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MÁRIO SILVA - Fotografia, Pintura & Escrita

*** *** A realidade é a "minha realidade" em imagens (fotografia, pintura) e escrita

04
Nov25

"Dióspiro"


Mário Silva Mário Silva

"Dióspiro"

04Nov DSC09028_ms

A fotografia de Mário Silva, intitulada "Dióspiro", é um close-up (plano próximo) que celebra a cor e a textura deste fruto de outono.

A imagem foca-se em três dióspiros maduros, pendurados por um pequeno ramo seco.

Os frutos apresentam uma cor laranja-viva e intensa, com uma pele suave e brilhante, e as suas formas arredondadas dominam o centro da composição.

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As folhas do cálice, que se parecem com pequenas coroas secas, ainda estão agarradas ao caule.

Uma folha seca, em tons de castanho-avermelhado, também se agarra ao cacho.

O fundo está desfocado (bokeh), num tom castanho-esverdeado suave e neutro, o que realça o brilho e a cor vibrante dos dióspiros.

A cena transmite a sensação de um fruto pronto para ser colhido e consumido.

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O Dióspiro: O "Fruto dos Deuses" e a Essência do Outono Tardio

A fotografia de Mário Silva capta a beleza simples e a cor radiante do dióspiro (Diospyros kaki), um fruto que, em Portugal, marca a transição do outono para o inverno.

O seu nome científico, que se traduz como "fruto dos deuses", atesta a estima em que este fruto era tido nas culturas orientais e, progressivamente, no Ocidente.

Em Portugal, o dióspiro é um símbolo da generosidade da natureza no final do ciclo agrícola.

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Características e Variedades

O dióspiro é conhecido pelas suas duas principais variedades em termos de consumo:

Adstringente (de "petinga"): Esta variedade necessita de ser consumida muito madura, quando a polpa atinge uma consistência quase gelatinosa, eliminando a adstringência (sensação de "secar a boca").

É o sabor da tradição, muitas vezes comido à colher.

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Não Adstringente (Rochas ou Fuyu): Esta variedade pode ser consumida rija, à semelhança da maçã.

A sua introdução permitiu uma maior versatilidade no consumo e comercialização do fruto.

 

A cor laranja-intensa, tão bem retratada na fotografia, deve-se à alta concentração de carotenoides, os mesmos pigmentos encontrados nas cenouras, que são precursores da Vitamina A.

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O Ritmo do Campo no Outono

O dióspiro é um fruto que amadurece tardiamente, muitas vezes após a queda da maioria das folhas.

Os dióspiros a amadurecer nas árvores despidas, como se fossem lanternas cor de fogo, tornam-se um dos espetáculos visuais mais bonitos do outono tardio.

Em muitas quintas portuguesas, a sua colheita é um dos últimos atos agrícolas antes da chegada do frio mais intenso, marcando o encerramento das colheitas.

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Valor Nutricional e Gastronomia

Para além da sua beleza, o dióspiro é rico em fibras, antioxidantes e vitaminas, sendo um aliado importante para a saúde.

Na gastronomia portuguesa, é consumido in natura, mas também é utilizado no fabrico de doces, geleias e, por vezes, licores caseiros.

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A imagem de Mário Silva é uma celebração da riqueza do outono e do papel do dióspiro como um dos últimos "presentes" da terra antes do rigor do inverno.

É uma pequena obra-prima que nos lembra a importância dos ciclos da natureza e o prazer simples dos seus frutos.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
14
Out25

Flores de Tojo (Ulex europaeus)


Mário Silva Mário Silva

Flores de Tojo (Ulex europaeus)

14Out DSC06074_ms

Esta fotografia de Mário Silva é um plano detalhe (close-up) que se concentra nas flores amarelas de um ramo de tojo (Ulex europaeus).

A imagem, com uma profundidade de campo reduzida, foca-se na haste central espinhosa da planta, onde estão agrupadas as flores em tons de amarelo e laranja.

As flores, que se assemelham a pequenos cachos de ouro, destacam-se no centro, enquanto o fundo é um desfoque suave em tons de verde e amarelo, que realça o objeto principal.

A luz solar incide sobre as flores, acentuando a sua textura aveludada e a sua cor vibrante.

A fotografia celebra a beleza e a resistência desta planta comum do interior de Portugal.

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O Tojo: A Chama Dourada da Paisagem Portuguesa

O Tojo (Ulex europaeus) é uma das plantas mais emblemáticas da paisagem portuguesa, especialmente em regiões de Trás-os-Montes e Beiras.

A fotografia de Mário Silva captura a sua beleza no auge, mas o seu significado vai muito além da estética.

Esta planta, frequentemente ignorada devido à sua natureza espinhosa, é um verdadeiro tesouro ecológico e histórico.

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A Resistência de um Arbusto

O tojo é notável pela sua incrível resistência.

É uma espécie pioneira que consegue crescer em solos pobres e ácidos, onde poucas outras plantas sobrevivem.

As suas folhas foram reduzidas a espinhos para minimizar a perda de água, o que lhe permite prosperar em condições de seca e calor.

Esta capacidade de sobrevivência faz dele um componente crucial na fixação de solos, prevenindo a erosão, especialmente em encostas e terrenos baldios.

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Um Legado de Usos Tradicionais

Historicamente, o tojo era uma planta de grande utilidade para as comunidades rurais portuguesas.

As suas hastes eram utilizadas como combustível (lenha) para fornos e lareiras.

Mais importante, era um elemento essencial na cama do gado, funcionando como forragem e, depois de misturado com os excrementos, transformava-se num fertilizante natural (estrume) de grande qualidade.

Em algumas aldeias, o corte do tojo, apesar de ser um trabalho árduo, era uma atividade comunitária que mantinha viva a coesão social.

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Um Contraste de Cores

A floração do tojo, geralmente no final do inverno e na primavera, transforma as paisagens agrestes em mantos de ouro.

As suas flores, como as que vemos na imagem, são de um amarelo intenso e possuem um aroma característico, que lembra a baunilha ou o coco.

Esta explosão de cor não só alegra a paisagem, como também serve de atração para insetos polinizadores numa época em que a floração de outras espécies é escassa.

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Em suma, a flor de tojo é uma metáfora visual da tenacidade do interior de Portugal.

A sua beleza, embora escondida por espinhos, é um testemunho da capacidade da natureza de persistir e prosperar, mesmo nas condições mais adversas.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
02
Mai25

“A liberdade da borboleta” (Anthocharis cardamines)


Mário Silva Mário Silva

“A liberdade da borboleta”

(Anthocharis cardamines)

02Mai DSC06257_ms

A fotografia de Mário Silva, intitulada “A liberdade da borboleta” (Anthocharis cardamines), retrata uma borboleta de asas brancas com detalhes laranja, pousada delicadamente sobre flores brancas num fundo verdejante.

A imagem evoca a essência da liberdade, simbolizada pela borboleta no seu voo leve e independente, um tema que ressoa profundamente tanto para o ser humano quanto para os animais.

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A liberdade é um pilar fundamental para a existência plena.

Para o ser humano, ela representa a capacidade de fazer escolhas, expressar-se e viver sem opressões, permitindo o florescimento da criatividade, da dignidade e do propósito.

Sem liberdade, o espírito humano atrofia-se, preso a limitações que sufocam o crescimento pessoal e coletivo.

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Para os animais, como a borboleta “Anthocharis cardamines”, a liberdade é igualmente vital.

Ela manifesta-se na possibilidade de viverem nos seus habitats naturais, livres de interferências humanas destrutivas, como desmatamento ou poluição.

A borboleta, com a sua metamorfose e voo, simboliza a transformação e a autonomia, lembrando-nos que todos os seres vivos precisam de espaço para existir e prosperar.

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A liberdade, portanto, é um direito universal que liga humanos e animais.

Proteger os ecossistemas e garantir a dignidade de todas as formas de vida é um ato de respeito à essência da liberdade, permitindo que tanto a borboleta quanto o ser humano possam voar na sua plenitude.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
28
Out24

"A casa laranja na aldeia transmontana  - Águas Frias - Chaves - Portugal": Uma Exploração da Cor e do Simbolismo


Mário Silva Mário Silva

"A casa laranja na aldeia transmontana 

Águas Frias - Chaves - Portugal"

Uma Exploração da Cor e do Simbolismo

28Out DSC05274_a_ms

A imagem captura a essência de uma típica aldeia transmontana, com a casa laranja destacando-se vividamente contra o pano de fundo natural.

A arquitetura da casa, com as suas paredes de pedra e janelas pequenas, reflete a tradição construtiva da região.

O laranja vibrante da fachada contrasta com a sobriedade da pedra, criando um efeito visual marcante.

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Na simbologia das cores, o laranja carrega consigo uma rica gama de significados.

Num contexto isotérico, ele é frequentemente associado a:

 

- O laranja é uma cor quente e vibrante, representando a vida, a energia vital e a força interior.

-  Estimula a criatividade, a inovação e a busca por novas experiências.

É a cor daqueles que são otimistas e enxergam o mundo com entusiasmo.

- Transmite uma sensação de alegria, bem-estar e positividade.

Está ligado à felicidade e à capacidade de desfrutar dos prazeres da vida.

- Representa o sucesso, a ambição e a busca por objetivos.

É a cor daqueles que são determinados e confiantes em si mesmos.

- Facilita a comunicação, a interação social e a expressão de ideias.

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Ao observar a casa laranja em Águas Frias sob uma perspetiva isotérica, podemos fazer algumas interpretações:

- A cor laranja da casa pode ser vista como um convite à alegria, à positividade e à celebração da vida.

- A vivacidade da cor contrasta com a serenidade da paisagem, representando a força vital e a energia que brotam da natureza e dos habitantes da aldeia.

-  A casa pode ser interpretada como um portal para a criatividade e a inspiração, convidando os visitantes a explorar novas ideias e perspetivas.

- O laranja, associado ao sucesso e à prosperidade, pode sugerir que a casa é um lugar de abundância e bem-estar.

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Em conclusão, a casa laranja em Águas Frias é mais do que apenas uma construção.

Ela é um símbolo carregado de significado, que evoca emoções e sensações profundas.

Ao explorar o significado isotérico da cor laranja, podemos apreciar a riqueza simbólica desta imagem e estabelecer uma conexão mais profunda com a cultura e a tradição da região.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
08
Jul24

Borboleta "Anthocharis cardamines"


Mário Silva Mário Silva

Borboleta "Anthocharis cardamines"

 

Jul08 DSC06256_ms

A borboleta "Anthocharis cardamines", também conhecida como borboleta-ponta-laranja, é um inseto da família Pieridae, que inclui cerca de 1.100 espécies.

É encontrada principalmente na Europa e na Ásia temperada (Paleártico).

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Características físicas:

Tamanho: A envergadura das asas é de 4 a 5 cm.

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Cor:

Machos: A face superior das asas é branca com pontas laranja nos cantos superiores das asas anteriores. Eles também têm duas manchas marrons escuras e uma borda marrom escura. A face inferior das asas é verde-marrom com manchas amarelas e pretas.

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Fêmeas: A face superior das asas é branca com pontas pretas nos cantos superiores das asas anteriores. Elas também têm duas manchas marrons escuras e uma borda marrom escura. A face inferior das asas é verde-marrom com manchas amarelas e pretas.

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Comportamento:

As borboletas "Anthocharis cardamines" são voadoras rápidas e ágeis.

Elas são frequentemente vistas voando em campos, prados e florestas.

As borboletas ponta-laranja alimentam-se do néctar de uma variedade de flores, incluindo cardaminhas, violetas e dentes-de-leão.

As borboletas "Anthocharis cardamines" põem os seus ovos nas folhas das plantas hospedeiras, como cardaminhas, dentes-de-leão e couves.

As lagartas são verdes com uma linha branca ao longo de cada lado.

Elas alimentam-se das folhas da planta hospedeira e depois transformam-se em pupas.

As pupas são marrom-escuras e são penduradas em galhos ou folhas.

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A borboleta "Anthocharis cardamines" é facilmente distinguível de outras borboletas pelas suas pontas laranja nos cantos superiores das asas anteriores dos machos.

As fêmeas podem ser mais difíceis de identificar, pois podem ser confundidas com outras borboletas brancas, como a borboleta-branca-da-couve ou a borboleta-branca-pequena.

No entanto, as fêmeas da borboleta "Anthocharis cardamines" geralmente têm manchas pretas mais proeminentes nos cantos superiores das asas anteriores do que as outras borboletas brancas.

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A borboleta ponta-laranja é uma das primeiras borboletas a emergir na primavera.

Elas são frequentemente vistas voando em grandes números em campos e prados.

A borboleta "Anthocharis cardamines" prefere habitats abertos, como campos, prados e florestas.

A borboleta ponta-laranja tem uma única geração por ano.

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A borboleta "Anthocharis cardamines" é um importante polinizador de uma variedade de flores.

Elas também são uma fonte de alimento para predadores como pássaros e morcegos.

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A borboleta "Anthocharis cardamines" é uma espécie comum e não está ameaçada de extinção.

No entanto, as suas populações podem ser afetadas pela perda de habitat e pelo uso de pesticidas.

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A borboleta "Anthocharis cardamines" é uma bela e importante borboleta que desempenha um papel vital no ecossistema.

É importante proteger o seu habitat e evitar o uso de pesticidas que podem prejudicar as suas populações.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
27
Mai24

Pôr do sol na aldeia …


Mário Silva Mário Silva

Pôr do sol na aldeia …

Mai27 DSC06373_ms

A fotografia mostra um pôr do sol numa aldeia transmontana no mês de maio.

As árvores ainda não estão com folhas, o que dá à cena uma beleza única e especial.

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A luz do sol poente filtra-se pelos galhos das árvores, criando um efeito de luz e sombra que é simplesmente mágico.

O céu está em tons de laranja, vermelho e roxo, e as nuvens são pintadas de tons dourados.

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A cena é serena e tranquila, e evoca uma sensação de paz e nostalgia.

É uma imagem que nos convida a desacelerar e apreciar a beleza da natureza.

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O sol poente é o elemento central da imagem.

A sua luz dourada ilumina a cena e cria um efeito mágico.

As árvores sem folhas são um detalhe importante da imagem.

Elas dão à cena uma sensação de leveza e transparência.

O céu está em tons de laranja, vermelho e roxo.

As nuvens são pintadas de tons dourados.

As nuvens são um elemento importante da imagem.

Elas adicionam textura e interesse ao céu.

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Para algumas pessoas, a fotografia pode representar a beleza da natureza.

Para outras, ela pode representar a paz e a tranquilidade da vida rural.

Para ainda outras, ela pode representar a nostalgia do passado.

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A fotografia evoca uma série de emoções, como paz, tranquilidade, nostalgia, beleza e admiração.

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A imagem pode ser vista como um símbolo da passagem do tempo, da mudança das estações e da beleza da natureza.

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Em conclusão, a imagem do pôr do sol por entre as árvores ainda sem folhas no mês de maio na aldeia transmontana é uma imagem bela e significativa.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷

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