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MÁRIO SILVA - Fotografia, Pintura & Escrita

*** *** A realidade é a "minha realidade" em imagens (fotografia, pintura) e escrita

25
Ago25

Invulgar Cruzeiro de Santa Apolónia – Mairos – Chaves – Portugal


Mário Silva Mário Silva

Invulgar Cruzeiro de Santa Apolónia

Mairos – Chaves – Portugal

25Ago DSC03412_ms

Esta fotografia de Mário Silva foca-se num cruzeiro de pedra, incomum pela figura que o coroa.

A estátua, esculpida em pedra rústica, apresenta uma figura humana de corpo inteiro, sem braços, com um capuz na cabeça e as pernas juntas, como se estivesse envolta num manto.

A sua forma alongada e a expressão austera e anónima do rosto conferem-lhe um aspeto enigmático.

A estátua está colocada sobre uma base esférica de pedra, que repousa sobre uma coluna (não visível na totalidade).

No fundo, um telhado de telhas de barro de cor laranja-claro e uma parede de cimento com textura servem de pano de fundo.

A luz do sol incide sobre a estátua, realçando a sua textura rugosa e a sua antiguidade.

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O Enigma do Cruzeiro de Santa Apolónia - Uma Peça Única na Paisagem de Chaves

A fotografia de Mário Silva do cruzeiro de Santa Apolónia, em Mairos, Chaves, capta um monumento que se destaca na paisagem de Trás-os-Montes não pela sua beleza convencional, mas pela sua singularidade e mistério.

Este cruzeiro, com a sua estátua invulgar, é um convite a uma reflexão sobre a história, a arte e a fé que moldaram esta região.

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A Origem e a Singularidade

Os cruzeiros, como símbolos da fé cristã, são elementos comuns em Portugal.

Servem como marcadores de devoção, de território ou de eventos importantes.

No entanto, o cruzeiro de Mairos é notavelmente diferente.

Em vez da representação clássica de Jesus Cristo crucificado, ele é encimado por uma figura humana de forma rudimentar, com o corpo estreito e o capuz a cobrir-lhe a cabeça.

Esta representação é incomum e levanta várias questões sobre a sua origem e significado.

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Possíveis Interpretações

A figura pode ser interpretada de várias formas.

Uma delas é a de que se trata de uma representação de Santa Apolónia, a padroeira do local.

Santa Apolónia foi uma virgem mártir, que, segundo a tradição, teve os seus dentes arrancados durante a perseguição aos cristãos no século III.

Embora a figura não apresente qualquer elemento que a associe diretamente a esta história, a sua pose, com as mãos cruzadas sobre o peito, pode sugerir uma atitude de resignação e de fé.

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Outra interpretação é que a figura pode ser uma representação de um eremita ou de um santo penitente.

A forma minimalista e austera da escultura, com o corpo coberto por um manto, evoca a imagem de uma vida dedicada à contemplação e à solidão.

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Há ainda a possibilidade de que o cruzeiro seja de uma época mais antiga, possivelmente pré-cristã, e que tenha sido reutilizado e reinterpretado com o passar do tempo.

A sua forma rudimentar e a sua falta de detalhe podem ser um sinal da sua antiguidade.

A própria escultura é um testemunho da capacidade de uma comunidade de criar símbolos que resistem ao tempo.

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O Valor da Autenticidade

A beleza deste cruzeiro reside na sua autenticidade.

Ele não é uma obra de arte perfeita, mas uma peça com alma, com a marca do tempo e da fé de uma comunidade.

Em vez de ser "restaurado" para corresponder a uma estética moderna, o seu estado atual é um testemunho da sua história e da sua identidade.

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Em suma, a fotografia de Mário Silva do cruzeiro de Santa Apolónia é mais do que um registo visual.

É um convite a explorar o mistério da história, a riqueza da arte popular e a força da fé.

O cruzeiro de Mairos, com a sua figura enigmática, é um símbolo da resistência do tempo e da beleza que se encontra naquilo que é único e invulgar.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
06
Jun25

“Barragem de Mairos (Chaves – Portugal)” - Captação de água da ribeira das Aveleiras para regadio


Mário Silva Mário Silva

“Barragem de Mairos (Chaves – Portugal)”

Captação de água da ribeira das Aveleiras para regadio

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A fotografia de Mário Silva, intitulada “Barragem de Mairos (Chaves – Portugal)” retrata uma estrutura hidráulica essencial para a região de Trás-os-Montes: a barragem de Mairos, que capta água da ribeira das Aveleiras para irrigação.

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A imagem mostra uma paisagem rural serena, com um lago formado pela barragem em primeiro plano, refletindo a luz suave de um dia claro.

No centro da composição, uma passarela com grades brancas que se estende sobre a água, ligando a margem a uma pequena torre de captação, que emerge do reservatório.

A torre, de formato cilíndrico e telhado cónico, é um elemento funcional que regula o fluxo de água.

Ao fundo, colinas verdejantes e douradas, cobertas por vegetação rasteira e árvores esparsas, compõem o cenário típico transmontano, com tons que sugerem o final da primavera ou início do verão.

Pequenos detalhes, como flores brancas em primeiro plano, adicionam um toque delicado à composição.

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A fotografia utiliza uma luz natural que realça os tons terrosos e verdes, criando uma atmosfera calma e equilibrada.

A escolha do enquadramento, com a passarela guiando o olhar até a torre e as colinas ao fundo, destaca a harmonia entre a intervenção humana e a natureza.

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A obra de Mário Silva não é apenas um registro documental, mas também uma celebração da relação entre o homem e o meio ambiente.

A barragem de Mairos, com a sua simplicidade arquitetónica, é apresentada como um elemento integrado na paisagem, sem dominá-la.

A passarela, com as suas linhas retas, contrasta com as formas orgânicas das colinas, simbolizando a intervenção humana que, nesse caso, é benéfica e sustentável.

A luz suave e a paleta de cores naturais reforçam a ideia de equilíbrio e tranquilidade, características muitas vezes associadas às zonas rurais de Portugal.

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A barragem de Mairos, como outras estruturas hidráulicas em Trás-os-Montes, desempenha um papel crucial no desenvolvimento agrícola da região.

Trás-os-Montes é conhecida pelo seu clima continental, com verões secos e quentes e invernos frios, o que torna a gestão da água um desafio para os agricultores.

A captação de água da ribeira das Aveleiras para irrigação permite o cultivo de culturas como cereais, hortaliças e vinhas, que são a base da economia local.

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Estas barragens garantem o fornecimento de água durante os períodos de seca, aumentando a produtividade agrícola e a segurança alimentar.

Além disso, elas ajudam a combater a desertificação e a erosão do solo, problemas comuns em áreas de relevo acidentado como Trás-os-Montes.

A construção de reservatórios e sistemas de regadio também incentiva a fixação das populações rurais, reduzindo o êxodo para áreas urbanas, e preserva práticas agrícolas tradicionais que são parte da identidade cultural da região.

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Em resumo, a fotografia de Mário Silva captura não apenas a beleza da barragem de Mairos, mas também a sua relevância como um símbolo de sustentabilidade e desenvolvimento para a agricultura transmontana, evidenciando como a engenharia pode coexistir harmoniosamente com a natureza para beneficiar as comunidades locais.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
14
Jul24

"Alminhas" na estrada para Mairos - Chaves - Portugal


Mário Silva Mário Silva

"Alminhas" na estrada para Mairos - Chaves - Portugal

Jul14 DSC06737_Mairos_ms

A fotografia mostra umas "alminhas" localizada na estrada para Mairos, em Chaves, Portugal.

As "alminhas" são pequenos oratórios ou capelas construídas ao longo das estradas, geralmente em locais de passagem, como cruzamentos, pontes e entradas de vilas.

Elas são dedicadas às almas do purgatório, e servem como um local para as pessoas rezarem por elas e oferecerem esmolas.

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As "alminhas" da fotografia é construída em cimento e tem uma forma retangular e implantada numa fraga.

A frente da capela é aberta.

No interior, há a imagem de Nossa Senhora do Rosário, com as “almas” penitenciando no fogo do Purgatório, feita em azulejos pintados à mão.

A capela está em bom estado de conservação e é bem cuidada.

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As "alminhas" são um elemento importante da cultura popular portuguesa.

Elas representam a fé católica do povo português e a crença na vida após a morte.

Elas também são um símbolo da caridade e da compaixão, pois servem como uma chamada de atenção para rezar pelas almas dos falecidos que ainda estão sofrendo no purgatório.

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As "alminhas" são frequentemente mencionadas na literatura, na música e na arte portuguesa. Elas também são um tema popular de lendas e contos folclóricos.

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As "alminhas" da estrada para Mairos - Chaves - Portugal são um importante exemplo da cultura popular portuguesa.

Elas são um lembrete da fé e da tradição do povo português, e são um símbolo da importância da caridade e da compaixão.

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Além disso, as "alminhas" são um ponto de referência importante para os viajantes que percorrem a estrada para Mairos - Chaves.

Elas oferecem um momento de paz e reflexão para os motoristas e passageiros, e podem ser um lembrete da importância de rezar pelas almas dos falecidos.

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As "alminhas" são encontradas em todo o Portugal, mas são mais comuns nas regiões do norte e do centro do país.

Elas são geralmente construídas por pessoas comuns, e muitas vezes são decoradas com azulejos, pinturas e esculturas.

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As "alminhas" são consideradas património cultural português e estão protegidas por lei.

Nos últimos anos, tem havido um crescente interesse em preservar e restaurar as "alminhas", e muitas delas foram restauradas com o apoio do governo e de organizações privadas.

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As "alminhas" são um elemento importante da cultura popular portuguesa.

Elas representam a fé, a tradição e a compaixão do povo português.

As "alminhas" da estrada para Mairos - Chaves - Portugal são um belo exemplo desta tradição, e são um lembrete da importância de rezar pelas almas dos falecidos.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
07
Jul24

A Capela de Santiago em Mairos, Chaves, Portugal: Uma Joia Arquitetónica com Vistas Panorâmicas


Mário Silva Mário Silva

A Capela de Santiago em Mairos, Chaves, Portugal:

Uma Joia Arquitetónica com Vistas Panorâmicas

Jul07 DSC06753_ms

A Capela de Santiago, situada na aldeia de Mairos, no concelho de Chaves, em Portugal, é um pequeno templo religioso que se destaca pela sua beleza arquitetónica e localização privilegiada.

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A Capela de Santiago é uma construção modesta, feita de pedra e com um telhado vermelho de telha.

A fachada principal da capela é simples, com uma porta de madeira e uma janela em arco.

A capela possui uma única nave, com um altar em madeira simples e um crucifixo.

A capela é decorada com algumas imagens religiosas, incluindo uma imagem de Santiago Apóstolo, o patrono da capela.

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A Capela de Santiago está localizada no topo de uma colina, com uma vista panorâmica de 360 graus da paisagem circundante.

A partir da capela, é possível ver as montanhas ao longe, os campos verdejantes e a própria aldeia de Mairos.

A vista da capela é simplesmente deslumbrante, especialmente em dias claros.

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A Capela de Santiago é um importante marco histórico e cultural da aldeia de Mairos.

A capela foi construída no século XVI e tem sido um local de peregrinação para os devotos de Santiago Apóstolo durante séculos.

A capela também é um local de culto para os habitantes da aldeia, que se reúnem lá para celebrar missas e outras festividades religiosas.

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Em jeito de conclusão, podemos referir que a Capela de Santiago é um lugar especial que vale a pena visitar.

A capela é uma joia arquitetónica com uma história rica e uma localização privilegiada.

 As vistas panorâmicas da capela são simplesmente deslumbrantes, e a capela é um local de paz e tranquilidade.

Se você estiver de visita à região de Chaves, certifique-se de incluir a Capela de Santiago no seu itinerário.

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A Capela de Santiago está aberta ao público durante o dia.

A entrada na capela é gratuita.

A capela é um local de culto religioso, por isso é importante ser respeitoso ao visitar.

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A melhor época para visitar a capela é durante a primavera ou o outono, quando o clima é ameno e as vistas estão claras.

Use calçado confortável, pois a subida até a capela pode ser um pouco íngreme.

Leve água e um chapéu para se proteger do sol.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
08
Abr24

O José “Pevide” na barragem de Mairos (Chaves) - Portugal


Mário Silva Mário Silva

O José “Pevide”

na barragem de Mairos (Chaves) - Portugal

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Era uma vez um pescador amador chamado José “Pevide” que adorava passar seus dias de folga, nas margens da albufeira da barragem de Mairos.

Ele era um homem simples, com um grande sorriso e um coração ainda maior.

José “Pevide” era conhecido pela sua paixão pela pesca, especialmente de carpas e bogas.

Ele passava horas pacientemente esperando o peixe pegasse no isco, contando histórias e anedotas para quem as quisesse ouvir.

Um dia, José “Pevide” estava a pescar no seu lugar favorito na albufeira, quando sentiu uma fisgada forte na sua linha.

Ele puxou com toda a força, e logo um enorme peixe saltou da água.

Era a maior carpa que José “Pevide” já tinha visto!

Ele lutou com o peixe por longos minutos, até que finalmente conseguiu puxá-lo para terra firme.

José “Pevide” estava exultante!

Ele mal podia acreditar que tinha pescado uma carpa tão grande.

Ele tirou uma foto com o peixe, orgulhoso ds sua conquista.

No entanto, quando José “Pevide” se preparava para levar a carpa para casa, ele percebeu que algo estava estranho.

A carpa estava usando um chapéu de palha!

José “Pevide” não podia acreditar nos seus olhos. Ele nunca tinha visto nada parecido.

Curioso, José “Pevide” examinou o chapéu mais de perto.

Era um chapéu de palha simples, com uma fita vermelha ao redor da borda.

Dentro do chapéu, José “Pevide” encontrou um bilhete que dizia:

"Parabéns pela sua pesca! Esta carpa é muito especial. Ela é a campeã de natação da albufeira. Se você a devolver à água, ela lhe concederá um desejo."

José “Pevide” ficou surpreso e divertido com a mensagem.

Ele decidiu devolver a carpa à água, ansioso para ver qual o desejo que seria realizado.

No dia seguinte, José “Pevide” voltou ao mesmo lugar na albufeira.

Ele sentou-se na beira da água e esperou.

De imediato, a carpa campeã de natação emergiu da água, usando o chapéu de palha e com um sorriso na boca de peixe.

- Obrigado por me devolver à água - disse a carpa - Qual é o seu desejo?

 

José “Pevide” pensou por um momento.

Ele poderia desejar qualquer coisa: dinheiro, fama, um carro novo...

Mas, por fim, ele decidiu desejar algo simples e verdadeiro.

- Eu desejo que todos os dias sejam como este - disse José “Pevide” - Dias de paz, sol e boa companhia.

A carpa sorriu e disse:

- Seu desejo será concedido.

E assim foi. A partir daquele dia, José “Pevide” sempre teve dias de paz, sol e boa companhia.

 Ele continuou a pescar na albufeira da barragem de Mairos, sempre com um sorriso no rosto e um chapéu de palha na cabeça.

Às vezes, os melhores desejos são os mais simples.

A verdadeira felicidade está nas pequenas coisas da vida, como a paz, o sol e uma boa companhia.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷

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