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MÁRIO SILVA - Fotografia, Pintura & Escrita

*** *** A realidade é a "minha realidade" em imagens (fotografia, pintura) e escrita

03
Fev26

"Rua Central sem vivalma, somente um cão" - Mário Silva


Mário Silva Mário Silva

"Rua Central sem vivalma, somente um cão"

Mário Silva

03Fev DSC04093_ms.JPG

Esta é uma imagem que capta com sensibilidade a alma profunda dum Portugal profundo.

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A fotografia de Mário Silva, intitulada "Rua Central sem vivalma, somente um cão", transporta-nos para a aldeia de Águas Frias, em Chaves.

A composição é dominada por uma estrada de asfalto clara que serpenteia por entre muros de pedra e habitações típicas da região transmontana.

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No centro do caminho, um cão preto caminha solitário, afastando-se do observador, servindo como o único sinal de movimento e vida num cenário de absoluta quietude.

À esquerda, árvores de ramos despidos de folhas sugerem o rigor do inverno, enquanto ao fundo se ergue uma casa de tons cinzentos com o característico telhado de telha cerâmica laranja.

O céu encoberto e a luz suave reforçam a atmosfera de melancolia e isolamento que a obra emana.

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O Silêncio de Trás-os-Montes: Quando a Rua Deixa de Ter Gente

O título escolhido por Mário Silva não é apenas uma descrição visual; é um diagnóstico social.

Dizer que uma "Rua Central" não tem "vivalma" encerra em si uma contradição dolorosa.

Por definição, a rua central de qualquer localidade deveria ser o seu coração pulsante, o ponto de encontro, o lugar do comércio e do "bom dia" trocado entre vizinhos.

Em Águas Frias, como em tantas outras aldeias de Trás-os-Montes, esse pulsar está a tornar-se um eco.

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A Desertificação como Realidade Inexorável

A imagem é uma metáfora poderosa da desertificação do mundo rural.

Ao longo das últimas décadas, o interior de Portugal tem assistido a um êxodo contínuo.

Os jovens partem para as cidades do litoral ou para o estrangeiro em busca de oportunidades, deixando para trás um património de pedra e silêncio.

O que resta são casas fechadas e ruas onde o som dos passos humanos foi substituído pelo sopro do vento nos ramos secos.

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O Cão: O Último Guardião

A presença do cão na fotografia é simbólica.

Nas aldeias fustigadas pelo despovoamento, os animais tornam-se, muitas vezes, os últimos habitantes das ruas.

Este cão preto, caminhando sozinho, representa a lealdade a um território que parece ter sido esquecido pelo progresso.

Ele é o testemunho vivo de que, embora a "vivalma" humana escasseie, o espírito do lugar resiste, ainda que de forma solitária.

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Um Apelo à Memória

A fotografia de Mário Silva cumpre uma função vital: a de documento histórico e emocional.

Ela obriga-nos a olhar para o que estamos a perder.

A desertificação não é apenas a falta de pessoas; é a perda de tradições, de saberes ancestrais e da identidade transmontana que tanto caracteriza o norte de Portugal.

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Águas Frias, vista através desta lente, é um lembrete poético e triste de que o país corre a duas velocidades.

Enquanto o litoral ferve em atividade, o interior recolhe-se na dignidade de quem, como o cão da imagem, continua a percorrer o seu caminho, mesmo que já não haja ninguém à janela para o ver passar.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
10
Jan26

"Tanta vinha abandonada ... mas há sempre alguém resiliente ... e faz crescer uma nova" - Mário Silva


Mário Silva Mário Silva

"Tanta vinha abandonada ...

mas há sempre alguém resiliente ...

e faz crescer uma nova"

Mário Silva

10Jan DSC03487_ms.JPG

Esta é uma imagem que evoca a melancolia do mundo rural português, mas que, através do olhar de Mário Silva e do título escolhido, transforma-se numa narrativa de esperança.

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A fotografia "Tanta vinha abandonada ... mas há sempre alguém resiliente ... e faz crescer uma nova" transporta-nos para uma encosta marcada pela geometria das estacas de suporte, que se estendem como sentinelas de um tempo passado.

A luz quente do entardecer banha o terreno árido e as videiras despidas, conferindo um tom dourado e nostálgico à paisagem.

Ao fundo, no topo da colina, destaca-se uma imponente formação granítica — um "pousio" de rocha — que parece observar a passagem das gerações.

A imagem capta o contraste entre o aparente abandono da terra e a força silenciosa da natureza e do esforço humano que teima em recomeçar.

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A Resiliência da Terra — O Renascer entre as Cinzas do Abandono

O interior de Portugal é um cenário de contrastes profundos, onde a beleza da paisagem muitas vezes esconde a ferida aberta da desertificação humana.

A fotografia de Mário Silva confronta-nos com uma realidade visual gritante: as vinhas abandonadas.

Aquelas estacas, outrora orgulhosas e carregadas de fruto, surgem agora como esqueletos de uma economia e de um modo de vida que muitos acreditam estar em declínio.

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O Ciclo do Esquecimento

O abandono de uma vinha não é apenas a perda de uma cultura agrícola; é o desvanecer de uma herança.

Cada videira arrancada ou deixada ao abandono representa braços que partiram para a cidade ou para o estrangeiro, e mãos envelhecidas que já não conseguem sustentar a tesoura de poda.

É o silêncio que ocupa o lugar das vozes das vindimas.

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A Figura do Resiliente

Contudo, o título da obra aponta para o elemento que mantém o mundo rural vivo: a resiliência.

No meio de hectares de desolação, há sempre alguém — o herdeiro apaixonado, o jovem que regressa às origens, ou o resistente que nunca saiu — que decide que o ciclo não termina ali.

Fazer crescer uma vinha nova num terreno rodeado de abandono é um ato de coragem, quase de rebeldia. Exige:

Paciência: Para preparar a terra exausta.

Fé: No clima e no mercado, tantas vezes madrastos.

Visão: Para ver o vinho futuro onde outros apenas veem silvados e esquecimento.

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O Futuro que Brota do Granito

Tal como as rochas graníticas que pontuam a paisagem da fotografia — imutáveis e sólidas — a vontade humana de cultivar e produzir é um pilar da nossa identidade.

A "nova vinha" mencionada por Mário Silva é mais do que agricultura; é um sinal de que, enquanto houver alguém disposto a cuidar da terra, a paisagem nunca estará verdadeiramente morta.

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A resiliência é o adubo mais forte.

É ela que garante que, por cada encosta esquecida, haverá um novo rebento verde a desafiar o cinzento do tempo, provando que a vida, tal como o bom vinho, tem a capacidade de se renovar e de surpreender quem sabe esperar por ela.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
26
Dez25

"E ... depois do Natal?"


Mário Silva Mário Silva

"E ... depois do Natal?"

26Dez Gemini_Generated_Image_5jn9lj5jn9lj5jn9_ms.j

A fotografia de Mário Silva é uma paisagem florestal serena e simétrica, captada ao nível do solo, que retrata a quietude de uma alameda de árvores no inverno.

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A Geometria Natural: O olhar é conduzido por filas paralelas de árvores altas e esguias, despidas de folhagem, que criam um corredor visual profundo em direção a um horizonte enevoado.

A casca das árvores apresenta tons de cinzento e verde-musgo, salpicados de branco.

O Chão Misto: O solo é um tapete complexo de texturas: há folhas castanhas e secas (vestígios do outono), erva verde a espreitar e uma camada fina de neve ou geada que cobre parcialmente a terra.

A Atmosfera: A luz é difusa e branca, típica de um céu encoberto.

A imagem transmite uma sensação de vazio, silêncio e frescura, como se a natureza estivesse num momento de pausa profunda.

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O Vazio Necessário – A Ressaca Emocional do Dia 26

O título da fotografia, "E ... depois do Natal?", coloca uma questão que paira, pesada e inevitável, sobre todos nós assim que se apagam as luzes da consoada.

A imagem de Mário Silva, com a sua floresta despida e silenciosa, é a resposta visual perfeita para esse estado de espírito coletivo: é o retrato da ressaca emocional.

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O Despir da Festa

Até ao dia 25, vivemos num crescendo de luzes, cores, excessos alimentares e ruído social.

Decoramos as nossas casas como árvores de Natal carregadas.

Mas, tal como as árvores na fotografia, chega o momento em que os enfeites caem.

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"E ... depois do Natal?" é o confronto com a realidade nua.

A fotografia mostra-nos um mundo sem artifícios.

As árvores estão lá, verticais e dignas, mas sem a folhagem que as embeleza.

É uma metáfora crítica para a nossa sociedade: somos capazes de suportar o silêncio e a simplicidade depois de tanta estimulação consumista?

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O Chão da Realidade

O chão da imagem é particularmente simbólico.

Vemos as folhas mortas (o que passou), a erva (a esperança) e a neve (o frio da realidade).

Depois do Natal, resta-nos o chão.

Acabam-se os voos de fantasia, as promessas de "magia" vendidas nos anúncios, e regressamos à terra fria e húmida da rotina.

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Há uma certa melancolia neste regresso.

Sentimos um vazio, uma espécie de solidão que se instala quando a família parte e os papéis de embrulho vão para o lixo.

A paisagem de Mário Silva capta esse isolamento.

Não há vivalma na floresta; apenas o caminho que temos de percorrer sozinhos.

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A Beleza do Silêncio

Contudo, a crítica não é apenas negativa.

Há uma beleza purificadora nesta imagem.

A neve que cai sobre as folhas secas atua como um bálsamo.

O "depois do Natal" é também o tempo necessário para respirar.

É o momento em que a natureza (e nós) recupera o fôlego.

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A fotografia ensina-nos que não podemos viver em festa perpétua.

O inverno, o frio e o silêncio são essenciais para o equilíbrio.

A resposta à pergunta "E ... depois do Natal?" é simples: depois do Natal, vem a paz do essencial, despida de adornos, crua e bela como esta floresta gelada.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
31
Out25

“Campo de futebol relvado, de erva seca” - Travancas – Chaves – Portugal


Mário Silva Mário Silva

“Campo de futebol relvado, de erva seca”

Travancas – Chaves – Portugal

31Out DSC08003_ms

Esta fotografia de Mário Silva, capturada em Travancas, Chaves, retrata um cenário que evoca a melancolia e o contraste entre o desporto e o abandono.

O plano principal é dominado por um campo coberto por erva alta e seca, em tons profundos de castanho-dourado e ocre, sugerindo o final do verão ou o avanço do Outono no interior transmontano.

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Em contraste com o tom da relva, destacam-se duas balizas de futebol em ferro, visivelmente enferrujadas e sem redes, que se erguem como esqueletos sobre o campo.

A primeira baliza, mais próxima e maior, é ladeada por arbustos.

A segunda, mais distante, reforça a profundidade da composição.

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O fundo da imagem é preenchido por uma paisagem montanhosa, suavemente ondulada, que se estende sob um céu dramático, pesado, com nuvens carregadas em tons de cinzento e amarelo-sujo.

A luz é difusa e quente, conferindo à cena uma atmosfera de quietude, isolamento e a memória de jogos passados.

O campo, outrora palco de atividade, surge agora como um monumento à pausa e à espera.

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O Relvado Seco e as Balizas Enferrujadas – O Futebol como Metáfora no Portugal Rural

O “campo de futebol relvado, de erva seca”, capturado em Travancas, Chaves, é muito mais do que um mero registo paisagístico; é uma profunda metáfora da vida e da memória nas aldeias do interior de Portugal.

A imagem evoca a dualidade entre a paixão comunitária e a realidade do despovoamento.

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O Templo do Desporto no Interior

Em comunidades pequenas, o campo de futebol – por mais rústico que seja – transcende a função desportiva.

É um verdadeiro templo social.

É o ponto de encontro de jovens, o palco de rivalidades amigáveis entre aldeias, e o espaço onde a identidade local se reforça a cada golo.

O “relvado” de erva seca, longe do glamour dos grandes estádios, representa a autenticidade e o engenho do futebol praticado na sua forma mais pura, em condições simples.

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As Balizas: Memória e Abandono

As balizas enferrujadas são o ponto focal dramático da fotografia.

A sua corrosão e a falta de redes simbolizam o passo do tempo e, inevitavelmente, o abandono.

O metal, castigado pelos Invernos e Verões, reflete a estagnação da atividade.

Estas balizas permanecem de pé, orgulhosas, mas vazias, a guardar a memória dos jogos, dos gritos de vitória e dos lamentos de derrota.

Elas representam a resistência de uma tradição que teima em não desaparecer, mesmo quando os jogadores já partiram.

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A Paisagem e a Quietude Transmontana

O cenário de montanhas distantes e o céu carregado enquadra o campo numa quietude quase solene.

A paisagem vasta e rural reforça o sentido de isolamento destas comunidades.

A cena, capturada no silêncio da tarde, convida à reflexão sobre o ciclo de vida das aldeias: a vitalidade trazida pelo verão e pelos regressos, e a pausa melancólica trazida pelo Outono e o Inverno, quando a vida comunitária se recolhe e o campo espera pacientemente pela próxima estação.

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Em Travancas, como em muitas outras aldeias de Chaves, este campo de futebol é uma cápsula do tempo, celebrando a paixão inata pelo jogo enquanto lamenta, silenciosamente, os filhos da terra que já não vêm chutar a bola.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
30
Ago25

"Caminho ... para o fim das Férias”


Mário Silva Mário Silva

"Caminho ... para o fim das Férias”

30Ago DSC05470_ms

Esta fotografia de Mário Silva, é um retrato do caminho que leva de volta à vida quotidiana.

A imagem mostra um caminho de terra batida, que serpenteia por um vale, ladeada por árvores densas.

O caminho, que se perde no horizonte, é iluminado por raios de sol que penetram através das copas das árvores.

À beira do caminho, há sinais de vida, como o muro de uma casa e a vegetação luxuriante, em tons de verde e de amarelo.

A fotografia transmite uma sensação de melancolia e de saudade, mas ao mesmo tempo de tranquilidade e de aceitação, como se o caminho, embora leve ao fim das férias, também levasse a um novo começo.

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O Regresso dos Emigrantes - A Dor Doce da Partida

A fotografia de Mário Silva, "Caminho ... para o fim das Férias”, é uma imagem simbólica que ecoa o sentimento de milhares de portugueses que, a cada verão, regressam a casa e, depois de algumas semanas de alegria e de reencontro, preparam-se para partir.

Este momento de transição é particularmente pungente para os nossos emigrantes, os "filhos da terra" que, há anos, deixaram o país em busca de uma vida melhor.

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A Alegria da Chegada

A chegada dos emigrantes é um momento de festa em Portugal.

As aldeias ganham vida, as ruas enchem-se de sotaques diferentes e as famílias voltam a ter a "casa cheia".

Agosto é um dos meses de "peregrinação" em que, de todos os cantos do mundo, os portugueses da diáspora regressam a casa, à família e aos amigos.

É o tempo de matar as saudades, de partilhar histórias, de reviver memórias e de celebrar a vida.

Para muitos, as férias em Portugal são um ponto de encontro, uma oportunidade de se reencontrarem com aqueles que não veem durante o resto do ano.

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A Melancolia da Partida

No entanto, a alegria da chegada é contrastada pela tristeza da partida.

O caminho que Mário Silva fotografa, que serpenteia pelo vale, é o mesmo que os emigrantes percorrem com o coração pesado.

O regresso ao país de residência pode ser mais difícil do que a ida.

A isso, os psicólogos chamam "síndrome do regresso", um fenómeno que pode levar à sensação de falta de identidade, tristeza e, em casos extremos, à depressão.

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Os emigrantes voltam para um país que é a sua casa, mas que, ao mesmo tempo, já não é o que era.

Eles, por sua vez, também não são as mesmas pessoas que partiram.

As suas experiências no exterior alargaram os seus horizontes, mas quem ficou no país de origem pode não as compreender, o que leva a um sentimento de incompreensão e de isolamento.

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O Ciclo da Saudade

O regresso é um fecho de ciclo, mas também o início de uma nova contagem decrescente para o próximo reencontro.

A fotografia de Mário Silva, com o seu caminho que se perde no horizonte, é um retrato da esperança de um novo regresso.

É a imagem da dor doce da partida, um misto de tristeza pela separação e de gratidão pelo tempo que foi vivido.

O "Caminho ... para o fim das Férias” é, na verdade, o caminho que nos leva de volta a nós mesmos, com a certeza de que, apesar da distância, as raízes e as memórias permanecem intactas.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
05
Mar25

"Início da Quaresma"


Mário Silva Mário Silva

"Início da Quaresma"

05Mar DSC05967_ms

A fotografia de Mário Silva, intitulada "Início da Quaresma", captura um momento de profunda reflexão e introspeção.

A imagem apresenta um sol poente, parcialmente oculto pelos galhos de uma árvore sem folhas, num cenário que evoca a melancolia e a espiritualidade.

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A fotografia é composta por linhas simples e cores quentes, que criam uma atmosfera intimista e contemplativa.

O sol, grande e redondo, parece emergir de trás dos galhos da árvore, como se estivesse prestes a esconder-se.

A luz suave e dourada inunda a cena, criando um efeito quase onírico.

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A composição é equilibrada, com o sol ocupando o centro da imagem e os galhos da árvore criando um enquadramento natural.

A perspetiva adotada permite apreciar a beleza da luz e a força da natureza.

A luz, quente e dourada, evoca a sensação de fim de dia e de tranquilidade.

As cores são suaves e harmoniosas, criando uma atmosfera serena e contemplativa.

O sol, como símbolo da vida e da ressurreição, contrasta com a nudez das árvores, que representam a morte e a renovação.

A imagem pode ser interpretada como uma metáfora da Quaresma, um período de penitência e preparação para a Páscoa.

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A Quaresma é um período de 40 dias que antecede a Páscoa, celebrado pelos cristãos como um tempo de preparação espiritual.

A palavra "quaresma" vem do latim "quadragesima", que significa "quadragésimo", em referência aos 40 dias que Jesus passou no deserto, jejuando e sendo tentado pelo diabo.

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Durante a Quaresma, os cristãos são convidados a praticar a penitência, a oração e o jejum, como forma de se preparar para a celebração da Páscoa, que comemora a ressurreição de Jesus Cristo.

A Quaresma é um tempo de reflexão sobre a própria vida e de aproximação a Deus.

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A fotografia de Mário Silva captura a essência da Quaresma, com a sua atmosfera de introspeção e de preparação para o novo.

A imagem do sol poente, parcialmente oculto pelos galhos da árvore, pode ser interpretada como uma metáfora da passagem do tempo e da renovação.

A nudez das árvores representa a morte, mas também a promessa de uma nova vida, simbolizando a ressurreição de Cristo.

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Em conclusão, a fotografia "Início da Quaresma" é uma obra que nos convida à reflexão sobre o significado da vida e da fé.

A imagem, com a sua beleza simples e a sua carga simbólica, é um convite à introspeção e à busca por um sentido mais profundo para a existência.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
23
Out24

"O Estábulo em Ruínas" - Águas Frias – Chaves - Portugal


Mário Silva Mário Silva

"O Estábulo em Ruínas"

Águas Frias – Chaves - Portugal

23Out DSC07378_ms

A fotografia "O Estábulo em Ruínas" de Mário Silva, capturada em Águas Frias - Chaves, Portugal, é uma poderosa evocação do passado rural.

A imagem, além de documentar um estado de abandono, suscita reflexões sobre a importância dos antigos estábulos na vida da aldeia e sobre as transformações que as comunidades rurais têm sofrido.

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A fotografia apresenta um estábulo em ruínas, localizado no meio de uma paisagem rural.

O edifício, com paredes de pedra e telhado de telha parcialmente desabado, demonstra o efeito do tempo e da falta de manutenção.

A vegetação, que invade o espaço interior e exterior do estábulo, reforça a ideia de abandono e decadência.

Ao fundo, um campo seco e uma cerca de madeira completam a composição, sugerindo um ambiente isolado e pouco habitado.

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A fotografia documenta um elemento fundamental da vida rural em Portugal, os estábulos.

Essas estruturas, outrora essenciais para a subsistência das comunidades, são agora testemunhas de um modo de vida que está a desaparecer.

Os estábulos fazem parte do património cultural de muitas comunidades rurais.

A fotografia de Mário Silva contribui para a preservação da memória e da identidade dessas comunidades.

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A composição da fotografia, com o estábulo em ruínas no centro da imagem, evoca um sentimento de desolação e melancolia.

A vegetação que invade o edifício reforça essa ideia de abandono.

A fotografia estabelece um contraste entre a força da natureza, representada pela vegetação, e a fragilidade da construção humana, representada pelo estábulo em ruínas.

A perspetiva utilizada pelo fotógrafo cria uma sensação de profundidade e imersão na paisagem.

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O estábulo em ruínas representa o ciclo da vida e da morte, a passagem do tempo e a inevitabilidade da decadência.

A ruína do estábulo simboliza as transformações que as comunidades rurais têm sofrido, com o êxodo rural e a mecanização da agricultura.

O estábulo evoca memórias e histórias de vida, ligadas ao trabalho agrícola, à criação de animais e à vida em comunidade.

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Como conclusão, a fotografia "O Estábulo em Ruínas" é uma obra que nos convida a refletir sobre o passado, o presente e o futuro das nossas comunidades rurais.

É uma imagem que nos toca, que nos emociona e que nos faz questionar o nosso lugar no mundo.

A fotografia de Mário Silva é um testemunho da importância de preservar a nossa memória e o nosso património cultural.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷

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