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MÁRIO SILVA - Fotografia, Pintura & Escrita

*** *** A realidade é a "minha realidade" em imagens (fotografia, pintura) e escrita

20
Nov25

“Fonte dos Leões e como fundo as igrejas do Carmo e a dos Carmelitas” (Porto – Portugal)


Mário Silva Mário Silva

“Fonte dos Leões e como fundo as igrejas do Carmo e a dos Carmelitas” (Porto – Portugal)

20Nov DSC09148_ms

A fotografia de Mário Silva é uma composição noturna ou de final de tarde que justapõe um elemento escultórico moderno ou do século XIX (a fonte) com o complexo arquitetónico religioso do Porto (as igrejas).

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Primeiro Plano: A Fonte e a Cor

O primeiro plano é dominado pela escultura de um leão da fonte, que está coberto por uma iluminação artificial intensa, em tom azul-elétrico.

Este leão, com uma expressão feroz e juba trabalhada, tem a sua cabeça e parte do corpo em destaque.

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O Jato de Água:  Da boca do leão, emerge um jato de água forte e longo, que se projeta em arco, criando um risco de luz que se estende para o centro da imagem.

Textura e Brilho: A cor azul da escultura, combinada com o brilho da água que escorre e dos jatos de luz, confere um caráter dramático e quase irreal à fonte.

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Segundo Plano e Fundo: O Complexo Religioso

Atrás da fonte e servindo como pano de fundo, está a fachada de uma das igrejas, provavelmente a Igreja do Carmo (ou Carmelitas Descalços), conhecida pela sua exuberante decoração.

Arquitetura Barroca/Rococó: A fachada apresenta uma riqueza de talha em pedra (cantaria) com relevos, nichos, pilastras e elementos decorativos de grande detalhe, típicos do estilo Barroco e Rococó do Norte de Portugal.

Iluminação da Fachada: O edifício histórico está iluminado em tons quentes e naturais (diferentes do azul da fonte), o que destaca a sua textura e as complexas molduras.

A iluminação confere profundidade e contrasta a permanência da arquitetura com o movimento da água e a cor da fonte.

Ambiente Noturno: O céu escuro e o uso de luz artificial acentuam a justaposição de elementos — o dinamismo da água e da cor, em oposição à solidez e antiguidade da pedra histórica.

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A fotografia cria um diálogo entre a arte escultórica urbana e o património arquitetónico do Porto, realçando a beleza dos monumentos sob a luz noturna.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
25
Set25

“Fonte de mergulho” - Oucidres - Planalto de Monforte – Chaves – Portugal


Mário Silva Mário Silva

“Fonte de mergulho”

Oucidres - Planalto de Monforte – Chaves – Portugal

25Set DSC03651_ms

A fotografia de Mário Silva, “Fonte de mergulho” (Oucidres, Planalto de Monforte, Chaves, Portugal), mostra uma pequena estrutura de pedra antiga, que é um abrigo para uma fonte.

A estrutura, feita de pedras rústicas e musgosas, tem um telhado de duas águas e uma abertura arqueada na frente.

Há uma grade de ferro enferrujada à sua frente, que impede o acesso ao interior escuro.

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Por trás da estrutura, ergue-se um muro alto de pedras irregulares, coberto de vegetação rasteira.

O solo em frente é de terra batida, com algumas ervas e pedras soltas.

A imagem tem uma tonalidade sépia, que realça a antiguidade e a história do local.

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Estória: Uma fonte de amor

Alonso era um homem de poucas palavras, mas de um coração imenso.

Todos os dias, passava pela Fonte de Mergulho a caminho do campo.

A fonte era um local antigo e misterioso, um portal para memórias de uma Chaves que já não existia.

Alonso nunca parava para a admirar, mas a sua alma gravava-lhe cada pormenor: as pedras musgosas, a grade de ferro que a protegia, a entrada escura que guardava os segredos de gerações.

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Até que um dia, a sua rotina foi interrompida.

Uma jovem, com um vestido florido e os cabelos ao vento, estava sentada no muro de pedra, a desenhar a fonte num pequeno caderno.

Alonso, que sempre se sentira invisível, sentiu o seu coração a bater com força.

Ele parou, indeciso, mas ela, com um sorriso, olhou para ele e disse:

- Não se preocupe, não estou a roubar o seu caminho.

Alonso, envergonhado, apenas murmurou um “Não, de todo”, e seguiu em frente.

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Nos dias que se seguiram, Alonso esperou por ela, a caminho do campo.

E ela estava sempre lá.

Primeiro, apenas se cumprimentavam.

Depois, começaram a trocar breves palavras.

Ela chamava-se Clara, e era uma artista de Lisboa que se apaixonou pela calma da região.

A fonte de mergulho era a sua musa, um símbolo do amor que ela queria expressar na sua arte.

Alonso, tímido, escutava as suas palavras com atenção, descobrindo um mundo novo, de cores e emoções.

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Um dia, choveu.

Alonso abrigou-se sob a fonte, para evitar a intempérie.

Clara juntou-se a ele, e o pequeno espaço, protegido pela pedra e pelo tempo, tornou-se o seu refúgio.

Foi ali, naquele abrigo antigo e seguro, que Alonso e Clara se apaixonaram.

A fonte de mergulho, que antes guardava os segredos de gerações, guardava agora a história de um amor que florescia, um amor tão puro e eterno quanto a água que um dia a fonte guardou.

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Anos mais tarde, Alonso e Clara, casados, passavam pela fonte de mergulho, de mãos dadas.

Clara, com um sorriso, disse-lhe:

- Lembras-te? Foi aqui que tudo começou.

Alonso, com o coração cheio de ternura, respondeu:

- Sempre que te vejo, sinto que voltei a encontrar-me de novo.

E ali, debaixo daquele muro de pedra, a fonte de mergulho testemunhou mais um momento de amor, um amor que se tornara tão forte e eterno quanto a própria pedra.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
18
Set25

“Fonte de mergulho” Paradela de Veiga - Chaves – Portugal


Mário Silva Mário Silva

“Fonte de mergulho”

Paradela de Veiga - Chaves – Portugal

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A fotografia "Fonte de mergulho" de Mário Silva foca em uma fonte de pedra, de estilo rústico e antigo, rodeada por vegetação.

A estrutura de pedra, coberta por musgo e hera, possui uma entrada em arco que permite o acesso à água.

Uma data, 1810, está gravada na pedra, sugerindo a sua antiguidade.

A vegetação luxuriante e a iluminação suave criam um ambiente místico e atemporal.

A imagem é assinada digitalmente no canto inferior direito.

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As Fontes de Mergulho e a sua Importância

As fontes de mergulho são um tipo de fonte rural, com um tanque ou um poço, onde as pessoas, tinham que mergulhar o balde ou outro utensilio para apanhar água.

Estas fontes, muitas vezes encontradas em aldeias remotas, são mais do que simples estruturas para obter água; são o coração da vida rural e um elo com o passado.

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A importância das fontes de mergulho é multifacetada.

Em primeiro lugar, elas são um recurso vital para a população rural.

Numa época em que não existia água canalizada, estas fontes eram a principal fonte de água potável, utilizada para beber, cozinhar, lavar roupa e dar de beber aos animais.

A sua localização, muitas vezes estratégica, era um fator de atração para a fundação de aldeias e para o desenvolvimento das comunidades.

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Em segundo lugar, as fontes de mergulho são um importante ponto de encontro social.

As pessoas que iam buscar água encontravam-se, conversavam e partilhavam as notícias da aldeia.

As fontes, por isso, tornaram-se o palco de histórias, de lendas e de tradições.

Eram o coração da aldeia, o lugar onde as amizades se formavam, os casamentos se combinavam e os segredos se partilhavam.

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Em terceiro lugar, estas fontes são um testemunho da história e da cultura das comunidades rurais.

As suas datas, gravadas na pedra, são um lembrete da longevidade e da resiliência das aldeias.

A sua arquitetura rústica, a sua integração na paisagem e a sua ligação com a natureza fazem delas um elemento importante do património rural.

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Hoje, com a chegada da água canalizada, muitas destas fontes perderam a sua função utilitária.

No entanto, o seu significado permanece.

Elas são um lembrete do passado, um símbolo da vida rural e um tesouro cultural que deve ser preservado.

A fotografia de Mário Silva, "Fonte de mergulho”, Paradela de Veiga - Chaves - Portugal", é uma ode a esta importância, um lembrete da beleza e do valor de um passado que, embora remoto, continua a moldar o nosso presente.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
13
Set25

Ponte junto à Fonte dos Namorados - Faiões – Chaves – Portugal


Mário Silva Mário Silva

Ponte junto à Fonte dos Namorados

Faiões – Chaves – Portugal

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A fotografia "Ponte junto à Fonte dos Namorados" de Mário Silva retrata uma pequena ponte de pedra com um arco, por baixo da qual corre um riacho.

A estrutura, de cantaria, parece antiga e rústica.

O riacho, com águas calmas, reflete as árvores e a ponte, e as suas margens são de terra batida e vegetação.

A luz do sol da tarde incide sobre a paisagem, criando sombras e reflexos dourados na água.

A imagem transmite uma sensação de tranquilidade e de história.

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Estória: O Segredo da Ponte dos Namorados

Em Faiões, uma pequena aldeia no norte de Portugal, havia uma ponte que não era apenas uma passagem, mas um portal para o coração.

A aldeia chamava-lhe "A Ponte dos Namorados", e a sua lenda era tão antiga como as suas pedras.

A fotografia de Mário Silva capturou a sua beleza e o seu mistério.

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A lenda dizia que a ponte tinha sido construída por um amor proibido.

Uma princesa e um pastor tinham-se apaixonado, mas o pai dela, um rei cruel, tinha-lhes proibido o casamento.

O rei ordenou que a princesa fosse trancada numa torre e que o pastor fosse expulso do reino.

Mas a princesa, que amava o pastor, tinha-lhe prometido: "Encontra-me no rio, no lugar onde as águas são mais límpidas, e eu te esperarei."

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O pastor, com o coração partido, procurou pelo rio.

Andou por dias, sem comer nem beber, até que, exausto, chegou a um riacho.

A água, límpida e calma, refletia as estrelas do céu, e o pastor soube que tinha encontrado o lugar.

Ele sentou-se na margem do riacho e chorou.

As suas lágrimas caíram na água e transformaram-se em pequenas pedras preciosas.

O riacho, que antes era uma passagem, tornou-se uma ponte de amor.

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A princesa, que tinha escapado da torre, correu pela floresta e encontrou o riacho.

Ela viu o pastor a dormir, exausto, e viu a ponte de pedra que ele tinha construído.

Ela soube, naquele instante, que o seu amor era mais forte que a maldição.

Ela atravessou a ponte, e o pastor acordou.

Ele viu-a, e eles abraçaram-se, prometendo nunca mais se separarem.

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A fotografia de Mário Silva era um lembrete do poder do amor.

A ponte de pedra, com a sua arquitetura antiga, era a prova do amor que sobreviveu ao tempo.

 As águas calmas do riacho, com os seus reflexos dourados, eram o espelho da felicidade dos amantes.

E a ponte, que antes era uma passagem, era agora um símbolo, um lugar onde os amantes vinham para se abraçarem, para se beijarem e para prometerem o seu amor eterno.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
03
Jul25

“Fonte de mergulho” - S. Vicente (Chaves – Portugal)


Mário Silva Mário Silva

“Fonte de mergulho”

S. Vicente (Chaves – Portugal)

03Jul DSC01220_ms

A fotografia de Mário Silva, "“Fonte de mergulho” - S. Vicente (Chaves – Portugal), exibe uma estrutura de pedra característica e de grande significado histórico e cultural para as comunidades rurais.

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A imagem foca-se numa fonte de mergulho, uma construção antiga feita predominantemente de pedra lavrada e aparelhada, de tonalidade clara, provavelmente granito, que é comum na região de Chaves.

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A estrutura central é composta por um arco de volta perfeita, que dá acesso ao interior da fonte, onde se recolhia a água.

Este arco está integrado numa fachada sólida de pedra, que serve de suporte e proteção ao tanque de recolha.

Acima do arco, a estrutura horizontal forma uma espécie de pequeno banco ou platibanda, onde assenta uma cruz de pedra, símbolo cristão que frequentemente acompanha estas fontes, abençoando e protegendo a água e os que dela bebem.

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À direita da fonte, é visível uma placa de aviso amarela, com texto a preto, parcialmente visível, que parece indicar "PERIGO" e informação de segurança e restrição, pois atualmente a água é imprópria para consumo.

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No lado esquerdo da estrutura principal, um pequeno tanque retangular de pedra, de menor profundidade, parece ser um bebedouro ou um lavadouro mais pequeno, adjacente à fonte principal.

Toda a estrutura assenta sobre um pavimento de lajes de pedra, que se prolonga para a frente da fonte.

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Em primeiro plano, na parte inferior da fotografia, vê-se um muro de blocos de cimento de cor cinzenta escura, indicando que a fonte está ligeiramente acima do nível da rua.

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O fundo da imagem mostra vegetação densa e verde, com arbustos e árvores, sugerindo um ambiente rural ou semi-rural.

A luz do sol incide diretamente na fonte, criando contrastes acentuados de luz e sombra que realçam a textura da pedra e a profundidade do arco.

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Uma fonte de mergulho, também conhecida como fonte de mina ou fonte de nascente, é um tipo de construção tradicional que tem como função captar e disponibilizar a água de uma nascente natural para usufruto da população.

O termo "de mergulho" refere-se à necessidade de "mergulhar" ou baixar-se para aceder ao interior da estrutura e recolher a água diretamente da nascente ou de um pequeno tanque onde a água brota.

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Geralmente são construídas no local onde a água brota do solo, protegendo a nascente da contaminação externa (folhas, detritos, animais).

Apresentam uma estrutura fechada ou semi-fechada, muitas vezes com um arco ou galeria, que permite o acesso ao ponto de recolha da água.

A água é fresca e pura, mantida à temperatura constante do subsolo.

Muitas destas fontes incluem tanques adjacentes, chamados "lavadouros", onde as pessoas lavavam a roupa, e "bebedouros" para animais.

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Até à generalização das redes de abastecimento de água domiciliária, as fontes de mergulho desempenhavam um papel fundamental e insubstituível na vida das comunidades rurais.

A sua importância pode ser compreendida sob vários aspetos:

- Eram a principal, e muitas vezes a única, fonte de água potável para consumo humano e animal.

A qualidade da água era crucial para a saúde pública.

- As fontes eram locais de intensa atividade social.

As mulheres, em particular, deslocavam-se diariamente à fonte para buscar água, transformando estes momentos em oportunidades de convívio, partilha de informações e fortalecimento dos laços comunitários.

Era um espaço de comunicação e socialização.

- Os lavadouros anexos permitiam a lavagem da roupa, uma tarefa árdua que também se tornava um momento de convívio entre as lavadeiras.

- A água das fontes era vital para a agricultura de subsistência e para a criação de gado, que dependiam diretamente da disponibilidade hídrica.

- As fontes de mergulho são testemunhos vivos de um passado recente, de um modo de vida mais simples e dependente dos recursos naturais.

Representam um património arquitetónico e etnográfico que define a identidade das aldeias.

Muitas estão ligadas a lendas locais ou têm nomes próprios que as distinguem.

A cruz, como a que se vê na fotografia, sublinha o caráter sagrado ou de bênção atribuído à água e ao local.

- Representam um modelo de gestão da água baseado na captação de recursos naturais de forma sustentável, sem a necessidade de infraestruturas complexas ou de grande consumo energético.

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Embora muitas fontes de mergulho tenham perdido a sua função primária com a modernização, muitas são hoje preservadas como marcos históricos, culturais e turísticos, recordando a centralidade que a água e estes locais tiveram na vida das gerações passadas.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
27
Jun25

"Passando em São Vicente da Raia (Rua da Fonte)" - Chaves Portugal


Mário Silva Mário Silva

"Passando em São Vicente da Raia (Rua da Fonte)"

Chaves - Portugal

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São Vicente é uma aldeia pitoresca localizada na freguesia de São Vicente da Raia, no concelho de Chaves, distrito de Vila Real, em Portugal.

Conforme a descrição da fotografia de Mário Silva, a imagem captura um momento da "Rua da Fonte", um local que evoca a simplicidade e a beleza rural.

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São Vicente da Raia, como o próprio nome sugere, encontra-se numa zona de fronteira (raia) com Espanha, o que historicamente lhe conferiu uma importância estratégica e cultural particular.

A aldeia é um exemplo típico do povoamento rural do interior de Portugal, caracterizado por uma arquitetura tradicional e uma profunda ligação à terra.

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As habitações em São Vicente da Raia são maioritariamente construídas em pedra, utilizando materiais locais.

Estas casas, muitas delas antigas, exibem a robustez e a beleza da arquitetura vernácula transmontana, com telhados de telha tradicional que se integram harmoniosamente na paisagem.

Na fotografia, é possível observar uma dessas construções de pedra, com telhado de duas águas, que sugere a tipicidade da arquitetura local.

As ruas da aldeia são, em geral, estreitas e por vezes irregulares, adaptando-se à topografia do terreno.

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A "Rua da Fonte" ilustrada na imagem parece ser um caminho mais aberto, mas ainda assim com o caráter de uma via rural, ladeada por vegetação e elementos naturais.

A aldeia está imersa num ambiente rural, rodeada por campos agrícolas, matos e vegetação espontânea.

A predominância de tons verdes na paisagem, visíveis na fotografia, realça a conexão com a natureza e a vida no campo.

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A agricultura de subsistência e pequena escala sempre foi a base da economia local.

O cultivo de batata, centeio, milho e a criação de gado (bovino, ovino e caprino) são atividades tradicionais que moldaram o quotidiano e a paisagem da aldeia.

A presença de vegetação densa e o que parecem ser áreas cultivadas na fotografia corroboram esta ligação à terra.

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A região de Chaves é conhecida pelos seus produtos endógenos, como o presunto e os enchidos, e também pela produção de castanhas e cogumelos, o que certamente também faria parte da vida em São Vicente da Raia.

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A presença de uma "Rua da Fonte" sugere a importância da água na vida da aldeia, um elemento vital para a subsistência e para as comunidades rurais.

Fontes e ribeiros são muitas vezes pontos de encontro e locais com significado social.

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Aldeias como São Vicente da Raia mantêm vivas as tradições e costumes locais.

A vida comunitária é um pilar, com festas religiosas e romarias que reforçam os laços entre os habitantes.

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Como muitas aldeias do interior de Portugal, São Vicente da Raia pode enfrentar desafios relacionados com o despovoamento e o envelhecimento da população, uma realidade comum nas zonas rurais.

No entanto, o seu património e a beleza natural continuam a ser atrativos.

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Em suma, São Vicente da Raia é uma aldeia que personifica a ruralidade transmontana, com a sua arquitetura em pedra, paisagens verdes e uma história ligada à fronteira e à vida agrícola.

A fotografia de Mário Silva oferece uma janela para a tranquilidade e autenticidade deste remoto recanto de Chaves.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
13
Jan25

“Fonte das Tendas” – Dadim (Chaves - Portugal)


Mário Silva Mário Silva

“Fonte das Tendas”

Dadim (Chaves - Portugal)

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A fotografia "Fonte das Tendas" captura a essência de um elemento fundamental da cultura rural portuguesa: a fonte.

Com uma composição cuidadosa e uma paleta de cores harmoniosa, Mário Silva transporta-nos para a pacata aldeia de Dadim, em Chaves, e convida-nos a apreciar a beleza e a simplicidade deste local.

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A imagem apresenta uma fonte de granito, com uma arquitetura simples e funcional.

O arco em forma de ferradura, típico da arquitetura popular portuguesa, domina a composição, enquanto a bacia de água, esculpida numa única peça de pedra, convida à contemplação.

Ao fundo, um conjunto de casas rurais e a vegetação circundante completam o cenário, evocando a tranquilidade da vida rural.

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A composição é equilibrada, com a fonte ocupando o centro da imagem e a vegetação e as casas ao fundo criando um enquadramento natural.

A linha horizontal da bacia da fonte e a verticalidade do arco criam uma sensação de harmonia e estabilidade.

A luz natural, suave e difusa, envolve a cena, criando uma atmosfera serena e contemplativa.

As sombras suaves e alongadas contribuem para a sensação de profundidade e tridimensionalidade da imagem.

A paleta de cores é predominantemente quente, com tons de terra e ocre, que evocam a sensação de antiguidade e tradição.

A pedra da fonte, com as suas tonalidades envelhecidas, contrasta com o verde da vegetação, criando um efeito visual interessante.

A fotografia apresenta uma grande profundidade de campo, permitindo que todos os elementos da imagem estejam nítidos, desde o primeiro plano até ao fundo.

A escolha do diafragma e da velocidade do obturador permitiu capturar a textura da pedra e a atmosfera do local.

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A fonte é um elemento fundamental da cultura rural portuguesa, representando um ponto de encontro e abastecimento de água.

A utilização da pedra como material de construção é uma característica marcante da arquitetura popular portuguesa, conferindo às construções uma grande durabilidade.

O arco em forma de ferradura é um elemento típico da arquitetura popular, presente em diversas construções, desde fontes a pontes.

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A atmosfera serena da fotografia, com a fonte isolada no campo, transmite uma sensação de paz e tranquilidade.

A imagem evoca um sentimento de nostalgia, transportando o observador para um tempo em que a vida era mais simples e a comunidade era mais forte.

A fonte, integrada na paisagem natural, estabelece uma conexão entre o homem e a natureza.

A água, elemento essencial para a vida, é celebrada na fotografia como fonte de vida e de bem-estar.

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Em resumo, a fotografia "Fonte das Tendas" de Mário Silva é uma obra que captura a beleza e a simplicidade da vida rural portuguesa.

Através de uma composição cuidadosa e de uma paleta de cores harmoniosa, o fotógrafo convida o observador a apreciar a importância da água e a valorizar o património cultural do nosso país.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
22
Out24

Fonte de mergulho - VILA FRADE– Chaves – Portugal


Mário Silva Mário Silva

Fonte de mergulho

VILA FRADE – Chaves – Portugal

22Out DSC07639_ms

Fonte de chafurdo, ou de mergulho, é uma fonte em que se retira a água, de uma cova pouco funda, submergindo as vasilhas (por exemplo, cântaros de barro). Estão geralmente num nível inferior ao do solo, existindo escadas que dão acesso à água. A água está, habitualmente, protegida por uma abóbada feita de pedra.

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"Fonte chafurdo, ou de mergulho” Vila Frade– Chaves – Portugal"

Fonte de chafurdo, ou de mergulho, é uma fonte em que se retira a água, de uma cova pouco funda, submergindo as vasilhas (por exemplo, cântaros de barro).

Estão geralmente num nível inferior ao do solo, existindo escadas que dão acesso à água.

A água está, habitualmente, protegida por uma abóbada feita de pedra.

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A fotografia de Mário Silva captura a essência de uma fonte de mergulho, um elemento arquitetónico e funcional que evoca um passado rural e tradicional.

A imagem, além de documentar um património histórico e cultural, convida-nos a uma reflexão sobre a importância da água e das fontes como elementos centrais na vida das comunidades rurais.

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A fotografia apresenta uma fonte de mergulho em pedra, com uma abóbada semicircular que protege a água.

A estrutura, rústica e envelhecida pelo tempo, contrasta com a delicadeza das grades de ferro que fecham a abertura.

A luz natural incide sobre a cena, criando sombras e destacando as texturas da pedra.

A envolvente da fonte, com vegetação rasteira e um caminho de terra batida, sugere um ambiente rural e tranquilo.

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A fotografia documenta um elemento fundamental da vida rural em Portugal, as fontes de mergulho.

Essas estruturas, muitas vezes esquecidas, são testemunhas de um modo de vida mais simples e ligado à natureza.

As fontes de mergulho fazem parte do património cultural de muitas comunidades rurais.

A fotografia de Mário Silva contribui para a preservação da memória e da identidade dessas comunidades.

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A fotografia demonstra o equilíbrio entre a forma e a função da fonte.

A abóbada em pedra, além de proteger a água, confere à estrutura uma beleza estética.

O contraste entre a aspereza da pedra e a delicadeza das grades de ferro cria uma dinâmica visual interessante.

A fotografia utiliza uma profundidade de campo que permite ao observador apreciar os detalhes da fonte, desde a textura da pedra até as plantas que crescem ao redor.

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A água, elemento vital, está presente em todas as culturas como símbolo de vida, renovação e purificação.

A fonte de mergulho, como ponto de captação da água, representa este ciclo.

As fontes eram locais de encontro e socialização, onde as pessoas se reuniam para buscar água e trocar notícias.

A fotografia, embora mostre a fonte vazia, evoca a ideia de comunidade e de partilha.

A fonte de mergulho é um elemento atemporal, que conecta o passado ao presente.

A fotografia convida-nos a refletir sobre a passagem do tempo e a importância de preservar as nossas raízes.

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Em conclusão, a fotografia "Fonte de mergulho - Vila Frade– Chaves – Portugal" é mais do que uma simples imagem.

É uma obra que nos transporta para um tempo e um lugar diferentes, convidando-nos a uma reflexão sobre a nossa história e a nossa relação com a natureza.

A fotografia de Mário Silva é um testemunho da importância de valorizar e preservar o nosso património cultural.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
12
Jan22

Antigo fontanário que já “morreu” - Águas Frias (Chaves) - Portugal


Mário Silva Mário Silva

💧                    ✝                     💧                    ✝                     💧    

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Um antigo fontanário que já “morreu” e curiosamente está localizado onde, em tempos passados, já foi o local de cemitério da aldeia de Águas Frias (Chaves) – Portugal.

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💧                    ✝                     💧                    ✝                     💧 

Blog 12 DSC00382_ms

 “Talvez a maioria possa não ter razão, talvez a menor das fontes possua a mais pura água, talvez a menor pedra pode ser a mais preciosa, talvez sua verdade absoluta pode não ser, de facto, uma verdade.”

___________    Luís Gustavo B. Silva   __________________

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“Sou Água…     
Sou água
Corrente
De um rio
Quieto…
Sou água
Cortada
Por açude
Indiscreto…
Sou água
Que passa
Mudando
D'aspeto…
Sou água
Sofrida
Abrigo
Sem teto…”

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Água Viva…
Água calma e fria
cai límpida e fecunda!
Mas só lhe dão valor
quando não abunda!

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______________José Cerejeira Fontes_______________

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Ver também:

https://www.facebook.com/mariofernando.silva.9803/

http://aguasfrias.blogs.sapo.pt

https://www.youtube.com/channel/UCH8jIgb8fOf9NRcqsTc3sBA...

https://twitter.com/MrioFernandoGo2

https://www.instagram.com/mario_silva_1957/

 

Mário Silva 📷
11
Jan20

Águas Frias (Chaves) ... Chove. Há Silêncio ...


Mário Silva Mário Silva

 

Chove.

Há Silêncio ....

 

Águas Frias (Chaves) - um "velho" puxador ... numa antiga porta ... ...

... um "velho" puxador ... numa antiga porta ...

 

"Chove. Há silêncio, porque a mesma chuva
Não faz ruído senão com sossego.
Chove. O céu dorme. Quando a alma é viúva
Do que não sabe, o sentimento é cego.
Chove. Meu ser (quem sou) renego..".

 

 

 

Aguas Frias (Chaves) - ... A cancela meio aberta ou ... meio fechada ...

... A cancela meio aberta ou ... meio fechada ...

 

Tão calma é a chuva que se solta no ar
(Nem parece de nuvens) que parece
Que não é chuva, mas um sussurrar
Que de si mesmo, ao sussurrar, se esquece.
Chove. Nada apetece...

 

Aguas Frias (Chaves) - ... um olhar restrito, para a Aldeia ...

... um olhar restrito, para a Aldeia ...

 

Não paira vento, não há céu que eu sinta.
Chove longínqua e indistintamente,
Como uma coisa certa que nos minta,
Como um grande desejo que nos mente.
Chove. Nada em mim sente...

 

Fernando Pessoa, in "Cancioneiro"

Aguas Frias (Chaves) - ... a fonte ... que já foi de muito valor para a Aldeia mas que só ficou na memória dos mais antigos, da sua importância e valor para a Aldeia de então ...

... a fonte ... que já foi de muito valor para a Aldeia mas que só ficou na memória dos mais antigos, da sua importância e valor para a Aldeia de antão ..

 

 

 

Dias de hibernar
 
Inverno: frio... Chuva...
Hora de resgatar cachecol, luva
Botas, casacos... Pura elegância!
E neste quesito, já tenho vivência.
Bom seria não ter que sair.

 

 

Aguas Frias (Chaves) - ... uma casa restaurada em cor vibrante ...

... uma casa restaurada ... em cor vibrante ...

 

Um café ou chá quentes
O escalda-pé ou aspirina
O inverno nos deixa dormentes
Apegados à cama, é sina.

 

Aguas Frias (Chaves) - ... o cordeiro e a Aldeia como fundo ...

... o cordeiro e a Aldeia como fundo ...

 

 

Ainda que o frio lá fora
Embace o vidro e a alma
O sereno fino cai e chora
A solidão da noite calma.

 

Aguas Frias (Chaves) - ... pôr do sol neste pequena, mas bela Aldeia transmontana ...

... pôr do sol neste pequena, mas bela Aldeia transmontana ...

 

 

No termômetro: grau negativo
O nevoeiro lá fora anuncia:
Não há nada mais convidativo
Que vinho em boa companhia.
 
Giancarlo Kind Schmid
 
 
 
 
Até breve !!!
 
 
 
 
 
 
 
Mário Silva 📷
22
Dez19

Águas Frias (Chaves) - ... Chegou o inverno ...faltam 2 dias para o Natal ... e 9 para o final deste ano ...


Mário Silva Mário Silva

 

Chegou o inverno ...

... faltam 2 dias para o Natal ... 

... e 9 para o final deste ano ...

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... o pote de 3 pés, em ferro, ao lume da lareira ...

... o pote de 3 pés, em ferro, ao lume da lareira ...

 

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... uma casa na Aldeia que já "viveu" o que tinha a "viver" ...

... uma casa na Aldeia que já "viveu" o que tinha a "viver" ...

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... um conjunto de fragas que já foi fonte e artisticamente composta numa altura em ainda haviam cantoneiros que tenham gosto em zelar pelas estradas e sua bermas ...

... um conjunto de fragas que já foi fonte e artisticamente composta numa altura em ainda haviam cantoneiros que tenham gosto em zelar pelas estradas e sua bermas ...

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... pela rua 1º de Maio ...

... pela rua 1º de Maio ...

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... vacas pastando e aproveitando a erva fresca que a chuva fez crescer ...

... vacas pastando e aproveitando a erva fresca que a chuva fez crescer ...

 

 

 

Até breve !!!

 

 

          

 

 

 

 

 

 

Mário Silva 📷
17
Out19

Águas Frias (Chaves) - ... o outono já chegou ... mas aqui há sempre "pingos de águas frias" ...


Mário Silva Mário Silva

 

... o outono já chegou ...

... mas aqui há sempre ...

... "pingos de Águas Frias" ...

 

Águas Frias (Chaves) - ... o tomate e o tomatinho ...

... o tomate e o tomatinho ...

 

Águas Frias (Chaves) - ... As folhas flamejantes, descendo do telhado e cobrindo as belas paredes de granito de uma casa (que já teve, dentro, muito movimento ...

 ... as folhas flamejantes, descendo do telhado e cobrindo as belas paredes de granito de uma casa (que já teve, dentro, muito movimento ...

 

Águas Frias (Chaves) - ... o pastor e o seu rebanho ...

... o pastor e o seu rebanho ...

 

Águas Frias (Chaves) - ... a flor e as portas vermelhas ...

... a flor e as portas vermelhas ...

 

Águas Frias (Chaves) - ... a torre sineira da igreja matriz, por entre a folhagem ...

... a torre sineira da igreja matriz, por entre a folhagem ...

 

Águas Frias (Chaves) - ... a fonte, os tanques e o nicho da N.ª Sr.ª dos Prazeres, em Cimo de Vila ...

... a fonte, os tanques e o nicho da N.ª Sr.ª dos Prazeres,

em Cimo de Vila ...

 

Águas Frias (Chaves) - ... uma cancela artesanal, mas funcional ...

... uma cancela artesanal, mas funcional ...

 

Águas Frias (Chaves) - ... após o incêndio de setembro, por entre o negro das cinzas, a Natureza luta contra as adversidades (muitas vezes criminosas), mas tenta renovar-se, brotando novas plantas (um bom exemplo para os Humanos - seres "pensantes" )

... após o incêndio de setembro, por entre o negro das cinzas, a Natureza luta contra as adversidades (muitas vezes criminosas), mas tenta renovar-se, brotando novas plantas

(um bom exemplo para os Humanos - seres "pensantes" ) ...

 

Águas Frias (Chaves) - ... (ex) Escola "Primária", com o nome na parede, junto à porta de entrada, em azulejos, dos beneméritos da Aldeia, deste edifício, onde se lê "Escola Alfredo Soares e Tereza Soares" ...

... (ex) Escola "Primária", com o nome na parede, junto à porta de entrada, em azulejos, dos beneméritos da Aldeia, deste edifício,

onde se lê "Escola Alfredo Soares e Tereza Soares" ...

 

Águas Frias (Chaves) - ... os castanheiros exibem os seus ouriços que guardas as saborosas castanhas ...

... os castanheiros exibem os seus ouriços que guarda

as saborosas castanhas ...

 

 

Até breve !!!

 

 

 

 

 

 

Mário Silva 📷
14
Ago19

Águas Frias (Chaves) - Benção e inauguração da imagem de N.ª Sr.ª dos Prazers no seu novo nicho


Mário Silva Mário Silva

Benção e inauguração da imagem

da N.ª Sr.ª dos Prazeres

no seu novo Nicho.

 

A N.ª Sr.ª dos Prazeres voltou à Aldeia.

Para visualizar o vídeo carregar na seta no centro da imagem e se quiser ouvir o som de fundo carregue no botão da direita e controle o volume, a seu gosto

https://www.youtube.com/watch?v=ZmrgFPSbTqg&t=1308s

 

Depois da missa, a N.ª Sr.ª dos Prazeres percorreu, no seu andor as ruas da Igreja até ao nicho construido de prepósito para a receber com o carinho e devoção que os habitantes da Aldeia, principalmente os do lugar de Cimo de Vila, Lhe têm, já que se viram privados da sua imagem que em tempos aureos existia numa "capela".

 

Os habitantes, principalmente os emigrantes da Aldeia, idealizaram, recolherem os fundos necessários e viram concretizado o seu "sonho".

 

A cerimónia foi realizada com devoção e o espaço decorado com todo o preceito.

A todos os que alguma maneira "lutaram" e trabalharam para esta cerimónia e a concretização da aquisição da Santa e a construção do nicho, o meus sinceros agradecimentos, assim como todos que deram o seu esforço e dedicação ao embelezamento do espaço ...

Estava lindo !!!!

A cerimónia foi realizada com a devoção que a N.ª Sr.ª dos Prazeres merece ...

 

A todos os que idealizaram, contribuiram e concretizado, em meu nome e penso que de toda a Aldeia ... Obrigado ...

 

A N.ª Sr.ª dos Prazeres voltou à Aldeia ...

 

Não tem uma "capela", mas tem um nicho condigno para a Mãe de Jesus ...

 

Foi um Prazer ...

 

 

 

 

Até breve !!!!!

 

 

 

Mário Silva 📷
18
Mai19

Águas Frias (Chaves) - ...18 de maio - Dia Internacional dos Museus ...


Mário Silva Mário Silva

 

 

 

18 de maio

Dia Internacional dos Museus

Águas Frias (Chaves) - ... castelo de Monforte de Rio Livre (monumento nacional) ...

... castelo de Monforte de Rio Livre (monumento nacional) ...

 

 

 

O Dia Internacional dos Museus é celebrado anualmente a 18 de maio.

A celebração da data é feita desde o dia 18 de maio de 1977, por proposta do ICOM – Conselho Internacional de Museus (organismo da UNESCO).

Neste dia vários museus têm entrada gratuita, sendo possível visitar as suas exposições e obras, assim como participar nas iniciativas preparadas para comemorar o Dia Internacional dos Museus. O horário de funcionamento dos museus é alargado com o objetivo de mais pessoas poderem visitar os espaços museológicos do país.

Cerca de 70 museus de Portugal participam neste dia com cerca de 400 atividades muito variadas.

As iniciativas do Dia Internacional dos Museus em Portugal são divulgadas por volta deste dia no site Património Cultural.

 

Tema

Todos os anos é escolhido um tema central para comemorar o Dia Internacional dos Museus:

  • 2017 - "Museus e histórias contestadas: Dizendo o indizível nos museus";
  • 2016 - "Museus e paisagens culturais";
  • 2015 - "Museus para uma sociedade sustentável";
  • 2014 - "Museus: as coleções criam conexões";
  • 2013 - "Museus (Memória +Criatividade)= Mudança Social".

in: https://www.calendarr.com/portugal/dia-internacional-dos-museus/

 

 

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... tratando da horta ...

... tratando da horta ...

 

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... altar lateral do Sagrado Coração de Jesus na Igreja Matriz ...

... altar lateral do Sagrado Coração de Jesus na Igreja Matriz ...

 

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... os tanque e a fonte de Cimo de Vila ...

... os tanque e a fonte de Cimo de Vila ...

 

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... borboleta ...

... borboleta (embora de vida curta, é extraordinária a sua beleza ...

 

 

 

Águas Frias (Chaves) - ...casas na Aldeia, na Rua 1º de maio ...

...casas na Aldeia, na Rua 1º de maio ...

 

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... papoilas no campo ...

... papoilas no campo ...

 

 

 

 

Até breve !!!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Mário Silva 📷
27
Out18

Águas Frias (Chaves) - " ... No Outono o Sol tem sono ..."


Mário Silva Mário Silva

 

 

 

" ... No Outono

o Sol tem sono ..."

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... o castelo de Monforte de Rio Livre (monumento nacional) ... em tons de cinzento pois é,certamente, essa a cor que as entidades competentes devem ver este património nacional !!!!!????? ...

     ... o castelo de Monforte de Rio Livre (monumento nacional) ... em tons de cinzento pois é,certamente, essa a cor que as entidades competentes devem ver este património nacional !!!!!????? ...    

 

 

 

Águas Frias (Chaves) - ...vista da aldeia em tons de cinzento ... anunciando o tempo que por aí virá ...

     ...vista da aldeia em tons de cinzento ... anunciando o tempo que por aí virá ...     

 

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... o pastor e o seu rebanho ...

     ... o pastor e o seu rebanho ...     

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... uma casa na Aldeia (que fica para memória futura) ...

     ... uma casa na Aldeia (que fica para memória futura) ...     

 

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... varanda ... "rendilhada" ...

     ... varanda ... "rendilhada" ...     

 

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... o gato descansando sob os raios de sol outonal em cima do fontanário ...

     ... o gato descansando sob os raios de sol outonal em cima do fontanário ...     

 

 

 

Águas Frias (Chaves) - ... as castanhas espreitando nos ouriços ...

     ... as castanhas espreitando aconchegadas dentro dos ouriços ...     

 

 

 

 

Até breve !!!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Mário Silva 📷
01
Dez10

Águas Frias (Chaves) Passeio outonal até à Fonte do Castelo


Mário Silva Mário Silva

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Estava um dia característico desta bela estação do ano – o Outono.

 

 

 

 

O céu cinzento, a névoa no ar, dando um ar fantasmagórico à paisagem e até a presença da chuva miudinha marcava presença e a temperatura já antevia que o Outono estava nos finais e que o Inverno rapidamente se aproximava.

 

 

 

Mas nada destas condições atmosféricas impediram que um pequeno grupo, deixando o aconchego da lareira, se aventurasse pela encosta do Brunheiro acima e marchassem até ao seu cimo.

 

 

 

 

 

 

 

 

  

Bem agasalhados e com impermeáveis, rapidamente se esqueciam dos chuviscos e admiravam a paisagem enevoada, o colorido das folhas que iam caindo com o vento, de algumas variedades de cogumelos que cresciam por todo o lado (só é pena que não fossem daqueles…comestíveis).

  

 

  

 

 

 

Já no cimo da encosta encontramos um pequeno grupo de aquafrigidenses, entre eles o próprio Presidente da Junta de Freguesia, que faziam um trabalho meritório: o de dar visibilidade à fonte do Castelo de Monforte do Rio Livre.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A fonte estava mergulhada na sua própria água, não se deixando ver na sua plenitude. Assim, este grupo escavou um valado por onde passava um tubo que canalizava o excesso de água da fonte, deixando-a entregue à vista de todos. Penso que se trata de uma fonte do tempo do Castelo, mas que sofreu “melhorias” há já alguns anos.

  

  

Como diz o ditado popular “se não trabalhas não estorves”, deixamos o local com o destino de descermos a encosta pelo caminho primitivo (e já não utilizado) da Aldeia de Águas Frias ao Castelo, sempre bem guiados pela Noémia.

  

 

 

 

 

 

É uma pena este caminho não ser mais utilizado como percurso pedestre já que é um trajecto de uma beleza incrível.

As folhas caídas, almofadando o chão, a folhagem que envolve a vereda, os castanheiros, os carvalhos, as nogueiras, as aveleiras e outras espécies que não reconheço, dão uma beleza que só se descobre quem por lá passe.

  

 

 

  

 

 

 

 

 

E ... não são uns chuviscos, neblina ou frio que impedem este percurso … antes pelo contrário pois dão um ar de encantamento à paisagem.

Eu sei que posso não ser imparcial já que é a estação do ano que mais me encanta (embora não seja a melhor para obter boas imagens).

 

 

NOTA FINAL: Embora este passeio pedestre se tenha passado em meados de Novembro, venho dizer que esta segunda e terça-feira já chegou a neve a Águas Frias como se pode comprovar pela foto de Fernando Ribeiro que “roubei” do seu blogue Chaves – Olhares sobre a Cidade

 

 

 

 

                                                                                                                                                                 Foto de Fernando Ribeiro

 

 

 

 

 

 

Mário Silva 📷
05
Mai07

Águas Frias (Chaves) - Fonte das Maias


Mário Silva Mário Silva

 

Fonte das Maias

 

 

Com o início do mês de Maio, veio-me de imediato à memória um local - a Fonte das Maias.

Penso que o nome da fonte e o mês nada têm em comum, mas poderá ter com o nome da planta que floresce neste mês - as giestas ou gestas e em muitas regiões do país designadas por "maias".  Em muitas localidades no dia 1 de Maio, colocava-se um ramo de "maias" (giestas ou gestas) nas entradas das casas, janelas, currias, etc, para não deixar entrar o diabo ou "carrapato".

Mas, voltemos à fonte. "As Maias" é constituída por uma fonte que brota todo o ano águas frias, límpidas e cristalinas (que sabem tão bem nos dias abrasadores do Estio) e por um bebedouro que os animais utilizavam e ainda utilizam (embora menos frequentemente já que existe pouco gado na aldeia) para beberem durante o seu percurso das "cortes" para o trabalho nos campos ou na passagem para as pastagens.

Mas, a maior importância desta fonte não fica por aqui...

Este era, e ainda é, o lugar de encontro da juventude (e menos jovens) que, com frequência à pergunta "Onde vais?", a resposta é quase sempre a mesma: "Vou até às "Maias".

o baixo muro do lado oposto à fonte foi e é o "maple" duro mas reconfortante para as longas conversas, muitas vezes pela noite dentro.

O contínuo sussurrar da água a cair é a banda sonora para as longas tertúlias.

 

Já sinto alguma nostalgia ... mas a Fonte continua lá ... e muitas novidades, segredos, divagações terão como confidente a "Fonte das Maias".

 

 

Mário Silva 📷

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