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MÁRIO SILVA - Fotografia, Pintura & Escrita

*** *** A realidade é a "minha realidade" em imagens (fotografia, pintura) e escrita

27
Nov25

"O largo; a sede da Junta de Freguesia; o cruzeiro de Nosso Sr. dos Milagres" - Águas Frias - Chaves – Portugal


Mário Silva Mário Silva

"O largo; a sede da Junta de Freguesia;

o cruzeiro de Nosso Sr. dos Milagres"

Águas Frias - Chaves – Portugal

27Nov DSC08973_ms

A fotografia de Mário Silva capta um amplo plano do largo principal da aldeia de Águas Frias, onde se encontram os elementos cívicos, administrativos e religiosos da comunidade, sob a luz clara de um dia de outono.

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A Sede da Junta de Freguesia: No lado esquerdo do plano, domina um edifício de dois pisos, com as paredes em pedra (granito) e uma varanda no piso superior.

O telhado é de telha tradicional.

O rés-do-chão apresenta inscrições identificativas ("Junta de Freguesia de Águas Frias") e algumas aberturas.

A estrutura é robusta e utilitária, tipicamente rural.

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O Cruzeiro: No lado direito, sob a sombra das árvores, encontra-se uma pequena estrutura religiosa que funciona como cruzeiro de rua.

Esta consiste num nicho emoldurado por um pequeno telhado sustentado por colunas, abrigando uma imagem de culto, Nosso Senhor dos Milagres, dado ser um cruzeiro.

A sua presença demarca o espaço sagrado no largo.

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O Largo e a Vegetação: O largo propriamente dito é um espaço amplo de pavimento simples, que serve de ponto de encontro e estacionamento.

Árvores de grande porte, com folhagem de outono em tons de verde, amarelo-dourado e vermelho intenso, emolduram a cena, sugerindo a transição da estação.

 O céu é limpo e azul.

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O Coração da Aldeia Transmontana – A Tripla Identidade do Largo

O largo principal de Águas Frias, Chaves, imortalizado na fotografia de Mário Silva, é o palco onde se manifestam os três pilares que estruturam a vida social e cultural da aldeia transmontana: o poder cívico (Junta), a fé (Cruzeiro) e a comunidade (Largo).

Este espaço é o verdadeiro coração da freguesia, um ponto de convergência de todos os caminhos.

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A Junta de Freguesia: O Poder Terreno

O edifício da Sede da Junta de Freguesia representa a autoridade local e a voz da comunidade.

Não se trata de uma simples repartição administrativa, mas sim do polo onde se resolvem os problemas quotidianos, se organizam os festejos e se mantêm as tradições.

Na arquitetura de granito e de linhas simples, o edifício simboliza a solidez e a resiliência das instituições rurais.

É o elo de ligação entre a aldeia e o município, garantindo que as necessidades dos habitantes, desde o arranjo dos caminhos à distribuição de água, sejam atendidas.

É o símbolo da vida organizada e da gestão coletiva.

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O Cruzeiro: O Elo com o Sagrado

A presença do Cruzeiro de Nosso Senhor dos Milagres lado a lado com a administração civil sublinha a profunda raiz religiosa que ainda impera nas comunidades transmontanas.

Estes pequenos altares ao ar livre são pontos de devoção espontânea e local.

O cruzeiro é um farol de fé, onde os lavradores, antes ou depois do trabalho, podem fazer uma breve oração.

Simboliza a esperança, a proteção e a constante busca por milagres que amparem a vida, muitas vezes dura, do campo.

É um lembrete de que a vida da aldeia é regida não só pelas leis humanas, mas também pelas leis divinas.

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O Largo: O Espaço da Comunidade

Por fim, o Largo é o palco da vida social.

É onde se dão os encontros após a missa, onde as crianças brincam e onde se realizam as festas anuais.

Rodeado pela vegetação do outono em tons vibrantes, este espaço aberto representa a liberdade, a partilha e o convívio.

O largo é o ponto de partida e o ponto de chegada.

Ao unir a administração (Junta) e a fé (Cruzeiro), este espaço encapsula a identidade completa da aldeia: uma comunidade que se apoia na organização prática, mas que encontra o seu conforto e a sua força na espiritualidade e na tradição.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
12
Out25

Resultados das Eleições Autárquicas 2025, na freguesia de ÁGUAS FRIAS (Águas Frias-Casas de Monforte-Assureiras-Avelelas-Sobreira) - Chaves Portugal.


Mário Silva Mário Silva

Resultados das Eleições Autárquicas 2025, na freguesia de ÁGUAS FRIAS
(Águas Frias-Casas de Monforte-Assureiras-Avelelas-Sobreira) - Chaves Portugal.
 
Parabéns a Romeu Gomes, o novo presidente de freguesia eleito
 

ELEIÇÕES  AUTÁRQUICAS  2025

 

Mário Silva 📷
27
Jun25

"Passando em São Vicente da Raia (Rua da Fonte)" - Chaves Portugal


Mário Silva Mário Silva

"Passando em São Vicente da Raia (Rua da Fonte)"

Chaves - Portugal

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São Vicente é uma aldeia pitoresca localizada na freguesia de São Vicente da Raia, no concelho de Chaves, distrito de Vila Real, em Portugal.

Conforme a descrição da fotografia de Mário Silva, a imagem captura um momento da "Rua da Fonte", um local que evoca a simplicidade e a beleza rural.

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São Vicente da Raia, como o próprio nome sugere, encontra-se numa zona de fronteira (raia) com Espanha, o que historicamente lhe conferiu uma importância estratégica e cultural particular.

A aldeia é um exemplo típico do povoamento rural do interior de Portugal, caracterizado por uma arquitetura tradicional e uma profunda ligação à terra.

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As habitações em São Vicente da Raia são maioritariamente construídas em pedra, utilizando materiais locais.

Estas casas, muitas delas antigas, exibem a robustez e a beleza da arquitetura vernácula transmontana, com telhados de telha tradicional que se integram harmoniosamente na paisagem.

Na fotografia, é possível observar uma dessas construções de pedra, com telhado de duas águas, que sugere a tipicidade da arquitetura local.

As ruas da aldeia são, em geral, estreitas e por vezes irregulares, adaptando-se à topografia do terreno.

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A "Rua da Fonte" ilustrada na imagem parece ser um caminho mais aberto, mas ainda assim com o caráter de uma via rural, ladeada por vegetação e elementos naturais.

A aldeia está imersa num ambiente rural, rodeada por campos agrícolas, matos e vegetação espontânea.

A predominância de tons verdes na paisagem, visíveis na fotografia, realça a conexão com a natureza e a vida no campo.

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A agricultura de subsistência e pequena escala sempre foi a base da economia local.

O cultivo de batata, centeio, milho e a criação de gado (bovino, ovino e caprino) são atividades tradicionais que moldaram o quotidiano e a paisagem da aldeia.

A presença de vegetação densa e o que parecem ser áreas cultivadas na fotografia corroboram esta ligação à terra.

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A região de Chaves é conhecida pelos seus produtos endógenos, como o presunto e os enchidos, e também pela produção de castanhas e cogumelos, o que certamente também faria parte da vida em São Vicente da Raia.

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A presença de uma "Rua da Fonte" sugere a importância da água na vida da aldeia, um elemento vital para a subsistência e para as comunidades rurais.

Fontes e ribeiros são muitas vezes pontos de encontro e locais com significado social.

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Aldeias como São Vicente da Raia mantêm vivas as tradições e costumes locais.

A vida comunitária é um pilar, com festas religiosas e romarias que reforçam os laços entre os habitantes.

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Como muitas aldeias do interior de Portugal, São Vicente da Raia pode enfrentar desafios relacionados com o despovoamento e o envelhecimento da população, uma realidade comum nas zonas rurais.

No entanto, o seu património e a beleza natural continuam a ser atrativos.

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Em suma, São Vicente da Raia é uma aldeia que personifica a ruralidade transmontana, com a sua arquitetura em pedra, paisagens verdes e uma história ligada à fronteira e à vida agrícola.

A fotografia de Mário Silva oferece uma janela para a tranquilidade e autenticidade deste remoto recanto de Chaves.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
15
Jun25

Capela de S. Tiago -  (Aldeia de Castelo – freguesia de Eiras – Chaves – Portugal)


Mário Silva Mário Silva

Capela de S. Tiago

(Aldeia de Castelo – freguesia de Eiras – Chaves – Portugal)

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A fotografia de Mário Silva retrata a Capela de S. Tiago, localizada na aldeia de Castelo, freguesia de Eiras, em Chaves, Portugal.

A imagem mostra uma pequena capela de pedra com um telhado de telhas vermelhas, cercada por uma vegetação verdejante e árvores altas, evocando um ambiente sereno e tradicional.

A capela, com a sua arquitetura simples e rústica, parece estar integrada na paisagem natural, destacando-se como um ponto de devoção e história local.

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São Tiago, o Maior, foi um dos doze apóstolos de Jesus Cristo e é uma figura de grande relevância no cristianismo.

Filho de Zebedeu e irmão de São João Evangelista, Tiago era pescador na Galileia quando foi chamado por Jesus para se tornar um "pescador de homens".

Conhecido pelo seu temperamento forte, ele e o seu irmão foram chamados por Jesus de "filhos do trovão".

Tiago esteve presente em momentos cruciais da vida de Cristo, como a Transfiguração e a agonia no Jardim das Oliveiras.

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Após a morte e ressurreição de Jesus, Tiago dedicou-se à pregação do Evangelho.

Segundo a tradição, ele teria viajado até a Península Ibérica, onde evangelizou as populações da região que hoje corresponde à Espanha.

Essa missão é especialmente celebrada na tradição cristã, que o considera o padroeiro da Espanha.

De volta a Jerusalém, Tiago enfrentou perseguições e, por volta do ano 44 d.C., foi martirizado por ordem do rei Herodes Agripa I, tornando-se o primeiro apóstolo a sofrer o martírio, conforme narrado nos Atos dos Apóstolos.

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A lenda mais conhecida sobre São Tiago está ligada ao Caminho de Santiago.

Diz a tradição que, após a sua morte, o seu corpo foi milagrosamente transportado para Espanha, onde foi sepultado em Compostela.

No século IX, o suposto túmulo de São Tiago foi descoberto, dando origem ao santuário de Santiago de Compostela, que se tornou um dos principais destinos de peregrinação cristã na Idade Média e até hoje.

O Caminho de Santiago atrai milhões de peregrinos que buscam espiritualidade, reflexão e ligação com a história do santo.

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São Tiago é frequentemente representado como um peregrino, com um bordão, uma cabaça e uma concha, símbolos associados aos peregrinos do Caminho.

Além disso, é também retratado como Santiago Matamoros, uma figura guerreira que, segundo a tradição medieval espanhola, teria auxiliado os cristãos nas batalhas contra os muçulmanos durante a Reconquista.

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A Capela de S. Tiago em Castelo, Chaves, é um testemunho da devoção a este santo, refletindo a importância da sua mensagem de fé, coragem e missão evangelizadora que ressoa através dos séculos.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
03
Nov24

Capela de Santo Estevão – Chaves - Portugal


Mário Silva Mário Silva

Capela de Santo Estevão – Chaves - Portugal

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A vila medieval que leva o nome de Santo Estevão, tem uma forte conexão com a figura de Santo Estevão Protomártir, o primeiro mártir cristão mencionado no Novo Testamento.

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Esta “vila”, como muitas outras localidades na Europa, pode ter sido nomeada em honra a Santo Estevão, devido à importância do santo na tradição cristã.

O nome provavelmente reflete a devoção local e o papel significativo de igrejas e capelas dedicadas a ele em diferentes comunidades ao longo dos séculos.

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Santo Estevão, como mencionado anteriormente, foi o primeiro mártir da fé cristã e é considerado um símbolo de fé e perseverança.

A “vila medieval” de Santo Estevão, localizada próxima a Chaves, Portugal, deve o seu nome a esse santo como forma de perpetuar a sua memória e influência.

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Capelas e igrejas dedicadas a santos muitas vezes tornam-se o centro de pequenas vilas e comunidades, servindo não apenas como locais de culto, mas também como marcos culturais e históricos.

É provável que a capela de Santo Estevão tenha desempenhado um papel central na história e desenvolvimento dessa “vila medieval”, refletindo a religiosidade e tradições locais.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
09
Out23

Evolução da população da aldeia de Águas Frias (Chaves) - Portugal


Mário Silva Mário Silva

Evolução da população da freguesia de

Águas Frias (Chaves) - Chaves

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A evolução da população da aldeia de Águas Frias, concelho de Chaves, Portugal, é caracterizada por um crescimento demográfico constante até à década de 1960, seguido de um declínio acentuado nas décadas seguintes.

Em 1864, a aldeia tinha 1.485 habitantes, número que aumentou para 1.591 em 1878, 1.831 em 1890 e 1.620 em 1900. O máximo de população foi atingido em 1960, com 2.201 habitantes.

A partir da década de 1960, a população da aldeia começou a decrescer, devido à emigração para os centros urbanos e para o estrangeiro. Em 1970, a população era de 1.550 habitantes, em 1981 era de 1.253 habitantes, em 1991 era de 946 habitantes, em 2001 era de 897 habitantes e em 2011 era de 746 habitantes.

Nos últimos anos, a população da aldeia tem registado um ligeiro aumento, passando para 607 habitantes em 2021. Este aumento pode ser explicado por vários fatores, como a melhoria das condições de vida na aldeia, o regresso de alguns emigrantes e o aumento do turismo na região.

A evolução da população de Águas Frias pode ser observada no seguinte gráfico:

 

       Ano        Habitantes

1900         1620

1920         1538

1940         1926

1960         2201

1981         1253

1991         946

2001         897

2011         746

2021         607

A aldeia de Águas Frias é uma das maiores do concelho de Chaves, mas tem vindo a perder população nos últimos anos. Este fenómeno é preocupante, pois pode levar ao desaparecimento da aldeia e à perda de um património cultural e histórico.

O gráfico mostra que a população da aldeia cresceu constantemente até à década de 1960, seguido de um declínio acentuado nas décadas seguintes. Nos últimos anos, a população da aldeia tem registado um ligeiro aumento.

Os principais fatores que explicam a evolução da população da aldeia de Águas Frias podem ser resumidos da seguinte forma:

Crescimento demográfico até à década de 1960: este crescimento foi impulsionado por vários fatores, como o aumento da natalidade, a diminuição da mortalidade e a abundância de terras agrícolas.

Declínio demográfico a partir da década de 1960: este declínio foi causado pela emigração para os centros urbanos e para o estrangeiro, em busca de melhores condições de vida e de trabalho.

Ligeiro aumento da população nos últimos anos: este aumento pode ser explicado por vários fatores, como a melhoria das condições de vida na aldeia e o regresso de alguns emigrantes.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
01
Set23

A aldeia de Águas Frias – Chaves - Portugal


Mário Silva Mário Silva

A aldeia de Águas Frias – Chaves - Portugal

30 Águas Frias - Chaves - Pintura-moldura

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Águas Frias é uma freguesia portuguesa do município de Chaves, com 28,78 km² de área e 607 habitantes (2021). A sua densidade populacional é de 21,1 hab/km².

Localiza-se a 15 km a norte da sede do concelho, Chaves.

A freguesia é composta pelos seguintes lugares:

Águas Frias

Assureiras

Aveledas

Casas de Monforte

Sobreiras

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Águas Frias fez parte do concelho de Monforte de Rio Livre até à extinção do mesmo em 31 de dezembro de 1853, data em que passou para o concelho de Chaves. Com lugares desta freguesia foi criada em 1960 a freguesia de Santo António de Monforte.

A freguesia de Águas Frias foi abadia do padroado real. Foi abrangida pelos forais concedidos à antiga Vila de Monforte de Rio Livre por D. Afonso III, 1273 e por D. Manuel, em 1 de junho de 1512.

A paróquia de Águas Frias pertence ao arciprestado de Chaves e à diocese de Vila Real, desde 22 de abril de 1922.

A aldeia de Águas Frias é uma das mais antigas do concelho de Chaves. A sua história remonta ao século XII, quando era conhecida como "Aguasfridas de Rio Livre". A aldeia foi fundada por D. Afonso III, que lhe concedeu um foral em 1273.

Águas Frias foi sede do concelho de Monforte de Rio Livre até à sua extinção em 1853. A aldeia perdeu então importância, mas manteve-se como um importante centro agrícola e pastoril.

A aldeia tem uma rica história e património. A igreja matriz, construída no século XVIII, é um dos monumentos mais importantes da aldeia.

Águas Frias é uma aldeia tranquila e acolhedora, situada numa zona de grande beleza natural. A aldeia é um destino popular para os amantes da natureza e da história.

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Texto & Fotopintura: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷

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