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MÁRIO SILVA - Fotografia, Pintura & Escrita

*** *** A realidade é a "minha realidade" em imagens (fotografia, pintura) e escrita

28
Nov25

"A folha pendente - meados de outono" – Mário Silva


Mário Silva Mário Silva

"A folha pendente - meados de outono"

Mário Silva

28Nov DSC03561_ms

A fotografia de Mário Silva é um close-up que foca numa folha de árvore caduca, possivelmente de Liquidâmbar (Liquidambar styraciflua), capturada no auge da sua transformação outonal.

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A Folha: A folha é o elemento central, apresentando a sua característica forma estrelada ou lobada com cinco pontas proeminentes.

A cor é notavelmente intensa, exibindo uma transição vibrante: o centro é de um vermelho profundo e carmesim, que se esbate para tons de amarelo e dourado nas extremidades e veios.

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A Pêndula: A folha está suspensa por um pecíolo fino, quase invisível, ligada a um pequeno ramo, que a mantém no ar.

Este detalhe sublinha o momento de pendência, o instante de transição entre a ligação à árvore e a queda iminente.

Fundo e Contraste: O fundo é um suave “bokeh” (desfocagem) em tons de verde e amarelo-esbatido, que contrasta intensamente com o vermelho e o dourado da folha, realçando-a dramaticamente e isolando-a do seu contexto mais amplo.

Composição: O foco nítido na folha e o fundo desfocado criam uma sensação de vulnerabilidade e beleza efémera, capturando o esplendor de meados de outono.

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A Folha Pendente – Elogio da Fragilidade e do Esplendor do Outono

A fotografia "A folha pendente - meados de outono" é mais do que um registo da Natureza; é uma meditação visual sobre a mudança, o desapego e a beleza do ciclo da vida.

A folha, suspensa entre o ramo e o chão, torna-se uma embaixadora da estação, encarnando o momento mais melancólico e mais colorido do ano.

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O Esplendor da Despedida

Em meados de outono é o período em que as árvores caducas em Portugal, especialmente no interior e no Norte, atingem o seu máximo cromático.

A folha, transformada quimicamente, arde em cores (carotenoides e antocianinas) que estiveram escondidas sob o verde da clorofila durante o verão.

Esta exibição de vermelho, ouro e laranja é, ironicamente, o prelúdio da sua morte.

O momento de "pendência" (ou suspensão) capturado na imagem é a celebração do efémero.

A folha está ali, em toda a sua glória final, antes de se juntar ao tapete castanho que cobre o chão da floresta.

É um lembrete de que o maior esplendor é muitas vezes atingido no limiar do fim.

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A Metáfora do Desapego

Na sua pose solitária e suspensa, a folha oferece uma profunda metáfora para o desapego.

A sua ligação ao ramo é ténue, um mero fio que se prepara para se romper.

Este momento espelha o ciclo necessário de libertação na vida, onde a natureza, sem resistência ou lamento, se despoja do que já não serve para se preparar para o repouso e a renovação.

O outono, simbolizado por esta folha, ensina-nos que deixar ir é um ato de vitalidade, não de derrota.

O ciclo da Natureza exige o despojamento para que a energia possa ser preservada no tronco e nas raízes, garantindo o florescimento na próxima primavera.

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A Fragilidade Solitária

A luz suave do outono, capturada na fotografia, enfatiza a vulnerabilidade da folha.

Isolada contra o fundo desfocado, ela é o centro do universo fotográfico, mas está à mercê do mais leve sopro de vento.

Esta fragilidade é a sua força poética, convidando o observador a pausar e a apreciar a complexidade e a beleza de um único e pequeno elemento antes que a gravidade a reclame de volta à terra.

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A Folha Pendente é, assim, o retrato da transitoriedade e da dignidade com que a Natureza completa os seus ciclos.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
14
Nov25

O Bosque Despido (poema)


Mário Silva Mário Silva

O Bosque Despido

14Nov DSC02741_ms

 

De tronco esguio, erguido ao frio,

Veste o carvalho a nudez crua,

E a floresta, num mar vazio,

Espera a folha que recua.

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A rede de ramos ao alto,

Desenha o céu limpo e distante,

Um véu tecido em desalento,

De um inverno que é gigante.

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No chão dorme a cor de castanho,

A seda que o outono teceu,

Tudo em repouso, tudo estranho,

A glória que em pó se perdeu.

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Caminha o olhar pela linha,

Dos troncos que o tempo deixou,

A lição que a seiva ensina,

Na força que a vida guardou.

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Haverá um sol, uma prece,

Que chame a folha e o verde-novo,

E a vida que sempre acontece,

No chão deste humilde povo.

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Aguarda a terra, em paz serena,

O beijo da chuva que venha,

E o bosque, na sua cena plena,

Será de novo um ninho e lenha.

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Poema & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
29
Set25

“Folhas flamejantes de vide no outono”


Mário Silva Mário Silva

“Folhas flamejantes de vide no outono”

29Set DSC09270_ms

A fotografia de Mário Silva captura a essência do outono com uma folha de videira em cores vibrantes.

Em primeiro plano, uma grande folha, com tonalidades que variam do amarelo dourado ao vermelho intenso, destaca-se, realçada pela luz que a atravessa.

A complexa rede de nervuras é visível, mostrando a sua delicada estrutura.

No fundo, a terra e as vinhas adormecidas formam um cenário em tons neutros, que realçam a beleza e o brilho da folha.

A imagem, com um foco seletivo, celebra a transição da natureza.

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A Paleta do Outono: Quando a Natureza se Veste de Fogo

Quando o verão se despede e o ar fresco da manhã se instala, a natureza começa a sua mais bela transformação.

O outono chega, e com ele, uma explosão de cores que pinta a paisagem com uma paleta de tirar o fôlego.

As folhas, outrora verdes e vibrantes, começam a mudar, criando um espetáculo de tons de amarelo, laranja, vermelho e castanho.

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Essa mudança não é um simples capricho da natureza, mas sim um processo biológico fascinante.

Durante a primavera e o verão, a clorofila é a protagonista.

Este pigmento verde é essencial para a fotossíntese, o processo pelo qual as plantas produzem energia a partir da luz solar.

Ele domina a cor das folhas e esconde outros pigmentos que estão sempre lá, mas em menor quantidade.

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Com a chegada do outono, as horas de luz do dia diminuem e as temperaturas caem.

Como resposta, as árvores e plantas, como a videira, começam a preparar-se para o inverno.

Elas param de produzir clorofila e, gradualmente, quebram-na para conservar os seus nutrientes preciosos.

À medida que o verde desaparece, outros pigmentos, como os carotenoides e as antocianinas, emergem e finalmente brilham.

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Os carotenoides, responsáveis pelos tons de amarelo e laranja, já existiam nas folhas o tempo todo.

São os mesmos pigmentos que dão cor a cenouras e abóboras.

Quando a clorofila se degrada, eles se revelam em toda a sua glória.

Já as antocianinas, que criam os tons de vermelho e roxo, são produzidos no final do verão e no outono.

A sua produção é estimulada por dias ensolarados e noites frias.

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A fotografia de Mário Silva, com as suas folhas flamejantes de vide, captura essa transição de forma magistral.

A luz do sol penetra na folha, realçando cada nervura e cada tom de cor.

É uma imagem que celebra não apenas a beleza, mas também a resiliência e a sabedoria da natureza, que se despede de uma estação e se prepara para a próxima, deixando um rastro de fogo e cores para trás.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
17
Jul25

Borboleta-pequena-das-couves (Pieris rapae) e a estorinha


Mário Silva Mário Silva

Borboleta-pequena-das-couves (Pieris rapae)

e uma estorinha

17Jul DSC01553_ms

Esta fotografia de Mário Silva, intitulada "A borboleta-pequena-das-couves (Pieris rapae)", apresenta um plano aproximado de uma borboleta da espécie “Pieris rapae” repousando sobre uma folha verde.

A borboleta é capturada de perfil, revelando as suas asas de um tom amarelado pálido ou creme, com finas nervuras escuras que se destacam.

As asas mostram uma textura levemente aveludada e um brilho subtil.

O corpo da borboleta é coberto por uma penugem clara, e as suas antenas, finas e com as pontas engrossadas, estendem-se para a frente.

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A folha verde que serve de pouso à borboleta é o elemento dominante no fundo, preenchendo a maior parte da imagem.

A sua superfície é lisa e exibe um tom de verde intenso, com algumas áreas mais iluminadas e outras em sombra.

A luz incide de forma a criar uma sombra nítida da borboleta na folha, adicionando profundidade à composição.

A fotografia realça a delicadeza da borboleta e a simplicidade elegante do seu “habitat”, transmitindo uma sensação de quietude e observação da natureza em detalhe.

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A Estória: O Segredo da Pequena Peregrina

Naquele recanto do jardim, onde as folhas de couve se estendiam em vastos tapetes verdes, vivia uma pequena borboleta, uma “Pieris rapae” com asas de seda amarela pálida.

Não era a mais vistosa das borboletas, sem os desenhos vibrantes das suas primas tropicais, mas possuía uma beleza discreta e uma curiosidade insaciável.

Chamava-se Clara.

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Clara passava os seus dias a planar entre as folhas, saboreando o néctar das flores vizinhas, mas o seu coração ansiava por mais.

Ao contrário das suas irmãs, que se contentavam com o ciclo previsível do jardim, Clara sonhava com as histórias que o vento sussurrava sobre terras distantes, sobre montanhas azuis e rios prateados que serpenteavam por vales desconhecidos.

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Um dia, enquanto repousava sobre uma folha de couve, aquecida pelo sol da tarde, uma rajada de vento mais forte do que o habitual apanhou-a de surpresa.

Em vez de resistir, Clara abriu as suas asas, permitindo que a corrente a levasse.

Não sabia para onde ia, mas a emoção do desconhecido encheu-a de uma coragem inesperada.

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Voou por campos dourados de trigo, sobre ribeiros onde peixes prateados saltavam, e por florestas densas onde as árvores pareciam tocar o céu.

As suas asas, outrora tão comuns, agora pareciam um mapa, com as suas nervuras finas a desenhar as rotas que já tinha percorrido e as que ainda iria desbravar.

Cada pouso, mesmo que breve numa folha desconhecida, era uma nova revelação.

Descobriu o sabor de novas flores, ouviu o canto de pássaros que nunca vira e sentiu a frescura de orvalhos matinais em altitudes elevadas.

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Numa dessas paragens, numa folha de um verde intenso e desconhecido, Clara parou para descansar.

As suas antenas tremelicavam, absorvendo os aromas do novo ambiente.

Sentiu-se pequena, mas ao mesmo tempo imensa, parte de algo muito maior do que o seu jardim de origem.

A sombra das suas asas na folha era uma memória da sua jornada, da sua persistência.

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Clara nunca mais voltou ao jardim das couves.

Tornou-se uma verdadeira peregrina, a pequena borboleta das couves que voou para lá dos horizontes conhecidos.

As suas asas pálidas, outrora vistas como simples, tornaram-se o estandarte da sua liberdade, e cada nova folha em que pousava era um novo capítulo na sua extraordinária história de aventura.

E assim, a borboleta-pequena-das-couves provou que mesmo o mais humilde dos seres pode esconder um espírito grandioso e um desejo insaciável de descobrir o mundo.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
12
Jun25

"A folha de feto (Osmunda regalis) que não queria verdejar" – (estória)


Mário Silva Mário Silva

"A folha de feto (Osmunda regalis) que não queria verdejar"

(estória)

12Jun DSC03620_ms

Numa floresta densa e húmida, onde o verde reinava absoluto, vivia uma jovem folha de feto chamada Osmunda.

Todas as suas irmãs, folhas da espécie “Osmunda regalis”, exibiam com orgulho um verde vibrante, refletindo a vida e a energia da natureza.

Mas Osmunda era diferente.

Desde que brotou, ela recusava-se a verdejar.

Em vez disso, a sua cor era um dourado brilhante, como se o sol tivesse decidido morar dentro dela.

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As outras folhas zombavam dela. "Por que tu não és verde como nós?", perguntavam.

"Tu não pertences a esta floresta!"

Osmunda, porém, não se abalava.

Ela sentia que a sua cor era especial, um presente que ainda não entendia completamente.

"Talvez eu tenha um propósito diferente", pensava, enquanto balançava suavemente com a brisa.

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Um dia, a floresta enfrentou uma seca terrível.

O sol escaldante secou as folhas verdes, que começaram a murchar e perder a sua vitalidade.

Osmunda, no entanto, permaneceu intacta.

A sua cor dourada parecia absorver a luz do sol e transformá-la em força.

As outras folhas, agora frágeis e desbotadas, olhavam para ela com inveja e admiração.

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Foi então que um pássaro sábio, que sobrevoava a floresta, pousou perto de Osmunda.

"Tu és única", disse ele.

"A tua cor não é uma falha, mas um dom. Você reflete a luz e a esperança em tempos de escuridão."

O pássaro explicou que a tonalidade dourada de Osmunda ajudava a atrair a humidade do ar, criando pequenas gotas de orvalho que caíam à sua volta, nutrindo o solo e as plantas próximas.

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Com o tempo, a floresta começou a recuperar.

As folhas verdes voltaram a brotar, mas agora olhavam para Osmunda com gratidão.

Ela havia ensinado a todas uma lição: ser diferente não é uma fraqueza, mas uma força que pode salvar a todos.

E assim, Osmunda, a folha de feto que não queria verdejar, tornou-se uma lenda na floresta, um símbolo de resiliência e esperança.

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Plim, pim, pim … a estória chegou ao fim …

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Estória & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
05
Dez24

"A folha diferente" - Mário Silva


Mário Silva Mário Silva

"A folha diferente"

04Dez DSC00189 Advento_ms

A fotografia "A folha diferente" de Mário Silva apresenta um close-up de um leito de folhas secas, dominado por tons de castanho e dourado.

No centro da imagem, destaca-se uma folha amarela vibrante, com uma forma distinta das demais.

Ao fundo, à direita, uma vela verde acesa, adornada com ramos de pinheiro e bagas vermelhas, contrasta com a paleta de cores outonais da fotografia.

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A folha amarela, com a sua forma e cor distintas, destaca-se no meio da uniformidade das folhas castanhas.

Essa folha singular pode ser interpretada como uma metáfora da individualidade, da singularidade e da beleza na diversidade.

Ela representa a ideia de que cada um de nós é único e especial, mesmo dentro dum grupo.

As folhas secas representam o fim de um ciclo, a morte e a decomposição.

No entanto, a folha amarela vibrante, simboliza a vida, a esperança e a renovação.

A presença da vela, um símbolo de luz e vida, reforça essa ideia de renascimento.

A composição da fotografia é simples e eficaz.

A folha amarela, posicionada no centro da imagem, atrai imediatamente a atenção do observador.

As folhas castanhas, que circundam a folha amarela, criam um contraste que realça a sua beleza.

A vela, colocada no canto inferior direito, equilibra a composição e adiciona um elemento de profundidade.

A luz, que incide sobre as folhas, cria um jogo de sombras e luzes que realça a textura e a tridimensionalidade da imagem.

A tonalidade quente da luz confere à fotografia uma atmosfera acolhedora e intimista.

A fotografia transmite uma sensação de paz e tranquilidade.

A repetição das formas das folhas e a suavidade das cores criam um ritmo visual que acalma a mente.

A presença da vela, com a sua chama suave, reforça essa sensação de serenidade.

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Em conclusão, "A folha diferente" é uma fotografia que nos convida à reflexão sobre a beleza da natureza e a importância da individualidade.

A imagem, rica em simbolismo, evoca sentimentos de esperança, renovação e aceitação.

A fotografia é um convite a celebrar a diversidade e a encontrar beleza nas pequenas coisas.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
22
Dez23

As folhas de carvalho caídas e caiadas de branco


Mário Silva Mário Silva

As folhas de carvalho caídas e caiadas de branco

D19 DSC02765_ms

As folhas de carvalho caídas e caiadas de branco da geada que se formou durante a noite são um espetáculo belo e cativante.

O contraste entre o castanho escuro das folhas e o branco puro da geada é de tirar o fôlego.

Ao caminhar por um bosque de carvalhos cobertos de geada, é como se você estivesse a entrar num mundo mágico.

 As folhas parecem cristais de gelo, brilhando ao sol. O ar é frio e fresco, e o silêncio é absoluto.

A geada é um fenómeno natural que ocorre quando a temperatura do ar cai abaixo de zero. Quando isso acontece, a humidade do ar condensa-se e forma cristais de gelo.

No caso das folhas de carvalho, a geada forma-se quando a temperatura do ar cai abaixo de zero durante a noite. As folhas, que são húmidas, congelam e ficam brancas.

A geada pode durar por várias horas ou até mesmo dias.

Quando o sol nasce e a temperatura do ar começa a subir, a geada começa a derreter.

A geada nas folhas de carvalho é um fenómeno natural temporário, mas é uma bela visão que vale a pena apreciar.

*****************

“As folhas são como pétalas de flores brancas, dançando ao vento.”

“O chão do bosque é coberto por um tapete branco, como se tivesse nevado.”

“As árvores parecem esculturas de gelo, com galhos e troncos cobertos de geada.”

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A geada nas folhas de carvalho é uma lembrança da beleza da natureza e da fragilidade da vida.

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Texto & Fotografia: ©MárioSilva

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Mário Silva 📷
24
Set20

JÁ  É  OUTONO ...


Mário Silva Mário Silva

 

JÁ  É  OUTONO ...

 

 .

As folhas pousam, se o vento é brando
tapeteando os caminhos.
O sol é intruso, se espreita pela manhã...
e o chão não queima à meia tarde.
O dia e a noite começam cedo
e a chuva cai, arrefecendo sem gelar.
Vão-se os pássaros
ficam os ninhos franqueados ao silêncio.

DSC09357_ms


No outono...
se de brio se quer estação
o ar arrefece
e ao pó não se deve o cinzento dos dias.
No outono
quando o vento chega
varre o chão, penteia a floresta
e obriga o inverno a esperar
permitindo aos rios
descer ainda sem sobressaltos.

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                                                                                                                            https://jluisdias.blogs.sapo.pt/outono-243646      

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                                                                               🍁

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Ver também:

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https://mariosilva2020.blogs.sapo.pt/

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www.flickr.com/photos/7791788@N04

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                                                                                  🍁

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Mário Silva 📷
05
Ago20

Feto viçoso com folha seca


Mário Silva Mário Silva

 

Feto viçoso com folha seca

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Durante centenas de anos, os fetos foram interpretados como plantas enigmáticas e circularam histórias sobre uma espécie lendária que produzia sementes e cuja posse tornava invisível quem as possuísse.

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Esta tradição é referida na obra Henrique IV (1597) escrita por William Shakespeare (1564-1616) quando uma das personagens diz: “possuímos o segredo da receita das sementes de feto, que nos permitem andar sem sermos vistos”.

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Na iconografia cristã, os fetos eram símbolos de humildade, aludindo ao ambiente discreto e sombrio onde se desenvolvem e ao pequeno porte que os caracteriza. Segundo escreveu Plínio, o Velho, na História Natural (livro 27, capítulo 55), os fetos afastam as cobras; esta crença contribuiu para que, mais tarde, os fetos se tornassem símbolos da Salvação e um atributo de Jesus Cristo (as cobras simbolizam o mal).

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Mário Silva 📷

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