Ele não é o foco da imagem, mas a sua presença sugere uma história rica que está sempre à espreita, ao fundo, enquanto a vida contemporânea (representada pelos girassóis) toma o centro das atenções.

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A obra de Mário Silva parece explorar o contraste entre a vitalidade presente e o passado remoto.

A técnica de desfocar o castelo ao fundo é um artifício visual que permite ao observador perceber a história sem necessariamente se fixar nela.

É como se a imagem dissesse que, embora o passado esteja sempre lá, a vida e a beleza estão no presente.

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A escolha dos girassóis também é significativa, pois essa flor tem uma forte conotação com o sol e o otimismo, sempre girando em direção à luz.

Isso pode ser interpretado como um convite a focar no que está florescendo agora, enquanto a história permanece em segundo plano, como um pano de fundo estável, mas não central.

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Em conclusão, a fotografia de Mário Silva é uma composição visualmente impactante que equilibra habilmente a beleza efémera da natureza com a longevidade da história.

A combinação de girassóis vibrantes com o castelo de Monforte desfocado ao fundo cria um contraste simbólico entre o passado e o presente, a vida e a permanência, convidando o observador a refletir sobre o fluxo do tempo e a interação entre o homem e a natureza.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
06
Nov24

"Feira Medieval no Castelo de Monforte de Rio Livre", na aldeia de Águas Frias - Chaves - Portugal, em 06 de setembro de 1998


Mário Silva Mário Silva

 

"Feira Medieval no Castelo de Monforte de Rio Livre",

na aldeia de Águas Frias - Chaves - Portugal,

em 06 de setembro de 1998

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A fotografia de Mário Silva captura um momento vibrante e histórico da Feira Medieval realizada no Castelo de Monforte de Rio Livre, na aldeia de Águas Frias, Chaves, em 1998.

A imagem transporta-nos para um passado medieval, com trajes característicos da época, barracas de artesanato, jogos e atividades que evocam a vida medieval.

O castelo, imponente e histórico, serve como cenário principal, adicionando um toque de autenticidade e grandiosidade à cena.

A luz natural e a composição da fotografia realçam a atmosfera festiva e a beleza do local.

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A fotografia de Mário Silva transcende o mero registro visual, tornando-se um documento histórico de valor inestimável.

Ela captura um evento único que não se repetiu, oferecendo às futuras gerações uma visão autêntica de como foi realizada uma feira medieval nesse local específico.

A imagem revela aspetos da cultura local e da identidade regional, demonstrando o interesse e a paixão das pessoas pela história e pelas tradições medievais.

A participação da comunidade e a recriação de um período histórico demonstram um forte senso de pertença e um desejo de preservar a memória coletiva.

A fotografia, além do seu valor documental, possui qualidades estéticas significativas.

A composição, a luz e a escolha do momento capturam a essência da feira, transmitindo emoções e convidando o observador a imergir na cena.

A imagem pode ser utilizada como um recurso promocional para atrair turistas e divulgar o património histórico e cultural da região.

Ao mostrar a beleza do Castelo de Monforte de Rio Livre e a riqueza da cultura medieval, a fotografia contribui para o desenvolvimento do turismo local.

Por que não foi realizada novamente?

A ausência de novas edições da feira medieval pode ter diversas causas, como falta de recursos financeiros, dificuldades logísticas, mudanças de prioridades políticas ou simplesmente a falta de interesse por parte dos organizadores.

É importante ressaltar que a realização de eventos desse tipo exige um grande investimento em termos de tempo, dinheiro e recursos humanos.

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Em conclusão, a fotografia de Mário Silva é uma verdadeira joia histórica e cultural.

Ela permite-nos viajar no tempo e experimentar a atmosfera mágica de uma feira medieval.

A ausência de novas edições é uma perda para a comunidade e para os amantes da história.

No entanto, a imagem continua a ser uma fonte de inspiração e um testemunho do rico património cultural de Portugal.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
20
Out24

"Igreja de Vilar de Izeu" - Planalto de Monforte (União de Freguesias de Oucidres e Bobadela) - Chaves - Portugal


Mário Silva Mário Silva

"Igreja de Vilar de Izeu"

Planalto de Monforte

(União de Freguesias de Oucidres e Bobadela)

Chaves - Portugal

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A fotografia de Mário Silva captura a essência da Igreja de Vilar de Izeu, um testemunho da profunda ligação entre a comunidade rural e o património religioso.

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A igreja exibe uma arquitetura caraterística das construções rurais, com paredes de pedra, um telhado de telha e linhas simples.

A porta de madeira e o campanário de pequenas dimensões reforçam este caráter.

A igreja está harmoniosamente inserida na paisagem rural, com um fundo de árvores e arbustos que criam um cenário bucólico e tranquilo.

A pedra envelhecida e as marcas do tempo nas paredes sugerem uma longa história e um valor histórico considerável.

A cruz no campanário e a porta de entrada, elementos centrais da arquitetura religiosa, reforçam a função da igreja como um espaço de culto e encontro comunitário.

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A igreja é o coração espiritual da comunidade, um local de celebração, oração e encontro para os habitantes de Vilar de Izeu e arredores.

A igreja representa a identidade cultural e as tradições da comunidade, transmitindo um sentido de pertença e continuidade histórica.

A igreja é um ponto de referência na paisagem, um marco que orienta os habitantes e visitantes.

Ao reunir a comunidade em torno de celebrações e eventos religiosos, a igreja contribui para fortalecer os laços sociais e o sentimento de comunidade.

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Em resumo, a fotografia de Mário Silva não apenas captura a beleza estética da Igreja de Vilar de Izeu, mas também evoca um conjunto de significados mais profundos, relacionados com a história, a cultura e a identidade da comunidade rural.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
18
Out24

A Importância do Castelo de Monforte de Rio Livre para a Região e Portugal


Mário Silva Mário Silva

A Importância do Castelo de Monforte de Rio Livre

para a Região e Portugal

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O Castelo de Monforte de Rio Livre, localizado em Águas Frias. no concelho de Chaves, distrito de Vila Real, é um monumento de grande importância histórica e cultural para a região de Trás-os-Montes e para Portugal como um todo.

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Acredita-se que o castelo tenha sido construído no século XII, durante o período da Reconquista.

Ao longo dos séculos, o castelo passou por várias fases de construção e reconstrução, refletindo diferentes estilos arquitetónicos.

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 O castelo desempenhou um papel crucial na defesa da fronteira norte de Portugal contra invasões.

Foi palco de diversos conflitos, incluindo disputas entre Portugal e Castela.

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O castelo é um símbolo de orgulho para a comunidade local, representando a rica história da região.

Serve como um importante ponto de referência geográfico e cultural para Trás-os-Montes.

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O castelo atrai visitantes para a região, contribuindo para a economia regional mas nenhuma para local.

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O Castelo de Monforte de Rio Livre é um excelente exemplo da arquitetura militar medieval portuguesa.

Foi classificado como Monumento Nacional em 1950, reconhecendo a sua importância para o património nacional.

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 Oferece "insights" valiosos sobre a história medieval de Portugal.

Serve como um importante local para pesquisas arqueológicas e históricas.

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O castelo está associado a várias lendas e histórias que enriquecem o folclore da região.

Poderia inspirar eventos culturais e celebrações locais, mantendo vivas as tradições, mas nada se faz.

Tem sido fonte de inspiração para escritores, poetas e artistas ao longo dos anos.

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Como muitos monumentos antigos, o castelo enfrenta desafios de conservação.

Projetos de restauração podem proporcionar empregos e desenvolvimento de habilidades na região.

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Há oportunidades para aumentar a visibilidade do castelo no cenário turístico nacional e internacional.

Pode ser integrado em rotas turísticas temáticas, como a dos castelos medievais portugueses.

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Em conclusão, o Castelo de Monforte de Rio Livre é muito mais do que uma simples estrutura medieval.

É um testemunho vivo da história de Portugal, poderia ser um símbolo de identidade regional e um importante recurso cultural e económico.

A sua preservação e promoção não apenas honram o passado, mas também contribuem significativamente para o presente e o futuro da região de Trás-os-Montes e de Portugal como um todo.

A contínua valorização deste monumento asseguraria que ele permaneceria como um elo vital entre o passado glorioso e as aspirações futuras do país.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
12
Jul24

Pastor e Seu Rebanho - Um Retrato da Vida em Paradela de Monforte (Chaves - Portugal)


Mário Silva Mário Silva

 

Pastor e Seu Rebanho

Um Retrato da Vida em Paradela de Monforte

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No final de uma tarde tranquila em Paradela de Monforte, Chaves, Portugal, um pastor e o seu rebanho de ovelhas retornam do pasto.

A cena desenrola-se nas ruas de paralelepípedos da aldeia, onde o pastor, com uma expressão de dedicação e cansaço, conduz cuidadosamente suas ovelhas de volta à corte.

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A vida de pastor é uma jornada árdua, que exige resiliência e perseverança.

Durante o verão, o calor intenso e as longas caminhadas sob o sol abrasador tornam a tarefa de guiar o rebanho especialmente desafiadora.

Já no inverno, o frio cortante e as condições adversas do tempo adicionam um nível de dificuldade, testando a determinação do pastor em cada passo.

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A cena retrata não apenas o retorno do rebanho, mas também a essência da vida rural em Portugal, onde a pastorícia é uma atividade ancestral.

O pastor com o seu cajado, as ovelhas seguindo de perto, e as casas tradicionais ao fundo, tudo isso compõe um quadro de tradição e persistência.

Cada detalhe conta a história de gerações que dedicaram as suas vidas ao cuidado dos animais e à manutenção de práticas agrícolas que sustentam a comunidade.

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Apesar das dificuldades, a vida de pastor é também repleta de satisfações.

O vínculo com os animais, o contato constante com a natureza e a sensação de dever cumprido ao ver o rebanho seguro e bem alimentado são recompensas imensuráveis.

A conexão com a terra e a compreensão profunda dos ciclos naturais tornam a vida pastoral uma experiência singular, marcada por momentos de contemplação e realização.

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Em Paradela de Monforte, a figura do pastor é um símbolo de resistência e devoção, uma representação viva de uma tradição que, apesar dos desafios, continua a ser uma parte vital da identidade local.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
14
Jun24

A muralha do castelo de Monforte de Rio Livre e o “Reino Maravilhoso”


Mário Silva Mário Silva

A muralha do castelo de Monforte de Rio Livre

e o “Reino Maravilhoso”

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A muralha do castelo de Monforte de Rio Livre, de onde se avista o Reino Maravilhoso:

"Embora haja muita gente que diz que não, sempre houve e haverá reinos maravilhosos neste mundo. O que é preciso, para os ver, é que os olhos não percam a virgindade original diante da realidade, e o coração, depois, não hesite.

O que agora vou descrever, meu e de todos os que queiram merecê-lo, não só existe, como é dos mais belos que um ser humano pode imaginar. Senão, reparem:

"Fica ele no alto de Portugal, como os ninhos ficam no alto das árvores para que a distância dos torne mais impossíveis e apetecidos. Quem o namora cá de baixo, se realmente é rapaz e gosta de ninhos, depois de trepar e atingir a crista do sonho contempla a própria bem-aventurança.

Vê-se primeiro um mar de pedra. Vagas e vagas sideradas, hirtas e hostis, contidas na sua força desmedida pela mão inexorável dum Deus genesíaco. Tudo parado e mudo. Apenas se move e se faz ouvir o coração no peito, inquieto, a anunciar o começo duma grande hora. De repente rasga a crosta do silêncio uma voz atroadora:

- Para cá do Marão, mandam os que cá estão! …" (Miguel Torga)

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A fotografia mostra a muralha do castelo de Monforte de Rio Livre, em Portugal.

O castelo está situado no alto de uma colina na serra do Brunheiro, com vista para a serra do Larouco.

A muralha é feita de pedra granítica e tem cerca de 10 metros de altura.

No topo da muralha, há um adarve, que era utilizado pelos soldados para defender o castelo.

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A imagem também mostra uma vista da serra do Larouco, que fica ao fundo.

A serra do Larouco é uma das maiores cadeias montanhosas de Portugal, e é conhecida pelas suas paisagens selvagens e pela sua rica flora e fauna.

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O Reino Maravilhoso

O texto é um excerto do livro "O Reino Maravilhoso", de Miguel Torga.

No livro, Torga descreve um reino imaginário que fica escondido nas montanhas de Portugal.

O reino é descrito como um lugar de beleza extraordinária, onde tudo é perfeito.

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Torga argumenta que o Reino Maravilhoso não é apenas uma fantasia, mas que existe de verdade.

Ele acredita que o reino só pode ser visto por aqueles que têm os olhos puros e o coração aberto.

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A muralha do castelo de Monforte de Rio Livre pode ser vista como uma metáfora para o Reino Maravilhoso.

A muralha é um símbolo de proteção e segurança, e também representa a entrada para um mundo diferente.

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Assim como a muralha do castelo só pode ser vista por aqueles que estão no topo da colina, o Reino Maravilhoso só pode ser visto por aqueles que têm a mente aberta e o coração puro.

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A fotografia da muralha do castelo de Monforte de Rio Livre é uma chamada de atenção de que a beleza pode ser encontrada nos lugares mais inesperados.

Também é um lembrete de que a imaginação é um poder poderoso que nos pode levar a lugares incríveis.

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Miguel Torga (1907-1995) foi um poeta, ficcionista, dramaturgo e ensaísta português.

Ele é considerado um dos maiores escritores portugueses do século XX.

Torga nasceu em Trás-os-Montes, uma região montanhosa do norte de Portugal.

Ele passou a maior parte da sua vida na sua terra natal, e a sua obra é profundamente influenciada pela paisagem e cultura da região.

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Torga era um escritor prolífico, e publicou mais de 50 livros ao longo da sua carreira.

Ele é mais conhecido pela sua poesia, mas também escreveu romances, contos, peças de teatro e ensaios.

A sua obra é caracterizada por um estilo lírico e evocativo, e muitas vezes explora temas como a natureza, o amor, a morte e a fé.

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Torga foi um defensor da cultura portuguesa, e ele desempenhou um papel importante no desenvolvimento da literatura portuguesa moderna.

Ele foi galardoado com vários prémios literários, incluindo o Prémio Camões, o mais prestigiado prémio literário de Portugal.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
30
Abr24

A controversa escada em caracol (“subidório”) do Castelo de Monforte de Rio Livre - Águas Frias (Chaves), Portugal


Mário Silva Mário Silva

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A controversa escada em caracol (“subidório”)

do Castelo de Monforte de Rio Livre

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A recente instalação de uma escada em caracol de ferro no Castelo de Monforte de Rio Livre, em Águas Frias (Chaves), Portugal, gerou um debate acalorado entre os defensores da modernização e os defensores da preservação histórica.

Propósito da escada:

A escada, apelidada de "subidório" pelo autor da imagem, tem como único objetivo facilitar o acesso à porta de entrada da torre de menagem, localizada no topo da muralha.

Impacto na experiência do visitante:

No entanto, a sua construção provocou preocupações significativas. A escada e o gradil que a acompanha impedem que os visitantes circulem livremente pelas muralhas, privando-os da vista deslumbrante do vale do rio Tâmega, do planalto da serra do Brunheiro, das aldeias vizinhas e das serras portuguesas e espanholas circundantes, incluindo o castelo de Monterrey em Verin.

Perspetivas em conflito:

Os defensores da intervenção argumentam que a escada era necessária por motivos de segurança e para facilitar o acesso à torre de menagem para pessoas com mobilidade reduzida. Além disso, sustentam que a sua presença não compromete significativamente a estética do castelo.

Do outro lado, os detratores da escada criticam a sua intromissão numa estrutura histórica como o castelo, defendendo que a sua construção deturpa a autenticidade do monumento e limita a experiência dos visitantes em apreciar a beleza natural da região.

Pontos de reflexão:

A controvérsia em torno da escada de Monforte de Rio Livre levanta questões importantes sobre o equilíbrio entre a modernização e a preservação do património histórico. É crucial ponderar cuidadosamente as vantagens e desvantagens de tais intervenções, buscando soluções que conciliem a acessibilidade e a segurança com a preservação da autenticidade e da experiência do visitante.

Cabe a cada um ponderar:

A escada em caracol compromete significativamente a estética do castelo?

A sua presença impede de forma crucial a fruição da vista panorâmica?

A sua construção era realmente necessária por motivos de segurança e acessibilidade?

Existiriam alternativas menos invasivas para alcançar os mesmos objetivos?

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A resolução do debate reside no diálogo aberto e na busca de soluções criativas que considerem as diferentes perspetivas e garantam a preservação do rico património histórico e cultural do Castelo de Monforte de Rio Livre.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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20
Dez23

Está um frio "de rachar" e a névoa envolve o Castelo de Monforte de Rio Livre, em Águas Frias - Chaves - Portugal


Mário Silva Mário Silva

 

Está um frio "de rachar" e a névoa envolve o

Castelo de Monforte de Rio Livre,

em Águas Frias - Chaves - Portugal

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É uma manhã fria e cinzenta em Águas Frias, Trás-os-Montes.

 O ar está gelado e a névoa envolve o Castelo de Monforte de Rio Livre. Os muros do castelo estão cobertos de gelo e a torre parecem flutuar na névoa.

Um pequeno grupo de visitantes caminha pelo castelo, abrigando-se do frio no interior da torre.

Eles admiram as vistas panorâmicas da região, que se estendem até as montanhas da Serra do Gerês.

A névoa é tão espessa que é difícil ver a distância.

O castelo parece uma visão de outro mundo, preso no tempo.

O frio é tão intenso que a respiração dos visitantes forma nuvens de vapor. Eles movem-se lentamente, como se estivessem em câmara lenta.

A névoa cria uma atmosfera misteriosa e mágica.

 O castelo parece uma fortaleza fantasmagórica, guardando os segredos do passado.

É uma manhã inesquecível, uma experiência única que só é possível num dia frio e nebuloso em Águas Frias - Portugal.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
10
Set23

Uma visita ao Castelo de Monforte do Rio Livre


Mário Silva Mário Silva

Uma visita ao

Castelo de Monforte do Rio Livre

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Estás pronto para uma aventura?

Uma viagem ao Castelo de Monforte de Rio Livre irá deliciar o seu explorador interior! Aninhado nas colinas acima da aldeia de Águas Frias, este castelo medieval oferece um vislumbre do passado histórico de Portugal.

Quando chegar, ganhe coragem e atravesse a “hipotética ponte levadiça” sobre o fosso do castelo. No interior das grossas muralhas de pedra, encontrará um pátio e uma torre de menagem que se mantêm de pé há mais de 800 anos. Suba as escadas sinuosas (“subidório”) da torre para ter uma vista panorâmica do campo. A posição estratégica do castelo permitia aos defensores avistar os inimigos a quilómetros de distância.

Ao percorrer as muralhas, imagine os arqueiros a vigiar os invasores. Bolas de canhão e fendas para flechas mostram como o castelo estava armado para a batalha. Apesar de pequeno, o Castelo de Monforte resistiu a muitos ataques ao longo dos séculos. A sua força duradoura é um testemunho do génio militar dos seus construtores.

O interior esparso do castelo reflete a austeridade da vida medieval, embora “subsistam” belos pormenores como uma “hipotética chaminé ornamentada” e janelas “góticas”. As habitações esparsas albergavam soldados e criados, enquanto a torre de menagem proporcionava aposentos “nada luxuosos” para o senhor e a senhora.

Depois de explorar as alturas, desça até à aldeia de Águas Frias. Desfrute de uma refeição de legumes frescos, variados enchidos e pão caseiro numa, já não existente, “taberna rústica”.

A comida deliciosa e o ambiente acolhedor realçam a cultura vibrante que se desenvolveu à sombra da fortaleza.

Uma viagem ao Castelo de Monforte transporta-o para uma época crucial da história de Portugal. Apesar dos séculos passados, o castelo continua a ser uma visão imponente e uma fonte de orgulho para a comunidade local. Descubra as histórias escondidas nas suas pedras e aprecie de novo a beleza e a história do interior de Portugal.

A aventura espera-o no Castelo de Monforte!

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Texto & Fotopintura: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
07
Jun23

Monforte de Rio Livre assombrado e da aia cativa (2.ª parte)


Mário Silva Mário Silva

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Lenda do castelo de

Monforte de Rio Livre assombrado

e da aia cativa

(2.ª parte)

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(… continuação)

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O misterioso desaparecimento da donzela

A lenda de Monforte de Rio Livre está impregnada de mistério. Um dos seus mistérios mais duradouros é o da donzela mantida em cativeiro no antigo castelo - e o seu estranho desaparecimento.

Durante séculos, os habitantes locais têm-se interrogado sobre o que lhe terá acontecido. Alguns afirmam que ela foi raptada por um grupo de vilões da aldeia local, enquanto outros acreditam que ela simplesmente desapareceu no ar. Seja qual for o caso, o seu desaparecimento continua a ser um mistério por resolver até aos dias de hoje.

Os pormenores que envolvem a sua prisão variam ligeiramente, dependendo de quem conta a história. Alguns dizem que foi fechada numa torre e escondida, enquanto outros afirmam que um poderoso feiticeiro a enfeitiçou, impedindo qualquer pessoa de a ver ou falar diretamente com ela.

Ao longo dos anos, foram lançadas inúmeras expedições com o objetivo de descobrir o que aconteceu à donzela e desvendar os segredos de Monforte de Rio Livre. No entanto, todas as tentativas foram infrutíferas e nunca ninguém encontrou indícios claros do que lhe terá acontecido.

Até hoje, o destino da donzela permanece desconhecido e envolto em mistério - uma homenagem final a uma antiga lenda de romance e aventura que cativará os leitores durante séculos.

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O castelo ainda hoje é assombrado? Lendas e avistamentos

A lenda do castelo assombrado de Monforte de Rio Livre e da donzela cativa mantém-se viva até hoje. Muitas testemunhas afirmam ter visto ocorrências estranhas e sinistras no castelo e nas suas imediações, alimentando a especulação de que o castelo é, de facto, ainda assombrado por um espírito inquieto.

Alguns dos fenómenos mais relatados incluem visões e sons de uma mulher desconhecida a chorar, aparições fantasmagóricas a pairar no pátio do castelo, luzes tremeluzentes no interior das muralhas do castelo à noite e uivos estranhos vindos do interior. Segundo o folclore local, todos estes fenómenos são provas de uma presença fantasmagórica inquieta em busca da sua amada perdida.

Outros relatos incluem pontos frios em certos locais do castelo, sensação de estar a ser observado, rajadas de vento inexplicáveis dentro das instalações - todos os sinais que apontam para alguma forma de atividade paranormal dentro das muralhas do Castelo de Monforte de Rio Livre. Embora ainda não existam provas concretas que confirmem estas alegações, uma coisa é certa - se alguma vez se encontrar perto deste local, mantenha os olhos bem abertos para qualquer coisa fora do normal!

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Conclusão

A história do Castelo Assombrado de Monforte de Rio Livre e da Donzela Cativa é um conto cheio de mistério, suspense e romance que tem sido transmitido através de gerações em Portugal. É uma história fascinante que combina o sobrenatural com o amor cortês de outrora. O conto lembra-nos que o amor é mais forte do que qualquer outra força no universo e que a boa vontade e a coragem prevalecerão sempre. Quer se acredite ou não na lenda, a história do Castelo Assombrado de Monforte de Rio Livre e da Donzela Cativa vai certamente cativar e inspirar.

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Texto e Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
05
Jun23

Lenda do castelo assombrado de Monforte de Rio Livre e da aia cativa (1.ª parte)


Mário Silva Mário Silva

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Lenda do castelo assombrado de Monforte de Rio Livre

e da aia cativa

(1.ª parte)

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Sente-se e deixe-se envolver por uma história emocionante de peripécias, mágoas e, por fim, redenção. Esta história cativante tem sido contada ao longo dos tempos, com a repetição de um castelo lendário, uma donzela cativa e um opressor cujos planos maléficos são frustrados por forças fora do seu controlo.

O Castelo Assombrado de Monforte de Rio Livre é um testemunho da luta pela liberdade e pela justiça que se estende por centenas de anos. Esta é a lenda de como este magnífico castelo passou a ser assombrado pelo espírito de uma corajosa donzela que tinha sido mantida em cativeiro dentro das suas muralhas.

Embora envolto em mistério durante muitos séculos, o castelo ainda se mantém orgulhosamente como uma recordação da nossa luta coletiva contra a opressão. É um legado que transcende o tempo - uma história inspiradora que realça a coragem e a força de uma mulher notável contra todas as probabilidades.

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O Antigo Castelo de Monforte de Rio Livre

O velho castelo de Monforte de Rio Livre está de pé há séculos, vigiando o território português fronteiriço. Construído no final do período medieval, acredita-se que tenha sido habitado por membros de famílias nobres. Mas a sua reputação precede-se a si própria - diz-se que o castelo é assombrado por um fantasma de séculos passados, e abundam as histórias de ruídos estranhos que emanam das suas paredes durante a noite.

Um desses contos fala de uma jovem donzela que foi aprisionada num quarto superior do castelo pelo seu pretendente ciumento. Diz-se que o seu espírito ainda hoje lá permanece e que se podem ouvir os seus gritos de angústia na calada da noite. A sua história foi transmitida de geração em geração, recordando-nos a todos que nunca devemos dar por garantidas a nossa liberdade e autonomia.

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A história trágica da donzela cativa

A história do castelo assombrado de Monforte de Rio Livre é indissociável da história trágica de uma donzela cativa. O castelo foi governado por várias gerações, mas foi durante o reinado do Conde D. Pedro que começou o seu passado infame.

Diz-se que o Conde aprisionou uma jovem donzela nas torres do castelo depois de esta ter recusado os seus avanços. Esta infeliz mulher foi mantida em cativeiro durante vários anos, suportando torturas e privações indescritíveis. Embora algumas histórias sugiram a sua fuga e eventual regresso a casa, ninguém sabe ao certo o seu destino.

O castelo ainda hoje se mantém, rodeado de lendas obscuras e de uma aura de perplexidade que tem intrigado as pessoas durante séculos. Sejam ou não verdadeiras estas histórias, uma coisa é certa - a história trágica de uma jovem inocente ficará para sempre ligada ao legado assombrado de Monforte de Rio Livre.

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O malvado senhor do castelo

O malvado senhor do castelo era conhecido como Cruel Monforte de Rio Livre. Era infame na região pela sua crueldade e regime draconiano. O seu poder era tal que poucos se atreviam a cruzar com ele, e os que o faziam rapidamente descobriam o quão perigoso ele podia ser. Tinha um vasto exército de servos à sua disposição, prontos a cumprir todos os seus caprichos sem questionar. Havia histórias de prisioneiros que eram torturados nas masmorras do castelo, para nunca mais serem vistos.

Cruel Monforte de Rio Livre tinha uma sede insaciável de poder e domínio, o que o levou a raptar uma jovem donzela para seu prazer. Esta donzela cativa tornou-se objeto de muitos contos e lendas que perduram até aos dias de hoje. O seu destino permanece desconhecido, mas alguns acreditam que ela conseguiu escapar com vida, enquanto outros afirmam que foi morta a sangue frio pelo seu captor. O que é certo é que a tirania de Monforte de Rio Livre deixou uma marca indelével na história, para sempre recordada por todos os que pousam o olhar nas majestosas muralhas do castelo.

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A prisão da donzela na torre

Durante séculos, a lenda do castelo assombrado de Monforte de Rio Livre cativou todos os que a ouviram. Segundo a história, uma bela donzela foi capturada e mantida em cativeiro na torre mais alta do castelo. Dizia-se que os seus gritos podiam ser ouvidos a quilómetros de distância, ecoando pelos desfiladeiros das montanhas e que o seu espírito podia ser visto a vaguear pelo solar à noite.

Um dia, um príncipe corajoso aventurou-se nas profundezas da floresta em busca da donzela cativa. Depois de encontrar a sua prisão, foi afastado por um espírito maligno que a guardava. Sem se deixar intimidar, regressou com uma espada encantada e desafiou o espírito para uma luta - que acabou por vencer após dias e noites de batalha. Ao libertar a donzela do seu cativeiro, ambos foram libertados de uma maldição centenária e viveram felizes para sempre em Monforte de Rio Livre.

Esta lenda fala-nos hoje de coragem, esperança e tenacidade. Através dela, podemos lembrar-nos de que, independentemente dos obstáculos que a vida nos coloca, se continuarmos a avançar com determinação, acabaremos por sair mais fortes do outro lado.

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(continua …)

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Texto e Fotografia: ©MárioSilva

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