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MÁRIO SILVA - Fotografia, Pintura & Escrita

*** *** A realidade é a "minha realidade" em imagens (fotografia, pintura) e escrita

30
Mar24

A Crucificação de Jesus Cristo


Mário Silva Mário Silva

A Crucificação de Jesus Cristo

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A crucificação de Jesus Cristo aconteceu por volta do ano 30 d.C., durante a Páscoa judaica. Jesus foi preso pelas autoridades judaicas e acusado de blasfémia e traição. Ele foi condenado à morte pelo governador romano Pôncio Pilatos e crucificado no Monte Calvário.

A crucificação era um método de execução cruel e humilhante usado pelos romanos. A vítima era pregada a uma cruz de madeira e deixada para morrer lentamente. A morte por crucificação geralmente levava vários dias e era acompanhada por intensa dor e sofrimento.

A crucificação de Jesus Cristo é o evento central da fé católica. Os católicos acreditam que Jesus morreu na cruz para expiar os pecados da humanidade. Sua morte e ressurreição representam a vitória do amor sobre o ódio e da vida sobre a morte.

Cruz: A cruz é o símbolo mais importante do cristianismo. Ela representa o amor de Deus pela humanidade e a vitória de Jesus sobre a morte.

Coroa de espinhos: A coroa de espinhos que Jesus usou durante a crucificação é um símbolo do sofrimento que ele suportou pelos pecados da humanidade.

Cravos: Os cravos que prenderam Jesus à cruz representam a dor e o sofrimento que ele experimentou.

Lança: A lança que perfurou o lado de Jesus é um símbolo da morte e do derramamento de seu sangue.

A crucificação de Jesus Cristo é lembrada pelos católicos, especialmente, na Sexta-feira Santa durante a Celebração da Paixão do Senhor. A celebração inclui a leitura dos relatos bíblicos da Paixão de Jesus, a adoração da cruz e a procissão do Santo Sepulcro.

A crucificação de Jesus Cristo é um evento fundamental na fé católica. Ela representa o amor de Deus pela humanidade, o sacrifício de Jesus pelos nossos pecados e a vitória da vida sobre a morte.

A crucificação de Jesus Cristo foi um evento histórico que teve um impacto profundo na história do mundo.

A fé católica é baseada na crença na morte e ressurreição de Jesus Cristo.

A crucificação de Jesus Cristo é um símbolo do amor de Deus pela humanidade e da vitória da vida sobre a morte.

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Texto & Pintura (AI): ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
29
Mar24

Sexta-feira Santa


Mário Silva Mário Silva

Sexta-feira Santa

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A Sexta-feira Santa, também conhecida como Sexta-feira da Paixão, é um dia de profunda importância para a fé católica. Ela marca o ápice da Semana Santa, período que relembra os últimos dias da vida de Jesus Cristo, sua Paixão e Morte na cruz.

A Sexta-feira Santa tem suas raízes nos relatos bíblicos dos Evangelhos, que narram a crucificação de Jesus em Jerusalém no ano 30 d.C. Desde os primórdios do cristianismo, os fiéis reuniam-se nesse dia para recordar o sofrimento e sacrifício de Cristo pela humanidade.

Na Sexta-feira Santa, a Igreja Católica celebra a Paixão de Cristo, meditando sobre os seus sofrimentos físicos e psicológicos, sua humilhação e morte. A data é marcada por um clima de luto e reflexão, convidando os fiéis a se unirem à dor de Maria, mãe de Jesus, e dos apóstolos.

Celebração Litúrgica: A principal tradição da Sexta-feira Santa é a Celebração da Paixão do Senhor, realizada nas igrejas católicas. A liturgia é marcada por:

Leituras bíblicas que narram a Paixão de Cristo;

Oração solene dos fiéis;

Veneração da Cruz;

Comunhão Eucarística.

Via Sacra: A Via Sacra é uma devoção popular que consiste em percorrer 14 estações que representam os passos de Jesus desde sua condenação até a crucificação. Os fiéis meditam sobre os sofrimentos de Cristo em cada estação, rezando e refletindo sobre seu sacrifício.

Jejum e Abstinência: Como forma de penitência e participação no sofrimento de Cristo, os fiéis católicos são incentivados a jejuar e se abster de carne na Sexta-feira Santa.

Outras Tradições: Procissões com a imagem de Cristo crucificado, encenações da Paixão de Cristo, momentos de oração e silêncio também são comuns na Sexta-feira Santa.

A Sexta-feira Santa é um dia de luto, mas também de esperança. A morte de Jesus na cruz é vista como um ato de amor supremo que redimiu a humanidade do pecado. A data convida os fiéis a refletir sobre o significado da fé, o amor de Deus e a importância da redenção.

A Sexta-feira Santa é um momento propício para:

Meditar sobre o sofrimento e sacrifício de Jesus Cristo;

Agradecer pelo amor de Deus pela humanidade;

Renovar a fé e o compromisso com a vida cristã;

Praticar a caridade e a compaixão;

Buscar a reconciliação com Deus e com o próximo.

A Sexta-feira Santa é um dia de profunda riqueza espiritual para os católicos, um momento para fortalecer a fé e celebrar a vitória de Cristo sobre a morte.

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Texto & Pintura(AI): ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
28
Mar24

A Última Ceia


Mário Silva Mário Silva

A Última Ceia

M28 Última Ceia

A Última Ceia aconteceu na Quinta-feira Santa, durante a Páscoa judaica, no ano 30 d.C.

Jesus reuniu-se com os seus doze apóstolos para celebrar a última refeição antes de sua crucificação. Durante a ceia, Jesus instituiu a Eucaristia, um dos sacramentos mais importantes da fé católica.

A Última Ceia possui um significado profundo para os católicos:

- Sacrifício de Jesus: A Eucaristia representa o sacrifício de Jesus na cruz. O pão e o vinho simbolizam o corpo e o sangue de Cristo, que foram entregues para a redenção da humanidade.

- Nova Aliança: A Última Ceia marca o início da Nova Aliança entre Deus e a humanidade. Através da Eucaristia, os fiéis se unem a Cristo e participam da vida divina.

- Comunhão: A Eucaristia é um momento de comunhão entre os fiéis. Ao compartilhar o pão e o vinho, os católicos se unem a Cristo e uns aos outros.

- Amor e serviço: A Última Ceia também é um momento de recordar o amor e o serviço de Jesus. Ao lavar os pés dos seus discípulos, Jesus ensinou a importância da humildade e do serviço ao próximo.

A Última Ceia está repleta de simbolismo:

- Pão e vinho: O pão representa o corpo de Cristo e o vinho representa o seu sangue.

- Lavar os pés: Simboliza a humildade e o serviço ao próximo.

- Traição de Judas: A presença de Judas na Última Ceia é uma chamada de atenção da traição e do pecado.

A Última Ceia é celebrada pelos católicos na Quinta-feira Santa durante a Missa da Ceia do Senhor. A celebração inclui a leitura dos relatos bíblicos da Última Ceia, a lava-pés, a consagração do pão e do vinho e a distribuição da Eucaristia.

A Última Ceia é um evento central na fé católica. É um momento de recordar o sacrifício de Jesus, a Nova Aliança, a comunhão entre os fiéis e o amor e serviço de Cristo.

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Texto & Pintura(AI): ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
27
Mar24

Quarta-feira Santa


Mário Silva Mário Silva

Quarta-feira Santa

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A Quarta-feira na Semana Santa é um dia de grande importância para os católicos, pois marca o início do Tríduo Pascal, que é o período mais sagrado do calendário litúrgico. Neste dia, os fiéis preparam-se para vivenciar os mistérios da Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus Cristo. Mas sabe como surgiu a tradição da Quarta-feira na Semana Santa e qual é o seu significado para os católicos?

A Quarta-feira na Semana Santa tem suas origens na tradição judaica, mais especificamente na celebração do Pessach, que é a Páscoa judaica. Neste dia, os judeus realizavam um ritual de purificação, onde se abstiveram de comer pão fermentado e preparavam-se para a celebração da Páscoa, que simbolizava a libertação do povo de Israel da escravidão no Egito. Com a vinda de Jesus, esta tradição ganhou um novo significado para os cristãos.

Para os católicos, a Quarta-feira na Semana Santa é um dia de penitência e reflexão, onde se recorda a traição de Judas, que entregou Jesus aos seus inimigos por trinta moedas de prata. É também neste dia que se inicia o período de jejum e abstinência, como forma de se preparar para a celebração da Páscoa. Além disso, é um momento de se voltar para dentro de si, reconhecer os próprios erros e se arrepender, seguindo o exemplo de Jesus, que se entregou por amor à humanidade.

Uma das tradições mais marcantes deste dia é a missa dos óleos, que é celebrada pelo bispo de cada diocese. Nesta celebração, são abençoados os óleos que serão utilizados durante o ano nas unções dos sacramentos do Batismo, Crisma e Unção dos Enfermos. É também nesta ocasião que os padres renovam suas promessas sacerdotais, reafirmando o seu compromisso com a Igreja e com o serviço aos fiéis.

Além disso, a Quarta-feira na Semana Santa é marcada pela tradição do lava-pés, que relembra o gesto de humildade de Jesus ao lavar os pés dos seus discípulos durante a Última Ceia. Este ato simboliza a importância do serviço e do amor ao próximo, ensinamentos fundamentais deixados por Jesus aos seus seguidores.

Em resumo, a Quarta-feira na Semana Santa é um dia de profunda reflexão e preparação para a celebração da Páscoa, momento em que os católicos recordam a paixão e morte de Jesus e se preparam para a sua ressurreição. É um dia de penitência, renovação de promessas e de relembrar os ensinamentos deixados por Cristo, que são fundamentais para a vida cristã.

Que possamos vivenciar este dia com fé e devoção, preparando-nos para a maior festa da nossa fé: a Ressurreição de Jesus Cristo.

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Texto & Pintura (AI): ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
26
Mar24

Terça-feira Santa


Mário Silva Mário Silva

Terça-feira Santa

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A Terça-feira Santa é o terceiro dia da Semana Santa, um período de grande importância para a fé cristã. Ela marca um momento de reflexão e penitência, com foco em eventos específicos da vida de Jesus Cristo e na Virgem Maria.

As origens da Terça-feira Santa remontam aos primeiros séculos da Igreja Cristã.

As celebrações eram inicialmente focadas na preparação para a Páscoa, com jejuns e orações.

Com o tempo, a liturgia se desenvolveu para incluir a memória de eventos específicos:

A parábola das dez virgens: Uma parábola sobre a importância de estar preparado para a segunda vinda de Cristo.

A unção de Jesus em Betânia: Uma mulher unge Jesus com perfume caro, um ato que prefigura sua morte.

A maldição da figueira estéril: Jesus amaldiçoa uma figueira sem frutos, simbolizando a hipocrisia religiosa.

A Terça-feira Santa é um dia de:

Penitência: Os cristãos são chamados a se arrepender de seus pecados e se preparar para a Páscoa.

Reflexão: Momento para meditar sobre os sofrimentos de Jesus Cristo e o significado de sua morte e ressurreição.

Devoção à Virgem Maria: A Igreja Católica celebra as Sete Dores de Nossa Senhora, relembrando a dor e sofrimento que ela vivenciou durante a vida de Jesus.

As tradições da Terça-feira Santa variam de acordo com a cultura e a tradição local. Algumas práticas comuns incluem:

Celebração da Eucaristia: Missa com foco na penitência e na preparação para a Páscoa.

Procissões: Procissões penitenciais com velas e imagens religiosas.

Visitação aos Sete Sepulcros: Visita a sete igrejas diferentes para meditar sobre os sofrimentos de Jesus.

Confissão: Dia de reconciliação e perdão, com muitos fiéis buscando o sacramento da confissão.

A Terça-feira Santa é um convite à reflexão sobre o amor de Deus por nós, demonstrado através do sacrifício de Jesus Cristo. É um tempo para nos arrependermos de nossos pecados, buscarmos a reconciliação e nos prepararmos para celebrar a vitória da vida sobre a morte na Páscoa.

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Texto & Pintura (AI): ©MárioSilva

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25
Mar24

Segunda-feira Santa


Mário Silva Mário Silva

Segunda-feira Santa

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A Segunda-feira Santa, também conhecida como Segunda-feira da Paixão, é o segundo dia da Semana Santa, período dedicado à reflexão sobre a Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus Cristo.

A origem da Segunda-feira Santa remonta aos primeiros séculos do Cristianismo, quando os fiéis começaram a se reunir para celebrar e recordar os eventos que antecederam a crucificação de Jesus.

O foco principal da Segunda-feira Santa é a traição de Judas Iscariotes, um dos doze apóstolos, que por trinta moedas de prata entregou Jesus aos seus inimigos.

Na liturgia católica, a Segunda-feira Santa é marcada por:

- Missa: A leitura do Evangelho narra a unção de Jesus em Betânia por Maria Madalena (Mateus 26, 6-13) e a expulsão dos vendilhões do templo (Marcos 11, 15-19).

- Procissão do Encontro: Em algumas comunidades, realiza-se a Procissão do Encontro, que representa o encontro entre Jesus e Maria durante a Via Sacra.

Jejum e abstinência: Em sinal de penitência, alguns fiéis optam por jejuar e se abster de carne.

Oração: É um dia propício para a oração individual e comunitária, meditando sobre a Paixão de Cristo.

A Segunda-feira Santa convida-nos a refletir sobre:

- A traição e o sofrimento de Jesus.

- A importância do amor e do perdão.

- A necessidade de conversão e mudança de vida.

A Segunda-feira Santa é um momento de profunda reflexão e preparação para os eventos centrais da Semana Santa: a morte e ressurreição de Jesus Cristo.

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Texto & Pintura (AI): ©MárioSilva

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24
Mar24

Domingo de Ramos: Um Portal Entre Triunfo e Paixão


Mário Silva Mário Silva

Domingo de Ramos

Um Portal Entre Triunfo e Paixão

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O Domingo de Ramos, celebrado este ano em 24 de março de 2024, marca o início da Semana Santa na tradição cristã. Mais do que uma simples data no calendário, representa um momento de profunda reflexão sobre a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém e os eventos que se seguiram, culminando em sua morte e ressurreição.

A história do Domingo de Ramos remonta ao relato bíblico da entrada de Jesus em Jerusalém, montado em um jumento. A multidão o aclamou como rei e messias, estendendo ramos de palmeiras e oliveiras em seu caminho. Essa cena, narrada nos quatro evangelhos canônicos (Mateus 21:1-11, Marcos 11:1-10, Lucas 19:28-44 e João 12:12-19), tornou-se um símbolo poderoso da fé cristã.

O Domingo de Ramos possui um significado multifacetado que se entrelaça com a própria essência da fé cristã:

Triunfo e Humildade: A entrada triunfal de Jesus em Jerusalém representa a vitória sobre a morte e o pecado, mas também revela sua humildade ao escolher um jumento como meio de transporte.

Profecia Messiânica: O cumprimento da profecia messiânica de Zacarias 9:9, que anuncia a chegada do Messias montado em um jumento, é um símbolo da realeza de Jesus, porém, de uma realeza diferente, marcada pelo amor e serviço.

Aclamação Popular: A receção calorosa do povo a Jesus demonstra a esperança e o desejo por um salvador que os libertaria da opressão romana.

Ramos e Hossanas: Os ramos de palmeiras e oliveiras, símbolos de paz, vitória e vida eterna, representam a aclamação de Jesus como rei e messias. As palmas também eram usadas na cultura judaica para celebrar a vitória e a alegria.

Início da Semana Santa: O Domingo de Ramos marca o início da Semana Santa, um período de intensa reflexão sobre a Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus.

Os ramos abençoados durante a celebração do Domingo de Ramos assumem um significado especial:

Lembrança da Entrada Triunfal: Os ramos servem como um lembrete da entrada triunfal de Jesus em Jerusalém e da fé professada pelos cristãos.

Participação na Paixão: Ao carregar os ramos, os fiéis se unem simbolicamente à jornada de Jesus e à sua entrega por amor à humanidade.

Símbolo de Vida Eterna: Os ramos verdes também representam a esperança da vida eterna, prometida por Jesus através de sua ressurreição.

As tradições e costumes relacionados ao Domingo de Ramos variam de acordo com a cultura e o contexto religioso de cada região. Algumas práticas comuns incluem:

Procissão com Ramos: Uma procissão com ramos abençoados é realizada antes da missa, simbolizando a entrada de Jesus em Jerusalém.

Bênção dos Ramos: Os ramos são abençoados pelo sacerdote durante a missa, tornando-se objetos de devoção para os fiéis.

Decoração com Ramos: Os ramos abençoados são levados para casa e utilizados para decorar altares domésticos, simbolizando a fé e a esperança dos cristãos.

O Domingo de Ramos é um convite à reflexão sobre a paixão de Cristo e o significado de sua entrega por amor à humanidade. É um tempo para celebrar a fé, renovar a esperança e fortalecer o compromisso com os ensinamentos de Jesus.

O Domingo de Ramos é um momento único no calendário religioso, um portal que nos leva da aclamação triunfal à profunda reflexão sobre a Paixão de Cristo. É um tempo para celebrar a fé, cultivar a esperança e nos unir à jornada de Jesus em busca da redenção.

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Texto & Pintura (AI): ©MárioSilva

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23
Mar24

A igreja matriz da Aldeia  - Águas Frias (Chaves) - Portugal


Mário Silva Mário Silva

A igreja matriz da Aldeia 

Águas Frias (Chaves) - Portugal

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Exterior:

A Igreja Matriz de Águas Frias, imponente e majestosa, domina a paisagem da aldeia com a sua silhueta em pedra granítica. A fachada principal, virada a oeste, apresenta um estilo barroco sóbrio e elegante.

Portada:

O elemento central é a portada principal, em arco abatido, encimada por um frontão triangular com óculo central.

O frontão é ladeado por pináculos e volutas, conferindo dinamismo à fachada.

A porta em madeira maciça, de verga reta, ostenta molduras ornamentadas com motivos vegetalistas e geométricos.

Torre sineira:

Flanqueando a portada, ergue-se uma torre sineira de planta triangular.

A torre é rematada por coruchéus piramidais em granito, coroando a igreja com imponência.

Os sinos, instalados na torre, marcam o ritmo da vida na aldeia.

Fachadas laterais:

As fachadas laterais, mais simples, são ritmadas por contrafortes robustos que reforçam a estrutura da igreja.

Janelas de arco abatido, distribuídas harmoniosamente, permitem a entrada de luz natural no interior.

Abside:

A abside, voltada a este, apresenta uma planta retangular.

A sacristia, adossada à abside, é um volume mais baixo e discreto.

Materiais e texturas:

A pedra granítica, abundante na região, é o material predominante na construção da igreja.

As paredes exteriores apresentam um acabamento rústico, evidenciando a textura natural da pedra.

O contraste entre as pedras claras e escuras cria um efeito visual interessante.

Interior:

Nave central:

A nave central, ampla e luminosa, é coberta por um teto em madeira de pinho envernizado (remodulado).

O piso que era de em pedra lioz e agora em madeira envernizada, confere um ar de sobriedade ao espaço.

Arcos de volta perfeita, apoiados em pilares maciços, delimitam as naves laterais.

Capelas laterais:

As naves laterais acolhem diversas capelas dedicadas a diferentes santos.

Cada capela apresenta um altar ornamentado com imagens sacras, retábulos e talha dourada.

A capela do Sagrado Coração de Jesus, ricamente decorada, destaca-se pela sua beleza e imponência.

 Altar-mor:

O altar-mor, em estilo barroco, é um conjunto monumental em talha dourada (agora embelezado com nova pintura e cores novas).

O retábulo, profusamente ornamentado, alberga a imagem do padroeiro da igreja, São Pedro.

O conjunto é complementado por painéis de azulejos.

Iluminação:

A luz natural entra pelas janelas laterais e pelo óculo da fachada principal.

Lustres de bronze e velas contribuem para a iluminação artificial da igreja, criando um ambiente acolhedor e místico.

Elementos decorativos:

A talha dourada, presente nos altares, púlpitos e sanefas, é um dos elementos decorativos mais marcantes da igreja.

Azulejos, com motivos florais, adornam as paredes de algumas capelas.

Imagens sacras, esculpidas em madeira ou pedra, completam a decoração interior da igreja.

Estilo:

O estilo predominante da Igreja Matriz de Águas Frias é o barroco, com elementos maneiristas e rococós.

A fachada principal, com a sua exuberante ornamentação, é um exemplo clássico do barroco português.

O interior da igreja, com a sua espacialidade grandiosa e rica decoração, revela a influência do estilo maneirista.

A talha dourada e os azulejos, presentes em diversos elementos decorativos, evidenciam a influência do estilo rococó.

Conclusão:

A Igreja Matriz de Águas Frias é um monumento religioso de grande valor histórico e artístico. A sua arquitetura eclética, a riqueza da sua decoração interior e a sua imponência na paisagem da aldeia fazem dela um local de visita obrigatória para quem aprecia a história e a cultura portuguesa.

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Texto & Pintura(AI): ©MárioSilva

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21
Mar24

"Uma paisagem bucólica"  - Águas Frias (Chaves) - Portugal


Mário Silva Mário Silva

"Uma paisagem bucólica" 

Águas Frias (Chaves) - Portugal

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A fotografia apresenta uma paisagem bucólica composta por diversos elementos que evocam uma atmosfera de paz e tranquilidade. Em primeiro plano, observa-se um tanque de água de formato retangular, com a superfície lisa e reflexiva que espelha o céu azul e as nuvens brancas. O tanque está rodeado por erva verdejante e viçosa, que se estende por todo o primeiro plano da imagem.

No centro, destaca-se um rebanho de vacas de cor castanha e branca, pastando serenamente na erva fofa. As vacas estão distribuídas de forma harmoniosa pela pastagem, algumas de pé e outras deitadas, criando um ambiente de calma e quietude.

Ao fundo da imagem, observa-se uma cordilheira de montanhas, com picos cobertos de neve. As montanhas estão envoltas em névoa, o que contribui para a sensação de profundidade e amplitude da paisagem.

No canto inferior esquerdo da fotografia, observa-se uma árvore frondosa, com folhas verdes e um tronco robusto. A árvore fornece sombra para parte da pastagem e contribui para o equilíbrio da composição da imagem.

No céu, observa-se algumas nuvens brancas que se movem lentamente, criando um efeito dinâmico e contrastando com a quietude da paisagem terrestre.

A fotografia "Uma paisagem bucólica" pode ser interpretada de diversas maneiras, de acordo com a sensibilidade e o olhar de cada observador. No entanto, alguns elementos presentes na imagem sugerem algumas interpretações possíveis:

A imagem transmite uma sensação de paz e tranquilidade através da quietude da paisagem, da serenidade das vacas e da beleza natural do ambiente.

A disposição dos elementos na fotografia, como o tanque, as vacas, a árvore e as montanhas, criam um senso de harmonia e equilíbrio.

A presença das vacas pastando no lameiro sugere uma relação harmónica entre o homem e a natureza.

A imagem pode ser interpretada como uma representação do ciclo da vida, com o nascimento das vacas, o seu crescimento na pastagem e a sua eventual morte.

As montanhas ao fundo, com os seus picos cobertos de neve, podem ser interpretadas como um símbolo de eternidade e permanência.

A fotografia destaca a beleza da natureza rural, com os seus campos verdes, árvores frondosas e montanhas imponentes.

Em resumo, a fotografia "Uma paisagem bucólica" é uma obra rica em simbolismo e que pode ser interpretada de diversas maneiras. A imagem transmite uma sensação de paz e tranquilidade, e convida o observador a refletir sobre a beleza da natureza e a sua relação com o homem.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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19
Mar24

Narciso-dos-poetas ou Pincheis (Narcissus triandrus)


Mário Silva Mário Silva

Narciso-dos-poetas ou Pincheis

(Narcissus triandrus)

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Nomes comuns: Pinchéis; Narciso-dos-poetas; Narciso-triandro; Copo-de-leite; Flor-de-Lis; Trompeta-de-anjo

Características:

Planta bulbosa perene

Folhas lineares, verde-escuras

Flores brancas com centro amarelo

Floresce na primavera

Prefere solos húmidos e ensolarados

Pode atingir até 30 cm de altura

Importância na biodiversidade:

Polinizada por abelhas e outros insetos

Importante fonte de alimento para insetos

Contribui para a beleza natural da paisagem

Espécie protegida em Portugal

A fotografia mostra duas flores de pinchéis. As flores são brancas com centro amarelo e estão penduradas em um caule. As flores estão em plena floração e são cercadas por folhas verdes.

O narciso-dos-poetas é uma espécie comum em Portugal, podendo ser encontrado em prados, bosques e margens de rios.

Curiosidades:

O nome científico da espécie, "Narcissus triandrus", deriva do grego "narkissos", que significa "adormecer", e do latim "triandrus", que significa "com três estames".

O narciso-dos-poetas é uma das flores mais referenciadas na literatura e na arte.

Na mitologia grega, Narciso era um jovem vaidoso que se apaixonou pela sua própria imagem refletida na água.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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17
Mar24

Chapim-real (“Parus major”)


Mário Silva Mário Silva

Chapim-real (“Parus major”)

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O chapim-real (Parus major), também conhecido como chapim-grande, é uma ave passeriforme da família Paridae. É uma espécie comum e largamente difundido na Europa, Ásia e norte da África, habitando diversos tipos de florestas, parques e jardins.

Características:

Tamanho: cerca de 14 cm de comprimento e 20-22 gramas de peso.

Plumagem: cabeça preta com bochechas brancas, dorso verde-azeitona e ventre amarelo.

Canto: alto e melodioso, com vários tipos de trinados.

Comportamento:

Alimentação: insetívoro, come principalmente insetos, mas também frutos, sementes e nozes.

Reprodução: constrói ninhos em cavidades de árvores, geralmente em buracos feitos por pica-paus. A fêmea põe de 5 a 12 ovos, que são incubados por ela durante cerca de 12 dias.

Hábitos: ativo e acrobático, frequentemente visto pendurado em galhos de árvores.

Biodiversidade:

O chapim-real é uma espécie importante para a biodiversidade, pois ajuda a controlar a população de insetos e contribui para a polinização das plantas. É também uma presa importante para aves de rapina e outros predadores.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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13
Mar24

Há burros e "burros" na aldeia...


Mário Silva Mário Silva

Há burros e "burros" na aldeia...

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Emília, a menina de cabelos cor de fogo e sardas espalhadas pelo nariz, observava a cena da janela do seu quarto. Na rua empoeirada da aldeia, um grupo de burros pastava calmamente, ignorando o burburinho dos aldeões.

"Estes burros são tão burros!", comentava um homem com voz alta, gesticulando animadamente. "Nem sequer sabem seguir uma ordem simples!"

Emília franziu a testa. Ela não gostava do tom desdenhoso com que o homem falava dos animais. Burros eram criaturas inteligentes e gentis, pensava ela. Só precisavam de um pouco de paciência e compreensão.

Mais tarde, enquanto caminhava pela floresta, Emília encontrou um dos burros do grupo. O animal, de olhos grandes e expressivos, estava preso numa cerca, incapaz de se libertar.

Emília, com sua força surpreendente para uma menina da sua idade, empurrou a cerca com todas as suas forças. Finalmente, o burro libertou-se, soltando um relincho de gratidão.

"Não és burro nenhum", murmurou Emília, acariciando o focinho macio do animal. "És apenas diferente."

Naquele dia, Emília decidiu fazer algo para mudar a forma como os aldeões viam os burros. Ela começou a ensinar-lhes truques simples, como andar à ré e buscar objetos. Os aldeões ficaram impressionados com a inteligência dos animais e com a paciência de Emília.

Com o tempo, a opinião dos aldeões sobre os burros começou a mudar. Eles passaram a vê-los como criaturas úteis e inteligentes, e não como "burros" sem valor. Emília, com o seu coração bondoso e sua mente aberta, tinha feito a diferença.

Moral da história:

Não julgue um livro pela capa. As aparências podem enganar.

A inteligência pode-se manifestar de diferentes formas.

A paciência e a compreensão são essenciais para lidar com os outros.

Uma pessoa pode fazer a diferença no mundo.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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08
Mar23

Portugalidade__Águas Frias – Chaves - Portugal


Mário Silva Mário Silva

Portugalidade

Águas Frias – Chaves - Portugal

 

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Pelo Norte com Chaves abri,

Lugares vivos e boas gentes

De tempo frio e Homens quentes

A outra invicta havia ali.

Para sul, vendo, olhando, rumei,

Bebi vinho, iguarias comi,

Paisagens lindas e montes eu vi

(…)

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__________     Mário L. Soares     __________

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Fotografia: ©MárioSilva

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29
Mar22

A CASA VERMELHA - Águas Frias - Chaves - Portugal


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Águas Frias - Chaves - Portugal

A CASA VERMELHA

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A casa tinha cor vermelha
E quando o sol batia nas telhas
Nasciam flores douradas
Era perto do luar
Quem morava nela
Gostava de amar
Era próxima ao céu
Em todas as janelas fuxico e véu
Era perto de nós
A voz do vento da casa
Encantava a poesia
Noite e dia
Os corações que a habitavam
Se inspiravam de emoção e bem querer.
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_________   Manu Kelé!   ___________

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Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
24
Mar22

O CARRO AZUL - Águas Frias – Chaves - Portugal


Mário Silva Mário Silva

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Águas Frias Chaves - Portugal

O CARRO AZUL

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O cheiro doce
da terra já lavrada
atrai os pássaros
em cada madrugada…

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A terra vermelha
foi molhada.
Não há nada a perceber
depois das chuvas…

.

Só mais tarde
a seara
ondulará ao sol
e haverá mel nas uvas…

.

Agora,
é o triângulo
que une os braços
da charrua ao solo
que semeia as virtudes.
O querer, o saber e o poder
num olho garço imenso
que ilumina
os desígnios das alfaias.

.

No meio do campo

Um carro azul

Refúgio de aves e Homens

Das gotas frescas da chuva

Em tempo inesperado.

.

_______   José Dias Egipto   __________

.

.

Fotografia: ©MárioSilva

Mário Silva 📷

Águas Frias - Fevereiro 2024

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