Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

MÁRIO SILVA - Fotografia, Pintura & Escrita

*** *** A realidade é a "minha realidade" em imagens (fotografia, pintura) e escrita

04
Ago25

"Abelharuco" (Merops apiaster) … e uma estória


Mário Silva Mário Silva

"Abelharuco" (Merops apiaster)

… e uma estória

04Ago DSC04888_ms

A fotografia de Mário Silva, intitulada "Abelharuco" (Merops apiaster), apresenta um close-up impressionante de um abelharuco empoleirado num cabo elétrico.

O pássaro está virado para a direita da imagem, exibindo as suas cores vibrantes e distintas.

 

A cabeça do abelharuco é de um amarelo intenso no topo e na garganta, contrastando com uma banda escura que atravessa o olho e uma área castanha avermelhada na coroa.

O dorso e as asas são predominantemente de um tom verde-azulado, enquanto a parte inferior do corpo é de um castanho-avermelhado quente.

O seu bico é longo, fino e ligeiramente curvo para baixo.

Os detalhes das penas são nítidos, e o olho do pássaro está bem focado, transmitindo uma sensação de vivacidade e alerta.

.

O fio onde o pássaro está empoleirado é uma estrutura em espiral, de cor acastanhada clara, que atravessa a imagem horizontalmente.

O fundo é um céu claro e uniforme, de um tom azul-acinzentado, o que faz com que o abelharuco se destaque dramaticamente.

A fotografia capta a elegância e a beleza exótica desta ave migratória num momento de quietude.

.

Estória: O Viajante das Cores

Nos vastos vales de Trás-os-Montes, onde o sol abraçava os campos e o ar vibrava com o canto dos insetos, havia um fio elétrico que atravessava o horizonte.

Para a maioria, era apenas um fio.

Mas para um abelharuco, um dos mais belos viajantes dos céus, era um miradouro privilegiado, um palco suspenso no mundo.

Este abelharuco, que todos chamavam "O Pintor" pelas suas cores vibrantes – o amarelo do sol, o verde da oliveira, o castanho da terra – era o que Mário Silva, com a sua paixão pela natureza, um dia conseguiu imortalizar.

.

O Pintor não era como os outros pássaros.

Enquanto eles se contentavam com os ninhos escondidos e os voos curtos, ele sonhava com horizontes distantes.

Tinha nascido em terras quentes, muito para lá do mar, e cada primavera, uma força irresistível puxava-o para o norte, para os campos de Portugal, onde as abelhas zumbiam com mais doçura e os dias eram longos e cheios de luz.

.

O seu poleiro favorito era aquele fio.

Dali, com os seus olhos atentos, observava o “ballet” dos insetos no ar.

Era um caçador exímio, mergulhando no vazio com uma velocidade impressionante, capturando a sua presa em pleno voo com o seu bico fino e preciso, regressando sempre ao seu fio com um triunfo silencioso.

.

Mas o Pintor não caçava apenas por alimento.

Ele caçava por inspiração.

Cada abelha, cada vespa, cada libelinha capturada, parecia infundir-lhe uma nova cor, um novo tom para a sua plumagem.

Era como se absorvesse a essência da paisagem e a convertesse na sua própria beleza.

.

Um dia, enquanto observava a linha do horizonte, o Pintor sentiu uma estranha melancolia.

A estação avançava, e em breve, o chamamento do sul voltaria a ser irresistível.

Teria de deixar aqueles campos verdes, o sol quente, o fio que era o seu trono.

Questionou-se se, na sua ausência, as suas cores desvaneceriam, se o seu esplendor seria esquecido.

.

Nesse exato momento, Mário Silva, que o observava há horas de uma distância respeitosa, levantou a sua câmara.

O Pintor, absorto nos seus pensamentos, não se mexeu.

A luz do sol, suave e dourada, incidia sobre as suas penas.

Mário capturou o momento, não apenas a imagem de um pássaro, mas a alma de um viajante, a beleza de um verão, a essência da liberdade.

.

Quando Mário mais tarde mostrou a fotografia, as pessoas ficaram deslumbradas.

- Que cores! - exclamavam. - Que beleza!

O Pintor não sabia, mas a sua imagem, a sua essência, tinha viajado muito mais longe do que ele jamais conseguiria voar.

A sua beleza não se desvaneceria com a sua partida, pois estava agora guardada, intemporal, na fotografia.

.

E assim, o Abelharuco, o Pintor, continuou a sua vida, voando entre continentes, trazendo consigo as cores de cada lugar onde pousava.

Mas em Trás-os-Montes, a sua imagem, o seu legado, ficou gravado naquele fio, uma lembrança de que a verdadeira beleza não está apenas na presença, mas na memória, na inspiração, e nas cores que deixamos no mundo.

O Pintor era um viajante das cores, e Mário Silva, o seu cronista.

.

Texto & Fotografia: ©MárioSilva

.

.

Mário Silva 📷
03
Jun25

Chasco-cinzento fêmea (Oenanthe oenanthe)


Mário Silva Mário Silva

Chasco-cinzento fêmea (Oenanthe oenanthe)

03Jun DSC06525_ms

A fotografia de Mário Silva captura uma fêmea de chasco-cinzento (Oenanthe oenanthe), uma ave migratória conhecida pela sua elegância discreta e comportamento ágil.

Na imagem, a ave está pousada num fio elétrico, exibindo a sua plumagem em tons de castanho-acinzentado, com um distintivo tom alaranjado na cauda, que é uma característica marcante da espécie.

.

O chasco-cinzento é uma pequena ave passeriforme, comum em regiões de clima temperado da Europa, África e Ásia.

Durante o verão, reproduz-se em áreas abertas e rochosas, como campos, charnecas e encostas, onde constrói o ninho em cavidades no solo ou entre pedras.

No inverno, migra para o sul, atravessando o deserto do Saara para passar a temporada em savanas e áreas semiáridas da África Subsaariana.

Essa migração é impressionante, considerando o tamanho reduzido da ave – cerca de 15 cm de comprimento – e as longas distâncias que percorre, muitas vezes superiores a 10.000 km por ano.

.

A fêmea, como a da fotografia, apresenta uma coloração mais discreta que o macho, que na época de reprodução exibe tons mais vivos, como uma máscara preta e peito alaranjado.

O chasco-cinzento é conhecido pela sua agilidade ao caçar insetos em voo ou no solo, frequentemente pousando em locais expostos, como o fio da imagem, para observar o ambiente.

O seu canto é melodioso e usado para marcar território durante a época de acasalamento.

.

Esta espécie desempenha um papel importante nos ecossistemas, contribuindo para o controle de populações de insetos.

Contudo, enfrenta desafios como a perda de habitat e mudanças climáticas, que afetam as suas rotas migratórias e áreas de nidificação.

A fotografia de Mário Silva não só destaca a beleza natural do chasco-cinzento, mas também lembra-nos da importância de proteger estas aves migratórias e os seus habitats.

.

Testo & Fotografia: ©MárioSilva

.

.

 

Mário Silva 📷
17
Jan25

“Felosa-comum” (Phylloscopus collybita)


Mário Silva Mário Silva

“Felosa-comum”

(Phylloscopus collybita)

17Jan DSC00358_ms

A fotografia "Felosa-comum" de Mário Silva captura a delicadeza e a beleza de uma pequena ave no seu habitat natural.

A imagem, com a sua composição cuidadosa e paleta de cores suaves, convida o observador a uma imersão na natureza e à apreciação da vida selvagem.

.

A fotografia apresenta uma felosa-comum pousada num ramo de árvore.

A ave, com as suas penas verde-azeitona e amarelo-esverdeadas, destaca-se contra o fundo verde e desfocado da folhagem.

O olhar da felosa, atento e curioso, direciona-se para um ponto fora do enquadramento, transmitindo uma sensação de vivacidade e alerta.

.

A composição é simples e eficaz, com a felosa ocupando o centro da imagem e o ramo da árvore servindo como suporte.

A diagonal formada pelo ramo e pelo corpo da ave cria uma sensação de dinamismo e conduz o olhar do observador para o ponto focal da imagem.

A luz natural, suave e difusa, envolve a cena, criando uma atmosfera serena e contemplativa.

A iluminação lateral destaca a textura das penas e as cores vibrantes da ave.

A paleta de cores é predominantemente verde e amarela, com tons pastéis que evocam a sensação de primavera.

As cores quentes da ave contrastam com o fundo verde, criando um efeito visual agradável.

A fotografia está perfeitamente focada na felosa-comum, com as penas nítidas e os detalhes da plumagem claramente visíveis.

O fundo desfocado ajuda a destacar o sujeito principal e a criar uma sensação de profundidade.

A fotografia apresenta uma grande profundidade de campo, permitindo que todos os elementos da imagem estejam nítidos, desde o primeiro plano até ao fundo.

A escolha do diafragma e da velocidade do obturador permitiu capturar o movimento da ave e a textura das penas.

.

A atmosfera serena da fotografia, com a ave em repouso num ramo de árvore, transmite uma sensação de paz e tranquilidade.

A fotografia estabelece uma conexão entre o observador e o mundo natural, convidando-o a apreciar a beleza da vida selvagem.

O olhar atento da felosa desperta a curiosidade do observador, convidando-o a explorar a natureza ao seu redor.

A pequena dimensão da felosa e a suavidade das suas penas transmitem uma sensação de delicadeza e fragilidade.

.

A felosa-comum (Phylloscopus collybita) é uma pequena ave passeriforme muito comum em toda a Europa e Ásia.

É uma espécie migratória, que passa os invernos em regiões mais quentes e retorna à Europa na primavera para nidificar.

A felosa-comum habita em áreas arbustivas e florestais, alimentando-se principalmente de insetos.

.

Em resumo, a fotografia "Felosa-comum" de Mário Silva é uma obra que captura a beleza e a delicadeza de uma pequena ave.

Através de uma composição cuidadosa e de uma paleta de cores harmoniosa, o fotógrafo convida o observador a apreciar a natureza e a refletir sobre a importância da biodiversidade.

.

Texto & Fotografia: ©MárioSilva

.

.

Mário Silva 📷
08
Jun24

Um ovo estalou ..., uma nova andorinha nasceu ... e passadas duas semanas, até se pôs à janelinha do seu ninho explorando o meio ambiente que a envolve e esperar que um dos seus progenitores lhe traga mais comidinha ...


Mário Silva Mário Silva

Um ovo estalou ..., uma nova andorinha nasceu ... e passadas duas semanas, até se pôs à janelinha do seu ninho explorando o meio ambiente que a envolve e esperar que um dos seus progenitores lhe traga mais comidinha ...

Jun08 DSC01714_ms

A fotografia apresenta um filhote de andorinha em seu ninho.

O filhote é pequeno e branco, com penas pretas. Ele está a olhar para fora do ninho, explorando o mundo ao seu redor.

.

O ciclo de vida de uma andorinha começa quando a fêmea põe de 3 a 5 ovos num ninho feito de lama e palha.

Os ovos são incubados por ambos os pais por cerca de 14 dias.

Quando os ovos eclodem, os filhotes nascem nus e cegos.

Os pais cuidam dos filhotes e alimentam-nos até que estejam prontos para voar.

.

Nos primeiros dias de vida, os filhotes de andorinha são completamente dependentes de seus pais.

Eles precisam ser alimentados com frequência e mantidos aquecidos.

Os pais alimentam os seus filhotes com insetos, que eles apanham no ar.

.

Por volta de uma semana de idade, os filhotes de andorinha começam a abrir os olhos.

Eles também começam a desenvolver as suas penas.

Por volta de duas semanas de idade, os filhotes de andorinha são capazes de se mover pelo ninho.

Eles também começam a fazer sons.

.

Por volta de três semanas de idade, os filhotes de andorinha estão prontos para voar.

Eles deixam o ninho pela primeira vez e começam a alimentar-se por conta própria.

Os pais ainda os acompanham por algumas semanas, mas os filhotes logo se tornam independentes.

.

As andorinhas são aves importantes para o meio ambiente.

Elas ajudam a controlar as populações de insetos, que podem ser pragas para as plantações e para os humanos.

As andorinhas também são aves bonitas e graciosas que podem ser apreciadas por todos.

.

Se você quiser ajudar as andorinhas, você pode fornecer-lhes um lugar para construir os seus ninhos.

Você também pode evitar o uso de pesticidas, que podem prejudicar as andorinhas e outros animais selvagens.

.

As andorinhas são criaturas fascinantes com um ciclo de vida interessante.

É importante proteger essas aves e seus habitats.

.

Os filhotes de andorinha nascem com um bico grande e amarelo.

O bico é usado para pegar insetos.

Os filhotes de andorinha crescem muito rapidamente. Eles dobram o seu peso corporal em apenas duas semanas.

As andorinhas são aves migratórias. Elas viajam longas distâncias para encontrar alimentos e para criar seus filhotes.

As andorinhas são aves sociais. Elas vivem em colónias que podem ter centenas ou até milhares de indivíduos.

.

.

Texto & Fotografia: ©MárioSilva

.

.

Mário Silva 📷
03
Jun24

A Felosa-comum (Phylloscopus collybita)


Mário Silva Mário Silva

A Felosa-comum (Phylloscopus collybita)

Jun03 DSC00136_ms

A felosa-comum é uma pequena ave migratória da família Muscicapidae.

É uma das aves mais comuns na Europa, Ásia e América do Norte.

É uma ave robusta, com plumagem verde oliva nas partes superiores e branca nas partes inferiores. Tem uma cauda longa e fina e um bico curto e fino.

.

A felosa-comum é uma ave insectívora, ou seja, alimenta-se principalmente de insetos. Também come larvas, aranhas e outros pequenos invertebrados.

Ela encontra o seu alimento no solo, na vegetação rasteira e nas árvores.

.

A felosa-comum é uma ave solitária, exceto durante a época de reprodução.

Ela constrói o seu ninho em árvores ou arbustos, e a fêmea põe de 4 a 6 ovos.

O macho ajuda a incubar os ovos e a cuidar dos filhotes.

.

A felosa-comum é uma parte importante da biodiversidade.

Ela ajuda a controlar as populações de insetos, o que pode beneficiar as plantas e outros animais.

Ela também é uma presa importante para outras aves de rapina, como gaviões e falcões.

.

A felosa-comum está classificada como uma espécie de menor preocupação pela União Internacional para Conservação da Natureza (IUCN).

No entanto, as suas populações estão diminuindo em algumas partes de sua área de distribuição devido à perda de habitat e ao uso de pesticidas.

.

A fotografia mostra uma felosa-comum pousada num galho de árvore.

A ave está olhando para frente e parece estar alerta.

O seu bico está fechado e as suas penas estão lisas e bem cuidadas.

.

A fotografia é um bom exemplo da felosa-comum no seu habitat natural.

A ave está num ambiente florestal, que é o tipo de habitat que ela prefere.

A imagem também mostra a ave numa boa pose, o que facilita a identificação.

.

.

Texto & Fotografia: ©MárioSilva

.

Mário Silva 📷

Setembro 2025

Mais sobre mim

foto do autor

LUMBUDUS

blog-logo

Hora em PORTUGAL

Calendário

Dezembro 2025

D S T Q Q S S
123456
78910111213
14151617181920
21222324252627
28293031

O Tempo em Águas Frias

Pesquisar

Sigam-me

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.