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MÁRIO SILVA - Fotografia, Pintura & Escrita

*** *** A realidade é a "minha realidade" em imagens (fotografia, pintura) e escrita

14
Dez25

"Trás-os-Montes atravessando o seu 'Inverno'"


Mário Silva Mário Silva

"Trás-os-Montes atravessando o seu "Inverno'"

14Dez DSC09225_ms A.JPG

A fotografia de Mário Silva é uma paisagem panorâmica que captura a atmosfera melancólica e serena do inverno no interior norte de Portugal.

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O Caminho: Em primeiro plano, um caminho de terra batida serpenteia suavemente por entre a vegetação, convidando o olhar a entrar na paisagem.

O caminho está ladeado por arbustos densos e árvores com folhagem de tons outonais e invernais (castanhos, ocres e verdes-escuros), indicando a dormência da flora.

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O Plano de Fundo e a Bruma: O fundo da imagem é dominado por uma colina ou serra, cujos detalhes estão suavizados por uma densa camada de bruma ou nevoeiro cinzento-azulado.

Esta neblina retira a saturação às cores, criando uma separação visual entre a nitidez do primeiro plano e o mistério do horizonte.

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Os Gigantes Eólicos: No cume da colina, quase desvanecidos pela neblina, erguem-se três aerogeradores (turbinas eólicas).

As suas silhuetas finas giram no vento, introduzindo um elemento moderno e tecnológico na paisagem rústica.

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A Atmosfera: A luz é difusa e sem sombras marcadas, típica de um dia encoberto.

A imagem transmite frio, silêncio e a vastidão da região transmontana.

 

O Manto de Bruma e a Resiliência da Terra Fria

O título da fotografia, "Trás-os-Montes atravessando o seu 'Inverno'", encerra em si uma verdade geográfica e emocional.

Nesta região, onde o ditado popular reza "nove meses de inverno e três de inferno", a estação fria não é apenas uma passagem no calendário; é um estado de espírito e uma prova de resistência que a terra atravessa com dignidade.

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A Travessia pelo Caminho de Terra

O caminho de terra batida que vemos no sopé da imagem é a metáfora perfeita para esta travessia.

Ele rasga o mato rasteiro, ladeado por carvalhos e giestas que já perderam o verde vibrante da primavera, vestindo-se agora de castanho e ferrugem.

É por estes caminhos que a vida rural continua a fluir, lenta, mas imparável, mesmo quando o frio aperta.

A vegetação, despida e rude, não está morta; está em recolhimento, guardando forças nas raízes profundas que se agarram ao xisto e ao granito.

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O Abraço do Nevoeiro

Ao fundo, a serra desaparece sob o manto da bruma.

Este nevoeiro, que muitas vezes se instala nos vales e teima em não levantar durante dias, confere à paisagem transmontana um carácter místico e isolado.

Ele suaviza as arestas duras da montanha e une o céu à terra num abraço cinzento.

É este clima rigoroso que molda o caráter das gentes: temperado pelo frio, resiliente como a rocha e habituado a ver para além da neblina.

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O Vento que Move o Futuro

No topo da colina, as turbinas eólicas giram silenciosamente.

Elas são os novos moinhos de Trás-os-Montes.

Aproveitando o mesmo vento gélido que fustiga a face dos pastores, estas estruturas transformam a dureza do clima em energia.

A sua presença na fotografia de Mário Silva é um lembrete de que a região, embora profundamente tradicional, não parou no tempo.

Ela adapta-se.

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"Atravessar o Inverno" em Trás-os-Montes é, portanto, um ato de paciência.

É saber caminhar pela terra húmida, aceitar a proteção da bruma e esperar, com a certeza inabalável das estações, que o sol voltará a romper a neblina para trazer a "Terra Quente" de volta à superfície.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
23
Nov25

"Lindos altares laterais" (2008) – Águas Frias – Chaves – Portugal


Mário Silva Mário Silva

"Lindos altares laterais" (2008)

Águas Frias – Chaves – Portugal

23Nov DSC06901_ms

A fotografia de Mário Silva oferece um vislumbre do interior da igreja de Águas Frias, Chaves, concentrando-se na disposição simétrica de dois altares secundários ou colaterais, enquadrados por arcos.

A composição revela a confluência de estilos e materiais que caracterizam a arte sacra portuguesa em espaços rurais, nomeadamente no Norte.

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Elementos Estruturais e Enquadramento Arquitetónico

Simetria e Arcos: A composição é marcada pela simetria de dois nichos ou capelas laterais, inseridos na parede da nave, cada um enquadrado por um arco de volta perfeita ou arco pleno.

Estes arcos definem o espaço sagrado dedicado aos cultos secundários.

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Retábulos de Talha: Ambos os altares são dominados por retábulos de madeira, pintada e dourada, de um estilo que remete para o final do Barroco ou inícios do Rococó, período em que a decoração em talha se popularizou nas igrejas paroquiais de Portugal.

O retábulo é composto por molduras, colunas e painéis que enquadram as figuras centrais.

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Iconografia e Imagens Sacras

Altar Esquerdo (Sacro Coração): O nicho da esquerda acolhe a figura de Jesus Cristo, possivelmente na invocação de Sagrado Coração de Jesus.

A imagem de Cristo está vestida com um manto branco e vermelho, num fundo de cor intensa (vermelho) que realça a figura central.

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Altar Direito (Crucificação e Devoções Marianas): O nicho da direita apresenta uma imagem de Jesus Crucificado, também em fundo azul escuro, uma cor frequentemente associada ao luto e ao mistério.

Ao lado do retábulo direito, numa peanha ou tribuna separada, está uma imagem de Nossa Senhora, provavelmente na invocação de Imaculada Conceição ou Nossa Senhora de Fátima (pela cor branca do hábito e a coroa), destacando a devoção mariana.

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Elementos Decorativos e Azulejaria

Revestimento Cerâmico: A parte inferior das paredes e a base dos altares estão revestidas com azulejos de padrão, típicos da produção portuguesa.

A presença de azulejos azuis e brancos, com desenhos geométricos e florais, é um elemento de grande importância na arte religiosa portuguesa, servindo tanto para decoração como para proteção das paredes.

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Mobiliário e Ornamentos: Em primeiro plano, destaca-se a balaustrada ou o comungatório em madeira, separando a nave do espaço dos altares.

Nos altares, as toalhas brancas de altar (possivelmente em renda ou bordado) e os arranjos florais naturais (rosas, amarelos e laranjas) sublinham a importância litúrgica e festiva dos altares.

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Iluminação e Efeito Espacial

Luz e Atmosfera: A iluminação é dramática, com uma grande janela a banhar o espaço com luz natural intensa no centro da imagem.

Este foco de luz cria um forte contraste entre a claridade exterior e o ambiente mais sombrio do primeiro plano (onde estão os bancos da nave), realçando o mistério e a sacralidade do interior do templo.

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A Arte e Religiosidade em comunhão

(de mãos dadas entre o Passado, o Presente e o Futuro)

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Texto & Fotografia (2008): ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
16
Nov25

“Igreja de São Lourenço” – Vilartão – Bouçoães – Valpaços – Portugal


Mário Silva Mário Silva

“Igreja de São Lourenço”

Vilartão – Bouçoães – Valpaços – Portugal

16Nov DSC01944_ms

A fotografia de Mário Silva retrata o interior do templo em Vilartão, Bouçoães, no concelho de Valpaços.

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A imagem foca-se no altar-mor, que é dominado por um retábulo ricamente ornamentado de talha dourada.

O estilo é de transição entre o Barroco e o Rococó, com grande profusão de detalhes, colunas salomónicas e ornamentos folheados a ouro.

O altar central é ladeado por nichos e figuras de santos, e o arco do altar tem um acabamento em pedra escura.

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Pendurado no centro da nave está um grande e vistoso candelabro de cristal, que reflete a luz interior.

O piso da igreja é de madeira escura e, em primeiro plano, estão visíveis os bancos de madeira da nave, em filas paralelas.

A luz artificial e o brilho da talha dourada criam um ambiente de solenidade e riqueza artística, contrastando com a simplicidade da vida rural em Trás-os-Montes.

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São Lourenço: O Guardião dos Tesouros e o Mártir na Grelha

A Igreja de São Lourenço, com a sua talha dourada no interior, é um dos muitos templos em Portugal dedicados a este santo, cuja vida e martírio ressoam na história da Igreja Católica.

São Lourenço (ou São Lourenço de Roma) é uma das figuras mais veneradas do cristianismo primitivo, conhecido pela sua inteligência, caridade e coragem inabalável.

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Vida e Função na Igreja Primitiva

Lourenço nasceu em Hispânia (atual Espanha) no século III, mas a sua vida destacou-se em Roma.

Foi um dos sete Diáconos da Igreja Romana, numa época em que o cristianismo ainda era perseguido.

Como arquidiácono, Lourenço tinha uma função crucial: era o guardião do tesouro da Igreja e o responsável pela sua administração, incluindo a distribuição de esmolas e a assistência aos pobres, aos órfãos e às viúvas.

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O Tesouro de Lourenço

O momento mais famoso e definidor da sua vida ocorreu durante a perseguição do Imperador Valeriano, por volta de 258 d.C..

O Imperador exigiu que Lourenço entregasse os tesouros da Igreja, esperando encontrar ouro, prata e objetos preciosos.

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Lourenço pediu três dias para reunir os "tesouros".

Ao fim desse tempo, em vez de ouro, apresentou à frente das autoridades imperiais os pobres, os coxos, os cegos e os enfermos que ele ajudava.

Declarou então: "Estes são os verdadeiros tesouros da Igreja."

Este ato de desafio, que colocava o valor humano e a caridade acima da riqueza material, selou o seu destino.

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O Martírio na Grelha

Como punição pela sua audácia e fé, São Lourenço foi condenado a uma das formas de martírio mais brutais da época: foi colocado numa grelha de ferro e assado vivo.

Reza a lenda que, mesmo sob tortura, Lourenço manteve a sua serenidade e bom humor.

No auge do seu sofrimento, terá dito aos seus algozes: "Podeis virar-me, pois este lado já está bem assado.".

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Devido ao seu martírio na grelha, São Lourenço é o patrono dos cozinheiros, assadores e bombeiros.

A sua festa litúrgica celebra-se a 10 de agosto, e a sua história é um poderoso testemunho da prioridade do serviço, da caridade e da fé inquebrável.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
27
Dez24

Um dia gelado numa aldeia remota de Trás-os-Montes


Mário Silva Mário Silva

Um dia gelado numa aldeia remota de

Trás-os-Montes

27Dez Águas Frias - Neve_ms

Numa aldeia escondida no interior transmontano, o dia amanheceu frio, ventoso e coberto de neve.

As casas de pedra, com os seus telhados brancos, pareciam pequenas ilhas num mar de neve.

O vento uivava pelas ruas estreitas, levantando pequenos redemoinhos de neve que dançavam ao seu sabor.

Numa dessas casas, a lareira estava acesa, quebrando o silêncio da casa vazia.

A lenha de carvalho crepitava, lançando faíscas que iluminavam o rosto de uma velhinha sentada junto ao fogo.

Tinha um xaile pelos ombros, protegendo-a do frio que se fazia sentir.

Os seus olhos, marcados pelo tempo, refletiam as chamas que dançavam na lareira.

A velhinha, Dona Maria, era a única habitante daquela casa.

Vivia sozinha desde que o seu marido, um antigo pastor da região, tinha partido.

Agora, passava os seus dias entre as paredes de pedra da sua casa, aquecida pelo fogo da lareira e pelas memórias de tempos mais felizes.

Nesse dia de frio, vento e neve, Dona Maria sentou-se junto à lareira, como fazia todos os dias. O xaile pelos ombros dava-lhe algum conforto, mas era o calor do fogo que realmente a aquecia.

Olhava para as chamas, perdida nos seus pensamentos, enquanto a lenha de carvalho crepitava, quebrando o silêncio da casa.

Fora, a neve continuava a cair, cobrindo a aldeia com um manto branco.

O vento uivava, como se quisesse entrar na casa e juntar-se a Dona Maria junto à lareira.

Mas a velhinha não se deixava perturbar.

Estava em paz, aquecida pelo fogo e pelas suas memórias, num dia de frio, vento e neve, numa aldeia do interior transmontano.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
25
Dez24

Natal Emotivo na aldeia portuguesa de Águas Frescas


Mário Silva Mário Silva

Natal Emotivo na aldeia portuguesa de

Águas Frescas

25Dez _Natal 2024_ms

Na pequena aldeia de Águas Frescas, aninhada nas montanhas do interior de Portugal, o Natal sempre foi uma época mágica.

Este ano, porém, prometia ser diferente.

A neve caía suavemente, cobrindo as ruas de pedra e os telhados das casas centenárias com um manto branco, criando uma atmosfera de conto de fadas que encantava os poucos habitantes que ainda resistiam ao êxodo rural.

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Na véspera de Natal, a família Rechousa preparava-se para a tradicional consoada.

Dona Henriqueta, com as suas mãos enrugadas pelo tempo, preparava cuidadosamente o bacalhau com couves, enquanto seu marido, Sarafim, arrumava a mesa com a melhor louça da família.

O aroma delicioso dos pratos tradicionais preenchia a casa, misturando-se com o cheiro da lenha que ardia na lareira.

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Enquanto isso, no largo central da aldeia, os homens mais jovens reuniam-se para acender o Madeiro, uma enorme fogueira que serviria como ponto de encontro para toda a comunidade.

As chamas dançavam alegremente, iluminando os rostos sorridentes dos aldeões que se aproximavam, trazendo consigo pratos de doces caseiros e garrafas de vinho tinto para compartilhar.

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À meia-noite, o sino da igreja matriz repicou, chamando todos para a Missa do Galo.

As famílias saíram das suas casas, caminhando juntas pela neve em direção à igreja.

Lá dentro, diante do presépio vivo montado com tanto carinho pelos moradores, as vozes uniram-se em cânticos natalinos, ecoando pelas paredes de pedra e tocando o coração de cada presente.

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De volta à casa dos Rechousa, a família reuniu-se ao redor da árvore de Natal para a troca de presentes.

Os olhos dos netos brilhavam de expectativa, enquanto os avós observavam com ternura.

Naquele momento, perceberam que o verdadeiro presente era estar ali, juntos, mantendo vivas as tradições que faziam de Águas Frescas um lugar tão especial, especialmente no Natal.

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Quando o dia amanheceu, a aldeia despertou para um Natal branco.

As crianças corriam pelas ruas, fazendo bonecos de neve, enquanto os mais velhos reuniam-se novamente ao redor do Madeiro ainda aceso, compartilhando histórias e risos.

Naquele dia, em Águas Frescas, o espírito natalino não era apenas uma tradição, mas uma força viva que unia gerações e aquecia os corações, provando que a magia do Natal ainda sobrevivia nas pequenas aldeias de Portugal.

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Texto & Pintura digital: ©MárioSilva

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A TODOS UM FELIZ e SANTO NATAL

 

 

 

Mário Silva 📷
22
Set24

Interior da igreja de Vila Frade (Lamadarcos - Chaves -Portugal)


Mário Silva Mário Silva

Interior da igreja de Vila Frade

(Lamadarcos - Chaves -Portugal)

22Set DSC07640_ms

A fotografia capturada por Mário Silva apresenta o interior da Igreja de Vila Frade, localizada na freguesia de Lamadarcos, Chaves, Portugal.

A imagem revela um espaço sagrado com rica ornamentação barroca, caracterizada pela sua complexidade e detalhe.

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No centro da imagem, vemos o altar-mor da igreja, que é o ponto focal.

Ele é adornado com detalhes dourados e finamente trabalhados, típicos do estilo barroco.

No altar, há um crucifixo ao centro, ressaltando a presença cristã e a devoção religiosa.

O retábulo atrás do altar exibe colunas com detalhes dourados e tons de mármore.

A simetria é predominante na disposição dos elementos, o que é uma característica importante na arquitetura barroca.

À esquerda, encontra-se a imagem de Nossa Senhora do Rosário, destacada numa posição elevada, dentro de uma nicho ornamentado, o que reforça a sua importância na devoção católica.

À direita do altar-mor, observa-se uma escultura antiquíssima de estilo barroco de Santa Marta, também colocada ñuma área ricamente decorada, refletindo o estilo barroco e sua ênfase em representações visuais detalhadas e dramáticas.

Vê-se um ambão (púlpito) com a inscrição "Palavra de Deus" e a presença de flores sobre a mesa do altar, que adiciona cor e simbolismo à cena.

A luz natural que entra pela igreja e a luz artificial destacam os detalhes dourados e o brilho dos elementos decorativos, criando um contraste que exalta a riqueza dos materiais usados.

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A fotografia de Mário Silva captura a essência do estilo barroco presente na igreja, enfatizando a grandiosidade e o detalhe do altar-mor.

A simetria da composição e o uso de cores quentes e douradas trazem uma sensação de profundidade e riqueza espiritual ao observador.

A escolha do ângulo de captura é eficaz para revelar os detalhes tanto das esculturas como da arquitetura, transmitindo a atmosfera de reverência e admiração que o espaço busca evocar.

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A imagem é um exemplo claro de como a arte sacra e a arquitetura barroca se combinam para criar um ambiente visualmente impressionante e espiritualmente significativo, reforçando o papel da igreja não apenas como um local de culto, mas também como uma expressão artística e cultural.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
09
Jun24

Interior da igreja matriz (antes do "embelezamento") da aldeia de Águas Frias - Chaves - Portugal


Mário Silva Mário Silva

Interior da igreja matriz

(antes do "embelezamento") na aldeia

de Águas Frias - Chaves - Portugal

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A fotografia mostra o interior da igreja matriz da aldeia de Águas Frias, Chaves, Portugal, antes do "embelezamento" que ocorreu em 2021.

igreja é uma pequena estrutura de pedra com um telhado de telha.

A fachada principal da igreja é simples, com uma robusta porta de madeira.

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O interior da igreja é também simples, mas acolhedor.

As paredes são brancas e o chão é coberto por um tapete vermelho.

A igreja tem uma nave única, com um teto em madeira envernizada (outrora pintado com a imagem de S. Pedro).

No fundo da nave, encontra-se o altar, que é feito de madeira em talha.

O altar é adornado com um o Menino Jesus no cimo e algumas velas e/ou flores.

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Ao lado do altar, encontram-se duas imagens de santos.

À esquerda, está a imagem de São Pedro, o padroeiro da aldeia.

À direita, está a imagem de Nossa Senhora dos Prazeres.

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A igreja tem também um púlpito de granito. No canto da igreja, encontra-se uma pia batismal antiga e esteticamente bonita.

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A igreja matriz de Águas Frias é um exemplo típico da arquitetura religiosa rural portuguesa.

É uma igreja simples, mas bonita, que reflete a fé e a devoção do povo da aldeia.

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A igreja é usada para missas, casamentos e outros eventos religiosos, incluindo casa mortuária.

A igreja é um local importante para a comunidade de Águas Frias.

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O "embelezamento" da igreja matriz de Águas Frias ocorreu em 2021.

As paredes da igreja foram pintadas de branco.

O altar foi repintado, sendo acrescentado ao dourado, a cor azul que não existia na sua origem.

Algumas imagens de santos foram restauradas.

Um novo sistema de som foi instalado.

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As mudanças feitas no "embelezamento" da igreja matriz de Águas Frias foram controversas.

Algumas pessoas acham que as mudanças melhoraram a aparência da igreja, enquanto outras acham que as mudanças destruíram o caráter original da igreja.

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A igreja matriz da aldeia de Águas Frias é um local importante para a comunidade local.

A igreja é um exemplo típico da arquitetura religiosa rural portuguesa.

As mudanças feitas no "embelezamento" da igreja foram controversas, mas a igreja continua a ser um local de fé e devoção para o povo da aldeia.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
10
Mai21

INTERIOR da IGREJA MATRIZ de ÁGUAS FRIAS – CHAVES - PORTUGAL


Mário Silva Mário Silva

INTERIOR da IGREJA MATRIZ

de

ÁGUAS FRIAS – CHAVES - PORTUGAL

Interior da igreja (maio de 2017) vista para a porta de entrada principal, o coro e o batistério (que já foi remodelado, tendo agora uma cercadura de pilares de madeira, com inteira visibilidade para a antiga pia batismal e ainda foi acrescentada uma pintura relativa ao batismo de Jesus por S. João Batista).

Embora seja uma vista menos comum para quem a fotografa, não resisti a fazê-lo, pois não será a visão de todos os que entraram, mas que inevitavelmente a terão que ver quando saem.

Blog 10 DSC06919_ms

Nem sempre a atenção é a mesma, pois quando se entra, vai-se com a devoção da oração e contemplação … mas a saída é, por vezes, mais apressada pois os afazeres terrenos muitas vezes sobrepõem-se aos espirituais. São as camas que ficaram por fazer, é a louça do pequeno almoço para lavar, é o assado que ficou no forno e ainda se queima, ou o arroz para fazer ou até a converseta que espera no adro e o aperitivo que se bebe com os amigos …

Às vezes, estes e outos afazeres turvam a devoção e a atenção… eis talvez a explicação para a pouca observação na hora de voltarmos as costas ao lindíssimo altar e voltar à “nossa” rotineira Vida terrena ….   

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Ver também:

https://www.facebook.com/mariofernando.silva.9803/

http://aguasfrias.blogs.sapo.pt

https://www.youtube.com/channel/UCH8jIgb8fOf9NRcqsTc3sBA...

https://twitter.com/MrioFernandoGo2

https://www.instagram.com/mario_silva_1957/

 

Mário Silva 📷
06
Mai20

Beleza Interior


Mário Silva Mário Silva

 

BELEZA INTERIOR

 

https://mariosilva2020.blogs.sapo.pt
https://www.flickr.com/photos/7791788@N04/
https://www.youtube.com/channel/UCH8jIgb8fOf9NRcqsTc3sBA?
https://aguasfrias.blogs.sapo.pt

 

“Quando a beleza interior se tornar mais importante que a exterior, os relacionamentos se construirão de forma pura e verdadeira.

Mas quando a beleza interior for corroída por causa da beleza exterior, o mais belo das criaturas se transformará no mais podre dos frutos.”

Tuca Neves

Interior de flor

“A beleza exterior alegra os olhos, porém a beleza interior, faz com que o coração bata mais rápido.”

Raquel Fagundes

 

“A Beleza exterior é mutável, diferentemente da beleza interior!

Logo, não se deixe levar pelo o que os seus olhos veêm,

mas sim pelo ser.”

Alamberg Medeiros

 

"A Beleza Interior.

A beleza está além da essência, está além da aparência.
Está nos gestos, nas atitudes e nas virtudes.

A beleza é invisível aos olhos e é tocada sutilmente pelo coração.
É o brilho doce que toca a alma, faz com que encante os olhos e faz pulsar mais forte o coração."

Teresa Cristina Della Monica Kodama

 

 

 

 

Mário Silva 📷

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