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MÁRIO SILVA - Fotografia & Escrita

*** *** A realidade e a "minha realidade" em imagens e escrita

29
Jun22

S. Pedro - orago da aldeia transmontana de Águas Frias – Chaves - Portugal


Mário Silva Mário Silva

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S. Pedro - orago da aldeia transmontana de

Águas Frias – Chaves - Portugal

29 DSC01995_ms- S Pedro

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QUEM FOI SÃO PEDRO?

São Pedro ficou conhecido como “Príncipe dos Apóstolos” e foi também o primeiro Papa da Igreja Católica. Mas, antes de tudo isso, Pedro nasceu Simão, na Galileia. É no Evangelho de São Lucas que se encontra relatado o momento em que o pescador Simão decide seguir Jesus Cristo.

A noite dos pescadores tinha rendido pouco peixe. Jesus, que se encontrava a pregar no Mar da Galileia, entrou no barco de Simão e disse-lhe: “Faze-te ao largo, e lançai as vossas redes para a pesca”. Simão e os outros pescadores, entre os quais os futuros apóstolos André, Tiago e João, voltaram a lançar as redes e, desta vez, quase não tiveram mãos a medir. O episódio, que ficou conhecido como “Pesca Milagrosa” fez com que Simão caísse aos pés de Jesus, que lhe disse:

“De agora em diante serás pescador de homens”.

Jesus rebatizou o seu apóstolo. Chamou-lhe Kepha, palavra aramaica para pedra (ou rocha). Mais tarde disse-lhe:

“Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja”.

Pelo seu percurso, é ele o Padroeiro dos pescadores. O primeiro Papa da Igreja Católica morreu crucificado em Roma, entre os anos 64 d.C e 67 d.C, a mando do Imperador Nero. Os seus restos mortais encontram-se na Basílica de São Pedro.

Porque o celebramos a 29 de junho?

O dia de São Pedro passou a celebrar-se a 29 de junho a partir do século III ou IV, bem como o dia de São Paulo. Historiadores justificam a criação da referência aos dois santos para ocupar o lugar de uma antiga celebração pagã que comemorava no mesmo dia a festa de Rómulo e Remo, considerados os pais da cidade de Roma.

A festa é uma das mais antigas do ano litúrgico, bem mais antiga que a própria festa do Natal. Em Roma, a tradição mandava celebrar neste dia três missas: a primeira na Basílica de São Pedro, a segunda em São Paulo Fora dos Muros e a terceira nas catacumbas de São Sebastião, onde as relíquias dos Apóstolos tiveram de ser escondidas por algum tempo, para escapar às profanações. Os mais crentes atribuem 29 de junho como o dia em que a transladação dos restos mortais de Pedro e Paulo foi feita para São Sebastião, devido à perseguição do imperador romano Valeriano, em 257.

O que distingue as festas de São Pedro das dos outros santos populares?

Sardinhas, vinho e procissões. À primeira vista, as festas populares em honra de São Pedro são semelhantes às dos outros santos populares. No entanto, há locais, como o Montijo, que celebram o Santo Padroeiro dos Pescadores com a queima do batel.

Se Santo António é retratado com o menino Jesus ao colo e São João com um carneiro, São Pedro distingue-se das imagens graças às chaves que segura na mão. Aquelas são as chaves das portas do céu e é São Pedro que tem o poder de decidir quem entra, como se pode ler no Evangelho segundo São Mateus:

“E eu te darei as chaves do reino dos céus”, disse-lhe Jesus Cristo.

Porque se diz que é ele o responsável pelo tempo?

Nada na Bíblia indica que, entre as muitas responsabilidades do Príncipe dos Apóstolos, estivesse o comando do tempo. A tradição popular que levou as pessoas a culparem São Pedro pelo bom ou mau tempo está relacionada com a sua função de guardião do céu.

“E eu te darei as chaves do reino dos céus; e tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus”

O relato bíblico com esta frase de Jesus Cristo fez com que as pessoas relacionassem a abertura ou o encerramento das portas do céu com a caída da chuva.

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Fotomontagem: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
24
Jun22

QUADRAS SOLTAS (S. João)


Mário Silva Mário Silva

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QUADRAS SOLTAS (S. João)

24 DSC07605_S João

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Nas ruas p'lo S. João,

Até p'ra quem pouco resta,

Há sardinhas, vinho e pão

P'ra razão da sua festa.

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Com o cheiro a manjerico

E a sardinha na brasa,

Vem tudo p'ro bailarico

Não fica ninguém em casa.

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Nos versos dos papelinhos

Que há presos aos manjericos,

Vão sempre alguns recadinhos

Das moças p'ros namoricos.

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Enquanto alguns namorados

Vão trocando o coração,

Há muitos beijos roubados

Na noite de S. João.

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Vim à festa neste dia

Para arranjar quem me queira,

Não quero ficar p'ra tia,

Nem tenho jeito p'ra freira.

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Vêm moças de calção,

Com decotes atrevidos,

P'ra pedir ao S. João

Namorados e maridos.

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Fiquei louca e presa a ti

Quando comigo dançaste,

E nunca mais esqueci

O beijo que me roubaste.

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Depois do baile acabar

Aquilo que a gente fez,

Estou louca por voltar

A faze-lo outra vez.

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A S. João mas com medo

Toda a verdade contou.

Quando lhe disse o segredo

Até o santo corou.

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Se estamos a namorar,

Tua mãe daqui não sai,

Deve ser por se lembrar

O que fez com o teu pai.

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O S. João já não tem

Para todas um marido,

Pois há homens que também

Lhe fazem esse pedido.

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Quando a fogueira saltaste

Houve grande burburinho,

Eu não sei o que queimaste,

Mas pelo cheiro adivinho.

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_____   Isidoro Cavaco   _____

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Montagem Fotográfica: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
01
Jul21

Junho 2021 - Retrospetiva - Águas Frias - Chaves - Portugal


Mário Silva Mário Silva

JUNHO  2021
 
Retrospetiva dos momentos, paisagens, lugares, pormenores e outros, captados no mês de junho na aldeia transmontana de
 
Águas Frias - Chaves - Portugal
 

 

Mário Silva 📷
27
Jun21

Uma réstia da aldeia transmontana e Miguel Torga


Mário Silva Mário Silva

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Uma réstia da aldeia transmontana - Águas Frias -Chaves – Portugal

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Continuando, como um sinal de entusiasmo e gratidão ao autor que tão bem descreveu e enalteceu a região de Trás-Os-Montes – Miguel Torga, aqui deixo mais um dos seus poemas.

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 LIVRO DE HORAS

Aqui diante de mim,
eu, pecador, me confesso
de ser assim como sou.

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Me confesso o bom e o mau
que vão ao leme da nau
nesta deriva em que vou.

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Me confesso
possesso
das virtudes teologais,
que são três,

.

e dos pecados mortais,
que são sete,
quando a terra não repete
que são mais.

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Me confesso
o dono das minhas horas
O das facadas cegas e raivosas,
e o das ternuras lúcidas e mansas.

.

E de ser de qualquer modo
andanças
do mesmo todo.

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Me confesso de ser charco
e luar de charco, à mistura.
De ser a corda do arco
que atira setas acima
e abaixo da minha altura.

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Me confesso de ser tudo
que possa nascer em mim.
De ter raízes no chão
desta minha condição.
Me confesso de Abel e de Caim.

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Me confesso de ser Homem.
De ser um anjo caído
do tal céu que Deus governa;
de ser um monstro saído
do buraco mais fundo da caverna.

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Me confesso de ser eu.
Eu, tal e qual como vim
para dizer que sou eu
aqui, diante de mim!

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                                                                                                                      Miguel Torga

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Mário Silva 📷
23
Jun21

Uma parcela da aldeia transmontana e Miguel Torga


Mário Silva Mário Silva

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Uma parcela da aldeia transmontana- Águas Frias -Chaves – Portugal

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Trás-Os-Montes, região que Miguel Torga tanto adorava e que imortalizou nos seus vários Livros e Diários.

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COMEÇO

“Magoei os pés no chão onde nasci.
Cilícios de raivosa hostilidade
Abriram golpes na fragilidade
De criatura
Que não pude deixar de ser um dia.
Com lágrimas de pasmo e de amargura
Paguei à terra o pão que lhe pedia.

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Comprei a consciência de que sou
Homem de trocas com a natureza.
Fera sentada à mesa
Depois de ter escoado o coração
Na incerteza
De comer o suor que semeou,
Varejou,
E, dobrada de lírica tristeza,
Carregou.”

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                                                                                                                      Miguel Torga

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19
Jun21

Tranquilidade - Águas Frias (Chaves) - Portugal


Mário Silva Mário Silva

Duas casas na aldeia de Águas Frias (Chaves) Portugal,

envoltas pela Natureza.

A tranquilidade é a palavra certa para definir a imagem

e a própria aldeia.

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TRANQUILIDADE

 

“Apenas desejo a tranquilidade e o descanso, que são os bens que os mais poderosos reis da terra não podem conceder a quem os não pode tomar pelas suas próprias mãos.”

René Descartes

 

“Não é a riqueza nem a pompa, mas a tranquilidade e a ocupação que dão felicidade.”

Thomas Jefferson

 

“Quem vive na tranquilidade, que seja mais ativo; quem vive na atividade deve encontrar tempo para descansar. Segue a natureza: ela te lembrará que fez o dia e a noite.”

Sêneca

 

“Não me prendo a nada que me defina. Sou companhia, mas posso ser solidão. Tranquilidade e inconstância, pedra e coração. Sou abraços, sorrisos, ânimo, bom humor, sarcasmo, preguiça e sono. Música alta e silêncio. Serei o que se quiser, mas só quando eu quiser. Não me limito, não sou cruel comigo! Serei sempre apego pelo que vale a pena e desapego pelo que não quer valer… Suponho que me entender não é uma questão de inteligência e sim de sentir, de entrar em contato. Ou toca, ou não toca.”

Clarice Lispector

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15
Jun21

Janela de casa em ruínas - Águas Frias (Chaves) - Portugal


Mário Silva Mário Silva

💠     💠     💠

Uma janela de uma casa antiga e já em estado de deterioração … a janela sem portadas e caixilhos … está sempre aberta … deixando a nu a progressiva ruína … as telhas caídas, as traves corroídas pelo tempo … a solidão.

💠     💠     💠

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As Janelas do Meu Quarto

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Tenho quarenta janelas,
nas paredes do meu quarto,
sem vidros nem bambinelas,
posso ver através delas,
o mundo em que me reparto.
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Por uma entra a luz do sol,
por outra a luz do luar,
por outra a luz das estrelas,
que andam no céu a rolar.
.
Por esta entra a Via Láctea,
como um vapor de algodão,
por aquela a luz dos homens,
pela outra a escuridão.
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Pela maior entra o espanto,
pela menor a certeza,
pela da frente a beleza,
que inunda de canto a canto.
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Pela quadrada entra a esperança,
de quatro lados iguais,
quatro arestas, quatro vértices,
quatro pontos cardeais.
.
Pela redonda entra o sonho,
que as vigias são redondas,
e o sonho afaga e embala,
à semelhança das ondas.
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Por além entra a tristeza,
por aquela entra a saudade,
e o desejo, e a humildade,
e o silêncio, e a surpresa.
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E o amor dos homens, e o tédio,
e o medo, e a melancolia,
e essa fome sem remédio,
a que se chama poesia.
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E a inocência, e a bondade,
e a dor própria, e a dor alheia,
e a paixão que se incendeia,
e a viuvez, e a piedade.
.
E o grande pássaro branco,
e o grande pássaro negro,
que se olham obliquamente,
arrepiados de medo.
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Todos os risos e choros,
todas as fomes e sedes,
tudo alonga a sua sombra,
nas minhas quatro paredes.
.
Oh janelas do meu quarto,
quem vos pudesse rasgar,
com tanta janela aberta,
falta-me a luz e o ar.
.    

António Gedeão

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11
Jun21

Parcela do núcleo da aldeia e boa vizinhança - Águas Frias (Chaves) – Portugal


Mário Silva Mário Silva

Uma parcela do núcleo

da aldeia transmontana de

Águas Frias (Chaves) – Portugal

Nota-se que o edificado é bastante concentrado, em que a importância da boa vizinhança, foi um ideal dos primeiros habitantes desta Terra.

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A vizinhança, era sinónimo de entreajuda, de amizade, convívio e uma “muleta” para os momentos difíceis e de uma alegria coletiva quando havia motivo para festejar.

Antigamente, possivelmente era assim …

… e atualmente? …

Será que a cooperação foi superada pelo egocentrismo …?

Será que o coletivo foi substituído pelo individualismo?

Será que a modernidade é sinónimo de melhoramento?

Eu não sei!!!

E você?

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                                                                                                                                 Mário Silva

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07
Jun21

Na rua da Paz - Águas Frias (Chaves) - Portugal


Mário Silva Mário Silva

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Na rua da Paz … rua de sossego … rua pequena, como é a aldeia transmontana de Águas FriasChavesPortugal.

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                              ODE  À  PAZ

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Pela verdade, pelo riso, pela luz, pela beleza,
Pelas aves que voam no olhar de uma criança,
Pela limpeza do vento, pelos atos de pureza,
Pela alegria, pelo vinho, pela música, pela dança,
Pela branda melodia do rumor dos regatos,
.
Pelo fulgor do estio, pelo azul do claro dia,
Pelas flores que esmaltam os campos, pelo sossego dos pastos,
Pela exatidão das rosas, pela Sabedoria,
Pelas pérolas que gotejam dos olhos dos amantes,
Pelos prodígios que são verdadeiros nos sonhos,
Pelo amor, pela liberdade, pelas coisas radiantes,
Pelos aromas maduros de suaves outonos,
Pela futura manhã dos grandes transparentes,
Pelas entranhas maternas e fecundas da terra,
Pelas lágrimas das mães a quem nuvens sangrentas
Arrebatam os filhos para a torpeza da guerra,
Eu te conjuro ó paz, eu te invoco ó benigna,
Ó Santa, ó talismã contra a indústria feroz.
Com tuas mãos que abatem as bandeiras da ira,
Com o teu esconjuro da bomba e do algoz,
Abre as portas da História,
                               deixa passar a Vida!
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                                                                    Natália Correia, in "Inéditos (1985/1990)"

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30
Jun20

Um gato no telhado


Mário Silva Mário Silva

 

Um gato no telhado

 

repousado,
na cumeeira de um telhado
olhando
e desfrutando
breves miares ao luar
breves melodias pelo ar
que varrem esta aldeia
perdida entre outras aldeias…

DSC07643_msgostava de estar aí sentado
nessa cumeeira
beijada pela lua
gostava de escutar nesse lugar
os sons desta aldeia “viva”
escondido por entre os ramos da noite
e cantar,
com uma guitarra nas mãos


qualquer coisa sonante
ou uma qualquer balada…
mas não sou sequer ágil
para estar sentado
nessa cumeeira ao luar
nem tão pouco ágil
para despontar acordes
desta guitarra sem cordas…


                                                                                                       Bruno Ribeiro

 

🐈



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🐈                 🐈                🐈

 

 

 

 

 

 

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27
Jun20

Vacas pastam sempre viradas para Norte ou Sul


Mário Silva Mário Silva

 

 

Vacas pastam sempre viradas

para Norte ou Sul

 

Cientistas alemães da Universidade de Duisburgo-Essen analisaram milhares de imagens de satélite do Google Earth e detetaram que as manadas de gado pastam ou descansam sempre viradas para Norte ou Sul, mas nunca para Este ou Oeste.

Os cientistas acreditam que as vacas orientam sempre os seus corpos para Norte ou Sul devido à influência do campo magnético da Terra, e não da posição do Sol ou direção do vento, duas hipóteses excluídas no estudo publicado na “Proceedings for the National Academy of Sciences“.

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A exceção a este comportamento verifica-se em África e na América do Sul, onde as vacas se viram ligeiramente para Nordeste-Sudoeste.

«Mas é sabido que o campo magnético da Terra é muito mais fraco nesses locais», explicou à BBC Sabine Begall, da Universidade de Duisburgo-Essen.

Muitas espécies – como aves, salmões ou morcegos – utilizam o campo magnético da terra para se guiarem, como se tratasse de um GPS natural.

Para além da análise das imagens de satélite, os cientistas observaram no terreno 2,974 veados selvagens em 277 locais da República Checa, tendo obtido conclusões semelhantes.

As observações revelaram que a maioria dos veados pasta ou descansa virado para Norte, enquanto que cerca de um terço o faz virado para sul, um comportamento que, especulam os cientistas, poderá ter como objetivo a defesa contra predadores.

 

In: https://pplware.sapo.pt/informacao/vacas-pastam-sempre-viradas-para-norte-ou-sul/

 

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24
Jun20

Faveira e a sua flor


Mário Silva Mário Silva

 

 

 

Faveira e a sua flor

 

Fava é a denominação de um ou mais espécies de plantas da família das Fabaceae, em especial da espécie Vicia faba.

As flores, hermafroditas e grandes, dispõem-se em cachos pedunculados. Possuem corola papilionácea branca, com asas anegradas. Os estames são diadelfos, em geral dez ou mais de dez. A floração ocorre quase todo o ano.

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As favas são originárias do Próximo-Oriente segundo os primeiros restos arqueológicos datados de seis a sete mil anos A.C.

A sua utilização como alimento foi, entretanto, disseminada pela região mediterrânica, tendo o Império Romano tido um papel importante no aumento do seu consumo.

As expansões marítimas dos Reinos Ibéricos terão feito chegar a fava à América.

No presente o seu consumo é global.

 

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🌼          🌼

 

 

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21
Jun20

UM RAIO DE SOL


Mário Silva Mário Silva

 

 

UM RAIO DE SOL


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Por entre pesadas nuvens,
Um tímido raio de sol
Esgueira-se e por fim surge
Iluminando todo o arrebol.

Tinge de belo o horizonte,
Desde o carmim ao alaranjado,
Traz a luz por cima do monte,
E clareia por todo lado!

São cores as mais sutis,
Que trazem o sol gentil,
Faz o mundo mais feliz
Inspirando amores mil!

 

Fatinha Mussato

 

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🌤             🌞             🌤

 

 

 

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18
Jun20

Planta Campestre - "Serapias vomeracea"


Mário Silva Mário Silva

 

Serapias vomeracea

 

Serapias vomeracea , nome comum serapias de lábios longos ou serapias de arado , é uma espécie de orquídea do gênero Serapias.

 

Etimologia

O nome Serapias do gênero deriva do grego Sarapis , o deus greco-egípcio, já usado nos tempos antigos para nomear algumas orquídeas. O nome latino vomeracea desta espécie refere-se à forma da porção apical do labelo (epicile), remanescente do arado.

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Descrição

Serapias vomeracea é uma planta herbácea perene com dois tubérculos subterrâneos ovóides. Esta espécie é altamente variável em cor e forma. Atinge uma altura de 20 a 40 centímetros com um máximo de 60 centímetros. O caule é verde, com duas folhas basais membranosas e 6-8 folhas superiores, lanceoladas e verdes ou avermelhadas brilhantes.

 

A inflorescência é composta por uma haste estreita e alongada, com três a dez flores. As brácteas relevantes são lanceoladas e muito mais longas que as tepals . Sua cor é vermelho-púrpura, com venação longitudinal mais escura. Os tepals externos são lanceolados e eretos, formando uma estrutura semelhante a um capacete. Sua cor é vermelho-púrpura ou rosada, com veias de cor mais escura. As tépalas laterais internas são roxo-acastanhadas e quase totalmente escondidas pelo capacete.

 

O labelo é vermelho-tijolo, trilobado e maior que os outros tepals. A porção basal (hipótilo) do labelo é côncava e encerrada no capacete, com dois lobos laterais elevados e peludos. A porção apical do labelo (epicile) é lanceolada triangular, geralmente vermelho-púrpura e bastante cabeluda. O dente reto está ausente. O período de floração se estende de março a junho.

 

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Ver também:

 
 
 
 
🌾               🌿               🌾
 
 
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15
Jun20

Raízes de sentimento em campos floridos


Mário Silva Mário Silva

 

 

Raízes de sentimento

em campos floridos

 

“Quem tentar possuir uma flor, verá sua beleza murchando. Mas quem apenas olhar uma flor num campo, permanecerá para sempre com ela.”

 

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Raízes de sentimento em campos floridos

 

Paisagens de vida em sentido imaginário

Jardins em flor, perfumes desvinculados

Verdes ansiedades em desejo perdulário

Toques fortes em corações apaixonados

 

Reflexão concebida em neutros desejos

Amor sentido no estrelar do sentimento

Aguam lábios com sabor a doces beijos

Arejadas flores imergem ao pensamento

 

Fantasias imaginárias em solitário pensar

Emoções mélicas afluem perante o luar

Gerando sorrisos ajustados em reflexão

 

Raízes de sentimento em campos floridos

Confundem imaginários e puros sentidos

Na revolta da incerteza do nobre coração

.....................

R y k @ r d o

 

🌼               🍂               🌼   

 

 

Ver também:

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12
Jun20

Por entre as velhas árvores - Águas Frias - Trás-Os-Montes - PORTUGAL


Mário Silva Mário Silva

 

Velhas Árvores


Olha estas velhas árvores, mais belas
Do que as árvores moças, mais amigas,
Tanto mais belas quanto mais antigas,
Vencedoras da idade e das procelas...


O homem, a fera e o inseto, à sombra delas
Vivem, livres da fome e de fadigas:
E em seus galhos abrigam-se as cantigas
E os amores das aves tagarelas.

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Não choremos, amigo, a mocidade!
Envelheçamos rindo. Envelheçamos
Como as árvores fortes envelhecem,


Na glória de alegria e da bondade,
Agasalhando os pássaros nos ramos,
Dando sombra e consolo aos que padecem!

Olavo Bilac

 

🌳          🍂         🌳

 

Ver também:

 

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09
Jun20

A cancela - Trás-Os-Montes - PORTUGAL


Mário Silva Mário Silva

 

 

A CANCELA

(adaptado)

 

(…)

Bate a cancela do campo

Constantemente.

 

Bate ao vir a madrugada,

Bate, ao ir-se o sol no poente;

(Das sombras pela calada

Seu bater é mais dolente)

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Bate, se é noite enluarada,

Se escura é a noite e silente;

 

Bate a cancela da estrada

Constantemente. (Ou não …)

(…)

 

                                                                               Alberto de Oliveira

 

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Mário Silva 📷
06
Jun20

Pôr do Sol - PORTUGAL


Mário Silva Mário Silva

 

Pôr do Sol

 

A cada pôr do sol um novo horizonte

A cada amanhecer uma nova inspiração

A cada sorriso uma nova alegria

A todo instante uma nova emoção.

 

                            Wilton Lazarotto

 

Pôr do Sol

 

 

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Mário Silva 📷
03
Jun20

Flores campestres amarelas ...


Mário Silva Mário Silva

 

A flor amarela

 

Ela é tão bela, a florzinha amarela

É pequena, é serena, é amena

Ela é bela, amarela, é singela

Olha-la vale sempre a pena

 

A florzinha qu’aqui habita é bonita

É quente, é inocente, é diferente

É uma flor tão bonita, tão catita

Para quem a olha atentamente

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A flor nesta paragem é selvagem

É bela, assim como uma donzela

Que passa e n’aragem fica a imagem

A cor mais doce qu’o mundo cinzela

 

A florzinha amarela é aquela

Que guardo com devoção no coração

Porque é de todas a flor mais bela

Vê-la molha-me os olhos de emoção…

 

Claudia Moreira

 

https://pessoasepoetas.blogs.sapo.pt/22257.html

 

 

Ver também:

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http://mariosilva2020.blogs.sapo.pt 

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www.flickr.com/photos/7791788@N04

https://www.youtube.com/channel/UCH8jIgb8fOf9NRcqsTc3sBA?view_as=subscriber

 

 

 

 

 

 

 

 

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