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MÁRIO SILVA - Fotografia, Pintura & Escrita

*** *** A realidade é a "minha realidade" em imagens (fotografia, pintura) e escrita

17
Nov25

"Original puxador de porta" - Tinhela – Valpaços – Portugal


Mário Silva Mário Silva

"Original puxador de porta"

Tinhela – Valpaços – Portugal

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A fotografia de Mário Silva é um close-up de um detalhe de arquitetura rural, capturado em Tinhela, Valpaços.

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O foco da imagem está num puxador de porta de ferro forjado que apresenta uma forma artística e incomum, assemelhando-se a uma figura humana estilizada ou a um lagarto/macaco com braços e pernas longos e curvos.

O ferro é de cor castanho-ferrugem e está pregado a uma porta de madeira pintada num tom azul-pálido e gasta pelo tempo.

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A superfície da porta é composta por tábuas verticais, com a pintura desbotada e desgastada, o que confere ao conjunto uma atmosfera rústica e antiga.

No lado esquerdo, é visível uma fechadura ou buraco da chave em latão, contrastando com o puxador rústico.

A luz incide suavemente, destacando a textura áspera e irregular do ferro forjado.

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O Puxador de Porta: Onde a Funcionalidade Encontra a Alma Artesanal

A fotografia de Mário Silva, que destaca um puxador de porta artesanal na aldeia de Tinhela (Valpaços), celebra a beleza singular do ferro forjado e a forma como a funcionalidade mais básica — abrir e fechar — pode ser elevada a uma expressão de arte popular.

Este tipo de detalhe arquitetónico é uma marca da identidade das aldeias rurais portuguesas, especialmente no interior transmontano.

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A Originalidade da Necessidade

Em ambientes rurais, a produção de objetos quotidianos era, por natureza, artesanal.

O serralheiro ou ferreiro local não se limitava a replicar modelos industriais; ele infundia a sua criatividade e as tradições locais em cada peça.

O puxador retratado, com a sua forma orgânica e quase animada (que evoca, talvez, a figura de um macaco, um lagarto ou um homem em movimento), transcende o utilitarismo.

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Originalidade: Este tipo de puxador demonstra uma liberdade formal invulgar, transformando a porta numa tela para a escultura funcional.

Cada peça é única, contando uma história silenciosa daquele lar.

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Contraste Material: A escolha da madeira pintada de azul gasta em contraste com o ferro envelhecido pela ferrugem sublinha a passagem do tempo, a resiliência dos materiais e a beleza que nasce da imperfeição e do uso diário.

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Funcionalidade e Simbolismo

Apesar da sua aparência decorativa, a principal função do puxador é, obviamente, ser um ponto de contacto, um ponto de transição entre o exterior e o interior.

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A Ergonomia Rústica: O ferro forjado, embora duro, era moldado para que a pega fosse firme.

As formas curvas garantiam que a mão pudesse agarrar o objeto com facilidade e segurança.

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O Simbolismo na Porta: Em muitas culturas, a porta e os seus acessórios (puxadores, aldravas, dobradiças) tinham um valor simbólico, atuando por vezes como amuletos.

Formas de animais ou figuras humanas podiam ser vistas como guardiões da casa, conferindo um caráter protetor ao portal de entrada.

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A fotografia de Mário Silva não é apenas sobre um puxador; é sobre a poesia da ferraria tradicional, onde a arte da forja se misturava com as necessidades do quotidiano, deixando um legado de funcionalidade e originalidade nas portas das casas de Portugal.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
30
Out25

“Um pormenor que é pormaior” - Águas Frias – Chaves – Portugal


Mário Silva Mário Silva

“Um pormenor que é pormaior”

Águas Frias – Chaves – Portugal

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Esta fotografia de Mário Silva, capturada em Águas Frias, Chaves, é um estudo focado num detalhe encantador e rústico da arquitetura local.

O título “Um pormenor que é pormaior” (ou “Um pormenor que é por maior”) sugere a importância de se prestar atenção a pequenos aspetos que carregam grande significado.

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A imagem é dominada por uma campainha de ferro forjado e enferrujado, fixada a uma parede rugosa de pedra clara.

O suporte desta campainha tem a forma de um gato sentado, uma figura zoomórfica que confere um toque de fantasia e familiaridade à peça.

O metal está corroído pelo tempo e pela humidade, exibindo tons profundos de castanho e laranja-ferrugem, que contrastam suavemente com o verde esmeralda no olho do gato.

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Por baixo do gato, pende o sino, robusto e igualmente corroído, suspenso por um pequeno elo.

Uma corrente estende-se a partir do sino, completando o mecanismo de chamada.

A luz difusa da tarde realça a textura da pedra e o peso do ferro, conferindo à cena uma atmosfera de quietude, durabilidade e nostalgia pela história que este pequeno objeto carrega.

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O Pormenor que Veste a História

A Simbologia dos Sinos e Enfeites na Arquitetura Transmontana

Nas aldeias do interior de Portugal, especialmente em regiões como Trás-os-Montes, a história não se encontra apenas nos grandes monumentos; está cravada nos pormenores do quotidiano.

A campainha de porta rústica e o suporte em forma de gato, capturados nesta fotografia, são a prova de que “um pormenor é por maior”: um pequeno objeto pode ter um vasto significado cultural e estético.

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O Ferro e o Testemunho do Tempo

O material dominante – o ferro forjado e enferrujado – é um testemunho da durabilidade e da autenticidade da vida rural.

A ferrugem não é vista como desgaste, mas como uma patina do tempo, um registo visual das estações e das décadas que este objeto experienciou na fachada.

O ferro, pesado e resistente, simboliza a natureza imutável da tradição e a resiliência das gentes locais.

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A Campainha e a Comunidade

Antes dos intercomunicadores modernos, o sino à porta era um elemento essencial da comunicação social.

Tocar a campainha não era apenas uma chamada funcional, mas um ato social que anunciava uma visita, o regresso de alguém, ou a chegada de um vendedor.

A campainha é, portanto, um símbolo do limiar entre o público e o privado, e da hospitalidade que define as comunidades pequenas, onde o som do sino era reconhecível e significativo.

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O Gato: Entre a Simbologia e o Afeto

O suporte em forma de gato é o toque que transforma este pormenor em “pormaior”.

O uso de figuras animais em ferro forjado na arquitetura popular tem raízes antigas, muitas vezes ligadas a crenças de proteção e boa sorte.

O gato, em particular, é um símbolo de vigilância, mistério e, nas casas rurais, um guardião prático contra roedores.

A sua presença humaniza a fachada de pedra, injetando uma nota de afeto e folclore no rigor da arquitetura.

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A fotografia de Mário Silva eleva este modesto objeto a um ponto focal, convidando-nos a valorizar os elementos que, embora pequenos, são essenciais para contar a história de uma casa, de uma rua e de uma aldeia.

É uma lembrança subtil de que a beleza e o significado cultural muitas vezes se encontram nos detalhes mais inesperados.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
19
Jul25

"Aldraba inclinada" e mais uma breve estória


Mário Silva Mário Silva

"Aldraba inclinada"

e mais uma breve estória

19Jul DSC01384_ms

Esta fotografia de Mário Silva, intitulada "Aldraba inclinada", oferece um close-up detalhado de uma antiga aldraba de metal, montada numa porta de madeira envelhecida.

A aldraba, feita de ferro forjado, apresenta um design simples e robusto, com uma argola em forma de "U" invertido que termina num batente esférico na parte inferior.

A sua superfície está visivelmente enferrujada, com tons de castanho-avermelhado e vestígios de oxidação, o que lhe confere um aspeto rústico e uma sensação de passagem do tempo.

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A aldraba está fixada a uma placa de metal quadrada, também enferrujada, que por sua vez está presa à porta com pregos.

O facto de ser descrita como "inclinada" sugere que a aldraba ou a placa de montagem não estão perfeitamente alinhadas verticalmente, ou que a perspetiva da fotografia a faz parecer assim, adicionando um toque de carácter à imagem.

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A porta de madeira, que serve de fundo, é igualmente marcada pelo tempo.

Apresenta uma textura rugosa com veios visíveis, fissuras e descolorações que indicam exposição aos elementos.

Alguns pregos antigos, também enferrujados, estão cravados na madeira, reforçando a antiguidade da peça.

A iluminação realça as texturas e os detalhes da ferrugem e da madeira, criando uma imagem que evoca histórias e uma sensação de história e mistério.

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A Estória: A Aldraba da Memória

Na aldeia de Fontelas, perdida entre colinas verdejantes, havia uma casa que todos conheciam como "A Casa da Aldraba Torta".

Não era a maior, nem a mais imponente, mas a sua porta de madeira, castigada pelo sol e pela chuva, guardava uma aldraba de ferro que se inclinava ligeiramente para a esquerda.

Era essa pequena imperfeição que lhe dava um ar de mistério e, para alguns, de melancolia.

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A fotografia de Mário Silva capturava essa aldraba com uma honestidade quase dolorosa.

O ferro enferrujado, as estrias da madeira envelhecida, os pregos cravados como cicatrizes de um tempo longínquo.

Não era apenas uma aldraba; era um portal para o passado, para as histórias que a casa testemunhara.

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Para o pequeno Tiago, que passava os seus verões em Fontelas com a avó, a Aldraba Torta era mais do que um simples puxador.

Era a guardiã dos segredos da sua bisavó, Ana.

A avó de Tiago, Maria, costumava contar-lhe que Ana, uma mulher de fibra e riso fácil, tinha mandado fazer aquela aldraba ao ferreiro da aldeia, o Sr. Joaquim, um homem tão torto de corpo quanto hábil com o ferro.

A inclinação da aldraba, dizia-se, era um reflexo da inclinação da sua própria alma.

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A lenda na família era que cada vez que a aldraba era batida, ela não chamava apenas quem estava dentro; chamava também uma memória.

O som seco e ressonante que ecoava pelos corredores da velha casa trazia consigo ecos de gargalhadas de crianças, de discussões apaixonadas, de canções entoadas nas noites de festa. Para Tiago, o som da aldraba era a voz da sua bisavó.

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Certa manhã de verão, Tiago, já adolescente e com os seus próprios dilemas, sentou-se no degrau da porta da Casa da Aldraba Torta.

A sua vida na cidade parecia tão distante, tão cheia de escolhas difíceis.

Ele tocou a aldraba enferrujada, sentindo a rugosidade do ferro sob os seus dedos.

Imaginou as mãos da bisavó Ana a fazer o mesmo, os seus dedos gastos pelo trabalho na terra.

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Com um suspiro, Tiago ergueu a aldraba e deixou-a cair.

O toc-toc ressoou, e por um instante, o ar na aldeia pareceu vibrar.

Não ouviu vozes, mas sentiu uma quietude diferente.

Uma sensação de paz e aceitação.

Olhou para a aldraba, ligeiramente torta, mas forte, resistente ao tempo.

Percebeu que a sua inclinação não era um defeito, mas uma característica, uma parte da sua história e da sua identidade.

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Naquele momento, Tiago compreendeu que, tal como a aldraba, a vida nem sempre é perfeita ou reta.

Há inclinações, desafios, e marcas do tempo.

Mas são essas imperfeições que contam a história, que dão caráter, que a tornam única.

A Aldraba Torta não era um sinal de fragilidade, mas de resiliência.

E, como a sua bisavó Ana, Tiago sentiu que podia enfrentar as suas próprias "inclinações" com a mesma força e com um sorriso no rosto.

O segredo da Aldraba da Memória não era trazer o passado, mas ensinar a viver o presente com a sabedoria dos que vieram antes.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
17
Dez24

"O candeeiro e a varanda de ferro forjado"


Mário Silva Mário Silva

"O candeeiro e a varanda de ferro forjado"

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A fotografia "O candeeiro e a varanda de ferro forjado" de Mário Silva captura a atmosfera íntima e acolhedora de uma noite em Chaves.

A imagem centra-se numa varanda de ferro forjado, adornada com um candeeiro de rua que emite uma luz suave e quente.

Atrás da varanda, uma janela com cortinas translúcidas deixa entrever a luz interior, criando um contraste interessante com a escuridão da noite.

No primeiro plano, uma coroa de advento com velas coloridas adiciona um toque de festividade e espiritualidade à composição.

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A fotografia apresenta uma composição equilibrada, com a varanda e o candeeiro ocupando o centro da imagem.

A perspetiva adotada permite ao observador imaginar o espaço interior da casa e sentir a atmosfera acolhedora do local.

A coroa de advento, posicionada no primeiro plano, cria um ponto focal e convida o olhar do observador para a parte inferior da imagem.

A luz artificial do candeeiro e a luz natural que se infiltra pela janela criam um jogo de sombras e contrastes que confere à imagem uma atmosfera mágica e misteriosa.

A iluminação suave e quente confere à imagem uma sensação de aconchego e intimidade.

A paleta de cores da fotografia é marcada pela sobriedade dos tons escuros, que contrastam com a luz quente do candeeiro e as cores vibrantes das velas da coroa de advento.

Essa combinação de cores cria um equilíbrio visual e reforça a ideia de contraste entre o exterior e o interior, entre a luz e a escuridão.

A varanda representa um espaço de transição entre o interior e o exterior, um lugar de encontro e de contemplação.

O candeeiro simboliza a luz e a esperança, enquanto a coroa de advento representa a espera e a renovação.

A combinação desses elementos cria uma imagem rica em significados, que convida à reflexão sobre a passagem do tempo e a importância da tradição.

A fotografia captura a essência da vida urbana em Portugal, revelando a importância da arquitetura tradicional e dos elementos decorativos na criação de ambientes acolhedores.

A varanda de ferro forjado, o candeeiro de rua e a coroa de advento são elementos que remetem para um passado mais lento e tradicional.

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O título "O candeeiro e a varanda de ferro forjado" é uma descrição precisa dos elementos principais da fotografia.

No entanto, o título poderia ser mais poético e evocar um sentimento de nostalgia ou de aconchego.

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Em conclusão, a fotografia "O candeeiro e a varanda de ferro forjado" de Mário Silva é uma obra poética e intimista, que captura a beleza da vida quotidiana em Chaves.

A imagem, com a sua composição equilibrada e a sua simbologia rica, transcende a mera representação de uma varanda, tornando-se uma metáfora da passagem do tempo e da importância da tradição.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
02
Nov24

Dia dos Fiéis Defuntos


Mário Silva Mário Silva

Dia dos Fiéis Defuntos

02Nov DSC08074_ms

A imagem capturada por Mário Silva retrata um portão de ferro forjado, adornado com arabescos e encimado por uma cruz.

O portão, que dá acesso a um cemitério, é o elemento central da fotografia.

A data "MDCCLXXII" inscrita no portão, equivalente a 1772 no calendário gregoriano, remete-nos a um passado distante, conferindo à imagem um ar de nostalgia e tradição.

O fundo da fotografia é composto por um céu nublado e pela silhueta de árvores, elementos que, juntamente com a atmosfera sombria da imagem, contribuem para criar uma sensação de melancolia e reflexão.

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O Dia dos Fiéis Defuntos, celebrado anualmente no dia 2 de novembro pela Igreja Católica, é uma data dedicada à memória dos falecidos.

Neste dia, os fiéis são convidados a orar pelos seus entes queridos que já partiram, bem como por todas as almas que se encontram no purgatório, aguardando a purificação para alcançar a vida eterna.

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A Igreja Católica ensina que a morte não é o fim, mas sim uma passagem para a vida eterna.

A celebração do Dia dos Fiéis Defuntos reafirma essa crença, convidando os fiéis a refletirem sobre o mistério da morte e a esperança na ressurreição.

Os fiéis creem na existência de uma comunhão entre os que estão no céu, na terra e no purgatório.

Através da oração e dos sacramentos, os vivos podem interceder pelos falecidos, auxiliando-os na sua caminhada para Deus.

A celebração do Dia dos Fiéis Defuntos também nos lembra da importância de preservar a memória de nossos entes queridos.

Ao visitar os cemitérios e rezar pelos falecidos, fortalecemos os laços familiares e mantemos viva a lembrança daqueles que amamos.

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A fotografia de Mário Silva captura de forma poética a essência do Dia dos Fiéis Defuntos.

O portão de ferro, com a sua inscrição antiga, simboliza a passagem do tempo e a inevitabilidade da morte.

Ao mesmo tempo, a cruz e os arabescos remetem à fé e à esperança na vida eterna.

A atmosfera sombria da imagem convida à reflexão e à introspeção, proporcionando um momento de conexão com o sagrado.

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Quem acredita na Vida Eterna … acredita …

Quem não acredita numa Outra Vida … não acredita …

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷

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