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MÁRIO SILVA - Fotografia, Pintura & Escrita

*** *** A realidade é a "minha realidade" em imagens (fotografia, pintura) e escrita

12
Jul25

"Espreitando o castelo de Monforte de Rio Livre" em Águas Frias, Chaves, Portugal


Mário Silva Mário Silva

"Espreitando o castelo de Monforte de Rio Livre"

Águas Frias - Chaves - Portugal

12Jul DSC03387_ms

Naquele fim de tarde de julho, a luz dourada do sol de Trás-os-Montes banhava as colinas e os vales, desenhando sombras longas e misteriosas.

O ar, pesado com o aroma dos pinheiros e do rosmaninho, trazia consigo o eco de séculos de história.

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Num ponto elevado, quase escondido entre a densa vegetação que teimava em reclamar o seu espaço, erguia-se, imponente e silencioso, o Castelo de Monforte de Rio Livre.

Daquela perspetiva, captada pela lente atenta de Mário Silva, ele não se revelava por completo, mas sim espreitava, como um segredo bem guardado.

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À frente, em primeiro plano, uma sebe de giestas cobria o campo, as suas flores amarelas, vibrantes e alegres, contrastavam com o verde mais escuro dos arbustos.

Os seus ramos finos e emaranhados formavam uma cortina natural, por entre a qual se vislumbrava a fortaleza.

Havia um quê de mistério nesta visão parcial, como se a natureza estivesse a proteger os segredos daquele monumento ancestral.

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Por trás da cortina verde e amarela, a torre de menagem do castelo surgia, majestosa e robusta.

Construída em pedra granítica, as suas paredes grossas e irregulares falavam de batalhas travadas, de cercos superados e de sentinelas que outrora vigiavam as fronteiras.

O telhado, de um tom avermelhado, adicionava um toque de cor ao cinzento severo da pedra, como uma coroa de dignidade.

Uma pequena e escura abertura na torre, talvez uma seteira ou uma janela, parecia um olho a observar a paisagem, testemunha silenciosa de tudo o que se passava lá em baixo.

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Ao lado da torre, parte da muralha do castelo estendia-se, firme e sólida, protegida por uma vegetação mais rasteira.

A paisagem em redor, uma mistura de carvalhos e arbustos selvagens, envolvia a fortificação, tornando-a parte integrante do ambiente, quase como se tivesse nascido da própria terra.

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O Castelo de Monforte de Rio Livre não era apenas um aglomerado de pedras antigas.

Era um bastião da identidade transmontana, uma lembrança viva da linha da frente, da defesa do reino, das gentes que ali viveram e lutaram.

Cada pedra, cada torre, ecoava os passos de cavaleiros, os gritos de batalha, as vozes de camponeses que procuravam refúgio dentro dos seus muros.

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Espreitar o castelo por entre as giestas era como vislumbrar um pedaço de história através de um véu.

Sugeria que, apesar da passagem do tempo e do avanço da natureza, a essência daquele lugar permanecia intocada.

O silêncio que o envolvia era preenchido por histórias não contadas, por lendas que se perdiam na memória coletiva.

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Para Mário Silva, esta fotografia era mais do que um mero registo de um monumento.

Era a captura de um momento em que a natureza e a história se encontravam, em que o passado se revelava de forma subtil, convidando à imaginação.

Era um convite a olhar para além do óbvio, a desvendar os segredos que as paisagens portuguesas guardam, e a sentir a profunda ligação entre a terra, a história e as gentes de Monforte de Rio Livre, ali, nas terras de Chaves.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
10
Mai25

"As giestas brancas (Cytisus multiflorus) invadiram o interior das muralhas" - Castelo de Monforte de Rio Livre - Águas Frias – Chaves - Portugal


Mário Silva Mário Silva

"As giestas brancas (Cytisus multiflorus)

invadiram o interior das muralhas"

Castelo de Monforte de Rio Livre

Águas Frias – Chaves - Portugal

DSC00310_ms

A fotografia de Mário Silva, intitulada "As giestas brancas (Cytisus multiflorus) invadiram o interior das muralhas", retrata o interior do Castelo de Monforte de Rio Livre, em Águas Frias, Chaves, Portugal.

A imagem mostra muralhas de pedra antigas, parcialmente cobertas por vegetação, com um grande número de giestas brancas (Cytisus multiflorus) dominando o espaço interno.

O céu claro ao fundo e a luz natural sugerem um dia ensolarado, destacando o contraste entre a estrutura histórica e a vegetação que a invade.

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O tema da fotografia aborda a relação entre a natureza e o património histórico, evidenciando como a vegetação, neste caso as giestas brancas, pode ocupar e transformar espaços construídos pelo homem.

As giestas, com as suas flores brancas e densas, criam uma atmosfera quase etérea, mas também sugerem um estado de abandono ou negligência do castelo.

As muralhas de pedra, que deveriam simbolizar força e permanência, aparecem desgastadas e parcialmente cobertas por trepadeiras, reforçando a ideia de que a natureza está retomando o espaço.

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Do ponto de vista estético, a fotografia é bem composta, com as muralhas emoldurando a cena e as giestas brancas adicionando textura e cor.

A luz natural realça os detalhes das plantas e da pedra, criando uma sensação de serenidade, mas também de melancolia, ao sugerir o declínio de uma estrutura histórica.

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Do ponto de vista da preservação histórica, a presença massiva das giestas é prejudicial.

Plantas como o “Cytisus multiflorus” podem acelerar a deterioração das muralhas ao enraizar-se nas fendas das pedras, causando rachaduras e erosão.

Além disso, a vegetação densa pode dificultar o acesso ao local e obscurecer elementos arquitetónicos importantes, comprometendo a sua valorização histórica e turística.

A falta de manutenção sugerida pela fotografia pode indicar negligência na conservação do património.

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Ecologicamente, a presença das giestas pode ser benéfica.

O “Cytisus multiflorus” é uma planta nativa de Portugal, conhecida por atrair polinizadores como abelhas, contribuindo para a biodiversidade local.

Além disso, a integração da natureza com as ruínas cria um cenário visualmente interessante, que pode atrair visitantes interessados em história natural ou fotografia.

A cena também pode ser interpretada como uma reflexão poética sobre a transitoriedade das construções humanas frente ao poder da natureza.

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Wm conclusão, a invasão das giestas brancas no Castelo de Monforte de Rio Livre tem impactos mistos.

É prejudicial à preservação do património histórico, mas benéfica para o ecossistema local e esteticamente intrigante.

Idealmente, um equilíbrio poderia ser alcançado com a manutenção controlada da vegetação, permitindo que a natureza coexista com a história sem comprometer a integridade das muralhas.

A fotografia de Mário Silva, nesse sentido, não apenas documenta uma realidade, mas também provoca uma reflexão sobre a relação entre o homem, a natureza e o legado histórico.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
04
Set20

“Trocar alhos por bugalhos”    


Mário Silva Mário Silva

 

“Trocar alhos por bugalhos”         



"Trocar alhos por bugalhos" ou "confundir alho e bugalho" é uma expressão popular, usada para se referir ao ato de confundir ou trocar coisas que são completamente diferentes.

Quando se diz que alguém troca alhos por bugalhos significa que faz confusão em relação a algo, seja uma situação, fato ou entre coisas que não tem nada a ver uma com a outra (mesmo que sejam ligeiramente semelhantes).

A criação dessa expressão se deve a dois fatos: a palavra alho rimar com bugalho e, principalmente, pela semelhança entre uma cabeça de alho com um bugalho.

 

DSC04397_ms

Mas afinal de contas, o que é um bugalho?

Bugalho é uma saliência arredondada que se forma em algumas espécies de árvores do gênero Quercus (carvalhos, sobreiros e azinheiras, por exemplo).

O bugalho é formado a partir do depósito de ovos de vespa nos ramos dessas árvores. A vespa se desenvolve e se alimentar no interior do bugalho, onde passará por todas as fases da sua metamorfose: larva, ninfa e adulto.

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Esbugalhar significa catar, retirar os bugalhos e por analogia ganhou o significado de abrir bastante os olhos.

 

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Ver também:

https://www.facebook.com/mario.silva.3363

https://mariosilva2020.blogs.sapo.pt/

http://aguasfrias.blogs.sapo.pt

https://aguasfriaschaves.blogs.sapo.pt/

www.flickr.com/photos/7791788@N04

https://www.youtube.com/channel/UCH8jIgb8fOf9NRcqsTc3sBA?view_as=subscriber                               

                              

                                                                                       🌳

 

 

Mário Silva 📷
23
Nov19

Águas Frias (Chaves) - ... A Aldeia com uns pingos de outono ...


Mário Silva Mário Silva

 

... A Aldeia

com uns pingos

de outono ...

 

Águas Frias (Chaves) - ... a igreja matriz em tons outonais ...

... a igreja matriz em tons outonais ...

 

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... os diópiros atravessam o muro e embelezam-no ...

... os diópiros atravessam o muro e embelezam-no ...

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... o Henrique "Parente" indo para o campo com a sua sachola ao ombro e o balde para recolher alguns produtos da horta ...

 ... o Henrique "Parente" indo para o campo com a sua sachola ao ombro e o balde

para recolher alguns produtos da horta ...

 

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... mais uma vista sobre a Aldeia ...

... mais uma vista sobre a Aldeia ...

 

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... ave (Chapim real - "Parus major") picando o ramo à procura de larvas ou insetos para o seu almoço ...

... ave (Chapim real - "Parus major") picando o ramo à procura de larvas ou insetos

para o seu almoço ...

 

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... o Castelo de Monforte de Rio Livre (monumento nacional) por entre as giestas ...

... o Castelo de Monforte de Rio Livre (monumento nacional) por entre as giestas ...

 

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... As eólicas vistas ao longe, na serra do Larouco ...

... as eólicas vistas ao longe, na serra do Larouco ...

 

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... o gato aproveitando um dia de sol outonal,  e rodeado de flores que ainda resistem ...

... o gato aproveitando um dia de sol outonal, e rodeado de flores que ainda resistem ...

 

 

 

Até breve !!!

 

 

 

 

 

 

Mário Silva 📷
28
Abr19

Águas Frias (Chaves) - 28 de abril - Dia Nacional de Prevenção e Segurança no Trabalho


Mário Silva Mário Silva

 

28 de abril

Dia Nacional de Prevenção e Segurança no Trabalho

 

Águas Frias (Chaves) - ... lameiro rodeado de árvores ...

... lameiro rodeado de árvores ...

 

O Dia Nacional de Prevenção e Segurança no Trabalho celebra-se todos os anos a 28 de abril.

O objetivo deste dia é chamar a atenção das empresas e dos trabalhadores para a importância de tomar medidas preventivas que garantam a segurança no trabalho.

Prevenir acidentes de trabalho é uma responsabilidade de todos, assim como a prevenção é um direito transversal a todos os trabalhadores.

Neste dia realizam-se atividades pelo país como seminários para promover a segurança e a saúde no trabalho.

A prevenção de riscos profissionais é uma preocupação a consolidar pelas empresas que exige também o esforço dos trabalhadores, dos cidadãos em geral, dos inspetores e das instituições de autoridade.

Este dia é comemorado em Portugal e no mundo também como uma homenagem a todas as vítimas dos acidentes de trabalho e de doenças profissionais. Desde 1996 que se celebra esta data mundialmente. Em Portugal, o dia 28 de abril foi instituído como o Dia Nacional de Prevenção e Segurança no Trabalho com a resolução n.º 44/2001, sendo a Autoridade para as Condições do Trabalho a responsável pelo cumprimento desta resolução.

In: https://www.calendarr.com/portugal/dia-nacional-de-prevencao-e-seguranca-no-trabalho/

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... casas na Aldeia

... casas na Aldeia ...

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... a ovelha curiosa com a máquina fotográfica ...

... a ovelha curiosa com a máquina fotográfica ...

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... o castelo de Monforte de Rio Livre (monumento nacional) em tempo de giestas brancas ...

... o castelo de Monforte de Rio Livre (monumento nacional) em tempo de giestas brancas ...

 

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... casas na Aldeia ...

... casas na Aldeia ...

 

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... casa na Aldeia (que já viu melhores dias ...)

... casa na Aldeia (que já viu melhores dias ...)

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... violeta campestre ...

... violeta campestre ...

 

 

Até Breve !!!

 

 

 

 

 

 

 

 

Mário Silva 📷
14
Abr18

Águas Frias (Chaves) - " ... Altas ou baixas, em Abril vêm as Páscoas ..."


Mário Silva Mário Silva

 

 

 

 

 

" ... Altas ou baixas,

em Abril

vêm as Páscoas ..."

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... as "páscoas" - flor campestre ...

     ... as "páscoas" - flor campestre ...    

 

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... vista parcial da Aldeia ...

     ... vista parcial da Aldeia ...     

 

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... a giesta branca e o castelo de Monforte de Rio Livre (Monumento Nacional) ...

     ... a giesta branca e o castelo de Monforte de Rio Livre (Monumento Nacional) ...     

 

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... o burrito e o pónei ...

     ... o burrito e o pónei ...     

 

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... casas na Aldeia ...

      ... casas na Aldeia, a encosta do Brunheiro e o Castelo ...    

 

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... casa na Aldeia ...

     ... casa na Aldeia ...     

 

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... violeta campestre ...

     ... violeta campestre ...     

 

 

 

 

 

 

Até breve !!!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Mário Silva 📷

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