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MÁRIO SILVA - Fotografia, Pintura & Escrita

*** *** A realidade é a "minha realidade" em imagens (fotografia, pintura) e escrita

14
Jan26

"O cata-vento numa rústica chaminé" - Águas Frias - Chaves - Portugal


Mário Silva Mário Silva

"O cata-vento numa rústica chaminé"

Águas Frias - Chaves - Portugal

14Jan DSC05373_ms.JPG

A fotografia foca-se num exemplar único de arte popular: um cata-vento antropomórfico em metal oxidado, instalado no topo de uma chaminé tradicional.

A figura representa um homem de perfil, usando um chapéu e o que parece ser um cigarro na boca, com uma grande "asa" traseira que permite ao engenho rodar conforme a direção do vento.

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O cenário é de uma ruralidade autêntica.

O telhado é composto por telhas de barro envelhecidas, onde crescem pequenos líquenes e musgo, denunciando a humidade e a passagem das décadas.

Ramos de árvores despidos de folhas emolduram a composição, enquanto o fundo apresenta um horizonte montanhoso sob um céu nublado, típico das paisagens de inverno em Chaves.

A pátina de ferrugem no cata-vento confere-lhe uma textura rica e uma cor terra que harmoniza perfeitamente com os tons do telhado.

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A Originalidade nas Raízes – Onde a Arte Encontra o Vento

A palavra "originalidade" deriva de "origem".

Muitas vezes confundimo-la com o bizarro ou o nunca antes visto, mas a fotografia de Mário Silva em Águas Frias lembra-nos que a verdadeira originalidade reside na capacidade de recriar o mundo com os pés assentes na terra.

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O Artesão como Artista Espontâneo

O cata-vento da imagem não saiu de uma linha de montagem industrial.

É fruto da mão de um artesão local — provavelmente um ferreiro— que decidiu conferir personalidade a um objeto puramente funcional.

A originalidade aqui manifesta-se no:

Aproveitamento de Materiais: O uso da chapa de metal que, sob o efeito da oxidação, ganha uma vida própria.

Design Antropomórfico: A escolha de representar uma figura humana, conferindo um ar "sentinela" à casa.

Integração Arquitetónica: A forma como a peça coroa a chaminé rústica, transformando um elemento técnico num marco visual da aldeia.

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A Fotografia como Resgate do Único

A originalidade também pertence ao olhar do fotógrafo.

Mário Silva não procura o monumento grandioso, mas sim o detalhe singular.

Ao isolar este cata-vento contra a imensidão das montanhas de Chaves, o autor eleva a arte popular ao estatuto de obra de arte.

É um convite a olhar para o que é comum e descobrir nele o que é excecional.

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O Valor do "Rústico" no Século XXI

Num mundo cada vez mais padronizado, o "rústico" torna-se a expressão máxima da originalidade.

Uma chaminé de Águas Frias, com o seu cata-vento enferrujado e as suas telhas desalinhadas, possui uma alma que a arquitetura moderna raramente consegue replicar.

É uma beleza que não tem medo das imperfeições; pelo contrário, alimenta-se delas para contar uma história.

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"A originalidade não consiste em dizer o que ninguém nunca disse, mas em dizer exatamente o que pensamos, com a voz que a nossa terra nos deu."

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
13
Jan26

“Fruto de Anis-estrelado” (Illicium verum)


Mário Silva Mário Silva

“Fruto de Anis-estrelado”

(Illicium verum)

13Jan DSC05113_ms.JPG

A fotografia de Mário Silva apresenta um plano aproximado (macro) de um fruto de anis-estrelado seco, captado num momento de grande expressividade visual.

A iluminação é quente e dourada, evocando a luz do pôr-do-sol, o que realça as tonalidades acobreadas e a textura rugosa dos carpelos.

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A composição foca-se na simetria radial da "estrela", cujas pontas se abrem para revelar as cavidades onde as sementes se desenvolvem.

O fundo, propositadamente desfocado (bokeh), em tons de verde e castanho, permite que o fruto se destaque como o elemento central, transformando uma especiaria comum numa verdadeira peça de escultura natural.

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Fruto de Anis-estrelado (Illicium verum): Uma Joia da Natureza

O anis-estrelado não é apenas uma especiaria aromática; é o fruto de uma árvore perene, a Illicium verum, nativa do sudoeste da China e do Vietname.

Reconhecido pela sua forma icónica de estrela, este fruto tem desempenhado um papel vital na medicina tradicional e na gastronomia global há milénios.

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Características Botânicas

O fruto é tecnicamente um agregado de folículos lenhosos arranjados em forma de estrela, geralmente com oito pontas.

Aroma: Deve o seu perfume característico ao anetol, o mesmo composto encontrado na erva-doce, embora o anis-estrelado tenha um sabor mais intenso e picante.

Estrutura: Cada "ponta" da estrela (carpelo) protege uma semente única, castanha e brilhante, embora o pericarpo (a casca) seja a parte mais aromática.

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Aplicações e Benefícios

A versatilidade do Illicium verum estende-se por várias áreas:

Gastronomia: É um ingrediente fundamental no "pó de cinco especiarias" chinês e no caldo vietnamita Phở.

Na Europa, é frequentemente utilizado para aromatizar bebidas alcoólicas, como o anis, e em doçaria tradicional.

Medicina: Possui propriedades carminativas e digestivas, sendo muito utilizado em infusões para aliviar gases e cólicas.

Indústria Farmacêutica: Curiosamente, este fruto é a principal fonte de ácido chiquímico, a matéria-prima utilizada para produzir o oseltamivir (Tamiflu), o fármaco usado no tratamento da gripe.

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Um Alerta Importante

É crucial não confundir o anis-estrelado verdadeiro com o anis-estrelado japonês (Illicium anisatum).

Apesar de visualmente semelhantes, a variante japonesa é altamente tóxica e imprópria para consumo, sendo utilizada no Japão apenas como incenso.

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O anis-estrelado é o exemplo perfeito de como a natureza combina beleza estética com utilidade prática, servindo simultaneamente como condimento, remédio e inspiração artística.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
12
Jan26

Uma casa típica transmontana - Paradela de Monforte – Chaves – Portugal


Mário Silva Mário Silva

Uma casa típica transmontana

Paradela de Monforte – Chaves – Portugal

12Jan DSC05086_ms.JPG

A fotografia de Mário Silva transporta-nos para o coração de Trás-os-Montes, apresentando uma habitação que é um exemplo vivo da arquitetura vernácula regional.

A composição destaca a robustez do granito, material predominante na base da casa, onde as marcas do tempo e o musgo conferem uma textura orgânica à construção.

O elemento central é a escadaria exterior de pedra, que conduz ao piso superior (a zona habitacional), protegida por um corrimão de ferro forjado com um desenho geométrico simples.

No sopé das escadas, um pequeno portão de ferro pintado de tons avermelhados delimita o espaço.

As paredes do andar superior são rebocadas e caiadas de branco, contrastando com o peso da pedra do rés-do-chão, enquanto o telhado de telha cerâmica tradicional completa este quadro de autenticidade e memória.

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A Casa Transmontana – Onde a Pedra Guarda a História

A arquitetura tradicional de Trás-os-Montes, como a captada em Paradela de Monforte, não é apenas uma escolha estética; é uma lição de sobrevivência e adaptação ao clima rigoroso e à geografia da região "para lá dos montes".

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A Anatomia da Casa Típica

A casa transmontana clássica, particularmente na zona de Chaves, segue uma organização funcional muito específica que espelha o modo de vida agrícola de outrora:

Rés-do-chão (Lojas): Construído em granito grosso para suportar o peso e isolar. Antigamente, servia para guardar o gado, alfaias agrícolas e a adega. O calor dos animais ajudava a aquecer o piso superior.

Piso Superior: A zona de habitação da família. É aqui que se encontra a cozinha (o centro da casa com a sua lareira) e os quartos.

Escada Exterior: Um elemento iconográfico. Como o piso inferior era para os animais e trabalho, o acesso à casa fazia-se por fora, muitas vezes culminando num patamar chamado "balcão".

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A Simbiose com a Paisagem

Estas casas parecem brotar diretamente do chão.

O uso do granito local não só facilitava a construção, como permitia que a habitação tivesse uma inércia térmica fundamental: manter o fresco nos verões tórridos do interior e preservar o calor durante os invernos gelados.

O reboco branco no andar superior, visível na fotografia de Mário Silva, tinha também uma função prática e social.

A cal protegia as paredes e refletia a luz, conferindo uma sensação de limpeza e dignidade à moradia.

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Um Património em Preservação

Hoje, estas casas são mais do que habitações; são contentores de memória.

Em aldeias como Paradela de Monforte, a preservação destes detalhes — o portão de ferro, a pequena lanterna sobre a porta, a disposição das janelas — é o que mantém viva a identidade cultural do norte de Portugal.

Ver uma fotografia destas é recordar um tempo em que o ritmo da vida era ditado pelas estações e pela terra, e onde a casa era o refúgio seguro contra a dureza da montanha.

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"Trás-os-Montes não é apenas um lugar no mapa, é um estado de espírito gravado na pedra das suas casas."

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
11
Jan26

Igreja de São Cornélio – Travancas – Chaves – Portugal


Mário Silva Mário Silva

Igreja de São Cornélio

Travancas – Chaves – Portugal

11Jan DSC04216_ms.JPG

A fotografia de Mário Silva capta a simplicidade e a serenidade da Igreja de São Cornélio, situada em Travancas, no concelho de Chaves.

A composição destaca-se pelos seguintes elementos:

Arquitetura Tradicional: O edifício apresenta a traça típica das Beiras e de Trás-os-Montes, com paredes caiadas de branco e uma robusta cobertura de telha de barro avermelhada.

O Campanário: À esquerda, ergue-se uma torre sineira modesta e quadrangular, integrada na estrutura, que confere verticalidade ao conjunto.

O Contexto Local: A igreja assenta sobre um pavimento de paralelepípedos (calçada), num plano ligeiramente inclinado que sugere a topografia acidentada da região flaviense.

Luz e Cor: A edição da imagem utiliza tons quentes e uma vinheta suave, que acentuam o caráter histórico e intemporal do local, evocando uma sensação de paz e isolamento rural.

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Vida e Obra de São Cornélio: O Papa da Misericórdia

São Cornélio foi uma figura central do cristianismo do século III, tendo servido como o 21.º Papa da Igreja Católica entre os anos 251 e 253 D.C.

A sua vida foi marcada pela coragem face à perseguição romana e pela defesa da unidade da Igreja.

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A Eleição num Clima de Perseguição

Após o martírio do Papa Fabiano, a cadeira de Pedro ficou vazia durante mais de um ano devido à violenta perseguição do Imperador Décio.

Cornélio foi eleito sob grande risco pessoal, numa altura em que ser cristão era um crime punível com a morte.

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O Conflito com Novaciano (O Rigorismo)

O maior desafio do seu pontificado não veio de fora, mas de dentro da Igreja.

Surgiu a questão dos "Lapsi" — cristãos que, por medo da tortura ou morte, tinham renunciado à fé ou oferecido sacrifícios a deuses pagãos.

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Novaciano: Defendia que a Igreja não tinha poder para perdoar quem tivesse pecado gravemente (apostasia).

São Cornélio: Apoiado por São Cipriano de Cartago, defendeu a misericórdia.

Cornélio estabeleceu que, após uma penitência sincera, os "Lapsi" poderiam ser reintegrados na comunhão da Igreja.

Este princípio de perdão e reconciliação tornou-se um pilar do catolicismo.

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Martírio e Legado

Com a ascensão do Imperador Galo, as perseguições recomeçaram.

Cornélio foi exilado para Centumcellae (atual Civitavecchia), onde viria a morrer em 253 D.C.

Embora algumas fontes sugiram uma morte por maus-tratos no exílio, a Igreja venera-o como mártir.

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Curiosidade: Em muitas zonas rurais, como em Trás-os-Montes, São Cornélio é invocado como protetor do gado e dos animais domésticos, possivelmente devido à associação fonética do seu nome com a palavra latina cornu (corno/chifre).

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
10
Jan26

"Tanta vinha abandonada ... mas há sempre alguém resiliente ... e faz crescer uma nova" - Mário Silva


Mário Silva Mário Silva

"Tanta vinha abandonada ...

mas há sempre alguém resiliente ...

e faz crescer uma nova"

Mário Silva

10Jan DSC03487_ms.JPG

Esta é uma imagem que evoca a melancolia do mundo rural português, mas que, através do olhar de Mário Silva e do título escolhido, transforma-se numa narrativa de esperança.

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A fotografia "Tanta vinha abandonada ... mas há sempre alguém resiliente ... e faz crescer uma nova" transporta-nos para uma encosta marcada pela geometria das estacas de suporte, que se estendem como sentinelas de um tempo passado.

A luz quente do entardecer banha o terreno árido e as videiras despidas, conferindo um tom dourado e nostálgico à paisagem.

Ao fundo, no topo da colina, destaca-se uma imponente formação granítica — um "pousio" de rocha — que parece observar a passagem das gerações.

A imagem capta o contraste entre o aparente abandono da terra e a força silenciosa da natureza e do esforço humano que teima em recomeçar.

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A Resiliência da Terra — O Renascer entre as Cinzas do Abandono

O interior de Portugal é um cenário de contrastes profundos, onde a beleza da paisagem muitas vezes esconde a ferida aberta da desertificação humana.

A fotografia de Mário Silva confronta-nos com uma realidade visual gritante: as vinhas abandonadas.

Aquelas estacas, outrora orgulhosas e carregadas de fruto, surgem agora como esqueletos de uma economia e de um modo de vida que muitos acreditam estar em declínio.

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O Ciclo do Esquecimento

O abandono de uma vinha não é apenas a perda de uma cultura agrícola; é o desvanecer de uma herança.

Cada videira arrancada ou deixada ao abandono representa braços que partiram para a cidade ou para o estrangeiro, e mãos envelhecidas que já não conseguem sustentar a tesoura de poda.

É o silêncio que ocupa o lugar das vozes das vindimas.

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A Figura do Resiliente

Contudo, o título da obra aponta para o elemento que mantém o mundo rural vivo: a resiliência.

No meio de hectares de desolação, há sempre alguém — o herdeiro apaixonado, o jovem que regressa às origens, ou o resistente que nunca saiu — que decide que o ciclo não termina ali.

Fazer crescer uma vinha nova num terreno rodeado de abandono é um ato de coragem, quase de rebeldia. Exige:

Paciência: Para preparar a terra exausta.

Fé: No clima e no mercado, tantas vezes madrastos.

Visão: Para ver o vinho futuro onde outros apenas veem silvados e esquecimento.

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O Futuro que Brota do Granito

Tal como as rochas graníticas que pontuam a paisagem da fotografia — imutáveis e sólidas — a vontade humana de cultivar e produzir é um pilar da nossa identidade.

A "nova vinha" mencionada por Mário Silva é mais do que agricultura; é um sinal de que, enquanto houver alguém disposto a cuidar da terra, a paisagem nunca estará verdadeiramente morta.

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A resiliência é o adubo mais forte.

É ela que garante que, por cada encosta esquecida, haverá um novo rebento verde a desafiar o cinzento do tempo, provando que a vida, tal como o bom vinho, tem a capacidade de se renovar e de surpreender quem sabe esperar por ela.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
09
Jan26

Pisco-de-peito-ruivo (Erithacus rubecula) de papo cheio – Mário Silva


Mário Silva Mário Silva

Pisco-de-peito-ruivo (Erithacus rubecula) de papo cheio

Mário Silva

09Jan DSC03482_ms.JPG

Esta é mais uma captura de Mário Silva, onde o detalhe e a luz se unem para contar uma pequena história da natureza.

A fotografia "Pisco-de-peito-ruivo (Erithacus rubecula) de papo cheio" retrata esta pequena ave emblemática num momento de repouso e aparente satisfação.

Pousado no topo de um tronco rugoso, o Pisco destaca-se contra um fundo suavemente desfocado (“bokeh”) em tons de terra e verde.

A iluminação lateral e quente realça a textura das penas e o volume arredondado do peito, conferindo-lhe uma aura quase dourada.

A postura da ave, firme e vigilante, mas tranquila, transmite a ideia de abundância e vitalidade num cenário natural.

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Estar de Papo Cheio — Entre a Fartura e a Saturação

Na sabedoria popular e na biologia, a expressão "estar de papo cheio" carrega consigo uma dualidade fascinante.

Literalmente, como vemos na objetiva de Mário Silva, é o símbolo da sobrevivência e do sucesso.

Para um pequeno pisco-de-peito-ruivo, ter o papo cheio é a garantia de energia para enfrentar a noite fria ou a dureza do inverno; é o resultado de uma caçada bem-sucedida e o sinal de que a natureza, naquele momento, foi generosa.

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No entanto, quando transpomos esta expressão para o domínio humano e para o nosso quotidiano, o significado ganha camadas mais complexas, oscilando entre a satisfação plena e a saturação.

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A Satisfação da Abundância

No seu sentido mais positivo, "estar de papo cheio" remete para a ideia de conforto.

É aquele estado de espírito que se segue a um bom jantar em família ou à conclusão de um projeto exigente.

É a sensação de dever cumprido e de necessidades satisfeitas.

Neste contexto, o "papo cheio" é um porto seguro, um momento de pausa onde não há falta, apenas plenitude.

É a celebração do que conquistámos.

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O Limite da Saturação

Por outro lado, a língua portuguesa é fértil em ironias.

Frequentemente, usamos a expressão para indicar que chegámos ao nosso limite:

"Já estou de papo cheio disto!".

Aqui, a fartura transforma-se em excesso.

O que era nutrição passa a ser peso.

Estar de papo cheio de uma situação, de uma conversa ou de uma rotina significa que a paciência se esgotou e que já não há espaço para absorver nem mais um grão de preocupação.

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O Equilíbrio Necessário

Tal como o pequeno pisco da fotografia, que após se alimentar precisa de tempo para digerir e observar o mundo do alto do seu galho, também nós precisamos de gerir os nossos momentos de "papo cheio".

A vida exige que saibamos distinguir a fartura que nos alimenta da saturação que nos desgasta.

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Em suma, "estar de papo cheio" é uma chamada de atenção da nossa condição cíclica.

Quer estejamos a transbordar de alegria ou no limite da nossa resistência, a expressão convida-nos a parar, a reconhecer o nosso estado e, tal como a ave que se prepara para o próximo voo, a decidir o que fazer com o que acumulámos.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
08
Jan26

"O fumo que sai da chaminé do chupão" – Mário Silva


Mário Silva Mário Silva

"O fumo que sai da chaminé do chupão"

Mário Silva

08Jan DSC03475_ms.JPG

Esta fotografia de Mário Silva é uma ode à vida rural e ao aconchego do lar nas regiões mais frias de Portugal.

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A fotografia "O fumo que sai da chaminé do chupão" capta uma paisagem de uma beleza nostálgica e etérea.

Em primeiro plano, vemos tons outonais de castanho e oiro na vegetação rasteira.

No vale, aninhada entre árvores de folha caduca, destaca-se uma pequena casa branca de onde emana uma coluna de fumo branco e denso.

A neblina ou a luz difusa do sol de inverno envolve toda a encosta, criando uma atmosfera de mistério.

No ponto mais alto da composição, recortado contra um céu pálido, surge a silhueta imponente de um castelo (de Monforte de Rio Livre), que observa silenciosamente a vida que palpita no vale através daquele fumo que sobe.

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O Fumo que Sai da Chaminé do Chupão — O Coração da Casa

Há sinais que, na paisagem rural portuguesa, valem mais do que mil palavras.

O fumo branco que se eleva de uma chaminé, num dia de inverno, é o mais eloquente de todos.

Na obra de Mário Silva, esse fumo não é apenas um detalhe visual; é a prova de vida, de calor e de resistência humana frente à imensidão da montanha e à História gravada nas pedras do castelo ao fundo.

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O Que é o "Chupão"?

Para quem conhece a arquitetura tradicional do interior de Portugal, o termo "chupão" evoca memórias muito específicas.

Refere-se às grandes chaminés de base larga, típicas das casas de pedra, que se abrem sobre a lareira.

É uma estrutura feita para "chupar" o fumo de um fogo que raramente se apaga durante os meses de frio.

No chupão, o fogo serve para cozinhar, para aquecer o corpo e, muitas vezes, para curar o fumeiro que alimentará a família durante o ano.

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O Contraste entre o Poder e o Quotidiano

A composição desta fotografia estabelece um diálogo fascinante:

O Castelo: No topo, o símbolo do poder, da guerra e da história antiga.

É estático, frio e monumental.

O Chupão: No vale, o símbolo do quotidiano, do conforto e da sobrevivência.

O fumo é dinâmico, efémero e quente.

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Enquanto o castelo nos fala de um tempo de reis e conquistas, o fumo da chaminé fala-nos do aqui e do agora.

Diz-nos que alguém acabou de colocar uma acha de carvalho no fogo; que talvez haja uma panela de ferro ao lume com um caldo verde ou um cozido; que a vida continua, simples e resiliente, aos pés da grande montanha.

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O Fumo como Sinal de Hospitalidade

Em Trás-os-Montes, ver fumo a sair de uma chaminé é um convite implícito à humanidade.

Representa o aconchego.

Num cenário onde a natureza pode ser agreste e o isolamento é uma realidade, aquela coluna branca é um farol.

É o "calor do lar" tornado visível.

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Mário Silva, ao escolher este título e este ângulo, convida-nos a valorizar o pequeno e o íntimo.

O fumo que sai do chupão é a alma da casa a respirar.

É o elo de ligação entre a terra e o céu, lembrando-nos que, mesmo sob a sombra de castelos milenares, a maior vitória humana é, muitas vezes, manter o lume aceso e a casa quente.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
07
Jan26

"O Ocaso" e um soneto - Mário Silva


Mário Silva Mário Silva

"O Ocaso"

e um soneto

Mário Silva

07Jan DSC03504_ms.JPG

A fotografia "O Ocaso", de Mário Silva, apresenta uma paisagem crepuscular onde o horizonte é dominado por uma gradação vibrante de laranjas e amarelos.

No lado esquerdo, destaca-se a silhueta negra e detalhada de uma árvore despida, cujos ramos parecem tentar tocar o sol que se põe.

O primeiro plano é composto por sombras densas e terrenos irregulares, criando um contraste profundo que acentua a luminosidade do céu e a atmosfera de tranquilidade e despedida do dia.

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                      O  Ocaso

 

O sol mergulha, em fogo, no horizonte,

Tingindo o céu de oiro e de escarlate.

No peito, o dia trava o seu combate,

E a luz desce, submissa, sobre o monte.

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Eis que a árvore, em silhueta, se defronte,

Ao brilho que, no ocaso, se debate,

Num último e sereno xeque-mate,

Bebendo a cor na derradeira fonte.

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As sombras crescem, mansas, pelo chão,

A terra envolve-se em manto de veludo,

No fim de um ciclo, em plena solidão.

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Fica o silêncio, imenso e quase mudo,

Guardando a luz na palma da sua mão,

Neste instante em que o nada se faz tudo.

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Texto, Soneto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
06
Jan26

"A Adoração dos Reis Magos" - Mário Silva


Mário Silva Mário Silva

"A Adoração dos Reis Magos"

Mário Silva

06Jan Image_vjet3svjet3svjet_ms.jpg

A imagem é uma composição digital meticulosa que reinterpreta o tema bíblico da Natividade.

A cena desenrola-se no interior de uma cabana de madeira rústica, sob a luz de uma estrela radiante que domina o centro superior da composição.

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As Figuras Centrais: O Menino Jesus repousa numa manjedoura de palha, rodeado por Maria, com o seu manto azul tradicional, e José, que segura um cajado.

Ambos emanam uma expressão de serenidade e devoção.

Os Reis Magos: A particularidade desta obra reside nos três Reis Magos.

Cada um deles apresenta o mesmo rosto — uma personalização que sugere uma autorreferência ou uma homenagem específica.

Estão trajados com vestes sumptuosas em tons de vermelho, azul e púrpura, adornadas com bordados dourados e mantos de arminho, transportando as tradicionais oferendas (ouro, incenso e mirra) em cofres trabalhados.

O Ambiente: A iluminação é quente, proveniente de lanternas laterais e da estrela guia, criando um jogo de luz e sombra que realça as texturas da madeira e do feno.

No fundo, a presença discreta do boi e do burro completa a iconografia clássica do presépio.

Simbolismo: A repetição do rosto nos três magos confere à peça um caráter surrealista e introspetivo, como se o autor se multiplicasse na sua própria busca pelo sagrado.

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A Adoração dos Reis Magos: Entre a Tradição e a Identidade

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Um Tema Universal

O tema da "Adoração dos Reis Magos" é um dos mais revisitados na história da arte ocidental, desde os mestres do Renascimento até à era digital.

Representa o momento do reconhecimento: a revelação de uma divindade ao mundo através da visita de sábios vindos do Oriente.

Na obra de Mário Silva, este conceito ganha uma nova camada de leitura através da manipulação da identidade.

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A Fusão da Tradição com o "Eu"

Ao integrar rostos contemporâneos e específicos nas figuras dos magos, o artista quebra a barreira do tempo.

Não se trata apenas de uma representação histórica ou religiosa, mas de uma inserção pessoal no mito.

Esta escolha artística sugere que a jornada dos magos — a procura pela luz e pelo conhecimento — é uma experiência individual e contínua, acessível a qualquer homem moderno.

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A Estética do Sagrado no Século XXI

A técnica utilizada demonstra como as ferramentas digitais podem servir a espiritualidade e a arte clássica.

A riqueza dos detalhes nas coroas e nos tecidos contrasta com a humildade da cabana, reforçando a mensagem central da Natividade: o encontro entre a glória e a simplicidade.

A estrela, posicionada no topo, serve como eixo de equilíbrio, unindo o divino ao terreno.

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Conclusão

"A Adoração dos Reis Magos" por Mário Silva é mais do que uma imagem natalícia; é um exercício de estilo e de reflexão.

Ao colocar-se no papel daqueles que oferecem o que têm de mais valioso, o artista convida o observador a refletir sobre o seu próprio papel perante os mistérios e as tradições que moldam a nossa cultura.

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Texto & Composição digital: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
05
Jan26

Acontecimentos relevantes - dezembro de 2025, em Portugal


Mário Silva Mário Silva

Acontecimentos relevantes - dezembro de 2025, em Portugal

O mês de dezembro de 2025 em Portugal foi marcado por uma intensa atividade política, social e económica, encerrando um ano de transformações significativas.

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Política e Justiça

Decisão sobre a Lei da Nacionalidade: No dia 15 de dezembro, o Tribunal Constitucional pronunciou-se sobre a proposta de revisão da Lei da Nacionalidade, declarando quatro normas como inconstitucionais.

Este veredicto travou o processo legislativo que pretendia alterar a forma como os prazos de residência para cidadania eram contabilizados.

Reestruturação Ministerial: O Ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre, anunciou uma reforma profunda na estrutura orgânica do ministério, reduzindo o número de organismos de 18 para apenas 7.

Esta medida incluiu a polémica extinção da FCT (Fundação para a Ciência e a Tecnologia) enquanto entidade autónoma.

Sucessão no SNS: O economista Álvaro Almeida foi nomeado pelo governo para liderar a Direção Executiva do Serviço Nacional de Saúde, sucedendo a António Gandra d'Almeida, com o objetivo de simplificar a gestão operacional dos hospitais.

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Economia e Sociedade

Greve Geral (11 de dezembro): Pela primeira vez em 12 anos, as duas principais centrais sindicais (CGTP e UGT) uniram esforços numa Greve Geral.

O protesto focou-se na contestação às alterações ao Código do Trabalho (Pacote Laboral) e nas reivindicações de perda de poder de compra.

Projeções do Banco de Portugal: No Boletim Económico de dezembro, o Banco de Portugal reviu em alta o crescimento do PIB para 2% em 2025, impulsionado pelo consumo privado e exportações.

Foi também confirmado um excedente orçamental na ordem dos 2,1%.

Crise da Habitação: O mês foi marcado por debates intensos sobre a especulação imobiliária, com os Verdes Europeus a reunirem-se em Lisboa para discutir soluções para o mercado habitacional português.

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Cultura e Eventos

Natal e Turismo: A ilha da Madeira registou receitas recorde e uma ocupação hoteleira de 80% para o fim de ano.

Em Lisboa, o Wonderland Lisboa e o mercado do Rossio voltaram a ser os centros da animação festiva.

Inauguração do Metro Mondego: Após décadas de espera, o sistema de Metrobus que liga Coimbra, Miranda do Corvo e Lousã entrou finalmente em funcionamento, utilizando o antigo traçado do Ramal da Lousã.

Património da Guarda: A Assembleia da República fixou a redação final para a salvaguarda do património imaterial do “Cobertor de Papa”, visando proteger esta tradição têxtil única da região da Guarda.

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Texto & Vídeo: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
05
Jan26

Mini e frágil cogumelo (Mycena capillaripes) – Mário Silva


Mário Silva Mário Silva

Mini e frágil cogumelo (Mycena capillaripes)

Mário Silva

05Jan DSC05251_ms.JPG

A fotografia é uma obra primorosa de macrofotografia, onde o detalhe e a escala desafiam a perceção comum do observador.

No centro da composição, ergue-se um exemplar solitário de Mycena capillaripes.

O cogumelo apresenta um chapéu (píleo) de forma cónica-campanulada, com uma tonalidade bege translúcida que permite ver as estrias radiais, sublinhando a sua natureza delicada e quase etérea.

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O cogumelo emerge de um tapete denso e vibrante de musgo verde.

A textura do musgo é captada com uma nitidez impressionante, assemelhando-se a uma floresta em miniatura, com tons que variam entre o verde-alface e o ocre.

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Composição e Luz: Mário Silva utiliza uma profundidade de campo muito reduzida (bokeh), o que faz com que o plano de fundo e as margens da imagem se transformem num nevoeiro suave de cores orgânicas.

A luz parece ser natural e filtrada, incidindo suavemente sobre o cogumelo e conferindo-lhe um brilho quase luminescente contra o verde saturado.

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No canto inferior direito, encontra-se a marca de água distintiva do fotógrafo, conferindo a autenticidade à obra.

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A Efemeridade no Chão da Floresta: O Pequeno Gigante Mycena capillaripes

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O Reino Oculto sob os Nossos Pés

Muitas vezes, ao caminharmos pelas florestas de Portugal, o nosso olhar perde-se na imponência das árvores ou na vastidão da paisagem.

No entanto, aos nossos pés, existe um universo de complexidade absoluta.

A fotografia de Mário Silva, "Mini e frágil cogumelo", é um convite para pararmos e reconhecermos a dignidade da vida em pequena escala.

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A Mycena capillaripes: Fragilidade com Propósito

O género Mycena é conhecido por agrupar cogumelos pequenos, muitas vezes descritos como "bonés de fada".

A espécie Mycena capillaripes destaca-se pela sua elegância.

Apesar da sua aparência frágil e do pé (estipe) fino como um fio de cabelo, este organismo desempenha um papel vital no ecossistema: a decomposição.

Estes fungos são os recicladores da natureza, transformando matéria orgânica morta em nutrientes que sustentarão a vida das plantas ao seu redor.

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O nome capillaripes deriva do latim, significando literalmente "pé de cabelo", uma referência direta à sua estrutura extremamente delgada que Mário Silva capta com precisão cirúrgica.

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A Arte de Observar o Invisível

A macrofotografia de natureza, tal como apresentada nesta obra, exige mais do que técnica; exige paciência e empatia.

Captar um espécime tão pequeno requer que o fotógrafo se baixe ao nível do solo, mudando a sua perspetiva do mundo.

Ao isolar o cogumelo no seu ambiente de musgo, o fotógrafo retira-o do anonimato da floresta e coloca-o num pedestal artístico.

A fragilidade mencionada no título não é uma fraqueza, mas sim uma característica da sua existência efémera — muitas destas espécies surgem e desaparecem no espaço de poucos dias, dependendo estritamente da humidade e da temperatura perfeitas.

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Conclusão

A obra de Mário Silva recorda-nos que a beleza não depende do tamanho.

A Mycena capillaripes é um lembrete da resiliência e da perfeição técnica da natureza.

Num mundo que valoriza o grandioso e o permanente, olhar para este "mini e frágil" ser é um exercício de humildade e de profunda apreciação pelo equilíbrio biológico que sustenta o nosso planeta.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
04
Jan26

“Igreja de São Cristóvão” - Outeiro Jusão – Chaves - Portugal


Mário Silva Mário Silva

“Igreja de São Cristóvão”

Outeiro Jusão – Chaves - Portugal

04Jan DSC03477_ms.JPG

A fotografia apresenta uma perspetiva solene e textural da Igreja de São Cristóvão, um exemplar notável do românico português.

A composição de Mário Silva destaca-se pela utilização magistral da luz, que incide sobre o granito austero, revelando a rugosidade da pedra e as marcas do tempo.

Captada de um ângulo que privilegia o portal principal, a imagem enfatiza a robustez da construção.

Há uma quietude intrínseca na fotografia.

O céu, muitas vezes límpido ou com nuvens suaves, contrasta com a solidez da pedra, criando um diálogo entre o eterno e o efémero.

A lente foca-se na simplicidade das linhas — as frestas estreitas, a sineira que se ergue contra o horizonte e a pureza do arco de volta perfeita.

Não há artifícios; a beleza reside na geometria sagrada e na integração da igreja com a paisagem rural de Chaves.

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Outeiro Jusão e a Fé de Granito: A Igreja de São Cristóvão

Um Legado Românico no Coração do Alto Tâmega

No sopé das montanhas que abraçam o vale de Chaves, a aldeia de Outeiro Jusão guarda um dos tesouros mais autênticos do património religioso do Norte de Portugal: a Igreja de São Cristóvão.

Mais do que um local de culto, esta pequena edificação é um testemunho vivo da Idade Média e da resistência do granito transmontano.

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Arquitetura e Simbolismo

A Igreja de São Cristóvão é um exemplo clássico do românico tardio, caracterizado por uma arquitetura robusta, quase defensiva.

A sua estrutura de nave única e a cabeceira retangular transportam o visitante para um tempo onde a simplicidade era a máxima expressão da espiritualidade.

O portal, com as suas arquivoltas despojadas, convida ao recolhimento.

No interior, o silêncio é apenas interrompido pela luz que atravessa as estreitas frestas, desenhadas não só para iluminar, mas para manter o ambiente fresco e seguro.

A dedicação a São Cristóvão, o padroeiro dos viajantes, é particularmente significativa numa região que, historicamente, foi um ponto de passagem e de fronteira.

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A Fotografia como Preservação do Olhar

O trabalho de Mário Silva sobre esta igreja não é meramente documental.

Ao escolher este tema, o fotógrafo imortaliza a identidade de um povo que moldou a paisagem com as mãos e a fé.

Em Chaves, o património não se limita às famosas termas romanas ou ao castelo; reside também nestas pequenas igrejas de aldeia que pontuam o território.

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Conclusão

Visitar (ou contemplar através da arte) a Igreja de São Cristóvão de Outeiro Jusão é fazer uma viagem ao passado.

É compreender que a beleza não necessita de ornamentos excessivos quando possui a força da história e a dignidade da pedra.

Este monumento permanece como uma sentinela do tempo, recordando-nos da importância de preservar as raízes que definem o Portugal profundo.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
01
Jan26

"Próspero 2026" - Mário Silva


Mário Silva Mário Silva

"Próspero 2026"

Mário Silva

01Jan DSC05614_ms.JPG

Esta imagem é uma composição minimalista e de forte contraste, onde a natureza e o património se fundem numa silhueta dramática.

A fotografia capta o recorte escuro e imponente de uma elevação montanhosa, coroada pelas ruínas da torre de menagem do Castelo de Monforte de Rio Livre.

A estrutura antiga destaca-se no topo da colina, vigiando a paisagem como uma sentinela eterna.

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O plano de fundo é dominado por um céu vibrante, pintado com gradientes de laranja profundo, ocre e amarelo-dourado, típicos de um nascer ou pôr do sol glorioso.

As nuvens estendem-se horizontalmente, criando texturas suaves que contrastam com a dureza da pedra e da montanha.

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Sobreposta à base negra da montanha, a mensagem "Próspero 2026" surge em letras douradas com um contorno subtil, reforçando a temática de celebração e desejo de bonança.

A imagem evoca sentimentos de grandiosidade, permanência e a beleza serena das terras transmontanas.

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O Ouro no Horizonte: A Promessa de um Novo Amanhecer

Porquê olhar para o chão, quando o céu de Chaves nos oferece ouro?

A fotografia de Mário Silva não é apenas um postal de Bom Ano; é um lembrete visual da nossa própria resiliência.

Ao observarmos a silhueta inconfundível do Castelo de Monforte, recortada contra um céu que arde em tons de laranja e fogo, somos transportados para uma verdade antiga: as pedras ficam, o tempo passa, mas a luz volta sempre.

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A mensagem "Próspero 2026" flutua na escuridão da encosta, mas o que realmente nos prende o olhar é a luz que brilha por trás da torre.

Aquela torre, que já viu séculos de invernos rigorosos, guerras, paz, fome e fartura, permanece de pé.

Ela é a metáfora perfeita para as gentes desta terra e para todos nós.

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Desejar um ano "Próspero" é muito mais do que desejar riqueza material.

A verdadeira prosperidade, tal como sugere a serenidade desta imagem, é a paz de espírito.

É a solidez de estar no topo da montanha, firme, independentemente dos ventos que soprem. É a capacidade de ver beleza no horizonte, mesmo quando a base da montanha está na sombra.

Aquele céu dourado diz-nos que, depois da noite mais longa e fria — típica das nossas aldeias em dezembro —, o sol rompe com uma força inabalável.

O ano de 2026 apresenta-se ali, naquele horizonte luminoso, cheio de promessas por cumprir.

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Que este novo ciclo traga a solidez daquele castelo para as nossas convicções e o calor daquele céu para os nossos corações.

Que a prosperidade venha em forma de saúde, de abraços apertados e de mesas cheias.

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Olhemos para esta imagem e aceitemos o convite que ela nos faz: erguer a cabeça, enfrentar a silhueta dos nossos desafios e caminhar em direção à luz.

Um Próspero 2026 a todos,

com a força de uma montanha

e o brilho de um amanhecer transmontano.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
01
Fev25

Janeiro de 2025 ... já passou ...


Mário Silva Mário Silva

Janeiro de 2025 ... já passou ...

Durante o mês de janeiro de 2025, Portugal vivenciou uma série de eventos notáveis que marcaram o início do ano.

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Mudanças Climáticas: O mês começou com uma previsão de mudança no tempo, passando de nevoeiro e frio para um período mais instável com chuva prevista para os primeiros dias de janeiro.

Esta mudança foi confirmada por Alfredo Graça, indicando que janeiro seria mais animado, meteorologicamente falando, do que dezembro.

Houveram períodos húmidos entre 13 e 20 de janeiro, seguidos de períodos menos húmidos a partir de 20 de janeiro.

A temperatura média em Portugal continental foi de cerca de 8,8 ºC, com variações significativas entre regiões mais frias e mais amenas.

Nos Açores e na Madeira, a tendência de temperaturas acima do normal foi observada na primeira semana de janeiro, com valores entre 1 e 3 ºC acima do habitual.

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Eventos Musicais: Em termos de entretenimento, janeiro de 2025 foi marcado por uma agenda rica em música ao vivo.

Em Braga, Faro e Lisboa, a banda icónica Mão Morta realizou shows no início do mês.

No dia 25 de janeiro, Pedro Moutinho apresentou-se no Tivoli de Lisboa, trazendo a sua suave melodia ao público.

Além disso, a série "Conta-me uma Canção" no Teatro Maria Matos prometeu encontros memoráveis entre grandes vozes portuguesas.

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O Porto também foi palco de vários eventos musicais.

No dia 11 de janeiro, “Jupitr” apresentou-se no Glory's Bar em Ovar, enquanto “Hi Fidel Cartel” tocou no Era Uma Vez No Porto.

O “Bonds Festival 2025” ocorreu no mesmo dia, e Gaspar Santos teve apresentações na Igreja de São Nicolau nos dias 12 e 16 de janeiro.

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Portugal teve um feriado nacional no dia 1 de janeiro, que é o Dia de Ano Novo

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No campo político, o Movimento de Apoio ao Almirante à Presidência (MAAP) formalizou a sua constituição como associação, com o almirante Henrique Gouveia e Melo sendo mencionado como um possível candidato às eleições presidenciais de janeiro de 2026.

Este movimento está inicialmente apoiado por associações como a revista "Segurança e Defesa" e o "Círculo de Estratégia D. João II".

 

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Estes acontecimentos refletem uma variedade de aspetos da vida em Portugal durante janeiro de 2025, desde mudanças climáticas até eventos culturais e movimentações políticas, mostrando um mês dinâmico e cheio de atividades.

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Texto & Video: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
31
Jan25

"Pombal abandonado" - Quinta do Porto - Águas Frias - Chaves - Portugal


Mário Silva Mário Silva

"Pombal abandonado"

Quinta do Porto - Águas Frias - Chaves - Portugal

31Jan DSC05381_ms

A fotografia de Mário Silva captura a melancolia de um pombal abandonado, situado na Quinta do Porto, Águas Frias.

A imagem focaliza a estrutura superior do pombal, com o seu telhado de telha e paredes de pedra cobertas por musgo, evidenciando o passar do tempo e a ação da natureza.

Os nichos, ou buracos, onde as pombas nidificavam, estão vazios e em ruínas, reforçando a sensação de abandono.

O ramo de árvore que cruza a imagem, com as suas folhas secas, acrescenta um toque poético e melancólico à cena.

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A composição da fotografia é simples e eficaz, com o pombal como elemento central.

A perspetiva adotada permite apreciar a arquitetura típica dos pombais, com as suas paredes de pedra e telhado de telha.

A linha diagonal do ramo conduz o olhar do observador para o interior da imagem, convidando-o a explorar os detalhes da construção.

A luz natural incide sobre o pombal, criando sombras que acentuam a textura da pedra e a irregularidade das paredes.

A combinação de luz e sombra confere à imagem uma atmosfera de mistério e abandono.

A paleta de cores da fotografia é marcada pela sobriedade dos tons de cinza, castanho e verde, que evocam a sensação de tempo e de decadência.

O pombal, além de ser um elemento arquitetónico, possui um forte simbolismo.

Ele representa a importância da agricultura e da criação de aves na vida das comunidades rurais.

O estado de abandono do pombal pode ser visto como um símbolo da mudança dos tempos e da perda das tradições.

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Os pombais eram construções rurais destinadas à criação de pombos, aves que, além de serem apreciadas pela sua carne, eram utilizadas como mensageiros.

A criação de pombos era uma atividade comum nas zonas rurais, especialmente em regiões com pouca comunicação.

Os pombais eram construídos em locais estratégicos, geralmente em pontos altos, para facilitar a orientação das aves.

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A carne de pombo era uma fonte importante de proteína para as populações rurais.

Os pombos eram utilizados para enviar mensagens a longas distâncias, sendo uma forma de comunicação rápida e eficiente antes do surgimento de outros meios de comunicação.

Os pombais são um elemento importante do património cultural rural, testemunhando a história e as tradições das comunidades locais.

Os pombais também desempenhavam um papel importante na manutenção da biodiversidade, proporcionando abrigo e alimento para diversas espécies de aves.

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A criação de pombos garantia uma fonte de alimento para as famílias, especialmente em épocas de escassez.

A venda de pombos e dos seus ovos podia gerar uma renda extra para as famílias.

A posse de um pombal era um sinal de riqueza e de status social.

Os pombais eram um elemento fundamental da paisagem rural, contribuindo para a identidade cultural das comunidades locais.

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Como conclusão, a fotografia "Pombal abandonado" de Mário Silva convida-nos a refletir sobre a importância do património cultural e sobre a necessidade de preservar as nossas raízes.

A imagem do pombal em ruínas é uma lembrança da passagem do tempo e das mudanças que a sociedade sofreu ao longo dos anos.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
30
Jan25

"O ouriço esquecido"


Mário Silva Mário Silva

"O ouriço esquecido"

29Jan DSC05256_ms

A fotografia "O ouriço esquecido" de Mário Silva apresenta um close-up de um ouriço, o fruto espinhoso do castanheiro, pousado sobre um leito de musgo verde e húmido.

O ouriço, com a sua casca castanha e espinhos agudos, contrasta com a suavidade do musgo, criando uma composição visualmente interessante.

A profundidade de campo restrita enfatiza o ouriço, isolando-o do ambiente circundante e convidando o observador a um olhar detalhado.

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A composição da fotografia é simples e eficaz, com o ouriço ocupando o centro da imagem.

A perspetiva macro permite apreciar a beleza e a complexidade desse pequeno fruto, revelando a textura da sua casca e a delicadeza dos espinhos.

O fundo desfocado, composto por musgo e folhas, cria uma atmosfera natural e acolhedora.

A luz natural incide sobre o ouriço, criando sombras que acentuam a textura da sua casca e a humidade do ambiente.

A paleta de cores é limitada, com predominância de tons de castanha, verde e amarelo, que evocam a sensação de inverno e de decomposição.

O ouriço possui um forte simbolismo.

Ele representa a proteção, a resistência e a passagem do tempo.

Na fotografia de Mário Silva, o ouriço, esquecido no meio da floresta, pode ser visto como um símbolo da natureza em constante transformação.

Os ouriços desempenham um papel fundamental na dispersão das sementes dos castanheiros.

Ao caírem no solo, os ouriços decompõem-se, liberando as castanhas que germinam e dão origem a novas árvores.

Além disso, os ouriços servem de alimento para diversos animais, contribuindo para a manutenção da biodiversidade.

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Os ouriços desempenham um papel crucial na dinâmica dos ecossistemas florestais.

Ao dispersar as sementes dos castanheiros, eles contribuem para a regeneração das florestas e para a manutenção da biodiversidade.

Além disso, os ouriços servem como alimento para diversos animais, como esquilos, ratos e aves, contribuindo para a cadeia alimentar.

A decomposição dos ouriços enriquece o solo, fornecendo nutrientes essenciais para o crescimento das plantas.

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A fotografia "O ouriço esquecido" de Mário Silva é mais do que uma simples imagem de um fruto.

Ela convida-nos a refletir sobre a importância da natureza e sobre a interconexão entre todos os seres vivos.

O ouriço, aparentemente insignificante, desempenha um papel fundamental no ecossistema, contribuindo para a manutenção da vida na floresta.

A fotografia de Mário Silva captura a beleza e a fragilidade da natureza, convidando-nos a apreciar a complexidade e a importância de cada elemento do ecossistema.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
29
Jan25

"Águas Frias... gelada"


Mário Silva Mário Silva

"Águas Frias... gelada"

29Jan Águas Frias 27_ms

A fotografia "Águas Frias... gelada" de Mário Silva captura a essência de um inverno rigoroso numa aldeia transmontana.

A imagem apresenta uma pequena casa de aldeia, com o telhado coberto de neve, ao fundo.

Em primeiro plano, destaca-se uma antiga placa com a inscrição "Águas Frias", também coberta por uma espessa camada de neve.

A placa, direcionada para a direita, indica o caminho a seguir, convidando o observador a adentrar-se na paisagem invernal.

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A composição é marcada pela simplicidade e pela elegância.

A casa, com as suas linhas simples e a sua cor clara, contrasta com a brancura da neve, criando um efeito visualmente impactante.

A placa, com a sua inscrição clara e concisa, funciona como um elemento de orientação e de identificação do lugar.

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A composição é equilibrada e harmoniosa.

A casa, situada no fundo da imagem, cria um ponto de referência visual, enquanto a placa, em primeiro plano, atrai o olhar do observador.

A diagonal da placa conduz o olhar para a direita, convidando o observador a imaginar o que se encontra além da imagem.

A luz, fria e difusa, cria uma atmosfera de tranquilidade e isolamento.

A neve, que cobre toda a paisagem, reflete a luz de forma uniforme, criando uma sensação de paz e serenidade.

As sombras, suaves e ténues, acentuam a textura da neve e da placa.

A paleta de cores é limitada, com predominância de tons de branco, cinza e castanho.

Essa escolha cromática reforça a sensação de frio e de inverno.

A neve, além de ser um elemento natural, possui um forte simbolismo.

Na cultura popular, a neve está associada à pureza, à renovação e à esperança.

Na fotografia de Mário Silva, a neve cobre a paisagem, criando uma espécie de véu branco que oculta a realidade subjacente.

A fotografia captura a essência da vida rural em Portugal, revelando a importância da natureza na vida das comunidades locais.

A imagem da aldeia coberta de neve evoca um sentimento de nostalgia e de pertença, remetendo para um tempo em que a vida era mais simples e as pessoas estavam mais ligadas à natureza.

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O inverno é uma estação marcante nas aldeias transmontanas, caracterizada por temperaturas baixas, nevadas e longas noites.

A fotografia de Mário Silva captura a beleza e a força da natureza nesta época do ano, mostrando como a vida continua a fluir, mesmo nas condições mais adversas.

A imagem da placa, com a inscrição "Águas Frias", é um lembrete da dureza do clima e da resistência dos habitantes desta região.

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Em conclusão, "Águas Frias... gelada" é uma fotografia que nos transporta para um universo de paz e serenidade.

A imagem, com a sua composição equilibrada e a sua atmosfera poética, convida o observador a uma reflexão sobre a beleza da natureza e a força do homem diante das adversidades.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
28
Jan25

"Pequenos cogumelos Psilocybe aztecorum"


Mário Silva Mário Silva

"Pequenos cogumelos Psilocybe aztecorum"

28Jan DSC05485_ms

A fotografia de Mário Silva apresenta-nos um close-up de um grupo de cogumelos “Psilocybe aztecorum”, imersos num leito de musgo.

A imagem captura a delicadeza e a fragilidade desses pequenos fungos, com os seus chapéus convexos e brilhantes, contrastando com a textura aveludada do musgo.

A profundidade de campo restrita enfatiza os cogumelos, isolando-os do ambiente circundante e convidando o observador a uma observação detalhada.

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A composição da fotografia é simples e eficaz, com os cogumelos ocupando o centro da imagem.

A perspetiva macro permite apreciar a beleza e a complexidade dessas pequenas criaturas.

O fundo desfocado, composto por musgo e folhas, cria uma atmosfera natural e acolhedora.

A luz natural incide sobre os cogumelos, criando sombras que acentuam a textura de seus chapéus e a humidade do ambiente.

A paleta de cores é limitada, com predominância de tons de castanho, verde e amarelo, que evocam a sensação de humidade e de decomposição.

Os cogumelos, ao longo da história, têm sido associados a diversos significados simbólicos, como a transformação, a espiritualidade e a conexão com o mundo natural.

Na fotografia de Mário Silva, os cogumelos podem ser vistos como um símbolo da vida e da morte, da fragilidade e da resiliência da natureza.

Os cogumelos “Psilocybe aztecorum” desempenham um papel fundamental no ecossistema, atuando como decompositores.

Ao decompor matéria orgânica, eles contribuem para a ciclagem de nutrientes e para a formação do húmus, enriquecendo o solo e promovendo o crescimento de outras plantas.

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Os cogumelos “Psilocybe aztecorum” são fungos saprófitos, ou seja, alimentam-se de matéria orgânica em decomposição.

Ao decompor a madeira, as folhas e outros materiais orgânicos, eles libertam nutrientes essenciais para o crescimento de outras plantas.

Além disso, os cogumelos estabelecem relações simbióticas com as raízes das plantas, formando micorrizas.

Essa associação mutualística beneficia tanto o fungo quanto a planta, pois o fungo fornece nutrientes à planta e a planta fornece açúcares ao fungo.

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Em conclusão, a fotografia de Mário Silva convida-nos a apreciar a beleza e a importância dos fungos no ecossistema.

A imagem do “Psilocybe aztecorum” lembra-nos que a natureza é composta por uma intrincada rede de relações, onde cada organismo desempenha um papel fundamental.

A fotografia, além da sua beleza estética, serve como um convite à reflexão sobre a importância da biodiversidade e da conservação do meio ambiente.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
27
Jan25

“Folhas Caídas” - Um tapete de ouro, onde a vida descansou


Mário Silva Mário Silva

“Folhas Caídas”

Um tapete de ouro, onde a vida descansou

27Jan DSC05472_ms

Em tons de ocre, a terra se veste,

Sob um céu cinzento, taciturno e triste.

As árvores, nuas, estendem os seus braços,

Num gesto de saudade, num adeus silencioso.

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Folhas caídas, um manto sobre a terra,

Sussurram histórias de um tempo que era.

Verão vivido, amores que floresceram,

Agora adormecidos, em sonhos que se perderam.

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O vento sopra, frio e insistente,

Levando consigo a esperança, a resiliência.

Mas a natureza, sábia e paciente,

Promete um novo despertar, uma nova semente.

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Sob a camada de folhas, a vida persiste,

Num sono profundo, até a primavera existir.

E quando os dias se alongarem e o sol brilhar,

As flores desabrocharão, um novo ciclo vai começar.

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Poema & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
26
Jan25

"Igreja transmontana" - Águas Frias - Chaves - Portugal


Mário Silva Mário Silva

"Igreja transmontana"

Águas Frias - Chaves - Portugal

19Jan DSC00317_ms

A fotografia de Mário Silva captura a beleza e a serenidade de uma típica igreja rural transmontana, localizada em Águas Frias, Chaves.

A imagem, com a sua composição cuidadosa e paleta de cores harmoniosa, convida o observador a uma reflexão sobre a importância da fé e da tradição na vida das comunidades rurais.

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A fotografia apresenta uma perspetiva frontal da igreja, com a fachada principal destacando-se contra um céu nublado.

A igreja, de pequenas dimensões e linhas simples, é construída em pedra e apresenta um campanário com dois sinos.

A porta de entrada, em madeira, é ladeada por duas colunas e sobreposta por um frontão triangular.

A vegetação circundante, com árvores de folha caduca, confere à imagem um ar melancólico e introspetivo.

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A composição é equilibrada, com a igreja ocupando o centro da imagem e a vegetação servindo como enquadramento.

A linha diagonal formada pelo telhado da igreja e pelas árvores cria uma sensação de profundidade e conduz o olhar do observador para o ponto focal da imagem.

A luz natural, suave e difusa, envolve a cena, criando uma atmosfera serena e contemplativa.

As sombras suaves e alongadas contribuem para a sensação de profundidade e tridimensionalidade da imagem.

A paleta de cores é predominantemente quente, com tons de terra e ocre, que evocam a sensação de antiguidade e tradição.

A pedra da igreja, com as suas tonalidades envelhecidas, contrasta com o verde da vegetação, criando um efeito visual interessante.

A fotografia apresenta uma grande profundidade de campo, permitindo que todos os elementos da imagem estejam nítidos, desde o primeiro plano até ao fundo.

A escolha do diafragma e da velocidade do obturador permitiu capturar a textura da pedra e a atmosfera do local.

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São Pedro, o apóstolo a quem Jesus confiou as "chaves do Reino dos Céus", ocupa um lugar central na fé católica.

Considerado o primeiro Papa, é venerado como o patrono dos pescadores, dos arquitetos, dos carpinteiros e dos prisioneiros.

A escolha de São Pedro como orago desta igreja reflete a importância da fé católica na vida das comunidades rurais e a crença na proteção divina.

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A atmosfera serena da fotografia, com a igreja isolada no campo, transmite uma sensação de paz e tranquilidade.

A igreja, com a sua arquitetura simples e a sua história secular, evoca um sentimento de respeito e admiração pelo passado.

A igreja, integrada na paisagem natural, estabelece uma conexão entre o homem e a natureza.

A igreja, como lugar de culto, evoca sentimentos de espiritualidade e fé.

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Em resumo, a fotografia de Mário Silva captura a beleza e a importância histórica da igreja de São Pedro em Águas Frias.

Através de uma composição cuidadosa e de uma paleta de cores harmoniosa, o fotógrafo convida o observador a uma reflexão sobre a fé, a tradição e a importância da preservação do património cultural.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷

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